Arquivo anual 14 de janeiro de 2022

porStéphane Powaczuk

Romaria Nacional dos Aposentados será realizada em 30 de janeiro

O evento mais esperado do ano pelos aposentados e aposentadas voltará a ser realizado e já tem data marcada. A realização da Romaria Nacional dos aposentados vai acontecer no domingo, dia 30 de janeiro, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, às 8 horas da manhã com a Santa Missa dedicada ao Dia Nacional dos Aposentados e vai ter a participação de uma excursão organizada pela coordenação de aposentados e assuntos de aposentadoria do STU.

De acordo com a coordenação da pasta de aposentados do STU, a delegação do STU fechou uma van e vai sair no dia 29 de janeiro, às 23h45min, do Largo do para Francisco Glicerio, com retorno previsto para o dia 30, às 19h.

Em março de 2020 as atividades foram suspensas, devido à pandemia do COVID-19,  em abril de 2021 a Basílica teve sua retomada gradual e continuará funcionando com o número reduzido de pessoas. O local comporta 35 mil pessoas, mas agora a Basílica determina a presença de 2,6 mil fiéis por vez.

A missa será transmitida ao vivo pela Tv Cultura, Tv Aparecida, Rádio Aparecida e Rádio FAPESP e para quem não conseguiu ir, pode assistir clicando neste link aqui.

Depois da Missa, no Auditório Padre Noé Sotillo, subsolo da Basílica, acontecerá o tradicional ato nacional para discussão de pautas e bandeiras de luta do movimento dos aposentados. Juntos somos fortes!

Também foi recomendado que durante a permanência dos romeiros no local, é obrigatória a utilização de máscara de proteção durante todo o período cobrindo o nariz e a boca. No auditório haverá controle de acesso dos participantes para aferição de temperatura e para que todos possam se acomodar sem causar aglomeração. Também haverá no ambiente a disposição de álcool em gel para higienização das mãos e objetos.

Atualização em 17 de Janeiro de 2022:
A Romaria dos Aposentados(as) foi cancelada, confira aqui a notícia completa.

porStéphane Powaczuk

STU reivindica retomada do trabalho remoto

Com surto descontrolado, nova onda atinge 100% da ocupação da UTI e HC e CECOM não dão conta de realizar todos atendimentos de Covid-19.

A diretoria do STU, na tarde de 12 de janeiro, debateu o aumento de casos de COVID-19 e a preocupação com a disseminação da variante Ômicron.

Devido ao grande número de funcionários(as) do Hospital de Clínicas afastados, e muitos trabalhadores estarem positivando com relação ao vírus, a Coordenação Geral do Sindicato decidiu enviar um oficio à reitoria da Unicamp para solicitar o retorno ao trabalho remoto para preservar a vida dos trabalhadores.

Neste ofício também foi solicitada uma reunião com a reitoria. É importante ressaltar que continuemos com os cuidados necessários usando máscaras e álcool em gel e evitando espaços com aglomerações.

Fique de olho em nossos canais de comunicação para saber de todas as ações do Sindicato.

Confira aqui o ofício enviado à reitoria.

porStéphane Powaczuk

DESCASO E DESRESPEITO… ATÉ QUANDO?

O que poderia significar um avanço importante nas negociações, após um ano em que quase nada foi discutido entre as partes, revelou-se frustrante.

 A frase acima é um brevíssimo resumo do que foi a reunião entre as equipes técnicas do Conselho de Reitores (Cruesp) e do Fórum das Seis (F6), em 12/1/2022.

Embora acordado entre F6 e Cruesp na reunião de 22/12/2021, e reforçado pelo Fórum por meio de ofício (nº 1, de 5/1/2022), a comissão técnica do Cruesp compareceu à reunião de 12/1 sem nenhum estudo sobre a reivindicação de 20% de recuperação de parte das nossas perdas a partir de janeiro 2022 e em relação à proposta de valorização dos níveis iniciais das carreiras.

