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porStéphane Powaczuk

STU permanece na luta por melhorias no fretado sobre denúncia ao Ministério Regional do Trabalho

Os ônibus fretados da Unicamp têm sido alvo de constantes reclamações por parte dos trabalhadores que não aguentam mais as situações insalubres enfrentadas diariamente. As preocupações em relação à segurança dos veículos têm gerado um clima de apreensão.

O sindicato, ciente da gravidade dessa situação, tem denunciado esses problemas e documentado tudo junto à prefeitura da universidade para exigir melhorias no novo contrato de prestação de serviços.

No entanto, as mudanças apontadas são urgentes e não podem ser adiadas, especialmente quando a vida dos trabalhadores usuários desses fretados está em risco.

Diante desse cenário alarmante, o sindicato tem adotado medidas proativas. Recentemente, entramos com uma ação no Ministério Regional do Trabalho (MRT) para tratar de situações insustentáveis em uma das linhas de fretamento. Essa mobilização visa garantir a tomada das devidas providências para assegurar a segurança e o bem-estar de todos os trabalhadores dependentes desse transporte para suas atividades diárias, reafirmando a urgência de um compromisso com a qualidade e a segurança dos fretados.

Superlotação do fretado com pessoas em pé.

Sobre a denúncia

A Linha 23, que conecta Americana, Nova Odessa e Sumaré, tem recebido inúmeras queixas desde março de 2022, refletindo um problema diário que afeta diretamente os funcionários dependentes desse transporte.

Apesar da assinatura do novo contrato de fretamento em 2023, com o Contrato 314/2023, as demandas dos usuários não foram consideradas, perpetuando as dificuldades enfrentadas.

Na reunião realizada em 17 de abril de 2024 com a Unitransp, representantes dos passageiros apresentaram propostas para mitigar os transtornos, incluindo a criação de um micro-ônibus exclusivo para os trabalhadores de Americana, com base em dados comprobatórios da viabilidade da solicitação.

Além disso, a falta de ventilação nos coletivos também foi levantada como uma preocupação que precisa ser discutida. A situação evidencia a necessidade urgente de melhorias no transporte público, pois impacta diretamente a qualidade de vida e a produtividade dos usuários.

Dia 03/12 tem reunião para debater novas diretrizes do fretado

Questionado pelo STU sobre o novo sistema de fretados o Prefeito Universitário Juliano Finelli reafirmou o compromisso da administração em atender às demandas da comunidade sobre o transporte fretado. Ele reconheceu as preocupações com as condições atuais e garantiu melhorias no novo contrato, que começará em 19/01/2025. Finelli destacou a importância do diálogo entre a prefeitura, o sindicato e os usuários, mencionando um encontro a ser organizado pela Unitransp, no dia 03/12, para debater as novas diretrizes e permitir aos usuários expressarem suas opiniões.

O STU vai estar nesse encontro da Unitransp para dar suporte e apoio aos trabalhadores, no dia 03/12, e continuará na luta para garantir todas as nossas demandas.

Pessoas sentadas no chão do fretado. Foto enviada por trabalhador anônimo.

Sindicato luta junto com trabalhadores para avanços no fretado

De um tempo para cá podemos perceber avanços do sindicato, presentes na nossa pauta há anos, no sistema de fretados. A redução de preços e a gratuidade para cipeiros são conquistas notáveis sobre a importância da união e da luta. A luta dos trabalhadores de Itapira e Americana, que tiveram vitórias no novo contrato, ressaltam a necessidade de monitorar as condições de transporte e manter um canal aberto com o STU.

É encorajador saber que, por meio de diálogos entre trabalhadores, o Sindicato e a Unitransp alguns problemas foram resolvidos e outros estão firmados em compromissos de melhorias. Mas ainda temos muito a conquistar.

A luta continua. Fique atento às nossas redes de comunicação e caso tenha alguma colaboração ou denúncia a fazer, o sindicato manterá sigilo e acolherá a sua sugestão.

poradmin

Boletim 026/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 20 de maio de 2016.

