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Unicamp reconhece verdade histórica após relatório da Comissão da Verdade

Na sexta-feira (18) a Comissão da Verdade e Memória ‘Octávio Ianni’ inaugurou a placa que denuncia o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco por seu papel decisivo no golpe de Estado de 1964 e na implantação da ditadura militar. A placa é também uma homenagem aos homens e mulheres da comunidade da Unicamp que durante a luta pela redemocratização sofreram violências físicas e morais. O marco foi descerrado ao lado do painel contendo o trecho da ata de lançamento da pedra fundamental da Unicamp, na Praça das Bandeiras, em atendimento a uma das recomendações do relatório final da comissão que funcionou de outubro de 2013 a março de 2015 com o objetivo de apurar os crimes cometidos pelo regime dos quartéis contra a comunidade universitária.
O STU apoiou a instalação e conclusões da Comissão Octávio Ianni e faz questão de lembrar especialmente os servidores técnico-administrativos perseguidos pela ditadura.

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Assembleia mantém encaminhamentos para a campanha salarial unificada

A assembleia da última quarta-feira (23) reafirmou o poscionamento aprovado no dia 9/3 de que a Campanha salarial Unificada deste ano
deve lutar pela reposição do ICV-Dieese de maio/2015 a abril/2016 mais 3% de recuperação parcial das perdas historicamente acumuladas, e
a reivindicação de 14,16% (em parcela única e igual para todos os trabalhadores) a título de recuperação da perda provocada pelo parcelamento do reajuste do ano passado, retroativo a data base.

Novamente os trabalhadores rejeitaram a proposta do Fórum de incluir na pauta unitária a luta pela mudança do teto salarial no Estado para o equivalente a 90,25% do subsídio de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

A decisão foi referendada por 41 votos pela manutenção da deliberação anterior contra 23 votos a favor de uma proposta similar à que foi provada na assembleia do Sintusp, que autorizava a inclusão do debate sobre o teto na luta unificada para fortalecer a mobilização unificada do Fórum das Seis. Dois servidores se abstiveram.

A coordenação do Fórum se reúne nesta segunda (28) com o objetivo de fechar a pauta unificada e discutir a entrega das reivindicações ao Cruesp.

Plenária da Fasubra – Na assembleia também foram eleitos os representantes da categoria à próxima plenária nacional estatutária da Fasubra. A atividade acontece de 1° a 3 de abril, em Brasília, e vai debater a conjuntura, carreira e a emergência internacional colocada pela epidemia do Zika vírus e como esse cenário afeta os direitos das mulheres trabalhadoras. Ficou decidido pela assembleia que os trabalhadores serão representados respeitando a proporcionalidade dos grupos que compõem a diretoria do sindicato. A Unicamp tem direito a cinco delegados ou delegadas à plenária (1 indicado pela Coletivo Alerta Unicamp, 1 do Vamos à luta!, 1 indicado pelo Coletivo Apesar e 1 representante da chapa Lutar pra Valer – Independência e Democracia na Base, que concorreram nas últimas eleições para a diretoria do sindicato e obtiveram votos necessários para integrar o colegiado). Além disso, um representante indicado pela diretoria do STU será também delegado à plenária.

Também foram aprovadas pela assembleia uma moção contra a punição da diretora do STU e da Fasubra Adriana Stella (leia abaixo) e o encaminhamento para a Comissão Nacional e  Estadual da Verdade de moção sugerindo a alteração dos nomes das rodovias estatuais e nacionais que contenham nomes de ditadores e apoiadores da ditadura militar.

 

Moção pela retirada das punições à Adriana Stella e anulação da Sindicância

A Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp vem manifestar irrestrito apoio e solidariedade à funcionária da Unicamp e diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) e da FASUBRA, Adriana Cristina de Toledo Stella, vítima de assédio moral em seu local de trabalho e de sindicância que determinou sua punição por não se calar e denunciar seu chefe assediador.

Adriana Stella sofreu assédio moral por seu chefe que repetida e sistematicamente a hostilizou, ridicularizou, inferiorizou, e culpabilizou por sua gravidez e sua atuação sindical junto à categoria.

Há exatamente um ano, a Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp já aprovou uma moção de apoio e retirada das punições. No mesmo ano, o tema das punições e perseguições aos ativistas foi alvo de debate com a Reitoria na Campanha Salarial. A Universidade assumiu que a prática de assédio moral é constante e assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público para coibir essa prática. O Reitor, chegou a assumir publicamente em reunião realizada junto ao STU que o processo de Adriana foi conduzido de forma irregular e que, portanto, deveria ser considerado como nulo.

Mesmo assim, passado quase um ano do processo que ficou engavetado na Reitoria desde abril de 2015 até o início do ano de 2016, ao início da Campanha Salarial deste ano a Reitoria encaminha ao STU comunicado informando que a sindicalista Adriana receberá as punições. Além de não cumprir o que o Reitor publicamente expressou em reunião gravada e não cumprir o TAC, a Reitoria se utiliza de métodos coercitivos para amedrontar os trabalhadores da Unicamp ao punir uma trabalhadora que denuncia o assédio.

