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Boletim do STU 63/2015

Baixe aqui Boletim 63/2015, de 14 de outubro de 2015.

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Boletim do Fórum ads Seis – 8 de outubro de 2015

Baixe aqui Boletim do Fórum das Seis – 8 de outubro de 2015.

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Doação de sangue

O servidor Ivaldo Alves dos Santos (Instituto de Artes) solicita doação de sangue para o pai.

A doação deve ser feita em nome de Irênio Alves dos Santos, no Centro de Hemoterapia Celular em Medicina, localizado na Rua Onze de Agosto, 415, no centro de Campinas, de segunda a sexta das 7h30 às 12h30.

Os familiares agradecem imensamente o ato de cidadania e compaixão.

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Boletim dos Aposentados – Outubro 2015

Baixe aqui Boletim dos Aposentados – Outubro de 2015.

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Boletim do STU 062/2015

Baixe aqui Boletim 62/2015, de 08 de outubro de 2015.

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Boletim do STU 061/2015

Baixe aqui Boletim 61/2015, de 06 de outubro de 2015.

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Câmara aprova MP 676 que introduz fórmula 85/95 para benefícios previdenciários

A Câmara de Deputados aprovou na quarta-feira (30) passada a Medida Provisória (MP) 676/2015, que cria uma um novo cálculo de aposentadorias, conhecido como regra 85/95. A matéria foi apresentada pelo governo como alternativa à fórmula vetada em junho pela presidente Dilma Rousseff. O novo texto apresenta uma regra progressiva considerando o aumento da expectativa de vida do brasileiro. A MP ainda vai ao Senado, que pode fazer novas alterações, e terá que ser submetida à sanção presidencial.

A fórmula aprovada pelos deputados estabelece que a mulher com, no mínimo, 30 anos de contribuição para a Previdência Social poderá se aposentar sem a redução provocada pelo fator previdenciário se a soma da idade com o tempo de contribuição atingir 85 (pontos). No caso dos homens, são necessários 35 anos de contribuição e, no mínimo, 60 de idade, atingindo assim, 95 (pontos). Se aprovada no Senado com a redação final votada na Câmara e sancionada sem vetos pela Presidência da República, a nova pontuação será vigente até 2018. A partir deste ano será acrescido um ponto de exigência de idade e tempo de contribuição a cada ano, chegando em 2027 à necessidade da pontuação 90/100 para que os trabalhadores se aposentem sem os efeitos do fator previdenciário.

O novo texto leva em consideração a expectativa de vida da população para os próximos anos. Em junho deste ano, o então ministro Carlos Gabas (rebaixado a secretário executivo do Ministério da Previdência na reforma ministerial promovida pela presidenta Dilma Rousseff na semana passada) explicou que a nova regra, no entanto, é uma solução “temporária”. Ou seja, não estão descartadas ainda mudanças futuras que dificultem ainda mais a aposentadoria dos trabalhadores do regime geral de Previdência, aqueles que se aposentam pelo INSS. Infelizmente, mais uma vez não se aponta medidas concretas para cobrança aos sonegadores da Previdência, o que seria uma medida de equilíbrio das contas previdenciárias por anos.

Importante ressaltar que essa regra vale apenas para os trabalhadores contratados em regime celetista e que a aposentadoria “integral” pela nova fórmula não corresponde ao valor do último salário recebido pelo trabalhador antes de se aposentar, mas à média dos 80% maiores salários de contribuição corrigidos monetariamente desde julho de 1994, quando foi instituído o Real como moeda brasileira.

A Câmara dos Deputados disponibilizou em seu portal na internet um infográfico que exemplifica as diferenças entre a forma de aposentadoria atual e a nova fórmula de cálculo (acesse aqui).

Desaposentação

Os deputados também introduziram no texto da MP a chamada “desaposentação” para aposentados pelo INSS. A regra permitirá o que uma pessoa aposentada que continua a trabalhar tenha direito ao recálculo da aposentadoria, aumentando o valor do benefício.

Pelo texto, serão exigidos mais de 60 meses de contribuição ao INSS no emprego posterior à aposentadoria.