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poradmin

Boletim do STU 01/2016

Baixe aqui Boletim 01/2016, de 19 janeiro de 2016.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2016/01/Boletim_01_2016_rev_final.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

STU formaliza denúncias contra a empresa de limpeza Alternativa

O STU apresentou na reunião com o reitor José Tadeu Jorge, realizada no final de dezembro do ano passado, denúncias contra a empresa Alternativa Serviços e Terceirização em Geral, que venceu a licitação para assumir o serviço de limpeza na Universidade.

As denúncias dizem respeito às irregularidades no pagamento dos funcionários, às péssimas condições de trabalho, falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI), assédio moral, entre outros desrespeitos aos direitos trabalhistas.

Na ocasião, ficou acertado que o STU formalizaria essas denúncias junto à reitoria para averiguação dos problemas apresentados com objetivo de saná-los o mais breve possível. Além do oficio encaminhado ao reitor, o STU está reunindo os documentos comprovatórios dos casos relatados.

O STU defende que a Unicamp também é responsável pela mão de obra terceirizada contratada porque essa prática é usada para baratear os custos com a contratação de pessoal, fugindo das responsabilidades e encargos trabalhistas.

Confira abaixo o documento protocolado na reitoria:

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porFernanda de Freitas

Laboratório de Anatomia Patológica do HC apresenta péssimas condições de trabalho

Laboratório de Patologia Clínica do HC

Teto do Laboratório de Anatomia Patológica do HC

Mal começou o ano e os velhos problemas continuam na Unicamp.

A cena impressiona porque há um risco muito grande do teto do Laboratório de Anatomia Patológica do HC desabar completamente sobre as cabeças dos funcionários.

A denúncia apurada pelo STU dá conta de que a situação perdura há quase um ano e apesar terem sido feitos inúmeros protocolos (Ordem de Serviço) solicitando o conserto do teto, apenas pequenos reparos foram realizados no local.

Os trabalhadores relataram ao Sindicato que a Segurança do Trabalho da Unicamp foi acionada, mas até a presente data nenhuma solução foi apontada para o problema.

É visível que a situação exige uma obra bem estruturada para tapar o buraco provocado pelo desabamento do teto e também conter o vazamento de água que escorre parede abaixo nas salas internas (salas S2-512 – Imunogenética e S2-524 – laboratório de pesquisa), sala de reunião e no corredor do laboratório.

Preocupado com a situação, o STU está oficializando a Superintendência do HC para cobrar uma reunião urgente que discuta a eliminação dos riscos no laboratório, antes que o problema se agrave, e também evitar que aconteçam acidentes.

Acordo visa preservar Saúde do Trabalhador

Em 2001 foi assinado um acordo no Ministério Público do Trabalho para que as irregularidades nas condições de trabalho constadas na Unicamp fossem sanadas. A medida foi fruto de uma Ação Civil Pública que investigou inúmeras irregularidades dentro da Universidade.

A assinatura do acordo é uma vitória importante para a categoria porque obriga a Unicamp a oferecer boas condições de trabalho, melhorar os processos de trabalho, manter programas preventivos de mapeamento precoce e diagnóstico dos agravos à saúde dos funcionários, além de constatar os casos de doenças profissionais.

É importante que a Unicamp garanta a segurança no ambiente porque essa medida envolve o maior bem que a Universidade possui que são seus funcionários.

Por isso, o STU não medirá esforços na exigência do cumprimento do acordo em prol da promoção e preservação da saúde dos trabalhadores.

Desabamento de parte do teto e vazamento de água ocorridos no Laboratório de Anatomia Patológica do HC

porFernanda de Freitas

STU apura mais uma denúncia no Bandejão

Frango à rolê entregue ao STU

Na quinta-feira passada (30) o STU foi apurar denúncia de que a refeição servida no Restaurante Universitário (RU) estaria inapropriada para consumo. Havia indícios de que o frango à rolê servido naquele dia estaria estragado.

Os diretores do sindicato foram recebidos pela nutricionista Maria Antonieta Jardine Kikumoto da Divisão de Alimentação que explicou o ocorrido e acompanhou os diretores em visita monitorada às dependências da cozinha do Bandejão.

Segundo Antonieta, o alimento estava em condições adequadas para o consumo e o problema estaria no sabor acentuado, provavelmente, do bacon defumado. Ela informou que o RU recebe o alimento pré-preparado e o sabor estava mais ácido ao paladar do que o de costume, possivelmente em decorrência do vinagre ou outro tempero adicionado.

