Arquivo anual 20 de julho de 2022

porFernanda de Freitas

Festa Julina dos Aposentados foi um verdadeiro sarau cultural

A tradicional Festa Julina dos Aposentados veio com tudo que tinha direito: cachorro-quente, doces típicos, arroz doce, pipoca, quentão, vinho quente e muito mais.

Teve muito modão de viola, arrasta-pé e até trabalhadora da Unicamp cantando e encantando, como é o caso da Marli Amelin, Cleusa Schetini, dona Catarina C. Moura, dona Maria da Conceição Francelino, entre outras preciosidades.

O correio elegante espalhou muito carinhoso e a cadeia montada no recinto pegou muita gente desprevenida.

O ponto alto da festa foi o Bingo que sorteou muitos presentes, como artigos de cozinha e decoração, cesta básica, refeições doadas pelos feirantes do Ciclo Básico, e outros itens disputadíssimos.

A festa promovida pela Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU e organizada com muito cuidado e dedicação pela diretora Sandra Ramos, foi muito divertida e elogiada.

“Ela deu aquele ânimo que faltava para seguirmos firmes no segundo semestre depois de dois anos de isolamento na pandemia. Foi muito bom rever tantos colegas, saber que eles estão bem, voltar a conversar, sorrir novamente e aquecer o coração”, comentou uma companheira aposentada que não quis se identificar.

Os diretores Antônio de P. Ilanes e Ronald Santos também integram a coordenação de aposentados.

Um dedinho de verso

Outro destaque da festa foi o lançamento da coletânea “Arca Literária – Volume I”, que traz contos, crônicas, poesias, mensagens, cartas, poemas, cordéis e outros estilos literários distribuídos em 450 páginas.

Idealizado e organizado pelo violeiro João Aniceto da Silva, o João da Viola, o livro conta com 11 escritores participantes das rodas de viola que decidiram se aventurar no mundo das letras para registrar as suas memórias em prosa e versos, entre eles, o próprio João.

Entre os autores, o livro conta com textos das companheiras aposentadas da Unicamp, dona Catarina, poetisa, historiadora, violeira e cantora, que trabalhou por 30 anos na instituição e dona Maria Francelino, poetisa, autodidata, cantora e pesquisadora, com 28 anos dedicados à universidade. Ambas integram o Departamento de Aposentados do STU. E tem também o jovem talento, a bióloga Lívia Ramos da Silva, mestranda da Unicamp.

A parceria “literatura com cantoria” deu tão certo que os autores já planejam o segundo volume.

O livro pode ser adquirido com o João da Viola pelo Celular (19) 99269-2448 ou e-mail [email protected].

porFernanda de Freitas

Campanha de Solidariedade: Doe Sangue. Salve Vidas!

A cobertura do Hemocentro Campinas abrange mais de 80 municípios, que totalizam mais de 7 milhões de habitantes.

Manter o estoque de banco de sangue para essa densidade populacional é um desafio diário para o Hemocentro Unicamp.

Colabore! Salve vidas doando sangue!

Os pontos de coletas são:

  • Unicamp/Hemocentro: 0800-722-8432
  • Hospital Municipal Dr. Mário Gatti: (19) 3272-5501
  • Hospital Estadual de Sumaré: (19) 3883-8909
  • Piracicaba/Hemonúcleo: (19) 3422-2019

Escolha o local, ligue e agende sua doação!

Uma campanha do Hemocentro Unicamp, do STU – Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp e da ADunicamp – Associação de Docentes da Unicamp. Compartilhe!

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar – Maria Julia Lima de Mesquita

É com profunda dor que informamos o falecimento da Sra. Maria Julia Lima de Mesquita, mãe do companheiro Francisco Genézio Lima de Mesquita (IA/Unicamp), ocorrido ontem (18/07). O sepultamento aconteceu nesta terça-feira de manhã (19).

Genézio integrou a última diretoria do STU, mandato 2017/2022, e foi presidente da CIPA Unicamp, gestão 2018/2019.

A diretoria do STU lamenta e expressa os sentimentos de condolências à família e amigos do companheiro Genézio pelo falecimento de uma pessoa tão querida. 

porFernanda de Freitas

Colabore com a rede de apoio aos ingressantes indígenas

A Rede Ñaduti de apoio aos estudantes indígenas da Unicamp precisa de auxílio para, principalmente, a compra de passagens aéreas para os estudantes indígenas ingressantes do Vestibular Indígena de 2022.

Segundo a rede, atualmente, cerca de 60% desses estudantes não têm condições financeiras para custear os gastos com transporte, de suas comunidades de origem até a cidade de Campinas/SP.  Devido ao fato de a maior parte desses estudantes, em torno de 90%, serem provenientes da região Norte do Brasil, deslocar-se de avião acaba sendo o meio de transporte mais viável.

É importante destacar que a assistência prestada pelo SAE (Serviço de Apoio ao Estudante) acontece principalmente por meio das bolsas-auxílio moradia, BAE (antiga bolsa-trabalho), alimentação e transporte, que na prática são possíveis e contribuem com a permanência dos estudantes quando já estão na universidade. No entanto os gastos com o deslocamento acabam sendo por conta dos estudantes.

Atualmente, o preço de uma passagem aérea Norte-Sudeste é de aproximadamente mil reais. Nesse sentido, a Rede Ñaduti tem uma demanda de arrecadação de que se aproxima de R$ 70 mil.

Democratização da Unicamp

A Rede Ñaduti tem como objetivo atuar na recepção e integração dos ingressantes do vestibular indígena. E a democratização do acesso à universidade e a defesa das cotas étnico-raciais são bandeiras históricas do STU, por isso, não podemos ficar de fora dessa rede solidária.

A Coordenação do Coletivo dos Estudantes Indígenas está recebendo doação:

  • Conta Bancária: Nubank
  • Agência: 0001
  • Conta: 69723655-7
  • Pix: (97) 99195-7746 (nome: Tatiane Prado Arantes).

Para mais informações: [email protected].

Vamos juntos ajudar nessa rede de colaboração e incentivo à chegada dos novos ingressantes indígenas na Unicamp, faça a sua doação ou ajude na divulgação dessa causa.

porFernanda de Freitas

PEC do piso da enfermagem é aprovada em 2º turno na Câmara dos Deputados

Nesta quarta-feira (13), os profissonais da enfermagem conquistaram mais uma vitória!

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que instituiu o piso nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras, foi aprovada em 2º turno na Câmara dos Deputados.

A companheira Maria Edith esteve em Brasília com Coren-SP para acompanhar a votação da PEC

A medida foi aprovada com 473 votos a favor, nove contrários e uma abstenção.
A PEC traz mais legalidade para o Projeto de Lei 2564/2020, que institui o piso da enfermagem, já aprovado no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

Vale destacar que, mesmo aprovado, esse projeto ainda não foi enviado para sanção presidencial.

Agora, com a segurança jurídica estabelecida pela PEC 11, que foi aprovada em dois turnos, o projeto de lei deverá ser encaminhado à sanção presidencial e tem grandes chances de ser instituído no país.

Para Maria Edith de Almeida, diretora do STU e conselheira do Coren (Conselho Regional de Enfermagem) de São Paulo, o momento é de celebrar essa luta de mais 20 anos por remuneração justa. “Essa vitória trouxe mais força para seguirmos firmes avançando em outras pautas igualmente importantes para a categoria”, disse.

Edith comentou que a valorizaçao da categoria passa também pela aprovação de um piso salarial mais justo, a instituição da jornada de 30h semanais e melhores condições de trabalho e de vida para toda a categoria.

“A pauta da enfermagem nunca avançou no parlamento, por isso, não vamos descansar enquanto não houver garantia de melhores condições de vida e de trabalho para toda a enfermagem do país”, explicou a conselheira.

Essa luta histórica por remuneração digna é muito justa e necessária e está cada vez mais perto de se tornar realidade!

O STU tem muito orgulho de fazer parte da luta dos profissionais da enfermagem e aproveita para parabenizar à enfermagem brasileira: vocês merecem muito mais!

Imagem: Coren

porStéphane Powaczuk

FASUBRA promove o IV Encontro LGBTQIA+ no início de agosto

A FASUBRA Sindical, por meio da Coordenação LGBTI, realiza nos dias 5 e 6 de agosto, em Brasília/DF, o IV Encontro LGBTQIA+ com a temática central “Cidadania LGBTQIA+ na Educação Pública e na Sociedade”. O objetivo é identificar estratégias de interação entre as trabalhadoras e os trabalhadores das universidades e a comunidade LGBTQIA+, a partir de políticas de diversidade e inclusão.

O encontro também busca fomentar políticas de convivência na comunidade universitária, aumentar o interesse das entidades de base em discutir o tema com a categoria e coletar informações sobre as políticas de diversidade e inclusão no movimento sindical e nas universidades, possibilitando a identificação de diversas estratégias para o convívio entre a pluralidade de gênero no meio acadêmico, entre outros aspectos.

Durante dois dias, as técnica-administrativas e os técnico-administrativos em educação vão debater diversas temas de interesse das pessoas LGBTIA+, entre eles: combate à violência e promoção dos direitos de cidadania LGBTQIA+ nas políticas públicas; sobrevivência LGBTQIA+ no Brasil de hoje; sindicalismo e as lutas pela visibilidade e igualdade de direitos das pessoas LGBTQIA+ no mundo do trabalho; as leis de proteção da comunidade LGBTQIA+ no Congresso; estratégias para a defesa e proteção dos direitos da pessoa LGBTQIA+ no ambiente sindical; democracia e garantias de direito na legislação brasileira e o papel dos movimentos sociais nas lutas contra a discriminação e violência à pessoa LGBTQIA+. O encontro ainda contará com apresentação de peça teatral e dinâmica de grupo.

A Coordenação LGBTI da FASUBRA recomenda que suas entidades de base priorizem a participação de representação que estejam inseridas no debate LGBTQUIA+ na universidade e ou na cidade de origem. As inscrições dos participantes serão realizadas por meio do e-mail [email protected].

Imagem e Texto: FASUBRA

porFernanda de Freitas

PEC do piso da enfermagem é aprovada em 1º turno na Câmara dos Deputados

Nesta terça-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno o texto-base da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do piso salarial da enfermagem.

Com 425 votos favoráveis, sete votos contra e uma abstenção, a PEC 11/2022 precisa ser votada em segundo turno, previsto para acontecer ainda hoje.

A PEC estabelece uma segurança jurídica para o Projeto de Lei 2564/2020, que já está aprovado no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

Vale destacar que o projeto de lei institui a remuneração mínima de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras.

Segundo a Constituição Federal, projetos de lei que aumentam a remuneração de servidores públicos só podem ser propostos pelo presidente. Como há um grande contingente de profissionais da saúde trabalhando em hospitais públicos, a aprovação da PEC 11/22 traz legitimidade e segurança jurídica e também evita questionamentos judiciais a respeito do piso.

Imagem de Yerson Retamal por Pixabay 
porStéphane Powaczuk

STU convida para roda de conversa sobre Mulheres e LGBTQIA+

As Coordenações de Mulheres e LGBTQIA+ do STU vão realizar uma roda de conversa com café no dia 14/07, às 9h, sobre mulheres e LGBTQIA+ e espera você para participar.

Ameaça para as Mulheres

– Recentemente falamos sobre a menina de 11 anos que teve o direito de aborto violado depois de ser estuprada;

– Há duas semanas a atriz Klara Castanho de 21 anos teve o sigilo violado depois de ser estuprada e encaminhar a criança a adoção;

– Essa semana uma mulher é estuprada enquanto realizava uma cesárea.

A mulher brasileira e o grupo LGBTQIA+ não tem um momento de sossego, e o pior, justamente por sermos quem somos.

Feminicídio no Brasil

Infelizmente os dados não são bons, em 2021 nosso país registrou um estupro a cada 11 minutos, e um Feminicídio a cada 7 horas, segundo um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Convivemos com elevadas estatísticas de violência praticadas contra as mulheres, o que torna o Brasil o 5 º país com maior taxa de homicídios contra as mulheres, segundo dados do Mapa da Violência 2015 (Cebela/Flacso).

Confira o cronometro da violência contra as mulheres no Brasil:

Existe uma lei do Feminicídio, que é a Lei 13.104/15, mas ela se aplica apenas a casos como: violência doméstica ou familiar, ou menosprezo ou discriminação contra a condição da mulher.

Medidas para enganar as mulheres

O atual governo lançou um programa chamado Emprega + Mulheres e Jovens, furada na certa! A Medida Provisória 1116/2022, na prática vai servir para jogar nas costas dos/as trabalhadores/as as obrigações que deveriam ser do governo e dos empresários. O objetivo dela é promover mais flexibilidade nos direitos trabalhistas.

Estamos abertas para conversar sobre estes e outros assuntos, e por isso a sua presença é muito importante nesse encontro.

Entendemos que muitas vezes são temas delicados, mas estamos aqui para debater e encontrar formas de nos fortalecer para juntas lutarmos contra qualquer tipo de violência que possa acontecer para as mulheres e o grupo LGBTQIA+.

Te esperamos dia 14/07, às 9h, com um café quentinho na sede do STU.

Confira a seguir o vídeo da Técnica em Enfermagem e diretoria do STU, Elisiene Lobo sobre a reunião:

porFernanda de Freitas

Intolerância, ódio e violência política aumentam durante a pré-campanha eleitoral

Incentivados pelo discurso de ódio do presidente, apoiadores, milicianos, bolsonaristas e até terroristas, todos “cidadãos de bem”, propagam a intolerância, agem com violência e seguem impunes no país.

Na última semana foram quatro episódios graves de violência política: tiro na redação do jornal Folha de S. Paulo; ataque com fezes, ovos e terra ao carro do juiz que determinou a prisão do ex-ministro do MEC, Milton Ribeiro; bomba caseira lançada contra o ato público de Lula, na Cinelândia/RJ e a invasão de uma festa de aniversário por um policial penal federal bolsonarista que assassinou o aniversariante, um dirigente petista, em Foz do Iguaçu (PR).

Na mesma semana, em sua live, o presidente afirmou “Não preciso dizer o que estou pensando, ou o que está em jogo. Você sabe como você deve se preparar, não para um novo Capitólio, ninguém quer invadir nada. Mas sabemos o que temos que fazer antes das eleições”.

Para bom entendedor esse recado está bem explícito, o objetivo é inviabilizar a eleição.

Cortina de fumaça

Quanto mais cobramos democracia, empregos, direitos, o fim da destruição do Estado e da fome, mais aumenta a escalada de violência contra sindicalistas, militantes e parlamentares opositores do governo.

Não é coincidência, isso tem um nome, chama-se cortina de fumaça!

Para abafar a insatisfação da classe trabalhadora que denuncia o mau governo e essas medidas eleitoreiras que não resolvem o problema da população carente, setores conservadores promovem diversos atentados para desviar a cobertura da imprensa e minar o poder de mobilização dos cidadãos.

Esses bolsonaristas que querem encobrir o escândalo no MEC, minimizar a retirada dos nossos direitos e nos intimidar intensificando os ataques aos grupos progressistas, não vão nos calar.

Essa polarização ideológica iniciada pelo presidente prejudica o futuro do país e não tem nada a ver com a luta do bem contra o mal como ele prega.

Esses e outros episódios de intolerância política e violência são crimes e as autoridades devem investigar todos os casos, identificar esses agressores, punir com rigor os culpados e, principalmente, coibir qualquer tentativa de intimidação.

A diretoria do STU repudia veementemente a escalada de ataques e quaisquer outros atos violentos que ameaçam a democracia e as instituições do país ou colocam em risco a vida e o direito de livre manifestação das pessoas.

porFernanda de Freitas

Pauta Específica traz cobranças urgentes como carreira e correção de benefícios

Quinta-feira passada (6), a diretoria do STU protocolou a Pauta Específica de Reivindicações 2022 e um ofício solicitando o agendamento de uma reunião com a reitoria para iniciar as discussões sobre a pauta.

Na pauta estão elencadas 29 demandas que cobram a garantia de abertura de concursos públicos; correção anual dos benefícios (alimentação / refeição / criança / especial), inclusive do período em que os benefícios foram congelados; cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta que coíbe o assédio moral, teto único para todos (docentes e funcionários), entre outras reivindicações.

Demandas salariais

Sabemos que, mesmo na pandemia, o caixa da Unicamp cresceu à medida que o arrocho salarial e as condições de trabalho só pioraram. Além disso, o reajuste salarial de 20,67%, feito em março passado, não foi capaz de repor a defasagem salarial.

Para minimizar essas perdas e fazer valer o compromisso histórico de isonomia salarial com a USP cobramos o pagamento de auxílio-alimentação no valor de R$ 1.596,94 e vale refeição de R$ 990,00.

A pauta prevê ainda a redução do custo da alimentação no bandejão, pagamento de periculosidade para os estatutários da vigilância e demais setores da segurança e o reajuste anual do auxílio-transporte para os funcionários que residem fora de Campinas.

Tem também a incorporação da contagem do tempo de trabalho, que foi suspensa pela Lei Complementar 173/20 na pandemia e pagamento de 30% da GR no período de nov/2017 a jun/2020.

Lutas históricas

Devido à insatisfação gerada no processo de progressão da carreira cobramos novamente a sua reformulação com discussão feita em comissão paritária (STU e reitoria).

Por conta da especificidade do trabalho nossa pauta incorpora as reivindicações das professoras da DEdIC, dos profissionais da Saúde e dos engenheiros.

Sempre buscando a melhoria das condições de trabalho exigimos o fim das terceirizações e a abertura de discussão sobre o teletrabalho.

Dada a urgência de algumas demandas, esperamos que o reitor não fuja da negociação, como tem feito em relação à Pauta Unificada do Fórum das Seis.

Clique aqui para baixar a íntegra da Pauta Específica de Reivindicações dos Trabalhadores da Unicamp – 2022.

porStéphane Powaczuk

VITÓRIA: PEC que proíbe cortes na Educação passa na CJC

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (6/7), por ampla maioria (40 votos favoráveis e 12 contrários), o parecer do relator à PEC 96/2019 pela admissibilidade da proposta. A PEC 96/2019, de autoria da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), visa proibir os contingenciamentos orçamentários na educação pública, o que representa uma grande vitória. A proposta inclui no artigo 166 da Constituição a obrigatoriedade de execução integral da programação orçamentária relativa à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

Foto: Fasubra

A pressão de entidades da Educação foi fundamental para a aprovação da PEC na CCJC. Nesta terça-feira (5/7), as entidades do setor, entre elas a FASUBRA Sindical, divulgaram uma carta aberta por sua aprovação. O documento também foi entregue pessoalmente a diversos parlamentares integrantes da Comissão. Após a aprovação da constitucionalidade, a proposta segue agora para uma Comissão Especial que vai analisar o mérito e, em seguida, para o Plenário.

Na carta, as entidades destacam que a Constituição Cidadã de 1988 positivou a educação como direito de todos e como dever da família e do Estado. “Entretanto, em praticamente todos os anos e, certamente em todos os governos, aconteceram cortes, bloqueios e contingenciamentos dessas verbas destinadas à manutenção e desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão pelas leis orçamentárias”, contestam.

O documento ainda reforça os constantes cortes no orçamento do MEC ocorridos recentemente. “O último deles no dia 23 de junho, pela Portaria SETO/ME nº 5.649/2022 no qual se efetivou mais um corte de 1,2 bilhão de reais. Desse valor, mais de R$ 600 milhões foram retirados das verbas discricionárias de Cefets, universidades e institutos federais. Várias dessas instituições já manifestaram dificuldade em cumprir com seus compromissos e até mesmo manter o seu funcionamento até o final do ano”, denunciam.

Segundo o Coord. Geral da Fasubra, e Diretor do STU, Toninho Alves fruto da pressão da Fasubra e demais movimentos estudantis, foi conseguido que essa PEC 96/19 fosse admitida pela CCJ em Brasília e dessa forma sendo encaminhada na próxima semana para votação em plenário. “Foi uma vitória estrondosa porque essa PEC garante o orçamento impositivo das instituições de educação”.

Para a FASUBRA Sindical, que defende a Educação pública, gratuita e de qualidade, é necessário manter a pressão durante a tramitação da PEC no Congresso Nacional para que a vitória seja efetivada. Em defesa da Educação! Não aos cortes!

Íntegra da carta: https://bit.ly/3NNiZcY.

Fotos: FASUBRA
Texto: colaboração FASUBRA.

porStéphane Powaczuk

Aborto no Brasil: que tipo de luta as mulheres precisam fazer pela sua liberdade?

As mulheres precisam constantemente se defender das inúmeras violências cometidas contra elas. E muitas vezes essas violências são promovidas até mesmo pelos próprios governantes do nosso país.

Recentemente o caso da menina de 11 anos, impedida de realizar o aborto legal em SC, chocou o país. O caso da atriz Klara Castanho de 21 anos, que engravidou após estupro e entregou a criança para adoção, também mostrou o quanto precisamos debater sobre esse assunto. Então agora eu te convido a mergulhar nos próximos tópicos que trouxemos para refletir a forma com a qual isso é tratado no Brasil.

Como funciona o aborto no Brasil?

No Brasil, a prática do aborto é considerada ilegal, mas tem algumas exceções definidas pelo Código Penal. Só é permitido em casos de estupro (até 22 semanas), se há risco de morte para a mãe e o bebê e fetos com anencefalia (má formação que acontece durante a gestação caracterizada pela ausência do encéfalo e calota craniana).

A Argentina fez um movimento muito forte com “panos verdes” pela legalização do aborto que foi vitorioso somente em 2020. Foto: Brasil de Fato.

Diferença em legalizar e descriminalizar

Existe uma diferença entre a legalização e a descriminalização do aborto. A legalização faz com que as possíveis sanções para o ato sejam eliminadas e exista uma regulamentação do mesmo.

A descriminalização deixa de ser ilícita apenas do ponto de vista penal. Mas ainda podem existir punições administrativas. Quando se criminaliza, abortar é considerado um crime.

De acordo com o mapa podemos ver que o Brasil é um dos países que criminaliza o aborto com exceções.

De quem é esse direito de escolha sobre o aborto?

Logo na chegada desse atual governo observamos o quanto os direitos reprodutivos e a saúde das mulheres estiveram em cheque pelo conservadorismo. A própria ex-ministra da mulher, família e direitos humanos, Damares Alves se posicionou contra o aborto em qualquer circunstância.

Para o médico ginecologista, obstetra e professor da USP, Jefferson Ferreira, “o aborto não deve ser feito pela minha convicção, mas pela convicção de cada mulher, ela que deve decidir se isso é possível ou não. Os motivos não deveriam ser do Estado, mas da mulher”. Infelizmente o parlamento conservador, e de extrema direita no Congresso Nacional encoraja propostas retrógradas com viés ideológico para nortear o nosso país.

A mídia acima do código de ética

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) anunciaram que vão apurar a denúncia da atriz Klara Castanho contra uma enfermeira que teria ameaçado divulgar para a imprensa informações sobre a entrega do bebê (fruto de um estupro) para adoção. Segundo o código de ética dos profissionais de enfermagem é preciso respeitar e manter sigilo sobre fatos que tenham acontecido em razão da atividade profissional.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), também se posicionou após o jornalista Leo Dias expor na mídia a situação pessoal da atriz. “São fortes as evidências de que o colunista feriu o Código de Ética do Jornalista Brasileiro”, disse a FENAJ.

São inúmeros os casos e acontecimentos que colocam em risco a saúde da mulher, seja por violência psicológica ou física.

O STU possui uma coordenação de mulheres, que vai realizar uma roda de conversa com café no dia 14/07, às 9h, sobre Mulheres e LGBTQIA+ e espera você para participar. Estamos abertas para conversar sobre estes e outros assuntos.

Sabemos que muitas vezes são temas delicados, mas estamos aqui para debater e encontrar formas de nos fortalecer para lutarmos contra qualquer tipo de violência que possa acontecer.

porFernanda de Freitas

Fórum Nacional das Centrais Sindicas em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

O Fórum Nacional das Centrais Sindicas em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – composto pelas Centrais Sindicais CTB, CUT, CSB, CSP Conlutas, Intersindical, Nova Central, Força Sindical e UGT – realizará no dia 13/08, às 18h, o evento preparatório para a Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde 2022, com transmissão via Zoom.

O tema do encontro será Saúde do trabalhador e da trabalhadora como direito humano fundamental: Trabalhar sim, sofrer não, morrer jamais!

O objetivo do encontro é potencializar o debate sobre a importância do SUS e da ação sindical em defesa do SUS e de suas políticas de saúde do trabalhador e da trabalhadora.  E contribuir também com as propostas da classe trabalhadora na Conferência Nacional que acontecerá em 05/08, Dia Nacional de Saúde.

O Fórum Nacional é direcionado aos secretários/as de saúde das centrais sindicais, dirigentes de sindicatos, federações e confederações 

  • Programação:
  • 18h – 18h20 – Abertura: Representações das Centrais
  • 18h20 – 18h40 – A Proteção e promoção da Saúde dos/as trabalhadores/as: um olhar a partir da Atenção Primária para o trabalho e seus impactos no território!
  • 19h – Conferência Livre Democrática e Popular de Saúde: Objetivos e Eixos
  • 19h30 – Debate
  • 20h – Apresentação do documento das centrais para a etapa nacional
  • 20h30 – Encerramento


Para mais informações clique aqui e acesse o site “Frente Pela Vida”.

Fonte: Frente Pela Vida

porStéphane Powaczuk

IX Encontro Nacional de Aposentados(as), Aposentandos(as) e Pensionistas

A FASUBRA Sindical, por meio da Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria, realiza nos dias 18, 19 e 20 de agosto, em Brasília/DF, o IX Encontro Nacional de Aposentados(as), Aposentandos(as) e Pensionistas. O encontro foi uma deliberação da última Plenária e terá como eixo principal “Respeito, Direitos e Saúde Mental em tempos de Governo de Exceção e de Pandemia”.

Entre as palestras estão temas como:

– Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), direitos não cumpridos, principalmente no atual governo;

– Decreto 10.620/2021 e suas implicações na vida de aposentados/as, aposentandos(as) e pensionistas;

– Acolhimento e atenção ao idoso e idosa em suas angústias antes e durante a Pandemia;

– Benefícios da atividade física na terceira idade;

– Idosos e idosas são imprescindíveis na escolha dos futuros dirigentes do país;

– Como dar leveza e sentido à sua vida fazendo o que você gosta;

– Problemas e desrespeito aos aposentados/as e pensionistas das estaduais.

O encontro contará com atividades como almoço dançante e apresentação do Coral Vozes do Cerrado do SINT-IFESgo, da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A Direção Nacional da FASUBRA solicita que os sindicatos enviem os nomes dos participantes para o e-mail [email protected].

Em breve divulgaremos mais detalhes.

Imagem e Texto: FASUBRA.

porStéphane Powaczuk

PEC que proíbe contingenciamentos orçamentários na Educação está na pauta da CCJC

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 96/2019, de autoria da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que visa proibir os contingenciamentos orçamentários na educação pública, está na pauta desta quarta-feira (6/7) da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. A aprovação da PEC é de extrema importância em meio ao desmonte do Estado e dos constantes cortes do orçamento da Educação. Pressionem os deputados e deputadas que compõem a CCJ no link: https://bit.ly/3AodazG.

A proposta foi apresentada em meio às mobilizações do Tsunami da Educação de 2019 contra os cortes de até 30% no orçamento da educação pelo governo Bolsonaro e inclui no artigo 166 da Constituição a obrigatoriedade de execução integral da programação orçamentária relativas à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

Para a autora da PEC, a proposta representa um avanço contra o esvaziamento dos orçamentos da educação e a sua aprovação na CCJC, na comissão especial que avaliará seu mérito e no Plenário da Câmara depende de mobilização permanente das categorias profissionais da educação e dos movimentos estudantis.

O relator da PEC, deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP), apresentou este ano o voto pela admissibilidade da proposta. “Não há, por conseguinte, qualquer vício de inconstitucionalidade formal ou material na proposta, bem como foram atendidos os pressupostos constitucionais e regimentais para sua apresentação e apreciação”. Veja o voto do relator: https://bit.ly/3nCzYnL.

Veja nota sobre a PEC 96/2019 da deputada Fernanda Melchionna: https://bit.ly/3OHfSVq.

Texto e foto: FASUBRA.