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porStéphane Powaczuk

Reitoria foge de discussão com trabalhadores não modulados

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) vem a público repudiar veementemente a recusa da Reitoria da Unicamp em participar da Plenária sobre a mudança de regime dos trabalhadores não modulados, marcada para o dia 09 de outubro de 2025.

Confira a Nota de Repúdio abaixo:

Confira abaixo o ofício STU nº 931/2025:

Confira abaixo Ofício GR nº. 450/2025 da reitoria:

porStéphane Powaczuk

Unicamp permanece a prima pobre das universidades do estado!

Reitor empurra reunião técnica para setembro.

Dia 19/08, última terça-feira, foi dia de Paralisação para lutar pelas demandas da nossa Pauta Específica 2025, realizar o último debate antes da Eleição do STU, e acompanhar a reunião de negociação com a reitoria.

A categoria atendeu o chamado do STU e se mobilizou em frente à reitoria, utilizou o microfone aberto e acompanhou de perto o último debate entre as chapas que estão no pleito para escolha da nova diretoria do sindicato.

Na parte da tarde, o STU chegou afiado na reunião de negociação que aconteceu no auditório do Comvest, trazendo as demandas da categoria para negociar com o reitor.

Já no início da reunião o reitor colocou um teto e foram acertadas algumas pautas para serem conversadas.

Confira a seguir as demandas que o STU conseguiu desenrolar no encontro.

Adicional de insalubridade na área da saúde

O primeiro ponto de pauta foi sobre a falta de valorização no adicional de insalubridade na área da saúde. Alguns diretores do STU trabalham na área da saúde e expressaram sua indignação pelos funcionários que correm riscos no atendimento aos pacientes e não estão nem recebendo os 20% de insalubridade.

Segundo a reitoria, as distorções foram corrigidas, “as pessoas que fazem jus estão recebendo de acordo com as normativas”.

Porém, o sindicato não concorda, pois muitos trabalhadores estão expostos e o nosso entendimento é que todos devem receber os 40% de insalubridade. Foi solicitada uma reunião para tratar alguns casos levantados pelo STU.

O STU cobrou os dados do estudo que o Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH) fez com a medicina do trabalho e os gestores dos hospitais para justificar os cortes da insalubridade dos trabalhadores. O DGRH se comprometeu a informar em até 10 dias.

Assédios

Em 10 anos só um caso foi pertinente e punido na Unicamp! O STU levou à mesa de negociação a informação recebida e solicitou à universidade a tomada de medidas efetivas com relação aos assédios. Foram cobradas duas vagas para o grupo de mulheres no GT e serão garantidas.

O sindicato cobrou parecer da Procuradoria Geral (PG) sobre a sugestão da GR ficha limpa, mas o reitor não fez o seu dever de casa. Respondeu que não tinha entendido isso ser um compromisso da última reunião.

A reitoria vai fazer uma campanha de conscientização e segundo o vice-reitor, Fernando Coelho, o GT vai trabalhar nos mecanismos de punição. Estaremos vigilantes para isso realmente acontecer!

Auxílio Saúde

O STU cobrou a extensão do auxílio saúde aos aposentados e o reitor disse que não seria possível.

O coordenador do Grupo Gestor de Benefícios Sociais (GGBS), Luiz Carlos Fernandes Informou que, dos 8.830 servidores da Unicamp, 8.242 já possuem algum tipo de benefício auxílio-saúde. De acordo com ele, 588 ainda não fizeram a adesão e, destes, 101 não tem margem para aderir.

A proposta da reitoria é procurar planos com vinculação por pessoa física, com pagamento por boleto e não em folha. A reitoria vai analisar as propostas, e se cabe no orçamento das pessoas. Não há previsão de incluir terapias e outras assistências à saúde no momento.

Referências para todos

O sindicato argumentou sobre a arrecadação, do ponto de vista técnico que, apesar de estar abaixo do previsto, ainda está acima da inflação. Mas a reitoria disse que não iria dar nenhuma referência agora, e vai chamar uma reunião técnica para conversar sobre orçamento em setembro.

Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVS)

A Coordenadora do SAVS, Elisdete Jesus apresentou um projeto de trabalho que está reestruturando o serviço e contratando novos profissionais para ampliar e atender à comunidade universitária.

O STU cobrou a participação do sindicato e foi atendido, vamos enviar ofício para garantir a nossa participação.

Progressão na carreira

O Sindicato cobrou, mais uma vez, que todos trabalhadores recebam a progressão na carreira, sem corte de verba. Também queremos a revisão da nossa carreira, e a implementação da isonomia entre as estaduais.

A reitoria informou que está estudando separar os tipos de progressão, vertical e horizontal, com processos diferentes. Também comentou em disponibilizar formas de possibilitar a formação profissional para melhorias na carreira.

Abono permanência

Em ação coletiva movida pelo Departamento Jurídico do STU, a Justiça decidiu que o abono de permanência deve entrar no cálculo da sexta parte, do 13º salário, das férias e do adicional de férias. O sindicato cobrou do reitor quando vai iniciar o pagamento e ele respondeu que está esperando a ordem judicial para cumprir. Permaneceremos atentos para isso se concretizar o mais rápido possível.

Incentivo ao Trabalho Noturno (ITN)

A reitoria informou que os Recursos Humanos (RH) estão avaliando e passando informações corretas de frequências, a serem regularizadas em breve. Também falaram que nenhum dia deixará de ser pago. Mas no próximo pagamento ainda será contabilizado 27 dias.

Fretados

A gestão está estudando uma forma legal de pagar o vale transporte (VT) aos trabalhadores moradores em cidades onde o fretado não atende e não tem número de pessoas suficientes para criar uma linha.

Pessoas com deficiência

Segundo a reitoria a proposta de deliberação encaminhada pela DGRH que altera a regulamentação sobre a concessão do horário especial de trabalho ao servidor com deficiência ou que tenha cônjuge, companheiro, filho ou dependente com deficiência. A regra que permite a flexibilização já passou pela CAD (Comissão de Administração) e vai agora para o Consu (Conselho Universitário).

Confira a seguir algumas fotos da Paralisação:

porStéphane Powaczuk

STU vai enviar ofício à reitoria para conversar sobre o Fretado

No dia 04/02, foi realizada na Sede do STU, mais uma assembleia para debater as questões sobre o fretado que seguem sem resolução.

Os problemas enfrentados pelos trabalhadores com o recém-implantado sistema de transporte fretado continuam. Apesar de ter havido uma reunião no dia 28/01 com o sindicato, usuários, a Prefeitura Universitária e a Unitransp, muitas reclamações tem chegado ao STU, tanto pessoalmente quanto pelas redes sociais.

E na assembleia não foi diferente, muitos trabalhadores apontaram problemas graves que estão enfrentando, como a demora no percurso, a insegurança e os perigos nos pontos de embarque e desembarque, bem como no caminho até eles.

Assembleia encaminha novas ações

A assembleia definiu alguns encaminhamentos para serem feitos urgentemente, como enviar um ofício para reitoria marcando uma reunião com a presença da ouvidoria.

A prefeitura universitária prometeu melhorias na roteirização, mas não resolveu o problema ainda. As ações foram insuficientes até agora para evitar trajetos com mais de 1h30 previstas. Essa desorganização tem feito os trabalhadores ficarem muito mais tempo no fretado. E isso acaba resultando em atrasos na chegada ao trabalho ou retorno para casa. Sem contar no desgaste enfrentado pelo trabalhador, seja na chegada a universidade ou em casa após um longo período de trabalho.

O STU está exigindo a imediata redução do tempo no percurso, o trabalhador não pode ser punido por causa dessa bagunça nas linhas do fretado. Especialmente no caso dos trabalhadores da área da saúde, os atrasos precisam ser abonados. E por isso também, estamos solicitando a suspensão do Ponto Eletrônico, para não prejudicar mais a categoria.

Queremos nossos e-mails e formulários respondidos e no horário de expediente. A prefeitura universitária precisa avisar os comunicados aos usuários com antecedência, também via email institucional.

