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Boletim do STU 069/2015

Baixe aqui Boletim 69/2015, de 25 de novembro de 2015.

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Supersalário e dupla remuneração da Unicamp são ilegais e imorais

Nas últimas semanas vem ganhando destaque a polêmica envolvendo os supersalários dos dirigentes da Unicamp. O estopim foi a ação movida pela Folhapedindo a divulgação dos salários dos servidores da Universidade. Há anos o TCE (Tribunal de Contas do Estado) critica o descumprimento do teto constitucional e a ilegalidade da dupla remuneração paga à cúpula universitária.

Ainda em 2012, o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp denunciou que alguns salários ultrapassavam o dobro do teto. O simples fato de ser necessário acionar a Justiça já é em si um escândalo.

Os salários pagos em qualquer órgão público não são uma questão interna. É um direito da população ter acesso a todas as informações sobre o uso dos recursos públicos.

E os trabalhadores da Unicamp, conscientes disso, há anos exigem da reitoria a divulgação dos salários, inclusive para mostrar que a situação da maioria é radicalmente diferente: mais de 80% dos técnico-administrativos da Unicamp estão abaixo dos pisos salariais praticados pela USP, ainda que ambas as universidades sejam mantidas pelo governo do Estado.

Tal quadro constitui violação da regra de que trabalhos iguais devem ser igualmente remunerados, a exemplo do que corretamente já ocorre com o corpo docente.

Feita a divulgação, descobriu-se que os salários da cúpula da Unicamp chegam a R$ 50 mil por mês, incluindo um salário extra de R$ 14,9 mil para o exercício de cargos da administração superior.

Ora, no exercício do cargo, o reitor, por ter todo seu tempo consumido pelas atividades inerentes a tal posição, tem a justa prerrogativa de não cumprir as obrigações decorrentes do cargo de professor titular (ensino, pesquisa, extensão e atividades administrativas).

Tal prerrogativa apenas mantém seu caráter de justiça se acompanhada da interrupção temporária do recebimento do salário de professor titular e recebimento exclusivo do salário de reitor. Nada justifica a dupla remuneração.

Independentemente da controvérsia relativa ao teto, seja este o salário do governador do Estado ou o equivalente a 90,25% do salário de desembargador do Tribunal de Justiça (conforme defendido pelas associações docentes), chama atenção o fato de que uma pequena porção de servidores ganha salários inexplicavelmente altos, ultrapassando o dobro do atual teto constitucional e sendo muito maior que o teto reivindicado.

Mesmo considerando um servidor no topo da carreira, com adicionais por tempo de serviço e outros benefícios, ainda assim não se explicam salários como os recebidos pela cúpula da Unicamp. Por isso, é urgente que a reitoria divulgue não apenas o montante pago, mas também a composição dos salários. Além, claro, de cumprir a lei sem apelar a heterodoxias legais.

Por fim, um alerta. Parte da comunidade universitária teme que a exposição de tais mazelas ajude os que, nos governos e fora deles, intentam o desmonte e a privatização da universidade pública. Trata-se de uma preocupação legítima.

Mas a nossa luta em defesa da ampliação do investimento no ensino público e da valorização salarial dos trabalhadores da educação nada tem a ganhar quando fechamos os olhos para o injustificável. Até porque a atual cúpula da Unicamp, que se beneficia dos supersalários, é formada justamente por uma (não tão) estranha composição entre os que há muitos anos conduzem nosso país e nosso Estado ao abismo educacional.

IURIATAN FELIPE MUNIZ, 31, e TEÓFILO REIS, 31, são diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp

(*) Texto publicado na coluna Tendências e Debates do jornal Folha de São Paulo, edição do dia 18 de setembro de 2015.

porFernanda de Freitas

Trabalhadores da Unicamp decretam fim da greve

Grevistas aprovam em assembleia a proposta de encerrar o movimento na próxima segunda-feira (31)

Grevistas aprovam em assembleia a proposta de encerrar o movimento na próxima segunda-feira (31)

 

Em assembleia geral realizada na manhã desta sexta-feira (28), os trabalhadores da Unicamp decidiram encerrar a greve na próxima segunda-feira (31).
Iniciada na sexta-feira passada (21) a greve cobrou o fim das duplas matrículas e dos supersalários e que os custos excedentes com esse pagamento fossem revertidos em isonomia salarial para os técnico-administrativos.
A assembleia aprovou a organização de um calendário permanente de luta e manutenção da mobilização em torno dessa pauta.
Ao longo desses dias foram produzidos diversos atos considerados positivos pela categoria. E para a maioria dos trabalhadores que participou da greve, a mobilização é importante no sentido de denunciar à população o pagamento de vencimentos ilegais dentro da universidade, bem como a necessidade de cumprimento da lei do teto salarial em respeito à decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Neste fim de semana, os trabalhadores farão uma mobilização durante a Universidade de Portas Abertas (UPA) com objetivo de ampliar a campanha de conscientização e somar forças com a sociedade civil para pressionar a reitoria a cortar os supersalários e as duplas matrículas.

