Categoria UNICAMP

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Nota de Pesar

Faleceu no último dia 19/03/2013 o funcionário aposentado da Divisão de Manutenção (Obras) Adelfino Guiraldi. Adelfino era pai de outros dois funcionários da universidade. O STU lamenta profundamente o falecimento e presta a sua solidariedade aos familiares e amigos.

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Com 53% dos votos válidos, Tadeu vence consulta para reitor

Voto dos funcionários definiu o resultado do pleito

O engenheiro de alimentos José Tadeu Jorge foi o vencedor no segundo turno da consulta indicativa para a escolha do próximo reitor da Unicamp. Com 53,32% dos votos válidos, Tadeu deixou em segundo lugar o médico Mario José Abdalla Saad, que somou 46,68% dos votos. O resultado foi anunciado por volta das 2h15 desta sexta-feira (22), no Ginásio da Faculdade de Educação Física.

O voto dos servidores técnico-administrativos mais uma vez foi decisivo para o resultado da consulta. Dos 5.943 funcionários que participaram do pleito, 4.038 votaram em Tadeu, contra 1.592 em Saad. Entre docentes e estudantes, a diferença entre os dois candidatos foi menor. Dos 1.655 professores que compareceram às urnas, 771 votaram em Tadeu e 839 em Saad. E entre os 4.190 estudantes, 2.084 votaram em Tadeu enquanto 2.009 preferiram Saad. As abstenções atingiram 16,03% entre docentes; 21,52% entre funcionários; e 83,91% entre estudantes.

Agora, o resultado da consulta será agora encaminhado ao Conselho Universitário (Consu) da Unicamp, que se reúne em sessão extraordinária no início de abril para aprovar a lista tríplice. Depois disso, cabe ao governador do Estado, com base na lista tríplice elaborada pelo Consu, escolher quem será o próximo reitor da Unicamp.

Posicionamento do STU

O STU não apoiou nenhum candidato durante a campanha e concentrou esforços em exigir que todos os reitoráveis se pronunciassem sobre as demandas da categoria. Com a definição de quem será de fato o novo reitor da Universidade, o STU acredita que o mais importante será mobilizar a categoria para que as promessas de campanha sejam cumpridas. O sindicato ressalta mais uma vez que discorda dos critérios antidemocráticos da consulta, que impõe pesos diferentes para os votos de cada uma das categorias e deixa a decisão final nas mãos do Governador do Estado.

Respostas de José Tadeu Jorge à Plataforma dos Trabalhadores da Unicamp

Salário – Restabelecer a igualdade dos salários da UNICAMP com os da Universidade de São Paulo (USP), resolvendo o problema da quebra da isonomia, criado nos últimos dois anos. Nossa proposta é estabelecer prioridade absoluta para essa questão, executando-a nos dois primeiros anos da gestão. Defender a posição de que as três universidades estaduais paulistas devem ter estruturas semelhantes de carreira. Contemplar os aposentados nos benefícios que tiverem base legal para aplicação.

Respeitar, evidentemente, as determinações legais para o teto salarial.

Área da Saúde – Viabilizar a implantação da jornada de 30 horas para os profissionais envolvidos nas atividades de assistência. Para tanto, providenciar a alteração dos contratos de 40 horas, hoje existentes, passando-os para 30 horas, sem redução salarial. Previamente à implantação da nova sistemática de funcionamento, adequar o quadro existente para que não ocorram deficiências no atendimento. Democratizar a gestão, propiciando condições de representatividade de todos os segmentos envolvidos, inclusive da sociedade. Estabelecer amplo debate interno sobre a autarquização já encaminhada ao Governo do Estado, definindo claramente os interesses da Unicamp.

Punições – Em nossa gestão como Reitor respeitamos integralmente o direito de greve e de organização no local de trabalho; não houve iniciativas de criminalização de ações sindicais e nem aplicação de mecanismos de intimidação ou repressão. Essas atitudes contrariam os fundamentos universitários de respeito à divergência, ao contraditório e à opinião de cada membro da comunidade. Fiéis a esses conceitos, propomos a revisão das punições aplicadas por motivação política ou uso de direitos de mobilização.

Terceirizações – Estabelecer uma Política de Reposição de Pessoal focada na promoção de concursos públicos. Criar grupo de trabalho para analisar e estabelecer critérios que permitam equacionar a terceirização e buscar a sua redução progressiva. No processo de gestão da Universidade, aprimorar cada vez mais as relações com a Funcamp, especialmente nos planos jurídico, trabalhista e funcional, visando à diminuição das diferenças de tratamento dos contratados.

Carreira – A carreira PAEPE foi implantada em 2003, após intenso, amplo e participativo processo de debates com a comunidade.

Infelizmente, em 2010, a carreira foi alterada, sem um processo de discussão com a comunidade, e levando a vários retrocessos. Nessa conjuntura, propomos:

‐ Realizar ampla revisão da carreira PAEPE;

‐ Valorizar e reconhecer os profissionais pelas experiências acumuladas e atividades exercidas;

‐ Estabelecer, com clareza, critérios e parâmetros objetivos para enquadramento e progressão;

‐ Resgatar o processo de estímulo à qualificação profissional do funcionário, que ficou conhecido como “reconhecimento dos títulos” e foi lamentavelmente desativado em 2010.

O processo de avaliação de desempenho foi implantado em 2008, durante nossa gestão anterior, depois de mais de dez anos sem ser realizado na UNICAMP. Também sofreu mudanças em 2010, que descaracterizaram a proposta inicial. Nessas condições propomos:

‐ Realizar ampla revisão da metodologia adotada atualmente, implementando indicadores de avaliação do trabalho efetivamente realizado no dia a dia e não apenas quesitos que avaliam o comportamento e o relacionamento dos funcionários;

‐ Definir na proposta orçamentária os recursos destinados ao processo de avaliação de desempenho. Revogar a Resolução relativa ao ESTÁGIO PROBATÓRIO, substituindo-a, após ampla discussão, por instrumento que consagre o conceito de que se trata de um período destinado à integração do funcionário, à aquisição do conhecimento das rotinas do trabalho e à adaptação à cultura da unidade/órgão.