Os diretores vistoriaram a cozinha e experimentaram in loco o frango para sanar dúvidas e foi constatado que o cheiro e sabor acentuados da ave não tinham relação com produto estragado, mas com possível quantidade exagerada de tempero.

Ficou combinado com a nutricionista que será feita uma recomendação formal ao fornecedor do produto para ficar atento às especiarias e a forma de preparo utilizada, já que a qualidade do produto passa também pelo prazo de validade, característica, textura e sabor do alimento oferecido.

porFernanda de Freitas

Após queixa, funcionários do AEl garantem contratação de climatização sem licitação

Nesta semana, o STU tomou conhecimento de que a Procuradoria da Unicamp acenou positivamente referente ao processo de dispensa de licitação para compra dos equipamentos de climatização para o Arquivo Edgard Leuenroth (AEL).

O processo foi motivado pela denúncia dos funcionários da falta de condições apropriadas para suportarem as temperaturas elevadas dentro do AEL. Além do prejuízo iminente ao acervo.

Segundo o diretor do AEL, prof. Dr. Álvaro Gabriel Bianchi Mendez, como já há uma oferta válida de equipamentos e serviços para contratação, o processo deverá ser efetivado de maneira muito rápida. Tanto que o documento já foi encaminhado, pelo IFCH, imediatamente à Diretoria Geral da Administração.

De acordo com o Departamento Financeiro do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas (IFCH) a contratação levará menos de um mês se não houver nenhum problema com a empresa. Além disso, alguns equipamentos podem demorar cerca de 60 dias para entrega. “Minha previsão é que, se tudo correr bem, em menos de 180 dias tenhamos uma solução definitiva para o problema”, explica Bianchi.

O processo prevê também a contratação por meio de licitação do serviço de manutenção do equipamento, a fim de garantir o funcionamento adequado dos materiais instalados.

Este é mais um exemplo de ação conjunta entre STU, Conselho de Representantes (CR) e Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) com desfecho positivo.

A negociação destas instâncias junto ao gestor garantiu alternativas ao problema sofrido pelos trabalhadores e também contribuiu para a agilização do processo na Procuradoria Geral.

Ressaltamos que até a entrega completa do serviço o acordo será mantido, ou seja, os trabalhadores continuarão encerrando suas atividades sempre que a temperatura interna atingir níveis considerados críticos à saúde.

 

Clique na imagem abaixo para ler a matéria “Calor põe em risco acervo na Unicamp” publicada pelo Correio Popular:cpopular_ael_15_03_14

 

porFernanda de Freitas

STU, CR e trabalhadores do AEL garantem acordo com direção para solucionar falta de climatização

Texto e Fotos: Fernanda de Freitas

O STU, o CR e os funcionários do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) se reuniram anteontem (25) com o diretor associado do IFCH, prof. Dr. Jesus José Ranieri e o diretor do AEL, prof. Dr. Álvaro Gabriel Bianchi Mendez, para discutir as providências para a falta de climatização denunciada pelos funcionários local.

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Diretores associado do IFCH, prof. Dr. Jesus José Ranieri e o do AEL, prof. Dr. Álvaro Gabriel Bianchi Mendez

Bianchi destacou em comunicado enviado ao STU que “está completamente de acordo com as reclamações e reivindicações feitas a respeito das presentes condições de trabalho pelos trabalhadores do arquivo, dentre os quais certamente me incluo. Estamos há anos brigando para a solução desse problema”. E na reunião reafirmou sua disposição em resolver o problema de forma a evitar agravamentos à saúde dos funcionários.

Os diretores explicaram que o processo de inexigibilidade, ou seja, de dispensa do ato licitatório para contratação do serviço de climatização do local já foi encaminhado à Procuradoria Geral da Unicamp naquele mesmo dia. Restando cobrar agilidade no andamento do projeto.

Questionado pelo STU sobre a situação dos funcionários até que seja dada resposta ao processo encaminhado pela unidade, o diretor concordou em assumir compromisso de suspender o serviço quando a temperatura estiver elevada.

