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Greve dos motoristas de Campinas arranca pagamento de salários

Os terminais de ônibus Ouro Verde, Vida Nova, Vila União e Barão Geraldo amanheceram fechados na terça-feira (12) devido ao protesto dos motoristas das linhas Verde e Azul-claro contra atraso no pagamento de salários e proposta de parcelamento dos vencimentos.
A greve durou dois dias, mas serviu para dar um recado ao patronato de que os trabalhadores não vão aceitar o descumprimento de direitos. O movimento foi suspenso após o pagamento dos salários.
Em Campinas o cargo de cobrador foi extinto para reduzir custos, prejudicando o trabalho dos motoristas, que passaram a dirigir e cobrar as passagens. Anualmente a tarifa é reajustada e mesmo assim as empresas alegam não ter dinheiro para arcar com suas responsabilidades – o que demonstra falta de respeito com os funcionários e com a população que depende do serviço.
O STU presta total apoio ao movimento dos motoristas.

porFernanda de Freitas

Nota do STU: Contra o retrocesso

Recentemente o XIII Congresso dos trabalhadores da Unicamp se manifestou contra o golpe na forma de impeachment e a defesa do mandato popular da presidente Dilma, conquistado com o voto popular. A ofensiva dos setores da elite que querem derrubar a presidente tem o sentido de aprofundar o projeto conservador, retirando as conquistas sociais adquiridas nos últimos anos que permitiram algum nível de mobilidade social. Trata também da tentativa de impor uma agenda com caráter conservador e moralista que tem o sentido de reduzir conquistas de negros, mulheres e homossexuais.

O STU tem se posicionado contra as políticas de ajustes fiscal dos governos e de todas as medidas que representam retrocessos para os trabalhadores. Defende que se priorize investimentos na saúde e educação e na criação de empregos ao invés de pagar juros exorbitantes para banqueiros e especuladores. Reafirma que um projeto de mudanças precisa de reformas estruturais como a tributária, das comunicações, agrária e urbana, capazes de dotar o país de estruturas democráticas e sociais capazes de solidificar um processo de mudanças sociais. Para isso entende que ao invés de golpe, temos que aprofundar a democracia, criando mais espaços de participação popular nas decisões.

Na última semana o presidente da câmara Eduardo Cunha, acusado na operação Lava Jato de desvio de dinheiro para contas na suíça e respondendo a um processo no Conselho de Ética da câmara dos deputados, decidiu no mesmo dia que os deputados por maioria votaram contra ele no Conselho de Ética, inclusive os do Partido dos Trabalhadores, dar o troco e autorizar o processo de impeachment.

A sucessão de atropelos e golpes no processo que transcorre na câmara levou o Supremo Tribunal Federal em caráter liminar a suspender o processo. Esse processo vai desencadear uma luta política importante. O STU deve se somar aos demais movimentos sociais para não permitir retrocessos sociais e democráticos no país.

porFernanda de Freitas

STU apoia Ato Contra o Genocídio da Juventude Negra

juventude-negra2Hoje, quinta-feira, (3), às 18h, no Largo do Rosário, o Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, os coletivos negros, movimentos sociais e sindicais estão organizando uma mobilização contra o genocídio da juventude negra em repúdio à execução de cinco jovens no Rio de Janeiro, no sábado passado.

Em outras cidades do Brasil estão sendo organizados atos neste sentido, sendo importante que Campinas – por seu histórico de escravidão, de resistência do povo negro e de violência contra a juventude negra – se junte à mobilização nacional.

O combate ao racismo e todas as formas de discriminação, o fim do extermínio da juventude negra, a instituição de cotas no serviço público e no vestibular – para garantir que negros possam trabalhar e estudar na Unicamp – são algumas das bandeiras históricas defendidas pelo STU para lutar contra o preconceito e as desigualdades entre brancos e negros em nossa sociedade.

Por isso, o STU se junta a essa importante manifestação e presta sua solidariedade aos familiares e amigos desses jovens assassinados.

Manifesto

Confira abaixo a íntegra do “Manifesto Contra o Genocídio da Juventude Negra: Morreram Mais Cinco Jovens Negros No RJ!”.

Será que tivemos algo para comemorar em novembro depois de um ano no qual o racismo se demonstrou através mais de 10 chacinas na cidade de São Paulo?

Será que podemos comemorar alguma coisa depois da execução dos cinco jovens negros no Rio, no último sábado – 28/11?
Com certeza não!

Não comemoraremos o genocídio do nosso povo! Nós lutaremos e cobraremos uma postura do Estado! É hora de questionarmos o papel e a militarização da polícia que só contribui para o aumento dos atestados de óbito do povo preto! Lamentamos e nos posicionamos contra a execução de Roberto, Carlos Eduardo, Cleiton, Wilton e Wesley.

Sendo assim, o Núcleo de Consciência Negra da Unicamp convoca todxs para um ato no dia 3 de dezembro, quinta-feira, às 18h, no Largo do Rosário. A concentração acontecerá às 17h, para confecção de faixas e organização do trajeto.

Marcharemos contra o genocídio da população negra e pela tomada de providência por parte dos gestores do Estado em relação à punição dos policiais assassinos.

CHEGA DE EXTERMÍNIO DO POVO PRETO!

PELO FIM DO RACISMO E DA VIOLÊNCIA POLICIAL!

Fonte: com informações do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp

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Estudantes dão exemplo e ocupam mais de 160 escolas contra plano de Alckmin

Desde quando foi anunciado o plano do governo Geraldo Alckmin de fechar 94 escolas estaduais no Estado e separar os ciclos de ensino por unidade escolar, os estudantes secundaristas têm dado um exemplo de luta e resistência.
Segundo informes do movimento “Não feche a minha escola”, mais de 160 instituições já estão ocupadas por alunos, com apoio de pais e professores, em todo o Estado. Seis delas ficam na cidade: Antonio Vilela Júnior, Carlos Gomes, Júlio de Mesquita, Francisco Glicério, Jamil Gadia e Reverendo Eliseu Narciso. A imprensa já divulgou que na região 55 escolas devem ser afetadas pela “reorganização” governamental, sendo 16 delas na cidade de Campinas.
A medida fará com que irmãos que estudam hoje numa mesma escolas sejam separados (dificultando ainda mais a vida dos pais e mães). Os custos com transporte para as crianças e jovens se deslocarem entre a escola e suas residências também vai aumentar. Professores e funcionários também estão sob ameaça.
Após a onda de ocupações o governo anunciou “proposta” de suspender por dez dias o plano, o que foi repudiado pelos estudantes, que seguem em luta.
Reunião de conciliação marcada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda (23) foi adiada por falta de consenso com os estudantes, que querem o cancelamento de tal plano. O TJSP também rejeitou o recurso da Secretaria de Educação que pedia a reintegração de posse das escolas ocupadas.
Ícones da educação como o professor da Unicamp Demerval Saviani, artistas e movimentos sociais têm apoiado a luta dos estudantes.
As congregações das Facudades de Educação da Unicamp e da USP, vários departamentos e conselhos de unidades da Universidade Federal de São Carlos também se manifestaram contra a bagunça que Alckmin quer promover nas escolas.
Os alunos também organizam um boicote ao Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo), forçando o cancelamento da prova nas escolas ocupadas. O Saresp é criticado também porque seu único objetivo é ranquear as unidades de ensino para estabelecer o pagamento de bônus aos professores, que cobram plano de carreiras.
O STU empenha total apoio à luta dos estudantes e convida todos os servidores a se solidarizarem com os jovens, participarem das atividades promovidas nas escolas ocupadas, contribuírem com a doação de alimentos para possibilitar a permanência dos jovens até a derrota de mais esse ataque à educação paulista.

