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porFernanda de Freitas

O encontro “Saúde em Debate” discutiu os desafios e soluções do sistema de saúde pública

Em junho o STU organizou o “Saúde em Debate”, um evento que debateu os entraves da Saúde Pública, especialmente para os/as usuários/as idosos/as.

O encontro foi aberto por Cleusa Schetini e Sandra Ramos, da Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU, com mediação de Elisiene Lobo, coordenadora geral do sindicato, que juntas garantiram uma condução qualificada das discussões. Além da participação especial da cerimonialista, Magdaelei Amorim.

O evento discutiu questões cruciais relacionadas à saúde pública. Entre os temas abordados estavam a valorização dos/as profissionais da saúde, as dificuldades enfrentadas pelos/as usuários/as do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), os desafios do sistema público de saúde e a necessidade de políticas de prevenção e tratamentos mais acessíveis.

Desafios do SUS e valorização dos/as profissionais da saúde

A maioria dos/as palestrantes apresentou preocupação com o desmonte do sistema de saúde público e os impactos negativos que isso tem tanto para os/as trabalhadores/as quanto para os/as usuários/as.
Houve também uma forte ênfase na necessidade de valorizar os/as profissionais da saúde, melhorando suas condições de trabalho e segurança. Foi destacada a sobrecarga enfrentada pelos/as trabalhadores/as, especialmente durante a pandemia de Covid-19 e nas crises subsequentes, como os atuais surtos de dengue e gripe.

O médico sanitarista e ex-presidente da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho), Pedro Tourinho, fez críticas ao governador Tarcísio e à administração local devido à falta de investimentos adequados no setor de saúde, destacando a precarização dos serviços e o sucateamento de hospitais importantes como o Hospital Mário Gatti.

Segundo ele, “com o passar do tempo, esse desenho político feito pela direita, pelo campo da extrema direita, prevê a extinção das funções públicas na área de prestação de políticas públicas. A direita tem uma compreensão mínima sobre isso. Para eles dever do estado é a segurança pública, sistema judiciário e praticamente só isso”.

Para Tourinho é importante lutar por uma gestão que possa aperfeiçoar a contratação e valorização dos/as profissionais da saúde porque essa política entreguista vai gerar a extinção do serviço público, como ele existe hoje.

Importância da prevenção na saúde

Um ponto central do debate foi a necessidade de focar em políticas de prevenção para evitar que a população chegue aos estágios finais de doenças, onde o tratamento é mais complexo e oneroso.
Sugestões incluíram o investimento em academias ao ar livre, retomada da Farmácia Botica da Família, hortas comunitárias que visem melhorar a qualidade de vida e prolongar a longevidade da população.

Com destaque também para a necessidade de fortalecimento e ampliação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, que oferece uma visão ampliada dos processos de prevenção dos agravos à saúde, assim como a promoção do cuidado integral do ser humano, pensando no meio ambiente e sua inserção na sociedade.

Para Carlos Eduardo Siqueira Pinheiro, assessor do mandato Gustavo Petta, “a saúde não é só o médico e a estrutura que nós conhecemos como os Centros de Saúde, as UPAS e os hospitais, ao contrário, ela integra também medidas como o combate à poluição, medidas como o saneamento básico, medidas como fortalecimento e o trabalho da prevenção nas escolas são parte do conjunto da prevenção da saúde na nossa cidade”.

A prevenção foi destacada como uma estratégia essencial para reduzir a incidência de patologias modernas com grande potencial para a redução de sintomas que acometem a saúde mental.

Para ele é fundamental “o fortalecimento do pronto socorro e do programa de saúde da família, que é um programa que ajudaria e contribuiria de forma exponencial para a garantia de um atendimento maior e de melhor qualidade lá na ponta”.

Os entraves do Iamspe

O Iamspe foi pauta de muita reclamação dos/as presentes na plateia, formada em sua maioria por funcionários/as estatutários/as idosos/as.

Um dos palestrantes ressaltou a importância da luta pelo Iamspe, destacando que é essencial para os/as servidores/as públicos, reivindicarem junto ao governo estadual a garantia de financiamento para a reestruturação do sistema.

A vereadora Paolla Miguel resgatou a história do Iasmpe que vem sofrendo reduções drásticas em seu orçamento, ao longo desses 63 anos de criação.