As mudanças nas três reitorias – após a chegada dos reitores Pasqual Barretti e Tom Zé, respectivamente na Unesp e na Unicamp, é a vez da USP trocar seu dirigente, com a posse do eleito Carlos Gilberto Carlotti Junior em 25/1 – ainda não se traduziram em novos ares para as negociações, marcadas pela intransigência e pelo desrespeito nos últimos anos. Para que isso aconteça, como já sinalizado pelo F6 em seus boletins, será preciso uma forte mobilização das categorias. É preciso que fique claro que, se o Cruesp continuar com esta postura, sem negociações urgentes e efetivas, capazes de mitigar a insuportável corrosão salarial causada pela inflação galopante, a nós, servidores/as docentes e técnico-administrativos/as da Unesp, Unicamp e USP, só restará decidir pelo não início do próximo semestre.

            Feito esse resumo, vamos agora aos detalhes da reunião técnica. Os dados são relevantes para a compreensão do cenário.

Ausência de simulações frustrou debate amplo

Falando em nome da equipe técnica do Cruesp, o professor Luiz Gustavo Nussio, da USP, informou que estavam presentes representantes dos setores de finanças e de recursos humanos das três universidades, e que a demanda passada a eles pelos reitores foi a de discutir com o Fórum “critérios objetivos para reajuste salarial”. Nussio indagou aos membros do Fórum se era essa a expectativa dos sindicatos em relação à reunião.

Em nome das entidades sindicais, o coordenador do Fórum das Seis e membro da diretoria da Adunicamp, Paulo César Centoducatte, respondeu que não. O combinado com os reitores, na realidade, era que os técnicos trouxessem à reunião uma simulação de um reajuste de 20% em janeiro, conforme solicitado pelo Fórum das Seis ao atualizar a Pauta de Reivindicações de 2021 (veja detalhes abaixo, no intertítulo ‘Com folga na arrecadação, inflação e arrocho nas alturas, por que esperar?’), e das propostas de valorização dos níveis iniciais de ambas as carreiras.

O coordenador do Fórum também enfatizou que a expectativa das categorias, neste momento, é debater a data-base de 2021, com a reivindicação dos 20%. “A pauta de 2022 ainda não foi construída pelas assembleias de base e somente depois disso é que teremos definidas as reivindicações deste ano”, pontuou.

Os técnicos limitaram-se a relatar o que havia sido aprovado em cada universidade para o orçamento de 2022, tendo como ponto comum a previsão de valores básicos para subsidiar as negociações salariais entre Fórum das Seis e Cruesp neste ano, contratações, permanência estudantil e outros.

Arrecadação do ICMS e impacto das reivindicações

Deixando claro que não tem acesso a todos os dados das folhas de pagamento das universidades, a coordenação do Fórum apresentou uma simulação básica dos impactos da concessão de 20% ainda em janeiro. Para isso, considerou a previsão de arrecadação do ICMS-Quota-Parte do Estado para 2022, de R$ 142,87 bilhões, valor utilizado pelas universidades para a confecção dos orçamentos deste ano.

Ressalte-se que esta é uma perspectiva rebaixada da arrecadação, pois o governo do estado aplicou a correção de 7,26% (conforme consta na Lei Orçamentária Anual, LOA 2022) sobre uma previsão de arrecadação total em 2021 de R$ 132,4 bi, e não sobre os valores efetivamente realizados no ano passado (R$ 138,3 bi). O Fórum também apresentou uma simulação considerando o crescimento do ICMS previsto pelo governo do estado (de 7,26%) aplicado à arrecadação efetiva de 2021. Com esta previsão, teremos uma arrecadação de R$ 148,34 bi em 2022.

Ambas as simulações apontam para patamares de comprometimento que mostram a total viabilidade de uma correção salarial de 20% a partir de janeiro. Cabe ainda ressaltar que, com a escalada inflacionária que estamos vivendo, a arrecadação do ICMS-QPE deverá, com certeza, superar os R$ 148,34 bi.

Veja a simulação, feita pelo F6, de qual seria o comprometimento de cada universidade com folha de pagamento, caso seja aplicado o reajuste de 20% em janeiro/2022:

1) Arrecadação do ICMS-QPE de R$ 142,873 (usado nos orçamentos das universidades)

Unesp: 75,94 %

Unicamp: 80,7%

USP: 77,56%

2) R$ 148,34 (usando a arrecadação de 2021 e o crescimento previsto na LOA 2022)

Unesp: 73,16%

Unicamp: 77,95%

USP: 74,70%

Segundo dados da Planilha Cruesp de dezembro/2021, o comprometimento dos recursos do ICMS-QPE repassados às universidades com salários foi o menor desde o advento da autonomia, em 1989. Veja:

Unesp: 65,18%

Unicamp: 69,25%

USP: 66,57%

Os técnicos do Cruesp não rejeitaram a simulação feita pelo Fórum, mas apontaram para a necessidade de inserir o impacto das contratações previstas em cada universidade para este ano. Como se trata de ano eleitoral, é bastante provável que ocorra apenas parte das contratações previstas. O assessor técnico da Unesp, Rogério Buccelli, arriscou uma previsão de que um terço das contratações definidas para 2022 se concretize; com isso, ele estima um comprometimento em torno de 83% da arrecadação da Unesp com folha de pagamento, caso os 20% sejam aplicados. Detalhe: para essa previsão, Buccelli considera a previsão de arrecadação de R$ 142,873 bi e a aplicação do reajuste não em janeiro, mas em maio/2022 (!).

Com folga na arrecadação, inflação e arrocho nas alturas, por que esperar?

            A inflação segue em disparada nos últimos meses. O INPC, medido pelo IBGE de janeiro a dezembro de 2021, ficou em 10,16%.

Quando a Pauta Unificada 2021 foi protocolada, em 6/4/2021, o índice necessário para recompor os salários aos níveis de maio/2012 era de 29,81%. A inflação de maio a dezembro de 2021 foi de 7,63%. Desta forma, em dezembro/2021 esse índice chegou a 39,72%.

            Após o protocolo, foram realizadas somente duas reuniões entre as partes, nas quais a LC 173/2020 foi utilizada pelas reitorias para justificar a impossibilidade de mexer nos salários até dezembro/2021. Sequer o compromisso do Cruesp, de realizar reuniões do grupo de trabalho (GT), criado para discutir um plano de reposição das perdas, foi implementado.

Se nada for feito agora, supondo uma inflação em torno de 4% no primeiro quadrimestre de 2022, chegaremos a maio/2022 precisando de cerca de 45% de reajuste para recuperar o valor que os salários tinham em maio/2012.

Foi este cenário, somado à postura do Cruesp em não negociar a essência da nossa data-base (recuperação salarial, valorização dos níveis iniciais das carreiras e discussão do retorno seguro), que levou o Fórum a atualizar a Pauta de Reivindicações 2021, com os seguintes pontos:

  1. Reajuste, a partir de janeiro 2022, de 20% para recuperação parcial da perda acumulada desde maio/2012;
  2. Negociação de um plano de reposição para zerar as perdas restantes, relativas ao período de maio/2012 a abril/2022, com a perspectiva de concluir a discussão deste plano ainda na data-base de 2022; e da valorização dos níveis iniciais das carreiras, com base nas propostas do Fórum das Seis.

O que ficou acordado: Simulações e nova reunião com o Cruesp

Após insistência dos representantes do Fórum das Seis na reunião de 12/1/2022, a equipe técnica do Cruesp comprometeu-se a:

– Realizar, com celeridade, a simulação do impacto do reajuste de 20% em janeiro/2022 em cada universidade, apresentando-a ao Cruesp e ao Fórum das Seis;

– Encaminhar as folhas salariais atualizadas e desmembradas ao Fórum das Seis, para viabilizar outras simulações que as entidades sindicais desejem fazer;

– Indicar ao novo reitor da USP e futuro presidente do Cruesp a necessidade de reunião com o Fórum das Seis ainda em janeiro/2022; e que os assessores técnicos das reitorias estejam presentes.

