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STF suspende reintegração de posse da Vila Soma

As cerca de 10 mil pessoas que vivem na ocupação Vila Soma, em Sumaré, realizaram no último sábado uma assembleia comemorativa da vitória da luta contra a reintegração do terreno. O despejo estava agendado para domingo (17), quando aconteceu também um ato simbólico de reafirmação da ocupação. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, concedeu liminar no dia 13 suspendendo a expulsão das 2.500 famílias. Em nota divulgada pelo STF, Lewandowski afirmou que, sem alternativa para o reassentamento das famílias, a remoção poderia “catalisar conflitos latentes, ensejando violações aos direitos fundamentais daqueles atingidos por ela”.
O terreno ocupado pertence à Melhoramentos Agrícola Vifer Ltda. e à massa falida da Soma Equipamentos Industriais Ltda. “Uma área de 1 milhão de metros quadrados que durante 20 anos não cumpriu qualquer função social é legitimamente ocupada pelas famílias para garantir um mínimo de dignidade humana”, ressaltou o advogado da Rede Nacional de Advogados Populares (Renap) que defende as famílias, Alexandre Mandl, durante a manifestação.
Desde 2012 a ocupação resiste. Para William Souza, um dos coordenadores, “essa cidade nunca viu tanta luta. Só nós que estávamos aqui 24 horas nessa semana sabemos o que passamos pela força do aparato do Estado. Enfrentar armas na cara, ameaças de prisão, ofensas, a polícia ameaçando nossas crianças, mulheres e idosos”.
O recurso ao Supremo contra a desocupação foi impetrado pela Defensoria Pública e o mérito ainda será julgado. O relator do processo é o ministro Dias Toffoli.
O STU comemora a vitória dos moradores com a suspensão da reintegração, que inevitavelmente levaria a uma nova tragédia como a ocorrida no despejo da Ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, em 2012, quando a truculência policial levou a dezenas de feridos, crimes de estupro e até mortes.

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Greve dos motoristas de Campinas arranca pagamento de salários

Os terminais de ônibus Ouro Verde, Vida Nova, Vila União e Barão Geraldo amanheceram fechados na terça-feira (12) devido ao protesto dos motoristas das linhas Verde e Azul-claro contra atraso no pagamento de salários e proposta de parcelamento dos vencimentos.
A greve durou dois dias, mas serviu para dar um recado ao patronato de que os trabalhadores não vão aceitar o descumprimento de direitos. O movimento foi suspenso após o pagamento dos salários.
Em Campinas o cargo de cobrador foi extinto para reduzir custos, prejudicando o trabalho dos motoristas, que passaram a dirigir e cobrar as passagens. Anualmente a tarifa é reajustada e mesmo assim as empresas alegam não ter dinheiro para arcar com suas responsabilidades – o que demonstra falta de respeito com os funcionários e com a população que depende do serviço.
O STU presta total apoio ao movimento dos motoristas.

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Sindicato cobra retomada de debate sobre efetivação da isonomia salarial com a USP

A diretoria do STU vai cobrar da reitoria a realização da próxima reunião para discutir a incorporação de uma referência aos vencimentos de todos os trabalhadores da Universidade. Na última reunião ocorrida no ano passado, o reitor José Tadeu Jorge protelou mais uma vez a efetivação da isonomia salarial com a USP apoiando-se na argumentação de que a arrecadação estadual não atingiria os R$ 92,2 bilhões. No último dia 15, no entanto, o jornal Folha de São Paulo informou que a Secretaria de Planejamento e Gestão do governo do Estado prevê que a arrecadação de 2015 ficará em R$ 95,4 bilhões.
Na reunião de 22 de dezembro Tadeu também afirmou que, a partir deste mês, caso não se efetive a referência para todos, seria possível discutir outras alternativas. A direção do sindicato cobra uma proposta concreta do reitor para ser levada à decisão da categoria, com o objetivo de fazer avançar o compromisso assumido por Tadeu quando ainda era candidato e que já está atrasado em dois anos. Até o momento, sequer os pisos salariais dos três níveis da carreira estão ainda igualados aos da Universidade de São Paulo.
A previsão é que o fechamento das contas do ano passado ocorra neste dia 20 e o STU cobra que a reunião com Tadeu aconteça ainda neste mês, conforme pactuado em dezembro.

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Assembleia geral dia 20 discute ação da mudança de regime

Atividade terá início às 12h, no Auditorio do  HC (3º andar)

A diretoria do STU convoca os trabalhadores, a participar da assembleia geral que será realizada nesta quarta-feira (20 de janeiro), a partir do meio-dia, para debater os próximos passos do ingresso com o pedido de participação do sindicato como entidade amicus curiae no processo que trata da mudança de regime.
Por ser um processo que discute constitucionalidade, a Comissão de Trabalhadores aprovada em assembleia para discutir o assunto junto com a Comissão ESU 85/88 optou pela contratação de uma assessoria jurídica constitucionalista externa para intervir no processo em defesa dos trabalhadores, mostrando a questão social que essa medida traz. Este contrato vai ser rateado entre os trabalhadores que aderirem.
O sindicato, no entanto, seguirá a determinação da categoria aprovada em assembleia realizada em outubro do ano passado e pedirá a participação no processo como entidade especializada que pode contribuir com a exposição de motivos sociais para que os ministros do Supremo votem favoravelmente aos servidores.
O processo em curso, questionado pelo Ministério Público Estadual e julgado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, tem implicações sobre a vida funcional de servidores contratados entre 1985 e 4/10/1988 cuja mudança do regime celetista para o Esunicamp foi autorizada pela deliberação Consu 011/2013.

