Categoria Não-classificado

porFernanda de Freitas

Capitão da PM responsável por ordem racista é substituído

Confira notícia do Jornal do Alto Taquaral, edição nº 59 de 28/03, sobre o novo comandante que assumirá a 2ª Cia. Militar de Campinas no lugar do capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, responsável pela ordem racista de abordar “pardos e negros” na região do Taquaral.

 

2ª Cia. Militar de Campinas tem novo comandante

O novo comandante da 2ª Cia. Militar de Campinas é o tenente André Pereira, que assumiu o cargo no dia 26 de março. Ele atuou, nos últimos três anos, como comandante da Companhia de Força Tática do 8º Batalhão e assume no lugar do capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, que atualmente ocupa interinamente a Coordenação Operacional do 8º Batalhão.

O capitão Beneducci se afastou da 2ª. Cia depois da polêmica orientação de abordagem a “indivíduos em atitude suspeita, em especial os de cor parda e negra” na região do Taquaral. A ordem provocou manifestações de indignação por parte de várias entidades, que a consideraram racista.

jornal_alto_taquaral_pm

Fonte: Jornal Alto do Taquaral

porFernanda de Freitas

Fórum das Seis solicita informações sobre recursos das universidades

O Fórum das Seis encaminhou ao Conselho de Reitores (Cruesp), com base na Lei Federal nº 12.527/11, que regula o acesso às informações dos órgãos públicos de todas as esferas, ofício cobrando informações a respeito dos orçamentos das três universidades paulistas e do Centro Paula Souza.

A intenção é obter esses dados para saber como as verbas estão sendo empregadas e para subsidiar as entidades que compõe o Fórum das Seis frente ao Cruesp durante a Campanha Salarial 2013, que em breve se inicia. Principalmente, porque o Cruesp todos os anos insiste em alegar que não há verbas, quando na verdade sabemos que o que falta é vontade política de empregar melhor os recursos universitários.

Desta forma, foram solicitadas informações sobre como, neste ano, os recursos serão alocados pelas instituições nas seguintes frentes:

  • Recursos (contas ou aplicações);
  • Folha de pagamento;
  • Teto salarial;
  • Terceirização de serviços;
  • Permanência estudantil.

A Lei de Acesso à Informação, como ficou conhecida, estabelece o prazo de 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias para o envio das informações.

Confira no arquivo abaixo a íntegra do Ofício nº 05/2013.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/Oficio-Forum-para-Cruesp-N-5-25-3-2013.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Fórum das Seis quer discutir Pimesp com Conselho de Reitores

Preocupado com os rumos do encaminhamento do Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), proposto pelo governo Estadual e encampado pelo Cruesp (Conselho de Reitores), o Fórum das Seis, decidiu solicitar ao conselho uma reunião para tratar especificamente do programa, bem como, os aspectos fundamentais que envolvem a comunidade acadêmica no que diz respeito às verbas, expansão, permanência estudantil, entre outros assuntos.

A solicitação busca estabelecer o diálogo com os gestores a fim de discutir mais a fundo o assunto com a sociedade paulista e, principalmente, a comunidade acadêmica, envolvida diretamente na iniciativa.

Reforçamos que o STU é contra esse programa arbitrário e discriminatório que vai de encontro à iniciativa do governo Federal de implantação das Cotas Raciais nas universidades públicas brasileiras.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/Oficio-Forum-para-Cruesp-N-4-25-3-2013.pdf” language=”pt_BR”]

 

poradmin

Boletim 015/2013

Baixe aqui o Boletim 015/2013, de 22 de março de 2013.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/BoletimSTU22-de-marçoFINAL.pdf” language=”pt_BR”]

poradmin

Estudantes denunciam casos de agressão homofóbica na Unicamp

Rodrigo Cruz

Estudantes da Unicamp utilizaram as redes sociais neste fim de semana para denunciar diversos casos de agressões homofóbicas ocorridas dentro da Universidade na última quinta (14) e sexta-feira (15) durante as festas da “Calourada Integrada” e “Babado de Verão”, respectivamente.

De acordo com o depoimento do estudante agredido durante a “Calourada Integrada” do DCE na quinta-feira, tudo começou quando ele e o rapaz que estava em sua companhia foram hostilizados por um homem não identificado que usava uma máscara. Posteriormente, um grupo de cerca de oito homens lançou uma garrafa de vidro contra ele. Indignado, o estudante cobrou satisfações do grupo, que respondeu com socos e pontapés. Um dos agressores chegou a dizer que portava um instrumento perfurante e que poderia usá-la a qualquer momento. Duas testemunhas chegaram a presenciar o ataque e prestaram socorro à vítima, dispersando os agressores.

Ainda abalados, os dois rapazes denunciaram publicamente o ocorrido no palco da festa. O evento foi interrompido em solidariedade e os militantes do DCE conseguiram identificar os autores do ataque a partir de relatos das vítimas. Segundo informações da entidade, os agressores não possuem vínculo com a Universidade. Por telefone, a diretora do DCE Unicamp Débora Lima lamentou o ocorrido e reforçou que o Diretório Central dos Estudantes atua cotidianamente no combate à homofobia, lesbofobia e transfobia por meio de ações de conscientização aos estudantes.

Violência obriga estudantes a encerrarem festa mais cedo

Na sexta-feira, as agressões homofóbicas se repetiram durante a festa “Babado de Verão”, organizada por estudantes LGBT como parte da programação da “Calourada Colorida”. Segundo testemunhas, os ataques físicos e verbais a gays, lésbicas e travestis ocorreram no entorno da festa, realizada no Ciclo Básico, e também próximo aos banheiros, onde os participantes eram abordados de forma violenta. Por diversas vezes, a organização do evento precisou interromper a música para denunciar novos casos de agressão e alertar os participantes sobre possíveis ataques. Por questões de segurança, a festa foi encerrada mais cedo.

