Arquivo de tag greve

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A greve na mídia

Confira a repercussão da greve na mídia.

A Cidade:

http://www.jornalacidade.com.br/noticias/NOT,0,492,1092952,Servidores+da+Unicamp+entram+em+greve+contra+salarios+acima+do+teto.aspx

Correio Popular:

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/08/capa/campinas_e_rmc/358346-em-assembleia-servidores-da-unicamp-decidem-por-greve.html

Jornal GGN:

http://jornalggn.com.br/noticia/na-unicamp-funcionarios-fazem-greve-contra-altos-salarios

TN online:

http://tnonline.com.br/noticias/geral/58,344078,20,08,funcionarios-da-unicamp-entram-em-greve-contra-supersalarios.shtml

Rádio Evangelica:

http://www.radioevangelho.com/portal/artigos/noticias/2015/08/20/servidores-aprovam-greve-para-cobrar-corte-de-supersalarios-na-unicamp.html

Centralizado:

http://www.centralizado.com.br/economia/educacao/item/324747-.html

CBN:

Funcionários da Unicamp entram em greve contra supersalários

Diário do Grande ABC:

http://www.dgabc.com.br/Noticia/1552442/servidores-da-unicamp-entram-em-greve-contra-salarios-acima-do-teto

Folha de São Paulo:

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/08/1671595-funcionarios-da-unicamp-entram-em-greve-contra-supersalarios.shtml

G1 Campinas:

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/08/servidores-aprovam-greve-para-cobrar-corte-de-supersalarios-na-unicamp.html

Estadão:

http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,servidores-da-unicamp-entram-em-greve-contra-salarios-acima-do-teto,1747930

Portal Todo Dia:

http://portal.tododia.uol.com.br/_conteudo/2015/08/cidades/86826-servidores-da-unicamp-entram-em-greve-contra-supersalarios.php

Bem Paraná (Brasil):

https://www.bemparana.com.br/noticia/401777/funcionarios-da-unicamp-entram-em-greve-contra-supersalarios

Yahoo Noticias:

https://br.noticias.yahoo.com/servidores-unicamp-entram-greve-sal%C3%A1rios-acima-teto-230400197.html

Em.com:

http://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2015/08/20/interna_nacional,680492/servidores-da-unicamp-entram-em-greve-contra-salarios-acima-do-teto.shtml

Folha Vitória:

http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2015/08/servidores-da-unicamp-entram-em-greve-contra-salarios-acima-do-teto.html

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Boletim do STU 050/2015

Baixe aqui Boletim 50/2015, de 21 de agosto de 2015.

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Boletim do STU 049/2015

Baixe aqui Boletim 49/2015, de 20 de agosto de 2015.

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20 de agosto: Dia de paralisação, ato e assembleia geral

Manifestação será realizada a partir das 9 horas em frente à reitoria * Ao meio-dia tem assembleia na Praça da Paz * Servidores exigem isonomia já, fim dos supersalários e das duplas matrículas, revogação da portaria GR-02/2015 e negociação da pauta específica.

A partir das 9 horas desta quinta-feira (20), todos os servidores da Universidade deverão se reunir em frente à reitoria para realizar um grande ato com paralisação.
As pautas que movem essa manifestação são de conhecimento de toda a categoria: efetivação da isonomia dos pisos salariais com a USP, transparência nas contas extra-orçamentárias, que a Unicamp divulgue a composição dos salários, o fim das duplas matrículas, e que o valor hoje gasto com os vencimentos excedentes ao limite remuneratório seja imediatamente revertido na isonomia, revogação da Portaria GR-02 (que estabelece o contingenciamento das contratações) e abertura de negociação da pauta específica (veja abaixo) protocolada em maio.
Após o ato, ao meio-dia na Praça da Paz, assembleia geral vai debater os próximos passos da mobilização.
Hoje à tarde o chefe de gabinete do reitor, professor Paulo César Montagner, encaminhou ofício ao sindicato marcando para o próximo dia 27 (quinta-feira) às 15 horas, reunião para debater os pontos cobrados acima, que foram ressaltados em ofício encaminhado pelo STU à reitoria no último dia 13.
Os trabalhadores da Unicamp vão mais uma vez reafirmar que não aceitam pagar a conta a crise, especialmente porque o momento financeiro da Universidade é propício ao atendimento das reivindicações, já que o reitor não enxerga a crise quando é para discutir o teto, os supersalários e as duplas matrículas.

