Arquivo de tag racismo

porStéphane Powaczuk

Moção de repúdio aos episódios de racismo com o jogador brasileiro Vinicius Junior

Atualizado em 30/05/23 – 14h

Na assembleia do dia 24/05 a categoria aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio aos episódios de racismo sofridos pelo jogador de futebol brasileiro Vinicius Junior e à Liga Espanhola pelo tratamento dispensado ao jogador.

A Real Federação Espanhola de Futebol multou o clube Valência em 45 mil euros (aproximadamente R$240 mil) após torcedores do time realizarem ataques racistas contra o jogador brasileiro que atua pelo Real Madrid.

Confira abaixo a moção na íntegra:

porFernanda de Freitas

Resistência, tolerância e compromisso com a luta classista marcaram a cerimônia de plantio do Baobá

Cerimônia de Plantio do Baobá registra o fortalecimento da luta antirracista travada pelo STU

Dia 1º de dezembro foi um marco histórico na luta travada pelo STU contra o racismo e todas as formas de discriminação e opressão, dentro e fora da Unicamp

Realizamos o plantio da árvore ancestral, Baobá, com uma cerimônia religiosa de matriz africana conduzida pelo Babalorixá Moacyr de Xangô e sua família de axé.

O rito seguiu o propósito de preservar essa forte tradição de cultivo da árvore símbolo de cura, fartura e sabedoria para o povo africano. E foi feito com cantos, rezos e intenções de bênçãos para o espaço, as pessoas presentes e, principalmente, para a entidade e sua categoria.

Coordenadora Geral Marli Armelin

Pai Moacyr é presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas e, como militante defensor das Religiões de Matriz Africana, aproveitou a celebração para pedir paz e sabedoria para a nossa nação.

Em sua bênção, diante do Baobá, desejou que 2023 seja um ano em que o respeito e a tolerância permeiem as nossas relações e que a justiça social se faça presente.

Para a coordenadora geral do STU, Marli Armelin, essa cerimônia vai além do significado de resgate da ancestralidade. “É construir dentro da Universidade branca um espaço da negritude e incentivar a cultura de paz”.

A coordenadora explicou que já vivemos tanto preconceito e discriminação dentro da universidade, de estudantes e docentes brancos contra estudantes e docentes negros, respectivamente, que o único caminho “é incentivar as políticas públicas de inclusão e trazer cada vez mais a negritude para dentro da universidade”.

Coordenadora Geral Elisiene Lobo

O Baobá foi plantado próximo da “esquina de chegada” à sede do STU exatamente para que as pessoas possam ver a árvore símbolo da resistência negra.

“A partir de agora, a sede do sindicato, que foi construída com esforço e contribuição valorosa de cada associado/a, tem em sua entrada uma árvore milenar que marca a resistência histórica e a luta do povo negro por liberdade, respeito e direitos, valores pactuados e defendidos desde à fundação do STU”, disse a coordenadora geral, Elisiene Lobo.

Elisiene disse que o plantio significa também o nosso compromisso classista de seguir firme, como o Baobá, na defesa de uma Unicamp mais inclusiva e solidária e pela valorização do/a servidor/a.

Resistência negra dentro e fora da Universidade

É visível que a maioria dos/as trabalhadores negros/as estão em cargos mais precarizados e de menor rendimento. Aqui na Unicamp mesmo, há uma baixa representação de pretos e pardos em cargos de chefia.

Essa discrepância é apontada pelo Sistema Integrado de Dados Institucionais, o S-Integra, que revela que dos 1133 servidores/as que ocupam cargos de gestão na Unicamp cerca de 16,68% se declaram negros/pardos – representando apenas 189 funcionários/as.

Essa é só mais uma prova da necessidade de fortalecer as bandeiras das políticas de cotas para acesso aos serviços públicos e de garantia de mecanismos justos e democráticos de incentivo à progressão na carreira.

Diretor Robson de Almeida

Por isso, para o diretor Robson Almeida o ensinamento que o plantio nos remete é entender que devemos continuar sendo resistência. “Essa é a ideia da presença do Baobá dentro da Universidade, ainda que sejamos poucos dentro da Universidade. O STU quer que todos os trabalhadores negros se sintam representados.”.

