Arquivo de tag assédio moral

porFernanda de Freitas

STU reforça combate ao assédio e apoia Carta Aberta do Coletivo Mulheres da Unicamp

O “Coletivo Mulheres da Unicamp” elaborou uma “Carta aberta à Comunidade Universitária” para denunciar a forma como a universidade tem lidado com casos de assédio sexual dentro da instituição.

No documento, as integrantes manifestam indignação com a falta de acolhimento às vítimas e afirmam que, em diversos relatos, os agressores não só seguem impunes, mas chegam a ser beneficiaos com cargos gratificados.

A carta também destaca que trabalhadoras terceirizadas, concursadas, patrulheiras, estagiárias e estudantes estão entre as vítimas que enfrentam não apenas a violência do assédio, mas também a revitimização diante da postura institucional.

O coletivo denuncia ainda a prática de inversão de denúncias, em que vítimas acabam sendo processadas por calúnia e difamação, além de perseguições dentro do ambiente acadêmico.

Denúncias lamentáveis como essas, infelizmente, não são novidades. Por isso, o STU reafirma seu compromisso na luta contra todas as formas de assédio dentro da universidade e declara apoio à carta publicada pelo Coletivo Mulheres da Unicamp.

O documento aponta a omissão institucional diante de casos de assédio sexual e cobra medidas mais eficazes de acolhimento às vítimas e punição aos agressores.

A reivindicação do coletivo dialoga diretamente com a nossa “Pauta de Reivindicações Específicas 2024”, que inclui a exigência de “que o assediador, quando identificado, seja impedido de exercer cargo de gestor por um período de 10 (dez) anos”.

O objetivo desta medida é garantir um ambiente de trabalho mais seguro, justo e respeitoso para toda a comunidade universitária.

A luta contra todas as formas de assédio é uma prioridade para o STU, que segue pressionando a instituição por políticas eficazes de prevenção e combate a essa violência, e cobrando o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta firmado entre STU, Unicamp e Ministério Público, que estabelece mecanismos para erradicar o assédio moral na universidade.

Confira abaixo o documento elaborado pelo coletivo:

Carta Aberta à Comunidade Universitária

Vimos a público manifestar nossa completa preocupação e indignação com a forma como a Universidade Estadual de Campinas vem agindo perante os casos de assédio sexual que ocorrem em suas dependências e/ou dentro da comunidade universitária.

São diversos os relatos de mulheres que sofreram assédio sexual e que não tiveram o acolhimento e respaldo necessário que a Unicamp deveria oferecer. Mulheres essas que podem ser trabalhadoras terceirizadas, trabalhadoras concursadas, patrulheiras, estagiárias ou estudantes.

Em muitos dos casos se somam questões de hierarquia à problemática já complexa do assédio sexual.
Recebemos relatos de casos em que os agressores não só não são punidos, como também recebem tratamento privilegiado, sendo até indicados a cargos gratificados.

Os ônus são acumulados sempre pelas vítimas, que além dos danos psicológicos sofridos diretamente pelo assédio em si ainda acabam revivendo sua dor ao se deparar com o tratamento que os assediadores recebem, o que reconfigura mais agressão às vítimas e maior endosso aos agressores.

Ressalta-se a prática institucionalizada na universidade de inversão das denúncias, na qual vítimas de assédio respondem a processos por calúnia e difamação, passando a ser perseguidas no ambiente de trabalho em decorrência da denúncia realizada. São vários os relatos desse tipo de ocorrência.

Toda essa política vigente na universidade precisa ser extinta imediatamente, inclusive em concordância com a imagem que a Unicamp deve se preocupar em ter: de uma universidade diversa, plural, justa, sustentável e humana.

Assediadores não podem continuar seguindo sem punição nem sendo beneficiados de alguma forma. Defendemos uma política de “ficha limpa” para que cargos gratificados não sejam ocupados por assediadores, minimizando, assim, a ocorrência desse tipo de violência em nossa comunidade, já que a hierarquia pode ser usada em favorecimento da prática do assédio.

Coletivo “Mulheres da Unicamp”

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Boletim do STU 013/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 25 de abril de 2016.

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Boletim do STU 03/2016

Baixe aqui Boletim 03/2016, de 2 março de 2016.

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Boletim do STU 71/2015

Baixe aqui Boletim 71/2015, de 10 dezembro de 2015.