Direitos Sociais – Em relação à DEdIC: Recuperar os espaços físicos, dotando-os da qualidade necessária; Agilizar os projetos de expansão desses espaços, procurando atender à demanda por vagas; Construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) de maneira participativa; Dar mais representatividade ao Conselho Escolar e respeitar suas atribuições deliberativas; Zelar pela efetiva gestão democrática, conforme previsto na Constituição do Brasil.

Investir na reforma dos restaurantes universitários, implantando ou modernizando os equipamentos de produção. Descentralizar a elaboração das refeições, medida indispensável para estabelecer uma efetiva melhoria da qualidade. Realizar estudos para dimensionar a necessidade de implantar outros pontos de serviço.

Estimular o uso dos fretados reduzindo seu custo para os servidores. Intensificar a fiscalização dos contratos para garantir a qualidade do conforto do usuário, além da segurança.

Transparência – Implantação da estrutura do Serviço de Informações ao Cidadão, previsto na lei de acesso à informação (lei 12.527/2011).

Democratização – Estabelecer, de imediato, processo de revisão dos Estatutos da UNICAMP, garantindo ampla oportunidade de discussão de todos os tópicos, através de reuniões abertas em todas as unidades/órgãos da universidade, entidades representativas e colegiados institucionais. A maioria dos temas listados neste eixo é de assuntos estatutários e encontrarão nesse processo de revisão a oportunidade de consideração, debate e decisão.

As pautas de reivindicações das entidades devem ser tratadas em reuniões periódicas mensais ao longo do ano e não apenas por ocasião da data base.

O capítulo do nosso Programa de Gestão dedicado à Graduação trata do tema “Formas de Ingresso”, propondo amplo debate sobre todas as alternativas existentes.

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Trabalhadores da biblioteca do IEL fazem esforço redobrado para recuperar acervo após incêndio

Rodrigo Cruz

Os trabalhadores da biblioteca do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) responsáveis diretos pelo cuidado diário dos livros trabalham em ritmo intenso para recuperar as obras que estavam nos setores atingidos pelas chamas do incêndio ocorrido no último dia 3: o atendimento e processamento técnico, local aonde os livros recém-chegados são catalogados e preparados para integrar o acervo. A área em questão encontra-se isolada desde o dia do sinistro. O atendimento ao público foi suspenso temporariamente e as devoluções de livros estão acontecendo na Biblioteca Central e no CEDAE (Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio).

O STU realizou no último dia 9 uma visita aos funcionários da biblioteca, uma das maiores da Unicamp, para manifestar solidariedade e verificar as condições de trabalho. Durante a visita, a direção do sindicato certificou-se de que os funcionários estão trabalhando em boas condições de higiene e segurança. Todos dispõem de equipamentos de segurança para evitar o contato direto com a fuligem que se espalhou pelo local. Todo o trabalho de recuperação do acervo ocorre do outro lado do prédio, onde também foi improvisado um espaço de convivência para a equipe. Uma sala provisória foi cedida pela diretoria do IEL para abrigar os bibliotecários que tiveram suas salas de trabalho destruídas pelo incêndio.

Segundo a coordenadora da biblioteca, Ana Llagostera, nenhum funcionário foi obrigado a trabalhar nessa etapa de recuperação do acervo, mas em função do profissionalismo e da ligação emocional com os livros, a maior parte da equipe optou por participar do processo, que inclui a limpeza das obras atingidas pela fuligem e a restauração dos livros parcialmente queimados ou molhados durante o resgate do Corpo de Bombeiros. Paralelamente, uma equipe de manutenção trabalha para limpar a área atingida pelo incêndio.

A Polícia Civil ainda investiga as causas do incidente, mas, também de acordo com Ana Llagostera, já foi afastada a hipótese de crime doloso. Um laudo pericial deve ser divulgado nas próximas semanas, mas acredita-se que o incidente tenha sido resultado de uma falha na rede elétrica.

“Uma servidora mais antiga foi inclusive dispensada até que essa fase mais difícil seja superada. A equipe está unida e trabalhando para fazer um balanço dos prejuízos e reestabelecer o atendimento à comunidade o mais breve possível”. Visivelmente emocionada, Ana lamentou que sua sala de trabalho tenha sido destruída pelo sinistro. “É como se eu nunca tivesse trabalhado aqui. A minha história funcional na Unicamp estava toda lá dentro”, desabafou a bibliotecária.

Balanço dos prejuízos

Segundo Crisllene Custódio, profissional de biblioteconomia do IEL, uma parte significativa dos livros que se encontravam no atendimento e no processamento técnico no momento do incêndio deverá ser recuperada. “Quando aconteceu o incidente eu fiquei arrasada, mas no dia seguinte, quando tivemos acesso a uma área menos atingida, resgatamos muitos livros e eu fiquei muito esperançosa. O apoio da comunidade também tem sido importante. Recebemos muita solidariedade e estamos confiantes”.

Embora ainda não seja possível fazer um balanço dos prejuízos, a equipe acredita que boa parte dos cerca de 500 exemplares que estavam no local do incêndio poderá ser devolvida em breve ao acervo da biblioteca. A parte mais difícil da recuperação acontece atualmente nas dependências da Biblioteca Central, onde parte dos bibliotecários do instituto trabalha com a restauração dos exemplares mais atingidos.

STU acredita que faltam investimentos em manutenção e estrutura

O STU aproveita a oportunidade para lamentar o ocorrido e manifestar mais uma vez a sua solidariedade aos trabalhadores da biblioteca do IEL e a toda a comunidade do Instituto, que teve sua rotina acadêmica drasticamente alterada com o incêndio. O sindicato acredita que situações como esta poderiam ser evitadas caso a reitoria Fernando Costa tivesse priorizado, em seus quatro anos de gestão, a restauração dos prédios já existentes em vez de gastar milhões com obras criticadas pela comunidade acadêmica e em aquisições como a Fazenda Argentina, cuja compra foi amplamente questionada pela imprensa e pela comunidade universitária devido à falta de transparência.

