Arquivo de tag democracia

porFernanda de Freitas

Moção de Repúdio contra atitudes antidemocráticas envolvendo docente da Unicamp

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), em nome de toda a sua categoria, manifesta veemente repúdio a qualquer ação que direta ou indiretamente contribua para enfraquecer ou atacar as bases do Estado Democrático de Direito.

É extremamente grave e preocupante as informações reveladas, recentemente, pela investigação da Polícia Federal [Relatório n° 4546344/2024], que indicam a participação do docente do Instituto de Computação da Unicamp, Prof. Paulo Lício de Geus, na elaboração e disseminação de relatórios fraudulentos utilizados para questionar a lisura das eleições presidenciais de 2022.

Ainda mais grave são os indícios de que o professor teria utilizado recursos e infraestrutura pública da Unicamp para produzir tais materiais, o que representa uma possível violação do contrato de trabalho e do compromisso ético exigido por nossa instituição.

É inaceitável que, em uma universidade pública com histórico de lutas em defesa da democracia, um membro de seu corpo docente se envolva em atos que afrontam o Estado Democrático de Direito, disseminando informações falsas e contribuindo para incitar a população contra a legitimidade do processo eleitoral. Tal conduta, além de ser incompatível com os valores democráticos que regem a Unicamp, compromete a imagem da instituição perante a sociedade.

O STU exige que a reitoria da Unicamp tome as devidas providências para apurar os fatos e, se comprovadas as irregularidades, adote medidas administrativas cabíveis, incluindo a instauração de processos disciplinares e, se necessário, o afastamento do docente de suas funções.

Tão grave quanto o ato em si é a possibilidade de que recursos públicos possam ter sido utilizados para alimentar tais práticas, o que demanda apuração rápida e transparente pelas autoridades competentes. Também reforçamos a cobrança por rigorosa investigação e punição de todos os envolvidos na trama golpista revelada pela Polícia Federal, em conformidade com a legislação vigente.

A democracia é um bem inegociável, construído com muito sacrifício e que deve ser defendido a qualquer custo. Repudiamos qualquer tentativa de subverter a vontade popular ou de enfraquecer as instituições democráticas. Esperamos que a Unicamp reforce seu compromisso com a democracia e tome as ações necessárias para garantir que situações como esta não se repitam.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa do Estado Democrático de Direito e o Serviço Público!

Campinas, 13 de Dezembro de 2024
Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU)

porStéphane Powaczuk

Após um mês dos ataques terroristas aos Três Poderes, ato pela democracia é realizado no Congresso

Os ataques terroristas e antidemocráticos de 8 de janeiro aos prédios do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF) completam nesta quarta-feira (8/2) um mês. Golpistas e pessoas que financiaram a destruição de móveis, vidraças e obras de arte dos Três Poderes permanecem presos e as investigações continuam em andamento. Segundo a Secretaria Distrital de Administração Penitenciária (Seape), 920 pessoas continuam presas no Distrito Federal, sendo 614 homens e 306 mulheres.

O presidente Lula se pronunciou em uma rede social e destacou que “a democracia é o patrimônio mais precioso da população brasileira. E a justiça será firme contra quem tentar tirá-la do povo”. Ainda de acordo com o presidente, um mês depois, o governo segue firme trabalhando na defesa da democracia, união e reconstrução do país.

Um dia após a depredação, a FASUBRA Sindical e suas entidades de base participaram de atos em defesa da democracia em todo o país. Os atos foram realizados em mais de 100 cidades no Brasil e no exterior e clamaram pela severa punição de todos os envolvidos. “Sem anistia”, foi o grito de ordem. Os manifestantes também pediram a prisão do ex-presidente Bolsonaro, grande mentor e incentivador dos ataques, que fugiu do país para não ser responsabilizado.