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Abaixo-assinado pede urgência no julgamento da inconstitucionalidade da contratação celetista

Uma petição pública disponível na internet pede ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, que inclua com urgência na pauta de votações do STF a ADI 2135. A Ação Direta de Inconstitucionalidade questiona a emenda constitucional 19/98 – que possibilitou a contratação de servidores públicos em regime CLT.
Em 2007, a maioria dos ministros do STF suspenderam a vigência da redação dada pela emenda constitucional o artigo 39 da Constituição Federal, que eliminava a exigência do Regime Jurídico Único e planos de carreira para os servidores da Administração Pública Federal, das autarquias e fundações públicas. E em 2009 a Procuradoria Geral da República manifestou-se também pela inconstitucionalidade da contratação pela CLT no serviço público. A ação tramita desde o ano 2000 no Supremo.
O abaixo-assinado eletrônico ressalta que “a demora neste julgamento está afetando a vida de muitos brasileiros contratados pelo regime CLT quando deveriam ter sido contratados no regime estatutário”. O link para assinatura está disponível em  http://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR85721)

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Boletim do STU 01/2016

Baixe aqui Boletim 01/2016, de 19 janeiro de 2016.

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Boletim do STU 71/2015

Baixe aqui Boletim 71/2015, de 10 dezembro de 2015.

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Boletim do STU 70/2015

Baixe aqui Boletim 70/2015, de dezembro de 2015.

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Comissão da mudança de regime se reúne nesta 5ª (03/12)

Será realizada no dia 03/12 (quinta-feira), às 12 horas, na sede do STU a reunião da comissão de servidores que foram destacados para acompanhar o processo de Mudança de Regime. A comissão foi eleita em assembleia e tem como função o acompanhamento do processo que hoje corre no STF. Participam também da reunião diretores do STU e a assessoria juridica do sindicato.

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Estudantes dão exemplo e ocupam mais de 160 escolas contra plano de Alckmin

Desde quando foi anunciado o plano do governo Geraldo Alckmin de fechar 94 escolas estaduais no Estado e separar os ciclos de ensino por unidade escolar, os estudantes secundaristas têm dado um exemplo de luta e resistência.
Segundo informes do movimento “Não feche a minha escola”, mais de 160 instituições já estão ocupadas por alunos, com apoio de pais e professores, em todo o Estado. Seis delas ficam na cidade: Antonio Vilela Júnior, Carlos Gomes, Júlio de Mesquita, Francisco Glicério, Jamil Gadia e Reverendo Eliseu Narciso. A imprensa já divulgou que na região 55 escolas devem ser afetadas pela “reorganização” governamental, sendo 16 delas na cidade de Campinas.
A medida fará com que irmãos que estudam hoje numa mesma escolas sejam separados (dificultando ainda mais a vida dos pais e mães). Os custos com transporte para as crianças e jovens se deslocarem entre a escola e suas residências também vai aumentar. Professores e funcionários também estão sob ameaça.
Após a onda de ocupações o governo anunciou “proposta” de suspender por dez dias o plano, o que foi repudiado pelos estudantes, que seguem em luta.
Reunião de conciliação marcada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda (23) foi adiada por falta de consenso com os estudantes, que querem o cancelamento de tal plano. O TJSP também rejeitou o recurso da Secretaria de Educação que pedia a reintegração de posse das escolas ocupadas.
Ícones da educação como o professor da Unicamp Demerval Saviani, artistas e movimentos sociais têm apoiado a luta dos estudantes.
As congregações das Facudades de Educação da Unicamp e da USP, vários departamentos e conselhos de unidades da Universidade Federal de São Carlos também se manifestaram contra a bagunça que Alckmin quer promover nas escolas.
Os alunos também organizam um boicote ao Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo), forçando o cancelamento da prova nas escolas ocupadas. O Saresp é criticado também porque seu único objetivo é ranquear as unidades de ensino para estabelecer o pagamento de bônus aos professores, que cobram plano de carreiras.
O STU empenha total apoio à luta dos estudantes e convida todos os servidores a se solidarizarem com os jovens, participarem das atividades promovidas nas escolas ocupadas, contribuírem com a doação de alimentos para possibilitar a permanência dos jovens até a derrota de mais esse ataque à educação paulista.

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STF afirma que teto salarial inclui vantagens anteriores à EC-41

Na quarta-feira (18) o Supremo Tribunal Federal (STF), por 9 votos contra 1, determinou que “para efeito de observância do teto remuneratório constitucional, devem ser computados também os valores percebidos anteriormente à vigência da EC 41/2003 (Lei do Teto) a título de vantagens pessoais pelos servidores”. Até a data do julgamento os trabalhadores que recebem valores acima do teto ficam dispensados de restituir valores aos cofres públicos, informa o Supremo.
Em São Paulo, a remuneração equivalente ao teto é a do Governador (R$ 21, 6 mil/mês). Neste ano, durante a greve, o STU cobrou o fim das duplas matrículas e supersalários denunciando que eles eram uma afronta à Constituição Federal.
A decisão do STF encerra o debate jurídico em todas as instâncias e confirma que os supersalários são imorais e ilegais. Agora, os trabalhadores esperam receber o que é justo, com a destinação dos valores pagos acima do teto para a integralização do processo de isonomia com a USP. A reitoria afirmou na reunião de segunda que só se pronunciará a respeito quando tiver acesso ao inteiro teor do acórdão do julgamento do STF, mas, respondendo a reivindicação do STU, o reitor se comprometeu a defender a destinação prioritária do excedente para a isonomia.