Com relação ao retorno das respostas e reclamações apresentadas nos formulários, a categoria quer que sejam feitos por ordem de entrada do formulário e num prazo de até 48 horas. Esse tempo é suficiente para dar retorno ao problema enviado.

A prefeitura universitária prometeu melhorar e resolver as questões que estão prejudicando a  vida da categoria, porém até agora não conseguiu.

Sendo assim, a assembleia exigiu a volta dos roteiros antigos com a preservação das novas linhas incluídas. Também queremos mais transparência nos informes e comunicados, com a resposta das solicitações dentro de um prazo.

As mudanças de linhas precisam ser autorizadas, e vamos continuar brigando por elas. Não vamos deixar a proibição de mudança de linha continuar causando transtorno a nenhum usuário.

Próxima Assembleia Geral

Vamos aguardar a resposta do ofício a ser enviado para a reitoria. Depois vamos marcar uma nova assembleia para dar retorno à categoria.

Na próxima quinta-feira a diretoria do STU vai se reunir para debater os encaminhamentos da assembleia, vai propor a data da próxima assembleia e o nosso calendário de mobilizações. Fique atento as nossas redes sociais para ficar por dentro das novidades do sindicato.

porStéphane Powaczuk

Pauta Específica 2024 já está com a reitoria, precisamos intensificar a mobilização para garantir negociação

Na terça-feira (11) realizamos um Ato com Paralisação, em frente à Reitoria, para protocolar a nossa Pauta Específica 2024, conforme aprovado na assembleia de segunda (10).

O chefe de gabinete do reitor, Professor César Paulo Montagner, recebeu a nossa pauta entregue por uma comissão do STU, e se comprometeu a dar uma resposta sobre o agendamento da primeira reunião de negociação com o STU, até a próxima sexta-feira (14).

A luta pela nossa pauta salarial continua

A avaliação é que o ato cumpriu com o objetivo de mostrar ao reitor que não vamos desistir da nossa campanha salarial. A pauta específica vai começar a andar, mas não podemos descolar da Pauta Conjunta, precisamos continuar lutando por mais 5% de reajuste.

É importante lembrar que o primeiro ponto da nossa Pauta Específica é a reivindicação da isonomia com a USP.

Queremos o abono de R$ 10 mil, e o auxílio saúde (de R$ 207,18 a R$ 1.241,18 para titulares e dependentes), pois a gente sabe que tem dinheiro. Queremos também solução urgente para as demais reivindicações que construímos com a nossa categoria e estão no documento que protocolamos hoje na reitoria.

Tom Zé, passou da hora de dialogar com a categoria!

Ao receber a pauta, o chefe de gabinete do reitor comentou que ela está extensa, obviamente um dos motivos é a falta de diálogo e resolução da parte da atual administração que não tem recebido o STU desde o ano passado para debater as reivindicações da categoria.

Enquanto essa reitoria não nos receber para uma negociação de fato, a nossa Pauta Específica vai continuar crescendo e vamos seguir pressionando o reitor.

Vale destacar que pontos importantes entraram na pauta deste ano, como a questão dos/as profissionais da comunicação, as propostas dos coletivos anticapacitista, da comunidade LGBT, além das reivindicações das professoras da DEdIC, da Área da Saúde e dos/as aposentados/as, etc.

Foi dado mais um passo importante na nossa data-base com o protocolo da nossa Pauta Específica, que é um documento extremamente importante para a manutenção dos nossos direitos e avançar nas conquistas. E vamos continuar lutando para garantir mais 5% de reajuste também!

Fique atento/a aos canais de comunicação do STU e venha para a luta.

A sua participação é fundamental para ampliar os nossos direitos!

porStéphane Powaczuk

Reitoria nega pedido de abono do STU, ADunicamp e CONSU 

Nesta quinta-feira, 07/12, o STU recebeu um relatório técnico referente ao pedido que solicitamos sobre o auxílio saúde e pagamento de premiação, onde a AEPLAN indica déficit na segunda revisão orçamentária e cenário desfavorável para atender as pautas dos/as trabalhadores/as. 

