Categoria Na Mídia

porFernanda de Freitas

Nota do Fórum das Seis em Defesa da Educação Pública

Leia a Nota do Fórum das Seis em Defesa da Educação Pública no Estado de São Paulo, de 10 de maio de 2016.

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Contra o golpe e o ajuste fiscal

O Brasil se encontra numa grave crise política, que tende a se arrastar por mais algum tempo. Já ficou claro que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff não passa de um golpe. Os perdedores quiseram varrer para baixo do tapete 54 milhões de votos, ignorando toda uma discussão judicial, ética e moral para criarem as próprias regras que visam legitimar suas ações inconstitucionais.
Fiesp, a grande imprensa, o STF, a OAB, igrejas e órgãos de repressão querem tomar o comando do país à força, para avançar ainda mais sobre os direitos sociais e criminalizar aqueles que lutam verdadeiramente por um país melhor. É por isso que o STU mais uma vez diz não ao golpe, conforme deliberação do XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp. Continuamos lutando contra o ajuste fiscal do governo e todas as medidas que representam retrocesso para os trabalhadores e reafirmamos a defesa de reformas estruturais (tributária, das comunicações, agrária e urbana), capazes de solidificar um verdadeiro processo de mudanças sociais. Vamos permanecer em luta, não abrindo mão da democracia!

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Secundaristas dão exemplo de resistência

Nas últimas semanas, os estudantes secundaristas das escolas públicas, após ocuparem a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e o prédio administrativo do Centro Paula Souza, mostraram que apenas através da luta os direitos serão conquistados.
A ocupação da ALESP persistiu por três dias e contou com diversas atividades. Os estudantes decidiram desocupar o local apenas para que os pais não fossem responsabilizados pelas ações e cumpriram a determinação judicial pacificamente, após declararem que a luta continuará nesta semana.
Já a ocupação do Centro Paula Souza passou por momentos de tensão, primeiro quando a Polícia Militar invadiu o prédio sem mandado de reintegração de posse e permaneceu uma tarde inteira no local, e depois quando a desocupação foi feita de forma truculenta e estudantes e trabalhadores da imprensa foram agredidos e feridos, mesmo com a decisão de retirada pacífica informada pelos secundaristas.
Agora, apesar das desocupações da ALESP e do Centro Paula Souza, os estudantes continuam se mobilizando e resistindo. Ainda são 11 escolas técnicas estaduais (ETECs) ocupadas e 2 escolas de ensino básico, todas defendem a implementação da CPI da Merenda, a solução da falta de alimentação para alunos e são contra a reorganização escolar que vem acontecendo de forma disfarçada através do fechamento de salas de aula.
O STU reforça o apoio à luta dos estudantes secundaristas, pois ela também faz parte da nossa luta por um ensino público de qualidade. Os estudantes e trabalhadores da educação não vão pagar pelos erros do Estado!

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Apoio ao Sintusp

Como já noticiado no Boletim do STU, o Sintusp está sob ameaça de novas demissões de dirigentes sindicais e “despejo” de sua sede na Cidade Universitária. A assembleia deliberou participação no ato contra tais arbitrariedades, dia 5 (quinta). Os interessados em participar da caravana devem reservar vaga na Secretaria do STU.

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Manifesto do “Movimento pela Ciência e Tecnologia Públicas”

A sociedade brasileira tem sido submetida a uma agenda regressiva no plano político e social, que se expressa num conjunto de projetos de lei, emendas constitucionais  e medidas provisórias que atacam direitos constantes da Constituição de 1988. Este é o caso da imposição de agendas privatizantes ao ensino superior e à pesquisa pública por meio da Lei 13.243/2016, denominada “Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação”.

Análise criteriosa da referida lei mostra ter sido urdida com a participação de parte da comunidade científica, sobretudo dos ditos “acadêmicos empreendedores”, que somaram forças com empresas privadas na busca de flexibilizar o Complexo Público de Ensino Superior e de Pesquisa Brasileiro, com o objetivo de se apropriarem de maior parcela dos recursos públicos gastos em Pesquisa de Desenvolvimento (P&D).