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porFernanda de Freitas

Assédio Moral foi pauta de debate na Unicamp

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Centro de Convenções reuniu  centenas de trabalhadores de todas unidades

O “Assédio Moral” foi o tema do debate organizado pela Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), STU, Adunicamp e DCE com objetivo de discutir essa prática na visão dos atores (comunidade acadêmica) da Unicamp.

A atividade aconteceu no fim de setembro no Centro de Convenções da Unicamp e contou com a palestra do professor Roberto Heloani, da Faculdade de Educação (FE) intitulada “Assédio Moral: a Unicamp não pode conviver com isso!”.

De acordo com o professor, as constantes transformações no mundo do trabalho têm gerado muita pressão, competitividade e individualismo no ambiente institucional. Essas imposições associadas às chefias despreparadas, que cobram metas irreais e impõem sua autoridade de forma desrespeitosa, contribuem para o aumento do assédio moral nas organizações.

Heloani, pesquisador do assunto há quase 20 anos, explicou que em aproximadamente 80% dos casos do assédio moral a vítima pensa ou tenta se suicidar porque “estamos subordinados a um modelo de competição, que destrói o outro”.

No encontro a coordenadora da DGRH, Maria Aparecida Quina de Souza, explicou como as denúncias de assédio moral são encaminhadas e afirmou que 17 denúncias estão protocoladas atualmente na Divisão de Planejamento e Desenvolvimento (DPD), dessas, sete estão em fase de conclusão e duas foram encaminhadas à sindicância.

A gestora ressaltou o compromisso de acolher e solucionar os casos de assédio moral dentro da Universidade.

STU acumula experiência no combate à pratica de assédio moral

Para a diretoria do STU, Elisabeth Cardozo, a formalização do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) representou uma importante conquista dos trabalhadores no combate ao assédio moral dentro da Universidade. Esse avanço só foi possível devido ao aprofundamento do debate desse tema e, principalmente, do esforço do sindicato e da categoria em fazer valer o Acordo Coletivo sobre Assédio Moral, assinado em 2007.

Mesa de abertura do evento formada por Adunicamp, Reitoria, DGRH e STU

Mesa de abertura foi formada por Adunicamp, Reitoria, DGRH e STU

Elisabeth destacou que é importante que o servidor saiba que ele tem um canal aberto para que a denúncia seja feita e apurada. “Durante o trâmite do processo o STU está ao lado do funcionário, fazendo todo o acompanhamento e dando a assessoria jurídica necessária para defender seus direitos”.

O TAC prevê que a cada ano, no mês de dezembro, a Unicamp apresentará ao Ministério Público do Trabalho (MPT), para ser juntada aos autos do inquérito, um relatório cinscustanciado e estatístico dos atendimentos que se fizerem sobre assédio moral nas relações de trabalho, especificando as conclusões adotadas. O STU e a Adunicamp serão intimados pelo MPT para ciência desse relatório. Além disso, o descumprimento do TAC resultará na aplicação da multa de R$ 50 mil por cada trabalhador efetivamente prejudicado.

Lei contra assédio moral do Estado de São Paulo

No Estado de São Paulo foi aprovada a lei nº 12.250/06 que veda o assédio moral no âmbito da administração pública estadual direta, indireta e fundações públicas.

O assédio moral caracteriza-se pela exposição do funcionário a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego (Portal Assedio Moral).

porFernanda de Freitas

Assédio Moral: a Unicamp não pode conviver com isso!

Na quarta-feira (25), às 9h, no Centro de Convenções da Unicamp, acontece o debate “Assédio Moral: A Unicamp não pode conviver com isso!”.

O encontro irá reunir representantes da reitoria, STU, Adunicamp e DCE para debater a questão sob a ótica da comunidade universitária. Além de contar com uma palestra do pesquisador do tema, professor Doutor Roberto Heloani, da Faculdade de Educação da Unicamp.

O debate é, mais um resultado, da iniciativa do STU, e às demais entidades do campus, de buscar no Ministério Público do Trabalho (MPT) mediação para coibir os casos de assédios praticados dentro da Universidade.

O objetivo é dotar o participante de uma reflexão teórica e de uma práxis que lhe permita identificar e reagir contra o assédio moral; também se espera fornecer aos trabalhadores argumentos e meios que lhes possibilitem desenvolver práticas que previnam e punam esse comportamento abusivo.

 

Programação

9 às 9h15 – Abertura oficial

9h15 às 9h45 – O assédio moral na visão dos atores da Unicamp

  • Representante da Administração (Reitoria)
  • Representante da ADunicamp
  • Representante do STU
  • Representante do DCE

9h50 às 11h20 – Palestra: “Assédio Moral: a Unicamp não pode conviver com isso!” – Prof. Dr. Roberto Heloani – Faculdade de Educação da Unicamp

11h20 às 11h40 – Coffee break

11h40 às 12h40 – Grupos de Discussão

12h40 às 13h15 – Plenário e encaminhamentos

 

Organização: Adunicamp, STU, DCE e CGU

 

Fonte: com informações da Adunicamp

DITADUTA

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Boletim do STU 062/2015

Baixe aqui Boletim 62/2015, de 08 de outubro de 2015.

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Após 3 meses de debate, Unicamp assina TAC perante MPT

Foi assinado, no último dia 9 de setembro, o texto final do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para efetivação do Acordo Coletivo sobre Assédio Moral de 2007, que é uma conquista da categoria. O TAC já está em vigor e é mais uma ferramenta para coibir e punir casos de assédio moral dentro da Universidade.
O sindicato foi quem começou essa campanha, intensificada desde a primeira audiência pública com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), em 24 de junho deste ano no HC. Na ocasião foram apresentadas diversas denúncias, além dos processos já encaminhados pelo sindicato diretamente ao MPT, que se convenceu da necessidade do novo pacto jurídico.
O texto prevê punição, inclusive com multa, caso a Unicamp permita a humilhação de trabalhadores. O TAC prevê, ainda, uma pesquisa semestralmente junto às categorias sobre a qualidade de relacionamento entre chefias e subordinados. Além do acompanhamento do STU e a da Adunicamp aos processos investigatórios.
A audiência pública de divulgação do TAC deve ser marcada em breve, na Universidade. A íntegra do Termo está disponível abaixo.

TAC ASSÉDIO MORAL

 

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Boletim do STU 058/2015

Baixe aqui Boletim 58/2015, de 17 de setembro de 2015.

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Boletim do STU 055/2015

Baixe aqui Boletim 55/2015, de 28 de agosto de 2015.

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Comando de greve repudia manobras da reitoria contra o direito de greve

Numa tentativa de intimidação, a reitoria age desrespeitando a democracia na Universidade e a autonomia das unidades. Ameaças, pressão, convocações e quaisquer práticas antissindicais são repudiadas pelo comando de greve e serão denunciadas às autoridades competentes.

A greve é um direito

A despeito destas ameaças, os artigos 9° e 37, incisos VI e VII, da Constituição Federal e a Lei Federal 7.783/1989 garantem aos trabalhadores o direito de Greve e a ilegalidade das condutas que visem violar ou constranger o exercício deste direito.
Além disso, são consideradas práticas antissindicais com punições previstas em lei em momentos de greve, “procedimentos que desestimulam ou limitam esse direito (despedida, estagnação profissional, medidas disciplinares ou transferências de grevistas”.

Consequências da greve são parte da negociação
O STU e o comando de greve reiteram o chamado a todos os funcionários que ainda não aderiram à paralisação que participem do movimento. É chegada a hora de todos os trabalhadores assumirem uma postura ativa nesta greve. Apenas juntos podemos alcançar nossas reivindicações e preservarmos nossos direitos. E, como em outras greves da categoria, será parte da negociação para encerrar o movimento a garantia de que não haverá represálias.

Reunião com o MPT
A notificação da reitoria foi encarada por toda a categoria como mais uma forma de assédio moral (o que vai na contramão do debate que vem sendo feito com o Ministério Público do Trabalho para efetivar o acordo coletivo assinado em 2007).
Na próxima segunda (31) o STU se reúne com o procurador do trabalho Eduardo Luís Amgarten e representantes da reitoria da Unicamp, na sede do Ministério Público do Trabalho em Campinas, para discutir as mudanças no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sobre o combate ao assédio moral na Universidade. O comando de greve já aprovou apresentar o caso na reunião e cobrar da administração o compromisso, perante o Ministério Público do Trabalho, de que não haverá punições.

porFernanda de Freitas

III Diálogo com o Advogado será no HC

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Encontro com o advogado realizado nesta semana no Auditório da AFPU

Na próxima quarta-feira (19), das 12 às 14h, no Auditório do HC, acontece mais uma rodada do diálogo entre o Jurídico do STU e a categoria.

Na ocasião nossa assessoria jurídica – advocacia Cremasco – estará presente para sanar dúvidas a respeito de questões trabalhistas e previdenciárias.

Os trabalhadores serão orientados a respeito da mudança de regime (CLT/CLE), assédio moral, desaposentação, ação da URV, correção do FGTS e outros assuntos.

