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porFernanda de Freitas

Resistência, tolerância e compromisso com a luta classista marcaram a cerimônia de plantio do Baobá

Cerimônia de Plantio do Baobá registra o fortalecimento da luta antirracista travada pelo STU

Dia 1º de dezembro foi um marco histórico na luta travada pelo STU contra o racismo e todas as formas de discriminação e opressão, dentro e fora da Unicamp

Realizamos o plantio da árvore ancestral, Baobá, com uma cerimônia religiosa de matriz africana conduzida pelo Babalorixá Moacyr de Xangô e sua família de axé.

O rito seguiu o propósito de preservar essa forte tradição de cultivo da árvore símbolo de cura, fartura e sabedoria para o povo africano. E foi feito com cantos, rezos e intenções de bênçãos para o espaço, as pessoas presentes e, principalmente, para a entidade e sua categoria.

Coordenadora Geral Marli Armelin

Pai Moacyr é presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas e, como militante defensor das Religiões de Matriz Africana, aproveitou a celebração para pedir paz e sabedoria para a nossa nação.

Em sua bênção, diante do Baobá, desejou que 2023 seja um ano em que o respeito e a tolerância permeiem as nossas relações e que a justiça social se faça presente.

Para a coordenadora geral do STU, Marli Armelin, essa cerimônia vai além do significado de resgate da ancestralidade. “É construir dentro da Universidade branca um espaço da negritude e incentivar a cultura de paz”.

A coordenadora explicou que já vivemos tanto preconceito e discriminação dentro da universidade, de estudantes e docentes brancos contra estudantes e docentes negros, respectivamente, que o único caminho “é incentivar as políticas públicas de inclusão e trazer cada vez mais a negritude para dentro da universidade”.

Coordenadora Geral Elisiene Lobo

O Baobá foi plantado próximo da “esquina de chegada” à sede do STU exatamente para que as pessoas possam ver a árvore símbolo da resistência negra.

“A partir de agora, a sede do sindicato, que foi construída com esforço e contribuição valorosa de cada associado/a, tem em sua entrada uma árvore milenar que marca a resistência histórica e a luta do povo negro por liberdade, respeito e direitos, valores pactuados e defendidos desde à fundação do STU”, disse a coordenadora geral, Elisiene Lobo.

Elisiene disse que o plantio significa também o nosso compromisso classista de seguir firme, como o Baobá, na defesa de uma Unicamp mais inclusiva e solidária e pela valorização do/a servidor/a.

Resistência negra dentro e fora da Universidade

É visível que a maioria dos/as trabalhadores negros/as estão em cargos mais precarizados e de menor rendimento. Aqui na Unicamp mesmo, há uma baixa representação de pretos e pardos em cargos de chefia.

Essa discrepância é apontada pelo Sistema Integrado de Dados Institucionais, o S-Integra, que revela que dos 1133 servidores/as que ocupam cargos de gestão na Unicamp cerca de 16,68% se declaram negros/pardos – representando apenas 189 funcionários/as.

Essa é só mais uma prova da necessidade de fortalecer as bandeiras das políticas de cotas para acesso aos serviços públicos e de garantia de mecanismos justos e democráticos de incentivo à progressão na carreira.

Diretor Robson de Almeida

Por isso, para o diretor Robson Almeida o ensinamento que o plantio nos remete é entender que devemos continuar sendo resistência. “Essa é a ideia da presença do Baobá dentro da Universidade, ainda que sejamos poucos dentro da Universidade. O STU quer que todos os trabalhadores negros se sintam representados.”.

Almeida vai mais além e declara que o Baobá é um símbolo de resistência negra e, assim como a árvore, o sindicato também é um espaço de resistência. “O Baobá é um marco que representa a resistência negra no mundo, não só na África ou no Brasil, e entendemos que o STU, por ser uma entidade engajada nas questões raciais e por direitos, que são negados há séculos aos negros, é muito simbólico ter esse marco aqui na sede.”.

A cerimônia contou com a valiosa participação da presidenta da ADunicamp, professora Maria Silvia Viccari Gatti, que saudou a diretoria pela importante iniciativa de resgate da história e da cultura negra e aproveitou para se colocar como um elo nesta corrente contra o racismo institucional.

Presidenta da ADunicamp, Silvia Gatti

Na quinta-feira, os sonhos de inúmeros militantes negros/as, que contribuíram e ainda contribuem com a luta antirracista em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária, foram depositados aos pés da árvore milenar que guarda a sede do STU.

porFernanda de Freitas

LIVE | Docentes negros nas Universidades Brasileiras hoje e os impactos das cotas étnico-raciais

Na sexta-feira (19/11), às 19h, a ADunicamp, em parceria com o STU, promove a live “Docentes negros nas Universidades Brasileiras hoje e os impactos das cotas étnico-raciais para mudanças no atual cenário”.