A Lei 13.243/2016 permite a criação de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) como órgãos públicos ou pessoas jurídicas de direito privado “sem fins lucrativos”, inclusive sob forma de Organizações Sociais (OS), bem como a criação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) de direito privado no interior das instituições públicas, para o desenvolvimento de atividades de pesquisa. Essas Instituições poderão:

i) receber recursos públicos dos entes federados e de fundações ditas “de apoio” para a cobertura de todas as suas despesas;

ii) utilizar de pessoal e recursos públicos em atividades de pesquisa para empresas privadas;

iii) utilizar infraestrutura e recursos públicos em atividades de pesquisa para empresas privadas.

A Lei 13.243/2016 implica em mudanças regressivas no Complexo Público de Ensino Superior e de Pesquisa Brasileiro, dentre as quais destacam-se:

I) aumento da transferência do fundo público para empresas privadas e substituição de instituições públicas (estatais) de pesquisa por OS, apontando para a diminuição de concursos públicos para a carreria de professores universitários e pesquisadores;

II) docentes e pesquisadores das instituições públicas (estatais) poderão assumir funções de diretores/presidentes de OS  que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica, auferindo rendimentos por atividades realizadas nos setores público e privado. Isso impactará negativamente o trabalho de docência e de pesquisa, principalmente o regime de Dedicação Exclusiva (DE);

III)  professores e pesquisadores pagos com recursos públicos poderão atuar em empresas, podendo resultar num aparente crescimento das atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) como “inovação”, porém tendo em vista interesses privados;

IV) o Estado poderá até ampliar seus gastos, ao passo que as empresas tenderão a diminuí-los, uma vez que terão acesso a recursos estatais (financeiro e de pessoal);

V) o número de patentes registradas pelas instituições públicas tende a cair, pois o registro passará a ser feito em nome dos envolvidos no processo e da OS a que eles estarão ligados. A fonte de recursos para a manutenção dos registros continuará a mesma, os cofres públicos, enquanto a apropriação dos benefícios será privada.

VI) a produção científica e tecnológica pública será direcionada por demandas do mercado, com prejuízos das atividades de C&T em áreas não rentáveis e fundamentalmente nas de ciência básicas e de ciências humanas.

Deve-se salientar, ainda, que a Lei 13.243/2016 fere também o princípio constitucional de publicidade, direito de acesso público ao conhecimento gerado pelas Instituições de Ciência e Tecnologia, inclusive prevendo sanções administrativas, civis e penais aos servidores que não aderirem aos acordos firmados nas instituições onde trabalham. Com a implantação dessa lei, o Estado ficará vulnerável aos interesses particulares, pois os recursos públicos poderão ser apropriados por interesses privados.

As consequências referidas anteriormente nada mais são que a materialização da Refora do Estado capitaneada por Bresse-Pereira nos anos de 1990, no governo de FHC e levada adiante por sucessivos governos. Segundo essa reforma, a responsabilidade pelos “serviços sociais e científicos” para a ser das OS, organizações “públicas não-estatais”.

Pelo exposto, a Lei 13.243/2016 desfecha ataque ao Complexo Público de Ensino Superior e de Pesquisa e representa grave ameaça aos interesses da maioria da sociedade em favor de interesses privados, bem como aponta para a destruição da capacidade nacinal de produção de C&T de interesse público.

Faz-se , pois, necessária uma vigorosa mobilização contra esse “Marco Legal de CT&I” e em defesa da produção científica e tecnológica que responda às necessidades e aos problemas vividos pela maioria da sociedade brasileira.

Para fazer frente às ameaças que o referido “Marco” representa, os signatários deste Manifesto convidam os setores organizados da sociedade civil para participarem do Movimento pela Ciência e Tecnologia Públicas.

 

Signatários:

Adunesp -Associação dos Docentes da Unesp

Adunicamp  Associação dos Docentes da Unicamp

Adusp – Associação dos Docentes da USP`

APqC – Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo

Mandatodo Vereador Pedro Tourinho (PT Campinas)

Sinpaf – Sindicato dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário – Seção Sindical Campinas e Jaguariúna

STU – Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp

Sintusp – Sindicato dos Trabalhadores da USP

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PLP 257/16: Novo ataque aos servidores no plano de auxílio aos estados

Prevê alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal que aprofundam as restrições em relação aos servidores da União, dos estados, do DF e municípios, e impõe uma série de exigências fiscais como condição para adesão ao plano de auxílio aos estados e ao Distrito Federal.