A Direção Nacional (DN) da FASUBRA Sindical presente em Brasília participou nesta quarta-feira, no Salão Negro do Congresso Nacional, de ato dos servidores do Congresso Nacional “O caminho inverso: Ato pela Democracia”, promovido pelo Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União), com apoio institucional da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Organização dos Estados Americanos, União Interparlamentar, Associação Brasileira de Comunicação Pública, Bússola Tech e Flap Comunicação. O ato contou com autoridades brasileiras e estrangeiras. Ao final os participantes fizeram um abraço simbólico no gramado em frente ao Congresso, onde estavam uma faixa escrito democracia.

porStéphane Powaczuk

FASUBRA e as entidades que compõem o FONASEFE entregam carta com reivindicações aos novos parlamentares

O Congresso Nacional iniciou a nova Legislatura nesta semana, com a posse dos parlamentares e das Mesas Diretoras. A FASUBRA Sindical e demais entidades do FONASEFE e do FONACATE estiveram presentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal durante dois dias, no dia 1º/2 e 2/2, em visita aos gabinetes para apresentar as entidades sindicais que representam os SPFs e entregaram um documento em defesa da democracia com as reivindicações da campanha salarial das categorias.

Na quinta-feira (2/2), as entidades se reuniram com o líder do Governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT/CE), e com as lideranças do PCdoB, PSOL e do PT na Câmara. Nas reuniões reforçaram a necessidade de votação de projetos que valorizam o serviço público e a urgência da recomposição das carreiras do Executivo que estão há 7 anos sem reajustes.

Na próxima terça-feira (7/2), será reinstalada a Mesa Nacional de Negociação Permanente, espaço de discussões relativas às carreiras das servidoras e servidores públicos e de negociações salariais. A pressão, no entanto, também será feita simultaneamente no Congresso Nacional. A Direção Nacional (DN) FASUBRA terá direito a uma intervenção na reunião, onde reafirmará a necessidade da recomposição salarial, revogação dos decretos que atingem as servidoras e os servidores públicos e uma política de valorização do salário e dos trabalhadores.

Na carta, as entidades solicitam:

-Auxílio na interlocução junto ao Poder Executivo em prol da concessão de um reajuste linear emergencial às carreiras públicas federais capaz de sanar a profunda defasagem salarial atual;
– Apoio na aprovação célere da proposta legislativa de reajuste salarial e de benefícios que será encaminhada pelo Poder Executivo, pactuada com as entidades representativas do serviço púbico durante as tratativas na mesa nacional permanente de negociação;
– Manutenção de diálogo, atuação e participação constantes das entidades representativas do serviço público nas comissões permanentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, para elucidação dos demais aspectos relacionados à realidade do serviço público federal.

Confira a carta na íntegra: https://bit.ly/3JE8Dh6.

porStéphane Powaczuk

STU participa de Plenária Nacional da Fasubra em Brasília

Permanecer na luta por democracia nas universidades e aguardar respostas do novo governo.

O STU participou da última Plenária deste ano da Fasubra, em Brasília, de 08 a 10 de dezembro. No primeiro dia, foi realizada uma comemoração ao aniversário de 44 anos da federação, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. A solenidade contou com a presença de vários parlamentares reconhecendo a importância da federação durante todos esses anos de existência.

Essa plenária foi muito importante, devido ao momento da conjuntura que estamos passando. “Foi uma das maiores Plenárias que eu já participei, pois contou com quase 200 delegados. Foi tirado um conjunto de encaminhamentos para serem debatidos no primeiro semestre de 2023, onde o governo Lula já terá assumido e precisará dar uma resposta a população”, comentou a diretora Bianca Zupirolli que esteve representando o STU como uma das delegadas na Plenária.

Dentre as pautas estava a análise e aprovação das contas da FASUBRA dos anos 2020 e 2021, o que realmente aconteceu. De acordo com João Daniel, que faz parte do Conselho Fiscal da Fasubra, foi mostrado que a federação ampliou seu patrimônio e manteve a saúde financeira.

Mesa Conselho Fiscal. Foto: Assessoria Fasubra Sindical.

“A Plenária da FASUBRA cumpriu o papel de atualizar a pauta de reivindicações para ser entregue ao governo Lula no dia 2 de janeiro. Outro ponto importante foi o debate de democracia na universidade que para nós é tão caro”, comenta Toninho Alves, Coordenador da Fasubra e do STU.