Almeida vai mais além e declara que o Baobá é um símbolo de resistência negra e, assim como a árvore, o sindicato também é um espaço de resistência. “O Baobá é um marco que representa a resistência negra no mundo, não só na África ou no Brasil, e entendemos que o STU, por ser uma entidade engajada nas questões raciais e por direitos, que são negados há séculos aos negros, é muito simbólico ter esse marco aqui na sede.”.

A cerimônia contou com a valiosa participação da presidenta da ADunicamp, professora Maria Silvia Viccari Gatti, que saudou a diretoria pela importante iniciativa de resgate da história e da cultura negra e aproveitou para se colocar como um elo nesta corrente contra o racismo institucional.

Presidenta da ADunicamp, Silvia Gatti

Na quinta-feira, os sonhos de inúmeros militantes negros/as, que contribuíram e ainda contribuem com a luta antirracista em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária, foram depositados aos pés da árvore milenar que guarda a sede do STU.

porFernanda de Freitas

CONVITE | Mesa Redonda sobre Racismo

O Sintunesp promove Mesa Redonda sobre Racismo, quinta-feira (22), às 14h, na Unesp (Auditório C do Ibilce), em São José do Rio Preto.

A Coordenadora Geral do STU, Elisiene Lobo, compõe a mesa de debate junto aos psicólogos Juliana Mogrão Moreira e Alexandre Felipe de Oliveira e à professora Claudia Maria Ceneviva Nigro..

Assista a transmissão ao vivo: https://youtu.be/Qah06ezSsNQ.

porStéphane Powaczuk

Marcha contra o racismo é sábado 25/06

Neste sábado, 25/06, a partir das 9h vai acontecer a MARCHA CONTRA O RACISMO na Estação Cultura, em Campinas.

Convidamos vocês a participarem e trazerem os seus cartazes, faixas e bandeiras. Traga a sua voz, a sua indignação e a sua vontade de lutar.

Estacionamento:

Entrada pela sua Francisco Teodoro, 1050, Vila Industrial.

Lembre-se de trazer a máscara e o álcool gel para se proteger!

Vamos todos juntos nessa luta CONTRA o RACISMO!

porFernanda de Freitas

Nota de solidariedade às vítimas dos ataques racistas em Barão Geraldo

Na última sexta-feira (06), um grupo fascista iniciou ataques contra negros que estavam no Bar do Ademir, em frente à moradia de estudantes da Unicamp. 

Um carro preto parou no local, onde homens com roupas pretas e jaquetas de couro atacaram clientes do bar e o gerente, que tentou conter a confusão.

Os frequentadores do bar relataram terem visto símbolos nazistas na roupa de pelo menos um deles e que foram ameaçados com armas de fogo. Mais tarde, um grupo com as mesmas características foi preso em Paulínia após terem ferido duas pessoas com tiros nas mãos, pés e abdome. 

Os relatos dos ataques são semelhantes e testemunhas relacionam o carro utilizado com o que esteve no atentado contra o Acampamento Marielle Vive, em Valinhos/SP, fato que está sob investigação policial.

O fato desta última semana não ocorreu de forma isolada. No final de abril, alunos do CACH (Centro Acadêmico) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Unicamp denunciaram pichações nazistas feitas em paredes do instituto, com suásticas e dizeres em apoio ao golpe ocorrido em 1964. As pichações foram apagadas pelos próprios alunos, em mutirão. 

Sobre os ataques ao bar do Ademir, a reitoria respondeu à matéria do G1 “não terem ocorrido dentro do campus”. Mas sabemos que embora o local do ataque não pertença à Universidade, é historicamente um ponto de encontro e socialização dos estudantes até por se localizar em frente à moradia estudantil. 

O STU expressa a sua solidariedade às vítimas desses ataques covardes. E reafirma o nosso compromisso com a luta contra todo e qualquer tipo de preconceito, racismo, homofobia e ao ódio e violência incentivados pelos discursos bolsonaristas.

Aproveitamos também para cobrar que os órgãos cabíveis fiscalizem e punam os envolvidos no episódio.

porFernanda de Freitas

LIVE | Docentes negros nas Universidades Brasileiras hoje e os impactos das cotas étnico-raciais

Na sexta-feira (19/11), às 19h, a ADunicamp, em parceria com o STU, promove a live “Docentes negros nas Universidades Brasileiras hoje e os impactos das cotas étnico-raciais para mudanças no atual cenário”.