Levando em consideração a sensação de conforto do local, ficou combinado com a direção do AEL e do IFCH que será instalado um medidor de temperatura na sala mais quente do prédio. E que o expediente será encerrado com base nas recomendações da Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (NR-15), que disciplina as atividades e operações insalubres.

A ideia é discutir com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (CIPA) o limite de tolerância para exposição ao calor, nos casos de trabalho contínuo. E elaborar um acordo que respeite essas indicações. O documento deve ser oficializado até amanhã (28) e a medida iniciada já em março.

O STU ressaltou que a medida não deve oferecer prejuízo à vida funcional dos trabalhadores e o CR solicitou que, de preferência, ela deve ser estendida aos trabalhadores da Limpeza, visto que a unidade será fechada quando houver desconforto ambiental por conta da temperatura.

A divulgação da suspensão dos trabalhos ficará a cargo da direção da unidade, zelando para que os funcionários não sofram constrangimentos ou assédio dos frequentadores do Arquivo.

“Apesar de apresentar prejuízo à comunidade universitária e aos pesquisadores que frequentam o espaço, não resta alternativa senão a suspensão do expediente para assegurar a vida e a saúde do servidor, por isso também, é importante a aprovação do processo”, defendeu um dos diretores presentes à reunião.

Para o STU essa medida, mesmo paliativa, contribui para que o funcionário não seja exposto às condições insalubres e espera que o processo para a instalação do sistema de climatização da unidade seja concluído o mais rápido possível. Além do mais, essa solução pode servir de modelo para outros setores da universidade que estejam passando pela mesma situação.

É bom lembrar que o STU também acompanhará o processo junto à Procuradoria Geral e auxiliará o AEL no que for necessário para a agilidade na aprovação do documento. Mas como a verba já está liberada espera-se, que devido à precariedade das condições de trabalho e o risco para o acervo, a dispensa de licitação seja aprovada com rapidez.

porFernanda de Freitas

Trabalhadores do AEL denunciam falta de refrigeração

Texto e Foto: Fernanda de Freitas

O STU garantiu agenda com o diretor associado do IFCH, prof. Dr. Jesus José Ranieri, para tratar da queixa da falta de condições apropriadas para os trabalhadores suportarem as temperaturas elevadas dentro do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL). A reunião acontece na próxima terça-feira (25), às 14h, no instituto.

Nesta sexta-feira (21), a direção do STU, os membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e do Conselho de Representantes (CR) se reuniram com a diretora de Serviços do AEL, Elaine Zanatta, para discutir as altas temperaturas dentro do ambiente de trabalho e as condições precárias do local. Participaram da reunião os funcionários do setor que, na semana passada, encaminharam denúncia, através de abaixo assinado, sobre a falta de climatização sofrida há mais de quatro anos.

Segundo a diretora Elaine, no final do ano passado foi feito um laudo técnico por um especialista em acondicionamento de acervo e a verba para os reparos no sistema de refrigeração da unidade já está liberada, cerca de R$ 150 mil. “Estamos elaborando um projeto com a DGA para agilizar a realização do serviço, com base em uma possibilidade na Lei de Licitações que prevê dispensa de pregão em caso de emergências como essa, de prejuízo do acervo e risco para a saúde”.

De acordo com os trabalhadores e confirmado pela própria diretora de serviço, inúmeros funcionários apresentaram quadro de problemas respiratórios, queda de pressão, tonturas, desmaios e outros desconfortos decorrentes do excesso de calor e problemas na refrigeração do local. Inclusive, com afastamento de uma funcionária com quadro grave de inalação de fungos.

Cabe na Lei 8.666/93 as hipóteses não só de inexigibilidade como de quebra de licitação – dispensa do ato licitatório – por existir “urgência concreta e efetiva do atendimento à situação decorrente do estado emergencial ou calamitoso, visando afastar riscos de danos a bens ou à saúde ou à vida de pessoas”.

Para os diretores do STU, cipeiros e CR a situação é preocupante e de extrema urgência porque pode ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens da Universidade.

De acordo com os cipeiros e o membro do CR presentes à reunião, não há dúvida sobre o provável risco iminente e especialmente gravoso à saúde do servidor.