Os abonos não teriam custo permanente, e seriam muito menores do que o valor que o reitor está projetando consumir do cofre, que já deve estar acumulando aproximadamente 2 bilhões. 

Tom Zé fecha o ano gastando da reserva orçamentária da Unicamp e nega valorizar os/as trabalhadores/as.  

Confira a seguir o documento:

porStéphane Powaczuk

Amanhã 24/11 tem reunião de preparação para negociação com a Reitoria no STU

O STU está convocando uma reunião de preparação para a negociação com a Reitoria, nesta sexta-feira, 12h, na sede do sindicato.

Venha fazer parte deste encontro e debater conosco como nos preparar para esta reunião tão importante que está agendada para acontecer na próxima segunda-feira, 27/11, às 10h, na Sala do Consu.

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Boletim do STU 021/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 12 de maio de 2016.

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Sindicato cobra retomada de debate sobre efetivação da isonomia salarial com a USP

A diretoria do STU vai cobrar da reitoria a realização da próxima reunião para discutir a incorporação de uma referência aos vencimentos de todos os trabalhadores da Universidade. Na última reunião ocorrida no ano passado, o reitor José Tadeu Jorge protelou mais uma vez a efetivação da isonomia salarial com a USP apoiando-se na argumentação de que a arrecadação estadual não atingiria os R$ 92,2 bilhões. No último dia 15, no entanto, o jornal Folha de São Paulo informou que a Secretaria de Planejamento e Gestão do governo do Estado prevê que a arrecadação de 2015 ficará em R$ 95,4 bilhões.
Na reunião de 22 de dezembro Tadeu também afirmou que, a partir deste mês, caso não se efetive a referência para todos, seria possível discutir outras alternativas. A direção do sindicato cobra uma proposta concreta do reitor para ser levada à decisão da categoria, com o objetivo de fazer avançar o compromisso assumido por Tadeu quando ainda era candidato e que já está atrasado em dois anos. Até o momento, sequer os pisos salariais dos três níveis da carreira estão ainda igualados aos da Universidade de São Paulo.
A previsão é que o fechamento das contas do ano passado ocorra neste dia 20 e o STU cobra que a reunião com Tadeu aconteça ainda neste mês, conforme pactuado em dezembro.

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Boletim do STU 70/2015

Baixe aqui Boletim 70/2015, de dezembro de 2015.

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Boletim do STU 069/2015

Baixe aqui Boletim 69/2015, de 25 de novembro de 2015.

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Reitoria protela aplicação de uma referência para todos

Foi realizada nesta segunda-feira (23/11) a reunião de negociação entre a reitoria e a direção do STU para tratar do pagamento de uma referência para todos os técnico-adminstrativos da Unicamp em conformidade com o acordado em maio deste ano quando da campanha salarial.
A expectativa e cobrança do STU era de que o pagamento da referência para todos pudesse ser efetivada a partir de outubro, de acordo com as projeções da Aeplan, que segue projetando que a arrecadação deste ano deve chegar nos R$ 92,5 bi, e com o acordado anteriormente com a reitoria.
Apesar de a reitoria seguir afirmando que a previsão da Aeplan é de que o governo arrecade os R$ 92,5 bi no ano, valor acima dos R$ 92,2 bi necessários para que seja garantido o acordo de pagamento de uma referência para todos, o reitor afirmou que a arrecadação não foi suficiente para disparar o “gatilho” de confirmação para o pagamento. Segundo ele, a arrecadação atingiu em outubro R$ 74,55 bi e deveria ter atingido mais de R$ 76 bi para que ele liberasse o pagamento da referência para todos.
A próxima reunião para tratar do tema será realizada no primeiro dia útil de dezembro após a liberação dos dados da arrecadação referentes ao mês de novembro, que terá como referência o dia 20/12.
Reserva Técnica – A reitoria afirma que o estudo detalhado e as especificações serão apresentadas em breve.
Auxílio Alimentação – A reitoria afirma que a sua prioridade é a isonomia e que toda sobra orçamentária seja designada para a sua efetivação.
Demissões no CAISM – Foram apresentados novamente os casos de demissões na Funcamp, particularmente do servidor que foi demitido mesmo estando em laudo médico. A reitoria ficou de dar resposta imediata.
DeDIC – A reunião pendente ficou de ser agendada, independente da presença do reitor, fato que até agora impediu o avanço da pauta.
A avaliação da negociação e os próximos passos a serem dados pelo sindicato estarão na pauta da próxima assembleia e devem ser pautadas nas unidades para que o STU possa dar os encaminhamentos necessários à luta de todos.