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Mulheres Negras realizam marcha histórica contra o racismo e o machismo

No último dia 18 de novembro, mais de 15 mil mulheres negras de todo o país ocuparam a capital federal na primeira Marcha das Mulheres Negras contra o racismo, a violência e pelo bem viver.
As participantes se reuniram ao final do protesto com a presidenta Dilma Rousseff; a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino; e a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, e protocolaram as reivindicações que motivaram a Marcha (a íntegra pode ser lida no site e no Facebook do STU).
Apesar do ataque facista de policiais e ex-policiais que estavam acampados há mais de um mês em frente ao Congresso Nacional pedindo o impeachment da presidenta e a volta da ditadura militar, as mulheres não esmoreceram. E os golpistas se desmoralizaram de vez, sendo obrigados a desmontar o acampamento após a repercussão internacional do crime.
Mulheres da região e servidoras da Unicamp participaram, integrando a Frente de Mulheres Negras de Campinas. O STU apoiou a Marcha desde seu início.

Confira abaixo a Carta de Reivindicações da Marcha

Nós, mulheres negras do Brasil, irmanadas com as mulheres do mundo afetadas pelo racismo, sexismo, lesbofobia, transfobia e outras formas de discriminação, estamos em marcha. Inspiradas em nossa ancestralidade somos portadoras de um legado que afirma um novo pacto civilizatório.

Somos meninas, adolescentes, jovens, adultas, idosas, heterossexuais, lésbicas, transexuais, transgêneros, quilombolas, rurais, mulheres negras das florestas e das águas, moradoras das favelas, dos bairros periféricos, das palafitas, sem teto, em situação de rua.

Somos trabalhadoras domésticas, prostitutas/profissionais do sexo, artistas, profissionais liberais, trabalhadoras rurais, extrativistas do campo e da floresta, marisqueiras, pescadoras, ribeirinhas, empreendedoras, culinaristas, intelectuais, artesãs, catadoras de materiais recicláveis, yalorixás, pastoras, agentes de pastorais, estudantes, comunicadoras, ativistas, parlamentares, professoras, gestoras e muitas mais.

A sabedoria milenar que herdamos de nossas ancestrais se traduz na concepção do Bem Viver, que funda e constituí as novas concepções de gestão do coletivo e do individual; da natureza, política e da cultura, que estabelecem sentido e valor à nossa existência, calcados na utópica de viver e construir o mundo de todas(os) e para todas(os).

Na condição de protagonistas oferecemos ao Estado e a Sociedade brasileiros nossas experiências como forma de construirmos coletivamente uma outra dinâmica de vida e ação política, que só é possível por meio da superação do racismo, do sexismo e de todas as formas de discriminação, responsáveis pela negação da humanidade de mulheres e homens negros.

Declaramos que a construção desse processo se inicia aqui e agora.

Por tudo isso, nós Mulheres Negras estamos em Marcha para exigir o fim do racismo e da violência que se manifestam no genocídio dos jovens negros; na saúde, onde a mortalidade materna entre mulheres negras está relacionada à dificuldade do acesso a esses serviços, à baixa qualidade do atendimento aliada à falta de ações e de capacitação de profissionais de saúde voltadas especificamente para os riscos a que as mulheres negras estão expostas; da segurança pública cujos operadores e operadoras decidem quem deve viver e quem deve morrer mediante a omissão do Estado e da sociedade para com as nossas vidas negras.

Marchamos pelo direito à vida, pelo direito à humanidade, pelo direito a ter direitos e pelo reconhecimento e valorização das diferenças. Marchamos por justiça, equidade, solidariedade e bem-estar que são valores inegociáveis, diante da pluralidade de vozes que coabitam o planeta e reivindicam o Bem Viver.

Convocamos a sociedade brasileira para a construção deste novo pacto civilizatório, para uma sociedade onde todas e todos possam viver plenamente a igualdade de direitos e oportunidades.

Para a consolidação desse Pacto de consenso, é necessário que Estado e Sociedade acolham as seguintes reivindicações:

DIREITO À VIDA E À LIBERDADE

Garantir o direito à vida da população negra, em geral, e da mulher negra, em particular, como um direito fundamental que não pode ser violado sob nenhuma hipótese. Tal garantia deve ser acompanhada de condições sociais, políticas, econômicas, ambientais culturais, civis e políticas, para que possamos viver com dignidade, liberdade, livres do racismo patriarcal e de todas as formas de discriminação;

Assegurar o direito à liberdade garantindo o direito de ir e vir, de emitir opinião, de se expressar, de criar vínculos associativos sem a interpelação do Estado, tomando como referência os princípios éticos e dos Direitos Humanos preconizados em nossa Constituição;

? Garantir a laicidade do Estado face a quaisquer fundamentalismos religiosos;

Erradicar as desigualdades, considerando que possuem severo fundamento nas discriminações raciais e de gênero, tomando como parâmetro essencial a promoção de políticas públicas que possam garantir a dignidade das mulheres negras;

PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL

  • Garantir o acesso às riquezas, aos bens comuns de forma igualitária, sustentável e coletiva, resguardando o ambiente da exploração predatória;
  • Reconhecimento e visibilidade da trajetória coletiva e das nossas múltiplas realidades, que permanecem ocultas sob o peso de narrativas que nos associam à carência, ao atraso e à incapacidade intelectual e política.
  • Fomentar a participação na política nos espaços de decisão e nos órgãos públicos, garantindo a paridade e as condições materiais e simbólicas para o empoderamento e o fortalecimento da participação das mulheres negras nas quadras do poder;
  • Promover a reforma do sistema político brasileiro visando a constituição de novos parâmetros para a democracia brasileira, para o exercício do poder, suscitando a participação dos grupos excluídos do processo de decisão e reorganizando as formas de representação e de expressão dos interesses dos diferentes grupos e do controle social do Estado;
  • Ratificar e assegurar o cumprimento das deliberações dos protocolos, pactos, declarações, convenções, planos de ações regionais (OEA) e internacionais (ONU), ratificando e referendando esses compromissos. Tomar como parâmetros indicadores nacionais e internacionais para o monitoramento do cumprimento dessas medidas, que também poderão levar em conta outros indicadores tais como, o bem-estar psicológico, a saúde, o uso do tempo, a vitalidade comunitária, a educação, a cultura, o meio ambiente, a governança e o padrão de vida.Implantar as políticas preconizadas no Estatuto da Igualdade racial (Lei no. 12288 de 20/07/2010), bem como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), incentivando a organização do Sistema nas esferas estaduais e municipais, a partir de suporte financeiro e técnico;Exigir do poder público, nas três esferas de governo, orçamento adequado para a implementação das políticas de promoção da igualdade racial contra o racismo, a violência e pelo bem viver;

DIREITO AO TRABALHO, AO EMPREGO E À PROTEÇÃO DAS TRABALHADORAS NEGRAS EM TODAS AS ATIVIDADES

  • Garantir a oportunidade e acesso a postos de trabalho e emprego, com remuneração justa e adequada, tendo como parâmetro a equidade racial, étnica, de gênero, orientação sexual, identidade de gênero, geração, deficiências, de condição física e mental para o acesso e permanência nos postos de trabalho. Deve-se também assegurar legalmente a participação em atividades comunitárias e de organização sindical;
  • Assegurar o exercício do trabalho em condições plenas de segurança, assentado na proteção à saúde das(os) trabalhadoras(es) e nos direitos previdenciários previstos em lei, no campo e na cidade;
  • Erradicar definitivamente o trabalho análogo ao trabalho escravo e infantil em todo território nacional, garantindo a proteção e o desenvolvimento da(o) trabalhador(a) na área rural;
  • Oferecer trabalho decente para migrantes negros oriundos de países latino-americanos e africanos;
  • Demandar ao poder público o cumprimento da Lei Complementar no 150 de 01/06/15 que dispõe sobre o contrato de trabalho doméstico que garante a seguridade social e todos os direitos trabalhistas para todas as trabalhadoras domésticas;
  • Promover a valorização do trabalho das mulheres negras, coibindo práticas discriminatórias no mercado de trabalho, tais como salários desiguais para funções e cargos iguais, entre outras;
  • Garantir o exercício do trabalho em condições de segurança com proteção à saúde das(os) catadoras(es) de materiais recicláveis, assegurando também todos os direitos trabalhistas e de seguridades social;
  • Implementar políticas de ações afirmativas para o enfrentamento das desigualdades raciais e de gênero no mercado de trabalho (nas administrações centralizadas, autarquias, fundações, empresas públicas, privadas, nacionais, multinacionais e cooperativas);
  • Assegurar o cumprimento pleno das Convenções 100, 111 e da agenda do Trabalho Descente da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

