Categoria UNICAMP

porFernanda de Freitas

Unicamp recebe a Caravana da Democracia

Na próxima quinta-feira (28), às 19h, a Unicamp irá receber a Caravana da Democracia organizada pela União de Estadual de Estudantes (UEE) e da União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPES). O objetivo é aprofundar a democracia em defesa dos nossos sonhos promovendo debate com intelectuais e atividades culturais.

O tema desse encontro é a crise, a tentativa de impeachment da presidenta Dilma e o embate político no Brasil.

Os debatedores serão: Prof. Dr. Armando Boito Jr. – professor de Ciência Política/Unicamp; Prof. Dr. Quartim de Moraes – Filósofo, professor do IFCH/Unicamp; Prof. Dr. Luiz Gonzaga Beluzzo – Economista e professor da FACAMP e Renata Mielli – jornalista e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Sendo a Unicamp um importante centro de produção intelectual, a caravana passará pela universidade com convidados de renome para discutir a importância da defesa da nossa jovem democracia. Logo após o debate haverá apresentação cultural com a “Liga do Funk – Arte pela Democracia!”, no Teatro de Arena.

O evento ocorrerá no Centro de Convenções da Unicamp, localizado na Rua Elis Regina, 131, Cidade Universitária.

A Caravana da Democracia conta com o apoio do STU.

Sobre a Caravana da Democracia

A caravana da UEE-SP e da UPES está passando por todo estado de São Paulo trazendo no bagageiro a grande missão de aprofundar a democracia entre o mês de abril e maio.

Pegando carona, artistas e intelectuais vão percorrer as universidades de São Paulo em busca de gerar respostas democráticas à atual crise política do país, através de atos, aulas públicas, debates e diversas atividades culturais.

As universidades e os estudantes, palco e agentes históricos de luta pela democracia,se colocam mais uma vez ativos em busca da pluralidade, da liberdade e pela manutenção e aumento de direitos.

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Lançada a Frente Parlamentar em defesa das universidades públicas

Na última terça-feira (19) foi lançada na Assembleia Legislativa a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas no Estado.
A coordenação do Fórum das Seis apresentou documento elencando as principais demandas dos técnico-administrativos, docentes e estudantes. Com destaque à denúncia da política de desmonte nas estaduais paulistas através das ofensivas reitorias e a crise de financiamento desencadeada por uma expansão expressiva de cursos e campi sem a devida contrapartida orçamentária.
O texto também destaca leis e projetos que atacam direitos do conjunto do funcionalismo. Especialmente a Lei 13.243/16, que estabelece o novo marco regulatório da ciência e tecnologia no país ampliando a privatização dos processos de pesquisa dentro das universidades, o PLC 257/2016 – que bloqueia concursos, aumenta a contribuição previdenciária de 11% para no mínimo 14% e arrocha ainda mais os orçamentos – e a PEC 139/2015 – que extingue o abono de permanência para os servidores que continuam em atividade após completar as exigências para aposentadoria.
A íntegra do documento está disponível em aqui.

Reitores também destacaram sub-financiamento
Estiveram presentes ao lançamento representantes do Fórum das Seis e reitores da USP, Unesp, Unifesp e UFABC. O presidente do Cruesp e reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, não compareceu, foi representado pelo vice, Alvaro Crósta. A Ufscar também foi representada pelo vice-reitor.
Os dirigentes universitários falaram sobre os modelos orçamentários das instituições e sub-financiamento. A necessidade de avançar em políticas de inclusão e o impacto desta nova demanda de alunos, que exige mais investimentos, também foi pauta.

STU quer fortalecimento universitário e valorização
Para o diretor do STU Marcílio Ventura, o lançamento da Frente é oportuno e importante para enfrentar a conjuntura extremamente difícil para o funcionalismo público. “Traz para o centro do debate a pauta das universidades, institutos e centros de ensino públicos estaduais, possibilitando a busca da unidade na luta pela manutenção de direitos e o fortalecimento do ensino público no Estado.”
O STU espera que a Frente Parlamentar ajude a traçar estratégias para enfrentar a política de congelamento de orçamentos instituída pelo governo Alckmin. É importante também discutir formas de garantir um modelo de ensino público, gratuito e de qualidade; políticas permanentes de valorização do funcionalismo e melhorias das condições de trabalho; e a inclusão e permanência estudantil.

Confira abaixo os documentos da Frente Parlamentar: o Roteiro Inicial dos Trabalhos e a Proposta de Regimento Interno.

 

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Assembleia aprova paralisação no dia 14/4 (quinta)

Em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (11) os trabalhadores decidiram aprovar a participação no Dia Nacional de Lutas convocado pela Fasubra e convocar todos os servidores e paralisar suas atividades na próxima quinta-feira (14) contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, que ataca os direitos dos servidores públicos federais, estaduais e municipais, e contra a proposta de reforma da Previdência. O projeto tramita em caráter de urgência na Câmara dos Deputados.

A categoria entende que Projeto de Lei tem efeito devastador sobre os servidores públicos das três esferas, pois suspende concursos públicos, congela os salários dos servidores, reduz drasticamente as despesas com contrações, aumenta a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores, de 11% para 14%, reduz benefícios como reajustes e triênios, possibilita a venda de patrimônio público e desconsidera a função das assembleias legislativas.

As atividades na Unicamp terão início às 9 horas com a realização de um café da manhã coletivo em frente a reitoria onde será realizado a partir das 10 horas uma manifestação contra o PLP 257/16. Na parte da tarde será realizada uma aula pública que falará sobre o PLP 257/16.