Segundo a parlamentar, de lá pra cá, houve cortes de cerca de 300 médicos/as e mais de mil funcionários/as da assistência e do administrativo. “Isso faz com que a gente perceba o quão difícil é a gente conseguir hoje uma especialidade. Então na cidade de Campinas, muitas vezes, quando as pessoas querem ter um atendimento mais humanizado ou querem buscar um atendimento profissional, elas não vão atrás do Iamspe porque elas sabem que lá é difícil você marcar consultas, é difícil marcar um atendimento especializado. Então, precisa buscar o Hospital do Servidor, lá em São Paulo, que é uma referência em saúde e acompanhamento, mas fica na cidade de São Paulo, o que acaba dificultando o acesso, principalmente da população mais periférica que tem dificuldade de ter acesso a um carro”, explicou a parlamentar.

Houve muitas críticas também em relação ao processo de desligamento solicitado pelo/a servidor/a, que atualmente não permite o seu retorno, prejudicando demais a vida daqueles/as que precisam retornar ao sistema.

Outro ponto discutido foi a necessidade de organização de uma luta unificada para fortalecer tanto o Iasmpe quanto o SUS. A defesa de um sistema de saúde público forte e bem financiado foi apresentada como crucial para garantir o atendimento adequado e humanizado aos/às servidores/as e à população em geral.

De acordo com Elisiene Lobo, coordenadora geral do STU, o governador Tarcísio tem tratado o serviço público de maneira negligente, confiscando verbas públicas da saúde e da educação, resultando em salários achatados, condições de trabalho precárias, aumento da sobrecarga de trabalho e inúmeros desafios no atendimento, especialmente na rede básica de saúde.

Desafios e aprendizados

O evento “Saúde em Debate” serviu como um fórum para discutir os desafios e soluções do sistema de saúde pública e as formas de melhorar a situação dos/as usuários/as e as condições de trabalho dos/as profissionais.

Para o presidente da Comissão Consultiva Mista do Iamspe, José Luiz Moreno, os sindicatos, funcionários/as público/as, usuários/as do SUS e população em geral precisam participar das audiências públicas onde são discutidos os rumos da saúde pública.

Segundo ele, o/a usuário/a do SUS ou do Iamspe estão interligados/as na mesma rede. E são nesses espaços de audiência que podemos questionar, reivindicar e acompanhar as políticas públicas.
“Então, para estar se organizando, para estar se fortalecendo, a gente tem que participar e a gente tem que debater, a gente tem que mostrar a cara, que nós somos uma população que defende o SUS e que defende o Iamspe ao mesmo tempo”, explicou Moreno que também é diretor da APEOESP.

A ênfase na valorização dos/as profissionais e o investimento nas políticas de prevenção e tratamento também foram pontos destacados como essenciais para um sistema de saúde mais eficiente e humano.
A explanação de cada debatedor/a ressaltou a importância de eventos como este para a troca de ideias e o fortalecimento do maior sistema público de saúde do mundo, o SUS.

A companheira Nayara Oliveira, do Movimento Popular de Saúde (MOPS), que fez muito falta no encontro, infelizmente não pode estar conosco por conta de um imprevisto.

Os/as convidados/as foram presenteados/as com o livro “A História de Luta dos Trabalhadores da Unicamp”, que conta a trajetória de organização e luta dos/as trabalhadores/as da Unicamp. A entrega foi feita pela Sra. Maria Conceição e Sr. Salomão, do Departamento dos Aposentdos/as do STU.

porStéphane Powaczuk

STU está recebendo sugestões para renovação do Acordo Coletivo da Saúde

O STU está recebendo sugestões para a renovação do ACORDO COLETIVO DA SAÚDE. Envie a sua sugestão para: [email protected]

Para acessar o Acordo Coletivo atual no site do STU é só clicar aqui!

porFernanda de Freitas

9ª Conferência Estadual de Saúde debateu os rumos do SUS

Dirigentes do STU integraram a delegação da conferência realizada em Campinas

Entre os dias 29 e 31/05, aconteceu em Campinas, a 9ª Conferência Estadual de Saúde de São Paulo que teve como tema “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia. Amanhã vai ser outro Dia”.

O objetivo do encontro foi preparar diretrizes para que o Estado de São Paulo contribua para a 17ª Conferência Nacional de Saúde.