A diretoria do STU convoca os trabalhadores da Unicamp para assembleia geral no próximo dia 2 de dezembro (quarta-feira), a partir das 12 horas (local a confirmar). Em pauta a negociação com a reitoria, plenária da Fasubra e assuntos gerais.

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STU se reúne com a reitoria para cobrar pagamento da referência da isonomia. Assista a reunião ao vivo

Daqui a pouco, às 16 horas, a diretoria do STU se reúne com o reitor José Tadeu Jorge para cobrar o pagamento imediato da referência para todos, a partir do mês de outubro de 2015, conforme projeções já confirmadas pela Aeplan de que a arrecadação deverá atingir os 92,5 bilhões.
Na última reunião, realizada em 27 de agosto, em que o STU cobrou o cumprimento da promessa da reitoria com a isonomia o reitor afirmou que seria viabilizado o acordo inicial feito no primeiro semestre de assegurar uma referência para todos caso a arrecadação estadual atinja R$ 92,2 bilhões.
Além disso, o STU seguirá cobrando a equiparação salarial com os funcionários da USP e os demais ítens da pauta específica da categoria. Vale lembrar que o auxílio alimentação está congelado desde a posse do Tadeu.

A reunião será transmitida ao vivo. Para assistir basta clicar aqui.

 

 

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XIII Congresso reafirma luta pela isonomia e direitos e aprova plano de lutas

O XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, realizado entre os dias 12 e 14 deste mês com a participação de mais de 200 delegados e delegadas reafirmou a importância de avançar na luta em defesa de reivindicações históricas da categoria. Estarão entre as prioridades do sindicato nos próximos dois anos a luta pela isonomia salarial com a USP e a carreira, o fim da terceirização e do assédio moral, a retomada da jornada de 30 horas para todos na Área da Saúde, a mudança democrática do estatuto da Unicamp, e a extensão aos aposentados dos benefícios conferidos aos trabalhadores na ativa. Além do combate a qualquer forma de opressão e discriminação.
Os representantes da tese 5 “Alerta Unicamp – Compromisso com os Trabalhadores – CTB”, eleita como guia para orientar os debates no Congresso e as ações do próximo biênio, avaliam que a organização do congresso serviu para avançar nas discussões sobre conjuntura e a organização e atuação sindical, além de reafirmar as bandeiras da categoria em unidade com outros setores da classe trabalhadora.
Também foi decidido pelos trabalhadores abrir o debate sobre a filiação do sindicato a uma central sindical. A deliberação sobre qual organização nacional de trabalhadores o STU será vinculado se dará no XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, que acontecerá em 2017.

Principais deliberações do XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp

Confira as principais resoluções aprovadas pelos (as) delegados (as). Nos próximos dias serão publicadas a íntegra da Tese Guia e as demais resoluções aprovadas

SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL – O congresso também discutiu a conjuntura internacional e como a ação imperialista de opressão e exploração dos povos tem levado ao aumento da xenofobia, guerras, conflitos e fundamentalismo religioso, destruindo povos e nações. A categoria reafirmou a defesa da autodeterminação dos povos, o repúdio ao terrorismo e a ataques assassinos (poucos dias antes das tragédias ocorridas na França e no Quênia nesta semana), a defesa dos direitos e existência digna para os cidadãos refugiados.
DEFESA DA DEMOCRACIA – Os trabalhadores votaram posicionamento contra o golpe na forma de impeachment, defesa do mandato popular da presidente Dilma Rousseff e contra o ajuste fiscal do governo e todas as medidas que representam retrocessos para os trabalhadores. O congresso reafirmou a defesa de reformas estruturais (tributária, das comunicações, agrária e urbana, capazes de dotar o país de estruturas democráticas e sociais fundamentais para solidificar um processo de mudanças sociais). Nessa perspectiva, saúde e educação devem ter centralidade no investimento público, possibilitado pela efetivação de impostos sobre as grandes fortunas, heranças e transações financeiras.
DEMOCRACIA NA UNICAMP – O congresso reafirmou a cobrança de que a Unicamp crie mecanismos de transparência e cumpra a lei do teto salarial, colocando fim aos supersalários, às duplas matrículas e outros privilégios. Essa deliberação será encaminhada ao Fórum das Seis para incorporação à Pauta de Reivindicações Unificada.
O congresso indicou que o STU fomente as discussões junto à categoria sobre a participação dos trabalhadores nos espaços decisórios da universidade e sobre a paridade.
CAMPANHA SALARIAL E COMANDOS DE GREVES – Com vistas a construir novamente uma campanha salarial unificada no ano que vem, a diretoria do STU fica responsabilizada por iniciar o mais brevemente possível diálogo com as demais entidades do Fórum das Seis. O objetivo é construir um calendário conjunto que fortaleça a organização sindical e faça frente aos ataques, arranque das administrações universitárias o compromisso de expansão não elitizada das instituições, com garantia de políticas inclusivas.
Foi ainda indicada a construção de um calendário preparatório da Campanha Salarial 2016, e que, em caso de paralisações por tempo indeterminado, o Comando de Greve (CG) será constituído pela diretoria do sindicato e representantes indicados pelas unidades em greve. A indicação destes representantes se dará de forma proporcional à adesão de cada local de trabalho, com base em critérios a serem definidos em assembleia. E os representantes de unidades no CG terão tarefas definidas (fomentar a discussão e organização do movimento, apresentar informes de sua unidade, levar a deliberações da reunião do CG para seu local de trabalho, e votar nas reuniões do CG de acordo com as propostas debatidas na sua unidade).
REPRESENTAÇÃO NO CONSU – Buscando efetivar a autonomia de organização e representação dos trabalhadores no Conselho Universitário, o STU organizará uma chapa eleita em assembleia e com um programa definido pela categoria. Os candidatos poderão contar com a estrutura do sindicato para ajudá-los na campanha e mandato. A intenção é garantir que os conselheiros tenham compromisso de cumprir o programa e prestar conta aos trabalhadores.
ORGANIZAÇÃO SINDICAL – Foi avaliada a necessidade de criação de uma comissão de base em todas as unidades, principalmente na Área Hospitalar.
Os trabalhadores também decidiram manter o critério estatutário da proporcionalidade qualificada na composição da diretoria do sindicato, composta por 27 membros eleitos de forma direta. Todas as chapas que obtiverem no mínimo 10% dos votos terão assento na diretoria de acordo com a votação que receberem.
UNIFICAR OS SINDICATOS DA UNICAMP, USP e UNESP – Os delegados aprovaram que o STU deve tomar iniciativas de discutir com as direções do Sintusp e Sintunesp a proposta de unificação dos sindicatos, visando abrir o debate da unificação nas três categorias e a definição de um calendário.
IMPOSTO SINDICAL – Os trabalhadores decidiram que o valor repassado ao sindicato (60% do desconto referente a um dia de salário no mês de março nos salários dos trabalhadores contratados em regime celetista) será devolvido apenas aos sindicalizados. O restante será depositado em um fundo destinado a financiar a construção da nova sede do STU.
FUNDO JURÍDICO – Foi aprovada a criação de um fundo composto por 5% dos valores oriundos das causas ganhas em processos com jurídico do STU para gastos com peritos, sucumbências e fortalecimento do jurídico. A lógica dessa proposta é garantir que os que ganham as causas possam dar sua contribuição para democratizar a utilização por todos. Também ficou estabelecido que esse fundo não poderá ser utilizado para pagamento do escritório contratado pela entidade.
SEDE DO STU – Será constituído um fundo para financiamento da construção da nova sede do sindicato, composto por um percentual da arrecadação das mensalidades dos sócios a ser definido pela assembleia orçamentária, além do valor repassado ao sindicato em decorrência do imposto sindical descontado de não sindicalizados. Sete trabalhadores se incorporaram à Comissão de Construção da Sede, e tão logo haja definições a categoria será devidamente informada.
ELEIÇÕES PARA REITOR – O congresso indicou que o STU deve aprofundar o debate sobre universidade, levando em consideração a defesa da sua democratização, a necessidade da participação dos técnicos administrativos nos espaços decisórios, o combate a terceirização e também o papel da inclusão social na Unicamp.