Em nota divulgada neste fim de semana, a organização da Calourada Colorida, cuja programação continua esta semana, lamentou o ocorrido e pediu aos participantes do “Babado de Verão” que sofreram algum tipo de agressão que denunciem o fato por meio de mensagem privada ao perfil da Calourada no Facebook. O objetivo é fazer um registro dos casos e obter “um panorama mais detalhado dos acontecimentos”. Procurado pela nossa reportagem, o DCE também lamentou as agressões ocorridas na “Calourada Colorida”.

O STU repudia os casos de agressão homofóbica, lesbofóbica e transfóbica contra estudantes da Unicamp e toda a forma de violência física, verbal e simbólica que tenha como objetivo desqualificar pessoas não-heterossexuais por sua orientação sexual ou identidade de gênero. A gestão “Vamos à Luta” tem encampado diversas ações de combate à homofobia, conscientização da comunidade universitária sobre temas relacionados aos direitos humanos e, mais recentemente, da luta contra a nomeação do Deputado Federal Marco Feliciano, conhecido por suas declarações racistas e homofóbicas, à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

“Fora Feliciano” em Campinas

No último sábado, o STU esteve presente no ato “Fora Feliciano!” em Campinas, do qual foi um dos organizadores. Representantes da sociedade civil, de diferentes entidades e partidos políticos pediram a saída do deputado da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Para o sindicato, os casos de violência na Universidade e na sociedade de uma maneira geral estão diretamente relacionados com o avanço conservador no Congresso Nacional e na demais esferas da vida pública.

poradmin

Candidatos ao 2º turno falam sobre a isonomia e as 30 horas

Dando prosseguimento ao esforço de assegurar algum debate democrático no processo de sucessão do reitor Fernando Costa, o STU voltou a sabatinar os reitoráveis José Tadeu Jorge e Mário Saad sobre dois temas de interesse dos servidores técnico-administrativos: a isonomia dos pisos salariais com a USP e a retomada da jornada de 30 horas na área da saúde. Confira!

  

porFernanda de Freitas

Dia 20/03 tem Assembleia Geral dos Aposentados

No dia 20 de março (quarta-feira), das 9 às 12h, no auditório do IFGW acontece a Assembleia Geral dos Aposentados.

O objetivo da assembleia é dar continuidade à discussão iniciada na última assembleia realizada no ano passado sobre o calendário de atividades a serem desenvolvidas pelo Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU em 2013. Além de debater as perspectivas para a Campanha Salarial 2013.

Na ocasião, será apresentada uma proposta em conjunto com a Coordenação de Cultura e Eventos do Sindicato.

Vale lembrar que a reunião do Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria ocorre toda quarta-feira, às 9h.

 

Assembleia Geral dos Aposentados da Unicamp

Dia 20 de março/2013, das 9 às 12h

Auditório do IFGW

poradmin

Mulheres campineiras protestam contra a violência machista no ato em comemoração ao 8 de março

Rodrigo Cruz

Cerca de duzentas pessoas participaram do ato em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Trabalhadora no último sábado (9), em frente à Catedral Metropolitana de Campinas. Com faixas, bandeiras e pinturas nos corpos, as mulheres campineiras relembraram os recentes casos de violência na cidade, entre eles o assassinato da adolescente Bianca Lara, os trotes machistas nas universidades e a precarização das condições de trabalho em todos os setores da economia.

As manifestantes também cobraram das autoridades municipais e estaduais a instalação de novas delegacias de atendimento à mulher em Campinas, com atendimento em tempo integral, e criticaram o Governo Federal pelos consecutivos cortes no orçamento da União (2001 e 2012) que prejudicaram o repasse de verbas para os programas sociais voltados para as mulheres em situação de violência.

O STU esteve presente mais uma vez, representado pelas integrantes do Departamento de Mulheres, diretores e funcionários da categoria. Durante sua intervenção em nome do sindicato, a diretora Patrícia Rocha Lemos (IFCH) deu atenção especial ao tema da precarização do trabalho na universidade brasileira e destacou que na Unicamp, assim como nas demais Universidades, essa dura realidade tem gênero e cor bem definidos.

“A maioria dos postos de trabalho terceirizados é ocupado por mulheres negras, que ganham um salário de miséria, estão mais suscetíveis ao assédio moral e não possuem nenhuma estabilidade. Isso quer dizer que a luta contra a privatização do ensino público é, sobretudo, uma luta das mulheres”, afirmou Patrícia.

O ato seguiu em caminhada pelas principais ruas do centro de Campinas e buscou chamar a atenção dos transeuntes sobre diversos temas relacionados à luta feminista na atualidade, como o combate à homofobia, à lesbofobia e à transfobia, a legalização do aborto e a presença da bancada religiosa na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Veja um álbum de fotos completo do ato no Facebook do STU

porFernanda de Freitas

Imposto Sindical: dia 10/03 vence o prazo para bloqueio do desconto duplo

Termina neste domingo, 10 de março, o prazo para que os trabalhadores associados ao STU, que também são ­ filiados a outros sindicatos, optem por recolher o Imposto Sindical à outra entidade. O funcionário que decidir pelo bloqueio do pagamento ao STU deverá comunicar a opção à DGRH.