Antônio Augusto de Queiroz*

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, enviado ao Congresso na última terça-feira (22) para autorizar o refinanciamento da dívida dos estados e do Distrito Federal, terá um efeito devastador sobre os servidores públicos das três esferas de governo. O projeto prevê alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal que aprofundam as restrições em relação aos servidores da União, dos estados, do DF e municípios, e impõe uma série de exigências fiscais como condição para adesão ao plano de auxílio aos estados e ao Distrito Federal.

Para ter direito ao refinanciamento da dívida com o acréscimo de até 240 meses ao prazo total, que poderá chegar a 360 meses, e redução de 40% no valor das prestações por 24 meses, o projeto exige, como contrapartida, que os entes federativos, no prazo de 180 dias da assinatura dos termos aditivos contratuais, sancionem e publiquem leis determinando a adoção, durante os 24 meses subsequentes, das seguintes medidas: 1) o  corte de  10% das despesas mensais com cargos de livre provimento, 2) a não concessão de aumento de remuneração dos servidores a qualquer título, 3) a suspensão de  contratação de pessoal, exceto reposição de pessoal nas áreas de educação, saúde e segurança e reposições de cargos de chefia e direção que não acarretem aumento de despesa, e 4) a vedação de edição de novas leis ou a criação de programas que concedam ou ampliem incentivos ou benefícios de natureza tributária ou financeira.

Em nome da responsabilidade da gestão fiscal, determina, ainda, que os entes aprovem normas contendo, no mínimo, os seguintes dispositivos: 1) a instituição do regime de previdência complementar, caso ainda não tenha publicado outra lei com o mesmo efeito; 2) a elevação das contribuições previdenciárias dos servidores e patronal ao regime próprio de previdência social (sendo a elevação para pelo menos 14%, no caso dos servidores); 3) a  reforma do regime jurídico dos servidores ativos, inativos, civis e militares para limitar os benefícios, progressões e vantagens ao que é estabelecido para os servidores da União; 4) a definição de um limite máximo para acréscimo da despesa orçamentária não financeira a 80% do crescimento nominal da receita corrente líquida do exercício anterior; 5) a  instituição de monitoramento fiscal contínuo das contas do ente, de modo a propor medidas necessárias para a manutenção do equilíbrio fiscal; e 6) a  instituição de critérios para avaliação periódica dos programas e projetos do ente.

Ainda em relação às exigências aos estados e ao Distrito Federal como condição para a renegociação, o projeto impõe, como contrapartida à amortização, em caráter provisório, dos contratos de refinanciamento celebrados, que sejam entregues à União bens, direitos e participações acionárias em sociedades empresariais, controladas por estados e pelo Distrito Federal, os quais deverão ser alienados (privatizados/vendidos) pela União em até 24 meses, podendo esse prazo ser prorrogado por mais 12 meses. Ou seja, a União se tornará um novo motor de privatizações de empresas estatais dos Estados nas áreas de saneamento, transportes, gás, tecnologia da informação, portuárias, de energia, de abastecimento, etc.

O projeto também vincula o crescimento das despesas das três esferas de governo a um percentual do PIB e define limite do gasto, com mecanismo automático de ajuste da despesa para fins de cumprimento da meta de superávit, em até três estágios sequenciais, sucessivamente, de acordo com a magnitude do excesso de gastos dos entes envolvidos em verificações trimestrais ou quando da elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. Os estados deverão adotar leis que fixem como limite máximo para o acréscimo da despesa orçamentária não financeira a 80% do crescimento nominal da receita corrente líquida do exercício anterior. O Plano Plurianual deverá passar a prever regras para a despesa com pessoal de todos os Poderes e do Ministério Público, estabelecendo, inclusive, limites em percentual do crescimento da receita corrente líquida para o crescimento da despesa total com pessoal.

No primeiro estágio, as ações consistiriam: 1) na vedação da criação de cargos, empregos e funções ou alteração da estrutura de carreiras, que impliquem aumento de despesa; 2) na suspensão da admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento, aquelas que não impliquem em aumento de gastos e as temporárias para atender ao interesse público; 3) na vedação de concessão de aumentos de remuneração de servidores acima do índice de Preços ao Consumidor Ampliado – IPCA; 4) na não concessão de aumento real para as despesas de custeio, exceto despesa obrigatória, e discricionárias em geral; e  5) na  redução em pelo menos dez por cento das despesas com cargos de livre provimento.

No segundo estágio, caso as restrições do primeiro estágio não sejam suficientes para manter o gasto público primário abaixo do limite estipulado, seriam necessárias ainda as seguintes medidas: 1) a vedação de aumentos nominais de remuneração dos servidores públicos, ressalvado o disposto no inciso X do art. 37 da Constituição Federal (revisão geral anual); 2) a vedação da ampliação de despesa com subsídio ou subvenção em relação ao valor empenhado no ano anterior, exceto se a ampliação for decorrente de operações já contratadas; 3) a não concessão de aumento nominal para as despesas de custeio, exceto despesas obrigatórias, e discricionárias em geral; e 4)  uma nova redução de pelo menos dez por cento das despesas com cargos de livre provimento.

E, por fim, no terceiro estágio, se os dois estágios anteriores não tiverem sido suficientes para adequar o gasto público, seriam ativadas as seguintes medidas: 1) suspensão da política de aumento real do salário mínimo, cujo reajuste ficaria limitado à reposição da inflação; 2) redução em até 30% dos gastos com servidores públicos decorrentes de parcelas indenizatórias e vantagens de natureza transitória; e 3) implementação de programas de desligamento voluntário e licença incentivada de servidores e empregados, que representem redução de despesa.

Entre as muitas medidas de ajuste e transparência das contas públicas, passam a ser computados como despesa de pessoal os valores de contratação de terceirização de mão-de-obra e também os repassados para organizações da sociedade civil para contratação de pessoal para consecução de finalidades de interesse público e recíproco, ou seja, por meio de convênios, termos de parceria e outras formas. Passam a ser considerados nulos de pleno direito os atos que resultem aumento da despesa de pessoal com parcelas a serem implementada em períodos posteriores ao final ao mandato do titular do Poder. É reduzido de 95% para 90% do limite de despesa com pessoal fixado para o ente estatal ou Poder, o “limite prudencial” a partir do qual é suspensa a concessão de vantagens, aumentos ou reajustes derivados de determinação legal. Até mesmo a política de aumentos reais para o salário será suspensa, caso as medidas para redução de despesas não sejam suficientes para o atingimento dos limites de gasto em proporção do PIB.

Estas, em síntese, são as medidas propostas no PLP 257/16, de iniciativa do Poder Executivo Federal. Como se pode ver, o projeto adota uma política de ajuste fiscal e controle de gasto, de redução do papel do Estado e estímulo à privatização e, principalmente, de corte de direitos dos servidores públicos. Lembra, em grande medida, o conjunto de propostas encaminhado por FHC em 1997, e que tiveram, como resultado, um sucateamento sem precedentes da máquina pública, e a supressão de mais de 50 direitos dos trabalhadores e servidores públicos.

A vinculação dessas propostas com os benefícios para renegociação da dívida dos estados tornará o projeto atraente para os governadores e parlamentares que os apoiam. Mas, certamente, não vai ser com esse tipo de postura que o governo Dilma irá conquistar o apoio dos servidores públicos.