Mudança de regime marcou discussão do segundo encontro

No II Diálogo com o Advogado o assunto principal foi a preocupação dos trabalhadores com os rumos do processo de mudança de regime questionado pelo Ministério Público Estadual.

Dr. Cremasco alertou que devemos aguardar a publicação do acórdão porque só assim a Unicamp terá elementos para recorrer da decisão. Também reforçou que o sindicato está atento a ação para garantir que os trabalhadores não sejam prejudicados pela medida adotada pela Universidade.

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Boletim do STU 45/2015

Baixe aqui Boletim 45/2015, de 10 de agosto de 2015.

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STU se reúne outra vez hoje com MPT e reitoria para discutir o TAC contra o assédio moral

Dirigentes do STU se reúnem com o procurador do trabalho Eduardo Luís Amgarten e representantes da reitoria da Unicamp, hoje às 11h30 na sede do Ministério Público do Trabalho em Campinas, para discutir as mudanças no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sobre o combate ao assédio moral na Universidade. Na última reunião, que aconteceu no dia 21, as negociações avançaram – com a Unicamp formalizando seus posicionamentos sobre a minuta elaborada pelo MPT e o sindicato apresentando diversas propostas que serão debatidas para possível incorporação no documento.

A expectativa da direção do STU é que na reunião de hoje sejam possíveis novos avanços no sentido de garantir o cumprimento efetivo do Acordo Coletivo assinado em 2007. Cabe lembrar que os trabalhadores tiveram papel fundamental nesta ação do TAC, uma vez que propuseram questões para aprimorar o Termo de Ajustamento de Conduta.

Propostas do STU e da categoria ao TAC:

– Unificação dos procedimentos demissionais para os trabalhadores contratados pela Funcamp, nos mesmos moldes do que é exigido para demitir um trabalhador contratado diretamente pela Unicamp (com garantia do direito de defesa, procedimento administrativo etc).

– Instituir a avaliação de chefias pelos subordinados, podendo o chefe ser obrigado a passar por cursos de aperfeiçoamento ou destituído do cargo se for mal avaliado.

– Afastamento temporário da chefia denunciada por assédio, tendo em vista que o servidor é afastado quando sofre procedimento disciplinar.

– Delimitação de prazo para apuração das denúncias.

– Pagamento de multa por parte do assediador ao assediado, como indenização por danos psíquicos.

– Responsabilizar a Universidade pelo encaminhamento e instauração do procedimento, caso a Universidade tenha conhecimento de práticas de assédio.

– Responsabilizar o assediador por improbidade administrativa.

 

 Vídeo – Assista ao vídeo da Audiência Pública sobre Assédio Moral realizada em 24 de junho de 2015, clique aqui.

 

 

 

 

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Contribuições à minuta sobre assédio podem ser enviada até amanhã (16/7)

Trabalhadores têm até amanhã para encaminhar propostas ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público do Trabalho para assegurar o cumprimento por parte da Universidade do acordo coletivo contra o assédio moral firmado em 2007. As contribuições podem ser enviadas pelo email [email protected]. Depois, as propostas serão sistematizadas pela diretoria do STU e submetidas à deliberação dos trabalhadores para serem apresentadas ao MPT.

O texto proposto pelo MPT incorpora os termos do acordo coletivo assinado pela Universidade e o Sindicato perante o órgão fiscalizador. E faz referência também à Lei Estadual nº 12.250/2006, que considera assédio moral” toda ação, gesto ou palavra, praticada de forma repetitiva por agente servidor, empregado, ou qualquer pessoa que, abusando da autoridade que lhe confere suas funções, tenha por objetivo ou efeito atingir a autoestima e a autodeterminação do servidor, com danos ao ambiente de trabalho, ao serviço prestado ao público usuário, bem como à evolução, à carreira e à estabilidades funcionais do servidor”.

No mês passado, 250 funcionários compareceram em uma audiência pública com o MPT realizada após diversas denúncias encaminhadas pelo sindicato. Contribua e participe dessa luta.

porFernanda de Freitas

Diretoria do STU abre consulta sobre minuta de enfrentamento ao assédio moral

A diretoria do STU se reuniu nesta segunda-feira (6 de julho) para discutir os termos da Minuta do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) apresentada pelo Ministério Público do Trabalho à Unicamp com vistas a combater o assédio moral na Universidade.

A direção do sindicato vai propor aprimoramentos ao texto, que pode ser acessado aqui. E os trabalhadores também vão poder opinar.