O jurídico do STU tem ingressado com ações individuais para requerer o direito à desaposentação para servidores celetistas e estatutários, mas alerta que ainda há entendimentos diferenciados sobre o tema, que está para ser julgado no Supremo Tribunal Federal. Já houve inclusive decisões judiciais obrigando o trabalhador a devolver o benefício maior recebido.

Conforme publicado no Boletim Jurídico do STU em março deste ano, o trabalhador estatutário, via de regra, solicita a desaposentação quando teve seu regime de trabalho alterado de celetista para Esunicamp mas já recebe uma aposentadoria pelo INSS. Então, é necessário pedir a desaposentação para somar os tempos trabalhados como celetista e como estatutário, sem que o tempo celetista esteja sendo utilizado pelo INSS.

Já o trabalhador celetista normalmente solicita a desaposentação para que o tempo de contribuição que gerou a aposentadoria seja somado ao tempo de contribuição trabalhado após a aposentadoria, possibilitando a concessão de um novo benefício mais vantajoso.

Os documentos necessários para dar início ao processo são: cópias da Carteira de Trabalho (páginas da foto, verso da foto e do registro na Unicamp), CPF e RG, comprovante de residência em nome próprio e do mês corrente, da carta de concessão (se tiver mudado de regime) e CNIS (regime da CLT).

Por Vinícius Amaral e Luciana Araújo, com informações da Agência Câmara.
Crédito da imagem: Antônio Cruz (Agência Brasil)

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Fórum das Seis e Cruesp retomam negociação no dia 7/10

Aconteceu nesta segunda-feira mais uma reunião entre a coordenação do Fórum das Seis e a Comissão Técnica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Não houve novidades em relação às projeções apresentadas na reunião passada.

Retomar a luta pela isonomia, reposição das perdas e GTs
Diante da corrosão dos salários pela inflação e do parcelamento do reajuste deste ano, a diretoria do STU reafirma a necessidade de continuar a discussão da Pauta Unificada para avançar nas reivindicações na próxima reunião com o Conselho de Reitores, marcada para 7/10 (quarta-feira). Neste dia deve ser construída uma mobilização para pressionar o Cruesp.
Em reunião de negociação da campanha salarial unificada deste ano, em 25/5, os reitores se comprometeram a retomar o diálogo com o Fórum das Seis em setembro, para avaliar a arrecadação do ICMS, a situação orçamentária das Universidades e “possíveis compensações” relativas ao período maio/outubro.
Na campanha salarial, as categorias reivindicavam reajustar os salários em 8,35% (ICV-Dieese) mais 3% a título de reposição parcial de perdas históricas. Com a mobilização e após diversas reuniões, o reajuste conquistado foi de 7,21% em duas parcelas (4% em maio, incorporados no salário de junho, e 3,09% em outubro, a serem incorporados no pagamento que cai na conta no início de novembro).
O sindicato cobra a garantia da retroatividade da parcela de 3,09% a maio deste ano. As entidades não aceitarão arrocho salarial, já que se não tiver o pagamento do retroativo sequer a reposição da inflação nesse ano será garantida. Na Unicamp, o STU aguarda ainda a continuidade da negociação da pauta específica e da isonomia (para a qual está prevista uma referência caso a arrecadação estadual atinja os R$ 92,2 bi).
Esta reunião com os reitores deve discutir a evolução orçamentária na educação superior paulista, a possibilidade de avanço na negociação dos pontos da pauta de reivindicações unificada que não foram atendidos durante a campanha salarial e o funcionamento dos grupos de trabalho (GTs) sobre a retomada da isonomia, SPPREV/questões previdenciárias e permanência estudantil.
As entidades do Fórúm, que se reúnem na manhã do dia 7, seguirão cobrando também que os reitores se empenhem no aumento do financiamento da educação superior paulista e para garantir que o repasse às universidades seja feito respeitando integralmente a legislação, não descontando verbas como Habitação e outras rubricas do montante de cálculo.