Se o funcionário pagar o imposto a outro sindicato, é necessário enviar o comprovante deste pagamento à DGRH, pois o desconto do imposto será feito direto na folha de pagamento e somente a DGRH pode evitar este desconto, não o STU.

Nesse caso, o STU não se responsabilizará pela devolução da parcela que lhe caberia (60% ), já que o repasse será feito a outra entidade de classe.

 

Entenda melhor:

Neste mês ocorre o desconto do Imposto Sindical, no qual todos os trabalhadores terão descontado o equivalente a um dia de trabalho. O desconto da Contribuição Sindical é realizado em todos os Sindicatos e, a partir de uma normativa do Ministério do Trabalho, também foi estendida para os sindicatos de servidores públicos legalmente constituídos.

Como a diretoria do STU é contra o desconto do Imposto Sindical, devolveremos 60% do valor que for destinado ao Sindicato. A devolução será feita após o repasse do montante à entidade pela Unicamp. Os 40% restantes serão repassados pela Universidade à União, que dividirá o restante entre as centrais sindicais, federações, confederações e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

 

Devolução de parte da contribuição

Assim que o STU receber o repasse, divulgaremos através do Boletim e do site da entidade os procedimentos necessários para a devolução aos sócios, dos 60% correspondentes ao valor descontado e que foi repassado ao Sindicato.

 

 

porFernanda de Freitas

Dia Internacional da Mulher 2013: contra a violência e pela igualdade de direitos

Hoje, 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher, dando início a um mês cheio de atividades. Esse dia também marca a história de luta de todas as mulheres do mundo, por igualdade na vida, no mercado de trabalho e na sociedade.

A iniciativa da organização dos eventos é do Movimento Popular de Mulheres de Campinas e Região que congrega diversas entidades dos movimentos social, sindical e político que tratam em suas esferas da questão de gênero.

Tendo em vista a extensa programação e a importância do enfrentamento à violência sexista, o Departamento de Mulheres do STU está convocando tod@s para a Panfletagem para conscientização sobre violência contra a Mulher, organizada pelo STU e DCE da Unicamp. A atividade será hoje, 8/3, às 12h, em frente ao Bandejão.

E amanhã, 9/3 (sábado), a partir das 9h, na Praça da Catedral, no Centro de Campinas, teremos o Ato das Mulheres “Pelo fim da Violência” onde reuniremos tod@s para cobrar segurança, respeito aos Direitos Humanos e igualdade para todas as mulheres brasileiras.

Para conhecer o Departamento de Mulheres do STU ou participar das reuniões, que acontecem às quartas-feiras, às 12h, entre em contato através do e-mail [email protected] ou pelos telefones (19) 3521-7412 / 3521-7147 / 3289-4242 / 3289-3502 ou ramais: 17694 / 17147 / 17412.

Clique aquie faça o download do material especial do Dia Internacional da Mulher, publicado pelo STU e DCE da Unicamp.

 

PROGRAMAÇÃO DO MÊS DA MULHER:

 

Dia 08/03 (sexta-feira)

– 12h Bandejão (Unicamp)
Panfletagem para conscientização sobre violência contra a Mulher
(org. DCE Unicamp e STU)

– a partir das 14h – Praça da Sé (São Paulo/SP)
Ato Estadual do Dia Internacional das Mulheres
(org. Movimentos de Mulheres)

– a partir das 17h – Praça das Bandeiras – Centro/Sumaré
Ato das Mulheres de Sumaré
(org. Movimento de Mulheres de Sumaré)

– 17h – Clube Machadinho (Rua Cerqueira, 66 – Vila Industrial/Campinas)
Premiação: Mulheres Guerreiras
(org. Quinta Preta)

– 19h – Museu da Imagem e do Som – MIS (Rua Regente Feijó, 854 – Centro/Campinas)
Exibição do filme “Rosa Luxemburgo – seguido de debate (Alemanha, 1986, direção de Margarethe Von Trotta)
(Org. UBM/Campinas)

– 19h – Sesc Campinas (Rua D. José I, 270 – Bonfim)
Abertura da exposição do “1° Concurso Nacional de Fotografias do SOS Ação Mulher e Família”
(org. SOS Ação Mulher e Família)

 

Dia 09/03 (sábado)

– 8h30 – Anfiteatro da Vila Padre Anchieta (Av. Cardeal D. Agnelo Rossi, s/n)
Abertura da exposição fotográfica “Mulheres da Comunidade”
(Org. UBM/Campinas)

– a partir das 8h30 – Espaço Cultural Maria Monteiro (Av. Cardeal D. Agnelo Rossi, s/n – Vila Padre Anchieta)
Atividade Mulheres Fazendo História
(org. Intersetorial Estrela)

– a partir das 9h – Largo da Catedral de Campinas
Ato das Mulheres em Campinas
(org. Movimentos de Mulheres de Campinas)

 

10/03 (domingo)

– 13h – Rua Saldanha Marinho, 990 – Centro/Campinas
Atividade “O Pinheirinho e a luta das Mulheres”
(org. Movimento de Mulheres em Luta – MML)

– 17h – Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas (Rua Dr. Quirino, 560, Centro – Campinas/SP)
Lançamento da cartilha “Mulheres em luta por direitos”, seguido de debate “A Mulher no mercado de trabalho”. Palestrante: profª. Ângela Araújo
(org. Sindicato dos Metalúrgicos)

– 19h – Comunidade São Joaquim e Santana – Vila União/Campinas – Forania Bom Pastor
Missa Inculturada Agro para Mulheres
(org. Pastoral Afro)

 

Dia 11/3 (segunda)