Cobrar a Isonomia

A assembleia também aprovou que durante a manifestação dia 14 seja realizada a cobrança ao Tadeu da efetivação do processo de implantação da isonomia, cujo prazo que o próprio reitor se comprometeu a realizar venceu em abril de 2015.

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Conselho Universitário volta a debater alterações nos Estatutos da Unicamp

O Conselho Universitário da Unicamp realizará nova reunião amanhã (12/4) para dar continuidade às alterações no Estatuto da Universidade.
O STU continua na luta por uma Unicamp mais democrática. Por isso, já apresentou uma série de contribuições, articula com a bancada dos servidores a defesa das emendas e não desistirá de apresentar propostas que agreguem uma perspectiva adequada à realidade atual em consonância com o espírito público da instituição e derrubando elementos autoritários que persistem no Estatuto aprovado à época da ditadura militar. O sindicato defende a necessidade de avançar na discussão das eleições diretas e paritárias e também a paridade nos órgãos colegiados no mesmo sentido que o Congresso Nacional vem debatendo a proposta do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), através do PLS 379/13, que estabelece o fim da lista tríplice e a eleição direta e paritária para os cargos de direção nas instituições federais de ensino superior.

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Nova manifestação racista registrada no IFCH é repudiada

Estudantes, servidores técnico-administrativos e professores realizaram na ultima quarta (6) uma manifestação em repúdio às pichações racistas encontradas no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCH) esta semana. A atividade contou com um debate, oficinas culturais e uma feijoada servida em frente ao Instituto.
A pichação é a segunda manifestação de racismo e intolerância registrada em menos de um mês na Unicamp.
O STU se soma às vozes que reafirmam que o ingresso na Universidade de estudantes de escolas públicas, negros e indígenas é uma reparação histórica àqueles que construíram a riqueza da nação. Os atuais indicadores da Unicamp e de outras universidades públicas fortalecem a política de cotas defendidas pelo STU. Racistas, não passarão!

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Assembleia prepara ato e luta pela isonomia e pauta específica

Assembleia nesta segunda-feira (11) ao meio-dia, no PB 14, vai iniciar o debate sobre a construção da pauta de reivindicações específicas dos trabalhadores da Unicamp na campanha salarial deste ano. Também está na pauta a discussão sobre o indicativo de realizar um ato em frente à reitoria da Universidade, com paralisação, no dia 14 de abril (quinta-feira).
O indicativo busca somar forças com a mobilização nacional convocada pela Fasubra contra o PLP 257/16 – que aplica o ajuste fiscal ao funcionalismo e aos serviços públicos, reduzindo investimentos (leia abaixo).
Internamente à Unicamp a proposta da diretoria do STU é que o dia 14 marque também o reforço à cobrança pela aproximação de mais um aniversário de descumprimento do compromisso assumido em campanha por Tadeu com a retomada da isonomia dos pisos salariais com a USP.

Em pauta:
PLP 257/16 e Dia Nacional de Mobilização dos Servidores Públicos (14/4)
Luta pela Isonomia
Campanha Salarial Unificada
Pauta Específica Unicamp

PLP 257/16 ataca servidores de todas as esferas

No dia 14, a Fasubra – em conjunto com outras entidades dos servidores públicos e centrais sindicais – realiza um Dia Nacional de Mobilização com atividades em todo o país contra o PLP 257/16.
Entre outros ataques, a proposta do governo federal impõe o estabelecimento de regime de previdência complementar (privado) para os servidores; eleva a taxação dos aposentados do serviço público criada na contra-reforma previdenciária do governo Lula de 2004, que passaria de 11% para no mínimo 14% sobre a parcela dos proventos de aposentadoria que exceder o teto do INSS (hoje em R$ 5.189,82), e muda novamente os limites de benefícios. Além de prever a demissão voluntária de servidores e o fim da regra de valorização do salário mínimo estabelecida como política governamental nos últimos 13 anos.
Nota publicada unitariamente pelas entidades que convocam a mobilização ressalta que “a implementação de políticas neoliberais, em governos anteriores, foi rejeitada e derrotada pela unidade dos servidores públicos que, mais uma vez, não deverão permitir este retrocesso”.
Em artigo publicado em 23/3 o diretor do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) Antônio Augusto Queiroz afirma que o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16 “terá um efeito devastador sobre os servidores públicos das três esferas de governo”.
A íntegra do artigo de Antônio Queiroz e outras análises sobre o PLP estão disponíveis na página do STU na internet (www.stu.org.br).

 

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Fórum das Seis entrega pauta ao Cruesp