Esses debates são essenciais e preparatórios para que as pessoas que utilizam os sistemas de saúde locais contribuam na elaboração do Plano Estadual de Saúde de São Paulo.

Segundo a coordenadora geral do STU, Elisiene Lobo, foram debatidas várias diretrizes, foi uma excelente conferência, pois se alcançou o objetivo de conversar sobre a defesa do SUS.
“O que mais me chamou atenção foi a diversidade das pessoas na mesa de abertura do evento e a coerência das pautas com a nossa realidade. O grau de paridade entre delegados/as, gestores/as, usuários/as e trabalhadores/as foi muito representativo também”, completa Elisiene.

“O que mais me chamou atenção foram os/as agentes de saúde e profissionais de enfermagem, que têm como uma determinação a defesa do SUS de qualidade. As pessoas que estavam no evento lutam com afinco em prol do SUS”, complementa a coordenadora da pasta de aposentados/as do STU, Sandra Ramos.

A 17ª Conferência Nacional de Saúde será realizada de 2 a 5/07, pelo CNS (Conselho Nacional de Saúde) e o Ministério da Sáude.

O evento, que acontece a cada quatro anos, é um dos mais importantes espaços de diálogo entre governo e sociedade para a construção das políticas públicas do Sistema Único de Saúde.

Foto: Wilson Tourinho

porFernanda de Freitas

Fórum Nacional das Centrais Sindicas em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

O Fórum Nacional das Centrais Sindicas em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – composto pelas Centrais Sindicais CTB, CUT, CSB, CSP Conlutas, Intersindical, Nova Central, Força Sindical e UGT – realizará no dia 13/08, às 18h, o evento preparatório para a Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde 2022, com transmissão via Zoom.

O tema do encontro será Saúde do trabalhador e da trabalhadora como direito humano fundamental: Trabalhar sim, sofrer não, morrer jamais!

O objetivo do encontro é potencializar o debate sobre a importância do SUS e da ação sindical em defesa do SUS e de suas políticas de saúde do trabalhador e da trabalhadora.  E contribuir também com as propostas da classe trabalhadora na Conferência Nacional que acontecerá em 05/08, Dia Nacional de Saúde.

O Fórum Nacional é direcionado aos secretários/as de saúde das centrais sindicais, dirigentes de sindicatos, federações e confederações 

  • Programação:
  • 18h – 18h20 – Abertura: Representações das Centrais
  • 18h20 – 18h40 – A Proteção e promoção da Saúde dos/as trabalhadores/as: um olhar a partir da Atenção Primária para o trabalho e seus impactos no território!
  • 19h – Conferência Livre Democrática e Popular de Saúde: Objetivos e Eixos
  • 19h30 – Debate
  • 20h – Apresentação do documento das centrais para a etapa nacional
  • 20h30 – Encerramento


Para mais informações clique aqui e acesse o site “Frente Pela Vida”.

Fonte: Frente Pela Vida

porFernanda de Freitas

Sistema do Iamspe sofre acesso não autorizado

Em comunicado oficial divulgado na Internet, o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de S. Paulo) anunciou que houve um acesso não autorizado aos dados cadastrais de um usuário.

A nota informa ainda que “o Instituto, imediatamente, realizou ações preventivas e corretivas nos processos e sistemas informatizados da entidade visando mitigar a vulnerabilidade detectada no sistema de cadastro dos seus contribuintes e dependentes”.

Procurado pela assessoria de comunicação do Sindicato o órgão informou que a questão foi prontamente resolvida e que os contribuintes e dependentes do Iamspepodem ficar despreocupados, pois seus dados estão seguros. Informaram também que, por conta da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), a instituição precisa comunicar publicamente o ocorrido e informar os usuários que constam no sistema de cadastro.

A vulnerabilidade a que estamos expostos na era digital é extremamente preocupante. Segundo reportagem do portal R7, o Brasil é 2º maior alvo mundial de ciberataques. Vários veículos de comunicação revelam que ocupamos o 6º lugar no ranking mundial de países com mais vazamentos de dados.

Nenhuma instituição pública ou privada está totalmente segura ou livre de vazamentos, ataques ou acessos não autorizados, visto que falhas e brechas mínimas em seus sistemas podem facilitar as ações de hackers.

No entanto, a diretoria do STU orienta que os/as trabalhadores/as fiquem atentos à forma como empresas e órgãos públicos usam, coletam, armazenam e divulgam os seus dados.

Destacamos que a LGPD e a Lei de Acesso à Informação são rígidas no que diz respeito à segurança, prevenção, tratamento, responsabilização e divulgação de dados.

Vamos seguir acompanhando e cobrando das instituições públicas, sejam Iamspe, Unicamp etc., que adotem todas as medidas técnicas e administrativas necessárias para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento e divulgação de dados dos/as funcionários/as.

poradmin

Comissão Consultiva Mista do Iamspe realiza audiência na Alesp

Nesta terça-feira (26) a Comissão Consultiva Mista (CCM) do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) realizou uma audiência pública na Assembleia Legislativa para debater a atual situação do atendimento em saúde aos servidores públicos.
As principais reivindicações são a melhoria, ampliação e descentralização do atendimento aos servidores, e o repasse mensal de 2% do governo, referente ao pagamento da parte que cabe ao governo do Estado no custeio do sistema para que os servidores tenham acesso a um serviço público de saúde de qualidade e com ampla capacidade de atendimento.
A CCM vem trabalhando em conjunto com a Frente Parlamentar em Defesa do Iamspe desde o lançamento da Frente, em junho de 2015.
Segundo Marcílio Ventura, representante do STU na Comissão, “o principal objetivo da audiência foi articular a pressão sobre os parlamentares contra a terceirização do Hospital do Servidor e para que os deputados pressionem o governo Alckmin a pagar os 2% devidos”.
O deputado Carlos Giannazi (PSOL) comprometeu-se a pautar a questão do financiamento estadual ao Iamspe no Colégio de Líderes da Alesp (órgão que reúne as lideranças de todas as bancadas).

poradmin

STU volta à Comissão Consultiva Mista do Iamspe

Neste ano de 2016, o STU voltou a participar da Comissão Consultiva Mista (CCM) do IAMSPE, representado pelo diretor Marcilio Ventura. Já no dia 25/02 foi realizado ato em São Paulo, em frente ao HS, que teve como principais reivindicações o repasse mensal de 2% do governo e a melhoria, ampliação e descentralização do atendimento aos servidores. Como resultado, a CCM conseguiu reunião com Renato Villela, Secretário da planejamento, no último dia 3.
É importante lembrar que o IAMSPE, enquanto um sistema público de saúde dos servidores públicos, é sustentado pela contribuição compulsória de 2% de todos servidores estatutários. E se já não bastasse o trabalhador não ter direito de escolha por pagar ou não os serviços do hospital do servidor e o atendimento ser bem restrito em diversas regiões de São Paulo, o governo Alckmin não coloca a contrapartida de seus 2% e ainda utiliza o sistema para fins políticos.
Portanto, o STU continuará cobrando que o governo invista integralmente o que deve ao IAMSPE, para que os servidores tenham acesso a uma estrutura de atenção à saúde pública de qualidade e com amplo atendimento.
E o sindicato vai ajudar a organizar a comissão local e regional da CCM.

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Frente à epidemia do Zika Vírus é necessário fortalecer a defesa das mulheres

A epidemia do Zika vírus já foi classificada pela Organização Mundial de Saúde como situação de emergência global devido às complicações neurológicas generalizadas que vêm sendo observadas em bebês cujas mães foram infectadas durante a gravidez.
O descaso histórico dos governos com a rede de saneamento básico e de saúde pública fez explodir uma calamidade da qual ainda não é possivel dimensionar as proporções.
O alerta da OMS deixa claro que o debate não deve ser em torno da microcefalia, mas sim da chamada Síndrome Congênita Associada ao Zika e como ela afeta as vidas das mulheres, sua saúde mental, impossibilita-as de continuar trabalhando porque esses filhos exigem dedicação integral por toda a vida. Além da possibilidade do sofrimento das crianças, visto que já se comprovou cientificamente que o vírus destrói as células neuronais.
Frente a essa realidade a defesa de mais investimentos no SUS e do direito de opção das mulheres infectadas pelo Zika vírus levarem ou não adiante a gestação é uma necessidade. Assim como a defesa de que o Estado garanta assistência integral àquelas que tiveram ou terão seus filhos com a chamada Síndrome Congênita associada ao Zika vírus.
Em Campinas e na Região Metropolitana, mais uma vez a população enfrenta números recordes de dengue. As altas temperaturas e o recente alagamento da Universidade vão exigir respostas imediatas para evitar a exposição da comunidade universitária – e em particular das professoras, servidoras e estudantes grávidas – à contaminação pelo Zika Vírus.
O STU acompanha de perto as iniciativas da Unicamp e alerta a todos os funcionários para a necessidade e exigir o combate aos focos do mosquito.

