porFernanda de Freitas

Nota de Pesar | Antônio Molina Serralvo

É com profundo pesar que informamos o falecimento do Sr. Antônio Molina Serralvo, pai da funcionária do STU, Martha Castagna Molina, na madrugada deste domingo (29).

O velório será realizado neste domingo (29), a partir das 11h30, e o sepultamento ocorre às 14h, no Cemitério Flamboyant, localizado à Alameda dos Flamboyants, s/n – Bairro das Palmeiras, em Campinas/SP.

O STU lamenta profundamente o ocorrido e presta a sua solidariedade aos familiares e amigos da querida Martha pelo falecimento de uma pessoa amada. 

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar | Jacó Bittar

A diretoria do STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) está de luto pelo falecimento do ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar, na madrugada desta quinta-feira (26).

Jacó foi um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), do Sindicato dos Petroleiros de Campinas e Paulínia e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Foto: Reprodução do site Socialismo Criativo/PSB

No período da redemocratização política no Brasil e em meio ao crescimento dos movimentos sindicais e estudantis, foi eleito como o primeiro prefeito de Campinas, pelo PT, em 1988.

Jacó foi um sindicalista combativo e seu legado como prefeito trouxe inúmeras conquistas para a população, como por exemplo, o orçamento participativo e o incentivo à ocupação dos espaços públicos. Seu modelo de gestão e as suas propostas inclusivas serviram de base para outras prefeituras do país.  

Hoje perdemos uma grande referência para o sindicalismo brasileiro e uma das figuras importantes na construção de uma cidade mais inclusiva e participativa.

No entanto, a sua luta e contribuição em várias conquistas para a classe sindicalista brasileira e seu legado como administrador público nunca serão esquecidos!

Nossos sinceros sentimentos à família e aos amigos do companheiro Jacó Bittar.

Jacó Bittar, presente!

Jacó Bittar, presente!

Jacó Bittar, presente!

Campinas, 26 de Maio de 2022.

Elisiene Lobo – Coordenadora Geral

Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp

porFernanda de Freitas

Terça-feira (31) é dia de luta: todos ao ato unificado para cobrar 20,99% de reajuste!

Os reitores ignoram, mas a Pauta Unificada foi protocolada em 13/04, e até hoje estamos aguardando um retorno. Basta de espera!

Terça-feira que vem (31), a partir das 11h, a luta será em frente à reitoria da Unicamp, porque o reitor Tom Zé é o presidente do Cruesp.

O Fórum das Seis avaliou que a presença de estudantes e funcionários da USP e da Unesp, além da comunidade da Unicamp, será importante para pressionar o Tom Zé a agendar a reunião de negociação sobre o índice salarial e iniciar o debate sobre os itens não econômicos da Pauta Unificada.

Está provado que o governo Bolsonaro não tem resposta para a crise econômica que assola o país. Para todo lado que olhamos vemos o aumento: combustível, cesta básica, água, luz, telefone etc.

Como se não bastasse a inflação acelerada, as condições de trabalho na Unicamp só pioram, principalmente na Área de Saúde.

Apesar da crise, durante a pandemia as universidades cortaram custos com o trabalho remoto, engordando ainda mais as reservas financeiras que atingiram R$ 7 bilhões em abri/2022.

O reajuste de março não foi suficiente para repor as nossas perdas financeiras, que já vêem desde maio/2012. Precisamos de 20,99% para retomar o nosso poder de compra.

Como não há abertura para o diálogo, muito menos negociação, a categoria seguirá unida e mobilizada.

Fique de olho nos comunicados do STU, converse com seus colegas de trabalho e se organize para construirmos um ato forte.

Basta de enrolação, 20,99% já!

porFernanda de Freitas

Trabalhadores aprovam Pauta Específica 2022 e Ato Unificado

Tom Zero só enrola e não marca negociação

O STU convocou e a categoria compareceu à assembleia presencial, quinta-feira (19) passada, mesmo sob um frio intenso.

Zé Luis, Elisiene e Sandra coordenam a assembleia

Os trabalhadores e trabalhadoras aprovaram por unanimidade a Pauta Específica 2022 e o indicativo do Fórum das Seis de um Ato Unificado no dia 31/05 para cobrar negociação. E elegeram cinco delegados/as para a Plenária Nacional da Fasubra.