Na última quinta-feira (31) o Fórum das Seis protocolou a pauta unificada da campanha salarial 2016 com o até então diretor do Cruesp, Marco Antônio Zago, na Reitoria da USP. Os documentos também foram enviados via e-mail e em papel para a sede do Cruesp.
O ofício encaminhado aos reitores solicita o início das negociações ainda em abril, já que a data-base da categoria é 1° de maio. Entre os principais pontos da pauta, encontram-se as demandas salariais:
– A reposição salarial para todos os servidores docentes e técnico-administrativos das três universidades e do Centro Paula Souza correspondente à inflação do período de maio/2015 a abril/2016, mais 3% por recuperação parcial de perdas históricas;
– Revisão salarial em setembro/outubro de 2016, conforme acordado entre o Fórum e o Cruesp em abril de 1991;
– E a equiparação dos pisos salariais entre os servidores técnico-administrativos da Unesp, Unicamp, USP e do Centro Paula Souza, preservando as estruturas de carreira.
Estes e demais tópicos que serão negociados nesta data-base foram definidos em reunião realizada na última segunda-feira (28), quando as entidades que compõem o Fórum das Seis, após amplo debate, analisaram os resultados da segunda rodada de assembleias.
Na Unicamp a categoria entendeu que a prioridade da campanha unificada é discutir a isonomia dos pisos salariais, e que o debate sobre alteração do teto salarial constitucional no Estado não deveria entrar na pauta unificada. As demais entidades do Fórum, no entanto, tinham posição de suas assembleias para defender a adequação do teto ao equivalente incorporar a pauta. Foi o que prevaleceu. O Fórum também não indicou paralisação para entrega da pauta no dia 31, mas o Sintusp fez uma manifestação para assegurar entregar a pauta a Zago diretamente, tendo em vista que desde 1º abril o reitor José Tadeu Jorge assumiu a presidência do Cruesp.

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Racismo nas universidades é mais uma face do golpismo

Após as sucessivas expressões de racismo e preconceito que vêm aparecendo na Unicamp, e em outras universidades – como o Mackenzie e a Unesp em Bauru e Araraquara – mais uma vez a sociedade paulista assistiu uma demonstração criminosa de estudantes universitários. Alunos da Faculdade de Medicina de Jundiaí, durante a competição chamada Pré-Intermed, ocorrida de 18 a 27 de março, pintaram nos próprios corpos a palavra “COTAS” em manifestação contra a maioria de estudantes oriundos de escolas públicas que ingressaram neste ano na Unicamp. Em um resultado considerado histórico por toda a comunidade acadêmica e de repercussão nacional, 88,2% dos aprovados no curso de Medicina da Unicamp vêm do ensino público.
Uma vitória desses jovens e da luta por uma universidade inclusiva, socialmente referenciada e democrática, que devolva à população que a sustenta o investimento neste centro de excelência.
A atitude dos futuros médicos da FMJ foi repudiada por centros acadêmicos de outras faculdades de medicina e é também repudiada pela diretoria do STU.
Assim como, junto com o Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, realizamos no último dia 23 um importante ato em rechaço às manifestações de “supremacia branca” pichadas novamente no IFCH, nos somamos às vozes que reafirmam que o ingresso de estudantes de escolas públicas, negros e indígenas é uma reparação histórica àqueles que construíram a riqueza da sétima economia do mundo e que vêm sendo vilipendiados pelo Estado. Os atuais indicadores da Unicamp e de outras universidades públicas fortalecem a política de cotas defendidas pelo STU. Racistas, não passarão!

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Em defesa da democracia e contra os ataques racistas

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Ato contra os ataques rascistas realizadono dia 23/3 (Foto: Beeroth)

A diretoria do STU manifesta repúdio às manifestações racistas que vêm se repetindo na Unicamp. A mais recente foi uma pichação de símbolos de movimento de supremacia branca e apologia ao nazismo, novamente no IFCH, onde ontem o Núcleo de Consciência Negra da Unicamp realizou um ato.

O sindicato também participou no final de semana do encontro de estudantes negros e negras organizado pela União Estadual dos Estudantes (UEE), onde manifestou seu repúdio a essas manifestações racistas.
A diretoria do sindicato também repudia os ataques sofridos nas sedes da UNE, CUT, PT e PCdoB em várias cidades do país por grupos que usam métodos fascistas para tentar intimidar as organizações de esquerda e dos movimentos sociais que estão nas ruas organizando manifestações na defesa da democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma.
É legítima toda e qualquer manifestação, contra ou a favor do governo. Entretanto, são inaceitáveis as manobras jurídicas contra a Constituição, bem como as manobras e mentiras realizadas pela grande mídia, que insufla a crise política pavimentando o ódio e a radicalização.
O XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp aprovou resolução contra o impeachment da presidenta Dilma, entendendo que as alegações apresentadas não justificam o seu afastamento. Apesar de criticar à atual política econômica da presidenta, que coloca a conta da crise nos ombros dos trabalhadores, a realidade da falta de provas de crime de responsabilidade que poderia ter sido praticado pela presidenta não se alterou.
Além disso, um processo conduzido por Eduardo Cunha já é na sua origem viciado. Cabe ressaltar o caráter conservador de parte das manifestações pró-impeachment, fortalecendo a ofensiva reacionária e golpista, apostando na intolerância e na exclusão social.
O STU, conforme deliberação de seu congresso, estará ativamente na luta contra os ataques racistas, na Unicamp e fora dela, e também na luta em defesa da democracia contra o golpismo.
A Adunicamp também reiterou nota publicada no dia 10/3 se posicionando contra o impeachment da presidenta, com avaliações semelhantes às do STU.

