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porStéphane Powaczuk

Fasubra entrega plataforma programática e Eleitoral ao candidato Lula

A FASUBRA Sindical, seguindo a deliberação da Plenária Nacional, entregou a proposta de plataforma política dos técnico-administrativos em educação para o candidato e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Federação é protagonista porque é a primeira entidade dos servidores públicos federais a entregar a plataforma com propostas de governo para o candidato do PT à Presidência da República.

O encontro aconteceu na quinta-feira (18/8), em Belo Horizonte/MG, antes do comício na Praça da Estação. Além da entrega da pauta de reivindicações, a Diretoria Nacional (DN) da FASUBRA solicitou ao candidato uma reunião com as entidades dos SPFs e também a retomada da Mesa Nacional de Negociação Permanente.

A última Plenária Nacional aprovou o apoio à candidatura de Lula. Para a DN FASUBRA é urgente defender a democracia, o serviço público e eleger Lula já no primeiro turno.

Entre as propostas do documento estão:

  • Revogação da Emenda Constitucional 95;
  • Revogação da Reforma Trabalhista;
  • Revogação da Reforma da Previdência;
  • Não à Reforma Administrativa (PEC32);
  • Por uma reforma tributária que torne o sistema mais justo e progressivo, com taxação de lucros e dividendos, grandes fortunas e desoneração do salário;
  • Defesa da Educação gratuita e de qualidade, como direito público social de todos os cidadãos e cidadãs, responsabilidade do Estado;
  • Implementação do “Projeto Universidade Cidadã para os Trabalhadores”;
  • Exclusividade dos recursos públicos para instituições públicas oficiais;
  • Defesa da Autonomia Universitária, em todas as instituições públicas de ensino

Superior;

  • Abertura imediata de concursos públicos, via RJU, para recomposição do quadro de servidores;
  • Fim de intervenções do Ministério do Economia e de órgãos de controle;
  • Revogação da Reforma do Ensino Médio e ampla discussão nacional sobre a crise do Ensino Médio, para garantir oportunidades efetivas para a Juventude, com educação de qualidade;
  • Imediata recomposição orçamentária das instituições federais de ensino;
  • Defesa da democratização das universidades, no acesso, gestão e permanência estudantil;
  • Defesa da manutenção das políticas de cotas sociais e raciais;
  • Defesa do PNE;
  • Defesa do Fundo Social do Pré-sal com destinação a saúde e a educação;
  • Pela revogação da Lei que criou a EBSERH;
  • Pela paridade entre ativos e aposentados;
  • Não ao pagamento da Dívida Externa;
  • Auditoria da dívida pública.

A DN da FASUBRA informa ainda que nos próximos dias atualizará a plataforma, frente aos novos elementos da conjuntura acrescentando alguns pontos, como a defesa da democracia. A DN também encaminhará a plataforma aos demais candidatos do campo da esquerda, conforme deliberado na plenária. Participaram do encontro representantes da DN e do Sindifes.

Veja a Plataforma Programática e Eleitoral da FASUBRA na íntegra.

Foto: Ricardo Stuckert.

porFernanda de Freitas

Intolerância, ódio e violência política aumentam durante a pré-campanha eleitoral

Incentivados pelo discurso de ódio do presidente, apoiadores, milicianos, bolsonaristas e até terroristas, todos “cidadãos de bem”, propagam a intolerância, agem com violência e seguem impunes no país.

Na última semana foram quatro episódios graves de violência política: tiro na redação do jornal Folha de S. Paulo; ataque com fezes, ovos e terra ao carro do juiz que determinou a prisão do ex-ministro do MEC, Milton Ribeiro; bomba caseira lançada contra o ato público de Lula, na Cinelândia/RJ e a invasão de uma festa de aniversário por um policial penal federal bolsonarista que assassinou o aniversariante, um dirigente petista, em Foz do Iguaçu (PR).

Na mesma semana, em sua live, o presidente afirmou “Não preciso dizer o que estou pensando, ou o que está em jogo. Você sabe como você deve se preparar, não para um novo Capitólio, ninguém quer invadir nada. Mas sabemos o que temos que fazer antes das eleições”.

Para bom entendedor esse recado está bem explícito, o objetivo é inviabilizar a eleição.

Cortina de fumaça

Quanto mais cobramos democracia, empregos, direitos, o fim da destruição do Estado e da fome, mais aumenta a escalada de violência contra sindicalistas, militantes e parlamentares opositores do governo.

Não é coincidência, isso tem um nome, chama-se cortina de fumaça!

Para abafar a insatisfação da classe trabalhadora que denuncia o mau governo e essas medidas eleitoreiras que não resolvem o problema da população carente, setores conservadores promovem diversos atentados para desviar a cobertura da imprensa e minar o poder de mobilização dos cidadãos.

Esses bolsonaristas que querem encobrir o escândalo no MEC, minimizar a retirada dos nossos direitos e nos intimidar intensificando os ataques aos grupos progressistas, não vão nos calar.

Essa polarização ideológica iniciada pelo presidente prejudica o futuro do país e não tem nada a ver com a luta do bem contra o mal como ele prega.

Esses e outros episódios de intolerância política e violência são crimes e as autoridades devem investigar todos os casos, identificar esses agressores, punir com rigor os culpados e, principalmente, coibir qualquer tentativa de intimidação.

A diretoria do STU repudia veementemente a escalada de ataques e quaisquer outros atos violentos que ameaçam a democracia e as instituições do país ou colocam em risco a vida e o direito de livre manifestação das pessoas.