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Hora da pressão!

Hoje o dia é de várias atividades de mobilização em frente à reitoria e pressão para fortalecer a luta dos trabalhadores em greve, que se reúnem às 15h30 com o reitor.

Hoje é o dia da reunião com o reitor José Tadeu Jorge para cobrar um posicionamento categórico em relação à isonomia e o fim dos supersalários e duplas matrículas. A categoria já está em greve há uma semana e não aguenta mais enrolação. Por isso o dia será também de várias atividades de mobilização em frente à reitoria e pressão.
Logo cedo, às 8h30, toda a categoria está convidada a participar do café da manhã coletivo em frente à reitoria (Praça das Bandeiras). Na sequência, serão realizadas atividades culturais, churrasquinho da greve, um debate sobre a estrutura da Universidade e por democracia na discussão sobre as mudanças do Estatuto da Unicamp.
E durante a reunião de negociação com a reitoria, marcada para as 15h30, será realizado o Grande Ato contra os Supersalários e pela Isonomia, seguido de informes sobre os debates com Tadeu.
É hora de intensificar a pressão pelo cumprimento da lei do teto salarial, respeito à decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo em relação aos supersalários e pela aplicação do gasto que hoje a Universidade tem com o pagamento de vencimentos ilegais para a efetivação da isonomia. Com os R$ 4,5 milhões que Universidade paga em salários acima do teto seria possível custear ao menos 10% da isonomia.
A hora é agora!

27/8 (quinta)
8h30 – Café da manhã coletivo em frente à reitoria (Praça das Bandeiras)
10h30 – Apresentação musical e atividades culturais.
13h – Debate: Estrutura da Universidade e democracia na mudança do Estatuto.
14h – Concentração para o Grande Ato contra os Supersalários e cobrando a Isonomia.
15h30 – Reunião de negociação com a reitoria.

28/8 (sexta)
10h – Assembleia Geral, no Ciclo Básico.

29/8 (sábado)
9h – Panfletagem na UPA.

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Carta aberta à população – Unicamp paga salários acima do previsto em lei

Baixe aqui Carta à População de 26 de agosto de 2015.

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É hora de Tadeu responder!

Ato amanhã em frente à reitoria cobra que recursos dos supersalários sejam revertidos para a quitação da isonomia.

O reitor José Tadeu Jorge passou os últimos dois anos tentando convencer a categoria de que não havia recursos nem possibilidades de cumprir com sua promessa de efetivar a isonomia até abril deste ano. A divulgação dos supersalários deixou claro que apenas os recursos pagos em salários acima do teto constitucional podem garantir pelo menos 10% de aumento dos pisos dos segmentos médio e superior.
Por isso, é fundamental a participação de todos no ato desta quinta-feira.
Desde o período da manhã os servidores estarão concentrados na Praça das Bandeiras, com ato e atividades de debate, para demonstrarmos nossa indignação com a falta de compromisso da reitoria. Tadeu acabou comprando a Fazenda Argentina e pagando supersalários com o dinheiro da nossa isonomia. Os servidores não aceitarão esse descaso calados.

Ato unificado em campinas

Defender o funcionalismo e os serviços públicos

Hoje acontece o ato unificado do funcionalismo em Campinas, em defesa do serviço público e da valorização do funcionalismo, às 10 horas, no Largo do Rosário.
O ato somará forças com os grevistas do INSS e Judiciário para denunciar as condições precárias de trabalho no serviço público e a defasagem salarial com a alta da inflação.
A caravana da Unicamp sai às 9 horas, do estacionamento da BC.

Confira a agenda

26/8 (hoje)
9h – Reunião no Ceci Berçário.
9h – Reunião nas unidades e saída para o ato.
10h – Ato unificado no Centro de Campinas, no Largo da Catedral.
14h – Reunião do Comando de Greve.
14h30 – Reunião do RU.
18h – Audiência Pública na Alesp. sobre o Plano Estadual de Educação.