– a partir das 10h – clube dos Metalúrgicos (Servidão G, s/n – núcleo S. Isabel)
Festa das Mulheres Metalúrgicas
(Org. Sind. Metalúrgicos de Campinas)

 

17/03 (domingo)

– A partir das 13h – Casa do Lago – Unicamp
Festival Mulheres no Volante
(org. Mulheres no Volante e Marcha das Vadias/Campinas)

– 21h – Bar do Zé – Barão Geraldo
Festa Feminista
(org. Mulheres no Volante e Marcha das Vadias/Campinas)

 

Dia 18/03 (segunda-feira)

– A partir das 14h – Auditório Externato São João (Rua José de Alencar, 360 – Centro – Campinas/SP)
Lançamento do livro “Mulheres Fazendo História”
(org. Grupo de Mulheres da Periferia)

 

Dia 22/03 (sexta-feira)

– A partir das 14h – Chácara Acarai (Rua Ambrosina Baranski, 442 – Hortolândia)
Cochicho das Mulheres de Hortolândia
(org. Marcha Mundial de Mulheres/Hortolândia)

 

Dia 23/03 (sábado)

– 19h – Rua Dr. Quirino, 1211 – Centro/Campinas
Início do Curso de Promotoras Legais Populares
(org. Promotoras Legais Populares)

– 19h – Fábrica Flaskô (Sumaré)
Início do Curso de Formação Feminista da Marcha Mundial das Mulheres
(org. Marcha Mundial das Mulheres/Campinas)

 

Dia 24/03 (domingo)

– 15h – Comunidade São Joaquim e Santana (Vila União/Campinas)
Tarde Cultural com as Mulheres
(org. Pastoral Afro)

 

Dia 31/03 (domingo)

– 16h – Praça da Vila Santa Isabel (em frente ao bar Ponto 1)
Confraternização das Mulheres da Vila S. Isabel
(org. Marcha das Vadias/Campinas)

 

Fonte: Com informações do Site do Sinpro www.sinpro.org.br e do Movimento Popular de Mulheres

poradmin

Confira aqui as respostas dos reitoráveis à plataforma dos trabalhadores

Disponibilizamos abaixo as respostas enviadas pelos candidatos à sucessão do reitor Fernando Costa à plataforma dos trabalhadores aprovada na assembleia realizada em 13 de novembro do ano passado. No Boletim do STU de hoje informamos que apenas os professores José Claudio Geromel e Mário Saad tinham enviado as respostas. No entanto, o professor José Tadeu Jorge reenviou mensagem endereçada ao sindicato no dia 25 de fevereiro e que não havia sido recepcionada pelos servidores da entidade. Já manifestamos ao professor nossas desculpas pelo mal entendido e divulgamos abaixo também as respostas dele.

O professor Edgar De Decca não encaminhou as respostas.

Confira abaixo as manifestações dos reitoráveis.

José Claudio Geromel

Salário – Nossa posição é a de adotar a isonomia de vencimentos globais entre os servidores das três universidades públicas paulistas. Parece-nos aberrante que funcionários do Estado, exercendo as mesmas atividades, recebam salários diferentes.
Queremos a equiparação com a USP não apenas salarial, mas em todos os complementos e bônus oferecidos por aquela universidade. Estabeleceremos um prazo bem estudado e acordado com toda a comunidade para atingirmos essa meta, à luz da execução responsável do orçamento da universidade.

Área da saúde – Devido ao seu tamanho, a área hospitalar deixou de ser um hospital-escola com objetivos circunscritos ao ensino e à pesquisa. Deste modo, é preciso que outros atores sejam chamados para sanar os problemas de financiamento e de saturação de sua capacidade de atendimento. É preciso adotar todo o empenho para que a Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo seja um participante central e efetivo desse esforço. Somos favoráveis ao restabelecimento da jornada de trinta horas para os profissionais de enfermagem sem redução de salário.

Punições – Somos decididamente contrários a tudo o que possa atingir o direito de greve e organização no local de trabalho.
Também somos contrários à criminalização das ações sindicais, e tiraremos desta postura todas as consequências. Não utilizaremos descontos salariais, ou qualquer outra postura que se configure como um meio de intimidação dos movimentos grevistas.

Terceirizações – Somos contrários às terceirizações. A Universidade deve ter nos seus quadros todas as carreiras necessárias para assegurar o seu bom funcionamento. O argumento da eficiência econômica não convence, pois um bom gerenciamento é suficiente para a eficácia com funcionários próprios da Universidade. No entanto, é preciso assinalar que a Unicamp já terceirizou alguns serviços: cada caso será examinado, sempre no melhor interesse da Universidade.

Carreira – Uma das principais questões que concerne a carreira dos funcionários é a avaliação de desempenho. É necessária uma discussão aprofundada envolvendo todos os funcionários e também especialistas em recursos humanos para solucionar os impasses que essa progressão hoje conhece. O reconhecimento do mérito e do desempenho deve nortear toda a política do progresso funcional.

Direitos sociais – O sindicato tem um papel essencial no estabelecimento das demandas para ampliação de direitos sociais. É ele que deve fecundar, com suas propostas, as ações da reitoria nesse sentido. Está claro que todas as demandas justas, pensadas em harmonia com o orçamento da universidade, serão consideradas e implementadas.

Transparência – Este é um ponto de base do nosso programa. A transparência de gestão, que envolve não somente a parte financeira, mas de contratos e de agenda, ocorrerá em todos os níveis da Universidade a começar pela reitoria. A agenda diária do reitor será pública. Todos os seus atos serão imediatamente publicados. Todos os recursos disponíveis, incluindo os extraorçamentários, serão conhecidos e analisados pela comunidade.

