Arquivo de tag transparência

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Boletim do STU 042/2015

Baixe aqui Boletim 42/2015, de 21 de julho de 2015.

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Boletim 017/2013

Baixe aqui o Boletim 017/2013, de 1º de abril de 2013.

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Fernando Costa ainda deve explicações sobre nomeação de Paulão

Luciana Araújo

Até o próximo dia 19 o responsável pela gestão da Unicamp ainda é Fernando Costa. Diante disso, em defesa da transparência pública, o STU volta a questionar publicamente quais as funções assumidas pelo ex-pró-reitor Paulo Eduardo Rodrigues Moreira da Silva ao ser nomeado Assessor da Administração Superior. E quanto o professor Paulão está recebendo da Universidade, tendo em vista que seus vencimentos foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado duas vezes?
Paulão foi nomeado em 1º de novembro de 2012 para o cargo mencionado acima, um dia após a edição do Boletim do STU nº 58/2012 divulgar que conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Dimas Ramalho determinou que diversos dirigentes da Universidade devolvessem valores recebidos acima do limite legal de salários no ano de 2009. Paulo Eduardo era chamado a ressarcir mais de R$ 40 mil. Chamou a atenção também o fato de que portaria com a nomeação só foi publicada em Diário Oficial dois meses depois, em 3 de janeiro deste ano. A remuneração para o cargo, de acordo com a resolução GR-17/2009, é de até 50% do salário de um professor MS-3 (cerca de R$ 4 mil). O valor seria acrescido aos vencimentos recebidos pelo ex-pró-reitor, que também é citado pelo TCE entre os supersalários da Unicamp, com rendimentos médios de R$ 39 mil/mês em 2011.

Prejuízos à Universidade

Outro questionamento feito pelo STU ao atual reitor é por que alguém que responde a uma série de questionamentos jurídicos foi reconduzido à alta administração da Unicamp?
A reportagem do STU apurou que Paulão é citado ainda em quatro acórdãos (decisões colegiadas) do TCE que consideraram irregulares contratações feitas pela Universidade sob responsabilidade do ex-PRDU.
Em 11 de dezembro do ano passado o TCE julgou irregular contrato com a Pema Engenharia para obras da ampliação da biblioteca do IFCH. O contrato foi aditado diversas vezes e, segundo o TCE, as mudanças geraram atraso na obra, que terminou três anos após o prazo estabelecido. Nesse caso, Paulão foi condenado a pagar multa no valor de R$ 9,2 mil. O professor José Tadeu Jorge também foi multado em R$ 5,5 mil porque, na condição de reitor, assinou o oitavo aditivo contratual.
Em setembro de 2012 o TCE já havia julgado irregular o aditamento a um contrato de assinatura de periódicos firmado com a empresa Periodicals Publicações Técnicas Ltda após o contrato inicial ter sido também considerado irregular. Paulão assinou o aditamento. O Ministério Público de São Paulo foi notificado e o reitor Fernando Costa tinha até 11 de novembro do ano passado para se manifestar junto ao TCE sobre as medidas adotadas.
A Unicamp recorre ainda de outros dois acórdãos do TCE. Um deles refere-se a decisão da 1ª Câmara daquele Tribunal que julgou irregulares os termos de aditamento e de concessão de recomposição de valores do contrato entre a Unicamp e a Simples Comércio, Locação e Serviços LTDA para aluguel de máquinas copiadoras, fornecimento de papel e grampos e assistência técnica. No outro, o pleno do Tribunal rejeitou recurso da Universidade contra decisão que julgou irregulares a licitação e o contrato, bem como ilegais as despesas correntes no contrato entre a Unicamp e a empresa Rio Verde Engenharia e Construções LTDA. O ajuste visava a construção do anfiteatro, terraço e blocos 1, 2 e 3 do campus de Limeira. Paulão e Edna Aparecida Coloma (diretora geral de administração) foram condenados a pagar multas de 200 Ufesps (R$ 3.874,00) cada um. A Universidade tenta rescindir a condenação.
Por conta da rejeição das contas de sua gestão à frente da Funcamp (1994-1996) pelo Tribunal de Contas da União, a candidatura do ex-pró-reitor a vice-prefeito da cidade já havia sido cassada.