27/8 (quinta)
11h – Reunião no IB.
13h – Debate: Estrutura da Universidade e democracia na mudança do Estatuto.
14h – Concentração para o Grande Ato contra os Supersalários e cobrando a Isonomia.
15h30 – Reunião de negociação com a reitoria.

28/8 (sexta)
10h – Assembleia Geral.

29/8 (sábado)
9h – Panfletagem na UPA.

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Cadê minha isonomia?

Unidades devem se reunir e construir o fortalecimento da greve na Unicamp

A greve da categoria iniciada na última sexta-feira (21) começou com a realização de um ato que teve início com uma caminhada a partir do Ciclo Básico e foi encerrado no restaurante universitário. O objetivo foi dialogar com trabalhadores que ainda não aderiram ao movimento e com o conjunto da comunidade universitária sobre a justeza da paralisação das atividades. Além de pautar a importância do apoio à greve por parte de todos os que constroem a excelência da Unicamp junto com os servidores técnico-administrativos.
Também na sexta-feira aconteceu a primeira reunião do comando de greve, que discutiu a importância de todas as unidades realizarem suas reuniões para organizar a participação no movimento e uma agenda de mobilização para esta semana.

Reuniões de unidade
É fundamental que todos os locais de trabalho se reúnam a partir desta segunda-feira para fortalecer a mobilização.

Razões para fortalecer a greve

  • Não temos isonomia, por isso ganhamos menos que os servidores da USP
  • Não tem crise para o pagamento, julgado irregular pelo TJSP, dos supersalários e das duplas matrículas
  • Porque a reitoria vem atuando com descaso para com os trabalhadores – Não tem transparência, queremos a divulgação da composição dos salários
  • Não temos democracia: aos trabalhadores, nada, enquanto uma meia dúzia recebem supersalários
  • Porque nossos benefícios estão congelados
  • Porque Tadeu não cumpriu a promessa que o elegeu (isonomia em dois anos)
  • Porque temos sobrecarga de trabalho com a GR-2/2015
  • Porque o reitor não negocia nossa pauta específica
  • Porque a greve é nosso principal instrumento de pressão

Greve é direito do trabalhador

A diretoria e o Deptº Jurídico do STU resssaltam que greve é um direito garantido no inciso VII do artigo 37 da Constituição Federal e assegurado a todo os servidores, inclusive os que estão em estágio probatório, que podem participar das mobilizações da categoria sem sofrer qualquer tipo de retaliação.
Participe da greve e caso ocorra qualquer pressão da chefia, comunique ao STU. Ameaças ou retaliação por parte da chefia caracterizam assédio moral e este tipo de atitude não será tolerada. O trabalhador não precisa formalizar a chefia que vai entrar em greve, uma vez que a reitoria já está formalmente comunicada.

Confira a agenda aprovada pelo Comando de Greve

24/8 (segunda)
6h – Panfletagem nas entradas da Unicamp.
Reuniões de unidade.
10h – Rolezinho pelas unidades do Ciclo Básico.
15h – Panfletagem no centro de Barão Geraldo.
25/8 (terça)
Reuniões de unidade.
10h – Rolezinho pelas unidades do Ciclo Básico.
Confecção de faixas e cartazes.
14h – Distribuição de Carta Aberta à população.
17h30 – Debate sobre a Conjuntura no CACH.
26/8 (quarta)
Ato no centro de Campinas.
Reunião do Comando de Greve.
18h – Audiência Pública na Alesp sobre o Plano Estadual de Educação.
27/8 (quinta)
13h – Debate: Estrutura da Universidade e democracia na mudança do Estatuto.
15h30 – Reunião de negociação com a reitoria.
28/8 (sexta)
10h – Assembleia Geral
29/8 (sábado)
9h – Panfletagem na UPA

 

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20 de agosto: Dia de paralisação, ato e assembleia geral

Manifestação será realizada a partir das 9 horas em frente à reitoria * Ao meio-dia tem assembleia na Praça da Paz * Servidores exigem isonomia já, fim dos supersalários e das duplas matrículas, revogação da portaria GR-02/2015 e negociação da pauta específica.