O STU também acredita que a Universidade deveria investir mais recursos na prevenção de incêndios, para que outros espaços como a Biblioteca do IEL, que abriga obras de grande valor e interesse público, não venham a sofrer incidentes desta natureza. O Departamento de Imprensa apurou que a Unicamp possui uma seção específica para esta finalidade, a Seção de Prevenção e Combate a Incêndios (SPCI), braço da Divisão de Segurança e Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (DSSO), mas que esta funciona apenas de segunda à sexta-feira. A Vigilância da Unicamp também informou que já existe um projeto para criar uma brigada de incêndio interna à Universidade, mas que ainda não tem previsão para sair do papel. A equipe deverá ser formada por profissionais da segurança treinados especialmente para lidar com casos de incêndio.

Estudantes realizam ato para pedir providências à reitoria

Um protesto organizado por estudantes do IEL no dia 14 cobrou ações da reitoria em relação ao incêndio que paralisou as atividades no local. Com cartazes e faixas, dezenas de estudantes se reuniram em frente do Centro Acadêmico, que fica no mesmo Instituto, para fazer um enterro simbólico do prédio da biblioteca. Eles pediram a restauração imediata do prédio, cobram informações sobre os prejuízos e esclarecimentos sobre os investimentos destinados para o local.

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Estudantes denunciam casos de agressão homofóbica na Unicamp

Rodrigo Cruz

Estudantes da Unicamp utilizaram as redes sociais neste fim de semana para denunciar diversos casos de agressões homofóbicas ocorridas dentro da Universidade na última quinta (14) e sexta-feira (15) durante as festas da “Calourada Integrada” e “Babado de Verão”, respectivamente.

De acordo com o depoimento do estudante agredido durante a “Calourada Integrada” do DCE na quinta-feira, tudo começou quando ele e o rapaz que estava em sua companhia foram hostilizados por um homem não identificado que usava uma máscara. Posteriormente, um grupo de cerca de oito homens lançou uma garrafa de vidro contra ele. Indignado, o estudante cobrou satisfações do grupo, que respondeu com socos e pontapés. Um dos agressores chegou a dizer que portava um instrumento perfurante e que poderia usá-la a qualquer momento. Duas testemunhas chegaram a presenciar o ataque e prestaram socorro à vítima, dispersando os agressores.

Ainda abalados, os dois rapazes denunciaram publicamente o ocorrido no palco da festa. O evento foi interrompido em solidariedade e os militantes do DCE conseguiram identificar os autores do ataque a partir de relatos das vítimas. Segundo informações da entidade, os agressores não possuem vínculo com a Universidade. Por telefone, a diretora do DCE Unicamp Débora Lima lamentou o ocorrido e reforçou que o Diretório Central dos Estudantes atua cotidianamente no combate à homofobia, lesbofobia e transfobia por meio de ações de conscientização aos estudantes.

Violência obriga estudantes a encerrarem festa mais cedo

Na sexta-feira, as agressões homofóbicas se repetiram durante a festa “Babado de Verão”, organizada por estudantes LGBT como parte da programação da “Calourada Colorida”. Segundo testemunhas, os ataques físicos e verbais a gays, lésbicas e travestis ocorreram no entorno da festa, realizada no Ciclo Básico, e também próximo aos banheiros, onde os participantes eram abordados de forma violenta. Por diversas vezes, a organização do evento precisou interromper a música para denunciar novos casos de agressão e alertar os participantes sobre possíveis ataques. Por questões de segurança, a festa foi encerrada mais cedo.

Em nota divulgada neste fim de semana, a organização da Calourada Colorida, cuja programação continua esta semana, lamentou o ocorrido e pediu aos participantes do “Babado de Verão” que sofreram algum tipo de agressão que denunciem o fato por meio de mensagem privada ao perfil da Calourada no Facebook. O objetivo é fazer um registro dos casos e obter “um panorama mais detalhado dos acontecimentos”. Procurado pela nossa reportagem, o DCE também lamentou as agressões ocorridas na “Calourada Colorida”.

O STU repudia os casos de agressão homofóbica, lesbofóbica e transfóbica contra estudantes da Unicamp e toda a forma de violência física, verbal e simbólica que tenha como objetivo desqualificar pessoas não-heterossexuais por sua orientação sexual ou identidade de gênero. A gestão “Vamos à Luta” tem encampado diversas ações de combate à homofobia, conscientização da comunidade universitária sobre temas relacionados aos direitos humanos e, mais recentemente, da luta contra a nomeação do Deputado Federal Marco Feliciano, conhecido por suas declarações racistas e homofóbicas, à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

“Fora Feliciano” em Campinas

No último sábado, o STU esteve presente no ato “Fora Feliciano!” em Campinas, do qual foi um dos organizadores. Representantes da sociedade civil, de diferentes entidades e partidos políticos pediram a saída do deputado da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Para o sindicato, os casos de violência na Universidade e na sociedade de uma maneira geral estão diretamente relacionados com o avanço conservador no Congresso Nacional e na demais esferas da vida pública.

porFernanda de Freitas

Candidatos se esquivam de compromisso com implementação imediata da isonomia e 30 horas

No debate promovido nesta segunda-feira (18) pelo STU, Adunicamp e DCE, os professores José Tadeu Jorge e Mário Saad voltaram a confrontar suas propostas para a gestão da Universidade nos próximos quatro anos.

Os candidatos à sucessão do reitor Fernando Costa, no geral, assim como na segunda rodada de sabatinas realizada pelo STU no dia 13, não avançaram nos compromissos com as demandas da comunidade universitária.

Na sabatina, cujos vídeos estão disponíveis no site do sindicato na internet <www.stu.org.br>, os candidatos foram mais uma vez inquiridos sobre o pleito dos trabalhadores de implementação imediata da isonomia dos pisos salariais com a USP e a retomada da jornada de 30 horas na área da saúde. Esta edição do Boletim do STU traz a transcrição dos principais trechos das conversas.