Moção da Adunicamp pela institucionalidade democrática

Diante da grave crise institucional que o Brasil enfrenta no momento, a Diretoria da ADunicamp vem a público expressar seu repúdio à abertura do processo de impeachment da Presidente da República capitaneado pelos setores mais retrógrados da política nacional. Destacamos alguns dos muitos motivos para isso:
1 – Na condição de Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha utiliza a ameaça de impeachment como chantagem expressa para evitar seu próprio julgamento no Conselho de Ética, onde há acusações sólidas e provas contundentes que o desmoralizam por completo. Cunha não tem legitimidade sequer para seguir como deputado.
2 – As alegações que dão sustentação ao pedido de impeachment, por outro lado, remetem a atos administrativos que, por questionáveis que sejam, têm uma dimensão muito aquém daquilo que justificaria uma medida tão radical quanto o afastamento de um governante eleito de forma legítima e democrática pela maioria da população. Não é por acaso que inúmeros juristas de grande reputação têm criticado de público o rito e o mérito do pedido de impeachment.
3 – É importante ressaltar que o Governo Federal tem assumido posturas e práticas indefensáveis, marcadas por um ajuste fiscal que joga a conta da crise econômica nas costas dos trabalhadores, aí inclusos os docentes das Universidades Públicas. O ANDES e, com ele, a ADunicamp, têm combatido essa política através de todos os canais de que dispõem. Não por acaso houve recentemente uma greve de vários meses nas Universidades Federais, sem que esse governo mostrasse qualquer sensibilidade ou disposição à negociação. Mas a luta contra o ajuste não pode se confundir com iniciativas golpistas.
4 – Se o impeachment for vitorioso, a visão corrente é de que Michel Temer assume a Presidência – como se não fosse membro desse mesmo governo. Com Temer na Presidência, certamente não teríamos uma mudança de curso favorável aos trabalhadores, pelo contrário: sua trajetória política e seu posicionamento atual indicam que será favorável a uma radicalização das medidas de austeridade e ao aprofundamento das contrarreformas no país que retiram direitos dos trabalhadores e transferem o patrimônio da nação ao setor privado, sobretudo ao financeiro. Sendo ele o presidente do partido que se notabilizou por ter participado de todos os governos desde o fim da ditadura militar, com o controle de diversos ministérios e autarquias onde já se comprovaram inúmeros casos de corrupção.
5 – Dentre as forças sociais e políticas que apoiam o impeachment, destacam-se aquelas que pedem a volta da ditadura militar e têm por ícones figuras como Cunha, Bolsonaro e Malafaia. Nesse cenário, o impeachment significaria o fortalecimento da ofensiva conservadora e do caldo de intolerância que têm marcado a atuação desses setores.
6 – Por essas e outras razões semelhantes, entendemos que, apesar de todas as críticas que merece o Governo Federal capitaneado por Dilma Rousseff, a sociedade civil democrática e comprometida com a construção de um país menos desigual deve combater a chantagem do impeachment e exigir a queda de Cunha, cujo lugar é na cadeia, e não decidindo os destinos do país.

ADunicamp

 

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Unicamp reconhece verdade histórica após relatório da Comissão da Verdade

Na sexta-feira (18) a Comissão da Verdade e Memória ‘Octávio Ianni’ inaugurou a placa que denuncia o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco por seu papel decisivo no golpe de Estado de 1964 e na implantação da ditadura militar. A placa é também uma homenagem aos homens e mulheres da comunidade da Unicamp que durante a luta pela redemocratização sofreram violências físicas e morais. O marco foi descerrado ao lado do painel contendo o trecho da ata de lançamento da pedra fundamental da Unicamp, na Praça das Bandeiras, em atendimento a uma das recomendações do relatório final da comissão que funcionou de outubro de 2013 a março de 2015 com o objetivo de apurar os crimes cometidos pelo regime dos quartéis contra a comunidade universitária.
O STU apoiou a instalação e conclusões da Comissão Octávio Ianni e faz questão de lembrar especialmente os servidores técnico-administrativos perseguidos pela ditadura.

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Departamento de Mulheres do STU realizou atividades no 8 de março

Neste dia 8 o Departamento de Mulheres do STU realizou um café da manhã coletivo e uma exposição fotográfica representativa da participação das mulheres da categoria nas lutas em defesa de direitos e da universidade pública.

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Assembleia dá inicio a campanha salarial unificada 2016

Os trabalhadores da Unicamp reunidos em assembleia geral nesta terça-feira (9) deliberaram sobre a proposta de pauta unificada encaminhada pelo Fórum das Seis. Os trabalhadores vão à luta pela isonomia salarial entre as três universidades, reposição do ICV-Dieese de maio/2015 a abril/2016 mais 3% de recuperação parcial das perdas historicamente acumuladas. Somente a inflação acumulada dos últimos 12 meses já totaliza 10,96% – e ainda é preciso incluir os índices de março e abril para definição do percentual total a ser cobrado do Conselho de Reitores (Cruesp).
Além disso, a assembleia aprovou também levar ao Fórum das Seis a proposta de incluir na pauta da campanha salarial a cobrança da recuperação da diferença salarial gerada pelo parcelamento, sem a devida retroatividade da segunda parcela, do reajuste do ano passado, a ser pago em parcela única e dividida igualmente por todos os trabalhadores.
Os trabalhadores decidiram ainda na assembleia propor ao Fórum das Seis que o ato unificado, com paralisação, para a entregada pauta ao Cruesp aconteça no dia 5 de abril.
O único ponto da proposta do Fórum das Seis reprovado na assembleia foi o que visava encaminhar ações no sentido de elevar o teto salarial no Estado ao equivalente a 90,25% do subsídio de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Nesta quinta-feira (10) a coordenação do Fórum se reúne para debater as propostas aprovadas nas assembleias realizadas nas três universidades estaduais paulistas e organizar os encaminhamentos para a nova rodada de assembleias que devem ocorrer entre 11 e 18 de março. O calendário do Fórum das Seis prevê ainda uma nova reunião da sua coordenação para o dia 22/3 para buscar fechar a pauta a partir das assembleias de cada entidade e, assim, fechar a pauta da Campanha Salarial Unificada 2016.

