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porStéphane Powaczuk

Dia 10/12 tem ATO com Paralisação para cobrar ABONO do Reitor no Consu!

Este é o montante de dinheiro que o Tom Zé está guardando no caixa da Unicamp!

Unesp vai pagar Abono de R$3 mil para trabalhadores e USP recebe total de R$ 19 mil de prêmio em dois anos.

Mais uma vez a Unicamp está ficando para trás no quesito valorização de trabalhadores que fazem essa universidade ser renomada e estar no ranking como segunda melhor da América Latina.

Recebemos hoje a notícia e o documento assinado pelo Pró-Reitor, Edson Souza: a Unesp vai pagar um Prêmio por Desempenho Acadêmico Institucional de R$ 3 mil a todos os docentes e servidores técnico-administrativos no dia 20/12/2024. Além do abono que alivia o bolso nesse final de ano a Unesp conquistou três progressões na carreira, o que significa ganho perene e no salário.

A USP, além de já ter pago um Abono de R$ 10 mil, deu outro de R$ 9 mil nesse fim de ano.

E a Unicamp? O que fez para equiparar a Isonomia com as suas coirmãs? NADA!

10/12 tem ATO com Paralisação em frente à Reitoria

Dia 10/12 tem Consu Orçamentário. Por isso vamos PARALISAR TODAS as UNIDADES da UNICAMP e fazer bastante barulho em frente à Reitoria.

Foi aprovado na nossa última assembleia, (26/11), esse movimento na luta pelo Abono e também para solicitar extensão dos benefícios aos aposentados. Traga sua panela, seu apito, e sua vuvuzela, para juntos lutarmos pelos nossos direitos.

Novo documento vai solicitar a entrada do Abono na Pauta do Consu do dia 10/12

O STU em conjunto com a bancada de funcionários do Consu, os futuros conselheiros, e docentes vão solicitar a entrada na pauta do Abono/Prêmio de R$ 10 mil para os trabalhadores da Unicamp, no Consu dessa terça-feira, 10.

Conforme os dias vão passando nesse final de ano a gestão da Unicamp está ficando cada vez mais “mal na fita”! Mas nós não vamos desistir! Vamos nos unir, e vamos brigar juntos pelas nossas demandas!

Temos 6 dias pela frente, chame todos os colegas do seu setor e vamos construir um grande ATO!

Vamos nos concentrar em frente à Reitoria na próxima terça-feira, 10/12, a partir das 9h!

Queremos o nosso Abono e a extensão dos benefícios para os aposentados!

Confira abaixo o ofício nº 607/2024, que foi enviado para a Reitoria:

poradmin

Chega de Exploração! Dias 15 e 16/10 tem Paralisação para Exigir Isonomia e Valorização!

Assembleia aprova Jornada de Luta, de 14 a 25/10, em resposta ao descaso do Tom Zé

Na tarde desta quinta-feira (10), nossa assembleia aprovou uma Jornada de Luta para exigir da reitoria a tão prometida isonomia com a USP.

Não dá mais para aceitar a política de desvalorização e descaso que a gestão atual impõe aos trabalhadores da Unicamp.

Ontem (9), fomos surpreendidos com a notícia do pagamento de um novo prêmio de R$ 9 mil para os/as trabalhadores/as da USP. Enquanto isso, aqui o reitor segue ignorando as nossas demandas e fugindo do diálogo.

Agora, de forma oportunista, percebendo que estamos indignados e nosso movimento está se reorganizando e ganhando força, a reitoria correu para enviar um ofício, marcando uma reunião com o STU e a ADunicamp apenas para o dia 25/10. Isso, depois de meses se recusando a nos receber e a negociar.

Desde o ano passado, o reitor se esconde e vira as costas para os trabalhadores, ignorando os compromissos assumidos de garantir isonomia salarial e de benefícios com a USP.

Mas agora que decidimos endurecer o movimento, ele tenta agir para desmobilizar nossa luta.

Não se enganem: esse convite de última hora é uma tentativa desesperada de enfraquecer nossa mobilização. Só porque decidimos nos levantar contra essa política vergonhosa, ele resolveu “se mexer”.

Não vamos cair nessa armadilha! Chega de enrolação!

Nossa Jornada de Luta começa na próxima segunda-feira (14) e vai até o dia 25/10, quando está prevista a reunião com a reitoria. Mas até lá, não daremos um passo atrás: nos dias 15 e 16/10 vamos parar a Unicamp e cobrar do reitor, e até dos reitoráveis, o compromisso com a nossa pauta.

Sabemos bem que a Unicamp tem recursos em caixa, mas o reitor Tom Zé, o pior de todos os tempos, prefere transformar a Unicamp na “prima pobre” das universidades estaduais, enquanto explora e desvaloriza seus trabalhadores.

A hora de agir é agora. Vamos mostrar que não aceitaremos mais o descaso. Segunda-feira começamos nossa Jornada de Luta e seguiremos firmes até sermos ouvidos e valorizados!

PROGRAMAÇÃO

14/10 (segunda-feira)

  • Reuniões de Unidade

15/10 (terça-feira) – em frente à reitoria

  • 9h Concentração com café da manhã
  • Paralisação com Ato
  • 14h – Debate com os companheiros do Sintunesp e Sintusp sobre as mobilizações da categoria

16/10 (quarta-feira)

  • Paralisação
  • Entrevista com os Reitoráveis (na sede do STU)

17/10 (quinta-feira)

  • Reunião de Diretoria
  • Assembleia Geral

18/10 (sexta-feira)

  • Reuniões de Unidades

25/10 (sexta-feira) – em frente à reitoria

  • Paralisação com Ato
  • Reunião de Negociação entre Reitoria, STU e ADunicamp.
porStéphane Powaczuk

STU e Fórum das Seis cobram reitores em evento na USP sobre Autonomia Universitária

O STU participou no dia 28/08, com uma delegação de diretores/as, integrantes da base e estudantes da Unicamp de um Ciclo Nacional de Seminários sobre “Autonomia Universitária”, no Instituto de Estudos Avançados da USP.

Devido a importância desse momento, uma conquista realizada na greve de 1988, e que hoje está em risco por conta do Governador Tarcísio de Freitas, e da mudança do financiamento das universidades através da reforma tributária, os/as nossos/as representantes juntamente com o movimento estudantil fez uma manifestação, em defesa da democracia, com cartazes solicitando que o Cruesp (Conselho de Reitores), receba o Fórum das Seis para reabrir negociação, e também pedindo negociação sobre a permanência estudantil.

O STU permanece constantemente na luta pela autonomia universitária e em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. Manifestações públicas como esta, feita em conjunto, reforça a nossa luta em prol da autonomia universitária, da democracia e do nosso pedido de renegociação com o Cruesp.

Também estiveram presentes outros sindicatos como ADunicamp, Adusp, Adunesp, Sintusp, Centro Paula Souza, o ex-ministro da Educação e ex-reitor da UNB, Cristovam Buarque, o reitor da USP, Carlos Gilberto, o reitor da Unicamp, Tom Zé, ex-reitores da Unicamp, entre outras pessoas convidadas.

porStéphane Powaczuk

ATO CONJUNTO MARCA PRIMEIRA NEGOCIAÇÃO EM QUE CRUESP APRESENTA 5% DE REAJUSTE

Ontem (16/05), os/as trabalhadores/as, estudantes e docentes da USP, Unesp e Unicamp realizaram um importante Ato Público na USP para cobrar o nosso reajuste de 18%, entre outros itens da nossa Pauta Unificada.

Apesar da comissão técnica do Cruesp, responsável por analisar o orçamento das universidades, reconhecer em reunião com o Fórum das Seis que há uma defasagem salarial Importante, o Cruesp decidiu apresentar o reajuste de 5% na primeira mesa de negociação.

Esse reajuste está bem abaixo das perdas salariais acumuladas pelas categorias.

Além das universidades encherem os cofres de dinheiro, o Cruesp quer jogar nas costas das categorias os custos das universidades.

É inaceitável!

Assim que terminou a negociação, o Fórum das Seis se reuniu para discutir os indicativos para as categorias.

Até o fechamento dessa matéria a reunião não havia terminado.

É importante que a gente se mantenha mobilizado porque só assim vamos conseguir avançar nas nossas conquistas!

A nossa luta é justa!

Intensificar Reuniões de Unidade

O STU orienta que a categoria intensifique as reuniões de unidade para debater nossas ações diante da proposta do Cruesp.

Agende a sua reunião e ligue para o STU (19) 3521-7412, ou envie um e-mail para [email protected] solicitando alguém da diretoria na sua unidade.

Compareça às atividades do STU para cobrarmos juntos/as o nosso reajuste!

Reajuste salarial é DIREITO de TODOS/AS!

Confira abaixo algumas fotos do ato na USP e da reunião de negociação com o Cruesp:

Fotos: Jornalistas Fernanda Freitas e Bahiji.

porFernanda de Freitas

Ponto Eletrônico – Desconto na USP

O documento abaixo mostra a experiência trágica dos/as companheiros/as com descontos de horas por conta de emendas de feriados e recesso.

porStéphane Powaczuk

Paralisação com ATO UNIFICADO mostrou indignação e força das/os trabalhadoras

Na terça-feira, 31/08, aconteceu um ato unificado entre a Unicamp, USP e UNESP em frente a reitoria da Unicamp, para cobrar do reitor Tom Zé, que é o presidente do CRUESP, a abertura de negociação da data-base de 2022.

O STU realizou diversas reuniões de unidades pelo campus algumas semanas antes do ato, o que resultou em um comparecimento bem expressivo da categoria nessa paralisação.

CATEGORIA RESPONDE AO CHAMADO DO SINDICATO

“Foi um ato bastante positivo no sentido em que as pessoas atenderam ao nosso chamado, a partir das reuniões de unidades que nós fizemos. Os setores que eu visitei eu vi as pessoas no ato. E agora infelizmente a nossa reitoria que não responde, as pessoas mais uma vez se decepcionam com uma reitoria que se diz democrática e foi eleita numa plataforma democrática e que não atende aos servidores”, avalia Marli Armelin, uma das Coordenadoras Gerais do STU.

O sindicato vem denunciando há meses a falta de diálogo que o Tom Zé tem adotado perante aos trabalhadores/as. O Fórum das Seis protocolou a pauta unificada de reivindicações há quatro meses, e até agora o Cruesp não sinalizou a possibilidade de reunião.

“O ato foi importante e superou a expectativa das entidades, nós percebemos que a categoria atendeu ao chamado do Fórum das Seis, e mostramos que tem recurso para reajustar o salário de 21%. Além disso, também tem recurso para fazer equiparação com a USP, (no caso do salário da Unicamp), e o vale refeição para Unicamp, que na USP já pagam” complementa o Coordenador Geral do STU, Pio Romera. Segundo Pio, como tem recurso em caixa as pessoas estão se sensibilizando e se mostrando mais propícias a paralisarem suas atividades.

OS REITORES ESTÃO SENTADOS E GUARDANDO O NOSSO DINHEIRO

O comprometimento com a folha de pagamento das três universidades, USP, UNESP e Unicamp, com salários em julho/2022 ficou em 69,21%, quase que inalterado mesmo após o reajuste de 20,67% em março deste ano.

AVALIAÇÃO DO ATO UNIFICADO

“O ato foi muito bom, o compromisso que tivemos de passar nas unidades foi muito importante, a gente viu a valorização que é estar corpo a corpo com o/a trabalhador/a. Agora nós não podemos parar, os próximos atos precisam ser muito melhores que esse, que já foi bom”, completa uma das Coordenadoras Gerais do STU, Elisiene Lobo.

O STU parabenizou no ato a categoria por ter participado da atividade de paralisação, se expressando em voz alta, e vestindo a camiseta laranja que pede Isonomia, Reajuste e Democracia! A nossa pauta é legítima, e os/as trabalhadores/as merecem respeito. Por isso estamos reivindicando o reajuste de 21%, Isonomia com a USP, e o Vale Refeição!

O reitor Tom Zé enviou um ofício ao Fórum das Seis informando que estaria fora da cidade de Campinas, e por isso seria impossível receber os representantes. Porém essa atitude só mostra a falta de democracia e de vontade que impera nas atitudes do reitor, pois sabemos que existe uma vice-reitora e chefes de gabinetes que poderiam conversar e receber o movimento.

Nós sabemos que tem dinheiro nas universidades para discutirmos o reajuste, portanto não vamos desistir de lutar.

Continuem acompanhando nossas redes sociais que em breve vamos divulgar nossos próximos passos para vencer essa batalha!

porFernanda de Freitas

UNESP avança na isonomia com a USP

A isonomia de salário e benefícios é uma bandeira histórica que não sai da nossa Pauta de Reivindicações Específicas. Entra e sai reitor e o STU segue pressionando por respostas que nunca chegam!

Semana passada, nossos/as companheiros/as da Unesp anunciaram que a reitoria de lá, depois e de muita pressão, demonstrou disposição de montar uma comissão entre sindicato e reitoria para estudar o assunto e construir uma proposta com vistas à aplicação da equiparação dos pisos salariais com os praticados na USP.

Toda vez que a reivindicação da isonomia aparece, a administração alega que a sua aplicação depende de um bom desempenho da economia e faz terrorismo dizendo que ela pode comprometer o reajuste salarial nas datas-bases futuras.

O fato é que a arrecadação de ICMS está crescendo, mas o arrocho salarial segue firme nas Universidades. Sem contar que no período de pandemia as instituições aumentaram os seus caixas e economizaram muito dinheiro com o lockdown. Enquanto isso, o/as trabalhadores/os da Saúde se mataram de trabalhar, e os que estavam em teletrabalho gastaram recursos próprios para manter equipamentos e serviços de telefone e internet, por exemplo.

O avanço conquistado pelos/as companheiros/as da Unesp é mais uma prova de as três Universidades Estaduais Paulistas têm dinheiro em caixa suficiente para negociar o reajuste salarial e implantar a isonomia entre as instituições. O que falta mesmo é disposição política para reconhecer e valorizar os/as funcionários/as.

Mais do que nunca, precisamos intensificar a nossa mobilização pressionando o reitor Tom Zé para que agende imediatamente a reunião de negociação da nossa Pauta de Reivindicações Especificas.

Para conhecer melhor a luta dos/as companheiros/as do Sintunesp acesse o Boletim Sintunesp – 13/06/2022, clique aqui.

Imagem do Banner: Reprodução/Wikimedia Commons

porFernanda de Freitas

Assine o Manifesto em Defesa do Hospital Universitário da USP

A comunidade universitária da USP elaborou o Manifesto em Defesa do Hospital Universitário para mobilizar a sociedade para impedir o fechamento desse importante hospital.

O documento aponta a grave situação do HU (Hospital Universitário) que ao longo dos anos vem sendo desmontando pela reitorias com apoio do governador Alckmin.

O manifesto denuncia que quando houve o PIDV (Programa de Incentivo à Demissão Voluntária), o HU perdeu 218 profissionais de saúde (cerca de 15% de seu quadro), dentre eles 18 médicos e que dada a dificuldade das condições de trabalho, nos meses posteriores mais 25 médicos se demitiram.

Somado a isso tem também os cortes de verbas, o fechamento de leitos de UTI’s, faltam materiais básicos para o atendimento, entre outros ataques.
O manifesto exige a imediata contratação de pessoal, de modo a reestabilizar o pleno funcionamento do Hospital Universitário e que sejam garantidas as condições necessárias ao seu funcionamento, “compatíveis com a qualidade da assistência, a segurança de pacientes e trabalhadores e a excelência do ensino”.

Acesse aqui o Manifesto em Defesa do Hospital Universitário da USP

 

poradmin

Boletim do STU 08/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 8 de abril de 2016.

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Ensino e assistência serão prejudicados

Desde 1989, ano em que USP conquistou a autonomia universitária, o Hospital Universitário da USP (HU) recebe 8% da verba destinada à Universidade de São Paulo, proveniente do governo do Estado, valor relativo que não foi modificado ao longo desses 25 anos. Mudanças expressivas ocorreram, como o aumento do interesse no hospital como cenário para o ensino, assistência e pesquisa no âmbito de um hospital secundário, acompanhando o crescimento da universidade.

O Hospital das Clínicas, que outrora fora o único hospital-escola da Faculdade de Medicina da USP, progressivamente foi cedendo lugar e dividindo com o HU a carga didática, ficando com a especialização médica, e o Hospital Universitário, com o ensino das áreas básicas da medicina. Atualmente, o HU é utilizado como plataforma de ensino para sete unidades da universidade ministrarem seus cursos de graduação, pós-graduação e aperfeiçoamento, além de receber alunos estrangeiros por meio dos programas de cooperação internacional.

Um diferencial do hospital é possibilitar o ensino baseado numa abordagem multidisciplinar integrando todas as áreas da saúde num mesmo ambiente, proporcionando a integralidade da assistência e do ensino da mesma nesses moldes.

O Hospital Universitário recebe anualmente 2.430 alunos entre graduandos e pós-graduandos que têm sua formação conduzida por profissionais de alta qualidade, dos quais mais de 50% possuem titulação acadêmica, que atuam como professores, além de praticar assistência e pesquisa, possibilitando aproximação entre a teoria e a prática. O HU é considerado um hospital de ensino de excelência, tendo recebido do Centro de Desenvolvimento de Ensino Médico 95% de ótimo e bom nas últimas cinco avaliações.

Cumprindo seu papel assistencial e social, o HU atende a população do subdistrito do Butantã, que tem 500 mil habitantes, e a comunidade USP, sendo o hospital de referência da região oeste da cidade de São Paulo, tendo realizado no ano passado 282 mil atendimentos de emergência, 12 mil consultas ambulatoriais por mês, 13 mil internações, 400 cirurgias por mês, 3.543 partos, 140 mil exames de imagem e 965 mil exames laboratoriais.

No momento atual, onde o orçamento de todas as unidades da USP está sendo reavaliado por orientação da reitoria, salientamos que já vinham sendo tomadas medidas internas no HU para redução de gastos, obtendo-se um decréscimo de 20% nos custos materiais ao longo dos últimos quatro anos.

É preciso lembrar que a política salarial dos funcionários do HU, assim como de todos os funcionários da USP, sempre foi determinada pela reitoria, não nos diferenciando em nada também nos planos de carreira adotados sob essa orientação. Somos unidade diferenciada no que se refere à jornada de trabalho, já que mantemos o funcionamento do hospital na assistência e no ensino.

A desvinculação do Hospital Universitário irá afetar o patrimônio da USP, o hospital perderá autonomia na diretriz de ensino e há o risco de esse não ser mais o seu foco, já que poderá ficar à mercê da política de saúde da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, que, atualmente, se depara com a falência do sistema público.

Será impossível manter excelência em ensino após troca de equipes a preços de funcionários SUS. Dessa forma, para que possamos abrir espaço para discutir profundamente o papel científico-acadêmico do HU, somos contrários à desvinculação e favoráveis à discussão que permita uma tomada de decisão sob o ponto de vista administrativo que mantenha o vínculo entre o HU e a USP.

JOSÉ PINHATA OTOCH, 57, é diretor do Departamento Médico do Hospital Universitário da USP

Fonte: Portal Folha de S. Paulo

porFernanda de Freitas

Grevistas da Unicamp discutem situação da USP frente aos ataques do reitor Zago

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Decisão do Conselho Universitário da USP preocupa funcionários da Unicamp

Por ocasião de um imprevisto com o debatedor representante do comando de greve e da Comissão de Carreira da USP, Marcelo Cardaggi, não foi possível realizar o debate “Isonomia e Carreira” previsto para ocorrer hoje de manhã (27).

No entanto, o momento foi propício para que os trabalhadores em greve discutissem os desdobramentos da decisão do Conselho Universitário (CO) da USP, que aprovou ontem (26) a transferência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), do campus de Bauru, para a Secretaria de Saúde de Estado.

É bom lembrar que a desvinculação do Hospital Universitário (HU) foi retirada de pauta e a proposta do plano de demissão voluntária de cerca de dois mil funcionários não chegou a ser discutida.

Sendo assim, os trabalhadores da Unicamp debateram as propostas apresentadas pelo reitor da USP, Marco Antonio Zago. Essas ações, na verdade, representam o desmonte do serviço público patrocinado pelo governo Alckmin e, principalmente, configuram-se como ataques aos funcionários que estão pagando a conta pela má gestão do orçamento da universidade.

Os grevistas da Unicamp estão preocupados que esse modelo de gestão, que responsabiliza os servidores pelos problemas decorrentes da administração, possa chegar às demais universidades – Unicamp e Unesp. Os depoimentos dos trabalhadores foram marcados pela solidariedade de classe, já que a desculpa de “crise financeira”, supostamente instalada pelo “alto custo” da folha de pagamento das universidades, afeta não só a comunidade universitária, como também a população usuária dos serviços públicos.

 

Amanhã tem Comando de Greve e Assembleia

Seguindo o calendário da greve, amanhã (28), às 10h30, no Ciclo Básico (CB-01), o debate sobre os próximos passos da greve e a situação da USP serão aprofundados no Comando de Greve. Logo em seguida, às 14h, acontece a Assembleia Geral, também no CB.

poradmin

Boletim 052/2014

Baixe aqui o Boletim 052/2014, de 14 de Julho de 2014.

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poradmin

Greve segue forte na Unicamp, USP e Unesp

A greve segue forte nas três universidades estaduais paulistas após o Cruesp manter a intransigente proposta de reajuste zero. Em nota conjunta publicada neste dia 10, Adunesp e Sintunesp reafirmam a continuação da greve naquela Universidade. Após reunião com a reitora da Unesp e presidenta da Cruesp, Marilza Vieira Cunha Rudge, os trabalhadores apontaram que o discurso de resolver as pautas específicas antes da pauta unificada do Fórum das Seis é mais uma tentativa de enfraquecer o movimento.

Na USP também foi deliberado que nenhuma pauta especifica será discutida antes da negociação salarial e a pauta unificada. Em nota divulgada pelo Sintusp também no dia de ontem, chamou-se a atenção para o fato de que os reitores querem vencer a greve pelo cansaço. Porém, a categoria segue unida, sem medo de manter a greve até que as reivindicações sejam atendidas. A Adusp manteve a paralisação em assembleia realizada no dia 8 e agendou uma série de atividades de mobilização até a próxima reunião arrancada pelo Fórum das Seis com o Cruesp, marcada para o dia 16, após as categorias repudiarem a manutenção do reajuste zero e decidirem em todas as três universidades estaduais paulistas seguir na luta unificada por respeito e pela recomposição salarial.

Em assembleia lotada no dia 7, os docentes da Unicamp também decidiram prosseguir com o movimento. Em relação ao comunicado do reitor José Tadeu Jorge, a Adunicamp informa que a categoria deliberou que a negociação da pauta específica será aceita desde que a reitoria reconheça formalmente que houve perdas salariais e que elas serão repostas, entre outras condições – como a adequação do calendário letivo após o término da greve.

O Fórum das Seis deliberou que as entidades devem negociar as pautas específicas somente após discussão da Pauta Unificada. No dia dia 16/7 (quarta-feira), antes da reunião com o Cruesp, agendada para as 15 horas, o Fórum volta a se reunir.

Negociação salarial já!