Ressaltamos que também estamos cobrando reunião com o diretor do AEL, o prof. Dr. Álvaro Gabriel Bianchi Mendez, para tratar deste assunto. Mas até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno.

O STU luta para que todos os trabalhadores tenham condições dignas de trabalho e não vai admitir descaso da parte do gestor.

porFernanda de Freitas

Assédio Moral nas relações de trabalho

assedio_moral2O assédio moral, embora não seja um tema recente, vem ganhando cada vez mais notoriedade e importância nas relações de trabalho.

Isso se deve a prática de condutas abusivas, de natureza psicológica, que atentam contra a dignidade do colaborador de forma contínua, por parte de alguns gestores, expondo-o às situações humilhantes e constrangedoras que, por consequência, deterioram o ambiente de trabalho.

Mas como identificar o agressor do assédio moral?

Em sua maioria, o agressor é uma pessoa que se mostra agradável em happy hours, almoços e reuniões fora do trabalho, mas que quando assume o poder que lhe é conferido, no ambiente de trabalho, se comporta como um capataz reforçando sempre o medo individual e aumentando a submissão coletiva. Sua gestão é marcada pelo autoritarismo, pela exposição dos colaboradores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes durante o exercício de sua função e pela comunicação deficiente e hostil, inibindo o envolvimento, o engajamento e o crescimento dos profissionais que integram sua equipe, tornando-os vulneráveis na relação trabalhista.

Vários são os exemplos de manifestação: exigir que o colaborador execute atividades não condizentes ao contrato de trabalho firmado, advertências absurdas e descabidas, mudanças de horários e turnos de maneira autoritária, gritos, intimidações e ameaças quanto à perda do emprego, sobrecarga de trabalho dificultando as condições de sua execução, não fornecimento de materiais e ferramentas adequadas para elaboração das tarefas, ridicularização do colaborador frente aos demais colegas (utilização de palavras jocosas, apelidos etc.), desqualificação e desvalorização generalizada do trabalho realizado, aumento e cobrança exagerada das metas, afirmação constante de autoridade e poder, entre outras.

Combater o assédio moral não é uma tarefa fácil, mas é preciso dar um basta!

No Brasil, ao contrário do que acontece com a França, não há uma legislação federal que discipline o tema aqui exposto, sendo necessário mobilizar a sociedade para que os políticos elaborem leis com penas severas aos agressores, assim como ocorre com o assédio sexual, que prevê pena de 1 a 2 anos de detenção para a pessoa que, valendo-se de sua condição superior, constranger o trabalhador com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual (art. 261-A do Código Penal).

Enquanto os políticos não elaboram uma lei federal específica sobre o assunto, caberá ao empregado reunir o maior número de provas possíveis – documentais (e-mails) e testemunhais (vítimas de assédio moral que trabalham ou trabalharam na mesma empresa) –, além de denunciar o caso ao sindicato, ingressando com uma reclamação trabalhista, visando: a rescisão indireta do contrato de trabalho, o saldo de salário, aviso prévio, férias vencidas e proporcionais, o adicional de 1/3, os depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), a multa fundiária de 40%, bem como uma indenização pelos danos morais sofridos em decorrência do assédio moral.

Denunciar o agressor no sindicato e ingressar com a reclamação trabalhista são medidas eficazes para combater esse mal que atinge milhares de trabalhadores em todo o país.

 

Artigo enviado pelo advogado Alberto Gamboggi ([email protected])

 

 

TOME NOTA:

assedio_moral_capa2O STU ressalta que o assédio moral é crime e deve ser combatido e denunciado, tanto pela vítima, como pelos colegas de trabalho que presenciaram a injustiça.

Departamento Jurídico do STU: ligue para o ramal 17412 e fale com Zé Prettu ou Thaís para agendar seu atendimento ou encaminhe e-mail para: [email protected].

Você também pode conversar com um diretor na sede do STU.

Quebre o silêncio, procure o STU e apresente sua denúncia!

 

O assédio moral caracteriza-se por:

  • Repetição sistemática;
  • Intencionalidade: forçar o outro a abrir mão do emprego;
  • Direcionalidade: uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório;
  • Temporalidade: durante a jornada, por dias e meses;
  • Degradação deliberada das condições de trabalho.