GT Isonomia – Ontem aconteceu também a reunião do grupo de trabalho sobre o resgate da isonomia salarial nas três universidades. Foi debatido o plano de trabalho e o calendário de funcionamento do GT, que deve encerrar suas atividades e apresentar uma proposta concreta às categorias até o mês de novembro. O diretor do STU Marcílio Ventura, participou da reunião do GT, que aconteceu na sede do Cruesp em São Paulo.

Confira abaixo a íntegra das propostas aprovadas para a pauta unificada

  • Isonomia salarial entre as três universidades
  • ICV-Dieese de maio/2015 a abril/2016
  • 3% Perdas passadas
  • Recuperar a diferença gerada pela não retroatividade entre a 1ª e 2ª parcela em 2015, com pagamento em parcela única e igual para todos
  • 5 de abril – Entrega da pauta e ato com paralisação

 

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Entrevista: Vitória histórica da luta na DEdIC!

O início do Curso de Especialização em Educação de Crianças e Pedagogia da Infância no último dia 25 é resultado de uma vitória histórica da luta das trabalhadoras da Unicamp. O projeto teve início com 40 vagas exclusivas para professoras do CECI, CAS e PRODECAD e duração de um ano, mas existe o compromisso da reitoria em estender o projeto a profissionais da rede básica de ensino da região.
Esta edição especial do Boletim do STU entrevista Zilda Farias, ex-diretora do sindicato que por mais de dez anos esteve à frente da mobilização pelo direito à formação continuada das trabalhadoras do Sistema de Educação Infantil como parte da jornada (o que desde 2008 está previsto na Lei 11.738/2008, que reserva 1/3 da carga horária docente ao planejamento e aprimoramento profissional).
A pedagoga Zilda, que trabalha na creche desde os anos 1990, primeiro como contratada via Funcamp e depois efetivada via concurso, participou durante muitos anos do Fórum de Educação em Campinas, e representou o STU e as trabalhadoras da DEdIC como delegada às Conferências Nacionais de Educação em 2008, 2009 e 2010. Confira a entrevista.

Há mais de 10 anos a senhora luta para concretizar essa iniciativa. Quais são as expectativas em relação ao desenvolvimento do projeto a partir de agora?
Discutimos políticas para a DEdIC há vários anos. Não só eu. Há um grupo de colegas, algumas que nem estão mais aqui porque já se aposentaram, que participa da elaboração e fundamentação dessa pauta. Essa conquista é um dos itens da nossa pauta pela valorização da Educação Infantil.
Um curso em parceria entre a Faculdade de Educação e a DEdIC pode parecer óbvio e simples para quem não é daqui, mas infelizmente muitas coisas produzidas e construídas na Unicamp pelos pesquisadores não são acessíveis a nós, funcionários. No PROESP (curso de formação superior para as professoras das redes), nós, professoras das creches e pré-escola, não tínhamos direitos de prestar o processo seletivo. Tivemos que pedir ao sindicato e aos representantes dos funcionários no Conselho Universitário que levassem ao Consu o debate para termos direito de acessar aquele curso na época.

O curso envolve diversas faculdades da Unicamp (FE, FEF, FT e IA). Qual a importância dessa transversalidade num projeto de formação continuada e para o projeto pedagógico do Sistema de Educação Infantil da Universidade?
A principal Faculdade envolvida é a de Educação, e temos também professoras do IA. O que tem de inovador neste curso é que nós, docentes e pesquisadores, buscamos um método baseado em outra concepção de Educação Infantil e de Pedagogia, que respeita a infância e prioriza a arte, que traz Antropologia, Geografia, Sociologia e Política – lembrando que a infância não termina aos 5 anos de idade. E já que as crianças hoje são obrigadas a ir para o Ensino Fundamental mais cedo, a gente inclui essa campanha para formação de professores e gestores para o Ensino Fundamental também. Uma concepção construída e aprendida na militância no Sindicato e na Faculdade de Educação, com a professora Ana Lúcia Goulart – que foi quem abriu as portas da FE há muitos anos. Nós da Ed. Infantil não damos aulas, porque é uma educação específica para a criança pequena, com outra característica, mas que não é menos importante que o Ensino Fundamental, Médio e Superior.

O projeto é uma vitória da luta por formação continuada inserida na jornada de trabalho. Gostaria que falasse sobre esse conteúdo da conquista na perspectiva de uma educadora.
A formação continuada está sendo discutida pelo Brasil inteiro, está nos documentos do MEC, é lei, mas está difícil os governos implementarem o 1/3 da jornada para formação e planejamento. Isso já começou a acontecer aqui na DEdIC, onde temos mais ou menos 130 professoras e mais de 700 crianças. Eu costumo dizer que a gestão da DEdIC é como uma secretaria de Educação dentro da Unicamp, existem pequenos municípios que têm menos crianças em Educação Infantil e séries iniciais do que a gente. Nos últimos anos, o projeto educacional tem sido elaborado com um pouco mais de participação da comunidade. Isso também é novo. E é uma grande vitória a questão de estarmos em serviço, que é uma luta de professores no Brasil inteiro.

É uma vitória das professoras da DEdIC, mas também de uma visão de universidade e de educação, tem a ver com o papel da Universidade e a disputa de um outro modelo de educação.
É importante divulgar essa parte. A gente foi construindo essa consciência de ver a educação de outra forma, que não essa tradicional, sectária, preconceituosa e que reproduz as concepções burguesas da sociedade.