Ofício encaminhado ao STU:

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Pauta Específica 2015:

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Boletim do STU 048/2015

Baixe aqui Boletim 48/2015, de 19 de agosto de 2015.

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Boletim do STU 035/2015

Baixe aqui Boletim 35/2015, de 09 de junho de 2015. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Boletim-STU-35_final.pdf” language=”pt_BR”]

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Boletim 106/2014

Baixe aqui o Boletim 106/2014, de 06 de novembro de 2014.

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porFernanda de Freitas

Conselho Regional de Medicina vai apurar denúncia de assédio no HC

greve_centro_cirurgicoEm resposta à denúncia aberta pelo STU contra o docente da Urologia da Unicamp, Dr. Paulo Palma – devido aos relatos de vários funcionários que presenciaram ações de assédio moral praticadas pelo médico – o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) abrirá sindicância para analisar a situação sob o ponto de vista ético-profissional. O acompanhamento se dará através da Delegacia Regional do CREMESP em Campinas.

O fato ocorreu em setembro, durante nossa greve, e teve repercussão nas redes sociais, onde o docente acusou publicamente os trabalhadores do Centro Cirúrgico de má vontade e de praticarem atos que impediriam e prejudicariam o funcionamento do serviço.

É sabido que o Centro Cirúrgico foi uma das unidades que teve grande adesão à greve provocando repercussão na mídia e desentendimento com a chefia que a todo custo tentou intimidar e impedir o direito de greve dos funcionários.

Segundo relatos, o docente em questão agrediu verbalmente os funcionários do local, proferindo palavras de baixo calão e, também, fisicamente empurrando o diretor Clínico do Centro Cirúrgico.

O STU desaprova a conduta do professor Paulo Palma por entender que o assédio moral é uma prática abusiva que fere a dignidade humana e coloca o funcionário em situação humilhante e constrangedora prejudicando o ambiente de trabalho.

O Sindicato cobrou medidas administrativas de vários órgãos da Unicamp – Ouvidoria e Superintendência do HC, DGRH e reitoria –, mas não obteve resposta plausível. Sendo assim, decidiu protocolar denúncia no Conselho Regional de Medicina por entender que os fatos narrados são de altíssima gravidade, ferem o direito de greve e devem ser combatidos veementemente.

Reitorias buscam criminalizar o movimento grevista

Durante nossa greve a administração do HC tentou constranger os trabalhadores ao acionar o Judiciário contra o movimento sob falso argumento de que unidades no HC haviam sido fechadas. A medida garantiu à Universidade uma liminar que impôs ao sindicato uma multa de R$ 500 mil. A tentativa de judicialização da paralisação é uma demonstração evidente da intransigência e desrespeito do reitor da Unicamp ao direito de greve dos trabalhadores.

Na USP não foi diferente! O reitor levou a greve à Justiça sob alegação de impedimento do funcionamento do Hospital Universitário (HU). E a partir da análise do Ministério Público o movimento grevista foi declarado legal.

A diretoria do STU reafirma que nunca houve qualquer obstrução à circulação de pessoas ou de espaços físicos no HC, nem impedimento de qualquer procedimento nas dependências do Centro Cirúrgico Geral e Ambulatorial do HC – a não ser por parte da Universidade, que colocou seguranças na entrada do setor para bloquear o acesso de dirigentes do sindicato.