DIREITO À TERRA, TERRITÓRIO E MORADIA/DIREITO À CIDADE

  • Garantir a preservação, proteção, demarcação, homologação e registro incondicional das terras quilombolas, indígenas e de outros povos tradicionais. Necessário se faz também assegurar recursos orçamentários da União para a titulação das terras e para o desenvolvimento de políticas sociais econômicas voltados para o desenvolvimento sustentável dessas comunidades, com participação das(os) interessadas(os) nos processos de decisão;
  • Criar condições para permanência e retorno da população negra ao campo, especialmente a juventude e promoção de políticas e leis que protejam, preservem e recuperem as sementes nativas e crioulas. Deve- se salientar que os mecanismos governamentais de compra e distribuição de sementes devem respeitar as formas tradicionais de organização local da agricultura familiar, camponesa e dos povos tradicionais e estimular a formação de estoques de sementes;
  • Implementar a reforma agrária e oferecer recursos para o dinamismo da agroecologia;
  • Apoiar, com recursos financeiros e técnicos, as práticas tradicionais de troca, seleção e venda pelas(os) agricultoras(es) familiares e pelas comunidades tradicionais;
  • ?  Exigir o reconhecimento e a garantia dos direitos de trabalhadoras(es) do campo, valorizando a remuneração justa e equitativa e o fim da violência e da discriminação contra as mulheres.
  • Garantir o Direito a Cidade por meio do reconhecimento da função social da propriedade, para assegurar moradias e acesso a serviços na cidade; contribuindo assim para o fortalecimento dos interesses coletivos sociais, culturais e ambientais em detrimento dos interesses individuais e econômicos.
  • Assegurar as mulheres negras o acesso à serviços sociais básicos, referentes à mobilidade, ao esporte e lazer, ao patrimônio natural e cultural;
  • Assegurar moradia digna para todas(os), priorizando a segurança da posse e impedindo os despejos forçados, remoções e o monopólio sobre a terra;
  • Promover a urbanização de favelas e prevenção de riscos, priorizando a segurança da posse e o respeito de todos os direitos humanos.

JUSTIÇA AMBIENTAL, DEFESA DOS BENS COMUNS E A NÃO-MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA

  • Erradicar o racismo ambiental, promovendo políticas ambientais que:
  1. (a)  Impeçam a remoção e a desocupação para a extração do patrimônio ambiental e de outras riquezas, o uso de agrotóxicos e outros venenos na agricultura e nas outras culturas de criação de animais e o despejo de detritos e lixos em áreas onde a população negrahabita;
  2. (b)  Destroem o ambiente e a cultura das comunidades tradicionais,quilombolas e indígenas;
  • Promover fontes alternativas de energia limpa, bem como a democratização, descentralização e gestão pública da energia de maneira a garantir o direito das comunidades tradicionais e das populações do meio rural ao seu acesso;
  • Reparar e indenizar as populações, especialmente das mulheres negras, afetadas por megaprojetos e processos industriais e de mineração atingidos por barragens e por desastres naturais;
  • Ampliar o acesso universal a água potável, limpeza urbana e ao saneamento básico;
  • Promover a soberania alimentar e o acesso a alimentação saudável, adequada e com qualidade, livre de agrotóxicos e não transgênicos.

DIREITO À SEGURIDADE SOCIAL (SAÚDE, ASSISTÊNCIA SOCIAL E PREVIDÊNCIA SOCIAL)

  • Assegurar às mulheres negras as políticas de seguridade social, por meio do acesso a serviços essenciais de saúde, assistência e previdência social;
  • Erradicar o racismo institucional nas organizações públicas e privadas e em suas diferentes políticas, planos e programas de ação;
  • Implantar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no Sistema Único de Saúde;
  • Ampliar a Política Nacional de Atenção Integral à pessoa com Doença Falciforme para todo o território nacional, a partir de um conjunto de medidas, como o fomento a pesquisas e técnicas de atenção e assistência;
  •   Descriminalizar o aborto e garantir o atendimento ao aborto legal na rede pública, bem como os procedimentos de profilaxia às mulheres em situação de violência, incluindo também o acesso a pílula do dia seguinte;
  • Assegurar a estruturação e o aparelhamento dos equipamentos de saúde da rede pública, especialmente daqueles voltados para o atendimento à saúde da mulher, incluindo recursos humanos especializados e outros insumos necessários;
  • Erradicar a mortalidade materna de mulheres negras, aprimorando as políticas em curso e incluindo o quesito cor na avaliação de risco;
  • Implantar políticas de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos nas áreas da educação, da saúde e da segurança, garantindo o respeito à livre orientação sexual, as identidades de gênero, a autonomia do corpo da mulher o direito ao aborto, bem como promover ações voltadas para a saúde sexual e saúde reprodutiva.

DIREITO À EDUCAÇÃO

  • Demandar ao Ministério da Educação (MEC) e das Universidades a efetivação e ampliação dos programas e das políticas de assistência voltados para a permanência dos alunos que ingressaram nas universidades por meio do sistema de cotas e de outras políticas de inclusão;
  • Garantir a efetivação de mecanismo de implantação das diretrizes curriculares sobre a história da África e das culturas afro-brasileira e indígena previstas no artigo (26.A da LDB, Leis 10.639 e 11.645), com aprimoramento dos currículos formação continuada, bem como elaborar e difundir materiais didáticos, paradidáticos e pedagógicos sobre a temática, direcionados aos profissionais da educação;
  • Fortalecer políticas públicas voltadas para a redução da evasão escolar, defasagem idade-série dos alunos pertencentes aos grupos étnicos e raciais discriminados.

DIREITO À JUSTIÇA

  • Promover a proteção contra o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata assegurando que todas as pessoas tenham acesso aos remédios eficazes e usufruam do direito ao acesso ao sistema de justiça e de outras instituições para solicitarem reparação ou satisfação justas e adequadas pelos danos ocasionados por tais formas de discriminação.
  • Adotar as medidas necessárias, como previsto na legislação nacional, para assegurarem o direito das vítimas em obterem reparação e satisfação justas e adequadas relativas aos atos de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata e a formularem medidas efetivas para prevenção da repetição de tais atos;
  • Promover políticas de enfrentamento à violência contra a população negra, em especial, aquela que acomete as mulheres negras, visando assegurar a vida, a segurança e a paz;
  • Erradicar o racismo institucional em todas as instâncias do sistema de justiça.
  • Assegurar políticas de prevenção e enfrentamento ao encarceramento da população negra, em especial das mulheres negras;
  • Assegurar ações de enfrentamento às violações do direito de culto e crença, com vistas a combater a discriminação contra as religiões de matriz africana;
  • Retirar de todos os órgãos do sistema de justiça símbolos de qualquer religião, considerando a laicidade do estado brasileiro;
  • Apoiar a criação de varas especializadas para tratar as questões raciais no poder judiciário;
  • Incentivar a criação de um núcleo de atendimento de questões raciais na defensoria pública;
  • Incentivar a geração de dados sobre o sistema de justiça para que possa ser criada jurisprudência em casos de racismo;
  • Promover campanhas contra a violência e os homicídios que ceifam a vida da juventude negra, bem como promover ações de reparação dos danos causados às famílias.