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Mulheres Negras realizam marcha histórica contra o racismo e o machismo

No último dia 18 de novembro, mais de 15 mil mulheres negras de todo o país ocuparam a capital federal na primeira Marcha das Mulheres Negras contra o racismo, a violência e pelo bem viver.
As participantes se reuniram ao final do protesto com a presidenta Dilma Rousseff; a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino; e a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, e protocolaram as reivindicações que motivaram a Marcha (a íntegra pode ser lida no site e no Facebook do STU).
Apesar do ataque facista de policiais e ex-policiais que estavam acampados há mais de um mês em frente ao Congresso Nacional pedindo o impeachment da presidenta e a volta da ditadura militar, as mulheres não esmoreceram. E os golpistas se desmoralizaram de vez, sendo obrigados a desmontar o acampamento após a repercussão internacional do crime.
Mulheres da região e servidoras da Unicamp participaram, integrando a Frente de Mulheres Negras de Campinas. O STU apoiou a Marcha desde seu início.

Confira abaixo a Carta de Reivindicações da Marcha

Nós, mulheres negras do Brasil, irmanadas com as mulheres do mundo afetadas pelo racismo, sexismo, lesbofobia, transfobia e outras formas de discriminação, estamos em marcha. Inspiradas em nossa ancestralidade somos portadoras de um legado que afirma um novo pacto civilizatório.

Somos meninas, adolescentes, jovens, adultas, idosas, heterossexuais, lésbicas, transexuais, transgêneros, quilombolas, rurais, mulheres negras das florestas e das águas, moradoras das favelas, dos bairros periféricos, das palafitas, sem teto, em situação de rua.

Somos trabalhadoras domésticas, prostitutas/profissionais do sexo, artistas, profissionais liberais, trabalhadoras rurais, extrativistas do campo e da floresta, marisqueiras, pescadoras, ribeirinhas, empreendedoras, culinaristas, intelectuais, artesãs, catadoras de materiais recicláveis, yalorixás, pastoras, agentes de pastorais, estudantes, comunicadoras, ativistas, parlamentares, professoras, gestoras e muitas mais.

A sabedoria milenar que herdamos de nossas ancestrais se traduz na concepção do Bem Viver, que funda e constituí as novas concepções de gestão do coletivo e do individual; da natureza, política e da cultura, que estabelecem sentido e valor à nossa existência, calcados na utópica de viver e construir o mundo de todas(os) e para todas(os).

Na condição de protagonistas oferecemos ao Estado e a Sociedade brasileiros nossas experiências como forma de construirmos coletivamente uma outra dinâmica de vida e ação política, que só é possível por meio da superação do racismo, do sexismo e de todas as formas de discriminação, responsáveis pela negação da humanidade de mulheres e homens negros.

Declaramos que a construção desse processo se inicia aqui e agora.

Por tudo isso, nós Mulheres Negras estamos em Marcha para exigir o fim do racismo e da violência que se manifestam no genocídio dos jovens negros; na saúde, onde a mortalidade materna entre mulheres negras está relacionada à dificuldade do acesso a esses serviços, à baixa qualidade do atendimento aliada à falta de ações e de capacitação de profissionais de saúde voltadas especificamente para os riscos a que as mulheres negras estão expostas; da segurança pública cujos operadores e operadoras decidem quem deve viver e quem deve morrer mediante a omissão do Estado e da sociedade para com as nossas vidas negras.

Marchamos pelo direito à vida, pelo direito à humanidade, pelo direito a ter direitos e pelo reconhecimento e valorização das diferenças. Marchamos por justiça, equidade, solidariedade e bem-estar que são valores inegociáveis, diante da pluralidade de vozes que coabitam o planeta e reivindicam o Bem Viver.

Convocamos a sociedade brasileira para a construção deste novo pacto civilizatório, para uma sociedade onde todas e todos possam viver plenamente a igualdade de direitos e oportunidades.

Para a consolidação desse Pacto de consenso, é necessário que Estado e Sociedade acolham as seguintes reivindicações:

DIREITO À VIDA E À LIBERDADE

Garantir o direito à vida da população negra, em geral, e da mulher negra, em particular, como um direito fundamental que não pode ser violado sob nenhuma hipótese. Tal garantia deve ser acompanhada de condições sociais, políticas, econômicas, ambientais culturais, civis e políticas, para que possamos viver com dignidade, liberdade, livres do racismo patriarcal e de todas as formas de discriminação;

Assegurar o direito à liberdade garantindo o direito de ir e vir, de emitir opinião, de se expressar, de criar vínculos associativos sem a interpelação do Estado, tomando como referência os princípios éticos e dos Direitos Humanos preconizados em nossa Constituição;

? Garantir a laicidade do Estado face a quaisquer fundamentalismos religiosos;

Erradicar as desigualdades, considerando que possuem severo fundamento nas discriminações raciais e de gênero, tomando como parâmetro essencial a promoção de políticas públicas que possam garantir a dignidade das mulheres negras;

PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL

  • Garantir o acesso às riquezas, aos bens comuns de forma igualitária, sustentável e coletiva, resguardando o ambiente da exploração predatória;
  • Reconhecimento e visibilidade da trajetória coletiva e das nossas múltiplas realidades, que permanecem ocultas sob o peso de narrativas que nos associam à carência, ao atraso e à incapacidade intelectual e política.
  • Fomentar a participação na política nos espaços de decisão e nos órgãos públicos, garantindo a paridade e as condições materiais e simbólicas para o empoderamento e o fortalecimento da participação das mulheres negras nas quadras do poder;
  • Promover a reforma do sistema político brasileiro visando a constituição de novos parâmetros para a democracia brasileira, para o exercício do poder, suscitando a participação dos grupos excluídos do processo de decisão e reorganizando as formas de representação e de expressão dos interesses dos diferentes grupos e do controle social do Estado;
  • Ratificar e assegurar o cumprimento das deliberações dos protocolos, pactos, declarações, convenções, planos de ações regionais (OEA) e internacionais (ONU), ratificando e referendando esses compromissos. Tomar como parâmetros indicadores nacionais e internacionais para o monitoramento do cumprimento dessas medidas, que também poderão levar em conta outros indicadores tais como, o bem-estar psicológico, a saúde, o uso do tempo, a vitalidade comunitária, a educação, a cultura, o meio ambiente, a governança e o padrão de vida.Implantar as políticas preconizadas no Estatuto da Igualdade racial (Lei no. 12288 de 20/07/2010), bem como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), incentivando a organização do Sistema nas esferas estaduais e municipais, a partir de suporte financeiro e técnico;Exigir do poder público, nas três esferas de governo, orçamento adequado para a implementação das políticas de promoção da igualdade racial contra o racismo, a violência e pelo bem viver;