A partir das 9 horas desta quinta-feira (20), todos os servidores da Universidade deverão se reunir em frente à reitoria para realizar um grande ato com paralisação.
As pautas que movem essa manifestação são de conhecimento de toda a categoria: efetivação da isonomia dos pisos salariais com a USP, transparência nas contas extra-orçamentárias, que a Unicamp divulgue a composição dos salários, o fim das duplas matrículas, e que o valor hoje gasto com os vencimentos excedentes ao limite remuneratório seja imediatamente revertido na isonomia, revogação da Portaria GR-02 (que estabelece o contingenciamento das contratações) e abertura de negociação da pauta específica (veja abaixo) protocolada em maio.
Após o ato, ao meio-dia na Praça da Paz, assembleia geral vai debater os próximos passos da mobilização.
Hoje à tarde o chefe de gabinete do reitor, professor Paulo César Montagner, encaminhou ofício ao sindicato marcando para o próximo dia 27 (quinta-feira) às 15 horas, reunião para debater os pontos cobrados acima, que foram ressaltados em ofício encaminhado pelo STU à reitoria no último dia 13.
Os trabalhadores da Unicamp vão mais uma vez reafirmar que não aceitam pagar a conta a crise, especialmente porque o momento financeiro da Universidade é propício ao atendimento das reivindicações, já que o reitor não enxerga a crise quando é para discutir o teto, os supersalários e as duplas matrículas.

Ofício encaminhado ao STU:

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Pauta Específica 2015:

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porFernanda de Freitas

Aplicação imediata da isonomia e fim dos supersalários irão pautar nossa mobilização

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Trabalhadores expressam indignação com os supersalários e o não cumprimento da isonomia

Na assembleia desta quinta-feira (13) a categoria decidiu fortalecer e ampliar a luta pela isonomia dentro da Universidade.

Os trabalhadores debateram muito a situação da Unicamp, principalmente, as questões da mudança de regime (CLT/CLE), supersalários, isonomia e transparência. E frente à determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) de “corte dos salários” que estejam acima do teto remuneratório estadual, a denúncia de dupla matrícula e a não negociação da nossa Pauta Específica; os trabalhadores decidiram que o STU oficialize (documento abaixo) a reitoria cobrando reunião dentro de uma semana para tratar desses assuntos.

Foi aprovada a realização de uma ampla campanha para reivindicar do reitor Tadeu o fim das duplas matrículas e que o valor excedente do teto seja imediatamente revertido em isonomia para os técnico-administrativos, além da revogação da Portaria GR-02 (que estabelece o contingenciamento das contratações).

Os trabalhadores cobram que o gestor se comprometa a não discutir na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o teto salarial, sem antes resolver a isonomia do piso dos funcionários.

A categoria acredita que é chegado o momento de centrar fogo na mobilização para avançarmos na discussão salarial, já que o cenário econômico da Universidade é financeiramente favorável para arrancarmos nossa isonomia.

Ato com Paralisação

A assembleia indicou a realização de um ato com paralisação na próxima quinta-feira (20), quando vence o prazo do reitor negociar com o sindicato.

Neste dia, vamos reivindicar prioridade na aplicação da isonomia do piso dos funcionários, transparência nas contas extraorçamentárias e que a Unicamp divulgue a composição dos salários da folha de pagamento.

Nossa unidade é extremamente importante para sairmos vitoriosos!

Confira abaixo o ofício do STU protocolado na reitoria hoje à tarde:

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Boletim do STU 042/2015

Baixe aqui Boletim 42/2015, de 21 de julho de 2015.

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porFernanda de Freitas

Unicamp recorrerá contra fim dos supersalários

Pagamento de remunerações acima do teto constitucional levaram à rejeição das
contas de 2006 e 2009 pelo Tribunal de Contas do Estado.

Na última reunião da CAD, ocorrida no dia 05 de novembro, o reitor José Tadeu Jorge dedicou cerca de 40 minutos para apresentar as justificativas da reitoria sobre as decisões do Tribunal de Contas do Estado de condenar o pagamento de vencimentos acima do teto constitucional do Poder Executivo estadual (incluindo as vantagens incorporadas) – o que levou a corte a julgar irregulares as contas da Unicamp de 2006 e 2009. Sobre este ponto, o procurador geral, Otacílio Machado Ribeiro, informou que a Unicamp recorrerá ao pleno do TCE.

 

Irregularidades apontadas pelo TCE na primeira gestão Tadeu
Como já noticiado pelo Boletim do STU, em 15 de outubro deste ano a 1ª Câmara do TCE julgou irregulares as contas da Unicamp relativas ao ano de 2006, especialmente pelo pagamento de supersalários. Foi estabelecido o prazo de 45 dias para que Tadeu informe ao Tribunal as providências tomadas para ajustar as remunerações ao teto constitucional, sob pena de enquadramento em crime de responsabilidade, sujeitando-se às medidas administrativas, civis e penais pela omissão.

O TCE determinou o congelamento dos valores recebidos irregularmente por dirigentes e alguns servidores da Universidade até que o subsídio do Governador extrapole tais valores.

O relator do processo, conselheiro Renato Martins Costa, cita decisões do Supremo Tribunal Federal que mostram o equívoco da Unicamp e ressalta que “independentemente da sua autonomia administrativa, a Unicamp, como autarquia estadual, deve seguir os preceitos constitucionais”.

Foram listadas ainda outras 18 irregularidades consideradas sanáveis e/ou explicadas pela Unicamp em suas manifestações perante o TCE. Entre os problemas, o Tribunal apontou como “condenável” o excesso de despesas realizadas mediante dispensa de licitação, e questionou também a contratação de procuradores sem concurso e a contratação de pessoal via Funcamp (ao invés da devida realização de concurso público).

 

Contas de 2009 geram multa a responsáveis
As contas relativas 2009 também foram rejeitadas pelo TCE. Entre os principais motivos estão o aumento do déficit orçamentário, dispensa de licitação em processos de contração, e o pagamento acima do teto constitucional a alguns servidores e dirigentes. Este balanço financeiro refere-se ao término da primeira gestão de Tadeu à frente da reitoria da Unicamp e aos primeiros meses de exercício no cargo do ex-reitor Fernando Costa.

A 1ª Câmara do Tribunal apontou 15 falhas neste processo, dentre elas um déficit superior a R$1,2 bilhão; aquisições diretas “antieconômicas e irregulares” frutos de fracionamento e dispensa de licitações; manutenção de servidores por contratos temporários ou em cargos de comissão irregulares; além do pagamento de supersalários. Foi determinado que os responsáveis pelo balanço deverão pagar multa de R$ 19.370,00 cada. São eles: Tadeu, Fernando Costa, Mohamed Habib e Edgar de Decca.

A Universidade também recorrerá desta decisão.

 

Recursos rejeitados e contratos questionados
Recentemente o TCE rejeitou dois recursos da Unicamp. Um deles pedia o reconhecimento de contratações realizadas em 2007 e consideradas irregulares. O outro questionava a sentença que julgou irregulares a licitação, o contrato e o termo aditivo firmados com a empresa Hersa Engenharia e Serviços Ltda para ampliação do bloco “F” do Instituto de Química.

Também foram julgados irregulares pela 2ª Câmara, em 29 de outubro, a concorrência e o contrato celebrado com a Construtora Mollinari, no valor de R$ 4.504.209,68, para realizar serviços de revitalização das praças do Ciclo Básico.

 

porFernanda de Freitas

Boletim 064/2013

Baixe aqui o Boletim 064/2013, de 27 de Novembro de 2013.

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porFernanda de Freitas

TCE rejeita contas de 2006 e manda Unicamp cumprir a lei do teto

Senado e Câmara Federal, também questionados pelo TCU, anunciam devolução para
novembro. Unicamp busca reverter tais determinações há mais de um ano.

No último dia 18, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo divulgou decisão da Primeira Câmara julgando irregulares as contas da Unicamp relativas ao ano de 2006. A rejeição deveu-se especialmente ao pagamento de salários em valores que extrapolam o teto constitucional do Poder Executivo estadual. As excessivas contratações sem licitação também são criticadas.

Com base em julgamentos do Supremo Tribunal Federal, os conselheiros do TCE decidiram por unanimidade que “o parâmetro de teto salarial observado pela Unicamp, como autarquia estadual sujeita às normas constitucionais aplicáveis aos entes públicos, há de ser o subsídio do Chefe do Poder Executivo, não conferindo a autonomia universitária qualquer privilégio a ponto de estabelecer limite remuneratório distinto e sem amparo constitucional”.

Serão afetados pela decisão 147 detentores de ‘supersalários’, que deverão ter os vencimentos reduzidos ao valor subsídio do governador (R$ 20.662,00).

Foi definido o prazo de 45 dias para que o atual reitor, que ocupava o mesmo cargo em 2006, informe ao Tribunal as providências tomadas para ajustar a remuneração dos servidores, “sob pena de responsabilidade, sujeitando-se às medidas administrativas, civis e penais pela omissão”.

São citados como responsáveis no processo, além de José Tadeu Jorge, o então coordenador geral da Universidade, Fernando Ferreira Costa, e Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva (Paulão), que à época comandava a pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário. A Unicamp ainda pode recorrer ao pleno do Tribunal.

Em relação à frequente justificativa da Universidade, de que os supersalários ultrapassam o teto do funcionalismo devido a vantagens incorporadas, o TCE ressalta ainda que “as vantagens pessoais estão incluídas no teto remuneratório, previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal, após a edição da Emenda Constitucional 41/2003”.

Questionamento não é novo

A Unicamp recorre contra outra decisão do TCE considerando ilegais os supersalários pagos na instituição. Desde 2012 há uma determinação do conselheiro Dimas Ramalho para que 17 dirigentes devolvam R$ 570.178,20. A devolução ainda não foi efetuada e a Universidade tem pedido sucessivas dilatações do prazo recursal.

O relatório da auditoria das contas de 2011 também atesta um gasto extra de R$ 18 milhões em razão de supersalários. Ainda não houve decisão neste processo.

Desde o ano passado o STU vem cobrando esclarecimentos à Univers­idade, sem resposta. No Senado e na Câmara, instadas pelo Tribunal de Contas da União a respeitar o teto constitucional, a medida deve ser apli­cada a partir de novembro.

Contratações irregulares

A Segunda Câmara do TCE também rejeitou recurso da Unicamp contra decisão que julgou irregulares 57 contratações sem concurso, em 2007. Segundo o Tribunal, “a Unicamp não foi capaz de demonstrar, documentalmente, a correlação dos postos de trabalho criados antes da promulgação da Constituição Federal de 1988 ou da Constituição Estadual de 1988 com as admissões em exame”.

porFernanda de Freitas

Boletim 060/2013

Baixe aqui o Boletim 060/2013, de 22 de Outubro de 2013.

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porFernanda de Freitas

TCE manda Unicamp baixar ‘supersalários’

O Jornal Destak publicou ontem (17/10) matéria sobre a decisão do TCE que determinou que a Unicamp reduza os salários de 147 servidores que recebem acima do teto constitucional.

Confira abaixo a matéria na íntegra:

 

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TCE manda Unicamp baixar ‘supersalários’

A 1ª Turma do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) determinou a redução dos salários de 147 servidores da universidade que recebem acima do teto constitucional, fixado a partir dos vencimentos do governador, que são de R$ 20.662.

O órgão rejeitou ainda a prestação de contas da universidade do exercício de 2006, quando o reitor era o atual ocupante do cargo, José Tadeu Jorge.

O motivo principal da rejeição das foi justamente o pagamento de “supersalários’ a esses funcionários, mas o relator também fez ressalvas ao execesso de gastos sem licitação da universidade.

O TCE estabeleceu um prazo de 45 dias para que os salários desses servidores sejam reduzidos. Se isso não for feito, o órgão encaminhará denúncia ao Ministério Público. A Unicamp ainda pode recorrer ao pleno do TCE.

O parecer, contudo, não determina a retroatividade da medida, ou seja, os valores que foram pagos até hoje acima do teto constitucional não precisarão ser devolvidos aos cofres da universidade.

Segundo José Henrique Specie, diretor de Direito Econômico da OAB-Campinas, a tendência hoje é de uniformização das decisões dos tribunais de contas e judiciais sobre a necessidade de aplicação do teto constitucional aos salários de funcionários públicos.

Um relatório de 2011 do TCE indica que naquela época a Unicamp já possuía 618 servidores com vencimentos acima do teto, inclusive o reitor.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Unicamp informou ontem que ” aguarda a publicação da decisão do TCE-SP para tomar as providências cabíveis”.

 

‘Jornal Destak (www.destakjornal.com.br)

porFernanda de Freitas

Presidente do Senado afirma que cumprirá determinação do TCU de suspender supersalários e devolver valores ao erário

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou na última quarta-feira (25) que o Senado reduza, num prazo de 30 dias, os vencimentos de servidores da Casa que recebem acima do teto constitucional de R$ 28 mil.

O Tribunal também definiu que os 464 funcionários do Senado que receberam os chamados “supersalários” em 2010, ano em que foi realizada a auditoria, terão que devolver aos cofres públicos os valores recebidos a mais desde 2008. Segundo estimativa do TCU, o montante a ser devolvido é de aproximadamente R$ 300 milhões.

Em nota divulgada no mesmo dia, a presidência do Senado disse que se adequará à norma do TCU, mas não havia mencionado a devolução do excedente. Entretanto, no dia seguinte, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou à imprensa que os servidores acionados pelo TCU também farão a devolução conforme a lei 8.112, que estabelece critérios para a devolução mensal de vencimentos recebidos irregularmente.