DIREITO À CULTURA, INFORMAÇÃO E À COMUNICAÇÃO

  • Ampliar e efetivar ações afirmativas para as culturas negras nas políticas e programas de incentivo à produção cultural em todos os níveis.
  • Implementar e consolidar as ações para inventariar, restaurar e proteger o patrimônio cultural material e imaterial das culturas afro-brasileiras, especialmente das comunidades quilombolas e de matrizes africanas, promovendo a valorização dos conhecimentos e culturas destes segmentos;
  • Garantir e promover ações de enfrentamento à intolerância às religiões de matriz africana que afetam os terreiros e os adeptos dessas religiões.
  • Promover campanhas que eliminem a veiculação de estereótipos de gênero, raça/etnia, geracional, orientação sexual nos meios de comunicação (públicos e privados) e nas produções, conteúdos, programas e materiais didáticos;
  • Criar novos/outros regimes de visibilidade da população negra, em particular das mulheres negras, apoiado em outro imaginário capaz de romper com os códigos racistas e sexistas que compõem os discursos circulantes;
  • Estimular maior participação de profissionais negros, especialmente das mulheres negras, na estrutura ocupacional da mídia e dos sistemas de entretenimento;
  • Inserir nas discussões relativas à democratização da mídia no Brasil, o tópico da pluralidade com vistas a contemplar as múltiplas vozes, estéticas e perspectivas dos grupos etnicorraciais que compõem a nação brasileira;
  • Fortalecer as mídias populares e comunitárias; garantira participação e a representatividade da mulher negra nos meios; proibir o repasse de verbas públicas para veículos de comunicação que induzem ao racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia.
  • Garantir a todas as pessoas, independentemente da condição socioeconômica ou da localidade, acesso a um serviço de banda larga de qualidade, barato e rápido.
  • Exigimos o fim dos oligopólios e monopólios de mídia, a transparência nas concessões de canais de rádio e televisão, o fortalecimento da comunicação pública e comunitária, e a diversidade e a pluralidade de conteúdo nos meios de comunicação do Brasil.

SEGURANÇA PÚBLICA

  • Erradicar o racismo institucional das políticas de segurança, coibindo o uso da violência racial que produz altos índices de homicídios contra a população negra, por meio de políticas de segurança pública, baseadas em Direitos Humanos;
  • Promover a participação, o delineamento e o controle social das políticas de segurança pública, considerando, fundamentalmente, a participação da população negra nos conselhos deliberativos dessas políticas;
  • Promover ações de enfrentamento ao genocídio da juventude negra, com a participação ativa dos grupos envolvidos;
  • Promover campanhas articuladas entre os órgãos púbicos e privados contra a violência racial, levando as demandas da população negra, em especial, das mulheres negras;
  • Ampliar o número de serviços para a atenção às mulheres negras vítimas de violência sexual e intrafamiliar, bem como, para os crimes raciais. Brasília, 18 de novembro de 2015.Marcha de Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e o Bem Viver

 

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Emenda da Opressão é retirada de votação

Prevista para acontecer na noite desta segunda-feira (16), a 2ª discussão e votação da Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 145/15, mais conhecida como “Emenda da Opressão/ da ideologia de gênero”, foi adiada a pedido de seu próprio autor, o vereador Campos Filho (DEM).
Os vereadores contrários a emenda acreditam que o adiamento se deu devido às pressões populares e dos movimentos sociais, que lotaram as galerias da Câmara Municipal desde a primeira discussão.
O STU, que em seu XVIII Congresso aprovou moção contra os vereadores e em defesa da formação para a diversidade de gênero, seguirá na luta contra essa proposta pois acredita que as escolas devem ser o espaço de discussão e reflexão de temas como sexualidade, construção social de gênero e orientação sexual, pois proporciona um ambiente seguro para jovens e adolescentes debaterem e questionarem suas idéias.

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Marcha Zumbi dos Palmares será nesta sexta-feira (20/11)

O STU convida todos os trabalhadores da Unicamp a participarem da Marcha Zumbi dos Palmares que ocorre nesta sexta-feira (20), a partir das 9 horas, na Estação Cultural Antonio da Costa Santos.

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Reitorias se manifestam contra cobranças de mensalidades nas universidades públicas

NOTA DA REITORIA DA UFBA

Considerando a aprovação pela Câmara Federal, em primeiro turno, da PEC 395/2014, que autoriza a cobrança de anuidades, por instituições públicas, para cursos de extensão e de mestrados profissionais, a Reitoria da Universidade Federal da Bahia reitera a sua posição crítica ao texto aprovado pelas seguintes razões:

1. A proposta original do deputado Alex Canziani (PTB/PR), de 09/04/2014, previa “excluir do princípio constitucional da gratuidade, nos estabelecimentos oficiais, as atividades de extensão caracterizadas como cursos de treinamento e aperfeiçoamento, assim como os cursos de especialização.” Deste modo, o Art 206, IV, da Constituição passaria a assegurar “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais de educação básica e, na educação superior, para os cursos regulares de graduação, mestrado e doutorado.”

A proposta original não despertou grandes controvérsias e não contou com a oposição desta Universidade porque ela apenas elucidaria juridicamente distintos comportamentos de fato existentes pelos quais algumas universidades públicas cobram por atividades de extensão e outras não. Ademais, atividades de treinamento e aperfeiçoamento, na forma de atividades de extensão, não têm um papel estruturante na configuração das atividades acadêmicas. Se aprovada neste termos, a PEC remeteria para cada universidade, nos marcos de sua autonomia, a decisão sobre cobrança dessas atividades de extensão.

2. Entretanto, em 17/09/2015, o substitutivo do relator, Deputado Cleber Verde (PRB-MA), alterou a redação da proposta original de modo que a Constituição Federal passaria a assegurar a “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, salvo, na educação superior, para os cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional, exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita, respeitada a autonomia universitária.” (grifos nossos)

A emenda ora aprovada pela Câmara Federal recebeu, no devido tempo, a nossa críticaprecisamente pela inclusão dos mestrados profissionais dentre as atividades pelas quais as instituições públicas podem passar a cobrar anuidades.

3. A nossa crítica fundamenta-se no desequilíbrio e mesmo desestruturação que tal medida trará ao sistema nacional de pós-graduação, pelas seguintes razões:

. Os mestrados profissionais são parte intrínseca do sistema nacional de pós-graduação, previstos em legislação desde a implantação deste sistema pela CAPES na década de 1970, com equivalência para efeitos legais aos mestrados acadêmicos. São, portanto, cursos de pós-graduação stricto sensu, ao lado dos mestrados acadêmicos e doutorados. Os mestrados profissionais distinguem-se dos acadêmicos apenas pelos objetivos de formação, mais voltados à preparação para a pesquisa e docência, no caso dos mestrados acadêmicos, ou para a melhor qualificação profissional ou da docência, no caso dos mestrados profissionais.

. Com o incentivo à expansão e diversificação da pós-graduação nos últimos quinze anos, cresceu substancialmente a oferta desta modalidade de pós-graduação stricto sensu. No conjunto do país, considerando os cursos de mestrado com avaliação entre 3 e 5 (faixa de variação comum às duas modalidades, acadêmico e profissional), temos 2817 mestrados acadêmicos e 589 mestrados profissionais. Na UFBA, por exemplo, em 2014, dos 128 cursos de pós-graduação stricto sensu ofertados, 12 são mestrados profissionais, 65 mestrados acadêmicos e 51 doutorados. Estes números indicam, portanto, a parcela já significativa de mestrados na modalidade profissional.