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CLT/CLE: STU acompanha processo de mudança de regime

A diretoria do STU decidiu que, se o recurso proposto pela Procuradoria Geral da Unicamp na ação sobre a mudança de regime for aceito pelo Supremo Tribunal Federal, será convocada assembleia para deliberar sobre o ingresso do sindicato na ação como amicus curiae (quando uma pessoa ou organização que não é parte do processo pede para ser incluída para ampliar o debate). O objetivo é prestar esclarecimentos quanto ao histórico da demanda pelos trabalhadores.
O processo em curso tem implicações sobre a vida funcional de servidores contratados entre 1985 e 4/10/1988 cuja mudança do regime celetista para o Esunicamp foi autorizada pela deliberação Consu 011/2013. No entanto, trabalhadores que ingressaram na Unicamp entre 5 de outubro de 1988 a 28 de abril de 1995 também aguardam a possibilidade de mudar de regime.
A avaliação da diretoria do sindicato é que a mudança de regime é um direito legítimo dos trabalhadores garantido pela Constituição, que criou o Regime Jurídico Único. Foi lembrado ainda na reunião da diretoria que essa é uma pauta antiga dos trabalhadores e que a reitoria teve a possibilidade de migrar todos os servidores quando fez a mudança dos professores da carreira especial em 2007, e não o fez, inclusive contestando juridicamente o STU, que pediu extensão da mudança para todos na época. O STU seguirá acompanhando e reafirmando seu compromisso com essa luta.

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Funcamp: STU convoca reunião com trabalhadores para 5ª feira (1º/10)

Conforme noticiado no Boletim do STU nº 58/2015, o sindicato busca apurar porque os trabalhadores da Funcamp continuavam até semana passada sem informação sobre a efetivação do reajuste referente à data-base deste segmento da categoria, que é 1º de agosto.
O STU solicitou audiência em caráter de urgência com o diretor executivo da Funcamp, Fernando Sarti, e encaminhou também ao coordenador geral da Universidade, Alvaro Crosta, ofício ressaltando a importância de sua presença na reunião. A diretoria do STU cobra que esta audiência aconteça até o dia 30 deste mês. E a Unicamp, na qualidade de responsável subsidiária pelo cumprimento da legislação trabalhista na Universidade, precisa acompanhar este processo.
Somente após protestos de trabalhadores e a divulgação do caso pelo STU, na noite da última sexta-feira o SEAAC divulgou notícia em seu site informando que “as negociações estavam paradas desde o dia 25 de agosto, quando representantes da Fundação apresentaram proposta de parcelar o reajuste dos salários”. A entidade que juridicamente representa os trabalhadores contratados pela Funcamp informou ainda que aconteceu audiência de mediação do acordo na Superintendência Regional do Trabalho e a Fundação teria se comprometido a apresentar nova proposta. Ainda segundo o SEAAC, “já ficou decidido que o reajuste e todas as cláusulas do Acordo Coletivo, terão efeito retroativo a 1º de agosto. Enquanto o novo acordo não for assinado ficam garantidas todas as cláusulas e direitos previstos no atual ACT”.
O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp segue na luta em defesa da isonomia de tratamento entre os servidores contratados pela Funcamp e a Unicamp, incluindo a unificação da data-base em 1º de maio; pelo reconhecimento do STU como representante legal da categoria, fim das terceirizações, melhores condições de trabalho e pelo fim do assédio moral. Para a diretoria do sindicato, é fundamental construir um processo de mobilização e a realização de uma plenária da categoria para debater suas demandas. Por isso, o STU convoca uma reunião com os trabalhadores da Funcamp, quinta-feira (1º) às 12h no anfiteatro do HC (3º andar).

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Boletim do STU 060/2015

Baixe aqui Boletim 60/2015, de 29 de setembro de 2015.

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Fasubra responsabiliza governo por alongamento da greve

Por Luciana Castro, para a Fasubra

Na tarde de quinta-feira, 24, o Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA Sindical se reuniu com o secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça na sede do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), após uma hora de atraso. A proposta imposta pelo governo federal de reajuste de 5,5% e m agosto de 2016 e 5% em 2017 e elevação no “step” na carreira de 0,1%, foi aprovada pela categoria, após rodada de assembleias dos sindicatos de base. Também participaram da reunião o secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Jesualdo Farias e a Assessoria Jurídica da federação.