DIREITO AO TRABALHO, AO EMPREGO E À PROTEÇÃO DAS TRABALHADORAS NEGRAS EM TODAS AS ATIVIDADES

  • Garantir a oportunidade e acesso a postos de trabalho e emprego, com remuneração justa e adequada, tendo como parâmetro a equidade racial, étnica, de gênero, orientação sexual, identidade de gênero, geração, deficiências, de condição física e mental para o acesso e permanência nos postos de trabalho. Deve-se também assegurar legalmente a participação em atividades comunitárias e de organização sindical;
  • Assegurar o exercício do trabalho em condições plenas de segurança, assentado na proteção à saúde das(os) trabalhadoras(es) e nos direitos previdenciários previstos em lei, no campo e na cidade;
  • Erradicar definitivamente o trabalho análogo ao trabalho escravo e infantil em todo território nacional, garantindo a proteção e o desenvolvimento da(o) trabalhador(a) na área rural;
  • Oferecer trabalho decente para migrantes negros oriundos de países latino-americanos e africanos;
  • Demandar ao poder público o cumprimento da Lei Complementar no 150 de 01/06/15 que dispõe sobre o contrato de trabalho doméstico que garante a seguridade social e todos os direitos trabalhistas para todas as trabalhadoras domésticas;
  • Promover a valorização do trabalho das mulheres negras, coibindo práticas discriminatórias no mercado de trabalho, tais como salários desiguais para funções e cargos iguais, entre outras;
  • Garantir o exercício do trabalho em condições de segurança com proteção à saúde das(os) catadoras(es) de materiais recicláveis, assegurando também todos os direitos trabalhistas e de seguridades social;
  • Implementar políticas de ações afirmativas para o enfrentamento das desigualdades raciais e de gênero no mercado de trabalho (nas administrações centralizadas, autarquias, fundações, empresas públicas, privadas, nacionais, multinacionais e cooperativas);
  • Assegurar o cumprimento pleno das Convenções 100, 111 e da agenda do Trabalho Descente da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

DIREITO À TERRA, TERRITÓRIO E MORADIA/DIREITO À CIDADE

  • Garantir a preservação, proteção, demarcação, homologação e registro incondicional das terras quilombolas, indígenas e de outros povos tradicionais. Necessário se faz também assegurar recursos orçamentários da União para a titulação das terras e para o desenvolvimento de políticas sociais econômicas voltados para o desenvolvimento sustentável dessas comunidades, com participação das(os) interessadas(os) nos processos de decisão;
  • Criar condições para permanência e retorno da população negra ao campo, especialmente a juventude e promoção de políticas e leis que protejam, preservem e recuperem as sementes nativas e crioulas. Deve- se salientar que os mecanismos governamentais de compra e distribuição de sementes devem respeitar as formas tradicionais de organização local da agricultura familiar, camponesa e dos povos tradicionais e estimular a formação de estoques de sementes;
  • Implementar a reforma agrária e oferecer recursos para o dinamismo da agroecologia;
  • Apoiar, com recursos financeiros e técnicos, as práticas tradicionais de troca, seleção e venda pelas(os) agricultoras(es) familiares e pelas comunidades tradicionais;
  • ?  Exigir o reconhecimento e a garantia dos direitos de trabalhadoras(es) do campo, valorizando a remuneração justa e equitativa e o fim da violência e da discriminação contra as mulheres.
  • Garantir o Direito a Cidade por meio do reconhecimento da função social da propriedade, para assegurar moradias e acesso a serviços na cidade; contribuindo assim para o fortalecimento dos interesses coletivos sociais, culturais e ambientais em detrimento dos interesses individuais e econômicos.
  • Assegurar as mulheres negras o acesso à serviços sociais básicos, referentes à mobilidade, ao esporte e lazer, ao patrimônio natural e cultural;
  • Assegurar moradia digna para todas(os), priorizando a segurança da posse e impedindo os despejos forçados, remoções e o monopólio sobre a terra;
  • Promover a urbanização de favelas e prevenção de riscos, priorizando a segurança da posse e o respeito de todos os direitos humanos.

JUSTIÇA AMBIENTAL, DEFESA DOS BENS COMUNS E A NÃO-MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA

  • Erradicar o racismo ambiental, promovendo políticas ambientais que:
  1. (a)  Impeçam a remoção e a desocupação para a extração do patrimônio ambiental e de outras riquezas, o uso de agrotóxicos e outros venenos na agricultura e nas outras culturas de criação de animais e o despejo de detritos e lixos em áreas onde a população negrahabita;
  2. (b)  Destroem o ambiente e a cultura das comunidades tradicionais,quilombolas e indígenas;
  • Promover fontes alternativas de energia limpa, bem como a democratização, descentralização e gestão pública da energia de maneira a garantir o direito das comunidades tradicionais e das populações do meio rural ao seu acesso;
  • Reparar e indenizar as populações, especialmente das mulheres negras, afetadas por megaprojetos e processos industriais e de mineração atingidos por barragens e por desastres naturais;
  • Ampliar o acesso universal a água potável, limpeza urbana e ao saneamento básico;
  • Promover a soberania alimentar e o acesso a alimentação saudável, adequada e com qualidade, livre de agrotóxicos e não transgênicos.