. No atual cenário de restrições orçamentárias, com as universidades públicas e a CAPES vivenciando tais restrições, a aprovação desta emenda representará, na prática, uma indução a que os programas de pós-graduação das universidades públicas migrem seus mestrados para tal modalidade, ainda que artificialmente, como forma de captação de recursos e de sobrevivência neste cenário de restrições ao financiamento público à educação. São estas circunstâncias, a nosso ver, que explicam a introdução deste dispositivo no substitutivo aprovado em setembro do corrente ano e, açodadamente, aprovado pelo plenário um mês depois, quando já se instalava uma crise no financiamento público à pós-graduação. A desestruturação no sistema da pós-graduação que poderá advir com a aprovação dessa emenda ocorrerá porque os mestrados profissionais não mais serão criados pelos seus objetivos educacionais intrínsecos, mas pela possibilidade de aporte de recursos que eles poderão trazer. Tal tendência terminará por impactar a própria política de estado da oferta de educação superior pública e gratuita.

4. Cabe assinalar, por fim, que a CAPES não financia os mestrados profissionais, salvo aqueles relacionados à formação de professores da educação básica, na suposição de que os mestrados profissionais podem ser financiados via acordos com os setores da sociedade interessados no aprimoramento de seus profissionais. Tal já ocorre com acordos das universidades públicas com setores dos estados, visando, por exemplo, à formação de profissionais na saúde e na administração pública, e com setores da iniciativa privada. Obstáculos burocráticos para tais acordos certamente existem, como existem para quaisquer atividades do estado, e devem ser criticados e enfrentados, mas não podem ser usados como pretexto para apoio a uma medida que desestruturará nosso sistema de pós-graduação e representará forma de ensino pago em instituições públicas de educação superior.

Por tais razões, a Universidade Federal da Bahia tem a expectativa de que, com um maior esclarecimento dos riscos envolvidos nessa emenda, a Câmara Federal possa reavaliá-la quando do segundo turno da votação.

NOTA DA REITORIA DA UFRJ

A Proposta de Emenda Constitucional No 395-B objetiva alterar o Inciso IV do Artigo 206 que dispõe sobre a gratuidade da educação nos estabelecimentos oficiais. Caso aprovada, significará o fim de um dos pilares da Nação: a gratuidade da educação pública. Trata-se de uma atitude antirrepublicana e antidemocrática que abrirá caminho para a generalização da cobrança de taxas e mensalidades nos estabelecimentos públicos do país, em todos os níveis e modalidades. Em outros países que destruíram a educação pública foi exatamente assim: amparados em discursos processuais votaram emendas constitucionais e retiraram direitos.

A aprovação da PEC enterra o princípio republicano da igualdade de todos na rede pública, visto que, com sua aprovação, terão prioridade no acesso à educação pública os clientes que podem pagar pelo que deveria ser um direito universal. A PEC transformará a educação em um serviço, deixando de ser um dever do Estado.

Uma alteração constitucional dessa envergadura provocará um grave retrocesso no futuro da pesquisa no Brasil, pois ao abrir a possibilidade de obter recursos no mercado, através de cobrança de mensalidades, as já insuportáveis restrições orçamentárias irão se agravar, acelerando a degradação da infraestrutura nas universidades públicas e desonerando o Estado de um dos seus principais deveres.

O princípio da gratuidade é um patrimônio da Nação. O Brasil possui uma robusta e abrangente pós-graduação em virtude da desvinculação da educação pública com a ideia de racionalidade mercantil. Graças ao princípio constitucional da gratuidade, milhões de jovens concluíram cursos de graduação de alta qualidade em virtude dessa conquista cidadã, agora ameaçada.

A reitoria exorta as/os senhoras/es parlamentares a considerar os valores e princípios democráticos e republicanos que orientaram a elaboração do mencionado Art. 206 da Constituição Federal, votando contra a quebra do princípio da gratuidade.

Rio de Janeiro, 20 de outubro de 2015.

Roberto Leher
Reitor da UFRJ

porFernanda de Freitas

Câmara de Campinas vota nesta segunda-feira (16) a “emenda da ideologia de gênero”

Hoje (16), a partir das 17h, na Câmara Municipal de Campinas, tem manifestação para expressar nosso repúdio e barrar a chamada “Emenda da Opressão” ou “Emenda da ideologia de gênero” de iniciativa dos vereadores, que proíbe qualquer discussão de gênero e orientação sexual nas escolas e no próprio Legislativo.

Essa proposta fere nossa Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais, sendo uma completa arbitrariedade.

O STU, assim como os coletivos em defesa da mulher, acredita que a escola deveria ser justamente o palco desta abertura ao conhecimento, onde nossos jovens teriam oportunidades debater a diversidade. Sabemos que aqueles que não se submetem aos padrões de gênero estabelecidos como normais pela sociedade dominante são expostos, tanto no ambiente escolar, quanto fora dele. Além de sofrerem violações de direitos, agressões físicas e verbais e várias formas de discriminações.

É importante debater, refletir, dialogar sobre temas tabus, sobre sexualidade, sobre violência, sobre construção social dos gêneros, sobre orientação sexual, principalmente com jovens e adolescentes que estão na fase de aprender, conhecer, questionar, ou seja, de descoberta da própria sexualidade.

Vivemos num Estado Laico, mas estamos constantemente sob ataques do setor conservador que tenta, a todo custo, enfiar sua ideologia goela abaixo da sociedade. Não podemos nos calar diante de tanta arbitrariedade: vamos somar forças para barrar a Emenda da Opressão, tod@s à Câmara Municipal!

Fonte: com informações da Coletiva das Vadias de Campinas

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UFBA e UFRJ contra cobrança de mensalidades nas universidades públicas

Na última quarta-feira (21), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a PEC 395/14, que permite a cobrança de taxas e mensalidades em cursos de extensão, aperfeiçoamento e treinamento nas universidades públicas. Caso aprovada no Senado, a emenda possibilitará a privatização e a mercantilização do ensino. As reitorias da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgaram notas contra a proposta. A Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) também divulgou posicionamento contra a PEC, que pode ser lido aqui.

NOTA DA REITORIA DA UFBA

Considerando a aprovação pela Câmara Federal, em primeiro turno, da PEC 395/2014, que autoriza a cobrança de anuidades, por instituições públicas, para cursos de extensão e de mestrados profissionais, a Reitoria da Universidade Federal da Bahia reitera a sua posição crítica ao texto aprovado pelas seguintes razões:

1. A proposta original do deputado Alex Canziani (PTB/PR), de 09/04/2014, previa “excluir do princípio constitucional da gratuidade, nos estabelecimentos oficiais, as atividades de extensão caracterizadas como cursos de treinamento e aperfeiçoamento, assim como os cursos de especialização.” Deste modo, o Art 206, IV, da Constituição passaria a assegurar “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais de educação básica e, na educação superior, para os cursos regulares de graduação, mestrado e doutorado.”

A proposta original não despertou grandes controvérsias e não contou com a oposição desta Universidade porque ela apenas elucidaria juridicamente distintos comportamentos de fato existentes pelos quais algumas universidades públicas cobram por atividades de extensão e outras não. Ademais, atividades de treinamento e aperfeiçoamento, na forma de atividades de extensão, não têm um papel estruturante na configuração das atividades acadêmicas. Se aprovada neste termos, a PEC remeteria para cada universidade, nos marcos de sua autonomia, a decisão sobre cobrança dessas atividades de extensão.

2. Entretanto, em 17/09/2015, o substitutivo do relator, Deputado Cleber Verde (PRB-MA), alterou a redação da proposta original de modo que a Constituição Federal passaria a assegurar a “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, salvo, na educação superior, para os cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional, exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita, respeitada a autonomia universitária.” (grifos nossos)

A emenda ora aprovada pela Câmara Federal recebeu, no devido tempo, a nossa críticaprecisamente pela inclusão dos mestrados profissionais dentre as atividades pelas quais as instituições públicas podem passar a cobrar anuidades.

3. A nossa crítica fundamenta-se no desequilíbrio e mesmo desestruturação que tal medida trará ao sistema nacional de pós-graduação, pelas seguintes razões:

. Os mestrados profissionais são parte intrínseca do sistema nacional de pós-graduação, previstos em legislação desde a implantação deste sistema pela CAPES na década de 1970, com equivalência para efeitos legais aos mestrados acadêmicos. São, portanto, cursos de pós-graduação stricto sensu, ao lado dos mestrados acadêmicos e doutorados. Os mestrados profissionais distinguem-se dos acadêmicos apenas pelos objetivos de formação, mais voltados à preparação para a pesquisa e docência, no caso dos mestrados acadêmicos, ou para a melhor qualificação profissional ou da docência, no caso dos mestrados profissionais.

. Com o incentivo à expansão e diversificação da pós-graduação nos últimos quinze anos, cresceu substancialmente a oferta desta modalidade de pós-graduação stricto sensu. No conjunto do país, considerando os cursos de mestrado com avaliação entre 3 e 5 (faixa de variação comum às duas modalidades, acadêmico e profissional), temos 2817 mestrados acadêmicos e 589 mestrados profissionais. Na UFBA, por exemplo, em 2014, dos 128 cursos de pós-graduação stricto sensu ofertados, 12 são mestrados profissionais, 65 mestrados acadêmicos e 51 doutorados. Estes números indicam, portanto, a parcela já significativa de mestrados na modalidade profissional.

. No atual cenário de restrições orçamentárias, com as universidades públicas e a CAPES vivenciando tais restrições, a aprovação desta emenda representará, na prática, uma indução a que os programas de pós-graduação das universidades públicas migrem seus mestrados para tal modalidade, ainda que artificialmente, como forma de captação de recursos e de sobrevivência neste cenário de restrições ao financiamento público à educação. São estas circunstâncias, a nosso ver, que explicam a introdução deste dispositivo no substitutivo aprovado em setembro do corrente ano e, açodadamente, aprovado pelo plenário um mês depois, quando já se instalava uma crise no financiamento público à pós-graduação. A desestruturação no sistema da pós-graduação que poderá advir com a aprovação dessa emenda ocorrerá porque os mestrados profissionais não mais serão criados pelos seus objetivos educacionais intrínsecos, mas pela possibilidade de aporte de recursos que eles poderão trazer. Tal tendência terminará por impactar a própria política de estado da oferta de educação superior pública e gratuita.

4. Cabe assinalar, por fim, que a CAPES não financia os mestrados profissionais, salvo aqueles relacionados à formação de professores da educação básica, na suposição de que os mestrados profissionais podem ser financiados via acordos com os setores da sociedade interessados no aprimoramento de seus profissionais. Tal já ocorre com acordos das universidades públicas com setores dos estados, visando, por exemplo, à formação de profissionais na saúde e na administração pública, e com setores da iniciativa privada. Obstáculos burocráticos para tais acordos certamente existem, como existem para quaisquer atividades do estado, e devem ser criticados e enfrentados, mas não podem ser usados como pretexto para apoio a uma medida que desestruturará nosso sistema de pós-graduação e representará forma de ensino pago em instituições públicas de educação superior.

Por tais razões, a Universidade Federal da Bahia tem a expectativa de que, com um maior esclarecimento dos riscos envolvidos nessa emenda, a Câmara Federal possa reavaliá-la quando do segundo turno da votação.

NOTA DA REITORIA DA UFRJ

A Proposta de Emenda Constitucional No 395-B objetiva alterar o Inciso IV do Artigo 206 que dispõe sobre a gratuidade da educação nos estabelecimentos oficiais. Caso aprovada, significará o fim de um dos pilares da Nação: a gratuidade da educação pública. Trata-se de uma atitude antirrepublicana e antidemocrática que abrirá caminho para a generalização da cobrança de taxas e mensalidades nos estabelecimentos públicos do país, em todos os níveis e modalidades. Em outros países que destruíram a educação pública foi exatamente assim: amparados em discursos processuais votaram emendas constitucionais e retiraram direitos.

A aprovação da PEC enterra o princípio republicano da igualdade de todos na rede pública, visto que, com sua aprovação, terão prioridade no acesso à educação pública os clientes que podem pagar pelo que deveria ser um direito universal. A PEC transformará a educação em um serviço, deixando de ser um dever do Estado.

Uma alteração constitucional dessa envergadura provocará um grave retrocesso no futuro da pesquisa no Brasil, pois ao abrir a possibilidade de obter recursos no mercado, através de cobrança de mensalidades, as já insuportáveis restrições orçamentárias irão se agravar, acelerando a degradação da infraestrutura nas universidades públicas e desonerando o Estado de um dos seus principais deveres.

O princípio da gratuidade é um patrimônio da Nação. O Brasil possui uma robusta e abrangente pós-graduação em virtude da desvinculação da educação pública com a ideia de racionalidade mercantil. Graças ao princípio constitucional da gratuidade, milhões de jovens concluíram cursos de graduação de alta qualidade em virtude dessa conquista cidadã, agora ameaçada.

A reitoria exorta as/os senhoras/es parlamentares a considerar os valores e princípios democráticos e republicanos que orientaram a elaboração do mencionado Art. 206 da Constituição Federal, votando contra a quebra do princípio da gratuidade.

Rio de Janeiro, 20 de outubro de 2015.

Roberto Leher
Reitor

 

Crédito da imagem: Luís Macedo/Agência Câmara

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Plano Estadual de Educação em debate

O Plano Estadual de Educação (PEE) será tema de audiências públicas na Câmara de Municipal de Campinas, no dia 21/10, e na Faculdade de Educação da Unicamp, no dia 29/10, sempre às 9 horas. Serão debatidas as propostas do governador Geraldo Alckmin, da bancada do PT em conjunto com o Fórum Estadual de Educação a da bancada do PSOL em conjunto com a Adusp.  É de suma importância a contribuição da sociedade.

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Câmara aprova MP 676 que introduz fórmula 85/95 para benefícios previdenciários

A Câmara de Deputados aprovou na quarta-feira (30) passada a Medida Provisória (MP) 676/2015, que cria uma um novo cálculo de aposentadorias, conhecido como regra 85/95. A matéria foi apresentada pelo governo como alternativa à fórmula vetada em junho pela presidente Dilma Rousseff. O novo texto apresenta uma regra progressiva considerando o aumento da expectativa de vida do brasileiro. A MP ainda vai ao Senado, que pode fazer novas alterações, e terá que ser submetida à sanção presidencial.

A fórmula aprovada pelos deputados estabelece que a mulher com, no mínimo, 30 anos de contribuição para a Previdência Social poderá se aposentar sem a redução provocada pelo fator previdenciário se a soma da idade com o tempo de contribuição atingir 85 (pontos). No caso dos homens, são necessários 35 anos de contribuição e, no mínimo, 60 de idade, atingindo assim, 95 (pontos). Se aprovada no Senado com a redação final votada na Câmara e sancionada sem vetos pela Presidência da República, a nova pontuação será vigente até 2018. A partir deste ano será acrescido um ponto de exigência de idade e tempo de contribuição a cada ano, chegando em 2027 à necessidade da pontuação 90/100 para que os trabalhadores se aposentem sem os efeitos do fator previdenciário.

O novo texto leva em consideração a expectativa de vida da população para os próximos anos. Em junho deste ano, o então ministro Carlos Gabas (rebaixado a secretário executivo do Ministério da Previdência na reforma ministerial promovida pela presidenta Dilma Rousseff na semana passada) explicou que a nova regra, no entanto, é uma solução “temporária”. Ou seja, não estão descartadas ainda mudanças futuras que dificultem ainda mais a aposentadoria dos trabalhadores do regime geral de Previdência, aqueles que se aposentam pelo INSS. Infelizmente, mais uma vez não se aponta medidas concretas para cobrança aos sonegadores da Previdência, o que seria uma medida de equilíbrio das contas previdenciárias por anos.

Importante ressaltar que essa regra vale apenas para os trabalhadores contratados em regime celetista e que a aposentadoria “integral” pela nova fórmula não corresponde ao valor do último salário recebido pelo trabalhador antes de se aposentar, mas à média dos 80% maiores salários de contribuição corrigidos monetariamente desde julho de 1994, quando foi instituído o Real como moeda brasileira.

A Câmara dos Deputados disponibilizou em seu portal na internet um infográfico que exemplifica as diferenças entre a forma de aposentadoria atual e a nova fórmula de cálculo (acesse aqui).

Desaposentação

Os deputados também introduziram no texto da MP a chamada “desaposentação” para aposentados pelo INSS. A regra permitirá o que uma pessoa aposentada que continua a trabalhar tenha direito ao recálculo da aposentadoria, aumentando o valor do benefício.

Pelo texto, serão exigidos mais de 60 meses de contribuição ao INSS no emprego posterior à aposentadoria.

O jurídico do STU tem ingressado com ações individuais para requerer o direito à desaposentação para servidores celetistas e estatutários, mas alerta que ainda há entendimentos diferenciados sobre o tema, que está para ser julgado no Supremo Tribunal Federal. Já houve inclusive decisões judiciais obrigando o trabalhador a devolver o benefício maior recebido.

Conforme publicado no Boletim Jurídico do STU em março deste ano, o trabalhador estatutário, via de regra, solicita a desaposentação quando teve seu regime de trabalho alterado de celetista para Esunicamp mas já recebe uma aposentadoria pelo INSS. Então, é necessário pedir a desaposentação para somar os tempos trabalhados como celetista e como estatutário, sem que o tempo celetista esteja sendo utilizado pelo INSS.

Já o trabalhador celetista normalmente solicita a desaposentação para que o tempo de contribuição que gerou a aposentadoria seja somado ao tempo de contribuição trabalhado após a aposentadoria, possibilitando a concessão de um novo benefício mais vantajoso.

Os documentos necessários para dar início ao processo são: cópias da Carteira de Trabalho (páginas da foto, verso da foto e do registro na Unicamp), CPF e RG, comprovante de residência em nome próprio e do mês corrente, da carta de concessão (se tiver mudado de regime) e CNIS (regime da CLT).

Por Vinícius Amaral e Luciana Araújo, com informações da Agência Câmara.
Crédito da imagem: Antônio Cruz (Agência Brasil)

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Supersalário e dupla remuneração da Unicamp são ilegais e imorais

Nas últimas semanas vem ganhando destaque a polêmica envolvendo os supersalários dos dirigentes da Unicamp. O estopim foi a ação movida pela Folhapedindo a divulgação dos salários dos servidores da Universidade. Há anos o TCE (Tribunal de Contas do Estado) critica o descumprimento do teto constitucional e a ilegalidade da dupla remuneração paga à cúpula universitária.

Ainda em 2012, o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp denunciou que alguns salários ultrapassavam o dobro do teto. O simples fato de ser necessário acionar a Justiça já é em si um escândalo.

Os salários pagos em qualquer órgão público não são uma questão interna. É um direito da população ter acesso a todas as informações sobre o uso dos recursos públicos.

E os trabalhadores da Unicamp, conscientes disso, há anos exigem da reitoria a divulgação dos salários, inclusive para mostrar que a situação da maioria é radicalmente diferente: mais de 80% dos técnico-administrativos da Unicamp estão abaixo dos pisos salariais praticados pela USP, ainda que ambas as universidades sejam mantidas pelo governo do Estado.

Tal quadro constitui violação da regra de que trabalhos iguais devem ser igualmente remunerados, a exemplo do que corretamente já ocorre com o corpo docente.

Feita a divulgação, descobriu-se que os salários da cúpula da Unicamp chegam a R$ 50 mil por mês, incluindo um salário extra de R$ 14,9 mil para o exercício de cargos da administração superior.

Ora, no exercício do cargo, o reitor, por ter todo seu tempo consumido pelas atividades inerentes a tal posição, tem a justa prerrogativa de não cumprir as obrigações decorrentes do cargo de professor titular (ensino, pesquisa, extensão e atividades administrativas).

Tal prerrogativa apenas mantém seu caráter de justiça se acompanhada da interrupção temporária do recebimento do salário de professor titular e recebimento exclusivo do salário de reitor. Nada justifica a dupla remuneração.

Independentemente da controvérsia relativa ao teto, seja este o salário do governador do Estado ou o equivalente a 90,25% do salário de desembargador do Tribunal de Justiça (conforme defendido pelas associações docentes), chama atenção o fato de que uma pequena porção de servidores ganha salários inexplicavelmente altos, ultrapassando o dobro do atual teto constitucional e sendo muito maior que o teto reivindicado.

Mesmo considerando um servidor no topo da carreira, com adicionais por tempo de serviço e outros benefícios, ainda assim não se explicam salários como os recebidos pela cúpula da Unicamp. Por isso, é urgente que a reitoria divulgue não apenas o montante pago, mas também a composição dos salários. Além, claro, de cumprir a lei sem apelar a heterodoxias legais.

Por fim, um alerta. Parte da comunidade universitária teme que a exposição de tais mazelas ajude os que, nos governos e fora deles, intentam o desmonte e a privatização da universidade pública. Trata-se de uma preocupação legítima.

Mas a nossa luta em defesa da ampliação do investimento no ensino público e da valorização salarial dos trabalhadores da educação nada tem a ganhar quando fechamos os olhos para o injustificável. Até porque a atual cúpula da Unicamp, que se beneficia dos supersalários, é formada justamente por uma (não tão) estranha composição entre os que há muitos anos conduzem nosso país e nosso Estado ao abismo educacional.

IURIATAN FELIPE MUNIZ, 31, e TEÓFILO REIS, 31, são diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp

(*) Texto publicado na coluna Tendências e Debates do jornal Folha de São Paulo, edição do dia 18 de setembro de 2015.

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Com ajuste fiscal, governo recua em negociações e adia reajuste para agosto de 2016

Após o anúncio das novas medidas do ajuste fiscal, feito na segunda-feira (14) pelo ministro Levy, o comando nacional de greve da Fasubra ocupou na terça-feira (15) o Ministério da Educação. As medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda preveem o adiamento de reajuste ao funcionalismo, suspensão de concursos, eliminação do abono de permanência criado na reforma da previdência do governo Lula para os servidores que continuam trabalhando mesmo tendo tempo para se aposentar, entre outras medidas.
Após a ocupação do Ministério os servidores conseguiram antecipar uma reunião agendada para ontem com o Planejamento, mas não teve avanços nas negociações. Ao contrário, houve recuo da proposta apresentada semana passada. O governo propôs aplicar 5,5% do reajuste apenas em agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017 com progressão do STEP (evolução na carreira) – o que resultará em cerca de 3% de acréscimo aos salários. Os benefícios também seriam corrigidos em média à razão de 22% (equivalente ao IPCA do período em que ficaram congelados), com o auxílio alimentação passando de R$ 373,00 para R$ 458,00.
Será realizada nova audiência na próxima quarta-feira (23).
Em nota, a Fasubra destaca que “a última versão do ajuste fiscal ampliou o golpe, imputando aos trabalhadores a conta da crise que, além de diminuir o impacto do reajuste em 2016, que não cobria sequer a inflação de 2015, amplia a retirada de direitos dos trabalhadores, inclusive componentes que integram a remuneração salarial dos servidores federais”.
A categoria, cuja greve segue em 62 das 63 universidades federais do país e hoje completa 113 dias mesmo com ameaça de corte de ponto, realizará assembleias de base até terça-feira para discutir a proposta.
Paralisação nacional – Entidades do funcionalismo realizaram na terça-feira reunião convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais. A decisão foi intensificar a mobilização, iniciar uma nova jornada de greves contra o ajuste e convocar um dia nacional de paralisação do serviço público em 23 de setembro. Já estão paralisados trabalhadores do Judiciário Federal, INSS, Ibama, órgãos federais do Executivo em diversos estados e médicos peritos.