No ano passado, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Dimas Ramalho também determinou que servidores da Unicamp que receberam salários acima do teto do funcionalismo estadual durante o exercício de 2009, entre eles o atual reitor, devolvessem aos cofres públicos os valores excedentes. Até hoje, a Universidade recorre.

Em 2011, o relatório anual do TCE sobre o balanço da Unicamp voltou a apontar o recebimento de “supersalários”. Os gastos com este excedente remuneratório somaram R$ 18 milhões.

porFernanda de Freitas

Mais um caso de irregularidade na Unicamp: contratação de procuradores sem concurso público

Luciana Araújo

A um dia do fim de seu mandato, o reitor Fernando Costa ainda não respondeu uma série de questionamentos sobre sua administração. Entre os temas sobre os quais a atual reitoria se nega a discutir com a comunidade universitária está a forma de contratação dos procuradores da Universidade.

No relatório da auditoria sobre a prestação de contas da Unicamp relativa ao ano de 2011, o Tribunal de Contas do Estado questionou o fato desses profissionais serem contratados em caráter temporário, o que vai contra a Constituição Federal tendo em vista que essa é uma atividade de caráter permanente, cujos cargos devem ser ocupados mediante concurso público.

Os auditores destacam ainda a contratação de três procuradoras que além de terem entrado na Universidade sem concurso, tiveram os contratos prorrogados por diversas vezes e, em 2011, foram enquadradas pela atual reitoria na função de Procurador Assistente. São elas: Fernanda Lavras Costallat Silvado, Luciana Alboccino Barbosa Catalano e Rosa Maria da Silva Bittar. Rosa foi contratada em 2002, as outras duas, em 2003.

A diretoria do STU questiona ainda o fato de uma delas, Luciana Alboccino, ter tido o contrato prorrogado para suprir a vacância de um outro procurador que foi cedido à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Supersalários e terceirização
Também não foi explicado o que o TCE classificou como “terceirização desmedida à Funcamp”, os supersalários apontados pela auditoria e que medidas a Unicamp tomou em relação à determinação do conselheiro Dimas Ramalho para devolução de valores salariais recebidos acima do limite constitucional em 2009. Nesse caso, o próprio reitor era chamado a ressarcir aos cofres públicos R$ 102.598,65.

Fernando Costa deve explicações também sobre a nomeação do ex-pró-reitor Paulo Eduardo “Paulão” para o cargo de Assessor da Administração Superior após inúmeros questionamentos a sua atuação como gestor público. Paulão foi enquadrado na lei da ficha limpa e por isso impedido de concorrer à vice-prefeitura da cidade, é citado em diversos processos do TCE onde são apontadas irregularidades em licitações conduzidas por ele, além de ser um dos supersalários questionados pelo Tribunal.

 

tabela_do_BoletimSTU18-de-abril-2013 cópia

porFernanda de Freitas

Boletim 021/2013

Baixe aqui o Boletim STU 021/2013, de 18 de abril de 2013.

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Fernando Costa ainda deve explicações sobre nomeação de Paulão

Luciana Araújo

Até o próximo dia 19 o responsável pela gestão da Unicamp ainda é Fernando Costa. Diante disso, em defesa da transparência pública, o STU volta a questionar publicamente quais as funções assumidas pelo ex-pró-reitor Paulo Eduardo Rodrigues Moreira da Silva ao ser nomeado Assessor da Administração Superior. E quanto o professor Paulão está recebendo da Universidade, tendo em vista que seus vencimentos foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado duas vezes?
Paulão foi nomeado em 1º de novembro de 2012 para o cargo mencionado acima, um dia após a edição do Boletim do STU nº 58/2012 divulgar que conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Dimas Ramalho determinou que diversos dirigentes da Universidade devolvessem valores recebidos acima do limite legal de salários no ano de 2009. Paulo Eduardo era chamado a ressarcir mais de R$ 40 mil. Chamou a atenção também o fato de que portaria com a nomeação só foi publicada em Diário Oficial dois meses depois, em 3 de janeiro deste ano. A remuneração para o cargo, de acordo com a resolução GR-17/2009, é de até 50% do salário de um professor MS-3 (cerca de R$ 4 mil). O valor seria acrescido aos vencimentos recebidos pelo ex-pró-reitor, que também é citado pelo TCE entre os supersalários da Unicamp, com rendimentos médios de R$ 39 mil/mês em 2011.