Antes de votar, não deixe de conferir os vídeos da sabatina, debates e as respostas dos reitoráveis à plataforma dos trabalhadores no site do STU.

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Trabalhadores aprovam em assembleia os eixos centrais da Campanha Salarial 2013

Rodrigo Cruz

Os trabalhadores da Unicamp aprovaram os eixos centrais da Campanha Salarial Unificada 2013 em assembleia geral realizada hoje no Ciclo Básico. De acordo com a proposta do Fórum das Seis, referendada por unanimidade pela categoria, o tratamento isonômico entre os servidores das universidades estaduais paulistas será o centro da pauta deste ano, bem como a democratização das estruturas de poder das instituições. Em relação ao índice de reajuste, os presentes aprovaram a proposta de construção de um reajuste salarial que considere a inflação e recupere as perdas históricas (tendo como referência o ano de 1989)

Sucessão na Unicamp demonstra força da luta dos trabalhadores

Durante a assembleia, os trabalhadores debateram as perspectivas de intervenção da categoria no período da Campanha Salarial. Todos foram unânimes em reconhecer que o primeiro turno da consulta para reitor evidenciou a força da pauta dos funcionários técnico-administrativos. Para o diretor do STU Paulo Gouvêia (CLE), isso só foi possível devido à greve por isonomia realizada em 2011. “Graças a essa mobilização, hoje todos os candidatos são obrigados a se posicionar sobre as nossas reivindicações, especialmente sobre a questão da isonomia”.

Para o diretor Antônio Alves, o Toninho, o processo de consulta para reitor deste ano foi pautado inteiramente pelos trabalhadores técnico-administrativos. Toninho lembrou que o STU teve um papel fundamental nesse processo ao convocar a assembleia que definiu a plataforma de reivindicações da categoria, em novembro do ano passado. O documento serviu de base para as sabatinas com os candidatos realizadas em janeiro deste ano pelo STU em parceria com o DCE Unicamp e a Adunicamp, além de subsidiar debates e entrevistas durante a campanha para reitor.

Para casar o processo de sucessão para reitor com o início da Campanha Salarial 2013, foi sugerido que o sindicato convoque para o mês de abril um ato para comemorar o fim da gestão Fernando Costa, considerada pela categoria uma das piores gestões da história da Universidade, e outro durante a posse do novo reitor para cobrar o compromisso com as pautas assumidas durante a campanha. A proposta foi aprovada pelo plenário e deve ser referendada na próxima assembleia, quando o calendário de mobilização da Campanha será definido.

Próxima Passos

Com a aprovação dos eixos da Campanha Salarial 2013, o STU levará as contribuições dos funcionários da Unicamp para a próxima reunião do Fórum das Seis na semana que vem. Depois disso terá início uma nova rodada de assembleias nas três universidades, com o objetivo de definir calendário e pautas da Campanha. Como de costume, também será definida em breve a pauta específica de cada Universidade.

Na Unicamp, a preparação para a Campanha Salarial terá ainda uma rodada de reuniões nas unidades, que terão início assim que terminar o segundo turno da consulta para reitor.

Entenda porque as assembleias da Campanha Salarial começaram mais cedo este ano

A Campanha Salarial, que tradicionalmente tem início no mês de maio, começa mais cedo este ano. O motivo da antecipação das primeiras assembleias pelo Fórum das Seis foi a medida arbitrária do Cruesp anunciada no último dia 7 de fevereiro, que “reestruturou” a carreira docente nas universidades estaduais paulistas conferindo reajuste salarial apenas aos docentes MS-6.

Além disso, na Unicamp, diante da auditoria do Tribunal de Contas do Estado referente ao exercício de 2011, que apontou o recebimento de supersalários na alta cúpula da Universidade, e das notícias veiculadas na imprensa nacional sobre a reserva orçamentária de R$ 1,1 bilhão, já está evidente que a Universidade tem dinheiro su­ficiente para conceder a isonomia salarial aos funcionários imediatamente.

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Assembleia geral discute pauta de reivindicações nesta 5ª

Os trabalhadores da Unicamp já preparam a mobilização para a Campanha Salarial 2013, com foco na reivindicação da retomada imediata da isonomia salarial. Nesta quinta-feira (14) a assembleia geral da categoria dará o pontapé inicial para a construção desse calendário, a partir do meio-dia na sala CB6 do Ciclo Básico.

Isonomia já!

A campanha, que tradicionalmente tem início no mês de maio, começa mais cedo este ano. A causa da antecipação das primeiras assembleias pelo Fórum das Seis é a medida arbitrária do Cruesp anunciada no último dia 7 de fevereiro, que “reestruturou” a carreira docente nas universidades estaduais paulistas conferindo reajuste salarial de 3,41% apenas aos docentes MS-6.

Além disso, na Unicamp, diante da auditoria do Tribunal de Contas do Estado referente ao exercício de 2011, que apontou o recebimento de supersalários na alta cúpula da Universidade, e das notícias veiculadas na imprensa nacional sobre a reserva orçamentária de R$ 1,1 bilhão, já está evidente que a Universidade tem dinheiro su­ficiente para conceder a isonomia salarial aos funcionários imediatamente. Não podemos esperar mais dois ou quatro anos, como propõem os candidatos ao segundo turno da consulta para reitor.

É muito importante que toda a categoria esteja presente. Divulgue no seu local de trabalho e reserve um horário do seu intervalo de almoço para participar. Vamos à luta!

A Assembleia acontece a partir do meio-dia, na sala CB6 do Ciclo Básico.

 

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STU disponibiliza ônibus para Audiência Pública sobre o PIMESP nesta quarta-feira

Acontece amanhã (13) às 17h, no auditório Franco Montouro da Assembleia Legislativa do Estado (ALESP) uma Audiência Pública para debater o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (PIMESP), do governo do Estado de São Paulo e do CRUESP. A audiência foi aprovada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que convocou ainda os três Reitores das Universidades Estaduais Paulistas, João Grandino Rodas (Reitor da USP), Fernando Ferreira Costa (Reitor da UNICAMP) e Júlio Cezar Durigan (Reitor da UNESP) para discutir com a população as questões referentes ao programa e a política de cotas para as instituições.