Abaixo seguem os documentos com o relato dos fatos e a resposta do CREMESP.

Leia o teor da denúncia:

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/10/2-CRMSP-Caso-Centro-Cirurgico0001.pdf” language=”pt_BR”]

Resposta do CREMESP:

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/10/1-CRMSP-Caso-Centro-cirurgico-resposta0001.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Entidades cobram apoio do reitor Tadeu para as propostas do Fórum das Seis

As três entidades do campus (STU, Adunicamp e DCE) protocolaram nesta quarta-feira (3) documento que cobra do reitor Tadeu apoio às propostas apresentadas pelo Fórum das Seis à Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e ao governador do Estado, Geraldo Alckmin.

 

Ofício nº 392/2014 (STU, Adunicamp e DCE):

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/09/oficio_392_2014_apoio_propostas_F6_financas.pdf” language=”pt_BR”]

 

Confira as propostas do Fórum das Seis:

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/09/propostas-do-forum-Comissão-finanças.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Segundo semestre letivo começa com protesto contra reajuste de 0%

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Trabalhadores em greve protestam nas guaritas da Unicamp

Mesmo debaixo de chuva e vento forte os trabalhadores tomaram as guaritas das universidades para protestar contra o reajuste zero.

Não tem arrego! Esse foi o recado que os trabalhadores da Unicamp deram ao reitor que apostou no enfraquecimento da mobilização ao esvaziar a universidade por dois meses inteiros sob a desculpa de férias.

Hoje, 1º de setembro, inicia-se o segundo semestre letivo e o movimento completa 102 de greve. Durante esse tempo foram muitos os protestos, atos, passeatas e denúncias sobre a triste situação das três universidades paulistas.

Nossa greve é contra o desmonte das universidades públicas, contra o congelamento dos salários dos funcionários e docentes, contra a privatização dos serviços públicos, contra o reajuste zero e por melhores condições de trabalho.

Vale lembrar que essa semana é decisiva, pois ocorre nova rodada de negociação entre o Fórum das Seis e o Cruesp. Desta forma, os trabalhadores prometem não recuar, ao contrário, irão tomar as ruas de São Paulo para protestar contra o arrocho salarial imposto pelos reitores.

Comitiva da CTB visita a Unicamp

 

Membros da CTB e do Sindicato dos Jornalistas visitam o STU

No fim da manhã, uma comissão da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) formada pelo presidente da central, Adilson Araújo e o secretário-geral da CTB-SP, Paulo Nobre, entre outros representantes, estiveram na Unicamp para prestar solidariedade ao movimento grevista, assinando, inclusive, documento de apoio à luta dos trabalhadores.

 

O encontro também contou com a presença do diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Agildo Nogueira Júnior, que aproveitou para reforçar o apoio aos trabalhadores.

Os companheiros trouxeram a solidariedade de classe neste momento de impasse pelo qual está passando os trabalhadores da Unicamp.

Essas são algumas das inúmeras manifestações de apoio recebidas, ao longo destes mais de três meses, e que provam que nosso movimento está no rumo certo.

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Documento de apoio apresentado pela CTB:

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/09/CTB_oficio.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

 

 

 

 

porFernanda de Freitas

Trabalhadores da Unicamp decidem que a greve continua

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Movimento grevista aprova continuidade da greve que completa 98 dias nesta quinta-feira (28)

 

assembleia_greve_28_08_14Os trabalhadores em greve da Unicamp decidiram, em assembleia geral na tarde desta quinta-feira (28), pela continuidade da greve unificada, com 302 votos a favor e 261 contra.

A categoria defende a manutenção da greve porque houve pouco avanço nas propostas apresentadas pelo reitor da Unicamp, Tadeu Jorge, mesmo diante da contraproposta apresentada pelos trabalhadores à reitoria.