O STU também cumpriu um papel importante nisso, atuando pela pauta de reivindicações, mas também discutindo um modelo de universidade, de sociedade e de educação.
O sindicato tem feito isso. Para ter qualidade e diferença no cotidiano da Educação Infantil como um todo, tem que ter políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal, melhorar a formação básica nos cursos de graduação e a formação continuada, investir na carreira, salários e condições de trabalho. E, principalmente, estabelecer mais diálogo com as famílias para que entendam a função institucional da Educação Infantil, que não é a mesma do espaço privado familiar.

Entre as diretrizes do Plano Nacional de Educação/2014 está o respeito à diversidade – que vem sendo maliciosamente chamado de “ideologia de gênero”. Como esse debate se insere na proposta pedagógica ora iniciada?
Temos uma disciplina que aborda as questões das culturas – e várias outras também falarão sobre isso. Nessa disciplina falaremos sobre a diferenças, a inclusão, as diferentes etnias e culturas (afro, indígena…), a questão de gênero. Porém sabemos que ainda há muito que avançar nesse sentido. Infelizmente, as comunidades escolares ainda relutam muito em discutir essas questões e inserir nas práticas cotidianas esses temas. Então não é fácil e algumas coisas serão transformadas com o tempo.

Neste 8 de março o que a senhora tem a dizer às trabalhadoras da Unicamp e ao conjunto da sociedade sobre a importância de uma educação com perspectiva de gênero?
Nós mulheres, e os homens que lutaram lado a lado conosco e mudaram suas práticas, temos que lutar por mais creches e vagas. Não adianta lotar um espaço de crianças, ou colocar 30, 40 crianças numa sala com uma professora. Tem que ter vaga para todo mundo, mas tem que ter qualidade. Não é só garantir as refeições, pois isso é o mínimo. Temos que saber como as crianças estão convivendo, se estão sendo bem tratadas, já que muitas passam o dia inteiro nas escolas. Se conversássemos mais com todos os segmentos (família, gestores, professores e funcionários), conseguiríamos construir uma outra forma. E temos que lutar, ir para os fóruns de educação e sindicatos, e participar. Não existe outro jeito.

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#PrimaveraFeminista: As mulheres estão nas ruas em luta por direitos e conquistas

A Coordenação de Mulheres do STU chama todas as trabalhadoras da Unicamp a participar das ações em homenagem ao Dia Internacional de Luta Feminista.

2015 foi um ano em que a famosa frase da líder feminista e fundadora do Partido dos Panteras Negras (movimento revolucionário de autodefesa negra nascido na década de 1960 nos Estados Unidos) fez muito sentido.
As mulheres saíram às ruas em todo o Brasil para impedir a aprovação do projeto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) que impõe às vítimas de estupro a segunda violência de correr o risco de ter um filho do estuprador. Cunha, réu no escândalo de desvio de verbas da Petrobras (a Operação Lava Jato), é autor do Projeto de Lei 5069/2013. O PL dificulta o atendimento médico às vítimas de violência sexual, exigindo boletim de ocorrência e criminalizando médicos e profissionais de saúde que assegurem à mulher o direito previsto no Código Penal de 1940.
A revolta contra o PL do Estupro, a mobilização contra o assédio sexual nos transportes e vias públicas, a exigência de maior representatividade nos espaços de decisão e a denúncia do racismo e da LGBTfobia marcaram o ano passado. Estivemos à frente também das mobilizações contra o aumento das tarifas de transporte e nas ocupações que derrotaram a tentativa do Governo Alckmin de fechar uma centena de escolas. E realizamos a 1ª Marcha das Mulheres Negras contra o racismo, a violência e pelo bem viver, que levou cerca de 20 mil afrodescendentes a Brasília no dia 18 de novembro.
Neste ano, que começa com o aprofundamento da crise econômica e do desemprego, as ameaças de uma “reforma” da Previdência para aumentar o tempo de serviço das mulheres e do avanço da terceirização com o PLC 30/2015 (que na Câmara dos Deputados tramitou como PL 4330/2004 e legaliza a precarização da mão de obra em todas as áreas da economia), mais uma vez temos que tomar as ruas para defender nossos direitos e conquistas. Contra o ajuste fiscal que ;atinge mais fortemente às mulheres, em defesa do direito ao nosso corpo, por saúde e educação pública de qualidade seguiremos em luta!

8 de março (terça-feira)
6h30 – Café da Manhã e exposição de Fotos sobre as mulheres lutadoras na Universidade (entrada do estacionamento da creche – atrás do colégio Sérgio Porto);

12h – Oficina de turbantes (saguão do PB);

16 h – Ato estadual “Mulheres nas ruas por liberdade, autonomia e democracia pra lutar: pela legalização do aborto, contra a reforma da previdência e o ajuste fiscal e pelo fim da violência contra a mulher” (concentração às 16 horas no vão livre do Masp – São Paulo).

11 de março (sexta-feira)

12h – Oficina de Defesa Pessoal (saguão do PB).

12 de março (sábado)

9h – Ato campineiro “Mulheres ocupam as ruas e a política, por nenhum direito a menos” (Concentração às 9h na Estação Cultura e encerramento no Largo da Catedral).