Participam do evento as docentes:

  • Luiza Oliveira, professora da Universidade Federal Fluminense;
  • Maria Valéria Barbosa, professora da Unesp de Marília e presidente da Comissão de Averiguação da Política de Reservas de Vagas para Pessoas Pretas e Pardas da Unesp;
  • Monica Abrantes Galindo, professora da Unesp de São José do Rio Preto.

A mediação será da professora Debora Cristina Jeffrey, professora da Faculdade de Educação da Unicamp.

O evento será transmitido no Facebook e, também, no canal da ADunicamp no YouTube: youtube.com/adunicamp. O STU irá retransmitir em seu Facebook esse evento.

Participe!

poradmin

Vestibular 2016: resultados evidenciam necessidade de políticas de permanência

A reitoria divulgou no último dia 12 que 51,9% dos aprovados no vestibular deste ano são oriundos de escolas públicas. Do total de aprovados 22,36% são autodeclarados negros (pretos e pardos) ou indígenas. No aspecto social os dados são uma vitória da luta movida por entidades, organizações e movimentos por uma universidade mais inclusiva. No recorte racial, entretanto, a meta da própria universidade (35%) não foi mais uma vez atingida, o que evidencia a importância da Unicamp cumprir a legislação federal que assegura a reserva de vagas para afrodescendentes e indígenas como reparação histórica aos efeitos de uma sociedade construída sobre a base da escravidão e da discriminação racial.
Durante a coletiva que anunciou os números o reitor José Tadeu Jorge apontou que a Universidade ainda não sabe porque em alguns cursos é baixa a quantidade de inscritos no perfil socioeconômico e racial aos quais se destinam as políticas afirmativas.
A direção do sindicato saúda a vitória dos novos estudantes e reafirma as análises de estudiosos sobre o tema que apontam as desigualdades sociais e de raça no Brasil como elementos que rebaixam inclusive as perspectivas de muitos jovens, afastando-os da busca por uma formação de nível superior. É preciso avançar mais na superação desta chaga para construir uma universidade efetivamente democrática e popular. Além disso, potencializa-se agora para a Unicamp o desafio de promover políticas de permanência estudantil a fim de assegurar que estes jovens ingressantes tenham assegurado seu direito à conclusão dos cursos e também a importância da luta que o Fórum das Seis trava junto ao Cruesp por avanços do GT de Assistência Estudantil.

porFernanda de Freitas

Hoje (30) tem ato público “Basta de Racismo”

ato_publico_contra_racismoHoje (30), às 16h, no Plenarinho da Câmara Municipal de Campinas ocorre o ato público “Basta de Racismo!”.

O evento faz parte da campanha permanente de combate ao racismo intitulada “É Racismo! Não é um mal entendido”.

O eixo central do ato público será o racismo institucional presente nos espaços sociais como escolas, universidades, hospitais etc.

O encontro também visa protestar contra o caso registrado na cidade da funcionária de uma escola estadual que foi vítima de ofensa racial proferida por uma colega de trabalho dentro da instituição.

O ato foi proposto pelo mandato do vereador Carlão do PT em conjunto com o grupo Força da Raça e demais entidades do movimento negro campineiro.

A Câmara de Vereadores fica na Av. da Saudade, 1004, Ponte Preta em Campinas.

porFernanda de Freitas

Tribunal de Rua da Juventude

Amanhã, 23/11,  às 13h, os jovens de Campinas estarão reunidos no Centro de Convivência para realizar o “Tribunal de Rua da Juventude: o Estado no banco dos réus”.

A ideia da atividade é reunir as diferentes juventudes da cidade para julgar e condenar o Estado Brasileiro pelas sistemáticas violações de direitos que a população mais pobre (jovem e negra, moradores das favelas e periferias) tem sido submetida, de maneira crescente nos últimos anos.

A juventude vem sendo constantemente criminalizada, oprimida e reprimida no que diz respeito ao acesso à cidade e ao transporte; à cultura e a arte; ao direito de lutar e de se organizar.

A criminalização das manifestações de rua, do movimento por moradia e as remoções de famílias, a luta pela terra, meio ambiente e direitos indígenas e quilombolas, direitos das mulheres e feminismo também serão importantes temas de debate do tribunal.

Vidas Perdidas e Racismo no Brasil
Este mês, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou na Nota Técnica nº 10 um levantamento sobre “Vidas Perdidas e Racismo no Brasil”, confira o documento em: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/131119_notatecnicadiest10.pdf

porFernanda de Freitas

Tempo e Memória: Olhar Negro sobre a Universidade

Começa nessa segunda-feira (18/11) e vai até dia dezembro (02/12) a exposição fotográfica “Tempo e Memória: Olhar Negro sobre a Universidade” organizada pelo STU por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra.

A mostra é um tributo à memória dos funcionários negros que construíram e ainda contribuem para o desenvolvimento da Unicamp.

