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19/4 – Participe do Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas do Estado de São Paulo

No dia de amanhã (19), às 9h, será lançada na ALESP a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas do Estado de São Paulo.

Com três anos de duração e coordenada pelo Deputado Carlos Neder (PT), a frente será espaço para articulação das pautas dos movimentos da área da educação comprometidos com o âmbito público.

O STU está organizando caravana para todos os trabalhadores interessados em comparecer na atividade e solicita que os mesmos entrem em contato com a Secretaria do sindicato no dia de hoje (18) para reservar a vaga. A saída da Unicamp será às 7h.

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Entrevista: Vitória histórica da luta na DEdIC!

O início do Curso de Especialização em Educação de Crianças e Pedagogia da Infância no último dia 25 é resultado de uma vitória histórica da luta das trabalhadoras da Unicamp. O projeto teve início com 40 vagas exclusivas para professoras do CECI, CAS e PRODECAD e duração de um ano, mas existe o compromisso da reitoria em estender o projeto a profissionais da rede básica de ensino da região.
Esta edição especial do Boletim do STU entrevista Zilda Farias, ex-diretora do sindicato que por mais de dez anos esteve à frente da mobilização pelo direito à formação continuada das trabalhadoras do Sistema de Educação Infantil como parte da jornada (o que desde 2008 está previsto na Lei 11.738/2008, que reserva 1/3 da carga horária docente ao planejamento e aprimoramento profissional).
A pedagoga Zilda, que trabalha na creche desde os anos 1990, primeiro como contratada via Funcamp e depois efetivada via concurso, participou durante muitos anos do Fórum de Educação em Campinas, e representou o STU e as trabalhadoras da DEdIC como delegada às Conferências Nacionais de Educação em 2008, 2009 e 2010. Confira a entrevista.

Há mais de 10 anos a senhora luta para concretizar essa iniciativa. Quais são as expectativas em relação ao desenvolvimento do projeto a partir de agora?
Discutimos políticas para a DEdIC há vários anos. Não só eu. Há um grupo de colegas, algumas que nem estão mais aqui porque já se aposentaram, que participa da elaboração e fundamentação dessa pauta. Essa conquista é um dos itens da nossa pauta pela valorização da Educação Infantil.
Um curso em parceria entre a Faculdade de Educação e a DEdIC pode parecer óbvio e simples para quem não é daqui, mas infelizmente muitas coisas produzidas e construídas na Unicamp pelos pesquisadores não são acessíveis a nós, funcionários. No PROESP (curso de formação superior para as professoras das redes), nós, professoras das creches e pré-escola, não tínhamos direitos de prestar o processo seletivo. Tivemos que pedir ao sindicato e aos representantes dos funcionários no Conselho Universitário que levassem ao Consu o debate para termos direito de acessar aquele curso na época.

O curso envolve diversas faculdades da Unicamp (FE, FEF, FT e IA). Qual a importância dessa transversalidade num projeto de formação continuada e para o projeto pedagógico do Sistema de Educação Infantil da Universidade?
A principal Faculdade envolvida é a de Educação, e temos também professoras do IA. O que tem de inovador neste curso é que nós, docentes e pesquisadores, buscamos um método baseado em outra concepção de Educação Infantil e de Pedagogia, que respeita a infância e prioriza a arte, que traz Antropologia, Geografia, Sociologia e Política – lembrando que a infância não termina aos 5 anos de idade. E já que as crianças hoje são obrigadas a ir para o Ensino Fundamental mais cedo, a gente inclui essa campanha para formação de professores e gestores para o Ensino Fundamental também. Uma concepção construída e aprendida na militância no Sindicato e na Faculdade de Educação, com a professora Ana Lúcia Goulart – que foi quem abriu as portas da FE há muitos anos. Nós da Ed. Infantil não damos aulas, porque é uma educação específica para a criança pequena, com outra característica, mas que não é menos importante que o Ensino Fundamental, Médio e Superior.

O projeto é uma vitória da luta por formação continuada inserida na jornada de trabalho. Gostaria que falasse sobre esse conteúdo da conquista na perspectiva de uma educadora.
A formação continuada está sendo discutida pelo Brasil inteiro, está nos documentos do MEC, é lei, mas está difícil os governos implementarem o 1/3 da jornada para formação e planejamento. Isso já começou a acontecer aqui na DEdIC, onde temos mais ou menos 130 professoras e mais de 700 crianças. Eu costumo dizer que a gestão da DEdIC é como uma secretaria de Educação dentro da Unicamp, existem pequenos municípios que têm menos crianças em Educação Infantil e séries iniciais do que a gente. Nos últimos anos, o projeto educacional tem sido elaborado com um pouco mais de participação da comunidade. Isso também é novo. E é uma grande vitória a questão de estarmos em serviço, que é uma luta de professores no Brasil inteiro.

É uma vitória das professoras da DEdIC, mas também de uma visão de universidade e de educação, tem a ver com o papel da Universidade e a disputa de um outro modelo de educação.
É importante divulgar essa parte. A gente foi construindo essa consciência de ver a educação de outra forma, que não essa tradicional, sectária, preconceituosa e que reproduz as concepções burguesas da sociedade.