A FASUBRA enviou a minuta de acordo no período da tarde à Secretaria de Relações de Trabalho (SRT), documento com base no que a maioria da categoria deliberou. A representação da FASUBRA cobrou mais agilidade no processo negocial, devido a afirmação de Mendonça em analisar o termo de acordo construído pela federa&cce dil;ão somente na próxima semana. “Não haverá discussão enquanto não analisarmos este assunto entre nós, até terça enviamos nossa proposta e na quarta à tarde discutimos o texto, para que realizem as assembleias de vocês”, disse Mendonça. Na ocasião, o secretário da SRT/MPOG falou sobre o teor do acordo, “o que vale são as respostas apresentadas por meio de ofícios do Ministério do Planejamento e a carta do Ministério da Educação”.

De acordo com a FASUBRA, se o governo está pedindo um tempo para análise, deve haver garantias do não corte de ponto, além da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que proíbe esta ação por parte do governo. Sobre este assunto Mendonça declarou, “se estamos caminhando para uma convergência, n&atild e;o vai haver surpresas”.

A representação da FASUBRA questionou a decisão do governo em delongar a greve e afirmou, “vocês estão jogando a greve para mais duas semanas, agora está na mão do governo”. A federação também advertiu informar à imprensa sobre a continuidade da greve, devido a morosidade do governo em resolver a qu estão. “Só vamos sair da greve depois que assinarmos o acordo”.

Agenda

29/09 – Governo encaminhará documento de termo de acordo após análise do que foi apresentado pela federação. Atos nas reitorias para cobrar celeridade nas negociações.

30/09 – Reunião do CNG para análise em conjunto da redação das cláusulas no MPOG.

 

Atos nos estados

O Comando Nacional de Greve da FASUBRA Sindical participou na manhã do dia 23, do Ato contra pacote de medidas do governo federal que atinge o funcionalismo público. A manifestaç&ati lde;o aconteceu em todos os estados. Em Brasília-DF, os grevistas se concentraram em frente ao Ministério da Fazenda.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) engrossaram as fileiras de insatisfação diante da redução de investimentos no programa Minha Casa, minha vida.
Diante da conjuntura atual de crise econômica e política os trabalhadores afirmam que não vão pagar a conta.

Confira a matéria no site de origem: http://www.fasubra.org.br/index.php/fasubra/846-fasubra-apresenta-minuta-do-termo-de-acordo-ao-governo

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Boletim do STU 059/2015

Baixe aqui Boletim 59/2015, de 22 de setembro de 2015.

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Supersalário e dupla remuneração da Unicamp são ilegais e imorais

Nas últimas semanas vem ganhando destaque a polêmica envolvendo os supersalários dos dirigentes da Unicamp. O estopim foi a ação movida pela Folhapedindo a divulgação dos salários dos servidores da Universidade. Há anos o TCE (Tribunal de Contas do Estado) critica o descumprimento do teto constitucional e a ilegalidade da dupla remuneração paga à cúpula universitária.

Ainda em 2012, o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp denunciou que alguns salários ultrapassavam o dobro do teto. O simples fato de ser necessário acionar a Justiça já é em si um escândalo.

Os salários pagos em qualquer órgão público não são uma questão interna. É um direito da população ter acesso a todas as informações sobre o uso dos recursos públicos.

E os trabalhadores da Unicamp, conscientes disso, há anos exigem da reitoria a divulgação dos salários, inclusive para mostrar que a situação da maioria é radicalmente diferente: mais de 80% dos técnico-administrativos da Unicamp estão abaixo dos pisos salariais praticados pela USP, ainda que ambas as universidades sejam mantidas pelo governo do Estado.

Tal quadro constitui violação da regra de que trabalhos iguais devem ser igualmente remunerados, a exemplo do que corretamente já ocorre com o corpo docente.

Feita a divulgação, descobriu-se que os salários da cúpula da Unicamp chegam a R$ 50 mil por mês, incluindo um salário extra de R$ 14,9 mil para o exercício de cargos da administração superior.

Ora, no exercício do cargo, o reitor, por ter todo seu tempo consumido pelas atividades inerentes a tal posição, tem a justa prerrogativa de não cumprir as obrigações decorrentes do cargo de professor titular (ensino, pesquisa, extensão e atividades administrativas).

Tal prerrogativa apenas mantém seu caráter de justiça se acompanhada da interrupção temporária do recebimento do salário de professor titular e recebimento exclusivo do salário de reitor. Nada justifica a dupla remuneração.