(*) Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap

Publicado originalmente no site do DIAP – www.diap.org.br

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PM do Paraná assassina dois Trabalhadores Sem Terra

Na tarde desta quinta-feira (7), famílias do MST organizadas no Acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram vitimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar daquele Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel.
No ataque covarde, foram assassinados dois trabalhadores rurais.Vilmar Bordim, de 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, de 25 anos, que deixa a esposa grávida de nove meses. Também foram feridos outros sete trabalhadores.
O acampamento, cuja ocupação teve início em maio de 2015, reúne aproximadamente 1,5 mil famílias em área grilada pela empresa Araupel. A Justiça Federal declarou, em função da grilagem, que as terras são públicas e pertencem à União, portanto, devem ser destinadas para a reforma agrária.
Segundo o relato das vítimas do ataque, não houve confronto algum. A emboscada ocorreu enquanto aproximadamente 25 trabalhadores Sem Terra circulavam de caminhonete e motocicleta, a 6 km do acampamento, dentro do perímetro da área decretada pública pela justiça, quando foram surpreendidos pelos policiais e seguranças entrincheirados. Todas as vítimas foram baleadas pelas costas, o que deixa claro que estavam fugindo e não em confronto com a PM e seguranças.
O STU externa a sua solidariedade aos familiares das vítimas e aos companheiros do MST e declara total repúdio à ação criminosa da PM do Paraná, exigindo a apuração e punição dos culpados.
(com informações do MST)

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Reitores da USP e UFF atacam sindicatos

Nos últimos meses o Brasil vem sendo tomado por uma onda de opressão e violação de direitos trabalhistas por parte de chefias e patrões. Tentativas de intimidação, atos de grande desrespeito e até mesmo a criminalização de movimentos sindicais acontecem todos os dias em diversos locais de trabalho.
Os casos mais recentes aconteceram com o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo) e o Sintuff (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense).
Os ataques ao Sintusp vieram tanto por parte do prefeito do campus daquela universidade, Prof. Dr. Osvaldo Shigueru Nakao, que proibiu o sindicato de afixar faixas (e ele próprio arrancou algumas delas), quanto por parte do reitor, Marco Antônio Zago, que ordenou no dia de ontem (6) que o sindicato se retiretire da sua sede em 30 dias.
Já o Sintuff sofre com a intransigência do reitor Sidney Mello desde 2014. Foram várias medidas judiciais contra a greve da categoria, ameaças de prisão aos manifestantes contra a privatização do Hospital Antônio Pedro e, no dia 08 de março de 2015, o reitor entregou liminar com ordem de despejo da sede do sindicato cujo prazo se encerra dia 21 de abril de 2016.
O STU declara total repúdio às ações dos reitores e do prefeito, que demonstram postura antidemocrática e absolutamente autoritária. Impedir a livre organização dos trabalhadores e tentar calar a luta sindical é um ataque a todos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. Não podemos permitir tal violação! Todo apoio aos trabalhadores da USP e da UFF.

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Número de estupros aumenta em Campinas

O Correio Popular divulgou em matéria no último dia 28/3 que, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, o número de casos de estupro registrado em fevereiro deste ano é 150% maior que do mesmo período do ano passado, são 30 casos contra 12 de 2015.
As regiões de Ouro Verde e Campo Grande registram o índice mais alto, totalizando metade dos casos da cidade. Em Barão Geraldo, enquanto dois estupros foram registrados entre janeiro e fevereiro de 2015, nos mesmos meses deste ano já foram cinco casos.
O STU e o DCE denunciam a violência contra as mulheres na região da Unicamp há anos e cobram políticas públicas, como a abertura das delegacias 24 horas, mais ônibus circulares externos e noturnos, melhor iluminação e tantas outras medidas que diminuiriam o risco pelo qual as mulheres estão expostas. O Sindicato continuará dizendo não a violência contra a mulher e buscando sempre o combate dessa prática!

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PM realiza reintegração truculenta na Mabe

Na tarde do último domingo (3) os trabalhadores acampados na Mabe, em Hortolândia, foram pegos de surpresa por uma operação da Polícia Militar para reintegração de posse da fábrica que vem sendo ocupada desde 15 de fevereiro.
A invasão dos policias foi feita pelos fundos do local e até mesmo helicóptero para rapel foi utilizado. A ação da PM foi truculenta e não permitiu que os trabalhadores sequer recolhessem seus pertencentes, tudo foi deixado para trás na fábrica, inclusive alimentos e leites recebidos de doações, que posteriormente seriam entregues para gestantes de Hortolândia.
A ação da Oficial de Justiça também foi autoritária e abusiva, pois houve impedimento do Sindicato dos Metalúrgicos e seus advogados de acompanhar o ato de reintegração. Ato este efetuado às 14 horas de um domingo, após o fim do expediente do judiciário, fato que inviabilizou qualquer possível tentativa por parte dos advogados do Sindicato de conseguirem mandado judicial que impedisse a reintegração de posse.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e região os trabalhadores continuarão acampados em frente à fábrica, impedindo a entrada e saída de caminhões, assim como também o funcionamento da fábrica.
Mais uma vez o STU se solidariza com a luta dos 1.900 trabalhadores da Mabe, como já fez ao visitar a ocupação levando doações e apoio, e mais uma vez se coloca à disposição para ajudar no que for necessário.

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Ato das mulheres em Campinas acontece no próximo sábado

Nesta semana comemora-se o Dia Internacional de Luta das Mulheres (8 de março) e em Campinas o ato unificado contra a superexploração e a opressão machista acontece no próximo sábado (12). Com o lema “Mulheres ocupam as ruas e a política, por nenhum direito a menos”, a manifestação terá início às 9 horas na Estação Cultura, de onde sairá uma passeata. O encerramento do dia de luta será no Largo da Catedral.

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Férias justificam comprometimento de 101% da receita da Unicamp com folha, diz STU – CBN Campinas

De CBN Campinas 

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) se pronunciou sobre o fato de nos primeiros meses deste ano, o comprometimento da receita da Universidade estar com folha de pagamento. Segundo diretor da entidade, isso ocorre devido o período. Por exemplo, em janeiro, há acúmulo de pagamentos de direitos trabalhistas como férias. Ele acredita, inclusive, que este não será o retrato dos próximos meses, apesar de queda na arrecadação.

Ouça o áudio aqui.
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PEC 395/2014: STU na luta contra o fim da gratuidade no ensino superior

Foi aprovada em primeiro turno no dia 17 de fevereiro e está para ser submetida a votação em segundo turno a Proposta de Emenda Consticional 395/2014. O texto acaba com a gratuidade nos cursos superiores de extensão e especialização nas universidades e escolas de educação básica.
A matéria será apreciada em segunda votação (ainda sem previsão de data). Se aprovada, será remetida ao Senado Federal.
Esse é mais um passo na desresponsabilização do Estado com o financiamento das universidades e a mercantilização da educação.

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STU realizará atividades no Dia Internacional de Luta das Mulheres

Em reunião realizada na última quinta-feira, 25/2, o Departamento de Mulheres do STU deu início a preparação das atividades do 8 de março – Dia Internacional de Luta das Mulheres.
Neste dia, o Departamento de Mulheres do STU realizará atividades para reivindicar igualdade de direitos e reafirmar a luta contra todas as formas de violência contra as mulheres. Confira o calendário das atividades já confirmadas.
8 de Março 2016
6h30 – Café da Manhã e Exposição de Fotos (na entrada pelo estacionamento da creche – atrás do colégio Sérgio Porto).
12h – Oficina de “Amarração” de Turbante.

10 de Março 2016
12h – Oficina de Defesa Pessoal.

12 de Março 2016
Participação no ato chamado pelos movimentos sociais, seguido de caminhada pelas ruas centrais de Campinas sob o tema “Mulheres Ocupam as Ruas e a Política, Por Nenhum Direito a Menos”. Concentração às 9h na Estação Cultura de Campinas e encerramento no Largo da Catedral.

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Aprovação do projeto de José Serra ameaça a soberania nacional

No último dia 24 o Senado Federal aprovou o projeto de lei 131/2015, que tira da Petrobras a exclusividade da operação nas áreas da camada pré-sal. A proposta, apresentada pelo tucano José Serra (PSDB/SP) é um verdadeiro atentado à soberania nacional ao possibilitar que as empresas multinacionais do petróleo se apropriem de jazidas que hoje não é nem possível estimar quanto petróleo podem dar. Sem falar que a exclusão do domínio estatal sobre essa riqueza natural em tempos de crise internacional dos preços do petróleo abre as portas para uma exploração desenfreada sem nenhuma preocupação ambiental, o que pode levar a resultados catastróficos, como os vistos no episódio da destruição do Rio Doce e toda a região da cidade mineira de Mariana.
Em repúdio à votação e para pressionar os deputados federais a derrubarem o PL, que ainda vai a voto na Câmara dos Deputados, diversos movimentos sociais organizam uma marcha a Brasília no próximo dia 10 (quinta-feira).
A manifestação é convocada pela CTB, CUT, FUP (Federação Única dos Petroleiros), UNE, UBES, MST e a Frente Brasil Popular e pretende ocupar as galerias da Câmara.

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Diretoria do STU leva apoio aos trabalhadores que ocupam a Mabe

Diretores do STU estiveram nesta última segunda-feira, 29/2, na ocupação da fábrica Mabe de Campinas para levar o apoio e solidariedade a luta dos 1.900 trabalhadores e entregar a doação do STU e da Adunicamp de 40 cestas básicas aos lutadores. Além disso, o STU se colocou à disposição para ajudar no que for necessário. Estiveram presentes na entrega os diretores do STU Marcílio Ventura, João Raimundo (Kiko), Genézio Mesquita, João Vitório Zago e Osvaldo Sales.
O sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região, junto com os trabalhadores da Mabe ocuparam a empresa preventivamente, no dia 15 de fevereiro de 2016, para cobrar o pagamento de salários dos últimos três meses, 13º e direitos trabalhistas e impedir que os empresários vendam as máquinas e o patrimônio da empresa. O sindicato questiona também a legalidade e legitimidade do processo de falência da empresa.

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Movimentos vão a Brasília em luta por direitos

No dia 31 de março as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem dezenas de entidades do movimento sindical e social brasileiro, vão realizar uma marcha nacional em Brasilia contra a reforma da previdência (já anunciada pelo governo com o objetivo de aumentar o tempo de serviço das mulheres e trabalhadores rurais, além de retirar outros direitos), contra ajuste fiscal e o corte nos gastos sociais. O ato também cobrará políticas de garantia do emprego e defesa dos direitos dos trabalhadores e manifestará seu posicionamento contra o impeachment da presidenta Dilma e pelo Fora Cunha.
No mesmo dia, a partir das 9 horas na Avenida Paulista, aposentados também se manifestam contra a reforma previdenciária.
O STU estará presente nos atos.

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Alckmin faz caixa com dinheiro das universidades para bombardear o povo

O jornal “O Estado de S.Paulo” destacou no último dia 5 que as universidades estaduais paulistas receberam no ano passado R$ 475 milhões a menos do que a previsão orçamentária de 2015. O jornal ressalta ainda que “foi o segundo ano consecutivo em que receberam repasse menor do que o estimado. Na soma de 2014 e 2015, o montante é de R$ 824 milhões a menos do que o previsto nos orçamentos dos dois anos, em valores nominais”.
Em janeiro, o governador Geraldo Alckmin baixou o decreto 61.802 cortando R$ 7 bilhões do orçamento deste ano. Da Unicamp serão contingenciados R$ 54 milhões de investimentos e outras despesas correntes, que não incluem folha.
A crise econômica é usada como argumento para tungar o financiamento da educação, mas a verdade é que a política do tucanato é investir em repressão e desmontar as áreas sociais. Ao jornal “Metro/Campinas”, Geraldo Alckmin declarou em entrevista no mesmo dia 5 que “o problema da falta de recursos não é exclusividade das universidades. Temos problemas na saúde, na segurança, enfim; o Estado está sofrendo; o país está sofrendo.” No entanto, outro levantamento feito pelo site “Brasil Post” com dados do Diário Oficial do Estado mostra o investimento do Estado na PM aumentou 112%, entre 2013 e 2014. Somente em bombas de gás saltaram de R$ 9,9 milhões para R$ 20,9 milhões os gastos para a aquisição de 17,5 mil bombas ao custo médio de R$ 226 cada. No ato contra o aumento das tarifas de ônibus ocorrido no dia 21 de janeiro na capital paulista foi atirada uma bomba de gás a cada dois segundos. E o Estado ainda comprou seis blindados israelenses por R$ 30 milhões e 180 armaduras para policiais usarem na repressão a movimentos organizados, pagando R$ 783 mil.

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Moção de apoio aos trabalhadores da Mabe

Depois de vender milhões de fogões da marco Dako e Continental nos últimos 10 anos no Brasil, a multinacional Mabe, dona de 49 fábricas no exterior, resolveu fechar as portas e demitir 1.900 trabalhadores, deixando de pagar salários dos últimos três meses, 13º e direitos trabalhistas.
Esta multinacional teve isenção de impostos, patrocinado pelo governo federal aos fabricantes de eletrodomésticos.
Depois de ter lucros exorbitantes, de enviar para o exterior parte importante destes lucros, ao primeiro sinal de crise, ataca sem piedade seus trabalhadores, fechando as portas das duas fábricas que tem na Região metropolitana de Campinas.
O sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região, junto com os trabalhadores da Mabe ocuparam a empresa preventivamente, no dia 15 de fevereiro de 2016, para impedir que os empresários vendessem as máquinas e o patrimônio da empresa.
Os trabalhadores da Mabe estão precisando de todo apoio da população brasileira, especialmente da classe trabalhadora. Não podemos permitir que o poder econômico descarregue todo o peso da crise nas costas dos operários, dos humildes.
Os eletrodomésticos da linha branca tiveram isenção de IPI durante anos, que engordaram os bolsos de patrões que nem sequer pagavam seus trabalhadores. Além disso, a Mabe recebeu vários empréstimos a juros baixos do BNDES para ampliação e modernização de suas instalações, que nunca pagou. Várias máquinas estão penhoradas pelo BNDES.
Por isso, a diretoria do STU se solidariza com a luta dos 1.900 trabalhadores da Mabe e visitará a ocupação nesta próxima quinta-feira, 25/2, para levar apoio do sindicato, fazer a doação de cestas básicas aos lutadores e se colocando à disposição para ajudar no que for necessário.
Todo apoio à ocupação da Mabe!
Responsabilizar os governos federal, estadual e municipal para que assumam a solução da crise para que não recaia nas costas dos trabalhadores!
Pagamento de todos os salários e outros benefícios atrasados!
Estabilidade no emprego e readmissão dos demitidos!

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STF suspende reintegração de posse da Vila Soma

As cerca de 10 mil pessoas que vivem na ocupação Vila Soma, em Sumaré, realizaram no último sábado uma assembleia comemorativa da vitória da luta contra a reintegração do terreno. O despejo estava agendado para domingo (17), quando aconteceu também um ato simbólico de reafirmação da ocupação. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, concedeu liminar no dia 13 suspendendo a expulsão das 2.500 famílias. Em nota divulgada pelo STF, Lewandowski afirmou que, sem alternativa para o reassentamento das famílias, a remoção poderia “catalisar conflitos latentes, ensejando violações aos direitos fundamentais daqueles atingidos por ela”.
O terreno ocupado pertence à Melhoramentos Agrícola Vifer Ltda. e à massa falida da Soma Equipamentos Industriais Ltda. “Uma área de 1 milhão de metros quadrados que durante 20 anos não cumpriu qualquer função social é legitimamente ocupada pelas famílias para garantir um mínimo de dignidade humana”, ressaltou o advogado da Rede Nacional de Advogados Populares (Renap) que defende as famílias, Alexandre Mandl, durante a manifestação.
Desde 2012 a ocupação resiste. Para William Souza, um dos coordenadores, “essa cidade nunca viu tanta luta. Só nós que estávamos aqui 24 horas nessa semana sabemos o que passamos pela força do aparato do Estado. Enfrentar armas na cara, ameaças de prisão, ofensas, a polícia ameaçando nossas crianças, mulheres e idosos”.
O recurso ao Supremo contra a desocupação foi impetrado pela Defensoria Pública e o mérito ainda será julgado. O relator do processo é o ministro Dias Toffoli.
O STU comemora a vitória dos moradores com a suspensão da reintegração, que inevitavelmente levaria a uma nova tragédia como a ocorrida no despejo da Ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, em 2012, quando a truculência policial levou a dezenas de feridos, crimes de estupro e até mortes.