O debate pela democracia nas universidades também foi muito discutido no encontro. A defesa contra os interventores e contra os cortes na educação resultou em um calendário de mobilização ainda em dezembro. E a partir de janeiro, o objetivo é acompanhar as mesas de negociação com o novo presidente para garantir a carreira dos técnico-administrativos/as em educação e as reivindicações históricas retomando o acordo feito em 2016, ainda no governo Dilma. Porque durante o governo golpista Temer e o governo Bolsonaro não houve nenhuma mesa de negociação.

Segundo a Diretora Geral do STU, Elisiene Lobo que também esteve na Plenária, um dos encaminhamentos foi a realização do próximo CONFASUBRA, que será em maio/2023, em Brasília. Este congresso vai eleger a nova coordenação da Fasubra.

Lembrando as vítimas da Covid-19, antes de iniciar a Plenária Nacional, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem aos técnico-administrativos/as em educação que perderam suas vidas durante a pandemia.

O STU enviou como delegadas para a Plenária Nacional da Fasubra as diretoras Elisiene Lobo, Sandra Ramos, Bianca Zupirolli. O João Daniel do STU também esteve na Plenária apresentando as contas da Fasubra e coordenando a mesa do Conselho Fiscal. O diretor do STU Toninho Alves faz parte da coordenação geral da federação e também estava participando do encontro.

João Daniel, Elisiene Lobo, Toninho Alves, Sandra Ramos e Bianca Zupirolli.

Confira abaixo um poema escrito pela delegada técnico-administrativa aposentada da UFRRJ, Ivanilda Reis que leu para os/as participantes da Plenária:

A vitória de Lula e o direito de voltar a sorrir

Voltar a sorrir não é força de expressão

Representa uma explosão de amor no coração

Eu que adoro dá aquele sorrisão

Estava triste vivendo uma grande apreensão

Sofrendo em vê tanto ódio, tanta destruição

Com Lula nasceu uma grande esperança em meu coração

Sei que não será fácil não

Afinal os seguidores do ódio, da defesa da opressão

Continuam no nosso meio sem compaixão

Mas saber que o mito deles derrotamos com muita determinação

Me traz o sorriso de volta e a certeza que nossa luta não foi em vão

Sou mulher, negra lutando contra a exploração

Viver com um machista racista no poder desta nação

Foi um sofrimento que você não tem noção

Ganhamos! Não foi só uma eleição

Foi como renascer

viver uma  ressurreição

Agora é seguir feliz, mas sem trégua, sem ilusão

Sem esquecer

que só com muita luta e mobilização

Poderemos garantir a transformação

Pois só a eleição

Não mudará nossa vida não

Precisamos seguir lutando com muita garra organização e união

Sem medo

Só assim teremos um mundo mais

justo, democrático e sem submissão

porStéphane Powaczuk

Ato com Paralisação acontece nesta quinta 11/08 no Teatro de Arena da Unicamp

Nesta quinta-feira (11), às 9h30, no Teatro de Arena da Unicamp, vamos realizar um Ato com Paralisação para a leitura pública da “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, elaborada pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).
O Ato é uma atividade de Paralisação, indicado pela diretoria do STU, e foi aprovado na Assembleia Geral de hoje (10).

porStéphane Powaczuk

Judiciário do país reage de forma enfática a novos ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral

A FASUBRA Sindical repudia veemente os mais recentes ataques de Bolsonaro à democracia, ao Judiciário, às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral brasileiro como um todo. O presidente repete mentiras de forma despudorada, sem provas, ao afirmar que houve fraude nas eleições de 2014 e 2018. Novamente, os ataques desgastaram ainda mais a imagem do Brasil no exterior.

As informações foram desmentidas mais de uma vez pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele reiterou críticas a ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial, aos ministros Edson Fachin e Luís Robert Barroso durante reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, na última segunda-feira (18/7).

