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Diretor do STU ao Jornal da Unicamp: ‘Constituição deve ser respeitada’

O coordenador do STU João Souza Kiko falou ao Jornal da Unicamp sobre a política do sindicato de defesa do respeito à lei do teto salarial. Confira abaixo a matéria do jornalista Manuel Alves Filho:

“O teto salarial e a transparência na gestão dos salários fazem bem ao serviço público. Portanto, é importante que esses mecanismos existam. Agora, se o teto não é adequado, essa é uma discussão que precisa ser feita separadamente”. O entendimento, que representa também a posição do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), é do diretor da entidade, João Raimundo Mendonça de Souza, o Kiko. De acordo com ele, o STU defende a aplicação da emenda constitucional que limita os vencimentos dos servidores públicos paulistas, inclusive os das universidades, aos proventos do governador do Estado, hoje fixados em R$ 21,6 mil.

O pressuposto básico do STU, conforme Kiko, é o de que a Constituição Estadual precisa ser cumprida. Ele reconhece, porém, que o fato de o teto salarial dos servidores estar vinculado ao salário do governador cria problemas, principalmente para profissionais de maior qualificação que se encontram no topo da carreira, como é o caso dos docentes mais experientes da Unicamp, USP e Unesp. Ele lembra que na maioria dos outros Estados os salários do funcionalismo público estão vinculados aos vencimentos dos desembargadores, que também são servidores que cumprem uma carreira.

Nesses Estados, o teto em vigor é significativamente maior que o de São Paulo. No Paraná, por exemplo, esse limite é de R$ 33,7 mil. “Nas discussões que temos feito dentro do Fórum das Seis [instância representativa de docentes, funcionários e estudantes das três universidades públicas paulistas], há a compreensão de que esse teto precisa ser revisto. Um professor que esteja no topo da carreira, mesmo que não tenha incorporado nenhum tipo de gratificação ao longo do tempo, já alcança o teto constitucional. Entretanto, enquanto esta questão não é revista, a Constituição deve ser respeitada”, reforça o dirigente do STU.

Kiko também defende maior transparência na gestão dos salários do serviço público, na Unicamp em particular. Segundo ele, a questão da chamada “segunda matrícula”, que nas suas palavras era de conhecimento restrito, surgiu de forma transparente somente agora, com a divulgação pública dos vencimentos dos servidores docentes e técnico-administrativos da Universidade. “Esse ponto precisa ser devidamente esclarecido tanto para a comunidade universitária, quanto para a sociedade em geral. Outro tema que precisa ser explicado é o mecanismo que permite que os docentes obtenham uma complementação salarial de até 100%”, afirma.

Na avaliação do diretor do STU, é indispensável a construção de uma política no âmbito da Unicamp que permita uma discussão mais ampla e transparente dos recursos orçamentários e extra-orçamentários, como forma de estabelecer prioridades para os gastos. Ainda em relação ao teto salarial, Kiko entende que a solução encontrada pela Universidade, que promoveu o congelamento de reajustes e aumentos, não atende por completo o que determina a Constituição Estadual. “Quem ganhava acima do teto, continua ganhando. O pareamento com os vencimentos do governador só ocorrerá com o decorrer do tempo”, pondera.

Kiko admite que o possível rebaixamento dos salários dos docentes, como condição ao cumprimento da emenda constitucional que estabeleceu o teto salarial, pode gerar situações indesejáveis, como a fuga dos quadros mais qualificados e experimentes da Unicamp para instituições federais ou de outros Estados, nas quais a realidade salarial é significativamente superior. “Esse risco existe, principalmente no médio e longo prazo. Entretanto, é preciso considerar que um pesquisador ou docente não vem trabalhar na Unicamp somente por causa do salário que a Universidade oferece. A excelente reputação da instituição, inclusive em nível internacional, também pesa nessa decisão”.

Ainda conforme o dirigente sindical, a política salarial da Unicamp precisa estabelecer uma coerência entre o teto e o piso pago aos seus profissionais. “Os salários não podem ser tão altos que permitam regalias que outras categorias não têm e nem tão baixos que impeçam que o servidor leve uma vida digna. O ideal é que a remuneração seja adequada à função e que permita a atração e retenção dos melhores profissionais. Nós do STU entendemos, por exemplo, que o piso salarial nas três universidades públicas paulistas deveria ser o salário mínimo calculado pelo Dieese [Departamento Intersindical Estatística e Estudos Socioeconômicos]”, diz. Em junho, conforme o Dieese, esse mínimo deveria ser de R$ 3.299,66.

Na atualidade, prossegue Kiko, somente as chamadas carreiras típicas do Estado, como as vinculadas aos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público, têm funções bem remuneradas. No restante do serviço público estadual, diz, a grande parcela do funcionalismo ainda é mal paga. Por fim, o diretor do STU considera que a recente divulgação pública dos salários praticados na Unicamp leva à reflexão e ajuda a esclarecer a sociedade para a importância da definição de carreiras no âmbito do serviço público.

A Universidade, pontua Kiko, é ou deveria ser um laboratório para a execução de experiências concretas de organização do trabalho na esfera pública. “Isso traz reflexos importantes para a qualidade das atividades de uma escola pública de nível superior como a Unicamp, que são o ensino, a pesquisa e a extensão. Nós ainda estamos longe de atingir esse patamar, mas não podemos perder o objetivo de vista. É fundamental que envolvamos a sociedade nesse debate, que em última análise visa à valorização do serviço público”.

Confira aqui a matéria no site de origem

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STU se reúne outra vez hoje com MPT e reitoria para discutir o TAC contra o assédio moral

Dirigentes do STU se reúnem com o procurador do trabalho Eduardo Luís Amgarten e representantes da reitoria da Unicamp, hoje às 11h30 na sede do Ministério Público do Trabalho em Campinas, para discutir as mudanças no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sobre o combate ao assédio moral na Universidade. Na última reunião, que aconteceu no dia 21, as negociações avançaram – com a Unicamp formalizando seus posicionamentos sobre a minuta elaborada pelo MPT e o sindicato apresentando diversas propostas que serão debatidas para possível incorporação no documento.

A expectativa da direção do STU é que na reunião de hoje sejam possíveis novos avanços no sentido de garantir o cumprimento efetivo do Acordo Coletivo assinado em 2007. Cabe lembrar que os trabalhadores tiveram papel fundamental nesta ação do TAC, uma vez que propuseram questões para aprimorar o Termo de Ajustamento de Conduta.

Propostas do STU e da categoria ao TAC:

– Unificação dos procedimentos demissionais para os trabalhadores contratados pela Funcamp, nos mesmos moldes do que é exigido para demitir um trabalhador contratado diretamente pela Unicamp (com garantia do direito de defesa, procedimento administrativo etc).

– Instituir a avaliação de chefias pelos subordinados, podendo o chefe ser obrigado a passar por cursos de aperfeiçoamento ou destituído do cargo se for mal avaliado.

– Afastamento temporário da chefia denunciada por assédio, tendo em vista que o servidor é afastado quando sofre procedimento disciplinar.

– Delimitação de prazo para apuração das denúncias.

– Pagamento de multa por parte do assediador ao assediado, como indenização por danos psíquicos.

– Responsabilizar a Universidade pelo encaminhamento e instauração do procedimento, caso a Universidade tenha conhecimento de práticas de assédio.

– Responsabilizar o assediador por improbidade administrativa.

 

 Vídeo – Assista ao vídeo da Audiência Pública sobre Assédio Moral realizada em 24 de junho de 2015, clique aqui.

 

 

 

 

porFernanda de Freitas

TJSP julga contra servidores, Unicamp anuncia recurso e STU avalia medidas cabíveis

Ocorreu na tarde de quarta-feira (29), no Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, o julgamento do processo impetrado pelo Ministério Público do Estado questionando a constitucionalidade da mudança de regime dos servidores da Unicamp. A decisão afeta os trabalhadores contratados em regime celetista entre 1o de janeiro de 1985 e 05 de outubro de 1988, que foram autorizados por decisão do Conselho Universitário a migrar para o regime estatutário (CLE).

Representantes do STU acompanharam a sessão, onde a maioria dos desembargadores votou a favor dos argumentos do MP e inclusive contra a proposta do relator do processo, Antônio Carlos Malheiros, que havia se manifestado por garantir aos atingidos o instrumento jurídico da modulação (ou seja, a validação do ato autorizado pela administração sem nenhuma responsabilidade dos servidores vedando apenas novas migrações para o regime estatutário).

No final da audiência, o advogado da Universidade Otacílio Machado Ribeiro anunciou que a instituição vai entrar com recurso especial para reverter a decisão.

O jurídico do sindicato acompanha o processo e aguarda a publicação do acórdão (íntegra do julgamento por escrito) para verificar medidas cabíveis que busquem garantir que os trabalhadores não sejam prejudicados.

Clique aqui e confira abaixo trecho do áudio com a decisão do julgamento.

Você pode acessar também pelo SoundCloud, clique aqui.

TJ_mudanca regime

 

 

 

porFernanda de Freitas

STU reúne aposentados em Festa Julina

Na sexta-feira passada (24) os aposentados da Unicamp se divertiram na Festa Julina organizada pelo Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU.

Cerca de 80 pessoas passaram pela festa realizada na Associação Campineira dos Funcionários Públicos.

Trajados de caipiras os aposentados se divertiram a tarde toda no Arraiá do sindicato que teve muitas brincadeiras, diversão e bebida e comida típicas da estação.

A Festa Julina dos Aposentados da Unicamp já entrou para o calendário anual de atividades do STU por ser bastante tradicional e reunir a categoria num ambiente descontraído que possibilite a integração.

A Coordenação de Aposentados cuidou com carinho de cada detalhe da festa com objetivo de que todos aproveitassem ao máximo o evento.


Crédito: Elisa Tonin Fraguas

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STU quer cumprimento da lei e Unicamp mais transparente

Não é de hoje que o STU vem lutando por uma Unicamp mais transparente. Isso porque o sindicato avalia como importante o cumprimento da lei de Acesso à Informação, em vigor desde 2012. Pois por meio desta legislação é que podemos cumprir com outra luta que também vem sendo mantida pela entidade que é, a do fim dos supersalários, ou seja, aquilo que ultrapassa o teto salarial estabelecido em lei.
Funcionários administrativos que ganham mais que o Governador Geraldo Alckimin, é um exemplo dos escândalos que envolvem essa questão. Não se trata de questionar se os servidores merecem tal quantia ou não, mas o que o STU quer é que o justo seja feito. Se existe uma lei que determina um teto, então, que ela seja aplicada.
Após uma determinação judicial, cobranças do STU e de órgãos de imprensa, a Universidade disponibilizou informações sobre os gastos com salários. Nela consta que mais de 700 servidores recebem acima do teto. Um dos exemplos é de um servidor que recebeu no mês de junho, o salário de R$ 60.349,17 – ou seja, quase o triplo do limite definido por lei. O nome do reitor aparece na lista inscrita em duas matrículas: numa delas recebe salário bruto de R$ 14.938,99. Em outra, o salário é de R$ 35.055,81. Há, ainda, diversos casos em que salários superam os R$ 30 mil e centenas acima dos R$ 20 mil por mês (Com informações do G1).
O STU não vai desistir de tornar de conhecimento de todos tudo que é feito dentro da Unicamp, por isso, é necessária a participação do servidor em cobrar essa transparência.

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Sindicato apresenta propostas de mudança no estatuto da universidade

O STU continua na luta por uma Unicamp mais democrática. Por isso, já apresentou uma série de contribuições à minuta produzida pelo Grupo de Trabalho sobre Mudança do Estatuto. E embora a maioria delas tenham sido descartadas, a direção do sindicato não desistirá de apresentar propostas e discutir emendas que agreguem o Estatuto da Universidade uma perspectiva adequada à realidade atual em consonância com o espírito público da instituição e derrubando elementos autoritários que persistem no Estatuto aprovado à época da ditadura militar. No dia 14 do mês que vem, o Consu vai se reunir para apontar as alterações necessárias e o sindicato articula com a bancada dos servidores a defesa das emendas.

Confira abaixo o conteúdo delas:

– TÍTULO I. DA UNIVERSIDADE E SEUS FINS: Retirar da proposta de minuta apresentada os itens que tratam de “espírito empreendedor, inovação e desenvolvimento sustentável”.

– CAPÍTULO II. DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO: O CONSU deve ser paritário e seus representantes eleitos.

– TÍTULO VII. DA ADMINISTRAÇÃO DOS INSTITUTOS E DAS FACULDADES: A eleição dos diretores de unidades deverão ser pelo processo direto e paritário com estudantes, docentes e técnicos administrativos. Este procedimento também deve valer para os colégios técnicos.

– TÍTULO IV. DA EXTENSÃO: A extensão deve incorporar política de inclusão, gratuidade e formação dos trabalhadores fora das estruturas das empresas, servindo também como instrumento de qualificação e formação para os servidores da UNICAMP.

– CAPÍTULO II. DOS COLÉGIOS TÉCNICOS: Garantia de eleição direta e paritária para os diretores dos colégios técnicos.

– TÍTULO XIV. DA ASSEMBLÉIA UNIVERSITÁRIA: Alterar a minuta no artigo 149 mantendo o texto original do estatuto que diz que CONSU ou reitor podem convocar Assembleia Universitária quando necessário.

– TÍTULO XV. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS: O processo de reformulação do estatuto atual deverá ser realizado através de um processo estatuinte e paritário envolvendo os três segmentos da universidade e também as entidades representativas.

– TÍTULO XVI. DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS: Entende-se por comunidade universitária todos que estudam ou que exercem atividade laboral permanente na universidade, independente do vínculo.

 

porFernanda de Freitas

Diretoria do STU abre consulta sobre minuta de enfrentamento ao assédio moral

A diretoria do STU se reuniu nesta segunda-feira (6 de julho) para discutir os termos da Minuta do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) apresentada pelo Ministério Público do Trabalho à Unicamp com vistas a combater o assédio moral na Universidade.

A direção do sindicato vai propor aprimoramentos ao texto, que pode ser acessado aqui. E os trabalhadores também vão poder opinar.

A proposta de formalização de um TAC foi outra conquista da audiência pública ocorrida no dia 24 de junho, por intervenção do sindicato.

O texto proposto pelo MPT incorpora os termos do acordo coletivo assinado em 2007 pela Universidade e o Sindicato perante o órgão fiscalizador. E também se referencia na Lei Estadual nº 12.250/2006, que considera assédio moral” toda ação, gesto ou palavra, praticada de forma repetitiva por agente servidor, empregado, ou qualquer pessoa que, abusando da autoridade que lhe confere suas funções, tenha por objetivo ou efeito atingir a autoestima e a autodeterminação do servidor, com danos ao ambiente de trabalho, ao serviço prestado ao público usuário, bem como à evolução, à carreira e à estabilidade funcionais do servidor”.

As contribuições da categoria podem ser enviadas para o e-mail [email protected] até quinta-feira (16).

Depois, as propostas serão sistematizadas e submetidas à deliberação dos trabalhadores para serem apresentadas ao MPT. Contribua e participe dessa luta.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/07/Minuta-Termo-de-ajuste-de-conduta.pdf” language=”pt_BR”]

 

Obs.: diferente do que foi publicado no Boletim do STU (nº 041/2015) as contribuições da categoria devem ser enviadas para [email protected].

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar

É com pesar que informamos o falecimento do funcionário Moacir de Oliveira (Caism). O velório ocorre nesta terça-feira (7) no Cemitério da Saudade e o sepultamento acontece às 16h.

O STU lamenta profundamente a perda e presta a sua solidariedade aos familiares e amigos do companheiro.

O cemitério da Saudade está localizado na Praça Voluntários de 32, s/n (Av. da Saudade – Ponte Preta) em Campinas/SP.

porFernanda de Freitas

Comissão de Aposentados das Universidades Paulistas

A Comissão de Aposentados das Universidades Paulistas irá se reunir para discutir a reivindicação do auxílio-alimentação para os aposentados, desdobramentos das PECs 664 e 665, pauta específica da categoria e outros assuntos de interesse. Será na quarta-feira (8), às 10h, na sala da Congregação da Faculdade de Educação (FE).

É importante que todos aposentados compareçam para debater os rumos da nossa luta e, principalmente, nos organizarmos contra os ataques do governo federal aos nossos direitos.

Aproveite também para participar das reuniões do Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU, às quartas-feiras, das 9h30 às 11h, na sede do sindicato.

A Comissão de Aposentados das Universidades Paulistas reúne representantes dos aposentados da Unicamp, Unesp e USP.

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Todos à Alesp por mais recursos para a educação pública!

Hoje é dia de luta! A categoria precisa mostrar sua força na manifestação por mais recursos para a educação na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016. Por isso, as três universidades estaduais paulistas farão um ato na Assembleia Legislativa à tarde, quando deve ser votado o projeto de lei da LDO em plenário.

Orçamento tem que acompanhar crescimento das universidades
As reivindicações do Fórum das Seis, apresentadas como propostas de emenda ao projeto de lei, são: a ampliação do repasse do Estado, dos atuais 9,57% para 11,6% do ICMS, e o fim do desconto das verbas destinadas às políticas habitacionais, juros e moras e outras na base de cálculo do orçamento das universidades.
O Fórum das Seis levantou que, sem a correção inflacionária dos valores de 2013 e 2014, apenas nestes dois anos foram subtraídos da base de cálculo das universidades estaduais R$ 7,3 bilhões relativos a multas e juros de mora do ICMS, multas e juros de mora da dívida ativa, multas por auto de infração, receita da dívida ativa do ICMS e outras rubricas.
Desde 2005 o governo do Estado também vem descumprindo o acordo que levou à implantação do campus de Limeira e deixando de investir por ano mais 0,05% do ICMS na Unicamp.
Enquanto isso as universidades crescem e veem aumentar a crise de financiamento, já que o percentual de repasse está congelado há 20 anos.

Outras reivindicações
O Fórum das Seis também defende que sejam incluídos na LDO outros dois artigos: um destinando, no mínimo, 33% do total do produto da arrecadação de impostos para a Educação Pública no Estado de São Paulo, e outro que assegure no mínimo 3,3% do total do produto do ICMS para o Centro Paula Souza.

Participantes do ato terão ponto abonado
A reitoria atendeu a solicitação do sindicato para liberar do expediente os funcionários que acompanharão a votação, pois é comum o processo se estender pela madrugada. O sindicato fornecerá comprovante aos funcionários que precisarem apresentar documento comprobatório à chefia.

Fórum das Seis se reúne pela manhã
Hoje às 10 horas ocorre uma reunião do Fórum na Alesp, e às 14 horas os líderes das bancadas devem receber a coordenação das entidades.

porFernanda de Freitas

Assembleia aprova mobilização por mais recursos na LDO

Assemblei Geral - 25_06_15

Assembleia aprova mobilização em defesa de mais verbas para a Educação

Nesta quinta-feira à tarde (25) os trabalhadores da Unicamp realizaram Assembleia Geral para decidir a participação na mobilização indicada pelo Fórum das Seis.

A categoria aprovou a organização de uma caravana para a manifestação que acontece na próxima terça-feira (30) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) por ocasião da provável votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) 2016.

É extremamente importante levarmos o maior número possível de funcionários para pressionar os deputados a votarem pela ampliação do repasse do Estado para a Educação Pública Paulista dos atuais 9,57% para 11,6% do ICMS-QPE.

A categoria avaliou que o nível de mobilização, inclusive refletido no tamanho da assembleia, não nos dava condições de aprovar a paralisação, mas apontava pela necessidade de construir uma forte mobilização unificada. Desta forma, indicou que fosse estabelecido contato com a Adunicamp, DCE e Centros Acadêmicos para organização de caravana conjunta.

Também foi aprovado cobrar da reitoria a garantia da liberação dos que fossem para a Alesp, indicando ao STU que encaminhasse, ainda hoje, ofício para garantir a presença de um grande número de funcionários na mobilização. Diante disso, o STU protocolou na reitoria documento solicitando que a mesma garanta que as chefias liberem os funcionários que participarão na mobilização do dia 30 de junho.

De imediato a reitoria concordou com a liberação de todos os funcionários, expressa no despacho do ofício. Desta forma, o sindicato fornecerá comprovante de ida para o funcionário que precisar apresentar documento comprobatório à chefia.

O STU lembra que há a possibilidade de estender nossa pre­sença na Alesp até a noite, pois o horário da votação é incerto. No entanto, apela para que todos compareçam a essa discussão que é de suma importância para a comunidade universidade, já que permitirá a ampliação das verbas orçamentárias.

Inscrição para caravana

Os interessados em acompanhar a votação na Alesp devem se inscrever na Secretaria do STU. O ônibus sairá do estacionamento da Biblioteca Central (BC) na terça-feira (30), às 11h30.

Pauta Específica 2015

A assembleia aprovou que o STU cobre, mais uma vez, da reitoria agenda para negociação da Pauta Específica 2015. As reivindicações foram protocoladas em 8 de junho e até o momento o reitor Tadeu não deu previsão de discussão.

Solidariedade Sindical

A categoria aprovou moção de apoio ao diretor do Sintusp, Marcelo (Pablito) Santos que sofreu perseguição por conta da sua luta em defesa das cotas raciais. Também foi aprovada moção de apoio à sindicalista da CTB-GO, professora Ailma Maria de Oliveira, que foi vítima de prisão arbitrária durante protesto contra terceirização.

Combate ao Assédio Moral

Os trabalhadores fizeram uma rápida avaliação da Audiência Pública sobre Assédio Moral realizada ontem (24) por convocação do Ministério Público do Trabalho.

Os presentes acreditam que a atividade foi positiva e servirá como pontapé inicial para lançarmos uma forte campanha contra essa prática dentro da universidade.

Ofício protocolado pelo STU com aceite da reitoria

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/06/oficio-a-reitoria-25_06_15.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

porFernanda de Freitas

Pauta Específica da DEdIC é negociada com reitoria

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Reunião entre professoras da DEdIC, STU e reitoria da Unicamp

Nesta terça-feira (16) as professoras da DEdIC e a diretoria do STU se reuniram com o reitor Tadeu para discutir a pauta específica. Entrou na discussão a regulamentação da jornada, recesso, carreira, Projeto Político Pedagógico (PPP), credenciamento da creche e gestão democrática.

Sobre a regulamentação da Lei 11.738/2008, que garante 1/3 da carga horária das professoras para planejamento, o reitor pontuou que a efetivação da jornada só será possível por meio de deliberação da Câmara de Administração (CAD) que seguirá as orientações do Conselho Nacional de Educação. A intenção é que o documento seja apreciado pela CAD em outubro deste ano e contemple o recesso escolar de 15 dias em julho.

Questionado sobre a responsabilidade dos cuidados quando as professoras estivessem em planejamento, o gestor foi categórico em afirmar que serão necessárias adequações internas das turmas e horários para que as crianças fiquem sempre em companhia de alguma professora.

Ficou decidido que a comissão interna da DEdIC, que já discute esse assunto, será formalizada e participará dos trabalhos junto à DGRH e Procuradoria Geral (PG) na elaboração da deliberação CAD.

A reitoria também acenou com a possibilidade de estruturar um projeto piloto para testar esse formato, mas que o experimento deverá ser feito com um grupo pequeno e necessitará de respaldo da comissão.

A avaliação de todos é que o rearranjo na jornada não implicará em impacto financeiro ou em novas contratações.

Carreira

Sobre a carreira o reitor anunciou que a DGRH está estudando a criação de uma carreira específica para a DEdIC – dentro do projeto de reformulação da carreira PAEPE –, que contemple a mudança de nomenclatura e as especificidades do trabalho.

Credenciamento

O reitor reiterou seu compromisso de buscar o credenciamento da creche e informou que em consulta à Prefeitura Municipal de Campinas recebeu retorno de que, por ser uma universidade estadual, a competência para o encaminhamento seria do governo do Estado.

Diante disso, a universidade está buscando junto à Secretaria Estadual da Educação a regulamentação da DEdIC para se adequar a legislação de atendimento às crianças de 4 e 5 anos em idade pré-escolar em rede credenciada.

Gestão

Após relato de denúncias graves de assédio moral, autoritarismo da parte da gestão da creche e necessidade de eleições diretas na unidade a reitoria informou que nomeará a psicóloga Magda Sena Vulcano, especialista em relações do trabalho, como facilitadora no processo de construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) e mediadora dos conflitos de gestão. O reitor insistiu na ideia de que a elaboração conjunta do PPP poderá auxiliar na institucionalização de uma gestão mais democrática e aproveitou pra reforçar que não vê com bons olhos a convocação imediata de eleições diretas para direção da DEdIC.

Negociação

A avaliação é de que a reunião foi importante para avançar na discussão da Pauta Específica, principalmente, porque possibilitou que o reitor se inteirasse das questões referentes às relações de trabalho das creches, mas que a organização das professoras e pais é indispensável para que os compromissos sejam efetivados.

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Inscreva-se para a 23ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes da Unicamp

Estão abertas as inscrições para a 23ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes da Unicamp – SIPAT 2015, que será realizada de 27 a 30 de julho. Para se inscrever é preciso preencher um cadastro no site http://www.cipa.unicamp.br, onde também está disponível a programação completa. A inscrição é gratuita, aberta a toda a comunidade e por enquanto ainda não tem data para encerrar . O tema deste ano é “Segurança do Trabalho, Saúde e Sustentabilidade. Entre os temas que serão discutidos estão o uso do amianto, gestão em segurança e saúde ocupacional, riscos biológicos e meio ambiente. Também será exibido o documentário sobre a luta dos trabalhadores químicos contra a Shell/Basf (O lucro acima da vida). O evento é apoiado pelo STU. Mais informações nos ramais 17532 / 17829.

porFernanda de Freitas

Professoras realizam ato de protesto contra postura do reitor

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Comissão de professoras e direção do STU aguardam atendimento na recepção da reitoria

Ontem (10) à tarde as professoras da DEdIC realizaram um ato-piquenique em protesto à atitude do reitor Tadeu em desmarcar a reunião de negociação um dia antes e por meio de e-mail.

O encontro trataria da Pauta Específica da DEdIC e das questões de relações de trabalho já discutidas com a DGRH.

Os familiares das crianças que frequenta o sistema educacional e funcionários da Unicamp compareceram ao ato para expressar apoio à luta justa das professoras em defesa da Educação e por melhores condições de trabalho.

Uma comissão de professoras acompanhada pela diretoria do STU se encaminhou à reitoria para buscar atendimento com algum representante ou, pelo menos, reagendar a reunião. A investida não teve sucesso já que não havia representante oficial para recepcionar a comitiva, tão pouco para marcar nova data.

Ficou decido que o STU faria a interlocução entre as professoras e a reitoria buscando o reagendamento da reunião por meio de ofício.

 

STU cobra reagendamento de reunião

Nesta quinta-feira (11) o STU protocolou o documento na reitoria na expectativa de reagendar a discussão o mais rápido possível.

Cabe destacar que nesta segunda-feira (8) o sindicato protocolou a Pauta Específica da categoria e aproveitou para cobrar reunião com a reitoria para discussão das reivindicações apresentadas. Na pauta está inclusa a solicitação de discussão das demandas da DEdIC.

Tendo em vista a emergência do encaminhamento das questões da DEdIC e a postura lamentável com que o caso foi tratado, o STU cobra que o agendamento da reunião seja feito com o sindicato, para que se institucionalize o processo de negociação, cabendo à reitoria definir seus interlocutores e ao STU os interlocutores das trabalhadoras.

O STU ressalta que a luta pela creche é uma conquista dos trabalhadores da Unicamp, não só para atender as necessidades dos pais, mas por ser um direito das crianças e suas famílias. Então não é admissível que situações de desrespeito sejam praticadas contra as professoras que educam nossos filhos e merecem todo o nosso respeito e reconhecimento.

porFernanda de Freitas

Assembleia indica mobilização pela pauta da DEdIC e por mais verbas para a Educação

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Assembleia Geral discute os rumos da mobilização unificada

Hoje à tarde os trabalhadores da Unicamp se reuniram em assembleia geral para debater a conjuntura nacional e os rumos da mobilização.

A avaliação da categoria é de que precisamos criar uma unidade da classe trabalhadora para barrar os ataques aos direitos trabalhistas combatendo firmemente o Projeto de Lei que amplia a terceirização, as MPs 664 e 665 que reduzem os direitos previdenciários e o seguro desemprego e o ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma.

A assembleia decidiu encampar o calendário indicado pelo Fórum das Seis que tem como horizonte a manutenção da mobilização e paralisações como forma de garantir mais recursos para as universidades. Esse estado de mobilização visa forçar avanços na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2016 que será discutida em audiência pública a ser confirmada a qualquer momento na Assembleia Legislativa. Além disso, temos que nos manter mobilizados e organizar nossa luta unificada para avançarmos na discussão sobre o pagamento do “saldo residual” do 3,09% de reajuste salarial, previsto para setembro deste ano.

A assembleia também ressaltou que o STU deve cobrar que a Unicamp divulgue os salários dos trabalhadores da Universidade, nos mesmos moldes que foram publicados os dos trabalhadores da USP, de acordo com a Lei da Transparência. Vale lembrar que essa reivindicação consta em nossa Pauta de Específica, que será discutida em negociação com o reitor.

Foi deliberado que precisamos avançar na discussão da Pauta Específica, protocolada ontem (8), principalmente porque temos reivindicações importantes como garantia do auxílio-refeição; fim da Portaria GR-02 (que estabelece o contingenciamento das contratações); isonomia com a Unicamp para todos os trabalhadores da Funcamp; cobrança de reajuste dos benefícios como auxílio-criança e auxílio-alimentação, isonomia salarial com a USP, entre outros itens. O próximo passo do Sindicato é cobrar do reitor abertura da negociação da pauta apresentada, além de reafirmar a luta pela implementação da Pauta Específica da DEdIC.

Referendar a luta da DEdIC

A assembleia indicou apoio total e irrestrito ao ato-piquenique organizado pelas professoras da creche que ocorrerá amanhã (10), às 16h, em frente à reitoria.

O objetivo é legitimar a luta pela implementação da Pauta Específica da DEdIC que tem como foco a defesa da Educação, do direto à creche e a valorização das professoras.

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Boletim do STU – Educação Infantil

Baixe aqui Boletim Educação Infantil, de 03 de junho de 2015. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Boletim_DEdIC5.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Trabalhadores da Unicamp paralisam atividades e contam com bancários e estudantes

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Funcionários, estudantes e bancários constroem movimento forte

Hoje (29), Dia Nacional de Paralisação e Manifestações Rumo à Greve Geral, os trabalhadores da Unicamp cruzaram os braços para protestar contra o Projeto de Lei que amplia a terceirização, as MPs 664 e 665 que reduzem os direitos previdenciários e o seguro desemprego e o ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma.

As centrais sindicais convocaram à classe trabalhadora e os movimentos sociais a realizarem atos pelo país afora em resposta aos ataques aos direitos e conquistas.

É certo que o projeto de ajuste fiscal avança a passos largos e a terceirização quer liberar a contratação de terceirizados para as atividades fins e utilizar pessoas jurídicas para ocupar postos de trabalho. Essas medidas causam um grande retrocesso aos direitos trabalhistas e prejuízos à luta sindical porque geram redução de salários e benefícios, péssimas condições de trabalho, demissão e enfraquecimento da categoria. Além disso, as MPs 664 e 665, propostas pelo governo federal, dificultam o acesso ao seguro desemprego e reduzem as pensões.

Aqui na Unicamp, a categoria atendeu o chamado das centrais paralisando suas atividades e aproveitando o dia para recepcionar, aqueles que chegavam à Universidade, com materiais informativos sobre o motivo deste Dia de Luta.

 

Entidades somam forças

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Panfletagem nas guaritas para explicar o motivo deste Dia de Luta

Pela manhã, uma força conjunta entre o STU e o Sindicato dos Bancários de Campinas e Região promoveu a paralisação dos trabalhadores da Unicamp e das agências bancárias dentro da Universidade. As agências de Barão Geraldo e Paulínia também ficaram fechadas.

Na Unicamp as guaritas foram liberadas pouco antes das 10h e as agências voltaram a funcionar ao meio dia.

A paralisação também contou com a adesão dos estudantes, especialmente, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Faculdade de Educação (FE) e Instituto de Economia (IE), além da direção nacional da Fasubra.

À tarde a categoria acompanhou o debate sobre terceirização, organizado pela Adunicamp, e depois seguiu em caravana rumo a São Paulo para o ato das centrais sindicais na Praça da República.

É certo que a atividade cumpriu seu papel de sensibilizar e alertar a categoria e a população para os prejuízos dessas manobras políticas que estão tramitando no Congresso Federal.

 

Nossa luta não é de agora

Na Unicamp, historicamente, lutamos contra o avanço da terceirização – principalmente na Área da Saúde, no Restaurante Universitário e no Setor de Limpeza – por meio de contratos firmados entre a Universidade e a Funcamp que, muitas vezes, ampliam a exploração e ferem os direitos trabalhistas.

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Entrada do HC (F1) também teve paralisação para denunciar descaso

Sob a falsa justificativa de economia financeira e modernização dos processos, a terceirização, na verdade, contribui para precarizar as relações de trabalho, retirar direitos e agravar a qualidade do serviço prestado.

“Combater as diversas manobras nefastas de terceirização é pauta central da classe trabalhadora. E, aqui na Unicamp, o STU se coloca frontalmente contra essa medida que amplia a privatização do serviço público e incentiva o assédio moral e os acidentes de trabalho, além de reduzir o quadro de funcionários concursados e estimular a pressão da chefia para cobrar aumento da produtividade”, explica o diretor do STU, João Raimundo Mendonça de Souza, o Kiko.

O Sindicato repudia que a Unicamp, referência nacional e internacionalmente, se construa à custa da exploração do trabalhador, principalmente o terceirizado.

Direito não se reduz, se amplia!

poradmin

9 de junho tem assembleia geral, às 12 h no CB

No dia 09 (terça-feira), às 12 horas no CB, assembleia geral vai avaliar o resultado da última reunião entre o Fórum das Seis e o Cruesp, ocorrida no dia 25 de maio, os indicativos do Fórum das Seis e organizar a luta pelo reajuste e a isonomia.
Na segunda-feira (1º de junho), o Fórum das Seis se reúne em São Paulo para discutir os rumos da mobilização nas universidades estaduais, diante do fato de que o Cruesp não aceitou avançar na proposta salarial, mantendo os 7,21% de reajuste em duas parcelas (4% em maio, a ser paga no início de junho e 3,09% em outubro, com pagamento em novembro).
Luta por mais recursos na LDO
O Fórum das Seis também protocolou propostas de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016. As entidades reivindicam que o cálculo do repasse seja feito com base no total do produto do ICMS-QPE, sem a retirada das alíquotas Habitação, Juros e Moras etc.
poradmin

