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Alckmin faz caixa com dinheiro das universidades para bombardear o povo

O jornal “O Estado de S.Paulo” destacou no último dia 5 que as universidades estaduais paulistas receberam no ano passado R$ 475 milhões a menos do que a previsão orçamentária de 2015. O jornal ressalta ainda que “foi o segundo ano consecutivo em que receberam repasse menor do que o estimado. Na soma de 2014 e 2015, o montante é de R$ 824 milhões a menos do que o previsto nos orçamentos dos dois anos, em valores nominais”.
Em janeiro, o governador Geraldo Alckmin baixou o decreto 61.802 cortando R$ 7 bilhões do orçamento deste ano. Da Unicamp serão contingenciados R$ 54 milhões de investimentos e outras despesas correntes, que não incluem folha.
A crise econômica é usada como argumento para tungar o financiamento da educação, mas a verdade é que a política do tucanato é investir em repressão e desmontar as áreas sociais. Ao jornal “Metro/Campinas”, Geraldo Alckmin declarou em entrevista no mesmo dia 5 que “o problema da falta de recursos não é exclusividade das universidades. Temos problemas na saúde, na segurança, enfim; o Estado está sofrendo; o país está sofrendo.” No entanto, outro levantamento feito pelo site “Brasil Post” com dados do Diário Oficial do Estado mostra o investimento do Estado na PM aumentou 112%, entre 2013 e 2014. Somente em bombas de gás saltaram de R$ 9,9 milhões para R$ 20,9 milhões os gastos para a aquisição de 17,5 mil bombas ao custo médio de R$ 226 cada. No ato contra o aumento das tarifas de ônibus ocorrido no dia 21 de janeiro na capital paulista foi atirada uma bomba de gás a cada dois segundos. E o Estado ainda comprou seis blindados israelenses por R$ 30 milhões e 180 armaduras para policiais usarem na repressão a movimentos organizados, pagando R$ 783 mil.

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Boletim do STU 02/2016

Baixe aqui Boletim 02/2016, de 24 fevereiro de 2016.

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Boletim do STU 71/2015

Baixe aqui Boletim 71/2015, de 10 dezembro de 2015.

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Estudantes dão exemplo e ocupam mais de 160 escolas contra plano de Alckmin

Desde quando foi anunciado o plano do governo Geraldo Alckmin de fechar 94 escolas estaduais no Estado e separar os ciclos de ensino por unidade escolar, os estudantes secundaristas têm dado um exemplo de luta e resistência.
Segundo informes do movimento “Não feche a minha escola”, mais de 160 instituições já estão ocupadas por alunos, com apoio de pais e professores, em todo o Estado. Seis delas ficam na cidade: Antonio Vilela Júnior, Carlos Gomes, Júlio de Mesquita, Francisco Glicério, Jamil Gadia e Reverendo Eliseu Narciso. A imprensa já divulgou que na região 55 escolas devem ser afetadas pela “reorganização” governamental, sendo 16 delas na cidade de Campinas.
A medida fará com que irmãos que estudam hoje numa mesma escolas sejam separados (dificultando ainda mais a vida dos pais e mães). Os custos com transporte para as crianças e jovens se deslocarem entre a escola e suas residências também vai aumentar. Professores e funcionários também estão sob ameaça.
Após a onda de ocupações o governo anunciou “proposta” de suspender por dez dias o plano, o que foi repudiado pelos estudantes, que seguem em luta.
Reunião de conciliação marcada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda (23) foi adiada por falta de consenso com os estudantes, que querem o cancelamento de tal plano. O TJSP também rejeitou o recurso da Secretaria de Educação que pedia a reintegração de posse das escolas ocupadas.
Ícones da educação como o professor da Unicamp Demerval Saviani, artistas e movimentos sociais têm apoiado a luta dos estudantes.
As congregações das Facudades de Educação da Unicamp e da USP, vários departamentos e conselhos de unidades da Universidade Federal de São Carlos também se manifestaram contra a bagunça que Alckmin quer promover nas escolas.
Os alunos também organizam um boicote ao Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo), forçando o cancelamento da prova nas escolas ocupadas. O Saresp é criticado também porque seu único objetivo é ranquear as unidades de ensino para estabelecer o pagamento de bônus aos professores, que cobram plano de carreiras.
O STU empenha total apoio à luta dos estudantes e convida todos os servidores a se solidarizarem com os jovens, participarem das atividades promovidas nas escolas ocupadas, contribuírem com a doação de alimentos para possibilitar a permanência dos jovens até a derrota de mais esse ataque à educação paulista.

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Boletim do STU 68/2015

Baixe aqui Boletim 68/2015, de 18 de novembro de 2015.

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Alesp aprova fim do uso de bala de borracha pela PM paulista

Arte reproduzida do Jornal do Campus/USP, edição 417 (out/2013).

Arte reproduzida do Jornal do Campus/USP, edição 417 (out/2013).

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou no último dia 3 projeto de lei proibindo a PM paulista de usar balas de borracha contra manifestações. O judiciário já havia proibido o uso da munição desde outubro deste ano.

Durante manifestações no Estado centenas de pessoas já foram atingidas por tais materiais e tiveram ferimentos graves, entre eles os fotógrafos Alex Silveira (que perdeu quase totalmente a capacidade de visão do olho esquerdo ao ser alvejado quando cobria um ato de professores da rede estadual no ano 2000) e Sérgio Andrade da Silva (atingido durante um dos protestos de junho de 2013, e que perdeu o olho esquerdo).

A diretoria do STU apóia o projeto, reivindica que o governo do Estado de São Paulo sancione a lei e que essa seja efetivamente respeitada pela PM paulista, uma das que mais matam no mundo.

A propositura é de autoria do deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT).