Arquivo de tag Consciência Negra

porStéphane Powaczuk

Novembro Negro: conheça mulheres negras que têm feito história na Unicamp

Elas abriram caminhos, enfrentaram silêncios e transformaram a Unicamp com coragem, dedicação, profissionalismo, afeto e muita luta.

Mulheres negras que, dentro e fora da universidade, têm feito história na defesa dos direitos, da democracia, dos serviços públicos, da justiça racial e de um trabalho digno para todas e todos.

Muitas delas são parceiras de luta e referências fundamentais para o STU, pois ajudaram a construir a história e a força do nosso sindicato.

Convidamos você a reconhecer e celebrar essas trajetórias que, muitas vezes e por anos, sustentaram e inspiraram mudanças profundas sem receber o devido valor.

Acompanhe cada uma dessas histórias e caminhe com essas mulheres que seguem movendo a nossa luta. 


Adelina Fernandes

Margarida Barbosa

Maria Alice da Cruz

Marina Rebelo

Simone Lucas Gonçalves de Oliveira

Vivien Ruiz 




poradmin

STU e Instituto Negras em Ação fazem rodade vivências sobre Racismo Institucional

Racismo Institucional é o tema da Roda de Vivências promovida pelo Instituto Negras em Ação em parceria com o STU, em celebração ao Mês da Consciência Negra.

A roda acontece na próxima quinta-feira (21), das 9 às 12h, na sede do STU, com as convidadas:

– Margarida Barbosa, enfermeira, fundadora e ex-diretora do STU, ex-militante do Movimento Negro e fundadora da Organização para Libertação do Povo Negro;

– Elizabete Cardozo, fundadora e ex-diretora do STU, militante do Movimento Negro Unificado e ex-conselheira do Conselho da Comunidade Negra de Campinas;

– Renata Luz, enfermeira, militante do Movimento Negro Unificado e organizadora/facilitadora do curso de Educação Antirracista Ubuntu.

No Mês da Consciência Negra, somos chamados/as a refletir sobre a história, a luta e as conquistas da população negra e seu legado de resistência e coragem que molda a trajetória dessa comunidade. Celebrar esse mês é também reconhecer e valorizar as raízes africanas que permeiam nossa cultura, religiosidade, gastronomia etc.

É um período para honrar ancestrais e reverenciar ícones como Zumbi dos Palmares e Dandara, que dedicaram suas vidas à liberdade e à dignidade do povo negro. Precisamos falar também sobre a necessidade de ações de reparos e justiça diante do racismo que, infelizmente, ainda permeia nosso cotidiano.

O combate ao racismo exige políticas afirmativas, oportunidades reais de inclusão e um compromisso contínuo com a equidade social.

Ações concretas – como o incentivo ao acesso à educação para jovens negros, à saúde e à habitação para mulheres negras, o combate à violência racial e a promoção de representatividade em espaços de poder – são essenciais para transformar estruturas que ainda perpetuam desigualdades.

Assim, construir uma sociedade verdadeiramente justa passa pela escuta ativa e pela valorização da cultura e da história negra, tornando o futuro um lugar de possibilidades justas e respeitosas e longe de preconceito racial.

O encontro homenageia de forma póstuma a querida Anunciação Marqueza dos Santos Almeida, trabalhadora doméstica e sindicalista que contribuiu para a reabertura e fortalecimento do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas.

Para o STU, que se orgulha de ter estado ao lado dos/as estudantes na luta por cotas etnicorraciais, debater o racismo institucional é uma urgência, especialmente em uma universidade elitizada que reflete as desigualdades estruturais do mundo corporativo.

A disparidade é evidente: cargos de chefia majoritariamente ocupados por homens brancos, enquanto infelizmente a população negra permanece relegada a funções precarizadas, como as de limpeza e segurança terceirizadas.

Transformar essa realidade é um passo essencial para construir uma universidade verdadeiramente inclusiva e justa. Sua presença é muito importante!

porFernanda de Freitas

Resistência, tolerância e compromisso com a luta classista marcaram a cerimônia de plantio do Baobá

Cerimônia de Plantio do Baobá registra o fortalecimento da luta antirracista travada pelo STU

Dia 1º de dezembro foi um marco histórico na luta travada pelo STU contra o racismo e todas as formas de discriminação e opressão, dentro e fora da Unicamp

Realizamos o plantio da árvore ancestral, Baobá, com uma cerimônia religiosa de matriz africana conduzida pelo Babalorixá Moacyr de Xangô e sua família de axé.

O rito seguiu o propósito de preservar essa forte tradição de cultivo da árvore símbolo de cura, fartura e sabedoria para o povo africano. E foi feito com cantos, rezos e intenções de bênçãos para o espaço, as pessoas presentes e, principalmente, para a entidade e sua categoria.

Coordenadora Geral Marli Armelin

Pai Moacyr é presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas e, como militante defensor das Religiões de Matriz Africana, aproveitou a celebração para pedir paz e sabedoria para a nossa nação.

Em sua bênção, diante do Baobá, desejou que 2023 seja um ano em que o respeito e a tolerância permeiem as nossas relações e que a justiça social se faça presente.

Para a coordenadora geral do STU, Marli Armelin, essa cerimônia vai além do significado de resgate da ancestralidade. “É construir dentro da Universidade branca um espaço da negritude e incentivar a cultura de paz”.

A coordenadora explicou que já vivemos tanto preconceito e discriminação dentro da universidade, de estudantes e docentes brancos contra estudantes e docentes negros, respectivamente, que o único caminho “é incentivar as políticas públicas de inclusão e trazer cada vez mais a negritude para dentro da universidade”.

Coordenadora Geral Elisiene Lobo

O Baobá foi plantado próximo da “esquina de chegada” à sede do STU exatamente para que as pessoas possam ver a árvore símbolo da resistência negra.

“A partir de agora, a sede do sindicato, que foi construída com esforço e contribuição valorosa de cada associado/a, tem em sua entrada uma árvore milenar que marca a resistência histórica e a luta do povo negro por liberdade, respeito e direitos, valores pactuados e defendidos desde à fundação do STU”, disse a coordenadora geral, Elisiene Lobo.

Elisiene disse que o plantio significa também o nosso compromisso classista de seguir firme, como o Baobá, na defesa de uma Unicamp mais inclusiva e solidária e pela valorização do/a servidor/a.

Resistência negra dentro e fora da Universidade

É visível que a maioria dos/as trabalhadores negros/as estão em cargos mais precarizados e de menor rendimento. Aqui na Unicamp mesmo, há uma baixa representação de pretos e pardos em cargos de chefia.

Essa discrepância é apontada pelo Sistema Integrado de Dados Institucionais, o S-Integra, que revela que dos 1133 servidores/as que ocupam cargos de gestão na Unicamp cerca de 16,68% se declaram negros/pardos – representando apenas 189 funcionários/as.

Essa é só mais uma prova da necessidade de fortalecer as bandeiras das políticas de cotas para acesso aos serviços públicos e de garantia de mecanismos justos e democráticos de incentivo à progressão na carreira.

Diretor Robson de Almeida

Por isso, para o diretor Robson Almeida o ensinamento que o plantio nos remete é entender que devemos continuar sendo resistência. “Essa é a ideia da presença do Baobá dentro da Universidade, ainda que sejamos poucos dentro da Universidade. O STU quer que todos os trabalhadores negros se sintam representados.”.

Almeida vai mais além e declara que o Baobá é um símbolo de resistência negra e, assim como a árvore, o sindicato também é um espaço de resistência. “O Baobá é um marco que representa a resistência negra no mundo, não só na África ou no Brasil, e entendemos que o STU, por ser uma entidade engajada nas questões raciais e por direitos, que são negados há séculos aos negros, é muito simbólico ter esse marco aqui na sede.”.

A cerimônia contou com a valiosa participação da presidenta da ADunicamp, professora Maria Silvia Viccari Gatti, que saudou a diretoria pela importante iniciativa de resgate da história e da cultura negra e aproveitou para se colocar como um elo nesta corrente contra o racismo institucional.

Presidenta da ADunicamp, Silvia Gatti

Na quinta-feira, os sonhos de inúmeros militantes negros/as, que contribuíram e ainda contribuem com a luta antirracista em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária, foram depositados aos pés da árvore milenar que guarda a sede do STU.

porFernanda de Freitas

Nota Pública | Livro do abolicionista Luiz da Gama impresso com suástica na capa gera constrangimento

A diretoria do STU ficou estarrecida em saber que o livro sobre o abolicionista Luiz Gama, publicado pela editora Mostarda, saiu com uma impressão de suástica no lado direito da capa e chegou a ser distribuído para estudantes do ensino fundamental II de Campinas (SP).

Segundo informações do portal G1, a editora admitiu o erro, se desculpou e confirmou que está trocando a capa do material didático e vai devolvê-lo à Secretaria sem custo para o município.

A impressão errônea da capa demonstra que houve um grave erro na cadeia de revisão da obra. Isso porque no processo de confecção de um livro a capa passa por várias instâncias de revisão, antes de seguir para impressão. Então, definitivamente, não procede a alegação da editora de que houve falha no processo de impressão do livro.

É lamentável saber que a obra acabou sendo lançada com esse erro grosseiro na Bienal do Rio, em dezembro passado, e que esteve exposta numa das maiores feiras literárias do País, a FLIP, em Paraty.

O livro integra a coleção Black Power que é formada por uma vasta coletânea de obras voltadas ao público infantojuvenil que exaltam a história de personagens negros e indígenas como Mandela, Sônia Guajajara, José do Patrocínio, Laudelina de Campos Melo, Ailton Krenak, Dandara e Zumbi.

Esperamos que essa situação lamentável sirva de alerta para que a Secretaria Municipal de Educação faça uma rigorosa checagem em todas as obras recebidas, antes que sejam enviadas às escolas públicas do município. E que a Administração Pública promova a verificação nos demais livros para evitar que símbolos semelhantes sejam difundidos deliberadamente.

Nesses tempos tão duros em que o nazifascismo ganha força na nossa sociedade à medida que crescem os ataques ao Estado Democrático de Direito e às minorias – negros, mulheres, indígenas, comunidade LGBTQIA+ etc. –, não podemos admitir a naturalização de símbolos nazistas que reforçam o ideal genocida de limpeza étnica.

Luiz Gama foi um dos maiores líderes abolicionistas do país, jornalista, advogado e poeta. É o patrono da cadeira nº 15 da Academia Paulista de Letras e atuou como advogado na libertação de escravos durante o século 19. Infelizmente, por mais de um século foi vítima do apagamento histórico que atinge os/as líderes negros/as envolvidos/as nos movimentos contra a escravidão. Mas em 2021 ele foi o primeiro brasileiro negro a ser homenageado pela USP com o título Doutor Honoris Causa póstumo.

Historicamente o STU sempre esteve comprometido com a educação antirracista encampando a luta por uma sociedade justa, igualitária e livre de preconceitos.

poradmin

Boletim 106/2014

Baixe aqui o Boletim 106/2014, de 06 de novembro de 2014.

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13ª Semana da Consciência Negra do STU/Unicamp

Têm início hoje as atividades da 13ª Semana da Consciência Negra, que já faz parte do tradicional calendário do STU. Neste ano as atividades se estenderão ao longo de todo o mês de novembro. E a grande homenageada será Dona Maria de Lourdes do Amaral.

ATENÇÃO: O local do debate desta terça-feira (11) – Debate Maria, Marias (A MulherNegra na Sociedade Atual) – das 11 às 13 horas – foi alterado. A atividade acontecerá na sala da Congregação da Faculdade de Educação.

Confira aqui a programação geral.

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