Durante três dias, as declarações repercutiram negativamente entre autoridades, parlamentares e integrantes do Judiciário, que reagiram de forma rigorosa em defesa do país, do sistema de votação brasileiro, das instituições e contra qualquer tentativa de se colocar em xeque a lisura, segurança e transparência das eleições em 2 de outubro.

O presidente do TSE Edson Fachin disse que é hora de dizer basta à desinformação e ao negacionismo eleitoral. Para Fachin, a Justiça Eleitoral e seus representantes são atacados com acusações de fraude com uso de má fé. “Ainda mais grave, é o envolvimento da política internacional e também das Forças Armadas, cujo relevante papel constitucional a ninguém cabe negar como instituições nacionais, regulares e permanentes do Estado, e não de um governo. É hora de dizer basta”, destacou.

Procuradores de todos os estados e o DF assinam documento enviado ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para que Bolsonaro seja investigado por causa dos ataques, o que para eles configuram crime eleitoral e abuso de poder. Subprocuradores da República também divulgaram nota em defesa das eleições. No documento afirmam ser crimes de responsabilidade, entre outros, utilizar o poder federal para impedir a livre execução da lei eleitoral.

Deputados de oposição também enviaram ao STF pedido de investigação do presidente por improbidade administrativa, abuso de poder político e econômico, crime contra o Estado Democrático e, ainda, por propaganda eleitoral antecipada.

Para a DN FASUBRA Sindical, Bolsonaro tenta copiar a política do ex-presidente dos EUA e tentar um golpe no país. Nesse sentido, a FASUBRA endossa que é favorável a cassação do mandato de Bolsonaro por sua conduta que afronta a liberdade democrática com claro propósito de desestabilizar as instituições e o processo eleitoral brasileiro, colocando em dúvida o resultado das próximas eleições.

Foto: Antonio Augusto/Ascom TSE. Com agências.
Texto: FASUBRA

porFernanda de Freitas

Nota de Docentes sobre o Ato Democrático apoia a realização da Aula Magna do Lula

Recebemos com alegria e muito orgulho a “Nota de Docentes sobre o Ato Democrático de 5/5/2022”, assinada por mais de 200 professores da Unicamp, exaltando a “forma democrática como as entidades do campus – ADunicamp, STU, APG e DCE – souberam encaminhar a solicitação de espaço feita pelos organizadores da Aula Magna do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida no Teatro de Arena da Unicamp na tarde de 05 de maio de 2022.”.

Teatro de Arena lotado para ouvir Lula (Foto: Diego Almeida)

Vale relembrar que, na época do evento, tomamos ciência de uma manifestação contrária e totalmente isolada contrária à realização da aula magna. O referido documento sequer foi aprovado pelo coletivo de médicos da Universidade ao qual foi apresentado.

Por conta da manifestação contrária, a diretoria do STU publicou uma Nota Pública reforçando o seu posicionamento em defesa democracia. Além de expressar respeito ao posicionamento do professor, autor do documento, por entender que se tratava do livre exercício de liberdade de expressão.

A “Nota de Docentes sobre o Ato Democrático”, sem dúvida, fortalece o movimento em defesa das liberdades democráticas e demonstra que estamos no caminho certo ao lutar pela garantia da vida digna e do Estado Democrático de Direito.

Veja a seguir a nota na íntegra.

Confira a matéria sobre a cobertura completa do evento, clique aqui.

porStéphane Powaczuk

STU divulga nota reiterando compromisso com a democracia

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), foi procurado pela revista Carta Capital e a Coordenação de divulgação e imprensa do STU vem a público divulgar uma nota que reitera o compromisso com sua categoria e comunidade universitária a favor da democracia.

Confira a nota na íntegra a seguir:

porFernanda de Freitas

Trabalhadores, estudantes e movimentos populares do país inteiro juntos na festa da democracia

Milhares de estudantes, professores, trabalhadores de dentro e fora da Unicamp, e representantes de movimentos sociais e sindicais do país lotaram o Teatro de Arena da Unicamp, para ouvir o discurso ex-presidente Lula, quinta-feira (5) passada.