A prática da Reitoria reforça que aqueles que não se calam e lutam contra o assédio e perseguição serão duramente punidos, como forma “exemplar” de calar a voz dos trabalhadores desta Universidade. Em época de Campanha Salarial, a Reitoria reforça ainda mais que irá perseguir aqueles que lutam.

A Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp considera grave a perseguição institucional e a tentativa de punição exemplar de uma trabalhadora que ousou não se calar frente ao assédio! Por isso, exige a imediata retirada das punições e anulação da Sindicância.

Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp

Campinas, 23 de março de 2016

porFernanda de Freitas

STU participará dos trabalhos da Comissão da Verdade e Memória da Unicamp

O STU foi convidado a colaborar com os trabalhos da Comissão da Verdade e Memória “Octávio Ianni” da Unicamp.

O objetivo é que o STU participe das reuniões de trabalho convocadas pela comissão não só acompanhando as atividades como também auxiliando no processo de documentação.

Na sexta-feira (16), às 10h, no Auditório II do IFCH, Boris Vargaftig, ex-docente da FCM dará um depoimento à comissão sobre sua prisão, em 1964, nas dependências da FCM. A atividade será acompanhada pelo STU.

Boris Vargaftig, nos primeiros meses que lecionava na FCM, em 1964, foi preso enquanto dava uma aula. Ficou preso durante 50 dias. Desta forma, desfaz-se a afirmação segundo a qual ninguém teria sofrido prisão dentro da Universidade (a rigor, naquela época a Universidade Campinas, da qual fazia parte a FCM, ainda não era Unicamp). Posteriormente, Boris – após desenvolver sua carreira científica no exterior (Institute Pasteur) – recebeu o título de Doutor Honoris causa pela Unicamp (1991).

A comissão foi instalada em outubro do ano passado para investigar fatos que tenham resultado em eventuais arbítrios e violações de direitos humanos praticados contra docentes, alunos e funcionários.

Por isso é importante que a comunidade universitária compareça as sessões para acompanhar os depoimentos e os trabalhos da Comissão da Verdade e Memória.

Para mais informações sobre a comissão acesse http://www.comissaoverdade.unicamp.br.

 

Comissão da Verdade e Memória “Octávio Ianni”

A Comissão da Verdade e Memória “Octávio Ianni” da Unicamp foi criada para investigar fatos que tenham resultado em eventuais arbítrios e violações de direitos humanos praticados contra docentes, alunos/as e funcionários/as.

A iniciativa mais incisiva para a criação de uma comissão na Unicamp partiu do professor aposentado Caio Navarro de Toledo, em carta aberta amplamente divulgada. Nela, foi enfatizada não somente a necessidade de se investigar atos de arbitrariedade cometidos durante a ditadura, como a importância de se eliminar os resquícios do AI-5 ainda presentes nas normas da Universidade.

Uma merecida homenagem foi feita a Octávio Ianni que, perseguido pela ditadura militar e aposentado compulsoriamente da USP, foi professor do Departamento de Sociologia e professor emérito da Unicamp. Um exemplo de dignidade e honestidade intelectual.

A Comissão está autorizada a recolher depoimentos, informações e documentos, assegurando, sempre que requerida, a não identificação do/a informante. Pode também requisitar informações e documentos de todos os órgãos da Universidade, além de convidar professores/as, funcionários/as e alunos/as que tenham vivenciado situações específicas de violações de seus direitos civis dentro da Universidade, ou qualquer outra pessoa que possa ter informações relevantes.

Como uma de suas atribuições, deverá encaminhar às Comissões da Verdade em âmbito nacional e estadual as informações obtidas; e recomendar a adoção, no âmbito da Unicamp, de medidas e políticas destinadas a prevenir a violação de direitos humanos. Outra tarefa será a elaboração de um relatório que contenha os resultados de seu trabalho de investigação, dando ampla divulgação a esse texto.

A Comissão da Verdade e Memória “Octávio Ianni” da Unicamp atuará pelo prazo de um ano a partir de sua instalação, com possibilidade de prorrogação, caso seja necessário. Preside a Comissão a professora Maria Lygia Quartim de Moraes, e seus membros titulares são os/as professores/as Wilson Cano (IE), Yaro Burian Júnior (FEEC), Ângela Maria Carneiro (IFCH), Caio Navarro de Toledo e o advogado Eduardo Garcia de Lima. Como suplentes, estão a doutoranda em sociologia Danielle Tega (IFCH) e a advogada Fernanda Cristina Covolan.

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Boletim 013/2014

Baixe aqui o Boletim 013/2014Boletim 013/2014, de 12 de Maio de 2014.

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