Participam do evento as docentes:

  • Luiza Oliveira, professora da Universidade Federal Fluminense;
  • Maria Valéria Barbosa, professora da Unesp de Marília e presidente da Comissão de Averiguação da Política de Reservas de Vagas para Pessoas Pretas e Pardas da Unesp;
  • Monica Abrantes Galindo, professora da Unesp de São José do Rio Preto.

A mediação será da professora Debora Cristina Jeffrey, professora da Faculdade de Educação da Unicamp.

O evento será transmitido no Facebook e, também, no canal da ADunicamp no YouTube: youtube.com/adunicamp. O STU irá retransmitir em seu Facebook esse evento.

Participe!

porFernanda de Freitas

Assembleia repudia desmonte do estado brasileiro, manifesta solidariedade às famílias vítimas da Covid-19 e reafirma luta contra o racismo

Assembleia Geral Virtual – 13/07/2021

Indignados com as atrocidades que estão sendo cometidas pelo governo Federal, terça-feira passada (13), nossa Assembleia Geral decidiu tirar um posicionamento firme expresso através das moções de solidariedade pelo luto das famílias brasileiras vítimas da Covid-19; de luta contra a Privatização da Eletrobras e o sistema de produção de energia do país e contra a Privatização dos Correios.

Foi aprovada também uma Moção de Repúdio à declaração racista e preconceituosa do vereador de São Paulo, Arnaldo Faria de Sá.

As moções foram encaminhadas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, ao Líder de Governo Bolsonaro, aos líderes partidários da Câmara dos Deputados e à presidência da Câmara Municipal de São Paulo, respectivamente.

Confira as moções completas:

porFernanda de Freitas

Marcha Zumbi dos Palmares é símbolo de resistência da luta antirracista em Campinas

A violência contra João Alberto Silveira Freitas, um homem negro que foi asfixiado até a morte na noite de 19/11 por dois seguranças brancos em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre/RS, gerou uma onda de protestos pelo país.

No Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de Novembro, a 19ª Marcha Zumbi dos Palmares de Campinas organizou um protesto pacífico em repúdio às atrocidades decorrentes do racismo.

No ato, sob o lema “Contra o Racismo e a Violência Policial”, ecoou o grito cada vez mais forte no mundo de que as vidas negras importam.

Na reunião dos líderes do G20, Bolsonaro criticou os protestos por discriminação no país e nas redes sociais disse ser “daltônico” e que “todos têm a mesma cor”. O vice-presidente Mourão foi mais além ao dizer que “não existe racismo no Brasil”.

Considerar que inexiste racismo demonstra como o Dia Nacional da Consciência Negra é essencial para fomentar um debate mais aprofundado sobre o racismo estrutural e o mito da democracia racial.

O STU repudia essa postura de minimizar as mortes de negros e negras vítimas de violência e de situação de vulnerabilidade social que afeta negativamente essa população.

porFernanda de Freitas

Mesa Redonda: Legislação Penal, Política Criminal e Racismo”

Nesta quarta-feira (26), às 19h30, no Auditório Dom Gilberto, PUC Campus I, acontece a mesa redonda sobre “Legislação Penal, Política Criminal e Racismo”.

A iniciativa visa discutir o racismo institucional presente nos diversos espaços de acesso à justiça e exercício da cidadania plena, estabelecendo um diálogo aberto sobre o impacto das ciências jurídicas nos avanços ou retrocessos dos direitos humanos do povo negro e evidenciar as diferentes perspectivas de intelectuais, professores, estudantes do direito e demais áreas, contra o racismo. Além de dar visibilidade ao pensamento de intelectuais negras e negros, pois a demarcação dos papeis sociais inferiores direcionados à população negra e sua manutenção na sociedade brasileira é um espelho do racismo que se institucionalizou adentrando setores públicos e privados, dentre eles a Universidade.