Lula foi prestigiado por importantes lideranças e parlamentares de partidos, movimentos sindicais e populares, além da comunidade artística e cultural de Campinas e região. Entre elas, o ex-ministro Aloizio Mercadante, o coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos (PSOL) e o ex-senador Eduardo Suplicy (PT).

O STU, entidade apoiadora da Aula Magna, marcou presença com a sua diretoria, além de produzir uma cobertura especial com os bastidores do evento. Clique aqui para assistir tudo que rolou por lá.

Do lado de fora, centenas de pessoas vindas de todo canto, acompanhavam a fala do ex-presidente em dois telões gigantes. É importante ressaltar a representatividade de Lula não só como sindicalista, que travou lutas históricas em defesa da classe trabalhadora, mas como o presidente que garantiu aos jovens carentes o acesso às universidades públicas e privadas brasileiras.

Lula apresentou uma breve análise da situação brasileira e apontou os desafios e perspectivas na defesa dos direitos e da democracia. (Créditos: Diego Almeida)

Para a coordenadora geral do STU, Marli Armelin, o encontro com o ex-presidente foi um momento de dar visibilidade às nossas pautas para apresentar a necessidade de defender a Universidade Pública e de qualidade. “Essa é uma oportunidade de colocar as questões da defesa da Universidade Pública e da autonomia para que a gente volte a ter liberdade e a democracia que a gente tanto preza”.

Marli falou sobre a necessidade de denunciar a campanha do Bolsonaro contra as cotas e de lutar para que os estudantes cotistas tenham o direito de permanecer na Universidade. “A Unicamp é uma referência nacional de Universidade Pública de qualidade. E o Lula é uma referência de sindicalista e de político. Ele estando aqui para falar principalmente com os jovens é de extrema importância para revertermos esse quadro bolsonarista que nós temos aí”, finalizou a coordenadora.

Diversidade e permanência estudantil

Lula estava acompanhado do professor da USP e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, e mencionou que estava na Unicamp não só para palestrar sobre a universidade pública e o futuro da democracia no Brasil, mas para ouvir os estudantes.

Lula e Hadad debateram a democracia em risco

Antes de discursar ouviu os estudantes da pós-graduação, do coletivo de negros/as e da comunidade LGBTQIA+ da Unicamp sobre a necessidade de ampliação do acesso à universidade pública, de políticas que inibam a discriminação e o racismo e garantam a permanência estudantil.

Um dos discursos mais comoventes da noite foi feito por dois representantes do movimento estudantil indígena que reforçou a importância da política de cotas étnico-raciais e a necessidade de ampliação dessa medida.

Eles entregaram um documento ao ex-presidente cobrando a ampliação da bolsa para permanência estudantil, a participação indígena no Conselho Nacional de Educação, além da recomposição orçamentária das universidades, entre outras demandas. Por fim, registraram seu protesto aos ataques à comunidade Yanomami e à ampliação da exploração de terras indígenas, especialmente pelos garimpos ilegais.

No discurso de Lula ficou nítido que para ele é essencial um olhar especial para as questões de diversidade tendo como horizonte a ampliação da cidadania dessas comunidades. Por isso, mencionou que ao invés de acabar com ministérios, como fez Bolsonaro, é preciso criar outros, como os ministérios da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e dos Povos Indígenas.

Para o coordenador geral do STU, José Luis Pio Romera, a “vinda do Lula na Unicamp representa uma vitória da luta dos trabalhadores na defesa da democracia no país e também da Educação, da Ciência e Tecnologia e da inclusão dos negros e indígenas nas Universidades Públicas brasileiras”.

Na nossa Live de Esquenta sobre os bastidores do evento tem quatro entrevistas exclusivas com representantes da comunidade indígena universitária sobre a luta dos povos originários por respeito e dignidade, assista abaixo.

Estado de Direitos

Lula afirmou que os recursos em Saúde e Educação devem ser tratados como investimento e não como custos. E em relação ao desmonte dos serviços públicos e à desvalorização do servidor, o sindicalista foi enfático ao afirmar a urgência de protegermos o patrimônio público, como os Correios, a Eletrobras, o Banco do Brasil e a Petrobras que estão na mira da privatização.