DIREITO À SEGURIDADE SOCIAL (SAÚDE, ASSISTÊNCIA SOCIAL E PREVIDÊNCIA SOCIAL)

  • Assegurar às mulheres negras as políticas de seguridade social, por meio do acesso a serviços essenciais de saúde, assistência e previdência social;
  • Erradicar o racismo institucional nas organizações públicas e privadas e em suas diferentes políticas, planos e programas de ação;
  • Implantar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no Sistema Único de Saúde;
  • Ampliar a Política Nacional de Atenção Integral à pessoa com Doença Falciforme para todo o território nacional, a partir de um conjunto de medidas, como o fomento a pesquisas e técnicas de atenção e assistência;
  •   Descriminalizar o aborto e garantir o atendimento ao aborto legal na rede pública, bem como os procedimentos de profilaxia às mulheres em situação de violência, incluindo também o acesso a pílula do dia seguinte;
  • Assegurar a estruturação e o aparelhamento dos equipamentos de saúde da rede pública, especialmente daqueles voltados para o atendimento à saúde da mulher, incluindo recursos humanos especializados e outros insumos necessários;
  • Erradicar a mortalidade materna de mulheres negras, aprimorando as políticas em curso e incluindo o quesito cor na avaliação de risco;
  • Implantar políticas de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos nas áreas da educação, da saúde e da segurança, garantindo o respeito à livre orientação sexual, as identidades de gênero, a autonomia do corpo da mulher o direito ao aborto, bem como promover ações voltadas para a saúde sexual e saúde reprodutiva.

DIREITO À EDUCAÇÃO

  • Demandar ao Ministério da Educação (MEC) e das Universidades a efetivação e ampliação dos programas e das políticas de assistência voltados para a permanência dos alunos que ingressaram nas universidades por meio do sistema de cotas e de outras políticas de inclusão;
  • Garantir a efetivação de mecanismo de implantação das diretrizes curriculares sobre a história da África e das culturas afro-brasileira e indígena previstas no artigo (26.A da LDB, Leis 10.639 e 11.645), com aprimoramento dos currículos formação continuada, bem como elaborar e difundir materiais didáticos, paradidáticos e pedagógicos sobre a temática, direcionados aos profissionais da educação;
  • Fortalecer políticas públicas voltadas para a redução da evasão escolar, defasagem idade-série dos alunos pertencentes aos grupos étnicos e raciais discriminados.

DIREITO À JUSTIÇA

  • Promover a proteção contra o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata assegurando que todas as pessoas tenham acesso aos remédios eficazes e usufruam do direito ao acesso ao sistema de justiça e de outras instituições para solicitarem reparação ou satisfação justas e adequadas pelos danos ocasionados por tais formas de discriminação.
  • Adotar as medidas necessárias, como previsto na legislação nacional, para assegurarem o direito das vítimas em obterem reparação e satisfação justas e adequadas relativas aos atos de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata e a formularem medidas efetivas para prevenção da repetição de tais atos;
  • Promover políticas de enfrentamento à violência contra a população negra, em especial, aquela que acomete as mulheres negras, visando assegurar a vida, a segurança e a paz;
  • Erradicar o racismo institucional em todas as instâncias do sistema de justiça.
  • Assegurar políticas de prevenção e enfrentamento ao encarceramento da população negra, em especial das mulheres negras;
  • Assegurar ações de enfrentamento às violações do direito de culto e crença, com vistas a combater a discriminação contra as religiões de matriz africana;
  • Retirar de todos os órgãos do sistema de justiça símbolos de qualquer religião, considerando a laicidade do estado brasileiro;
  • Apoiar a criação de varas especializadas para tratar as questões raciais no poder judiciário;
  • Incentivar a criação de um núcleo de atendimento de questões raciais na defensoria pública;
  • Incentivar a geração de dados sobre o sistema de justiça para que possa ser criada jurisprudência em casos de racismo;
  • Promover campanhas contra a violência e os homicídios que ceifam a vida da juventude negra, bem como promover ações de reparação dos danos causados às famílias.

DIREITO À CULTURA, INFORMAÇÃO E À COMUNICAÇÃO

  • Ampliar e efetivar ações afirmativas para as culturas negras nas políticas e programas de incentivo à produção cultural em todos os níveis.
  • Implementar e consolidar as ações para inventariar, restaurar e proteger o patrimônio cultural material e imaterial das culturas afro-brasileiras, especialmente das comunidades quilombolas e de matrizes africanas, promovendo a valorização dos conhecimentos e culturas destes segmentos;
  • Garantir e promover ações de enfrentamento à intolerância às religiões de matriz africana que afetam os terreiros e os adeptos dessas religiões.
  • Promover campanhas que eliminem a veiculação de estereótipos de gênero, raça/etnia, geracional, orientação sexual nos meios de comunicação (públicos e privados) e nas produções, conteúdos, programas e materiais didáticos;
  • Criar novos/outros regimes de visibilidade da população negra, em particular das mulheres negras, apoiado em outro imaginário capaz de romper com os códigos racistas e sexistas que compõem os discursos circulantes;
  • Estimular maior participação de profissionais negros, especialmente das mulheres negras, na estrutura ocupacional da mídia e dos sistemas de entretenimento;
  • Inserir nas discussões relativas à democratização da mídia no Brasil, o tópico da pluralidade com vistas a contemplar as múltiplas vozes, estéticas e perspectivas dos grupos etnicorraciais que compõem a nação brasileira;
  • Fortalecer as mídias populares e comunitárias; garantira participação e a representatividade da mulher negra nos meios; proibir o repasse de verbas públicas para veículos de comunicação que induzem ao racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia.
  • Garantir a todas as pessoas, independentemente da condição socioeconômica ou da localidade, acesso a um serviço de banda larga de qualidade, barato e rápido.
  • Exigimos o fim dos oligopólios e monopólios de mídia, a transparência nas concessões de canais de rádio e televisão, o fortalecimento da comunicação pública e comunitária, e a diversidade e a pluralidade de conteúdo nos meios de comunicação do Brasil.

SEGURANÇA PÚBLICA

  • Erradicar o racismo institucional das políticas de segurança, coibindo o uso da violência racial que produz altos índices de homicídios contra a população negra, por meio de políticas de segurança pública, baseadas em Direitos Humanos;
  • Promover a participação, o delineamento e o controle social das políticas de segurança pública, considerando, fundamentalmente, a participação da população negra nos conselhos deliberativos dessas políticas;
  • Promover ações de enfrentamento ao genocídio da juventude negra, com a participação ativa dos grupos envolvidos;
  • Promover campanhas articuladas entre os órgãos púbicos e privados contra a violência racial, levando as demandas da população negra, em especial, das mulheres negras;
  • Ampliar o número de serviços para a atenção às mulheres negras vítimas de violência sexual e intrafamiliar, bem como, para os crimes raciais. Brasília, 18 de novembro de 2015.Marcha de Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e o Bem Viver

 

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Emenda da Opressão é retirada de votação

Prevista para acontecer na noite desta segunda-feira (16), a 2ª discussão e votação da Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 145/15, mais conhecida como “Emenda da Opressão/ da ideologia de gênero”, foi adiada a pedido de seu próprio autor, o vereador Campos Filho (DEM).
Os vereadores contrários a emenda acreditam que o adiamento se deu devido às pressões populares e dos movimentos sociais, que lotaram as galerias da Câmara Municipal desde a primeira discussão.
O STU, que em seu XVIII Congresso aprovou moção contra os vereadores e em defesa da formação para a diversidade de gênero, seguirá na luta contra essa proposta pois acredita que as escolas devem ser o espaço de discussão e reflexão de temas como sexualidade, construção social de gênero e orientação sexual, pois proporciona um ambiente seguro para jovens e adolescentes debaterem e questionarem suas idéias.

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Boletim do STU 069/2015

Baixe aqui Boletim 69/2015, de 25 de novembro de 2015.

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Reitoria protela aplicação de uma referência para todos

Foi realizada nesta segunda-feira (23/11) a reunião de negociação entre a reitoria e a direção do STU para tratar do pagamento de uma referência para todos os técnico-adminstrativos da Unicamp em conformidade com o acordado em maio deste ano quando da campanha salarial.
A expectativa e cobrança do STU era de que o pagamento da referência para todos pudesse ser efetivada a partir de outubro, de acordo com as projeções da Aeplan, que segue projetando que a arrecadação deste ano deve chegar nos R$ 92,5 bi, e com o acordado anteriormente com a reitoria.
Apesar de a reitoria seguir afirmando que a previsão da Aeplan é de que o governo arrecade os R$ 92,5 bi no ano, valor acima dos R$ 92,2 bi necessários para que seja garantido o acordo de pagamento de uma referência para todos, o reitor afirmou que a arrecadação não foi suficiente para disparar o “gatilho” de confirmação para o pagamento. Segundo ele, a arrecadação atingiu em outubro R$ 74,55 bi e deveria ter atingido mais de R$ 76 bi para que ele liberasse o pagamento da referência para todos.
A próxima reunião para tratar do tema será realizada no primeiro dia útil de dezembro após a liberação dos dados da arrecadação referentes ao mês de novembro, que terá como referência o dia 20/12.
Reserva Técnica – A reitoria afirma que o estudo detalhado e as especificações serão apresentadas em breve.
Auxílio Alimentação – A reitoria afirma que a sua prioridade é a isonomia e que toda sobra orçamentária seja designada para a sua efetivação.
Demissões no CAISM – Foram apresentados novamente os casos de demissões na Funcamp, particularmente do servidor que foi demitido mesmo estando em laudo médico. A reitoria ficou de dar resposta imediata.
DeDIC – A reunião pendente ficou de ser agendada, independente da presença do reitor, fato que até agora impediu o avanço da pauta.
A avaliação da negociação e os próximos passos a serem dados pelo sindicato estarão na pauta da próxima assembleia e devem ser pautadas nas unidades para que o STU possa dar os encaminhamentos necessários à luta de todos.

A diretoria do STU convoca os trabalhadores da Unicamp para assembleia geral no próximo dia 2 de dezembro (quarta-feira), a partir das 12 horas (local a confirmar). Em pauta a negociação com a reitoria, plenária da Fasubra e assuntos gerais.

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XIII Congresso reafirma luta pela isonomia e direitos e aprova plano de lutas

O XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, realizado entre os dias 12 e 14 deste mês com a participação de mais de 200 delegados e delegadas reafirmou a importância de avançar na luta em defesa de reivindicações históricas da categoria. Estarão entre as prioridades do sindicato nos próximos dois anos a luta pela isonomia salarial com a USP e a carreira, o fim da terceirização e do assédio moral, a retomada da jornada de 30 horas para todos na Área da Saúde, a mudança democrática do estatuto da Unicamp, e a extensão aos aposentados dos benefícios conferidos aos trabalhadores na ativa. Além do combate a qualquer forma de opressão e discriminação.
Os representantes da tese 5 “Alerta Unicamp – Compromisso com os Trabalhadores – CTB”, eleita como guia para orientar os debates no Congresso e as ações do próximo biênio, avaliam que a organização do congresso serviu para avançar nas discussões sobre conjuntura e a organização e atuação sindical, além de reafirmar as bandeiras da categoria em unidade com outros setores da classe trabalhadora.
Também foi decidido pelos trabalhadores abrir o debate sobre a filiação do sindicato a uma central sindical. A deliberação sobre qual organização nacional de trabalhadores o STU será vinculado se dará no XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, que acontecerá em 2017.