A composição da mesa será compartilhada pela Dra. Haydée Fiorino Soula, advogada graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, graduanda em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, atua na Defensoria Pública do Estado de São Paulo no Núcleo de Combate a Discriminação, Racismo e Preconceito, atuando principalmente nos seguintes temas: direitos humanos, direito penal, criminologia, racismo e antropologia do direito e é coordenadora adjunta do Grupo de Estudos “Ciências Criminais e Direitos Humanos” do IBCCRIM e pelo professor Pedro Pulzatto Peruzzo, doutor em Direito pela USP, atualmente, atua como professor pesquisador na PUC-Campinas, onde também ministra aulas de Direitos Humanos e Direito Penal , além de exercer a função de Diretor da Comissão de Direitos Humanos da 116ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil e tem experiência acadêmica na área de Direitos Humanos, com ênfase em Filosofia e Antropologia do Direito, atuando principalmente nos seguintes temas: direitos humanos, democracia participativa, cooperação jurídica internacional, diálogo intercultural, povos originários e movimentos sociais).

A mesa redonda é organizada pelo Núcleo de Consciência Negra Tereza de Benguela, a Coordenadoria de Atenção a Comunidade Interna e o Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da PUC-Campinas.

 

Uee_legislacao_penal_racismo

poradmin

Boletim do STU 020/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 11 de maio de 2016.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2016/05/boletim_20_2016.pdf” language=”pt_BR”]

poradmin

Boletim do STU 014/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 25 de abril de 2016.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2016/04/boletim_14_2016.pdf” language=”pt_BR”]

poradmin

Boletim do STU 09/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 11 de abril de 2016.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2016/04/Boletim_09_2016.pdf” language=”pt_BR”]

poradmin

Nova manifestação racista registrada no IFCH é repudiada

Estudantes, servidores técnico-administrativos e professores realizaram na ultima quarta (6) uma manifestação em repúdio às pichações racistas encontradas no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCH) esta semana. A atividade contou com um debate, oficinas culturais e uma feijoada servida em frente ao Instituto.
A pichação é a segunda manifestação de racismo e intolerância registrada em menos de um mês na Unicamp.
O STU se soma às vozes que reafirmam que o ingresso na Universidade de estudantes de escolas públicas, negros e indígenas é uma reparação histórica àqueles que construíram a riqueza da nação. Os atuais indicadores da Unicamp e de outras universidades públicas fortalecem a política de cotas defendidas pelo STU. Racistas, não passarão!

poradmin

Racismo nas universidades é mais uma face do golpismo

Após as sucessivas expressões de racismo e preconceito que vêm aparecendo na Unicamp, e em outras universidades – como o Mackenzie e a Unesp em Bauru e Araraquara – mais uma vez a sociedade paulista assistiu uma demonstração criminosa de estudantes universitários. Alunos da Faculdade de Medicina de Jundiaí, durante a competição chamada Pré-Intermed, ocorrida de 18 a 27 de março, pintaram nos próprios corpos a palavra “COTAS” em manifestação contra a maioria de estudantes oriundos de escolas públicas que ingressaram neste ano na Unicamp. Em um resultado considerado histórico por toda a comunidade acadêmica e de repercussão nacional, 88,2% dos aprovados no curso de Medicina da Unicamp vêm do ensino público.
Uma vitória desses jovens e da luta por uma universidade inclusiva, socialmente referenciada e democrática, que devolva à população que a sustenta o investimento neste centro de excelência.
A atitude dos futuros médicos da FMJ foi repudiada por centros acadêmicos de outras faculdades de medicina e é também repudiada pela diretoria do STU.
Assim como, junto com o Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, realizamos no último dia 23 um importante ato em rechaço às manifestações de “supremacia branca” pichadas novamente no IFCH, nos somamos às vozes que reafirmam que o ingresso de estudantes de escolas públicas, negros e indígenas é uma reparação histórica àqueles que construíram a riqueza da sétima economia do mundo e que vêm sendo vilipendiados pelo Estado. Os atuais indicadores da Unicamp e de outras universidades públicas fortalecem a política de cotas defendidas pelo STU. Racistas, não passarão!

poradmin

Vestibular 2016: resultados evidenciam necessidade de políticas de permanência

A reitoria divulgou no último dia 12 que 51,9% dos aprovados no vestibular deste ano são oriundos de escolas públicas. Do total de aprovados 22,36% são autodeclarados negros (pretos e pardos) ou indígenas. No aspecto social os dados são uma vitória da luta movida por entidades, organizações e movimentos por uma universidade mais inclusiva. No recorte racial, entretanto, a meta da própria universidade (35%) não foi mais uma vez atingida, o que evidencia a importância da Unicamp cumprir a legislação federal que assegura a reserva de vagas para afrodescendentes e indígenas como reparação histórica aos efeitos de uma sociedade construída sobre a base da escravidão e da discriminação racial.
Durante a coletiva que anunciou os números o reitor José Tadeu Jorge apontou que a Universidade ainda não sabe porque em alguns cursos é baixa a quantidade de inscritos no perfil socioeconômico e racial aos quais se destinam as políticas afirmativas.
A direção do sindicato saúda a vitória dos novos estudantes e reafirma as análises de estudiosos sobre o tema que apontam as desigualdades sociais e de raça no Brasil como elementos que rebaixam inclusive as perspectivas de muitos jovens, afastando-os da busca por uma formação de nível superior. É preciso avançar mais na superação desta chaga para construir uma universidade efetivamente democrática e popular. Além disso, potencializa-se agora para a Unicamp o desafio de promover políticas de permanência estudantil a fim de assegurar que estes jovens ingressantes tenham assegurado seu direito à conclusão dos cursos e também a importância da luta que o Fórum das Seis trava junto ao Cruesp por avanços do GT de Assistência Estudantil.

poradmin

Boletim do STU 71/2015

Baixe aqui Boletim 71/2015, de 10 dezembro de 2015.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/12/BOletim-71.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

STU apoia Ato Contra o Genocídio da Juventude Negra

juventude-negra2Hoje, quinta-feira, (3), às 18h, no Largo do Rosário, o Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, os coletivos negros, movimentos sociais e sindicais estão organizando uma mobilização contra o genocídio da juventude negra em repúdio à execução de cinco jovens no Rio de Janeiro, no sábado passado.

Em outras cidades do Brasil estão sendo organizados atos neste sentido, sendo importante que Campinas – por seu histórico de escravidão, de resistência do povo negro e de violência contra a juventude negra – se junte à mobilização nacional.

O combate ao racismo e todas as formas de discriminação, o fim do extermínio da juventude negra, a instituição de cotas no serviço público e no vestibular – para garantir que negros possam trabalhar e estudar na Unicamp – são algumas das bandeiras históricas defendidas pelo STU para lutar contra o preconceito e as desigualdades entre brancos e negros em nossa sociedade.

Por isso, o STU se junta a essa importante manifestação e presta sua solidariedade aos familiares e amigos desses jovens assassinados.

Manifesto

Confira abaixo a íntegra do “Manifesto Contra o Genocídio da Juventude Negra: Morreram Mais Cinco Jovens Negros No RJ!”.

Será que tivemos algo para comemorar em novembro depois de um ano no qual o racismo se demonstrou através mais de 10 chacinas na cidade de São Paulo?

Será que podemos comemorar alguma coisa depois da execução dos cinco jovens negros no Rio, no último sábado – 28/11?
Com certeza não!

Não comemoraremos o genocídio do nosso povo! Nós lutaremos e cobraremos uma postura do Estado! É hora de questionarmos o papel e a militarização da polícia que só contribui para o aumento dos atestados de óbito do povo preto! Lamentamos e nos posicionamos contra a execução de Roberto, Carlos Eduardo, Cleiton, Wilton e Wesley.

Sendo assim, o Núcleo de Consciência Negra da Unicamp convoca todxs para um ato no dia 3 de dezembro, quinta-feira, às 18h, no Largo do Rosário. A concentração acontecerá às 17h, para confecção de faixas e organização do trajeto.

Marcharemos contra o genocídio da população negra e pela tomada de providência por parte dos gestores do Estado em relação à punição dos policiais assassinos.

CHEGA DE EXTERMÍNIO DO POVO PRETO!

PELO FIM DO RACISMO E DA VIOLÊNCIA POLICIAL!

Fonte: com informações do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp

poradmin

Boletim do STU 70/2015

Baixe aqui Boletim 70/2015, de dezembro de 2015.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/12/Boletim_stu-70.pdf” language=”pt_BR”]

poradmin

Marcha Zumbi dos Palmares será nesta sexta-feira (20/11)

O STU convida todos os trabalhadores da Unicamp a participarem da Marcha Zumbi dos Palmares que ocorre nesta sexta-feira (20), a partir das 9 horas, na Estação Cultural Antonio da Costa Santos.

marcha