Para a coordenadora geral do STU, Elisiene Lobo, “É visível o projeto entreguista do governo Bolsonaro que tenta a todo custo impor a mercantilização da Educação e da Saúde. Se não houver unidade na luta, tudo será entregue nas mãos do empresariado colocando a população em condições mais precárias ainda. Há tempos denunciamos que a Saúde pede socorro.”.

Para a coordenadora, a luta por emprego e renda está cada vez mais acirrada. Por isso, a defesa dos salários e dos direitos dos servidores é ponto inegociável para o Sindicato.

No Estado Democrático de Direito, as leis são criadas pelo povo e para o povo, respeitando-se a dignidade da pessoa humana. E a dignidade passa por garantias como alimentação, emprego, moradia, renda e acessos à educação e à saúde, entre outros direitos.

Trabalhadoras da Unicamp fortalecendo a luta em defesa do serviço público e dos servidores

Por isso, o coordenador Zé Luis aponta que as principais pautas a serem enfrentadas pela classe trabalhadora são: a revogação da Reforma Trabalhista e Previdenciária, a distribuição de renda e o combate à fome.

E um dos grupos mais acometidos pela miséria e o descaso, dentro e fora da Unicamp, são os aposentados. Tanto que o STU montou uma tenda para divulgar a campanha de solidariedade aos aposentados da Unicamp com objetivo de ajudar a categoria que está passando necessidade, não só por conta da pandemia, mas pelo confisco das aposentadorias imposto pelo governo Estadual.

Em breve a Campanha de Solidariedade estará no ar. Mas você já pode contribuir com produtos de cesta básica, de higiene e limpeza, basta enviar mensagem para o nosso WhatsApp (19) 99744-4890.

Confira a entrevista que a coordenadora do Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU, Sandra Ramos, deu na Live de Esquenta do STU, clique aqui.

Carta pela Ciência e Educação

Antes do ato político cultural, o ex-presidente foi recebido pelo reitor Tom Zé e membros do Consu que reafirmaram o compromisso democrático da instituição e seu papel estratégico na formulação de ações importantes que visem à construção da soberania nacional.

O reitor aproveitou para entregar um documento intitulado “Carta pela Ciência e Educação” na qual a instituição reivindica autonomia financeira; incentivo à ciência nas educações fundamentais e médias; construção de uma política de saúde pública condizente com a realidade dos hospitais universitários, entre outras medidas.

O documento que possui 10 propostas de políticas públicas e investimentos em ciência e educação finaliza afirmando que “… uma cidadania verdadeira depende da redução drástica da desigualdade social, o que, por sua vez, exige vontade política alicerçada no espírito fraterno. A comunidade universitária cumpre papel fundamental para a realização desse propósito e se coloca à disposição para cooperar na construção da nação brasileira”.

Segundo a assessoria da Universidade, a carta também será encaminhada aos outros presidenciáveis.

Mais tarde, em seu discurso no Teatro de Arena, como pré-candidato à presidência da República, Lula prometeu se empenhar para melhorar a educação e disse querer manter um diálogo frequente com os reitores das universidades de todo o país.

Para conferir a carta acesse aqui.

Logo abaixo, você confere o discurso completo do ex-presidente Lula na Aula Magna.

porStéphane Powaczuk

Live de Esquenta: Lula na Unicamp

Nesta quinta-feira, 05 de maio, o STU vai realizar uma live de esquenta, no Teatro de Arena, a partir das 16h, para mostrar à categoria tudo que vai rolar no ato político cultural em defesa da Democracia!

Acompanhe pelo Youtube e/ou Facebook do sindicato para ver o que a coordenação e convidados/as vão falar sobre esse momento histórico para Unicamp, onde o ex-presidente Lula, um dos maiores sindicalistas da história do nosso país, vai apresentar uma aula magna sobre Democracia na Unicamp.

Para nos acompanhar AO VIVO é só clicar aqui: https://bit.ly/LivedeesquentaLULAnaUNICAMP

porFernanda de Freitas

Lula vem à Unicamp ministrar aula magna sobre Democracia

O ex-presidente Lula, um dos maiores sindicalistas da história deste país, vai apresentar uma Aula Magna na próxima quinta-feira (05/05), às 16h, no Teatro de Arena da Unicamp.

Lula foi uma das principais lideranças do movimento político e popular “Diretas Já”, no período da redemocratização, lutando pela retomada das eleições diretas ao cargo de presidente da República no Brasil durante a ditadura militar brasileira.

Em tempos de desmonte dos serviços públicos, especialmente com cortes de verbas na Saúde e Educação, e de ataques aos servidores públicos e à classe trabalhadora no geral, se faz urgente o debate sobre o papel da universidade pública no futuro da democracia no país.

Esta aula magna está sendo organizada pela ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp), STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), APG (Associação de Pós-Graduandos) da Unicamp e DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Unicamp.

Convida todo mundo e vem com a gente participar deste ato político cultural pela Democracia que vai entrar para a história da nossa comunidade universitária.

Obs.: É preciso respeitar as orientações sanitárias, portanto, não esqueça de levar o álcool em gel e a máscara.

poradmin

Boletim do STU 015/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 27 de abril de 2016.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2016/04/Boletim15.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Unicamp recebe a Caravana da Democracia

Na próxima quinta-feira (28), às 19h, a Unicamp irá receber a Caravana da Democracia organizada pela União de Estadual de Estudantes (UEE) e da União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPES). O objetivo é aprofundar a democracia em defesa dos nossos sonhos promovendo debate com intelectuais e atividades culturais.

O tema desse encontro é a crise, a tentativa de impeachment da presidenta Dilma e o embate político no Brasil.

Os debatedores serão: Prof. Dr. Armando Boito Jr. – professor de Ciência Política/Unicamp; Prof. Dr. Quartim de Moraes – Filósofo, professor do IFCH/Unicamp; Prof. Dr. Luiz Gonzaga Beluzzo – Economista e professor da FACAMP e Renata Mielli – jornalista e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Sendo a Unicamp um importante centro de produção intelectual, a caravana passará pela universidade com convidados de renome para discutir a importância da defesa da nossa jovem democracia. Logo após o debate haverá apresentação cultural com a “Liga do Funk – Arte pela Democracia!”, no Teatro de Arena.

O evento ocorrerá no Centro de Convenções da Unicamp, localizado na Rua Elis Regina, 131, Cidade Universitária.

A Caravana da Democracia conta com o apoio do STU.

Sobre a Caravana da Democracia

A caravana da UEE-SP e da UPES está passando por todo estado de São Paulo trazendo no bagageiro a grande missão de aprofundar a democracia entre o mês de abril e maio.

Pegando carona, artistas e intelectuais vão percorrer as universidades de São Paulo em busca de gerar respostas democráticas à atual crise política do país, através de atos, aulas públicas, debates e diversas atividades culturais.

As universidades e os estudantes, palco e agentes históricos de luta pela democracia,se colocam mais uma vez ativos em busca da pluralidade, da liberdade e pela manutenção e aumento de direitos.

poradmin

Conselho Universitário volta a debater alterações nos Estatutos da Unicamp

O Conselho Universitário da Unicamp realizará nova reunião amanhã (12/4) para dar continuidade às alterações no Estatuto da Universidade.
O STU continua na luta por uma Unicamp mais democrática. Por isso, já apresentou uma série de contribuições, articula com a bancada dos servidores a defesa das emendas e não desistirá de apresentar propostas que agreguem uma perspectiva adequada à realidade atual em consonância com o espírito público da instituição e derrubando elementos autoritários que persistem no Estatuto aprovado à época da ditadura militar. O sindicato defende a necessidade de avançar na discussão das eleições diretas e paritárias e também a paridade nos órgãos colegiados no mesmo sentido que o Congresso Nacional vem debatendo a proposta do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), através do PLS 379/13, que estabelece o fim da lista tríplice e a eleição direta e paritária para os cargos de direção nas instituições federais de ensino superior.

poradmin

Consu inicia alterações no estatuto da Unicamp

Na terça-feira (15) o Conselho Universitário iniciou o processo de discussão sobre as mudanças no estatuto da Universidade. A primeira deliberação, por 48 votos a nove, foi seguir o debate no próprio Consu.
O STU luta para que o processo seja encaminhado em uma estatuinte paritária. Mas o reitor alega que não há previsão para este espaço democrático no atual estatuto, da época do regime militar.
Foi aprovado por unanimidade um artigo com um conceito geral de que a Universidade deve ser inclusiva, cuja redação final deve ser apresentada aos conselheiros na próxima reunião. Propostas específicas sobre a adoção de sistemas de cotas raciais e ingresso de estudantes de escolas públicas serão debatidas nas próximas reuniões, dentro dos capítulos do estatuto que tratam do ingresso na Universidade.
Na segunda votação, que começou emperrada, foi retirada do texto apresentado pelo Grupo de Trabalho responsável pela minuta de reforma estatutária a expressão “espírito empreendedor”. A proposta de retirada do termo foi encaminhada pelo STU durante o período de consulta à comunidade, tendo em vista que esse conceito embute uma visão privatista da educação superior. A expressão foi substituída por “espírito inovador”, mais próximo da busca pelo desenvolvimento científico e tecnológico sem ferir o papel da universidade.
A representação do funcionários defenderá ainda a incorporação no Estatuto de que as próximas alterações sejam realizadas em processo estatuinte e paritário. O Sindicato apresentou um conjunto de alterações a serem discutidas nessa revisão estatutária com vistas a garantir democracia, transparência e inclusão. As próximas reuniões para debate devem ocorrer o longo dos meses de outubro e novembro.

poradmin

Sindicato apresenta propostas de mudança no estatuto da universidade

O STU continua na luta por uma Unicamp mais democrática. Por isso, já apresentou uma série de contribuições à minuta produzida pelo Grupo de Trabalho sobre Mudança do Estatuto. E embora a maioria delas tenham sido descartadas, a direção do sindicato não desistirá de apresentar propostas e discutir emendas que agreguem o Estatuto da Universidade uma perspectiva adequada à realidade atual em consonância com o espírito público da instituição e derrubando elementos autoritários que persistem no Estatuto aprovado à época da ditadura militar. No dia 14 do mês que vem, o Consu vai se reunir para apontar as alterações necessárias e o sindicato articula com a bancada dos servidores a defesa das emendas.

Confira abaixo o conteúdo delas:

– TÍTULO I. DA UNIVERSIDADE E SEUS FINS: Retirar da proposta de minuta apresentada os itens que tratam de “espírito empreendedor, inovação e desenvolvimento sustentável”.

– CAPÍTULO II. DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO: O CONSU deve ser paritário e seus representantes eleitos.

– TÍTULO VII. DA ADMINISTRAÇÃO DOS INSTITUTOS E DAS FACULDADES: A eleição dos diretores de unidades deverão ser pelo processo direto e paritário com estudantes, docentes e técnicos administrativos. Este procedimento também deve valer para os colégios técnicos.

– TÍTULO IV. DA EXTENSÃO: A extensão deve incorporar política de inclusão, gratuidade e formação dos trabalhadores fora das estruturas das empresas, servindo também como instrumento de qualificação e formação para os servidores da UNICAMP.

– CAPÍTULO II. DOS COLÉGIOS TÉCNICOS: Garantia de eleição direta e paritária para os diretores dos colégios técnicos.

– TÍTULO XIV. DA ASSEMBLÉIA UNIVERSITÁRIA: Alterar a minuta no artigo 149 mantendo o texto original do estatuto que diz que CONSU ou reitor podem convocar Assembleia Universitária quando necessário.

– TÍTULO XV. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS: O processo de reformulação do estatuto atual deverá ser realizado através de um processo estatuinte e paritário envolvendo os três segmentos da universidade e também as entidades representativas.

– TÍTULO XVI. DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS: Entende-se por comunidade universitária todos que estudam ou que exercem atividade laboral permanente na universidade, independente do vínculo.