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Trabalhadores da Área da Saúde enfrentam vazamentos, tetos caindo e desrespeito às 30 horas

Há vários boletins o STU vem denunciando a precariedade das condições de trabalho na Área da Saúde. A direção do sindicato também vem cobrando aos gestores medidas efetivas com prazos determinados para a solução dos problemas, mas não tem se verificado a necessária prioridade à dignidade no trabalho e no atendimento à população. Esta realidade viola o acordo firmado pela Unicamp com o Ministério Público do Trabalho em 2001, e o sindicato tomará as providências necessárias caso as administrações sigam se esquivando.

Sujeira, teto danificado  e vazamentos no Caism
No Pronto Atendimento do Caism, os aparelhos de ar condicionado de consultórios, corredores e salas apresentam vazamentos com risco inclusive de curto circuito, pois em vários desses locais as vazaduras ocorrem sobre instalações elétricas. Na recepção e entrada de pacientes, quando chove é necessária a colocação de baldes e panos no chão para captar a água. O teto de um dos consultórios está quebrado há mais de um ano, deixando a fiação exposta. O acúmulo de umidade gera manchas e mofo nas paredes, o que é incompatível com um ambiente hospitalar.
Soluções já foram cobradas por diversas vezes pelos funcionários às chefias imediatas e a direção do STU busca há tempos discutir o tema com a superintendência da unidade, sem sucesso.
Agora, a partir das 22 horas, o banheiro do PA está sendo usado por trabalhadores homens e mulheres, em discordância com a NR-24, por determinação do serviço de hotelaria.
Procurada, a superintendência do Caism enviou uma nota na qual ressalta a importância da unidade e que o sindicato é um aliado na defesa do hospital, e reconhecendo que “atenção qualificada e vultosa ofertada diariamente pelo Caism desde a sua fundação é fruto do trabalho de excelência desenvolvido por seu corpo profissional”. No entanto, não deu prazos para solução dos problemas. Limitou-se a reconhecer que “as instalações encontram-se envelhecidas e, já há algum tempo, começaram a dar mostras de desgaste, problema que se agrava no período das chuvas”. Além de informar que tem tomado as medidas cabíveis (sem explicar quais).

Superintendente do HC se compromete com reforma do laboratório de Anatomia Patológica
Há mais de um ano os trabalhadores do HC também enfrentam problemas com vazamentos na unidade. Como já denunciado, o teto do Laboratório de Anatomia Patológica do HC corre risco de desabar completamente, já tendo ocorrido desprendimento de partes do forro. Apenas reparos paliativos foram realizados neste período e há outras áreas do hospital que também convivem com vazamentos, como reconheceu o superintendente do HC, professor João Batista de Miranda, em reunião com a diretoria do sindicato. Na conversa, João Batista informou que foi concluída recentemente a licitação para reparos do teto e do vazamento, e que as obras de impermeabilização da laje do hospital começam após o carnaval. As outras s unidades afetadas também estão no cronograma de trabalho de impermeabilização, segundo o superintendente.

Desrespeito às 30 horas nos laboratórios da FCM
Outra situação inaceitável para a direção do STU e os trabalhadores da Área da Saúde é o fato de que os laboratórios da Faculdade de Ciências Médicas não foram incluídos entre as atividades alcançadas pela resolução do Conselho Universitário que retomou a jornada de 30 horas nas funções ligadas à assistência à saúde. Há um ano os trabalhadores buscam reverter este quadro sem respostas das chefias.
O STU então solicitou reunião com a diretoria da FCM, representada pelo professor Roberto Teixeira Mendes, ocorrida no dia 28 de janeiro após muita insistência do sindicato. A posição da administração, no entanto, é que os laboratórios se inserem apenas nas atividades de pesquisa, apesar da função de técnico de laboratório ser caracterizada como assistencial e suas atividades serem reconhecidas como tal pelo Ministério Publico do Trabalho.
A direção do sindicato ressalta que os laboratórios da Área da Saúde têm como objetivo a pesquisa dentro da assistência – sendo fundamentais para o diagnóstico e tratamento de doenças.
A direção da FCM comprometeu-se a apresentar num prazo de 30 dias uma resposta à demanda e os funcionários ficaram de encaminhar à direção da unidade um documento descrevendo todas as atividades que desenvolvem (exames relacionados à assistência e à pesquisa e o número de procedimentos realizados mensalmente).
O STU cobrará ainda que a reitoria regulamente as 30 horas para acabar de vez com estas distorções.

poradmin

Boletim do STU 02/2016

Baixe aqui Boletim 02/2016, de 24 fevereiro de 2016.

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porFernanda de Freitas

CDA Assistência Odontológica faz plantão no STU

Se você deseja adquirir um plano odontológico individual ou para sua família aproveite a oportunidade e venha conhecer a CDA Assistência Odontológica.

De 16 a 30 de novembro, das 8h30 às 17h30, na sede do STU, haverá plantão de vendas para tirar dúvidas ou aderir ao convênio.
Confira mais informações abaixo:

 cda_odontologico

porFernanda de Freitas

Assembleia Legislativa aprova redução da jornada de trabalho da saúde estadual para 30 horas

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou no mês passado o projeto de lei que regulamenta a jornada de 30 horas semanais para os funcionários administrativos da saúde estadual. Os demais já tinham direito a essa jornada.

O projeto, que ainda precisa ser sancionado pelo governador, foi aprovado com Emenda de Plenário que aperfeiçoou a medida, incluindo reivindicações dos servidores, como a não redução de salários, que estava prevista no projeto original.

O deputado Barros Munhoz, líder do governo na Casa, afirmou em pronunciamento que tentará nas próximas semanas incluir as autarquias entre os órgãos públicos beneficiados pelo projeto. Caso isso aconteça, a Unicamp pode ser obrigada por lei a adotar a jornada de 30 horas para todos os funcionários da área da saúde, e não apenas para os que exercem atividades de assistência, como anunciou o reitor durante a campanha salarial.

porFernanda de Freitas

Boletim 057/2013

Baixe aqui o Boletim 057/2013, de 1º de Outubro de 2013.

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porFernanda de Freitas

Manifestações em defesa do SUS derrubam Secretário de Saúde de SP

As recentes manifestações organizadas pelo Fórum Popular de Saúde de São Paulo em conjunto com movimentos populares resultaram, na semana passada, no pedido de demissão do Secretário Estadual de Saúde (SES), Giovanni Guido Cerri.

O então secretário, como denunciado no mês de maio pela revista da Associação dos Docen­tes da Universidade de São Paulo (Adusp), era, ao mesmo tempo, gestor estadual da saúde e conselheiro em instituições privadas, entre elas o Hospital Sírio Libanês.

O movimento social questionava a permanência de Cerri no cargo, que configurava conflito de interesses. Na semana passada, o ato que denunciou convênios entre a SES e instituições privadas geridas por Cerri foi alvo de forte repressão policial.

No próximo dia 21 a reitoria deve apresentar ao sindicato uma proposta de calendário de negociação da pauta específica. A ideia é otimizar a negociação das 46 reivindicações realizando reuniões temáticas com diretores dos órgãos e pró-reitorias responsáveis por cada ponto.

Paralelamente, seguirão as reuniões de negociação mensal com a reitoria. A próxima está marcada para 17/09 às 10 horas.

porFernanda de Freitas

Para diretor do STU, mudança no sistema de saúde depende de intervenção governamental no setor privado

A presidenta Dilma Rousseff apresentou na semana passada um pacote de medidas para a saúde pública no país. Entre as iniciativas está a ampliação do curso de medicina de seis para oito anos. Nos dois anos adicionais, os estudantes terão de atuar obrigatoriamente no SUS.

O anúncio causou polêmica entre profissionais da área e entidades representativas da categoria médica.

Para o médico e diretor do STU Felipe Monte Cardoso, o estágio proposto pelo governo federal é razoável, mas é necessário avaliar as condições em que este será oferecido.