A exposição reúne cerca de 120 imagens em preto e branco de pouco mais de 140 trabalhadores fotografados por Beeroth de Souza (FEF), Rafael Oliveira Jorge (Computação) e Kamá Ribeiro, além de fotos de arquivo produzidas pelo Departamento de Imprensa da entidade.

 

Igualdade ainda é uma realidade distante na universidade:

O serviço público durante muitos anos foi a porta de entrada no mercado de trabalho, em pé de igualdade, para os trabalhadores negros e não negros no Brasil. Pois era a forma em que a discriminação não conseguia filtrá-los pela impessoalidade da prova no concurso e da forma de correção.

Porém, a ascensão na carreira para os trabalhadores negros não avança na mesma velocidade que os trabalhadores brancos pelos fatores históricos: preconceito, racismo e a discriminação.

No Brasil, apesar de avanços nas reivindicações históricas dos movimentos negros, pontos importantes da bandeira de luta ainda não foram atendidos, tais como: cotas nas universidades e no mercado de trabalho, fim do genocídio da juventude negra, atenção especial à saúde da população negra e igualdade nos salários e nas ocupações nos postos de trabalho.

Na Unicamp, por exemplo, não temos negros ocupando setores importantes como direção de unidades, pró-reitorias, muito menos no cargo de reitor, mas encontraremos uma grande gama de trabalhadores ocupando as funções menos prestigiadas ou em trabalhos braçais. Os espaços onde encontramos trabalhadores negros ocupando funções fundamentais se dão depois de muita luta e investimento próprio deste segmento e, mesmo assim, a ascensão na carreira, às vezes, tarda a chegar.

A atual gestão da reitoria indicou uma trabalhadora negra em um dos setores de maior importância da universidade, é pouco! É preciso avançar ainda mais, afinal o percentual de trabalhadores negros chega a 50% ou mais na universidade.

A exposição fotográfica “Tempo e Memória: Olhar Negro sobre a Universidade” homenageia esses companheiros que refletem ao longo da história da Unicamp não só a dedicação na defesa do serviço público, gratuito e de qualidade, mas também um processo de militância em defesa dos direitos dos trabalhadores negros contra o racismo que ainda existe na universidade.

Confira a exposição e prestigie seus colegas de trabalho!

 

Programação:

Exposição:  “Tempo e Memória: Olhar Negro sobre a Universidade”

Data: 18/11 a 02/12

Horário: 8h30 às 22h (sendo no dia 02/12 até às 11h)

Local: Espaço Cultural Casa do Lago (Rua Érico Veríssimo, 1011, Cidade Universitária “Zeferino Vaz” – Unicamp)

 

 

 

 

porFernanda de Freitas

Campeonato de society, exposição e passeio estão na agenda do STU

Neste mês de novembro o STU tem uma série de atividades marcadas para integração da categoria. Acontecem nos próximos dias o Torneio de Futebol Society Zumbi dos Palmares e a exposição fotográfica “Tempo e Memória: Olhar Negro sobre a Universidade”. E no dia 30, será realizada a excursão a Águas de São Pedro e Santa Maria da Serra.

A exposição e o torneio são parte das homenagens promovidas pelo sindicato ao mês da Consciência Negra, que tem no 20 de novembro (data do assassinato do líder do maior quilombo da história da resistência à escravidão no Brasil, Zumbi dos Palmares) o ponto alto. A data é feriado em 1.047 municípios brasileiros, incluindo Campinas, como fruto da luta do movimento negro contra a discriminação racial que ainda é marca no país.

 

Torneio – O já tradicional campeonato de futebol society acontecerá entre os dias 9, 10, 16 e 17, com a final no dia 20 de novembro, na Associação Beneficente e Recreativa dos Subtenentes e Sargentos de Campinas (ABRSSC) à Rua Herculano Couto, 375 – Jardim Chapadão.

 

Exposição – A mostra de fotografias terá início no dia 18 e vai até o dia 29 no Espaço Cultural Casa do Lago, com imagens dos trabalhadores negros da Universidade em seus locais de trabalho.

 

Excursão – Os interessados em se inscrever para participar do passeio às cidades de Águas de São Pedro e Santa Maria da Serra ainda podem fazê-lo. A excursão acontece no dia 30 de novembro, com saída do Largo do Pará às 6h30 e retorno a Campinas previsto para às 16 horas. Com direito a passeio de barco e orientação de um guia turístico, a atividade promete muita diversão a custo acessível.

O valor do passeio para pessoas maiores de sete anos é de R$ 101,00. Crianças até seis anos pagam R$ 67,65 se viajarem em assento próprio ou R$ 33,35 (no colo de um adulto). As vagas são limitadas e as reservas devem ser feitas junto à secretaria do STU.

poradmin

Boletim 008/2013

Baixe aqui Boletim do STU 008/2013, distribuído no dia 26 de fevereiro de 2013.

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