poradmin

Alckmin afirma que não vai cumprir acordo de financiamento da FCA

O jornal ‘Correio Popular’ noticiou anteontem que o governador Geraldo Alckmin admitiu que vai descumprir o acordo assinado com a Unicamp em 2005 para financiar a implantação do campus de Limeira.
Naquele ano, Alckmin se comprometeu a repassar mais 0,05% da quota-parte do ICMS destinada à Universidade para assegurar a expansão com qualidade. O dinheiro nunca chegou, prejudicando a infraestura do campus. E só no ano passado, durante a greve da categoria, o reitor José tadeu Jorge cobrou o cumprimento do acordo.
Agora Alckmin faz demagogia, dizendo que teria que retirar verba da educação infantil para assegurar o que foi prometido à Unicamp. E ainda fez “críticas” aos supersalários, sobre os quais só se pronunciou para justificar seu descompromisso com a educação superior paulista. Desde 2012 o STU vem pautando esse assunto e o governador nunca se manifestou sobre o tema.
Caso a situação se confirme, a Universidade seguirá deixando de receber cerca de R$ 46 milhões por ano (em valores atualizados, de acordo com informação divulgada em maio pela assessoria da reitoria).
O STU seguirá na luta para assegurar à Universidade a verba que é de direito. E cobrará também posicionamento da reitoria e do Cruesp.

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STU participa do Grito dos Excluídos

A 21ª edição do Grito dos Excluídos em Campinas reuniu diversos manifestantes na última segunda-feira (7). O STU participou da mobilização, que teve como tema: “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” e questiona a violência presente na organização social e atuação da mídia.
Assim como em Campinas, outras regiões de São Paulo e do Brasil tiveram o mesmo ato, cobrando respeito aos direitos e criticando o ajuste fiscal promovido pelo governo federal e o retrocesso conservador no Congresso Nacional, personificado nas ações antidemocráticas patrocinadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

porFernanda de Freitas

Marchese: artigo sobre o Fim da Contribuição Previdenciária

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Professor Osmar Marchese

Há muito tempo o Departamento de Aposentados e Assuntos e Aposentadoria do STU vem lutando pela aprovação de leis que derrubem o Fator Previdenciário e que estendam os reajustes anuais do salário mínimo para todos os aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social.

A recente aprovação pelo Senado Federal da Medida Provisória 672/2015, que mantém as atuais regras de reajuste do salário mínimo para o período de 2016 a 2019, e a proposta de extinção do Fator Previdenciário, apresentado no Congresso Nacional, representa uma enorme conquista para a classe trabalhadora.

Em 31 de julho de 2010, o saudoso diretor do STU e coordenador do departamento, professor Osmar de Oliveira Marchese, publicou na coluna Opinião do Correio Popular artigo sobre o Fim da Contribuição Previdenciária para os servidores públicos.

Confira abaixo a íntegra do artigo do diretor que, à frente da coordenação de aposentados do STU, não mediu esforços para avançar nessa luta.

O diretor Osmar Marchese  faleceu em 12/08/11.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/07/artigo_marchese.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Pré-Conferências Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres

Folder_5ConferenciaAs Pré-Conferências Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres ocorrerão neste sábado (18), das 13h30 à 17h30, simultaneamente, em cinco regiões de nossa cidade: Leste-Centro, Noroeste, Sudoeste, Norte e Sul.

O encontro é aberto a todas as pessoas, instituições e organizações locais de defesa dos Direitos das Mulheres que queiram contribuir com o debate e apontar prioridades na construção de Políticas Públicas para Mulheres.

O objetivo principal das pré-conferências é discutir temas que serão votados na 5ª Conferência Municipal para apontar desafios, recomendações e estratégias que orientem as políticas públicas de igualdade para as mulheres no município de Campinas e levá-las às Conferências Estadual e Nacional.

A 5ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres de Campinas tem como tema central “Mais Direitos, Participação e Poder para as Mulheres” com objetivo de fortalecer a Política Nacional para as Mulheres.

Inscrição

A inscrição para as pré-conferências deve ser feita no site da Conferência http://cmdmcampinas.wix.com/vconferencia até o final do dia de hoje (16). Aquel@s que não conseguirem realizar a inscrição pelo site poderão se inscrever no dia do encontro (18) na região escolhida durante o credenciamento que antecederá o início dos trabalhos.

Ressaltamos que a participação na pré-conferência é pré-requisito para participar da 5ª Conferência Municipal.

Para mais informações acesse o Blog do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Ou entre em contato pelo telefone (19) 3254-6324 ramal 4 ou e-mail: [email protected].

Participe! Sua presença é fundamental para construirmos uma cidade e um país de igualdade entre mulheres e homens!

Confira o locais das pré- conferências:

Região Leste-Centro – Auditório da Guarda Municipal
Rua Dr. Moraes Salles, s/n – Centro

Região Noroeste – CEU Florence
Rua Lasar Seggal, 110 – Jd. Florente

Região Sudoeste – Escola Estadual Prof. Newton Pimenta Neves
Av. Suaçuna, 16 – Vl. Aeroporto

Região Norte – CEU Vila Esperança
Av. André Grabois, s/n – Vl. Esperança

Região Sul – Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região
Av. Dr. Quirino, 560 – Centro

porFernanda de Freitas

Plano Estadual de Educação da Sociedade Paulista está na Alesp

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o projeto de lei instituindo o Plano Estadual de Educação, com diretrizes e metas de ensino a serem cumpridas pelo governo estadual nos próximos dez anos.

O projeto, que recebeu o número 1035/2015, é uma versão atualizada do Plano da Sociedade Paulista, construído em diálogo com entidades e movimentos que atuam na área.

Entre as propostas do texto está a reversão da privatização do ensino superior fortalecendo as universidades estaduais paulistas por meio de mais investimentos. Hoje, Unicamp, USP e Unesp oferecem apenas 10% das vagas no Estado. A íntegra do projeto pode ser lida aqui.

São Paulo, apesar de seu peso econômico e social para o país, é um dos estados que não têm um plano educacional consolidado. O projeto foi apresentado pelo deputado estadual Raul Marcelo, que se antecipou ao governo. Alckmin vem enrolando para encaminhar à Alesp um projeto sobre o tema, enquanto trata a educação com truculência, como na recente greve dos professores estaduais. O Estado tem que ter um plano estadual de educação por força da lei 13.005/2014 (o Plano Nacional de Educação 2014-2024).

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/07/1267038_50248633_Propositura.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

porFernanda de Freitas

Golpe de Eduardo Cunha impõe em 1º turno redução da maioridade penal

Em nova votação, encerrada na madrugada desta quinta-feira (2), conduzida a partir de atropelos regimentais sob o comando do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Plenário aprovou, por 323 votos a 155, emenda que reduz a maioridade penal, de 18 para 16 anos.

siteA matéria refere-se aos casos de crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

A emenda dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Andre Moura (PSC-SE) à PEC da maioridade penal (PEC 171/93) deixa de fora da redução da maioridade outros crimes, como roubo com causa de aumento de pena, tortura, tráfico de drogas e lesão corporal grave. Esses crimes constavam do substitutivo da comissão especial para a matéria, rejeitado na madrugada desta quarta-feira (1º).

Na madrugada de quarta-feira, outro texto que propunha a redução da maioridade foi rejeitado pelos deputados por cinco votos. Eram necessários 308 votos a favor para a aprovação de uma emenda constitucional.

O texto que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos ainda deve passar por uma segunda votação na Câmara dos Deputados e por duas votações no Senado para que a Constituição seja alterada.

O golpe legislativo promovido pelo presidente da Câmara, que encontra respaldo numa maioria conservadora e reacionária, é um indicador da gravidade da situação política do país. Na atual legislatura, a Câmara dos Deputados transformou-se num bastião de uma direita que se mostra cada vez mais disposta a levar o país a inaudito retrocesso civilizacional. A democracia e os direitos humanos estão sob pesada ameaça.

Fonte: Portal Vermelho (http://www.vermelho.org.br)