Os funcionários técnico-administrativos da Unicamp apresentaram a contraproposta que reivindica:

 

  • Abono (21% sobre os salários de ativos e aposentados, descontado o IR);
  • Uma referência para todos os servidores (acréscimo salarial de 5%);
  • Efetivação da segunda etapa do processo de isonomia (três referências para todos os pisos, conforme compromisso assumido pelo reitor em julho/13);
  • Vale-refeição;
  • Calendário de discussão do restante da Pauta Específica 2014;
  • Negociação da pauta da DEdIC (Sistema Educativo) e implementação imediata da Lei 11.738/2008 (Lei do 1/3).

 

Vale lembrar que o movimento unificado (Unicamp, USP e Unesp) reivindica 10% de reajuste salarial, entre outros itens que compõe a Pauta Unificada 2014. Entretanto, os reitores apresentaram, em quatro reuniões de negociação, zero de reajuste. Os trabalhadores justificam que 0% não é proposta para negociação na data-base, por isso, seguem em greve.

Na próxima quarta-feira, 3 de setembro, ocorre mais uma rodada de negociação entre o Fórum das Seis – entidade que congrega as entidades das três universidades – e o Conselho de Reitores (Cruesp). Nesta data será realizado um ato unificado da comunidade universitária da Unicamp, USP e Unesp.

Os trabalhadores da Unicamp defendem que é preciso intensificar a mobilização e a unidade com as entidades do Fórum das Seis para derrotar a intransigência dos reitores, o ataque à universidade pública e cobrar o reajuste na data-base.

 

AGENDA DA LUTA

29/08 (sexta-feira), às 10h, no Ciclo Básico

  • Comando de Greve do STU

02/09 (terça-feira), 16h, na Praça do Relógio da USP

  • SOS USP – Em defesa da Universidade Pública (organizado pela Comissão de Mobilização da Adusp)

03/09 (quarta-feira), 13h, na Praça do Relógio da USP

  • Ato Estadual Unificado (passeata do MASP até a sede do Cruesp)

 

porFernanda de Freitas

Grevistas da Unicamp discutem situação da USP frente aos ataques do reitor Zago

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Decisão do Conselho Universitário da USP preocupa funcionários da Unicamp

Por ocasião de um imprevisto com o debatedor representante do comando de greve e da Comissão de Carreira da USP, Marcelo Cardaggi, não foi possível realizar o debate “Isonomia e Carreira” previsto para ocorrer hoje de manhã (27).

No entanto, o momento foi propício para que os trabalhadores em greve discutissem os desdobramentos da decisão do Conselho Universitário (CO) da USP, que aprovou ontem (26) a transferência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), do campus de Bauru, para a Secretaria de Saúde de Estado.

É bom lembrar que a desvinculação do Hospital Universitário (HU) foi retirada de pauta e a proposta do plano de demissão voluntária de cerca de dois mil funcionários não chegou a ser discutida.

Sendo assim, os trabalhadores da Unicamp debateram as propostas apresentadas pelo reitor da USP, Marco Antonio Zago. Essas ações, na verdade, representam o desmonte do serviço público patrocinado pelo governo Alckmin e, principalmente, configuram-se como ataques aos funcionários que estão pagando a conta pela má gestão do orçamento da universidade.

Os grevistas da Unicamp estão preocupados que esse modelo de gestão, que responsabiliza os servidores pelos problemas decorrentes da administração, possa chegar às demais universidades – Unicamp e Unesp. Os depoimentos dos trabalhadores foram marcados pela solidariedade de classe, já que a desculpa de “crise financeira”, supostamente instalada pelo “alto custo” da folha de pagamento das universidades, afeta não só a comunidade universitária, como também a população usuária dos serviços públicos.

 

Amanhã tem Comando de Greve e Assembleia

Seguindo o calendário da greve, amanhã (28), às 10h30, no Ciclo Básico (CB-01), o debate sobre os próximos passos da greve e a situação da USP serão aprofundados no Comando de Greve. Logo em seguida, às 14h, acontece a Assembleia Geral, também no CB.

porFernanda de Freitas

Professoras da DEdIC se reúnem hoje (27) com gestores da Unicamp

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Professoras da DEdIC discutem pauta da creche

Hoje (27), às 14h30, as professoras da DEdIC se reúnem com os gestores da Unicamp para negociar a implementação da lei de um terço (1/3) da jornada de trabalho para formação e planejamento em caráter imediato, Lei nº 11.738/2008.

As professoras reivindicam que a legislação seja implementada de forma que a composição da jornada de trabalho limite-se ao máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.

Outras questões que também estão em pauta são: a vinculação da creche da Unicamp aos órgãos de ensino, plano de carreira, melhores condições de trabalho etc.

Antes da reunião as professoras se reuniram com as diretoras do STU, Sílvia Antonia Figueiredo Pereira e Adriana Stella, para discutir as demandas que serão tratadas no encontro desta tarde.

 

porFernanda de Freitas

Movimento grevista realiza reunião ampliada na DGRH

Hoje pela manhã (20) o movimento grevista organizou uma reunião ampliada com os trabalhadores da DGRH para discutir os desdobramentos da negociação entre a reitoria e a comissão de trabalhadores em greve, na qual o reitor rejeitou a contraproposta apresentada pela categoria.
A atividade foi deliberada pelo Comando de Greve com objetivo de debater a situação do movimento que hoje completa 90 dias de paralisação. Os grevistas aproveitaram a manifestação para cobrar a reabertura das negociações e protestar contra os ataques ao direito de greve, que têm sido constantes nas três universidades paulistas.
Amanhã (21) é a vez de o movimento chegar às ruas de Barão Geraldo. A passeata será às 10h, com concentração às 9h na Biblioteca Central (BC) para saída da carona solidária.

porFernanda de Freitas

Três referências é pouco!

Confira abaixo depoimento publicado no Facebook, em 15 de agosto, pelo professor livre-docente do Departamento de Ciência Política e diretor acadêmico do Arquivo Edgard Leuenroth, Álvaro Bianchi, sobre a luta dos funcionários técnico-administrativos da Unicamp pela isonomia:

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Professor Álvaro Bianchi

“A moção encaminhada por um grupo de professores da Universidade Estadual de Campinas à reunião do Conselho Universitário do dia 5 de agosto, manifestando-se contrariamente à isonomia salarial dos trabalhadores técnico-administrativos é uma expressão do amesquinhamento da vida acadêmica e de ignorância a respeito do funcionamento da universidade. Apresentada depois dos trabalhadores docentes obterem um abono salarial que coletivamente consideramos uma conquista da greve, ainda que parcial e provisória, a proposta enviada ao Consu atesta uma concepção elitista e oportunista.

Trata-se de um sintoma do grau de deterioração das relações no interior da comunidade acadêmica. As razões dessa deterioração estão para serem investigadas, mas inquirir a respeito de clusters privados no interior da universidade pode ser uma boa pista. Evidentemente os interesses que se manifestaram na moção não dizem respeito à produção de conhecimento e ao ensino; enfim, são claramente extra-acadêmicos.

Como diretor acadêmico do Arquivo Edgard Leuenroth tenho a firme convicção de que a isonomia salarial dos trabalhadores técnico-administrativos é, não apenas um direito; é uma obrigação imperiosa para a manutenção dos padrões de excelência da Unicamp. Do mesmo modo, considero que a reivindicação de três referências para todos os pisos da carreira dos trabalhadores técnico-administrativos não é apenas justa, ela é uma necessidade.

As administrações precedentes, destilaram nos laboratórios do autoritarismo e da intransigência uma carreira para os trabalhadores técnico-administrativos que dificulta e limita progressão, ao mesmo tempo em que fornece fortes desincentivos à qualificação. Ainda assim, a iniciativa individual dos funcionários da Unicamp tem produzido uma constante elevação de sua formação.

No Arquivo Edgard Leuenroth, 2/3 do corpo de trabalhadores técnico-administrativos tem título superior, metade tem cursos de especialização, mestrado ou doutorado e 1/4 encontra-se atualmente investindo tempo e recursos próprios em sua formação. É grande o número de trabalhadores contratados para a carreira de nível médio que possuem um título superior ou estão em vias de obtê-lo. Ainda assim, os salários são inferiores aos praticados no mercado e em outras instituições de ensino. São esses trabalhadores sub-remunerados que garantem a excelência do Arquivo, seu reconhecimento internacional e a constante produção e preservação de conhecimento.

Esse patrimônio da Universidade encontra-se ameaçado. A ausência de isonomia com a USP e a corrosão salarial tem provocado uma evasão constante de técnicos extremamente qualificados. Trabalhadores, algumas vezes com mais de dez anos de Universidade e no auge de sua capacidade técnica e produtiva, têm trocado a Unicamp por universidades federais do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Optam de maneira absolutamente racional por instituições menores e sem nossa tradição, mas com políticas salariais menos injustas. A irracionalidade fica por conta das administrações da nossa Universidade. Os conhecimentos perdidos demoram anos para serem repostos. Gasta-se tempo e recursos com a capacitação de novos técnicos, sem criar condições para que eles permaneçam na Unicamp recebendo um salário adequado às suas funções e qualificações.

A moção encaminhada por aquele conjunto de professores ignora o processo real de produção de conhecimento em nossa Universidade. Sem um corpo técnico-administrativo qualificado e remunerado de acordo com suas capacidades, sem um plano de carreira adequado que permita a progressão e incentive a formação, a Unicamp está condenada à falência acadêmica. A manutenção da atual política salarial dos trabalhadores técnico-administrativos continuará funcionando como um incentivo à evasão de saberes. Todos os dias laboratórios, bibliotecas, centros de pesquisa e outras unidades de excelência enfrentam essa ameaça. A situação é emergencial. Convenhamos, três referências é um preço muito baixo para evitar essa falência”.

porFernanda de Freitas

Comando de Greve será nesta quarta-feira (13), às 14h, no CB

Em virtude da resposta da reitoria, recebida nesta manhã, o STU convoca todos os trabalhadores a participarem do Comando de Greve  hoje (13), às 14h, no Ciclo Básico.

Na ocasião iremos discutir os rumos do movimento grevista tendo como base o documento de negativa da reitoria a respeito da contraproposta encaminhada pelo Sindicato, conforme deliberação da nossa ultima assembleia geral realizada sexta-feira (8).

A presença de todos os trabalhadores e representantes das unidades em greve é de fundamental importância.

Confira abaixo o ofício com a resposta da reitoria.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/08/Resposta-GR-oficio-371-contraproposta.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

porFernanda de Freitas

Passeata demonstra força da greve contra reajuste zero

DSC08474Hoje (4) os trabalhadores fizeram uma grande manifestação na Unicamp para marcar os 74 dias de greve.

Pela manhã houve panfletagem nas entradas da universidade com objetivo de informar a população de que a Unicamp continua parada porque os trabalhadores ainda não receberam reajuste salarial.

Depois da panfletagem os trabalhadores realizaram uma grande passeata no entorno da universidade para demonstrar toda a sua indignação.

Se o reitor apostava no enfraquecimento da greve, com a saída dos docentes, com certeza ficou surpreso com o poder de mobilização dos trabalhadores que, a cada dia, tem se esforçado para fortalecer e ampliar o movimento.

A atividade foi encerrada com um gostoso churrasco e atividade musical.

 

Hoje ainda tem comando de greve e reunião com a reitoria

Ainda hoje, às 14h, tem reunião do Comando de Greve para discutir os encaminhamentos do nosso movimento e, principalmente, a reunião de negociação que ocorrerá nesta tarde.

Logo mais às 16h, o STU irá se reunir com a reitoria da Unicamp para negociação. Nosso objetivo é cobrar a implementação dos principais pontos da nossa Pauta Específica: isonomia, 30h na Área da Saúde, entre outros. Bem como exigir do reitor que ele cumpra a deliberação do Consu de buscar entendimento junto aos demais reitores para que a negociação seja reaberta e que os gestores apresentem um índice de reposição decente.

 

 

porFernanda de Freitas

Trabalhadores discutem os desafios da greve em café da manhã coletivo

Hoje (30) pela manhã os trabalhadores em greve se reuniram na cantina do IFCH para um café da manhã coletivo. O encontro juntou os funcionários da BC, IA, IEL, IFCH, IMECC, IFGW, IQ e IB.

Os presentes aproveitaram para avaliar a mobilização e discutir os impactos da greve no segundo semestre letivo, visto que a reitoria anunciou que as aulas só deverão começar somente com o fim da paralisação de funcionários e docentes.

Para a diretora do STU, Marina Rebelo “o encontro no IFCH foi muito bom, pois os diversos trabalhadores presentes puderam aprofundar coletivamente os debates sobre a perspectiva do movimento, bem como o papel das unidades na construção da greve em seu novo estágio, a inviabilização do segundo semestre”.

Os trabalhadores acreditam que somente com a unidade da categoria conseguiremos avançar na luta, por isso, o momento pede a intensificação das ações grevistas, tendo em vista que nossa paralisação tem causado grande preocupação no gestor, que enfrenta sérias dificuldades para a retomada das atividades na universidade.

Os trabalhadores defenderam a construção de um grande ato em frente ao Consu, na próxima semana, como forma de expressar nossa indignação com a postura dos reitores e, principalmente, com as deliberações do reitor Tadeu, como por exemplo, a implementação das 30h na Área da Saúde, que será apreciada pelos conselheiros sem antes ter sido discutida com a categoria. Os movimento grevista também aposta na organização de uma caravana unificada, com a USP e a Unesp, ao Palácio dos Bandeirantes para mostrar a força da categoria e cobrar do governador um posicionamento frente ao impasse do Cruesp.

O fato é que já somamos 69 dias de greve e os reitores até agora não vieram à mesa propor um reajuste digno. Sabemos que essa postura intransigente faz parte do projeto político de sucateamento dos serviços públicos, em especial, da Educação e Saúde implementado pelo Alckmin.

Os trabalhadores saíram do encontro com a tarefa de intensificar a paralisação nas unidades e criar ações que demonstrem a força da greve e o poder de mobilização das três universidades paulistas.

porFernanda de Freitas

Souto Maior defende que a reposição da inflação é direito do servidor público

Souto Maior defende que as concessões de liminares e multas são arbitrárias quando a greve não é julgada ilegal

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Professor Paulo (Adunicamp), Marcílio (STU) e o jurista Souto Maior debatem judicialização e criminalização do movimento sindical

O juiz do trabalho e professor livre-docente da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Luiz Souto Maior, participou, nesta manhã de segunda-feira (28), do debate “Judicialização e Criminalização dos Movimentos Sociais” organizado pelo STU e a Adunicamp em frente à reitoria. Participaram da mesa o diretor do STU, Marcílio Ventura e o professor e presidente da Adunicamp, Paulo César Centoducatte.

Por sua veemente defesa do pleno direito ao exercício de greve, Souto Maior, se destacou no cenário nacional como um jurista com ponto de vista diferenciado sobre a Justiça brasileira.

O professor comentou que a greve é um direito inalienável dos trabalhadores, sendo eles públicos ou privados, independente da situação ou regime de contrato, como no caso da Unicamp, os trabalhadores em Estágio Probatório.