Independentemente da controvérsia relativa ao teto, seja este o salário do governador do Estado ou o equivalente a 90,25% do salário de desembargador do Tribunal de Justiça (conforme defendido pelas associações docentes), chama atenção o fato de que uma pequena porção de servidores ganha salários inexplicavelmente altos, ultrapassando o dobro do atual teto constitucional e sendo muito maior que o teto reivindicado.

Mesmo considerando um servidor no topo da carreira, com adicionais por tempo de serviço e outros benefícios, ainda assim não se explicam salários como os recebidos pela cúpula da Unicamp. Por isso, é urgente que a reitoria divulgue não apenas o montante pago, mas também a composição dos salários. Além, claro, de cumprir a lei sem apelar a heterodoxias legais.

Por fim, um alerta. Parte da comunidade universitária teme que a exposição de tais mazelas ajude os que, nos governos e fora deles, intentam o desmonte e a privatização da universidade pública. Trata-se de uma preocupação legítima.

Mas a nossa luta em defesa da ampliação do investimento no ensino público e da valorização salarial dos trabalhadores da educação nada tem a ganhar quando fechamos os olhos para o injustificável. Até porque a atual cúpula da Unicamp, que se beneficia dos supersalários, é formada justamente por uma (não tão) estranha composição entre os que há muitos anos conduzem nosso país e nosso Estado ao abismo educacional.

IURIATAN FELIPE MUNIZ, 31, e TEÓFILO REIS, 31, são diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp

(*) Texto publicado na coluna Tendências e Debates do jornal Folha de São Paulo, edição do dia 18 de setembro de 2015.

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Com ajuste fiscal, governo recua em negociações e adia reajuste para agosto de 2016

Após o anúncio das novas medidas do ajuste fiscal, feito na segunda-feira (14) pelo ministro Levy, o comando nacional de greve da Fasubra ocupou na terça-feira (15) o Ministério da Educação. As medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda preveem o adiamento de reajuste ao funcionalismo, suspensão de concursos, eliminação do abono de permanência criado na reforma da previdência do governo Lula para os servidores que continuam trabalhando mesmo tendo tempo para se aposentar, entre outras medidas.
Após a ocupação do Ministério os servidores conseguiram antecipar uma reunião agendada para ontem com o Planejamento, mas não teve avanços nas negociações. Ao contrário, houve recuo da proposta apresentada semana passada. O governo propôs aplicar 5,5% do reajuste apenas em agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017 com progressão do STEP (evolução na carreira) – o que resultará em cerca de 3% de acréscimo aos salários. Os benefícios também seriam corrigidos em média à razão de 22% (equivalente ao IPCA do período em que ficaram congelados), com o auxílio alimentação passando de R$ 373,00 para R$ 458,00.
Será realizada nova audiência na próxima quarta-feira (23).
Em nota, a Fasubra destaca que “a última versão do ajuste fiscal ampliou o golpe, imputando aos trabalhadores a conta da crise que, além de diminuir o impacto do reajuste em 2016, que não cobria sequer a inflação de 2015, amplia a retirada de direitos dos trabalhadores, inclusive componentes que integram a remuneração salarial dos servidores federais”.
A categoria, cuja greve segue em 62 das 63 universidades federais do país e hoje completa 113 dias mesmo com ameaça de corte de ponto, realizará assembleias de base até terça-feira para discutir a proposta.
Paralisação nacional – Entidades do funcionalismo realizaram na terça-feira reunião convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais. A decisão foi intensificar a mobilização, iniciar uma nova jornada de greves contra o ajuste e convocar um dia nacional de paralisação do serviço público em 23 de setembro. Já estão paralisados trabalhadores do Judiciário Federal, INSS, Ibama, órgãos federais do Executivo em diversos estados e médicos peritos.

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Mudança de regime: Unicamp recorre

A Procuradoria Geral da Unicamp ingressou com recurso a ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal questionando a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que definiu como inconstitucional a mudança de regime na Unicamp. O STU acompanha a tramitação e discutirá ações que preservem os direitos dos trabalhadores.