Acidente no RU evidencia irregularidades e riscos para servidores

O acidente ocorrido na segunda-feira passada (25) no Restaurante Universitário, onde uma panela de pressão adaptada abriu, mostra que o funcionamento daquela unidade a toque de caixa coloca em risco a segurança dos trabalhadores. Ali é mais um setor onde a precarização causada pela terceirização prejudica os trabalhadores. Três funcionários se feriram e tiveram que tomar banho de mangueira porque não há chuveiros de emergência num local sujeito a acidentes como queimaduras, e não houve sequer possibilidade de remoção especializada até o CECOM.
O STU já publicou denúncias diversas sobre irregularidades no local, como a queda de um trabalhador sem equipamentos de proteção individual de um andaime no ano passado, maquinário adaptado com “gambiarras”, lavagem manual de pratos e bandejas.
Após o episódio de segunda-feira, o STU procurou a Prefeitura do Campus e dirigentes do sindicato foram recebidos pelo vice-prefeito. O professor Moacyr Trindade de Oliveira Andrade se comprometeu a tomar as providências necessárias e informou que formalizaria as comunicações de acidente de trabalho (CAT). No entanto, trabalhadores do local voltaram a denunciar que equipamentos em situação irregular, como a referida panela, que teria sido emprestada do HC, continuam em uso.
Questionada sobre a emissão das CATs, o prazo para aquisição de maquinário adequado e demais providências, até o fechamento desta edição a Unicamp ainda não havia respondido.
porFernanda de Freitas

Assembleia aprova continuidade da negociação da isonomia e pauta específica

Em assembleia geral realizada na manhã desta segunda-feira (25) os trabalhadores da Unicamp decidiram aceitar a contraproposta de negociação, discutida em reunião na sexta-feira (22) passada entre o STU e a Reitoria, que prevê que quando a arrecadação chegar a R$ 92,2 bilhões seja garantida uma referência para todos os servidores, exceto os já isonômicos (118 funcionários enquadrados no nível 01-F).

A categoria entende que essa proposta possibilita um avanço no debate sobre a isonomia, mas não inviabiliza a continuidade da negociação no que diz respeito ao gatilho financeiro.

A assembleia avaliou que a proposta de reajuste apresentada pelo Cruesp ao Fórum das Seis (F6) de  4% em maio e 3,09% em outubro, aplicados ao 13º salário é insuficiente.  Por isso, devemos manter o índice de 8,4% (Dieese) em maio mais 3% para repor as perdas salariais em setembro (com impactos nos holerites de junho e outubro). Além disso, foi indicado que o F6 mantenha o indicativo de Greve Unificada caso não haja avanço na discussão do reajuste.

Também foi aprovado o calendário indicado pela Fasubra de Greve das Federais, no dia 28 de maio, em defesa da Educação. E das centrais sindicais de Paralisação Nacional rumo à Greve Geral em 29 de maio, contra a política de reajuste fiscal.

Pauta Específica 2015

A assembleia também aprovou a Pauta Específica 2015 que será protocolada pelo Sindicato na reitoria.

Confira abaixo todas as reivindicações contidas na pauta:

Pauta Específica 2015

 

1)      Implementação da isonomia já

2)      Implementação das 30 horas para todos os trabalhadores da saúde com dimensionamento democrático dos quadros

3)      ***Mais vagas nas creches, atendendo demanda efetiva incluindo as empresas terceirizadas

– Ampliação do quadro permanente de funcionários técnico-administrativos e de docentes, via concurso público, atendendo às demandas definidas pelas unidades de ensino e demais órgãos institucionais, garantindo-se a reposição imediata nos casos de exoneração ou falecimento; garantia de vagas em creches para os filhos dos funcionários técnico-administrativos, docentes e estudantes, de modo a atender a demanda efetiva em todos os campi e as terceirizadas.

4)      Implantação do vale refeição

5)      Garantia e calendário da mudança de regime, visando regime jurídico único (Esunicamp)

6)      Carreira dos funcionários (regulamentação do horário para estudante; reconhecimento da escolaridade formal e valorização da experiência; desvinculação da reserva de recurso; pisos salariais; mobilidade funcional) Incorporação de todos os valores pagos a titulo de “benefícios” aos proventos dos aposentados e extensão de todo reajuste linear na carreira e na isonomia

7)      Isonomia com a Unicamp para todos os trabalhadores da Funcamp; fim das demissões sumárias na Funcamp; contra as contratações e contrato de gestão

8)      Redução do valor do fretado com vistas à gratuidade e melhoria dos serviços e da mobilidade no transporte público e no serviço de circular interno

9)      Cotas raciais e inclusão

10)  Fim da Portaria GR-02 (*contingenciamento das contratações)

11)  Condições de Trabalho – Assédio moral (*exigir cumprimento do acordo)

12)  Democratização do uso da internet para todos os setores

13)  Reajuste do auxilio alimentação e demais benefícios: auxílio criança e auxílio especial

14)  Reajuste dos salários dos estagiários que estão congelados desde 2008

15)  Fim da terceirização e incorporação dos trabalhadores terceirizados

16)  Que a licença nojo concedida aos trabalhadores contratados pelo regime CLE seja estendida nos mesmos moldes aos funcionários contratados pelo regime CLT

17)  Publicizar os salários dos trabalhadores da Unicamp, nos mesmos moldes que foram publicados os dos trabalhadores da USP (Lei da Transparência).

18)  Que os benefícios concedidos sejam imediatamente reajustados quando houver reajustes nos salários

19)  Discutir a pauta específica da DEdIC, já protocolada em 2014.