Democratização – Somos favoráveis à alteração de data de consulta para Reitor. Somos contrários às eleições paritárias para Reitor e Diretores de unidade, mas estamos dispostos, se a comunidade acadêmica assim o entender, a abrir um amplo debate a respeito e tirar dele as devidas consequências. Este, aliás, deverá ser o procedimento a respeito de todas as decisões importantes a serem tomadas pela reitoria.

José Tadeu Jorge

Salário – Restabelecer a igualdade dos salários da UNICAMP com os da Universidade de São Paulo (USP), resolvendo o problema da quebra da isonomia, criado nos últimos dois anos. Nossa proposta é estabelecer prioridade absoluta para essa questão, executando-a nos dois primeiros anos da gestão. Defender a posição de que as três universidades estaduais paulistas devem ter estruturas semelhantes de carreira. Contemplar os aposentados nos benefícios que tiverem base legal para aplicação.
Respeitar, evidentemente, as determinacões legais para o teto salarial.

Área da Saúde – Viabilizar a implantação da jornada de 30 horas para os profissionais envolvidos nas atividades de assistência. Para tanto, providenciar a alteração dos contratos de 40 horas, hoje existentes, passando-os para 30 horas, sem redução salarial. Previamente à implantação da nova sistemática de funcionamento, adequar o quadro existente para que não ocorram deficiências no atendimento. Democratizar a gestão, propiciando condições de representatividade de todos os segmentos envolvidos, inclusive da sociedade. Estabelecer amplo debate interno sobre a autarquização já encaminhada ao Governo do Estado, definindo claramente os interesses da Unicamp.

Punições – Em nossa gestão como Reitor respeitamos integralmente o direito de greve e de organização no local de trabalho; não houve iniciativas de criminalização de ações sindicais e nem aplicação de mecanismos de intimidação ou repressão. Essas atitudes contrariam os fundamentos universitários de respeito à divergência, ao contraditório e à opinião de cada membro da comunidade. Fiéis a esses conceitos, propomos a revisão das punições aplicadas por motivação política ou uso de direitos de mobilização.

Terceirizações – Estabelecer uma Política de Reposição de Pessoal focada na promoção de concursos públicos. Criar grupo de trabalho para analisar e estabelecer critérios que permitam equacionar a terceirização e buscar a sua redução progressiva. No processo de gestão da Universidade, aprimorar cada vez mais as relações com a Funcamp, especialmente nos planos jurídico, trabalhista e funcional, visando à diminuição das diferenças de tratamento dos contratados.

Carreira – A carreira PAEPE foi implantada em 2003, após intenso, amplo e participativo processo de debates com a comunidade.
Infelizmente, em 2010, a carreira foi alterada, sem um processo de discussão com a comunidade, e levando a vários retrocessos. Nessa conjuntura, propomos:
‐ Realizar ampla revisão da carreira PAEPE;
‐ Valorizar e reconhecer os profissionais pelas experiências acumuladas e atividades exercidas;
‐ Estabelecer, com clareza, critérios e parâmetros objetivos para enquadramento e progressão;
‐ Resgatar o processo de estímulo à qualificação profissional do funcionário, que ficou conhecido como “reconhecimento dos títulos” e foi lamentavelmente desativado em 2010.
O processo de avaliação de desempenho foi implantado em 2008, durante nossa gestão anterior, depois de mais de dez anos sem ser realizado na UNICAMP. Também sofreu mudanças em 2010, que descaracterizaram a proposta inicial. Nessas condições propomos:
‐ Realizar ampla revisão da metodologia adotada atualmente, implementando indicadores de avaliação do trabalho efetivamente realizado no dia a dia e não apenas quesitos que avaliam o comportamento e o relacionamento dos funcionários;
‐ Definir na proposta orçamentária os recursos destinados ao processo de avaliação de desempenho. Revogar a Resolução relativa ao ESTÁGIO PROBATÓRIO, substituindo-a, após ampla discussão, por instrumento que consagre o conceito de que se trata de um período destinado à integração do funcionário, à aquisição do conhecimento das rotinas do trabalho e à adaptação à cultura da unidade/órgão.

Direitos Sociais – Em relação à DEdIC: Recuperar os espaços físicos, dotando-os da qualidade necessária; Agilizar os projetos de expansão desses espaços, procurando atender à demanda por vagas; Construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) de maneira participativa; Dar mais representatividade ao Conselho Escolar e respeitar suas atribuições deliberativas; Zelar pela efetiva gestão democrática, conforme previsto na Constituição do Brasil.
Investir na reforma dos restaurantes universitários, implantando ou modernizando os equipamentos de produção. Descentralizar a elaboração das refeições, medida indispensável para estabelecer uma efetiva melhoria da qualidade. Realizar estudos para dimensionar a necessidade de implantar outros pontos de serviço.
Estimular o uso dos fretados reduzindo seu custo para os servidores. Intensificar a fiscalização dos contratos para garantir a qualidade do conforto do usuário, além da segurança.

Transparência – Implantação da estrutura do Serviço de Informações ao Cidadão, previsto na lei de acesso à informação (lei 12.527/2011).

Democratização – Estabelecer, de imediato, processo de revisão dos Estatutos da UNICAMP, garantindo ampla oportunidade de discussão de todos os tópicos, através de reuniões abertas em todas as unidades/órgãos da universidade, entidades representativas e colegiados institucionais. A maioria dos temas listados neste eixo é de assuntos estatutários e encontrarão nesse processo de revisão a oportunidade de consideração, debate e decisão.
As pautas de reivindicações das entidades devem ser tratadas em reuniões periódicas mensais ao longo do ano e não apenas por ocasião da data base.
O capítulo do nosso Programa de Gestão dedicado à Graduação trata do tema “Formas de Ingresso”, propondo amplo debate sobre todas as alternativas existentes.