O STU disponibilizará ônibus para os interessados em participar da audiência. Os interessados devem se inscrever na secretaria do sindicato.

Telefones: (19) 3521.7412 — 3521.7147 –3289.4242 — 3289.3502

 

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Confira aqui o que dizem os candidatos sobre a plataforma dos trabalhadores

Depois de quase seis horas de apuração no Ginásio da Faculdade de Educação Física (FEF), a Comissão Organizadora da Consulta (COC) divulgou por volta das 3 horas desta sexta-feira (8) que o engenheiro de alimentos José Tadeu Jorge e o médico Mario José Abdalla Saad disputarão o segundo turno da consulta para a escolha do próximo reitor da Unicamp. Tadeu recebeu 48,30% dos votos válidos ponderados contra 40,08% conquistados por Saad.

O engenheiro elétrico José Claudio Geromel ficou em terceiro lugar com 6,70% dos votos, enquanto o historiador Edgard Salvatori De Decca, que obteve 4,93%, terminou na quarta posição. Com o resultado, Geromel e De Decca estão fora da disputa.

A grande surpresa do primeiro turno ficou por conta do resultado da votação entre os funcionários. Enquanto Tadeu e Saad obtiveram o mesmo número de votos entre os docentes (714), Tadeu predominou entre os funcionários com 3.867 votos, número que foi decisivo para a vitória do engenheiro neste primeiro turno. Entre os estudantes, Saad prevaleceu com 1.266 votos. As abstenções chegaram a 13,30% entre docentes; 18,23% entre funcionários; e 90,65% entre estudantes.

O segundo turno da consulta está marcado para acontecer entre os dias 20 e 21 de março. Depois disso o resultado será encaminhado ao Conselho Universitário (Consu) da Unicamp, que se reúne em sessão extraordinária ainda em abril. O próximo reitor tomará posse no mesmo mês para um mandato de quatro anos.

Posicionamento do STU

O STU não apoia nenhum candidato e acredita que o mais importante é mobilizar a categoria para que as promessas de campanha sejam cumpridas. Para isso, recomenda a todos os funcionários que se informem sobre os posicionamentos dos candidatos por meio das entrevistas disponíveis no site www.stu.org.br e na Edição 01/2013 do Jornal do STU. O sindicato ressalta mais uma vez que discorda dos critérios antidemocráticos da consulta, que impõe pesos diferentes para os votos de cada uma das categorias e deixa a decisão final nas mãos do Governador do Estado.

Respostas de Tadeu e Saad durante a sabatina realizada pelas entidades em 29 de janeiro

DEdIC

Isonomia

Supersalários

Democracia e relação com as entidades

Respostas de Tadeu e Saad à plataforma dos trabalhadores

José Tadeu Jorge

Salário – Restabelecer a igualdade dos salários da UNICAMP com os da Universidade de São Paulo (USP), resolvendo o problema da quebra da isonomia, criado nos últimos dois anos. Nossa proposta é estabelecer prioridade absoluta para essa questão, executando-a nos dois primeiros anos da gestão. Defender a posição de que as três universidades estaduais paulistas devem ter estruturas semelhantes de carreira. Contemplar os aposentados nos benefícios que tiverem base legal para aplicação.
Respeitar, evidentemente, as determinacões legais para o teto salarial.

Área da Saúde – Viabilizar a implantação da jornada de 30 horas para os profissionais envolvidos nas atividades de assistência. Para tanto, providenciar a alteração dos contratos de 40 horas, hoje existentes, passando-os para 30 horas, sem redução salarial. Previamente à implantação da nova sistemática de funcionamento, adequar o quadro existente para que não ocorram deficiências no atendimento. Democratizar a gestão, propiciando condições de representatividade de todos os segmentos envolvidos, inclusive da sociedade. Estabelecer amplo debate interno sobre a autarquização já encaminhada ao Governo do Estado, definindo claramente os interesses da Unicamp.

Punições – Em nossa gestão como Reitor respeitamos integralmente o direito de greve e de organização no local de trabalho; não houve iniciativas de criminalização de ações sindicais e nem aplicação de mecanismos de intimidação ou repressão. Essas atitudes contrariam os fundamentos universitários de respeito à divergência, ao contraditório e à opinião de cada membro da comunidade. Fiéis a esses conceitos, propomos a revisão das punições aplicadas por motivação política ou uso de direitos de mobilização.

Terceirizações – Estabelecer uma Política de Reposição de Pessoal focada na promoção de concursos públicos. Criar grupo de trabalho para analisar e estabelecer critérios que permitam equacionar a terceirização e buscar a sua redução progressiva. No processo de gestão da Universidade, aprimorar cada vez mais as relações com a Funcamp, especialmente nos planos jurídico, trabalhista e funcional, visando à diminuição das diferenças de tratamento dos contratados.

Carreira – A carreira PAEPE foi implantada em 2003, após intenso, amplo e participativo processo de debates com a comunidade.
Infelizmente, em 2010, a carreira foi alterada, sem um processo de discussão com a comunidade, e levando a vários retrocessos. Nessa conjuntura, propomos:
‐ Realizar ampla revisão da carreira PAEPE;
‐ Valorizar e reconhecer os profissionais pelas experiências acumuladas e atividades exercidas;
‐ Estabelecer, com clareza, critérios e parâmetros objetivos para enquadramento e progressão;
‐ Resgatar o processo de estímulo à qualificação profissional do funcionário, que ficou conhecido como “reconhecimento dos títulos” e foi lamentavelmente desativado em 2010.
O processo de avaliação de desempenho foi implantado em 2008, durante nossa gestão anterior, depois de mais de dez anos sem ser realizado na UNICAMP. Também sofreu mudanças em 2010, que descaracterizaram a proposta inicial. Nessas condições propomos:
‐ Realizar ampla revisão da metodologia adotada atualmente, implementando indicadores de avaliação do trabalho efetivamente realizado no dia a dia e não apenas quesitos que avaliam o comportamento e o relacionamento dos funcionários;
‐ Definir na proposta orçamentária os recursos destinados ao processo de avaliação de desempenho. Revogar a Resolução relativa ao ESTÁGIO PROBATÓRIO, substituindo-a, após ampla discussão, por instrumento que consagre o conceito de que se trata de um período destinado à integração do funcionário, à aquisição do conhecimento das rotinas do trabalho e à adaptação à cultura da unidade/órgão.