Ele defende que as inúmeras restrições ao direito de greve concedidas pela Justiça caminham no sentido de dificultar ou impedir os trabalhadores de fazer greve. Exemplo disso, é a exigência por parte do patrão de que o movimento tem que manter um número mínimo de trabalhadores em exercício. Segundo Souto Maior, deve ser mantido os serviços considerados essenciais ou que comprometam as necessidades inadiáveis da população. No entanto, o compromisso que garante o funcionamento desses serviços deve ser feito de comum acordo entre empregador e empregado, ou entidade de sindical que o represente.

Ele explicou que o patrão não pode substituir o grevista por outro trabalhador, no intuito de garantir

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Trabalhadores em greve ouviram atentamente o jurista Souto Maior

o funcionamento da atividade nem estabelecer percentual para o funcionamento de qualquer serviço, que também deve ser discutido por ambas as partes.

Souto Maior defende que o piquete é um importante instrumento de luta que deve ser respeitado

porque na maioria das vezes é utilizado contra as investidas do patrão em garantir, a qualquer custo e mediante assédio, o funcionamento do serviço.

Sobre a obrigação de reajustar salários, o jurista revelou que os gestores de órgãos públicos devem respeitar a legislação que prevê, no mínimo, a reposição da inflação. E foi mais além ao dizer que a Justiça “comum” não é competente para julgar direitos trabalhistas. Para isso, temos que fazer uso da Justiça do Trabalho que entende a complexidade dos direitos dos trabalhadores e da relação patrão-empregado.

O especialista afirmou que aplicar multa à entidade sindical, ameaçar funcionário, demitir grevistas, entre outras formas de assédio, antes mesmo de ser garantido o julgamento da legalidade da greve é uma medida arbitrária, antissindical e que põem em risco os direitos democráticos da sociedade. Além disso, configura-se como uma manobra política em favor “do mais forte”, ou seja, o patrão. O jurista foi categórico em defender que a Unicamp cometeu uma arbitrariedade, com conivência da Justiça, ao garantir multas e liminares sem antes ter sido julgada a legalidade da greve dos técnico-administrativos.

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Debate proposto por grevistas ocorreu em frente à reitoria

Questionado sobre a situação da USP em afirmar que não pode conceder reajuste por não poder utilizar a reserva orçamentária da universidade e, pior, que tal medida resultaria em ato de improbidade administrativa sob a avaliação do Ministério Público, o professor afirmou que tal pretexto é totalmente irresponsável. “O gestor não pode utilizar a desculpa de não conceder reajuste salarial porque implicará numa situação de improbidade administrativa porque é admitir o exercício de má gestão”. Para ele o trabalhador não pode pagar pelos erros administrativos do gestor que não previu em seu orçamento o legítimo direito ao reajuste salarial, mesmo que seja o mínimo possível, isto é, a reposição da inflação que nem sempre garante a reposição das perdas salariais.

O Souto Maior também destacou que a greve é um momento que gera tensão para todos – empregador e empregado – e também deve ser vista do ponto de vista da saúde e do sofrimento mental e físico, já que muitos profissionais sofrem inúmeras represálias e perseguições durante a paralisação e quando retornam ao trabalho são assediados pela chefia e discriminados pelos colegas de trabalho.

A lição que tiramos das explicações do juiz Souto Maior é que a Unicamp, USP e Unesp tem se amparado, sob a proteção da Justiça, em práticas antissindicais, antidemocráticas e arbitrárias para atacar nosso legítimo direito de greve.

Durante cerca de duas horas o jurista explanou sobre a violência com que o Estado tem tratado os funcionários públicos e, principalmente, os movimentos sociais impondo severas repressões e perseguições, inclusive por meio de ações policiais e processos judiciais.

Através de parceira com o coletivo Socializando Saberes o debate foi transmitido ao vivo e estará disponível, a partir de amanhã (29), no link www.socializandosaberes.net.br.