Mário Saad

Salário – a) Equiparação dos pisos salariais com a USP: Temos como meta atingir a isonomia salarial com a USP. Pela nossa avaliação a isonomia poderá ser alcançada em quatro anos;
b) Unificação de tabelas de vencimentos das três Universidades e do Centro Paula Souza: É altamente desejável mas não depende apenas da UNICAMP;
c) Aplicação plena……25.000,00: O teto vem sendo aplicado. Pela fórmula de cálculo, que é feito conforme a decisão do Supremo Tribunal Federal, deve ser excluída da remuneração todas as incorporações que ocorreram até 2003. E este calculo vem sendo aplicado pelas três Universidades Públicas Paulistas;
d) Extensão dos benefícios aos aposentados: Os benefícios aos aposentados, tal como o auxílio alimentação, esbarra em decisão do Supremo Tribunal Federal porque se trata de verbas indenizatórias aplicadas em função do exercício de atividade.

Área da saúde – a) Não autarquização da área da Saúde: Defendemos a autarquização, vide nosso programa, que pode ser lido no endereço http://www.nocaminhocerto.org/site/index.php/programa.
b) Restabelecimento da jornada de 30 horas: Assinamos um documento organizado pelas lideranças da área da enfermagem, nos comprometendo com a viabilização da jornada de 30 horas;
c) Implantação do Controle Social na Área da Saúde sob a gestão da UNICAMP: Somos favoráveis.

Punições – a) Garantia do direito de greve e a organização local do trabalho: O direto de greve está previsto na Constituição e a lei deve ser respeitada por todos os envolvidos;
b) Não a criminalização das ações sindicais com a revogação de todas as punições, retirada dos processos decorrentes das ações políticas e sindicais e reversão das demissões políticas. O nosso histórico mostra que nós não criminalizamos o movimento sindical;
c) Retirada dos F3 relativos à greve 2011, com a consequente devolução dos descontos e dos benefícios decorrentes (férias, quinquênios, etc): Este item pode fazer parte de uma pauta de negociação;
d) Não utilização dos descontos como mecanismo de intimidação dos movimentos grevistas: Vide resposta do item anterior.

Terceirizações – a) Fim das terceirizações: Podemos estudar quais deveriam ser finalizadas;
b) Isonomia salarial e de benefícios dos trabalhadores contratados através da FUNCAMP com os contratados pela UNICAMP: Somos a favor, no entanto, é o fluxo financeiro dos convênios que determina a remuneração.

Carreira – a) Não implantação de Metas de Produtividade na UNICAMP: Em tese de acordo com a não implantação, porém é um tema que deverá ser discutido com a comunidade;
b) Revogação da última alteração na carreira PAEPPE (2010): Podemos discutir. Mas revogar para substituir para qual carreira? Os últimos três processos avaliatórios contemplaram praticamente 100 % dos servidores;
c) Rediscussão com o STU…Paula Souza: De acordo com a discussão mas a carreira da FASUBRA tem plano de metas;
d) Revogação das portarias GR 34/2010 e 32/2012: Este item pode fazer parte de uma pauta de negociação.

Direitos sociais – a) Ampliação do DEDIC: Em nosso programa colocamos questões essenciais para o DEDIC;
b) Ampliação do CECOM: De acordo;
c) Ampliação e investimento: De acordo;
d) Moradia para funcionários com atenção especial ao Residencial Arlete Cardoso Lins Teixeira: De acordo, mas dependemos do Governo do Estado de São Paulo;
e) Redução gradual: Faremos estudos sobre esta proposta.

Transparência – a) Garantia da lei do acesso à informação: A UNICAMP já tem um portal para isso. Podemos aprimorá-lo;
b) Disponibilização> A UNICAMP já faz isto. Quanto à FUNCAMP, isto depende dela.
c) Disponibilização: De acordo.

Democratização – a) Alteração da data: Submeteremos à decisão do CONSU;
b) Eleições diretas e paritárias: Avaliamos que a consulta a comunidade deve permanecer da forma como está;
c) Paridade nos órgãos colegiados: Idem resposta anterior.
d) Agenda real: Iremos instituir a Reitoria de Portas abertas que atenderá esta reivindicação;
e) Revogação: É necessário especificar estes artigos para uma resposta e a futura discussão no CONSU;
f) Cotas raciais: Somos favoráveis à inclusão social.

Íntegra da plataforma apresentada aos reitoráveis

SALÁRIO
a) Equiparação dos pisos salariais com a USP;
b) Unificação das tabelas de vencimentos das três Universidades e do Centro Paula Souza;
c) Aplicação plena do teto constitucional, de modo que nenhum servidor docente ou técnico-administrativo da Unicamp ganhe acima do salário do governador (atualmente em R$ 18.700,00) ou do Procurador-Geral do Estado (atualmente em cerca de R$ 25.000,00);
d) Extensão dos benefícios aos aposentados.

ÁREA DA SAÚDE
a) Não autarquização do Complexo Hospitalar da Unicamp;
b) Restabelecimento da jornada de 30 horas;
c) Implantação do controle social na Área de Saúde sob a gestão da Unicamp.

PUNIÇÕES
a) Garantia do direito de greve e de organização no local de trabalho;
b) Não à criminalização das ações sindicais – com a revogação de todas as punições, retirada dos processos decorrentes das ações políticas e sindicais e reversão das demissões políticas;
c) Retirada dos F3 relativos à greve de 2011, com a consequente devolução dos descontos e dos benefícios decorrentes (férias, quinquênios, etc);
d) Não utilização dos descontos como mecanismo de intimidação dos movimentos grevistas.
TERCEIRIZAÇÕES
a) Fim das terceirizações;
b) Isonomia salarial e de benefícios dos trabalhadores contratados através da FUNCAMP com os contratados diretamente pela Unicamp.

CARREIRA
a) Não implantação de metas de produtividade na Unicamp;
b) Revogação da última alteração da Carreira PAEPE (2010);
c) Rediscussão, com a participação do STU, de uma nova carreira, tendo como referência a carreira defendida pela FASUBRA, com vistas à unificação dos planos de carreiras das universidades estaduais paulistas e do Centro Paula Souza;
d) Revogação das portarias GR-34/2010 e GR-32/2012.

DIREITOS SOCIAIS
a) Ampliação da DEDiC, para que atenda a toda a demanda da Unicamp:
• credenciamento a um órgão de ensino
• oficializar parceria com a FE
• ampliação e melhorias na infraestrutura da DEDiC

poradmin

Confira aqui os vídeos dos debates promovidos pelas entidades

Vídeo do debate entre os reitoráveis realizado no dia 1º de março de 2013.

 

Debate entre os candidatos a vice-reitor, promovido no dia 27 de fevereiro de 2013.

 

poradmin

Feminicídios cresceram 104% na região de Campinas entre 2008 e 2010

Por Luciana Araújo

como enfrentar a violência
Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que em 2012 foram registradas 3108 agressões e 265 estupros em Campinas. Os dados estão subdimensionados, até porque a cidade tem apenas uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com número reduzido de profissionais, que funciona em horário comercial e não atende nos fins de semana. A demora para registrar uma queixa ultrapassa cinco horas, como já noticiado pela imprensa local. Ainda segundo estimativas da própria secretaria, 60% das mulheres vítimas de violência não denunciam o caso por medo ou vergonha, pelo menos 51% conheciam os agressores e 30% têm parentesco com o autor da violência.

Entre 2008 e 2010 cresceu 104% o número de feminicídios na Região Metropolitana de Campinas, de acordo com o Mapa da Violência.

Em razão desse crescimento das agressões sexistas em todo o país, neste ano, no 8 de março (Dia Internacional de Luta das Mulheres), o combate à violência contra a mulher será um dos temas centrais.

A violência sexista tem várias faces

Por vezes as vítimas sequer sabem que têm direito a proteção legal contra agressões. Por isso, o Jornal do STU traz nessa edição algumas orientações sobre como identificar e o que fazer contra a violência sexista.

O Código Penal brasileiro já previa uma série de delitos que podem ser denunciados por mulheres. A Lei Maria da Penha (11.340/2006), além de tipificar também a violência doméstica (a mais comum no país), estabeleceu penas mais rigorosas. Embora ainda com limitações, especialmente no que diz respeito à sua implementação efetiva por falta de investimento dos poderes públicos, a lei foi uma conquista das mulheres.

É enquadrada na Lei “qualquer ação ou omissão que cause à mulher morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, dano moral ou material, praticada por homem ou mulher, com quem a vítima mantém ou manteve relação de afeto ou familiar, independentemente de sua orientação sexual”. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo lista como exemplos empurrões, pontapés, tapas, socos; ameaças, perseguições, chantagens, humilhações, proibições de sair e trabalhar; relação sexual forçada, obrigar a mulher a se prostituir; proibição de tomar pílula ou ser forçada a não usar camisinha; subtrair, destruir, se apropriar ou queimar bens e documentos pessoais; xingar, acusar de traição ou espalhar mentiras a respeito da mulher.

Além da violência doméstica ou familiar, existe também aquela que acontece nos locais de trabalho ou no convívio social.

Em nossa sociedade, um tipo muito comum e que na maior parte das vezes “passa batido” é o “machão” que conta vantagem sobre seu relacionamento com mulheres, muitas vezes de forma mentirosa, para se afirmar perante a cultura machista da sociedade em que vivemos. Muitas vezes a violência praticada pelo “machão” está associada ao assédio sexual, especialmente quando este não é bem sucedido. Quem já não ouviu falar do chefe ou colega de trabalho que, frustrado em suas ofensivas sexuais, espalha que a assediada é “louca”, “histérica”, “preguiçosa”, “promíscua”, etc? A maioria das mulheres não sabe, mas essa agressão pode ser tipificada como calúnia, injúria ou difamação.

Outra importante informação desconhecida por muitas mulheres é que na legislação brasileira não existe mais diferenciação entre abuso sexual e estupro. Todo ato sexual não consentido e cometido sob ameaça ou violência é considerado estupro. No caso de menores de 14 anos ou doente mental, o crime é tipificado como estupro de vulnerável – o que agrava a pena. Nos casos em que a vítima não tenha condições de consentir, o crime é de violação sexual mediante fraude e a pena varia de dois a seis anos. Não importa a roupa que a mulher vestia, se estava alcoolizada ou se mantinha relacionamento com o agressor. O corpo da mulher não é um objeto que pode ser usado ou violentado e o Estado tem obrigação de proteger a sua integridade física e psicológica.

Matéria publicada na edição 01/2013 do Jornal do STU.

poradmin

Reitoria não responde para quanto vai o salário do Paulão

No final da tarde desta quinta-feira (28) a reitoria Fernando Costa divulgou uma “Nota da Unicamp” em resposta ao Boletim do STU 009/2013, que publicizou na manhã de ontem a nomeação do ex-pró-reitor Paulo Eduardo Moreira Rodrigues para o cargo de Assessor da Administração Superior.

A nota da reitoria comenta o fato de que “o assunto já foi devidamente esclarecido pela Fundação de Desenvolvimento da UNICAMP (FUNCAMP), em nota divulgada no dia 22 de junho de 2012”. O problema é que o “esclarecimento” da administração, mais uma vez, tergiversa sobre os principais questionamentos feitos pelo sindicato:

1) Quanto o professor Paulão está recebendo da Universidade, tendo em vista que seus vencimentos já foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado por duas vezes (em despacho do conselheiro Dimas Ramalho que determinou a devolução de mais de R$ 40 mil recebidos além do teto constitucional no ano de 2009, e pela auditoria das contas relativas ao exercício financeiro de 2011)? Ainda que os processos sigam tramitando e caiba recursos, os questionamentos institucionais estão postos e não podem ser simplesmente ignorados pela reitoria de uma das mais importantes universidades do país.

2) Por que alguém que responde a uma série de questionamentos jurídicos foi nomeado para um cargo da alta administração da Unicamp? Afinal, além do problema da rejeição das contas da gestão de Paulo Eduardo à frente da Funcamp (1994-1996),  que levou à impugnação de sua candidatura a vice-prefeito de Campinas em 2012 pela lei da Ficha Limpa porque o Ministério Público Eleitoral considerou que havia irregularidades “insanáveis”, o professor ainda está envolvido nos processos relativos ao escândalo dos supersalários na Unicamp (como já referido acima).

3) Afinal de contas, qual é a função de fato desempenhada pelo Paulão no cargo de Assessor de Administração Superior?

ENTENDA O CASO

Em 1º de novembro de 2012, Paulo Eduardo Rodrigues Moreira da Silva foi nomeado para o cargo de Assessor da Administração Superior. A nomeação foi assinada pelo reitor Fernando Costa um dia após a edição do Boletim do STU nº 58/2012 divulgar que um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado determinou que diversos dirigentes da  Universidade devolvessem valores recebidos acima do limite legal de salários no ano de 2009. Paulão era chamado a ressarcir mais de R$ 40 mil.

A portaria só foi publicada em Diário Oficial dois meses depois, em 3 de janeiro deste ano.

O ex-pró-reitor também é citado pelo TCE entre os supersalários da Unicamp, com rendimentos médios de R$ 39 mil/mês em 2011.

De acordo com a resolução GR-17, de 2009, a remuneração adicional para o cargo ocupado por Paulão é de até 50% do salário de um professor MS-3 (cerca de R$ 4 mil).

poradmin

Respostas dos reitoráveis às perguntas do STU nas sabatinas

O STU disponibiliza para todos os servidores nova edição das sabatinas realizadas no dia 29 de janeiro com os candidatos à sucessão do reitor Fernando Costa. Esta versão contém apenas as respostas aos questionamentos feitos pelo sindicato sobre a isonomia, as 30 horas na saúde e na DEdIC, supersalários, disparidades salariais e democracia na Universidade. As respostas de Edgar De Decca, José Cláudio Geromel, José Tadeu Jorge e Mário Saad também foram publicadas na edição do Jornal do STU que circula esta semana na Universidade.

porFernanda de Freitas

Cruesp desfere novo golpe contra a isonomia

Resolução eleva salários de docentes MS6 e autoriza reajustes em períodos distintos

No dia 7 deste mês o Conselho de Reitores (Cruesp) baixou a resolução nº 2 – mais uma vez de forma autoritária, sem nenhum diálogo prévio com as entidades do Fórum das Seis ou as comunidades universitárias.
O documento “reestrutura” a carreira docente nas universidades estaduais paulistas, ferindo de morte o princípio da isonomia pactuado com as entidades do Fórum das Seis desde 1991. Além do Cruesp não ter tomado nenhuma posição de reestruturação da carreira dos servidores técnico-administrativos, a nova resolução na verdade concede aumento salarial de 3,41% só para os professores MS6 (que já têm os mais altos vencimentos das instituições de ensino) e autoriza cada reitor a aplicar o reajuste quando e se desejar. Nunca é demais lembrar que é entre os MS6 que se encontram a maioria dos supersalários apontados pelo Tribunal de Contas do Estado na Unicamp.
Em 2010, o Cruesp já havia quebrado a isonomia ao conceder reajuste de 6% somente aos docentes. Até o fechamento desta edição, de acordo com a Adunicamp, a reitoria Fernando Costa não havia se pronunciado sobre a resolução.
Com essa ação dos reitores a mobilização para a Campanha Salarial 2013 começa mais cedo. O STU voltará a cobrar da reitoria e dos candidatos à sucessão o respeito à isonomia. O Fórum das Seis solicitou reunião com o Cruesp para discutir a medida.

poradmin

Doação de Sangue

Os funcionários da Unicamp, Robson José de Almeida (IB) e Ronaldo Luis de Almeida (CIPA/Central), solicitam doação de sangue para o seu irmão João Roberto de Almeida. A doação deve ser feita em nome do solicitante na PUCC II – Hospital Celso Pierro, no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti ou no Hemocentro/Unicamp.

Informações sobre o horário de atendimento, principalmente no período de Carnaval, podem ser obtidas no site www.hemocentro.unicamp.br ou pelo telefone (0800)7228432. Seja solidário!