 

É assédio quando seu chefe ou colega de trabalho agir da seguinte maneira:

  • Começar sempre reunião amedrontando quanto ao desemprego ou ameaçar constantemente com a demissão.
  • Subir em mesa e chamar a todos de incompetentes.
  • Repetir a mesma ordem para realizar uma tarefa simples centenas de vezes até desestabilizar emocionalmente o trabalhador ou dar ordens confusas e contraditórias.
  • Sobrecarregar de trabalho ou impedir a continuidade do trabalho, negando informações.
  • Desmoralizar publicamente, afirmando que tudo está errado ou elogiar, mas afirmar que seu trabalho é desnecessário à empresa ou instituição.
  • Rir a distância e em pequeno grupo; conversar baixinho, suspirar e executar gestos direcionados ao trabalhador.
  • Não cumprimentar e impedir os colegas de almoçarem, cumprimentarem ou conversarem com a vítima, mesmo que a conversa esteja relacionada à tarefa.
  • Querer saber o que estavam conversando ou ameaçar quando há colegas próximos conversando.
  • Ignorar a presença do trabalhador.
  • Desviar da função ou retirar material necessário à execução da tarefa, impedindo o trabalho.
  • Exigir que faça horários fora da jornada. Ser trocado de turno, sem ter sido avisado.
  • Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador.
  • Voltar de férias e ser demitido ou ser desligado por telefone ou telegrama em férias.
  • Hostilizar, não promover ou premiar colega mais novo e recém-chegado à empresa e com menos experiência, como forma de desqualificar o trabalho realizado.
  • Espalhar entre os colegas que o trabalhador está com problema nervoso.
  • Sugerir que peça demissão, por sua saúde.
  • Divulgar boatos sobre sua moral.
  • Sofrer constrangimento público e ser considerado mentiroso.
  • Ser impedido de questionar. Mandar calar-se, reafirmando sua posição de “autoridade no assunto”.
  • Menosprezar o sofrimento do outro.
  • Ridicularizar o doente e a doença.
  • Empurrar de um lugar para outro e não explicar o diagnóstico ou tratamento recomendado.
  • Ser tratado como criança e ver ironizados seus sintomas.
  • Ser atendido de porta aberta e não ter privacidade respeitada.
  • Ter seus laudos recusados e ridicularizados
  • Não ter reconhecido seus direitos ou não ser reconhecido como “um legitimo outro” na convivência.
  • Aconselhar o adoecido a pedir demissão.
  • Negar o nexo causal.
  • Dar alta ao adoecido em tratamento, encaminhando-o para a produção.
  • Negar laudo médico, não fornecer cópia dos exames e prontuários.
  • Não orientar o trabalhador quanto aos riscos existentes no setor ou posto de trabalho.
  • Passar lista na empresa para que os trabalhadores se comprometam a não procurar o Sindicato ou mesmo ameaçar os sindicalizados.

 

Sintomas causados pelo assédio moral:

  • Impotência, amenorreia, frigidez;
  • Deficiente concentração;
  • Esquecimento;
  • Dificuldades na aprendizagem;
  • Perda de sono;
  • Indecisão;
  • Pesadelos;
  • Ansiedade;
  • Perda do senso de humor;
  • Insegurança;
  • Bulimia;
  • Crises de choro;
  • Dores generalizadas;
  • Palpitações, tremores;
  • Sentimento de inutilidade;
  • Insônia ou sonolência excessiva;
  • Depressão;
  • Diminuição da libido;
  • Sede de vingança;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Dor de cabeça;
  • Distúrbios digestivos;
  • Tonturas;
  • Ideia de suicídio;
  • Falta de apetite;
  • Falta de ar;
  • Passa a beber;
  • Tentativa de suicídio.

 

Como se defender do assédio moral:

  • Denunciar, buscando, ajuda dentro do Sindicato e fora do trabalho;
  • Resistir, anotando com detalhes todas as humilhações sofridas;
  • Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato;
  • Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas;
  • Entrar em juízo, buscar reparação e punição do assediador na justiça.

 

 Fonte: Com informações do site www.assediomoral.org e da Revista do SINTUFF (nº 8/2013)