Prejuízos à Universidade

Outro questionamento feito pelo STU ao atual reitor é por que alguém que responde a uma série de questionamentos jurídicos foi reconduzido à alta administração da Unicamp?
A reportagem do STU apurou que Paulão é citado ainda em quatro acórdãos (decisões colegiadas) do TCE que consideraram irregulares contratações feitas pela Universidade sob responsabilidade do ex-PRDU.
Em 11 de dezembro do ano passado o TCE julgou irregular contrato com a Pema Engenharia para obras da ampliação da biblioteca do IFCH. O contrato foi aditado diversas vezes e, segundo o TCE, as mudanças geraram atraso na obra, que terminou três anos após o prazo estabelecido. Nesse caso, Paulão foi condenado a pagar multa no valor de R$ 9,2 mil. O professor José Tadeu Jorge também foi multado em R$ 5,5 mil porque, na condição de reitor, assinou o oitavo aditivo contratual.
Em setembro de 2012 o TCE já havia julgado irregular o aditamento a um contrato de assinatura de periódicos firmado com a empresa Periodicals Publicações Técnicas Ltda após o contrato inicial ter sido também considerado irregular. Paulão assinou o aditamento. O Ministério Público de São Paulo foi notificado e o reitor Fernando Costa tinha até 11 de novembro do ano passado para se manifestar junto ao TCE sobre as medidas adotadas.
A Unicamp recorre ainda de outros dois acórdãos do TCE. Um deles refere-se a decisão da 1ª Câmara daquele Tribunal que julgou irregulares os termos de aditamento e de concessão de recomposição de valores do contrato entre a Unicamp e a Simples Comércio, Locação e Serviços LTDA para aluguel de máquinas copiadoras, fornecimento de papel e grampos e assistência técnica. No outro, o pleno do Tribunal rejeitou recurso da Universidade contra decisão que julgou irregulares a licitação e o contrato, bem como ilegais as despesas correntes no contrato entre a Unicamp e a empresa Rio Verde Engenharia e Construções LTDA. O ajuste visava a construção do anfiteatro, terraço e blocos 1, 2 e 3 do campus de Limeira. Paulão e Edna Aparecida Coloma (diretora geral de administração) foram condenados a pagar multas de 200 Ufesps (R$ 3.874,00) cada um. A Universidade tenta rescindir a condenação.
Por conta da rejeição das contas de sua gestão à frente da Funcamp (1994-1996) pelo Tribunal de Contas da União, a candidatura do ex-pró-reitor a vice-prefeito da cidade já havia sido cassada.

porFernanda de Freitas

No primeiro dia da consulta, supersalário de candidatos é destaque na imprensa

O primeiro turno da consulta à comunidade universitária para a sucessão do reitor Fernando Costa teve início ontem (6) nos campi de Barão Geraldo, Limeira e Piracicaba.

A votação ocorreu sem maiores transtornos e o destaque na imprensa recaiu sobre a questão dos supersalários que, de acordo com relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado relativo ao balanço do exercício de 2011 a Universidade estaria pagando irregularmente aos quatro candidatos à sucessão, os professores Edgar Salvadori De Decca, José Cláudio Geromel, José Tadeu Jorge e Mario José Abdalla Saad.

O Portal G1 Campinas e Região destacou que os quatro candidatos foram citados pelo TCE na lista de funcionários da Unicamp que estariam recebendo salários acima do limite permitido por lei. O assunto também vem sendo noticiado pelo STU – que teve acesso ao relatório – desde outubro do ano passado. Atualmente, o processo segue em tramitação no TCE e não tem data prevista para julgamento. Durante a sabatina promovida pelo sindicato em parceria com o DCE Unicamp e a Adunicamp no dia 29 de janeiro, o STU questionou os quatro reitoráveis sobre o assunto e nenhum deles se comprometeu a solucionar o problema, apenas se posicionaram pelo cumprimento da lei. Os vídeos com as entrevistas dos candidatos podem ser vistos no site do STU (www.stu.org.br).

A apuração dos votos acontece hoje no Ginásio da FEF, após a chegada das urnas. Caso nenhum dos candidatos inscritos obtenha mais de 50% dos votos válidos das três categorias, haverá segundo turno nos dias 20 e 21 de março.

O STU não apoia nenhum candidato e acredita que o mais importante é mobilizar a categoria para que as promessas de campanha sejam cumpridas. O sindicato também discorda dos critérios antidemocráticos da consulta, que impõe pesos diferentes para os votos de cada uma das categorias e deixa a decisão final nas mãos do Governador do Estado.