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Universidades ainda é espaço hostil às mulheres

As mulheres ainda sofrem diariamente com a violência mesmo dentro do universo acadêmico. Da desqualificação intelectual à violência sexual, alunas e trabalhadoras são obrigadas a lidar com comportamentos masculinos agressivos no local onde deveriam ter a possibilidade de aprender, trabalhar e trocar experiências.
Pesquisa realizada no final de 2015 pelo Instituto Avon e pelo Data Popular revelou que 67% das estudantes entrevistadas já sofreu alguma forma de violência (moral, psicológica, sexual ou física) no ambiente universitário. Outros dados chocantes: 56% das universitárias já sofreram alguma forma de assédio sexual (cantadas ou abordagens agressivas) e 28% já foram vítimas de estupro.
Contudo, muitos dos estudantes homens ainda acreditam que as violências praticadas são “brincadeiras” ou consequências do comportamento das mulheres.
Não proporcionar a segurança necessária para que tenhamos livre acesso à educação é uma das várias formas de discriminação por gênero. Portanto, é de fundamental importância que exista um debate e uma construção da igualdade de gênero dentro das universidades e na sociedade como um todo.

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Por uma universidade que não oprima as mulheres

A participação das mulheres trabalhadoras na luta sindical é tão importante quando o papel que desempenhamos cotidianamente na construção da Universidade, que chega aos 50 anos perpetuando as desigualdades de gênero.
Na Unicamp enfrentamos o machismo no dia-a-dia das relações de trabalho. Ano passado tivemos a ingrata surpresa da realização de uma semana comemorativa do Dia Internacional de Luta das Mulheres com eventos sobre moda, beleza e maquiagem. A iniciativa do GGBS indignou as trabalhadoras e estudantes, motivando um ato que repercutiu na mídia.
No ano de seu Jubileu, o debate sobre a valorização das trabalhadoras deve estar no centro da pauta.

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Fim da desigualdade salarial
É preciso debater a desigualdade salarial entre homens e mulheres que se evidencia na reduzida ocupação de cargos de chefia por funcionárias e na progressão na carreira com base nas avaliações – que há dois anos sequer acontecem (ver gráfico acima).

30 horas na Saúde e na DEdIC
A luta pela jornada de 30 horas semanais para TODOS os servidores na Área da Saúde e na DEdIC tem também essa perspectiva de enfrentamento ao machismo. A maioria beneficiada seriam as mulheres, que enfrentam dupla ou tripla jornadas.

Saúde preventiva e integral
A melhoria e expansão das especialidades atendidas no CECOM, incluindo atendimento aos dependentes, terceirizados, contratados via Funcamp e aposentados é outra demanda que segue na pauta de luta do STU e das mulheres trabalhadoras na Universidade. Assim como o acompanhamento integral e especializado em Saúde da Mulher – com garantia de realização de exames preventivos para todas as funcionárias.

Mais vagas nas creches
A garantia de vagas no Sistema de Educação Infantil para todos os filhos de trabalhadoras – incluindo as terceirizadas e contratadas via Funcamp – é outra demanda em relação à qual a Universidade tem que cumprir seu papel social. Da mesma forma, é preciso que a Unicamp assegure a compatibilização das férias escolares com a dinâmica de trabalho das servidoras e servidores, assegurando atendimento às crianças nos espaços culturais pois esse é um direito das mães e dos pequenos também (educação não é só o processo formal de alfabetização e sociabilidade).

Fim das terceirizações e defesa dos direitos das terceirizadas
Muitas funcionárias, principalmente, as terceirizadas vivem em situação de vulnerabilidade social. Entre essas trabalhadoras a maioria são chefes de famílias que, em função da precariedade dos contratos, sofrem mais pesadamente com atrasos salariais e de benefícios, superexploração, mais assédio moral e sexual.
Essas trabalhadoras, em sua maioria negras, enfrentam também a combinação nefasta das opressões de classe, raça e gênero. É preciso dar um basta a essa realidade. E esse foi o sentido da Marcha das Mulheres Negras realizada em novembro de 2015. Esse e é o sentido do 8 de março, que não é uma data para recebermos flores de quem nos oprime, violenta e desrespeita todos os outros dias, mas um momento de reflexão e luta pela construção de uma sociedade igualitária, não racista, não homofóbica e onde não haja espaço para a intolerância religiosa. Por isso o STU esteve presente na Marcha e é parte ativa da construção das mobilizações em homenagem ao Dia de Luta das Mulheres Trabalhdoras.

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Assembleia dia 9 discute pauta unificada da campanha salarial

Atividade terá início ao meio-dia no Ciclo Básico

Toda a categoria está convocada a participar da assembleia geral que vai discutir a proposta de pauta unificada encaminhada pelo Fórum das Seis para a campanha salarial deste ano.

A direção do sindicato segue cobrando o agendamento de reunião com o reitor José Tadeu Jorge para retomar o debate sobre o atraso na efetivação da isonomia salarial com a USP. A Unicamp ainda está quatro referências atrás daquela Universidade e com o fechamento da arrecadação tributária estadual do ano passado (que, segundo a Secretaria da Fazenda, consolidou um total de R$ 122.849 bilhões de ICMs), é hora de reabrir o diálogo.
Além disso, a diretoria do STU aguarda a publicação do acórdão do julgamento do STF sobre os supersalários.
A diretoria do STU realça que para construir uma grande mobilização em torno das reivindicações é fundamental a realização das reuniões de unidade e o fortalecimento da mobilização em cada local de trabalho, além de uma forte presença da categoria na assembleia.

Luta contra a privatização
No ultimo dia 23 o diretor do STU Marcílio Ventura acompanhou o ato unitário promovido pelo Fórum das Seis na Unesp Botucatu. Foi lançada no evento uma nova edição da revista ‘Cadernos da Adunesp’ com pauta central contra a autarquização dos hospitais universitários. A publicação demonstra como a desvinculação do Hospital de Clínicas de Botucatu – que era parte da Unesp -, ocorrida em 2000, levou ao aprofundamento das terceirizações e precariedade do atendimento e das condições de trabalho.
Aqui na Unicamp a derrota dessa política em 2013 foi fundamental para a defesa da excelência do HC, apesar de todos os problemas existentes.

Confira a agenda de atividades:

8/3 – terça
Atividades do Dia Internacional
de Luta das Mulheres
9/3 – quarta
Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp
10/3 – quinta
Reunião do F6, em São Paulo, para debater as propostas aprovadas nas assembleias.
11 a 18/3
Segunda rodada de assembleias de base.
12/3
Concentração às 9h na Estação Cultura de Campinas para o ato “Mulheres Ocupam as Ruas e a Política, Por Nenhum Direito a Menos”.
22/3 -terça
Reunião do F6, em São Paulo, para avaliar o retorno das assembleias e, se possível, fechar a pauta de reivinficações.
Até 31/3 – quinta
Protocolo da Pauta junto ao Cruesp.

 

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Trabalhadoras da educação infantil conquistam vitória histórica

Teve início na última quinta-feira (25) o Curso de Especialização em Educação de Crianças e Pedagogia da Infância, resultado da parceria entre a Divisão de Educação Infantil e Complementar (DEdIC) e a Faculdade de Educação (FE) em atendimento uma demanda histórica das profissionais da Divisão que reivindicam tempo para formação dentro do expediente. O curso é dirigido às professoras do CECI, CAS e Prodecad. A coordenação do projeto está sob responsabilidade da professora prof. Adriana Missae Momma e Eliana Ayoub, de Faculdade de Educação.
Essa conquista é fruto de muita mobilização e luta das profissionais da educação infantil. Foram abertas 40 vagas para este ano, com compromisso de mais 40 vagas para o próximo ano. Agora, a luta é pela ampliação das vagas para as demais redes da região e pela garantia de 1/3 da jornada para formação e planejamento dos trabalhos, na prática.
A vitória não é só das professoras, mas também dos pais e mães das crianças e de toda a sociedade que contarão com profissionais ainda mais capacitadas e um projeto educacional que trabalhará com uma nova visão de educação e, também, um novo papel para a universidade, voltada para a emancipação e valorização da arte, da cultura e da sociologia da criança.
“Para o STU o atendimento dessa reivindicação é uma vitória das profissionais da DEdIC, que entenderam a importância do aprimoramento profissional e da melhoria das suas atividades e, principalmente, das crianças, explicou a coordenadora geral do STU, Margarida Barbosa.
Para Zilda, ex-diretora do STU “Essa iniciativa do curso é uma vitória e uma conquista que vem sendo travada há muitos anos dentro da Unicamp. Esse projeto prova que a educação pode ser integradora, humana, social e emancipatória também… Acredito que é na militância dos movimentos de educação e sindical que construímos estas e outras consciências para avançar nessa universidade em relação a formação, carreira e tudo que temos direito”, concluiu Zilda.

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Vestibular 2016: resultados evidenciam necessidade de políticas de permanência

A reitoria divulgou no último dia 12 que 51,9% dos aprovados no vestibular deste ano são oriundos de escolas públicas. Do total de aprovados 22,36% são autodeclarados negros (pretos e pardos) ou indígenas. No aspecto social os dados são uma vitória da luta movida por entidades, organizações e movimentos por uma universidade mais inclusiva. No recorte racial, entretanto, a meta da própria universidade (35%) não foi mais uma vez atingida, o que evidencia a importância da Unicamp cumprir a legislação federal que assegura a reserva de vagas para afrodescendentes e indígenas como reparação histórica aos efeitos de uma sociedade construída sobre a base da escravidão e da discriminação racial.
Durante a coletiva que anunciou os números o reitor José Tadeu Jorge apontou que a Universidade ainda não sabe porque em alguns cursos é baixa a quantidade de inscritos no perfil socioeconômico e racial aos quais se destinam as políticas afirmativas.
A direção do sindicato saúda a vitória dos novos estudantes e reafirma as análises de estudiosos sobre o tema que apontam as desigualdades sociais e de raça no Brasil como elementos que rebaixam inclusive as perspectivas de muitos jovens, afastando-os da busca por uma formação de nível superior. É preciso avançar mais na superação desta chaga para construir uma universidade efetivamente democrática e popular. Além disso, potencializa-se agora para a Unicamp o desafio de promover políticas de permanência estudantil a fim de assegurar que estes jovens ingressantes tenham assegurado seu direito à conclusão dos cursos e também a importância da luta que o Fórum das Seis trava junto ao Cruesp por avanços do GT de Assistência Estudantil.

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Creche não reconhece direito dos pais Funcamp

O STU recebeu denúncias de que a Divisão de Educação Infantil e Complementar (DEdIC) está colocando impedimentos ao reconhecimento de pais funcionários da Funcamp, como os responsáveis por suas crianças. O sistema está negando o direito de pais colocarem filhos na creche ou receberem o auxilio criança. O direito está preservado apenas para mães.
O Estado e as instituições públicas deveriam atuar no sentido de garantir que a maternidade não significasse, em boa medida, o sacrifício da vida particular das mulheres. Isso se faz envolvendo os pais na responsabilidade dos cuidados e provendo serviços de atendimento das demandas que ainda são vistas como responsabilidades exclusivas das mulheres. O exemplo da creche da UNICAMP vai no sentido contrário. O STU solicitará uma reunião com a Divisão para apurar a situação e cobrar providências a respeito.