Direitos Sociais – Em relação à DEdIC: Recuperar os espaços físicos, dotando-os da qualidade necessária; Agilizar os projetos de expansão desses espaços, procurando atender à demanda por vagas; Construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) de maneira participativa; Dar mais representatividade ao Conselho Escolar e respeitar suas atribuições deliberativas; Zelar pela efetiva gestão democrática, conforme previsto na Constituição do Brasil.
Investir na reforma dos restaurantes universitários, implantando ou modernizando os equipamentos de produção. Descentralizar a elaboração das refeições, medida indispensável para estabelecer uma efetiva melhoria da qualidade. Realizar estudos para dimensionar a necessidade de implantar outros pontos de serviço.
Estimular o uso dos fretados reduzindo seu custo para os servidores. Intensificar a fiscalização dos contratos para garantir a qualidade do conforto do usuário, além da segurança.

Transparência – Implantação da estrutura do Serviço de Informações ao Cidadão, previsto na lei de acesso à informação (lei 12.527/2011).

Democratização – Estabelecer, de imediato, processo de revisão dos Estatutos da UNICAMP, garantindo ampla oportunidade de discussão de todos os tópicos, através de reuniões abertas em todas as unidades/órgãos da universidade, entidades representativas e colegiados institucionais. A maioria dos temas listados neste eixo é de assuntos estatutários e encontrarão nesse processo de revisão a oportunidade de consideração, debate e decisão.
As pautas de reivindicações das entidades devem ser tratadas em reuniões periódicas mensais ao longo do ano e não apenas por ocasião da data base.
O capítulo do nosso Programa de Gestão dedicado à Graduação trata do tema “Formas de Ingresso”, propondo amplo debate sobre todas as alternativas existentes.

Mário Saad

Salário – a) Equiparação dos pisos salariais com a USP: Temos como meta atingir a isonomia salarial com a USP. Pela nossa avaliação a isonomia poderá ser alcançada em quatro anos;
b) Unificação de tabelas de vencimentos das três Universidades e do Centro Paula Souza: É altamente desejável mas não depende apenas da UNICAMP;
c) Aplicação plena……25.000,00: O teto vem sendo aplicado. Pela fórmula de cálculo, que é feito conforme a decisão do Supremo Tribunal Federal, deve ser excluída da remuneração todas as incorporações que ocorreram até 2003. E este calculo vem sendo aplicado pelas três Universidades Públicas Paulistas;
d) Extensão dos benefícios aos aposentados: Os benefícios aos aposentados, tal como o auxílio alimentação, esbarra em decisão do Supremo Tribunal Federal porque se trata de verbas indenizatórias aplicadas em função do exercício de atividade.

Área da saúde – a) Não autarquização da área da Saúde: Defendemos a autarquização, vide nosso programa, que pode ser lido no endereço http://www.nocaminhocerto.org/site/index.php/programa.
b) Restabelecimento da jornada de 30 horas: Assinamos um documento organizado pelas lideranças da área da enfermagem, nos comprometendo com a viabilização da jornada de 30 horas;
c) Implantação do Controle Social na Área da Saúde sob a gestão da UNICAMP: Somos favoráveis.

Punições – a) Garantia do direito de greve e a organização local do trabalho: O direto de greve está previsto na Constituição e a lei deve ser respeitada por todos os envolvidos;
b) Não a criminalização das ações sindicais com a revogação de todas as punições, retirada dos processos decorrentes das ações políticas e sindicais e reversão das demissões políticas. O nosso histórico mostra que nós não criminalizamos o movimento sindical;
c) Retirada dos F3 relativos à greve 2011, com a consequente devolução dos descontos e dos benefícios decorrentes (férias, quinquênios, etc): Este item pode fazer parte de uma pauta de negociação;
d) Não utilização dos descontos como mecanismo de intimidação dos movimentos grevistas: Vide resposta do item anterior.

Terceirizações – a) Fim das terceirizações: Podemos estudar quais deveriam ser finalizadas;
b) Isonomia salarial e de benefícios dos trabalhadores contratados através da FUNCAMP com os contratados pela UNICAMP: Somos a favor, no entanto, é o fluxo financeiro dos convênios que determina a remuneração.

Carreira – a) Não implantação de Metas de Produtividade na UNICAMP: Em tese de acordo com a não implantação, porém é um tema que deverá ser discutido com a comunidade;
b) Revogação da última alteração na carreira PAEPPE (2010): Podemos discutir. Mas revogar para substituir para qual carreira? Os últimos três processos avaliatórios contemplaram praticamente 100 % dos servidores;
c) Rediscussão com o STU…Paula Souza: De acordo com a discussão mas a carreira da FASUBRA tem plano de metas;
d) Revogação das portarias GR 34/2010 e 32/2012: Este item pode fazer parte de uma pauta de negociação.

Direitos sociais – a) Ampliação do DEDIC: Em nosso programa colocamos questões essenciais para o DEDIC;
b) Ampliação do CECOM: De acordo;
c) Ampliação e investimento: De acordo;
d) Moradia para funcionários com atenção especial ao Residencial Arlete Cardoso Lins Teixeira: De acordo, mas dependemos do Governo do Estado de São Paulo;
e) Redução gradual: Faremos estudos sobre esta proposta.

Transparência – a) Garantia da lei do acesso à informação: A UNICAMP já tem um portal para isso. Podemos aprimorá-lo;
b) Disponibilização> A UNICAMP já faz isto. Quanto à FUNCAMP, isto depende dela.
c) Disponibilização: De acordo.