“O problema da falta de médicos e da má distribuição desses profissionais no país está relacionado principalmente ao crescimento do setor privado, que oferece melhores salários e absorve uma maior quantidade de mão de obra. É muito difícil resolver esse problema sem mexer no modo como o setor privado se organiza no país”, afirma.

Sobre a vinda de médicos estrangeiros para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), Felipe destaca que contratações desse tipo são comuns em diversos países, entre eles o Reino Unido, onde um terço dos profissionais que atuam na rede pública não são naturais da Grã-Bretanha.

“No Brasil, o que preocupa é a possibilidade de haver um registro provisório de três anos para profissionais estrangeiros sem revalidação de diploma, o que pode gerar contratos precarizados e prejudicar o atendimento à população”.

Felipe avalia ainda que os vetos da presidenta ao projeto de lei conhecido como “ato médico”, sancionado na semana passada, evitaram que a atuação de outros profissionais de saúde como psicólogos, enfermeiros, fonoaudiólogos e fisioterapeutas passassem a ser chefiadas exclusivamente pela categoria médica.

Felipe acompanha, pelo STU, o Fórum Popular de Saúde de Campinas – movimento em defesa da saúde pública que tem reunião hoje, às 18 horas, na sede do Conselho Regional de Serviço Social (Avenida Francisco Glicério, 1329).

porFernanda de Freitas

Boletim 042/2013

Baixe aqui o Boletim 042/2013, de 16 de Julho de 2013.

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porFernanda de Freitas

Ato denunciou caos na saúde em Campinas

Diretor do STU e funcionário da FCM, Felipe Monte Cardoso

Diretor do STU e funcionário da FCM, Felipe Monte Cardoso

Trabalhadores da saúde municipal e militantes dos movimentos sociais em defesa dos direitos humanos em Campinas realizaram ontem (8/5) um ato nas escadarias da Prefeitura para pedir providências em relação ao caos instalado da saúde municipal.

Os manifestantes protestaram contra as internações compulsórias de dependentes químicos, contra a saída dos Profissionais da Saúde Mental da Atenção Básica e pediram maiores investimentos na consolidação da Rede de Saúde do SUS de Campinas.

O diretor do STU e servidor da FCM Felipe Monte Cardoso lembra que “a discussão sobre o futuro da rede de saúde mental do município tem tudo a ver com o debate sobre as privatizações. Em São Paulo, o governo criou os centros de tratamento e entregou quase imediatamente à SPDM, que é uma organização social. Em Campinas, não deve ser muito diferente. O modelo de privatização é igual, seja para tratar o usuário de drogas ou para privatizar o HC da Unicamp”.

porFernanda de Freitas

Boletim 026/2013

Baixe aqui o BoletimSTU 026/2013, de 9 de maio de 2013

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poradmin

Mais de 60 mil dizem “NÃO” à EBSERH em plebiscito

Trabalhadores técnicos administrativos das universidades, docentes, estudantes e usuários do SUS de todo o Brasil disseram não à implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). É o que mostra o resultado do plebiscito realizado nos dias 2 a 9 de abril pelas entidades ligadas à educação e saúde nas principais instituições federais de ensino superior (IFES) do país. Cerca de 60 mil pessoas votaram contra, e menos de 3 mil votaram a favor do modelo de gestão privatizante proposto pelo governo federal.

O resultado do plebiscito nacional foi entregue ao MEC no dia 24 de abril como parte das atividades da Marcha a Brasília que reuniu cerca de 20 mil pessoas.

Com base no resultado da consulta, o movimento social pretende evitar a adesão das universidades ao novo modelo. De acordo com o Fórum Nacional Contra a Privatização da Saúde, em muitas instituições a aprovação tem se dado nos conselhos universitários sem nenhuma discussão com a comunidade acadêmica. O movimento também aguarda o julgamento no Supremo Tribunal Federal da ação direta de inconstitucionalidade (ADIn 4985) que questiona os dispositivos legais de criação da EBSERH.

O STU considera o resultado do plebiscito uma vitória na luta por uma saúde pública de qualidade. E este triunfo fortalece a luta contra a autarquização do complexo hospitalar da Unicamp, que na prática segue o mesmo modelo da EBSERH.

poradmin

Boletim 025/2013

Baixe aqui o Boletim 025/2013, de 30 de abril de 2013.

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