O STU também cumpriu um papel importante nisso, atuando pela pauta de reivindicações, mas também discutindo um modelo de universidade, de sociedade e de educação.
O sindicato tem feito isso. Para ter qualidade e diferença no cotidiano da Educação Infantil como um todo, tem que ter políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal, melhorar a formação básica nos cursos de graduação e a formação continuada, investir na carreira, salários e condições de trabalho. E, principalmente, estabelecer mais diálogo com as famílias para que entendam a função institucional da Educação Infantil, que não é a mesma do espaço privado familiar.

Entre as diretrizes do Plano Nacional de Educação/2014 está o respeito à diversidade – que vem sendo maliciosamente chamado de “ideologia de gênero”. Como esse debate se insere na proposta pedagógica ora iniciada?
Temos uma disciplina que aborda as questões das culturas – e várias outras também falarão sobre isso. Nessa disciplina falaremos sobre a diferenças, a inclusão, as diferentes etnias e culturas (afro, indígena…), a questão de gênero. Porém sabemos que ainda há muito que avançar nesse sentido. Infelizmente, as comunidades escolares ainda relutam muito em discutir essas questões e inserir nas práticas cotidianas esses temas. Então não é fácil e algumas coisas serão transformadas com o tempo.

Neste 8 de março o que a senhora tem a dizer às trabalhadoras da Unicamp e ao conjunto da sociedade sobre a importância de uma educação com perspectiva de gênero?
Nós mulheres, e os homens que lutaram lado a lado conosco e mudaram suas práticas, temos que lutar por mais creches e vagas. Não adianta lotar um espaço de crianças, ou colocar 30, 40 crianças numa sala com uma professora. Tem que ter vaga para todo mundo, mas tem que ter qualidade. Não é só garantir as refeições, pois isso é o mínimo. Temos que saber como as crianças estão convivendo, se estão sendo bem tratadas, já que muitas passam o dia inteiro nas escolas. Se conversássemos mais com todos os segmentos (família, gestores, professores e funcionários), conseguiríamos construir uma outra forma. E temos que lutar, ir para os fóruns de educação e sindicatos, e participar. Não existe outro jeito.

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Universidades ainda é espaço hostil às mulheres

As mulheres ainda sofrem diariamente com a violência mesmo dentro do universo acadêmico. Da desqualificação intelectual à violência sexual, alunas e trabalhadoras são obrigadas a lidar com comportamentos masculinos agressivos no local onde deveriam ter a possibilidade de aprender, trabalhar e trocar experiências.
Pesquisa realizada no final de 2015 pelo Instituto Avon e pelo Data Popular revelou que 67% das estudantes entrevistadas já sofreu alguma forma de violência (moral, psicológica, sexual ou física) no ambiente universitário. Outros dados chocantes: 56% das universitárias já sofreram alguma forma de assédio sexual (cantadas ou abordagens agressivas) e 28% já foram vítimas de estupro.
Contudo, muitos dos estudantes homens ainda acreditam que as violências praticadas são “brincadeiras” ou consequências do comportamento das mulheres.
Não proporcionar a segurança necessária para que tenhamos livre acesso à educação é uma das várias formas de discriminação por gênero. Portanto, é de fundamental importância que exista um debate e uma construção da igualdade de gênero dentro das universidades e na sociedade como um todo.

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Alckmin afirma que não vai cumprir acordo de financiamento da FCA

O jornal ‘Correio Popular’ noticiou anteontem que o governador Geraldo Alckmin admitiu que vai descumprir o acordo assinado com a Unicamp em 2005 para financiar a implantação do campus de Limeira.
Naquele ano, Alckmin se comprometeu a repassar mais 0,05% da quota-parte do ICMS destinada à Universidade para assegurar a expansão com qualidade. O dinheiro nunca chegou, prejudicando a infraestura do campus. E só no ano passado, durante a greve da categoria, o reitor José tadeu Jorge cobrou o cumprimento do acordo.
Agora Alckmin faz demagogia, dizendo que teria que retirar verba da educação infantil para assegurar o que foi prometido à Unicamp. E ainda fez “críticas” aos supersalários, sobre os quais só se pronunciou para justificar seu descompromisso com a educação superior paulista. Desde 2012 o STU vem pautando esse assunto e o governador nunca se manifestou sobre o tema.
Caso a situação se confirme, a Universidade seguirá deixando de receber cerca de R$ 46 milhões por ano (em valores atualizados, de acordo com informação divulgada em maio pela assessoria da reitoria).
O STU seguirá na luta para assegurar à Universidade a verba que é de direito. E cobrará também posicionamento da reitoria e do Cruesp.