RECURSO

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Após 3 meses de debate, Unicamp assina TAC perante MPT

Foi assinado, no último dia 9 de setembro, o texto final do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para efetivação do Acordo Coletivo sobre Assédio Moral de 2007, que é uma conquista da categoria. O TAC já está em vigor e é mais uma ferramenta para coibir e punir casos de assédio moral dentro da Universidade.
O sindicato foi quem começou essa campanha, intensificada desde a primeira audiência pública com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), em 24 de junho deste ano no HC. Na ocasião foram apresentadas diversas denúncias, além dos processos já encaminhados pelo sindicato diretamente ao MPT, que se convenceu da necessidade do novo pacto jurídico.
O texto prevê punição, inclusive com multa, caso a Unicamp permita a humilhação de trabalhadores. O TAC prevê, ainda, uma pesquisa semestralmente junto às categorias sobre a qualidade de relacionamento entre chefias e subordinados. Além do acompanhamento do STU e a da Adunicamp aos processos investigatórios.
A audiência pública de divulgação do TAC deve ser marcada em breve, na Universidade. A íntegra do Termo está disponível abaixo.

TAC ASSÉDIO MORAL

 

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Alckmin afirma que não vai cumprir acordo de financiamento da FCA

O jornal ‘Correio Popular’ noticiou anteontem que o governador Geraldo Alckmin admitiu que vai descumprir o acordo assinado com a Unicamp em 2005 para financiar a implantação do campus de Limeira.
Naquele ano, Alckmin se comprometeu a repassar mais 0,05% da quota-parte do ICMS destinada à Universidade para assegurar a expansão com qualidade. O dinheiro nunca chegou, prejudicando a infraestura do campus. E só no ano passado, durante a greve da categoria, o reitor José tadeu Jorge cobrou o cumprimento do acordo.
Agora Alckmin faz demagogia, dizendo que teria que retirar verba da educação infantil para assegurar o que foi prometido à Unicamp. E ainda fez “críticas” aos supersalários, sobre os quais só se pronunciou para justificar seu descompromisso com a educação superior paulista. Desde 2012 o STU vem pautando esse assunto e o governador nunca se manifestou sobre o tema.
Caso a situação se confirme, a Universidade seguirá deixando de receber cerca de R$ 46 milhões por ano (em valores atualizados, de acordo com informação divulgada em maio pela assessoria da reitoria).
O STU seguirá na luta para assegurar à Universidade a verba que é de direito. E cobrará também posicionamento da reitoria e do Cruesp.

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Consu inicia alterações no estatuto da Unicamp

Na terça-feira (15) o Conselho Universitário iniciou o processo de discussão sobre as mudanças no estatuto da Universidade. A primeira deliberação, por 48 votos a nove, foi seguir o debate no próprio Consu.
O STU luta para que o processo seja encaminhado em uma estatuinte paritária. Mas o reitor alega que não há previsão para este espaço democrático no atual estatuto, da época do regime militar.
Foi aprovado por unanimidade um artigo com um conceito geral de que a Universidade deve ser inclusiva, cuja redação final deve ser apresentada aos conselheiros na próxima reunião. Propostas específicas sobre a adoção de sistemas de cotas raciais e ingresso de estudantes de escolas públicas serão debatidas nas próximas reuniões, dentro dos capítulos do estatuto que tratam do ingresso na Universidade.
Na segunda votação, que começou emperrada, foi retirada do texto apresentado pelo Grupo de Trabalho responsável pela minuta de reforma estatutária a expressão “espírito empreendedor”. A proposta de retirada do termo foi encaminhada pelo STU durante o período de consulta à comunidade, tendo em vista que esse conceito embute uma visão privatista da educação superior. A expressão foi substituída por “espírito inovador”, mais próximo da busca pelo desenvolvimento científico e tecnológico sem ferir o papel da universidade.
A representação do funcionários defenderá ainda a incorporação no Estatuto de que as próximas alterações sejam realizadas em processo estatuinte e paritário. O Sindicato apresentou um conjunto de alterações a serem discutidas nessa revisão estatutária com vistas a garantir democracia, transparência e inclusão. As próximas reuniões para debate devem ocorrer o longo dos meses de outubro e novembro.

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Boletim do STU 058/2015

Baixe aqui Boletim 58/2015, de 17 de setembro de 2015.

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