Moções aprovadas no XIII Congresso

  • Repúdio à empresa Samarco/Vale pela irresponsabilidade que levou à tragédia ambiental no município mineiro de Mariana e à contaminação ainda de proporções não calculáveis na bacia do Rio Doce;
  • Repúdio à reorganização das escolas no Estado de São Paulo, que já levou prevê o fechamento de pelo menos 94 instituições de ensino, prejudicando alunos, pais e professores;
  • Repúdio à iniciativa da Câmara Municipal de Campinas que proibiu a discussão sobre a questão de gênero nas escolas e apoio à mobilização que ocorrerá no dia 16/11, por ocasião da votação da proposta que “veta a adesão à ideologia do gênero no Plano Municipal de Educação de Campinas”.
  • Repúdio ao fechamento de creches na USP;
  • Repúdio a PEC 395/14 que prevê a cobrança de mensalidade para pós-graduação e extensão nas universidades públicas;
  • Repúdio ao genocídio da juventude negra, com reivindicação especial para que seja apurado o assassinato de Husani Yau Gonçalves e Silva, filho do militante do movimento negro e funcionário do STU Zé Prettu;
  • Contra as demissões em massa dos trabalhadores da Obra/Funcamp e a demissão arbitrária do funcionário Armando Sérgio Migotto do Caism/Funcamp;
  • Contra o Projeto de Lei Complementar 77/15, que cria o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando as parcerias público-privadas na educação;
  • Apoio à demarcação das terras indígenas, contra a PEC 215, que afronta o direito territorial dos povos originários do Brasil;
  • Apoio a luta pelo direito a demarcação e regularização das terras das comunidades tradicionais e Quilombolas;
  • Apoio à greve dos petroleiros.
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Boletim do STU 68/2015

Baixe aqui Boletim 68/2015, de 18 de novembro de 2015.

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STU cobra incorporação de mais uma referência para todos em reunião técnica com a Aeplan

Aconteceu na última quinta-feira a reunião da Comissão de Acompanhamento Técnico da Evolução Orçamentária. Os técnicos da Aeplan (Assessoria de Economia e Planejamento) voltaram a apontar uma tendência pessimista em relação à economia, sem sinais de mudança no curto prazo, e que o crescimento arrecadatório do fim do ano também é impactado pela inflação, o que gera aumento de despesas para a Universidade. No entanto, reafirmaram a estimativa de que a arrecadação estadual deve ficar em torno de R$ 92,5 bilhões neste ano, conforme informado na revisão orçamentária aprovada na CAD no dia 1º de setembro.
A Comissão de Acompanhamento Técnico da Evolução Orçamentária é integrada por representantes do STU e da Aeplan, e foi criada durante as negociações da campanha salarial com o objetivo de verificar as condições financeiras para avançar na integralização da isonomia dos pisos salariais com a USP.
Em maio deste ano, quando o reitor se comprometeu a garantir mais uma referência salarial na avaliação se a arrecadação estadual chegar a R$ 92,2 bilhões, ficou acertado que nova reunião aconteceria em setembro à luz da evolução da arrecadação.
Depois de 20 de outubro acontece outra reunião da Comissão, já com os dados referentes à arrecadação setembro, com vistas a garantir uma referência na carreira para todos os servidores caso a arrecadação chegue a R$ 92,2 bilhões. Esta referência será incorporada ao salário de outubro, pago em novembro.
Participaram da reunião pelo STU os diretores João Raimundo ‘kiko’, Marcílio Ventura e Osvaldo Sales, além do diretor da Fasubra Antônio Alves ‘Toninho’.