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Reitoria não responde para quanto vai o salário do Paulão

No final da tarde desta quinta-feira (28) a reitoria Fernando Costa divulgou uma “Nota da Unicamp” em resposta ao Boletim do STU 009/2013, que publicizou na manhã de ontem a nomeação do ex-pró-reitor Paulo Eduardo Moreira Rodrigues para o cargo de Assessor da Administração Superior.

A nota da reitoria comenta o fato de que “o assunto já foi devidamente esclarecido pela Fundação de Desenvolvimento da UNICAMP (FUNCAMP), em nota divulgada no dia 22 de junho de 2012”. O problema é que o “esclarecimento” da administração, mais uma vez, tergiversa sobre os principais questionamentos feitos pelo sindicato:

1) Quanto o professor Paulão está recebendo da Universidade, tendo em vista que seus vencimentos já foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado por duas vezes (em despacho do conselheiro Dimas Ramalho que determinou a devolução de mais de R$ 40 mil recebidos além do teto constitucional no ano de 2009, e pela auditoria das contas relativas ao exercício financeiro de 2011)? Ainda que os processos sigam tramitando e caiba recursos, os questionamentos institucionais estão postos e não podem ser simplesmente ignorados pela reitoria de uma das mais importantes universidades do país.

2) Por que alguém que responde a uma série de questionamentos jurídicos foi nomeado para um cargo da alta administração da Unicamp? Afinal, além do problema da rejeição das contas da gestão de Paulo Eduardo à frente da Funcamp (1994-1996),  que levou à impugnação de sua candidatura a vice-prefeito de Campinas em 2012 pela lei da Ficha Limpa porque o Ministério Público Eleitoral considerou que havia irregularidades “insanáveis”, o professor ainda está envolvido nos processos relativos ao escândalo dos supersalários na Unicamp (como já referido acima).

3) Afinal de contas, qual é a função de fato desempenhada pelo Paulão no cargo de Assessor de Administração Superior?

ENTENDA O CASO

Em 1º de novembro de 2012, Paulo Eduardo Rodrigues Moreira da Silva foi nomeado para o cargo de Assessor da Administração Superior. A nomeação foi assinada pelo reitor Fernando Costa um dia após a edição do Boletim do STU nº 58/2012 divulgar que um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado determinou que diversos dirigentes da  Universidade devolvessem valores recebidos acima do limite legal de salários no ano de 2009. Paulão era chamado a ressarcir mais de R$ 40 mil.

A portaria só foi publicada em Diário Oficial dois meses depois, em 3 de janeiro deste ano.

O ex-pró-reitor também é citado pelo TCE entre os supersalários da Unicamp, com rendimentos médios de R$ 39 mil/mês em 2011.

De acordo com a resolução GR-17, de 2009, a remuneração adicional para o cargo ocupado por Paulão é de até 50% do salário de um professor MS-3 (cerca de R$ 4 mil).

porFernanda de Freitas

DO OESP: USP, Unesp, Unicamp e Fapesp têm juntas sobra de R$ 7 bilhões em caixa

Confira as matérias publicadas pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, no sábado, 23/02, sobre a reserva de caixa das universidades paulistas:

 

Jornal Estadão - 23/02/13

USP, Unesp, Unicamp e Fapesp têm juntas sobra de R$ 7 bilhões em caixa

Reserva financeira das universidades estaduais e da agência de fomento à pesquisa irrita Alckmin, que questiona por que dinheiro não é investido

Por Bruno Boghossian e Carlos Lordelo, para “O Estado de S. Paulo”

As três universidades públicas paulistas – USP, Unesp e Unicamp – encerraram o ano fiscal de 2012 com R$ 6 bilhões em caixa. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) também tinha saldo positivo em 31 de dezembro, de R$ 1,02 bilhão. Os números foram apresentados em janeiro ao governador Geraldo Alckmin. Segundo aliados, ele reagiu com irritação, por julgar que as instituições deveriam investir mais em infraestrutura e na ampliação de projetos.

Os dados foram extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) de São Paulo. A principal fonte de recursos das universidades e da Fapesp é o repasse de 10,57% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhido pelo governo. Quanto maior a arrecadação, mais dinheiro entra nos cofres das instituições.

A avaliação de parte do governo é de que os contribuintes estariam pagando um tributo que não estaria sendo utilizado.

Alckmin teria ficado incomodado com o fato de que dirigentes das instituições costumam brigar por cada centavo de seus orçamentos. O dinheiro, no entanto, fica parado, sob a alegação de que a maior parte está comprometida com despesas já assumidas. A reserva também serviria para cobrir eventuais quedas de receita em decorrência de variação da arrecadação do ICMS.

Por seu tamanho, a USP recebe a maior fatia do repasse do imposto (5,029%). É também a universidade com o maior colchão financeiro: fechou 2012 com R$ 3,4 bilhões em caixa (acumulados ao longo dos anos). É uma sobra que quase se equivale ao orçamento anual da instituição. Para 2013, ele é de R$ 4,3 bilhões, dos quais 93% vão para gastos com pessoal.

O investimento em outras áreas teve desaceleração e até queda, como uma reportagem do Estado mostrou em janeiro. O orçamento de obras para este ano, por exemplo, caiu 10,7% na comparação com 2012. O alto custo com salários, benefícios e aposentadorias já leva o reitor João Grandino Rodas a cogitar buscar recursos em outras fontes, entre elas a iniciativa privada, caso a universidade “precise de mais do que recebe”.

Poupança. Integrantes do governo paulista dizem que o montante à disposição das quatro instituições se acumulou ao longo dos últimos anos. Sendo que só em 2012, com o rendimento da “caderneta de poupança” de 10% a 12%, foi possível economizar cerca de R$ 650 milhões.

O secretário estadual da Fazenda, Andrea Calabi, afirma que a economia feita pelas instituições é positiva, pois permite que elas mantenham uma situação confortável em seus caixas. “A parcimônia na gestão de caixa de todas as entidades públicas não é malvista pelo Tesouro. É claro que o objetivo é executar seus programas, mas a parcimônia é bem-vista quando tem caráter de precaução”, diz.

Questionado sobre o desempenho administrativo das instituições, Calabi foi sucinto: “A execução dos programas sempre está aquém do desejado. Sempre buscamos mais realizações.”

 

Instituições rejeitam ideia de ter verba ‘disponível’

As três universidades declaram que o colchão financeiro já está comprometido com despesas do ano passado

As universidades estaduais alegam que a maior parte dos recursos guardados está comprometida com despesas já assumidas. O colchão financeiro também serviria para cobrir eventuais quedas de receita em decorrência da flutuação do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em 2013, a previsão é de que o governo arrecade menos do que nos anos anteriores.

Em nota, a USP diz que o valor real disponível é de R$ 3,306 bilhões e há uma sobra a pagar referente a 2012 de R$ 463 milhões. Outros R$ 805 milhões vão para investimentos, em fase de planejamento ou licitação, em obras ainda não executadas. O dinheiro acumulado também será utilizado para cobrir R$ 509 milhões em despesas previstas no orçamento deste ano e que não terão cobertura do Tesouro estadual.

Ainda assim, sobraria em caixa cerca de R$ 1,5 bilhão, quase um terço do orçamento de 2013.

Ainda de acordo com a USP, a reserva financeira decorre de uma “gestão prudente” dos repasses do governo e do planejamento orçamentário da instituição. “Em caso de evolução desfavorável da arrecadação do ICMS, (a reserva permite) garantir a manutenção dos compromissos da universidade, tendo em vista que a despesa com pessoal é incomprimível, e para consolidar e manter o programa de expansão de vagas.”

A Unesp afirma que dispõe de R$ 886 milhões no seu balanço patrimonial referente a 2012 – 60% desse valor estaria comprometido com restos a pagar. Os outros 40%, segundo a universidade, são compostos de recursos federais repassados por meio de convênios e receita própria oriunda de atividades de ensino e pesquisa. “Dentro dos 40%, a universidade não pode prescindir de recursos para honrar despesas de custeio, contratos e investimentos no ano corrente, principalmente quando o repasse do ICMS é inferior às despesas mensais”, diz a Unesp em nota.

Já a Unicamp nega ter “recursos disponíveis”. Diz que “grande parte” de sua reserva financeira serve para pagar despesas já assumidas. O saldo da instituição, excluindo-se as verbas extraorçamentárias, é de R$ 1,1 bilhão. O que não está comprometido com restos a pagar constitui uma “reserva técnica” de R$ 244 milhões para cobrir eventuais quedas de receita.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

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Boletim 007/2013

Baixe o arquivo do Boletim 007/2013, distribuído no dia 20 de fevereiro de 2013.

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