Democratização – a) Alteração da data: Submeteremos à decisão do CONSU;
b) Eleições diretas e paritárias: Avaliamos que a consulta a comunidade deve permanecer da forma como está;
c) Paridade nos órgãos colegiados: Idem resposta anterior.
d) Agenda real: Iremos instituir a Reitoria de Portas abertas que atenderá esta reivindicação;
e) Revogação: É necessário especificar estes artigos para uma resposta e a futura discussão no CONSU;
f) Cotas raciais: Somos favoráveis à inclusão social.

Íntegra da plataforma apresentada aos reitoráveis

SALÁRIO
a) Equiparação dos pisos salariais com a USP;
b) Unificação das tabelas de vencimentos das três Universidades e do Centro Paula Souza;
c) Aplicação plena do teto constitucional, de modo que nenhum servidor docente ou técnico-administrativo da Unicamp ganhe acima do salário do governador (atualmente em R$ 18.700,00) ou do Procurador-Geral do Estado (atualmente em cerca de R$ 25.000,00);
d) Extensão dos benefícios aos aposentados.

ÁREA DA SAÚDE
a) Não autarquização do Complexo Hospitalar da Unicamp;
b) Restabelecimento da jornada de 30 horas;
c) Implantação do controle social na Área de Saúde sob a gestão da Unicamp.

PUNIÇÕES
a) Garantia do direito de greve e de organização no local de trabalho;
b) Não à criminalização das ações sindicais – com a revogação de todas as punições, retirada dos processos decorrentes das ações políticas e sindicais e reversão das demissões políticas;
c) Retirada dos F3 relativos à greve de 2011, com a consequente devolução dos descontos e dos benefícios decorrentes (férias, quinquênios, etc);
d) Não utilização dos descontos como mecanismo de intimidação dos movimentos grevistas.
TERCEIRIZAÇÕES
a) Fim das terceirizações;
b) Isonomia salarial e de benefícios dos trabalhadores contratados através da FUNCAMP com os contratados diretamente pela Unicamp.

CARREIRA
a) Não implantação de metas de produtividade na Unicamp;
b) Revogação da última alteração da Carreira PAEPE (2010);
c) Rediscussão, com a participação do STU, de uma nova carreira, tendo como referência a carreira defendida pela FASUBRA, com vistas à unificação dos planos de carreiras das universidades estaduais paulistas e do Centro Paula Souza;
d) Revogação das portarias GR-34/2010 e GR-32/2012.

DIREITOS SOCIAIS
a) Ampliação da DEDiC, para que atenda a toda a demanda da Unicamp:
• credenciamento a um órgão de ensino
• oficializar parceria com a FE
• ampliação e melhorias na infraestrutura da DEDiC

porFernanda de Freitas

No primeiro dia da consulta, supersalário de candidatos é destaque na imprensa

O primeiro turno da consulta à comunidade universitária para a sucessão do reitor Fernando Costa teve início ontem (6) nos campi de Barão Geraldo, Limeira e Piracicaba.

A votação ocorreu sem maiores transtornos e o destaque na imprensa recaiu sobre a questão dos supersalários que, de acordo com relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado relativo ao balanço do exercício de 2011 a Universidade estaria pagando irregularmente aos quatro candidatos à sucessão, os professores Edgar Salvadori De Decca, José Cláudio Geromel, José Tadeu Jorge e Mario José Abdalla Saad.

O Portal G1 Campinas e Região destacou que os quatro candidatos foram citados pelo TCE na lista de funcionários da Unicamp que estariam recebendo salários acima do limite permitido por lei. O assunto também vem sendo noticiado pelo STU – que teve acesso ao relatório – desde outubro do ano passado. Atualmente, o processo segue em tramitação no TCE e não tem data prevista para julgamento. Durante a sabatina promovida pelo sindicato em parceria com o DCE Unicamp e a Adunicamp no dia 29 de janeiro, o STU questionou os quatro reitoráveis sobre o assunto e nenhum deles se comprometeu a solucionar o problema, apenas se posicionaram pelo cumprimento da lei. Os vídeos com as entrevistas dos candidatos podem ser vistos no site do STU (www.stu.org.br).

A apuração dos votos acontece hoje no Ginásio da FEF, após a chegada das urnas. Caso nenhum dos candidatos inscritos obtenha mais de 50% dos votos válidos das três categorias, haverá segundo turno nos dias 20 e 21 de março.

O STU não apoia nenhum candidato e acredita que o mais importante é mobilizar a categoria para que as promessas de campanha sejam cumpridas. O sindicato também discorda dos critérios antidemocráticos da consulta, que impõe pesos diferentes para os votos de cada uma das categorias e deixa a decisão final nas mãos do Governador do Estado.

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Confira aqui os vídeos dos debates promovidos pelas entidades

Vídeo do debate entre os reitoráveis realizado no dia 1º de março de 2013.

 

Debate entre os candidatos a vice-reitor, promovido no dia 27 de fevereiro de 2013.

 

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Debates entre reitoráveis têm novas datas

As datas dos debates entre os quatro candidato à sucessão do reitor Fernando Costa organizados pelas entidades representativas da comunidade universitária sofreram alteração por conta da agenda eleitoral dos candidatos. Os eventos acontecerão no auditório III do Centro de Convenções da Unicamp.

Com a mudança das datas foi possível acrescentar uma atividade com os vice-reitores para que eles apresentem à comunidade como será sua atuação dentro da gestão no caso de vitória.

O STU, a Adunicamp e o DCE têm como objetivo estimular a discussão entre os candidatos, facilitar o conhecimento dos planos de gestão de cada reitorável e debater a participação da comunidade neste importante momento de definição dos rumos da Universidade.

Anote o calendário e participe:

– 27 de fevereiro (quarta-feira), 18h, debate com os candidatos a vice-reitor, em Barão Geraldo;

– 1º de março (sexta-feira), 12h, debate com os candidatos a reitor, em Barão Geraldo;

O primeiro turno da eleição acontecerá nos dias 6 e 7 de março.

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Reitoráveis têm até 26/2 para responder sobre plataforma dos trabalhadores

Os candidatos à reitoria da Unicamp têm até o dia 26/02 (terça-feira), às 10h, para se manifestarem sobre os oito temas de interesse dos trabalhadores técnico-administrativos incluídos na plataforma aprovada na assembleia do dia 13 de novembro do ano passado.