Tempos congelados e situação pandêmica

O Fórum das Seis enviou novo ofício ao Cruesp (em 13/1/2022), lembrando que, além da discussão salarial, é preciso que a próxima reunião entre as partes trate de:

– A posição das instituições sobre os tempos aquisitivos dos servidores no período de vigência da LC 173/2020 e que impactam direitos relativos a quinquênios, sexta-parte, licença-prêmio, progressões e outros.

– O debate democrático sobre o retorno às atividades presenciais nas instituições, especialmente no momento em que o número de contaminações cresce exponencialmente por conta da variante Ômicron.

Chega de arrocho! Sem negociações efetivas, não devemos iniciar o semestre

            Na avaliação realizada logo após a reunião com os técnicos do Cruesp, os/as representantes das entidades do Fórum das Seis foram unânimes em apontar a necessidade de mobilização e luta para pressionar os reitores a cessarem com a postura de desrespeito às categorias e a negociarem concretamente.

            Conforme já sinalizado nas assembleias de base realizadas em novembro, as categorias devem se preparar para a mobilização – presencial e/ou virtual, de acordo com o cenário pandêmico –, tendo como perspectiva não iniciarmos o semestre letivo sem uma efetiva negociação entre as partes.
Confira aqui o pdf do Boletim do Fórum das 6.

Confira aqui o ofício do Fórum das 6 para o CRUESP.

porFernanda de Freitas

Equipe Técnica do Cruesp e Fórum das Seis concordam que 20% de reajuste é viável

Ontem à tarde (12), os Fórum das Seis se reuniu com a equipe técnica do Cruesp para discutir a viabilidade de reajuste de 20% a partir de janeiro deste ano.

Os técnicos do Cruesp concordaram que a proposta cabe nos orçamentos das universidades e se comprometeram a simular os 20% de reajuste a partir de janeiro/22 e encaminhar aos reitores.

Ficou combinado também o envio das folhas salariais atualizadas da Unicamp, USP e Unesp para o Fórum das Seis analisar.

Ao final da reunião os representantes do Fórum solicitaram que o Cruesp agende uma reunião de negociação ainda este mês.

Se continuar assim, não vai dar nem pra comer

O percentual apresentado pelo Fórum das Seis busca diminuir os efeitos da disparada inflacionária. São quase três anos passando por uma drástica queda de poder aquisitivo por falta de correção nos nossos salários.

Com o ICMS previsto nos orçamentos das três Universidades Paulistas Estaduais, o comprometimento com a folha de pagamento das instituições ficaria abaixo de 80%.

O Fórum das Seis também simulou os 20% com uma arrecadação superior, tendo como base o fechamento de 2021, que ficou superior à base usada para elaboração dos orçamentos.

Vale lembrar que, em 22/12, já no apagar das luzes de 2021, o Fórum das Seis se reuniu com o Cruesp que jogou um balde de água fria nas expectativas das categorias das três universidades. Embora tivessem em mãos a pauta atualizada – que reivindica 20% de reajuste em janeiro/22 –, os reitores não apresentaram nenhuma proposta objetiva.

Se nada for feito agora, chegaremos a maio/22 precisando perto de 50% de reajuste para recuperar o valor que os salários tinham em maio/12.

Sem luta não tem reajuste. É hora de mobilizar para garantir o sustento das nossas famílias.

porStéphane Powaczuk

24 de janeiro é dia dos aposentados e aposentadas. O que temos para comemorar?

Já são cinco anos sem reajuste salarial para trabalhadores(as) do serviço público. Entre eles estão aposentados(as) que, em sua grande maioria, são arrimo das famílias. Situação que foi agravada com a pandemia de Covid-19 e deixou um rastro de destruição com perdas de entes queridos, desemprego de filhos e netos. Com isso foram agravadas também as violências contra as pessoas idosas, sendo a econômica a mais grave, seguida das seguintes: física, psicológica, social, patrimonial, racial, homofóbica, religiosa, de gênero, além do abandono. Idosos(as) ainda servem de chacota para piadistas, que ganham a vida menosprezando sentimentos dessa camada da população. É o idadismo, mal presente na sociedade, que pensa ser a juventude eterna, e as pessoas 60+ descartáveis.

Com o isolamento social, a falta de intimidade com as mídias sociais por grande parte das pessoas idosas ficou evidente, dificultando a interação com familiares, amigos, grupos sindicais, religiosos, sociais, de viagem, enfim, limitou o compartilhamento de apoios e interação tão necessários para o bem viver.

As últimas reformas da previdência tiraram direitos e aumentaram o tempo de contribuição para homens e mulheres. Para os servidores(as) públicos(as) não foi diferente. A aposentadoria passou a ser vista como castigo para quem tem direito de se aposentar. Todo dia o governo inventa um jeito de prejudicar quem contribuiu com a construção do país. Todo dia o Ministério da Economia tenta manobras para levar as aposentadorias ao nível da miséria, querendo copiar o modelo implantado por Paulo Guedes no Chile, onde a maioria dos aposentados não podem sequer comprar seus remédios. É o sonho da privatização da Previdência.

Diante de todo esse malabarismo do mal, o presidente da República assinou em 5 de fevereiro de 2021, o Decreto 10.620, que transfere aposentados(as) e pensionistas das autarquias e fundações para a vala comum do INSS, onde já tem mais de 30 milhões de beneficiários do RGPS e mais 660 mil do RPPS. Um órgão que já tem mais de 1.875.000 demandas represadas, com pessoas esperando auxílio-saúde há mais de um ano, correção de benefício há mais cinco anos, aposentadoria há mais de quatro anos, sem falar em outros benefícios, como um simples auxílio natalidade. E lá vamos nós, resolver nossas demandas no INSS, onde não sabemos nem por onde começar. Nunca tivemos essa experiência porque todos os nossos problemas foram resolvidos nas universidades, conversando com nossos companheiros(as).

Para dar cumprimento ao decreto a Presidência do INSS publicou em 13 de outubro/2021 a Portaria 1.365 com o cronograma que as universidades deverão seguir para a transferência de aposentados(as) e pensionistas para aquele órgão, com um prazo de até julho/2022. Dessa forma, se nada for feito, lá estaremos ainda esse ano.

A FASUBRA Sindical ingressou como Amicus Curae na ADIN 6767, impetrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), para que seja suspenso o Decreto 10.620. Essa ADIN está com a ministra Rosa Weber aguardando julgamento. Outra forma de derrubar o famigerado decreto é ter aprovado no Parlamento um decreto parlamentar nesse sentido. O deputado Jorge Solla PT/BA e mais 30 parlamentares do partido já entraram com esse decreto parlamentar que está aguardando ser colocado em pauta.

Não podemos ficar esperando decisões judiciais e parlamentar que podem demorar anos para sair. É preciso um trabalho efetivo dos nossos SINDICATOS junto às reitorias e conselhos universitários. É preciso fazer a política sindical nas universidades, chamar aposentados(as), pensionistas, aposentandos e futuros aposentados para a luta. É preciso dar ciência dos problemas que teremos se formos para o INSS. É preciso união! É preciso LUTA!

A FASUBRA, por meio de sua Assessoria Jurídica orientou os sindicatos a entrarem na justiça em seus estados, com uma Ação Civil Pública – ACP com o objetivo de conseguir liminar para barrar a transferência. Cabe aos sindicatos analisarem essa possibilidade.

Dia 24 é dia de Luta Nacional contra o Decreto 10.620. Participe!

Texto e foto: FASUBRA Sindical

porStéphane Powaczuk

FONASEFE discute construção de Greve Geral Unificada para início de 2022

O ano de 2022 começou com a categoria de servidores públicos federais mobilizados. O Fórum das Entidades Nacional dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE) vai promover uma reunião na sexta-feira, 14, para construir um calendário de mobilização contra os ataques promovidos pelo desgoverno de Jair Bolsonaro.

As entidades que compõe o Fórum, como a Fasubra Sindical, estarão presentes para debater o calendário do movimento, o reajuste salarial e o enfrentamento ao desmonte do Estado.

Segundo o Coordenador Geral da Fasubra, Toninho Alves, a indicação é que os técnico-administrativos e administrativas façam rodadas de assembleias neste mês, conforme deliberado na última Plenária Nacional que foi realizada em dezembro. “A FASUBRA realizou sua plenária em dezembro e debateu, entre outras questões, a campanha por reajuste salarial. Orientamos as entidades de base a discutir outras questões também, como o Decreto 10.620 e o movimento unificado com o Fonasefe. A nossa preocupação é buscar a unidade do serviço público. Foi assim que derrotamos a PEC 32. Então é fundamental que realizemos rodadas de assembleias em janeiro. A questão da recomposição salarial e outros elementos unificam os servidores. Precisamos de uma campanha que possa dialogar com todos os servidores públicos do país”, enfatizou Toninho Alves.

A verdade é que os servidores públicos não abrirão a guarda enquanto o país estiver sendo governado por Jair Bolsonaro. A categoria está indignada com a intenção do governo em promover o desmonte dos serviços públicos, por meio da Reforma Administrativa (PEC-32), e com o congelamento dos salários da classe trabalhadora do serviço público.

O conjunto de servidores públicos está suportando o congelamento salarial há pelo menos cinco anos. De acordo com o Dieese, devido à inflação do período, as perdas já ultrapassam 40%. Enquanto isso, o governo anunciou reajuste para a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Departamento Penitenciário Nacional (Depen). 

Servidores do Banco Central anunciaram a adesão ao movimento de entrega de cargos e paralisação nacional no dia 18/1. Outras categorias do Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado) também vão paralisar as atividades em todo o país neste dia.

O processo de luta vai continuar, parecido ao ocorrido contra a PEC 32 (Reforma Administrativa), que foi tão intensa a ponto de não ser colocada em votação no plenário da Câmara dos Deputados. Foram três meses de mobilizações com atos unificados. Sendo assim as entidades apostam na Greve Geral Unificada. Uma Plenária Nacional dos Servidores Públicos será realizada no final deste mês.

porStéphane Powaczuk

Nesta semana tem reunião técnica entre Fórum das Seis e CRUESP

A última reunião de 2021 entre o Fórum das Seis e o Conselho de Reitores (Cruesp), frustrou as expectativas das categorias das três universidades. Isso porque os reitores não apresentaram nenhuma preposta objetiva para a reposição salarial.

Segundo o Coordenador Geral do STU, José Luis Pio Romera, a arrecadação do ICMS do ano de 2021 teve um crescimento nominal de 26,20%, comparado com o ano de 2020. O valor da cota parte do estado atingiu R$ 138,3 bilhões em 2021 e R$ 109,6 bilhões em 2020.

“A previsão inicial da Secretaria da Fazenda do Estado era arrecadar R$ 118 bilhões e foi superada em R$ 20,3 bilhões, ou seja, a arrecadação de 2021 foi R$ 17,25% maior que a previsão inicial”, diz Pio.

Outro fator levado em consideração neste momento de negociações é que o gasto acumulado com folha é o menor da história, 66,84% na média das três Universidades (65,18% Unesp, 69,25% Unicamp e 66,57% USP).

Nesta quarta-feira (12), vai acontecer uma reunião técnica do Fórum das Seis com o CRUESP. E de acordo com Pio Romera, “levaremos nossa reivindicação de 20% de reajuste a partir de janeiro a ser ratificado numa reunião com os Reitores (CRUESP), que esperamos que aconteça ainda no final deste mês”.

Print da Reunião entre Fórum das Seis e o Cruesp.