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Sindicato apresenta propostas de mudança no estatuto da universidade

O STU continua na luta por uma Unicamp mais democrática. Por isso, já apresentou uma série de contribuições à minuta produzida pelo Grupo de Trabalho sobre Mudança do Estatuto. E embora a maioria delas tenham sido descartadas, a direção do sindicato não desistirá de apresentar propostas e discutir emendas que agreguem o Estatuto da Universidade uma perspectiva adequada à realidade atual em consonância com o espírito público da instituição e derrubando elementos autoritários que persistem no Estatuto aprovado à época da ditadura militar. No dia 14 do mês que vem, o Consu vai se reunir para apontar as alterações necessárias e o sindicato articula com a bancada dos servidores a defesa das emendas.

Confira abaixo o conteúdo delas:

– TÍTULO I. DA UNIVERSIDADE E SEUS FINS: Retirar da proposta de minuta apresentada os itens que tratam de “espírito empreendedor, inovação e desenvolvimento sustentável”.

– CAPÍTULO II. DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO: O CONSU deve ser paritário e seus representantes eleitos.

– TÍTULO VII. DA ADMINISTRAÇÃO DOS INSTITUTOS E DAS FACULDADES: A eleição dos diretores de unidades deverão ser pelo processo direto e paritário com estudantes, docentes e técnicos administrativos. Este procedimento também deve valer para os colégios técnicos.

– TÍTULO IV. DA EXTENSÃO: A extensão deve incorporar política de inclusão, gratuidade e formação dos trabalhadores fora das estruturas das empresas, servindo também como instrumento de qualificação e formação para os servidores da UNICAMP.

– CAPÍTULO II. DOS COLÉGIOS TÉCNICOS: Garantia de eleição direta e paritária para os diretores dos colégios técnicos.

– TÍTULO XIV. DA ASSEMBLÉIA UNIVERSITÁRIA: Alterar a minuta no artigo 149 mantendo o texto original do estatuto que diz que CONSU ou reitor podem convocar Assembleia Universitária quando necessário.

– TÍTULO XV. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS: O processo de reformulação do estatuto atual deverá ser realizado através de um processo estatuinte e paritário envolvendo os três segmentos da universidade e também as entidades representativas.

– TÍTULO XVI. DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS: Entende-se por comunidade universitária todos que estudam ou que exercem atividade laboral permanente na universidade, independente do vínculo.

 

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Unicamp veta eleição de servidores em probatório nas comissões da CSARH

Os trabalhadores em estágio probatório estão sendo impedidos, mais uma vez, de participar dos espaços de debate e decisão na Universidade.

Dessa vez, os funcionários ingressos há menos de 36 meses foram vetados de se candidatar nas eleições das comissões da Câmara Setorial de Acompanhamento de Recursos Humanos (CSARH) para o período 2013/2015.

O STU orienta todos os trabalhadores que queiram disputar as eleições das comissões da CSARH que procurem o sindicato para que sejam tomadas as providências jurídicas necessárias.

Vale lembrar que no ano passado, o STU ganhou na justiça ação contra impedimento à participação dos trabalhadores do probatório no Consu.

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TCE volta a questionar contratação de procuradores

O Tribunal de Contas do Estado publicou nessa terça-feira (30) no Diário Oficial do Estado novo despacho referente a irregularidades constatadas na prestação de contas da Universidade no exercício de 2009. O conselheiro Dimas Eduardo Ramalho determina à instituição que apresente num prazo de 15 dias comprovantes relativos a operações financeiras realizadas naquele ano e que a Unicamp “deverá ainda informar se foram mantidos nos quadros da Universidade os procuradores oriundos de outros cargos”.
Como noticiado pelo Boletim do STU, o TCE vem questionando o fato desses profissionais serem contratados em caráter temporário, visto que essa é uma atividade de caráter permanente, cujos cargos devem ser ocupados por concurso público. Esse apontamento aparece nos relatórios de auditoria de 2011 e também em 2009, mesmo ano em relação ao qual Dimas Ramalho também determinou que dirigentes da Unicamp devolvam valores recebidos acima do teto de vencimentos estadual. Entre os citados estão os reitores Fernando Costa e José Tadeu Jorge. Tadeu informou na entrevista coletiva concedida no dia 22 de abril que a Universidade recorreu da determinação de devolução dos supersalários, mas o recurso ainda não foi julgado.
Diante da recusa do ex-reitor Fernando Ferreira Costa de responder aos questionamentos feitos diversas vezes pelo STU sobre as irregularidades apontadas na auditoria do TCE sobre as contas de 2011, a diretoria da entidade protocolou representação ao Ministério Público Estadual. O sindicato solicita que seja apurado o fato das procuradoras Fernanda Lavras Costallat Silvado, Luciana Alboccino Barbosa Catalano e Rosa Maria da Silva Bittar terem sido enquadradas na função de Procurador de Universidade Assistente em 2012, após diversas prorrogações contratuais. A representação também aponta indícios de nepotismo na Universidade e pede ao MPE que investigue tais suspeitas.
O sindicato cobra uma reformulação da Procuradoria Geral, que patrocinou tantas arbitrariedades durante a gestão Fernando Costa.

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Boletim 023/2013

Baixe aqui o Boletim 023/2013, de 24 de abril de 2013.

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Boletim 022/2013

Baixe aqui o Boletim 022/2013, de 23 de abril de 2013.

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