Cada um dos quatros candidatos terá até 450 caracteres para responder cada eixo escolhido pela categoria, sendo que o texto geral com o posicionamento do candidato não pode ultrapassar 4.050 caracteres. A plataforma aprovada pelos trabalhadores traz as reivindicações de salário, área da saúde, punições, terceirizações, carreira, direitos sociais, transparência e democratização. As respostas do candidatos serão publicadas no site do STU.

A intenção do STU é facilitar o diálogo com os candidatos, dando oportunidades para que cada um deles tome conhecimento das lutas e reivindicações da categoria e, principalmente, contribuir com a politização e transparência do processo.

Debates entre candidatos nas próximas semanas

Anote o calendário e participe:

– 27 de fevereiro (quarta-feira), 18h, debate com os candidatos a vice-reitor, em Barão Geraldo;

– 1º de março (sexta-feira), 12h, debate com os candidatos a reitor, em Barão Geraldo;

O primeiro turno da eleição acontecerá nos dias 6 e 7 de março. No dia 5 de março a comissão de organização da consulta também realiza um debate no campus de Limeira.

As atividades estão sendo organizadas com o objetivo estimular a discussão entre os candidatos, facilitar o conhecimento dos planos de gestão de cada reitorável, além de estimular a participação e debate da comunidade neste importante momento de definição dos rumos da universidade.O primeiro turno da eleição acontecerá nos dias 6 e 7 de março.

Atualizada em 21/02/2013, às 12h32.

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Reitoria enrola e não responde questionamento sobre mudança CLT/CLE

O sindicato encaminhou à DGRH solicitação formal de acesso aos estudos sobre a possibilidade de servidores contratados em regime celetista migrarem para o regime estatutário. Até o fechamento do boletim 006/2013 a Universidade não havia respondido o pedido. A única manifestação sobre o tema foi feita oralmente na 275ª sessão da CAD, no dia 05 de fevereiro. Na oportunidade, a reitoria disse que os estudos não foram finalizados.

No entanto, na sessão do Conselho Universitário de 18 de dezembro do ano passado, a coordenadora da DGRH, Patrícia Morato Lopes, afirmou que já havia uma proposta elaborada pela DGRH e remetida à PRDU e à Procuradoria Geral da Universidade. Durante o próprio CONSU, o sindicato solicitou cópia da referida proposta.

O STU quer que a categoria tenha acesso a toda a discussão para que possa optar conscientemente e não sofra prejuízos. A direção do sindicato se preocupa com o fato das mudanças terem sido anunciadas em meio à consulta para a sucessão na reitoria e logo após as mudanças na previdência do funcionalismo que representam novos ataques para os trabalhadores.

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Confira os vídeos das sabatinas com os reitoráveis

Encerradas as inscrições para a consulta à comunidade sobre a sucessão do reitor Fernando Costa, confirmaram-se as candidaturas de Edgar De Decca, José Cláudio Geromel, José Tadeu Jorge e Mário Saad. Todos foram entrevistados pelo STU, a Adunicamp e o DCE no dia 29 de janeiro, ainda na condição de pré-candidatos. Na oportunidade, o STU abordou a questão da jornada de 30 horas na Saúde, o desmonte da DEdIC, a reivindicação de isonomia dos pisos salariais com a USP, a política da atual reitoria de perseguir e punir quem luta em defesa da Universidade e por melhores condições de trabalho e o escândalo dos supersalários. Aqui, além da edição do STU ressaltando os melhores momentos, você pode conferir a íntegra de cada entrevista:

PLATAFORMA – Será encaminhada hoje (14/02) aos quatro candidatos solicitação para que se posicionem por escrito sobre cada um dos pontos da plataforma aprovada na assembleia do dia 13 de novembro do ano passado. As respostas dos reitoráveis serão publicadas no site do sindicato.

DEBATES – As três entidades representativas da comunidade universitária também estão organizando dois debates entre os candidatos. Os eventos acontecerão no dia 28 de fevereiro em Barão Geraldo, e em 5 de março, em Limeira.

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Conteúdo e vídeos das sabatinas saem dia 14

O STU divulgará os vídeos das sabatinas realizadas com os quatro candidatos à reitoria da Unicamp no próximo dia 14 (no retorno do recesso de carnaval). Foi acertado com os quatro pré-candidatos à sucessão de Fernando Costa que o conteúdo das conversas só viria a público após o encerramento do prazo de inscrições de candidaturas para não prejudicar ou beneficiar um eventual novo concorrente.

O próximo Jornal do STU trará ainda o posicionamento dos reitoráveis sobre a plataforma da categoria. Os vídeos serão postados na página do sindicato no Facebook.

Os termos de compromisso firmados pelos quatro pré-candidatos de que não assumirão o cargo caso não sejam vencedores da consulta à comunidade universitária já estão no facebook do stu

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Plantões jurídicos em Limeira e Piracicaba

O Departamento Jurídico do STU realizará plantões de atendimento na área trabalhista e, excepcionalmente, para assuntos de aposentadoria e Previdência Social, nos campi de Limeira e Piracicaba. Para ser atendido é necessário agendar horário pelo e-mail [email protected] ou telefone (19) 3289-4242, com Zé Prettu. Confira as datas:

Limeira – 26/02 (terça-feira), das 15 às 16h30, na sala ao lado do Banespa.

Piracicaba – 27/02 (quarta-feira), das 8h30 às 10h no prédio do Centro e das 10h15 às 11h, na FOP.

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Reitor reivindica isonomia de teto com as federais

Durante o CONSU Orçamentário realizado no último dia 18/12, o reitor Fernando Costa lamentou que o teto do funcionalismo público paulista seja de “apenas” R$ 18 mil e reivindicou isonomia de teto (!) com as universidades federais, sem propor qualquer solução para a questão dos supersalários recebidos pela alta cúpula dirigente da Unicamp. Confira o pronunciamento completo: