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porFernanda de Freitas

Pela Vida das Mulheres, todo apoio à Ocupação de Mulheres Maria Lúcia Petit Vive!

É com grande indignação e tristeza que a diretoria do STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) recebe a notícia de que as mulheres vítimas de violência integrantes da ocupação Maria Lúcia Petit Vive vêm sofrendo ameaças de parlamentares e militantes da extrema direita. 

No dia 29/04, o coletivo Olga Benario organizou a ocupação de um imóvel abandonado em Campinas. A ocupação Maria Lúcia Petit Vive é a primeira ocupação no interior de São Paulo e a 14ª ocupação do Olga Benario no Brasil, fundada para estar ao lado das mulheres da Região Metropolitana de Campinas, na luta contra a opressão e a violência. 

Desde então, essas mulheres estão organizando o espaço da ocupação por meio da limpeza e remoção de lixos e entulho, de apresentações de oficinas e atividades político-culturais e do atendimento e acolhimento das mulheres no local.

Depois de instalada a ocupação, é preocupante saber que passaram por lá um vereador da extrema direita da cidade e um ex-deputado estadual cassado por incentivar turismo sexual na Ucrânia e bem famosinho por incitar violência contra mulheres feministas. Teve também ameaças e a violência verbal proferida por um suposto proprietário do imóvel.

Esses ataques são uma clara demonstração do machismo, da discriminação, da opressão e da falta de apoio e empatia que muitas vezes são direcionadas às mulheres que lutam por seus direitos e mais segurança.

De acordo com a Constituição Federal a propriedade privada deve cumprir um papel social. Desta forma, destacamos que a ocupação de imóveis abandonados é uma forma legítima de protesto contra a falta de políticas públicas que garantem o direito à moradia digna para todas as pessoas, especialmente para aquelas que são vítimas de violência. 

As mulheres que ocuparam o imóvel abandonado em Campinas estão lutando por um direito básico e inalienável – o direito a um lar seguro e livre de violência.

As ameaças e a violência verbal contra essas mulheres são inaceitáveis ​​e não podem ser toleradas em uma sociedade justa e igualitária. 

Sendo assim, exigimos que as autoridades  tomem as medidas cabíveis protetivas para garantir a segurança dessas companheiras ameaçadas por grupos fascista e fornecer-lhes assistência e acolhimento para lidar com os traumas da violência. Além de abrir diálogo imediatamente junto à coordenação do movimento. 

Aproveitamos para expressar nosso total e irrestrito apoio à Ocupação de Mulheres Maria Lúcia Petit Vive reconhecendo a coragem dessas mulheres em lutar por seus direitos e denunciar a violência e a opressão que enfrentam. 

Solidarizamo-nos com as mulheres de todo o mundo que lutam contra a opressão e a exploração e reafirmamos nosso compromisso em apoiar a luta pela igualdade de gênero e pelos direitos das mulheres.

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Boletim do STU 022/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 16 de maio de 2016.

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Boletim do STU 021/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 12 de maio de 2016.

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Moção de apoio aos trabalhadores da Mabe

Depois de vender milhões de fogões da marco Dako e Continental nos últimos 10 anos no Brasil, a multinacional Mabe, dona de 49 fábricas no exterior, resolveu fechar as portas e demitir 1.900 trabalhadores, deixando de pagar salários dos últimos três meses, 13º e direitos trabalhistas.
Esta multinacional teve isenção de impostos, patrocinado pelo governo federal aos fabricantes de eletrodomésticos.
Depois de ter lucros exorbitantes, de enviar para o exterior parte importante destes lucros, ao primeiro sinal de crise, ataca sem piedade seus trabalhadores, fechando as portas das duas fábricas que tem na Região metropolitana de Campinas.
O sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região, junto com os trabalhadores da Mabe ocuparam a empresa preventivamente, no dia 15 de fevereiro de 2016, para impedir que os empresários vendessem as máquinas e o patrimônio da empresa.
Os trabalhadores da Mabe estão precisando de todo apoio da população brasileira, especialmente da classe trabalhadora. Não podemos permitir que o poder econômico descarregue todo o peso da crise nas costas dos operários, dos humildes.
Os eletrodomésticos da linha branca tiveram isenção de IPI durante anos, que engordaram os bolsos de patrões que nem sequer pagavam seus trabalhadores. Além disso, a Mabe recebeu vários empréstimos a juros baixos do BNDES para ampliação e modernização de suas instalações, que nunca pagou. Várias máquinas estão penhoradas pelo BNDES.
Por isso, a diretoria do STU se solidariza com a luta dos 1.900 trabalhadores da Mabe e visitará a ocupação nesta próxima quinta-feira, 25/2, para levar apoio do sindicato, fazer a doação de cestas básicas aos lutadores e se colocando à disposição para ajudar no que for necessário.
Todo apoio à ocupação da Mabe!
Responsabilizar os governos federal, estadual e municipal para que assumam a solução da crise para que não recaia nas costas dos trabalhadores!
Pagamento de todos os salários e outros benefícios atrasados!
Estabilidade no emprego e readmissão dos demitidos!

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Estudantes dão exemplo e ocupam mais de 160 escolas contra plano de Alckmin

Desde quando foi anunciado o plano do governo Geraldo Alckmin de fechar 94 escolas estaduais no Estado e separar os ciclos de ensino por unidade escolar, os estudantes secundaristas têm dado um exemplo de luta e resistência.
Segundo informes do movimento “Não feche a minha escola”, mais de 160 instituições já estão ocupadas por alunos, com apoio de pais e professores, em todo o Estado. Seis delas ficam na cidade: Antonio Vilela Júnior, Carlos Gomes, Júlio de Mesquita, Francisco Glicério, Jamil Gadia e Reverendo Eliseu Narciso. A imprensa já divulgou que na região 55 escolas devem ser afetadas pela “reorganização” governamental, sendo 16 delas na cidade de Campinas.
A medida fará com que irmãos que estudam hoje numa mesma escolas sejam separados (dificultando ainda mais a vida dos pais e mães). Os custos com transporte para as crianças e jovens se deslocarem entre a escola e suas residências também vai aumentar. Professores e funcionários também estão sob ameaça.
Após a onda de ocupações o governo anunciou “proposta” de suspender por dez dias o plano, o que foi repudiado pelos estudantes, que seguem em luta.
Reunião de conciliação marcada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda (23) foi adiada por falta de consenso com os estudantes, que querem o cancelamento de tal plano. O TJSP também rejeitou o recurso da Secretaria de Educação que pedia a reintegração de posse das escolas ocupadas.
Ícones da educação como o professor da Unicamp Demerval Saviani, artistas e movimentos sociais têm apoiado a luta dos estudantes.
As congregações das Facudades de Educação da Unicamp e da USP, vários departamentos e conselhos de unidades da Universidade Federal de São Carlos também se manifestaram contra a bagunça que Alckmin quer promover nas escolas.
Os alunos também organizam um boicote ao Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo), forçando o cancelamento da prova nas escolas ocupadas. O Saresp é criticado também porque seu único objetivo é ranquear as unidades de ensino para estabelecer o pagamento de bônus aos professores, que cobram plano de carreiras.
O STU empenha total apoio à luta dos estudantes e convida todos os servidores a se solidarizarem com os jovens, participarem das atividades promovidas nas escolas ocupadas, contribuírem com a doação de alimentos para possibilitar a permanência dos jovens até a derrota de mais esse ataque à educação paulista.