Principais deliberações do XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp

Confira as principais resoluções aprovadas pelos (as) delegados (as). Nos próximos dias serão publicadas a íntegra da Tese Guia e as demais resoluções aprovadas

SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL – O congresso também discutiu a conjuntura internacional e como a ação imperialista de opressão e exploração dos povos tem levado ao aumento da xenofobia, guerras, conflitos e fundamentalismo religioso, destruindo povos e nações. A categoria reafirmou a defesa da autodeterminação dos povos, o repúdio ao terrorismo e a ataques assassinos (poucos dias antes das tragédias ocorridas na França e no Quênia nesta semana), a defesa dos direitos e existência digna para os cidadãos refugiados.
DEFESA DA DEMOCRACIA – Os trabalhadores votaram posicionamento contra o golpe na forma de impeachment, defesa do mandato popular da presidente Dilma Rousseff e contra o ajuste fiscal do governo e todas as medidas que representam retrocessos para os trabalhadores. O congresso reafirmou a defesa de reformas estruturais (tributária, das comunicações, agrária e urbana, capazes de dotar o país de estruturas democráticas e sociais fundamentais para solidificar um processo de mudanças sociais). Nessa perspectiva, saúde e educação devem ter centralidade no investimento público, possibilitado pela efetivação de impostos sobre as grandes fortunas, heranças e transações financeiras.
DEMOCRACIA NA UNICAMP – O congresso reafirmou a cobrança de que a Unicamp crie mecanismos de transparência e cumpra a lei do teto salarial, colocando fim aos supersalários, às duplas matrículas e outros privilégios. Essa deliberação será encaminhada ao Fórum das Seis para incorporação à Pauta de Reivindicações Unificada.
O congresso indicou que o STU fomente as discussões junto à categoria sobre a participação dos trabalhadores nos espaços decisórios da universidade e sobre a paridade.
CAMPANHA SALARIAL E COMANDOS DE GREVES – Com vistas a construir novamente uma campanha salarial unificada no ano que vem, a diretoria do STU fica responsabilizada por iniciar o mais brevemente possível diálogo com as demais entidades do Fórum das Seis. O objetivo é construir um calendário conjunto que fortaleça a organização sindical e faça frente aos ataques, arranque das administrações universitárias o compromisso de expansão não elitizada das instituições, com garantia de políticas inclusivas.
Foi ainda indicada a construção de um calendário preparatório da Campanha Salarial 2016, e que, em caso de paralisações por tempo indeterminado, o Comando de Greve (CG) será constituído pela diretoria do sindicato e representantes indicados pelas unidades em greve. A indicação destes representantes se dará de forma proporcional à adesão de cada local de trabalho, com base em critérios a serem definidos em assembleia. E os representantes de unidades no CG terão tarefas definidas (fomentar a discussão e organização do movimento, apresentar informes de sua unidade, levar a deliberações da reunião do CG para seu local de trabalho, e votar nas reuniões do CG de acordo com as propostas debatidas na sua unidade).
REPRESENTAÇÃO NO CONSU – Buscando efetivar a autonomia de organização e representação dos trabalhadores no Conselho Universitário, o STU organizará uma chapa eleita em assembleia e com um programa definido pela categoria. Os candidatos poderão contar com a estrutura do sindicato para ajudá-los na campanha e mandato. A intenção é garantir que os conselheiros tenham compromisso de cumprir o programa e prestar conta aos trabalhadores.
ORGANIZAÇÃO SINDICAL – Foi avaliada a necessidade de criação de uma comissão de base em todas as unidades, principalmente na Área Hospitalar.
Os trabalhadores também decidiram manter o critério estatutário da proporcionalidade qualificada na composição da diretoria do sindicato, composta por 27 membros eleitos de forma direta. Todas as chapas que obtiverem no mínimo 10% dos votos terão assento na diretoria de acordo com a votação que receberem.
UNIFICAR OS SINDICATOS DA UNICAMP, USP e UNESP – Os delegados aprovaram que o STU deve tomar iniciativas de discutir com as direções do Sintusp e Sintunesp a proposta de unificação dos sindicatos, visando abrir o debate da unificação nas três categorias e a definição de um calendário.
IMPOSTO SINDICAL – Os trabalhadores decidiram que o valor repassado ao sindicato (60% do desconto referente a um dia de salário no mês de março nos salários dos trabalhadores contratados em regime celetista) será devolvido apenas aos sindicalizados. O restante será depositado em um fundo destinado a financiar a construção da nova sede do STU.
FUNDO JURÍDICO – Foi aprovada a criação de um fundo composto por 5% dos valores oriundos das causas ganhas em processos com jurídico do STU para gastos com peritos, sucumbências e fortalecimento do jurídico. A lógica dessa proposta é garantir que os que ganham as causas possam dar sua contribuição para democratizar a utilização por todos. Também ficou estabelecido que esse fundo não poderá ser utilizado para pagamento do escritório contratado pela entidade.
SEDE DO STU – Será constituído um fundo para financiamento da construção da nova sede do sindicato, composto por um percentual da arrecadação das mensalidades dos sócios a ser definido pela assembleia orçamentária, além do valor repassado ao sindicato em decorrência do imposto sindical descontado de não sindicalizados. Sete trabalhadores se incorporaram à Comissão de Construção da Sede, e tão logo haja definições a categoria será devidamente informada.
ELEIÇÕES PARA REITOR – O congresso indicou que o STU deve aprofundar o debate sobre universidade, levando em consideração a defesa da sua democratização, a necessidade da participação dos técnicos administrativos nos espaços decisórios, o combate a terceirização e também o papel da inclusão social na Unicamp.