A proposta de formalização de um TAC foi outra conquista da audiência pública ocorrida no dia 24 de junho, por intervenção do sindicato.

O texto proposto pelo MPT incorpora os termos do acordo coletivo assinado em 2007 pela Universidade e o Sindicato perante o órgão fiscalizador. E também se referencia na Lei Estadual nº 12.250/2006, que considera assédio moral” toda ação, gesto ou palavra, praticada de forma repetitiva por agente servidor, empregado, ou qualquer pessoa que, abusando da autoridade que lhe confere suas funções, tenha por objetivo ou efeito atingir a autoestima e a autodeterminação do servidor, com danos ao ambiente de trabalho, ao serviço prestado ao público usuário, bem como à evolução, à carreira e à estabilidade funcionais do servidor”.

As contribuições da categoria podem ser enviadas para o e-mail [email protected] até quinta-feira (16).

Depois, as propostas serão sistematizadas e submetidas à deliberação dos trabalhadores para serem apresentadas ao MPT. Contribua e participe dessa luta.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/07/Minuta-Termo-de-ajuste-de-conduta.pdf” language=”pt_BR”]

 

Obs.: diferente do que foi publicado no Boletim do STU (nº 041/2015) as contribuições da categoria devem ser enviadas para [email protected].

porFernanda de Freitas

MPT e STU querem pôr fim ao assédio moral na Unicamp

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Mesa da audiência pública constituída pela reitoria, STU e MPT

“A universidade não é um bom lugar para se trabalhar e pode ser comparada à uma fazenda escravocrata” essa foi a explicação dada por uma funcionária que descreveu seus meses de vivência sob a prática do assédio moral.

O depoimento foi feito na Audiência Pública desta quarta-feira (24) ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que veio à Unicamp para discutir o combate ao Assédio Moral e convencer a Unicamp a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para colocar fim a essa prática.

A audiência foi convocada pelo MPT porque o STU apresentou várias denúncias que comprovam que a universidade não tem cumprido o Acordo Coletivo assinado em 2007.

Cerca de 250 pessoas participaram da audiência, dentre elas, aproximadamente 20 funcionários apresentaram denúncias de assédio moral. Muitas lágrimas, voz embargada e dor marcaram os depoimentos daqueles que contaram suas tristes histórias de assédio moral ao procurador do trabalho, Eduardo Luís Amgarten.

Foram várias revelações que vão desde perseguição, humilhação, punição, vigilância, autoritarismo, desrespeito e, em muitas situações, reprimendas na frente dos demais colegas de trabalho.

A preocupação expressa pelo sindicato – de combater essa prática que tem se alastrado na Universidade – vem da análise de que estão ocorrendo muitas mudanças no mundo do trabalho, principalmente, devido à expansão da terceirização no serviço público. Somando a isso temos a constante pressão no ambiente de trabalho e o “empoderamento” de chefias autoritárias ou mal preparadas.

A audiência foi importante para comprovar que tem havido uma série de situações e tratamentos humilhante e vexatório com os funcionários da Universidade, prioritariamente, na Área da Saúde e campi externo. Também serviu pra demonstrar que o acolhimento oferecido pela Unicamp não é adequado já que muitos trabalhadores desconhecem ou não confiam a área responsável por receber denúncias: a Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento (DPD) vinculada à DGRH.

 

Sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)

audiencia publica assedio moral

Depoimentos de vários funcionários demonstraram o aprofundamento da prática de assédio nas estruturas da Universidade

O Termo de Ajustamento de Conduta é considerado uma extensão do Acordo Coletivo firmado entre a Unicamp, STU e MPT e tem por objetivo a fixação de obrigações do que pode ser feito ou não em relação ao combate ao assédio moral.

O TAC tem por base a Lei Estadual nº 12.250/06 que considera prática de assédio moral na Administração Pública Estadual toda ação, gesto ou palavra praticada de forma repetitiva por agente, servidor, empregado, ou qualquer pessoa que, abusando da autoridade que lhe confere suas funções, tenha por objetivo ou efeito atingir a autoestima e a autodeterminação do servidor, com danos ao ambiente de trabalho, ao serviço prestado ao público e ao próprio usuário, bem como à evolução, à carreira e à estabilidade funcionais do servidor.

 

Próximos passos

A avaliação geral é de que a realização da audiência foi positiva para avançar na luta contra o assédio moral nos campi da Unicamp. E de acordo com o procurador Amgarten ficou evidente que falta humanização no ambiente de trabalho, por isso, é preciso discutir e fiscalizar os processos de trabalho de forma a censurar as chefias autoritárias.