Moções aprovadas no XIII Congresso

  • Repúdio à empresa Samarco/Vale pela irresponsabilidade que levou à tragédia ambiental no município mineiro de Mariana e à contaminação ainda de proporções não calculáveis na bacia do Rio Doce;
  • Repúdio à reorganização das escolas no Estado de São Paulo, que já levou prevê o fechamento de pelo menos 94 instituições de ensino, prejudicando alunos, pais e professores;
  • Repúdio à iniciativa da Câmara Municipal de Campinas que proibiu a discussão sobre a questão de gênero nas escolas e apoio à mobilização que ocorrerá no dia 16/11, por ocasião da votação da proposta que “veta a adesão à ideologia do gênero no Plano Municipal de Educação de Campinas”.
  • Repúdio ao fechamento de creches na USP;
  • Repúdio a PEC 395/14 que prevê a cobrança de mensalidade para pós-graduação e extensão nas universidades públicas;
  • Repúdio ao genocídio da juventude negra, com reivindicação especial para que seja apurado o assassinato de Husani Yau Gonçalves e Silva, filho do militante do movimento negro e funcionário do STU Zé Prettu;
  • Contra as demissões em massa dos trabalhadores da Obra/Funcamp e a demissão arbitrária do funcionário Armando Sérgio Migotto do Caism/Funcamp;
  • Contra o Projeto de Lei Complementar 77/15, que cria o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando as parcerias público-privadas na educação;
  • Apoio à demarcação das terras indígenas, contra a PEC 215, que afronta o direito territorial dos povos originários do Brasil;
  • Apoio a luta pelo direito a demarcação e regularização das terras das comunidades tradicionais e Quilombolas;
  • Apoio à greve dos petroleiros.
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Boletim do STU 68/2015

Baixe aqui Boletim 68/2015, de 18 de novembro de 2015.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/11/Boletim_stu68.pdf” language=”pt_BR”]

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Boletim do STU 67/2015

Baixe aqui Boletim 67/2015, de 11 de novembro de 2015.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/11/boletim-671.pdf” language=”pt_BR”]

Observação: Na versão impressa do Boletim do STU 67/2015, consta que a reunião da diretoria do STU com a reitoria que será realizada no dia 23 de novembro seria às 9 horas. A informação correta é que a reunião será realizada às 16 horas.

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Assembleias para eleição de delegados ao XIII Congresso chegam a reta final

O processo de realização de assembleias locais para a eleição de delegados e delegadas ao XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp entra nesta semana em sua reta final. Até a sexta-feira (30), foram eleitos 228 delegados e suplentes para participar do mais importante fórum de discussões e deliberações do STU.
Nesta semana será realizada mais uma rodada de assembleias locais (ver box abaixo à direita) e também a assembleia dos aposentados, que será realizada nesta manhã a partir das 9h30, no auditório II do IFCH.
Na próxima segunda-feira (9/11), às 12 horas, será realizada a assembleia geral para a eleição de delegados, com a oportunidade para aqueles que não puderam estar nas assembleias locais participarem.
Foram apresentadas ao Congresso cinco teses gerais e dez contribuições ao debate, disponíveis no site do STU <www.stu.org.br> e que estão em processo de edição e impressão, além dos resumos de teses já publicados.

04/11 (quarta-feira)
8h30 – HC Lavanderia
9h30 – Assembleia Aposentados (Auditório II – IFCH)
10h – CCUEC
13h – HC Central de Material
14h – CIDDIC (orquestra próximo RA)
16h30 – HC DND
21h – HC Enfermaria Pediátrica (desmarcada)
21h30 – CAISM (Recepção Antiga CAISM)

05/11 (quinta-feira)
8h30 – HC DEM (engenharia)
9h – CECI Berçário
9h30 – DGA Transportes
10h – CAISM (Recepção Antiga CAISM)
11h – Reunião Geral HC (F2)
12h – CAS
12h30 – CAISM (Recepção Antiga CAISM)
14H30 – FCA/FT/Cotil/Planta Física
15h – Reunião Geral HC (F2)
17h – CAS
21h – Reunião Geral HC (Sala de descanso)

06/11 (sexta-feira)
7h – Meio Ambiente
7h30 – PRODECAD
8h – Meio Ambiente
9h – CCUEC / GGTE / COMVEST / CENAPAD
11h – Reunião Geral HC (F2)
13h30 – CECI Maternal (no Quiosque)
14h – HC Compras
15h – Reunião Geral HC (F2)
16h15 – PRODECAD
21h – Reunião Geral HC (Sala de descanso)

09/11 (segunda-feira)

7h – Gastrocentro
7h30 – HC Nefrologia
9h – IC
<li><strong>12h – Assembleia Geral para eleição de delegados (sala PB 15)</strong>

(atualizado no dia 4/11, 20 horas)

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Recurso da Unicamp sobre mudança de regime é encaminhado ao Supremo Tribunal Federal

Nó ultimo dia 27 o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, considerou “admissível o apelo extremo” e determinou o encaminhamento do recurso da Procuradoria da Unicamp na ação da mudança de regime ao Supremo Tribunal Federal.
Em julho deste ano, a maioria dos desembargadores do Órgão Especial do TJSP votaram pela inconstitucionalidade da resolução do Conselho Universitário (Consu) que em 2013 admitiu o enquadramento de 1.753 servidores contratados entre 01/01/1985 e 05/10/1988 pelo regime celetistas no quadro Esunicamp. O jurídico da Unicamp recorreu da decisão, pedindo envio do recurso ao STF.
Importante ressaltar que a orientação dos advogados do sindicato é que os servidores devem aguardar a decisão final do processo (trânsito em julgado), o que não tem prazo para acontecer e pode demorar anos. A decisão tomada pelo Judiciário de São Paulo não oferece risco iminente aos cargos ocupados. O sindicato vai continuar acompanhando o caso e lutando para que não haja prejuízos aos trabalhadores.