Em julho está previsto a realização de nova audiência pública, neste caso fechada, para que as entidades discutam o documento proposto pelo MPT. A intenção do procurador é realizar em agosto mais uma audiência aqui na Unicamp para promover a assinatura do TAC.

Para o STU o assédio moral é uma prática que precisa ser extirpada das estruturas da universidade porque causa sofrimento psíquico e físico ao funcionário, além de prejudicar a qualidade do serviço oferecido à sociedade.

 

Como denunciar

O STU ressalta que o assédio moral é crime e deve ser combatido e denunciado, tanto pela vítima, como pelos colegas de trabalho que presenciaram a injustiça.

Departamento Jurídico do STU: ligue para o ramal 3289-4242 / 3521-7412 / 3521-7147 e fale com Zé Prettu ou Thaís para agendar seu atendimento ou encaminhe e-mail para: [email protected].

Você também pode conversar com um diretor na sede do STU.

Quebre o silêncio, procure o STU e apresente sua denúncia!

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Boletim do STU 037/2015

Baixe aqui Boletim 37/2015, de 23 de junho de 2015. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Boletim_stu-37final-1.pdf” language=”pt_BR”]

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Boletim do STU 035/2015

Baixe aqui Boletim 35/2015, de 09 de junho de 2015. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Boletim-STU-35_final.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Conselho Regional de Medicina vai apurar denúncia de assédio no HC

greve_centro_cirurgicoEm resposta à denúncia aberta pelo STU contra o docente da Urologia da Unicamp, Dr. Paulo Palma – devido aos relatos de vários funcionários que presenciaram ações de assédio moral praticadas pelo médico – o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) abrirá sindicância para analisar a situação sob o ponto de vista ético-profissional. O acompanhamento se dará através da Delegacia Regional do CREMESP em Campinas.

O fato ocorreu em setembro, durante nossa greve, e teve repercussão nas redes sociais, onde o docente acusou publicamente os trabalhadores do Centro Cirúrgico de má vontade e de praticarem atos que impediriam e prejudicariam o funcionamento do serviço.

É sabido que o Centro Cirúrgico foi uma das unidades que teve grande adesão à greve provocando repercussão na mídia e desentendimento com a chefia que a todo custo tentou intimidar e impedir o direito de greve dos funcionários.

Segundo relatos, o docente em questão agrediu verbalmente os funcionários do local, proferindo palavras de baixo calão e, também, fisicamente empurrando o diretor Clínico do Centro Cirúrgico.

O STU desaprova a conduta do professor Paulo Palma por entender que o assédio moral é uma prática abusiva que fere a dignidade humana e coloca o funcionário em situação humilhante e constrangedora prejudicando o ambiente de trabalho.

O Sindicato cobrou medidas administrativas de vários órgãos da Unicamp – Ouvidoria e Superintendência do HC, DGRH e reitoria –, mas não obteve resposta plausível. Sendo assim, decidiu protocolar denúncia no Conselho Regional de Medicina por entender que os fatos narrados são de altíssima gravidade, ferem o direito de greve e devem ser combatidos veementemente.

Reitorias buscam criminalizar o movimento grevista

Durante nossa greve a administração do HC tentou constranger os trabalhadores ao acionar o Judiciário contra o movimento sob falso argumento de que unidades no HC haviam sido fechadas. A medida garantiu à Universidade uma liminar que impôs ao sindicato uma multa de R$ 500 mil. A tentativa de judicialização da paralisação é uma demonstração evidente da intransigência e desrespeito do reitor da Unicamp ao direito de greve dos trabalhadores.

Na USP não foi diferente! O reitor levou a greve à Justiça sob alegação de impedimento do funcionamento do Hospital Universitário (HU). E a partir da análise do Ministério Público o movimento grevista foi declarado legal.

A diretoria do STU reafirma que nunca houve qualquer obstrução à circulação de pessoas ou de espaços físicos no HC, nem impedimento de qualquer procedimento nas dependências do Centro Cirúrgico Geral e Ambulatorial do HC – a não ser por parte da Universidade, que colocou seguranças na entrada do setor para bloquear o acesso de dirigentes do sindicato.

Abaixo seguem os documentos com o relato dos fatos e a resposta do CREMESP.

Leia o teor da denúncia:

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/10/2-CRMSP-Caso-Centro-Cirurgico0001.pdf” language=”pt_BR”]

Resposta do CREMESP:

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