Alguns itens da Pauta Específica estão sem resposta desde 2021. Mas isso não é motivo para desistirmos, ao contrário, vamos seguir firmes. 

Neste ano, reivindicamos auxílio alimentação de R$1.596,94, vale de refeição de R$ 990,00 e isonomia salarial com a USP. Confira algumas das nossas reivindicações:

  • Discussão e implementação de uma carreira;
  • Abertura imediata de concursos públicos com cotas para negros e pessoas com deficiência;
  • Redução do valor do fretado com vistas à gratuidade e melhoria no serviço prestado;
  • Fim das punições e perseguições;
  • Fim da terceirização dos restaurantes, vigilância etc.;
  • Fim do teto entre os níveis da carreira;
  • Pagamento de Gratificação de Representação (GR);
  • Não implementação do ponto eletrônico;
  • Permanência do adicional de incentivo noturno;
  • Abertura de discussão sobre teletrabalho em comissão paritária;
  • Criação de um conselho gestor para o bandejão.

Outras Lutas

Por conta da especificidade do trabalho realizado a nossa pauta é composta por reivindicações direcionadas à Área da Saúde, DEdIC, Orquestra Sinfônica e engenheiros.

Assembleia discute rumos da data-base 2022

Cobramos também a garantia de uma referência para os aposentados. Mas vale destacar que a categoria já tem uma pauta que está em discussão com a reitoria.

O que está em jogo é o sustento da nossa família. Por isso precisamos ser firmes na defesa dos nossos direitos e na cobrança por negociação. 

Assim que a Pauta Específica 2022 for protocolada estará disponível em nossos canais de comunicação.

Plenária Fasubra

Cinco companheiros/as vão representar os trabalhadores da Unicamp na Plenária Nacional da Fasubra: Marli Armelin, Sandra Ramos, Elisiene Lobo, João Daniel e Aparecido Calderaro.

O encontro acontece dias 3, 4 e 5 de junho, presencialmente, em Brasília/DF, para discutir Conjuntura Nacional e Internacional com ênfase nas eleições gerais, campanha salarial das federais, calendário de lutas, entre outros assuntos.

No dia 3, às 15h, haverá um painel híbrido sobre trabalho remoto e democracia nas universidades que será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Fasubra. A pandemia mostrou que não podemos mais adiar a discussão sobre os desafios do teletrabalho no setor público, por isso, é importante estarmos atentos à essa discussão.

porFernanda de Freitas

Nota de Docentes sobre o Ato Democrático apoia a realização da Aula Magna do Lula

Recebemos com alegria e muito orgulho a “Nota de Docentes sobre o Ato Democrático de 5/5/2022”, assinada por mais de 200 professores da Unicamp, exaltando a “forma democrática como as entidades do campus – ADunicamp, STU, APG e DCE – souberam encaminhar a solicitação de espaço feita pelos organizadores da Aula Magna do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida no Teatro de Arena da Unicamp na tarde de 05 de maio de 2022.”.

Teatro de Arena lotado para ouvir Lula (Foto: Diego Almeida)

Vale relembrar que, na época do evento, tomamos ciência de uma manifestação contrária e totalmente isolada contrária à realização da aula magna. O referido documento sequer foi aprovado pelo coletivo de médicos da Universidade ao qual foi apresentado.

Por conta da manifestação contrária, a diretoria do STU publicou uma Nota Pública reforçando o seu posicionamento em defesa democracia. Além de expressar respeito ao posicionamento do professor, autor do documento, por entender que se tratava do livre exercício de liberdade de expressão.

A “Nota de Docentes sobre o Ato Democrático”, sem dúvida, fortalece o movimento em defesa das liberdades democráticas e demonstra que estamos no caminho certo ao lutar pela garantia da vida digna e do Estado Democrático de Direito.

Veja a seguir a nota na íntegra.

Confira a matéria sobre a cobertura completa do evento, clique aqui.

porFernanda de Freitas

Dinheiro tem, só não está vindo para o trabalhador

Inflação em alta, arrecadação crescendo… e o Tom, Zero!

A nossa Campanha Salarial começou e você deve estar se perguntando se é possível conseguir um novo reajuste depois da conquista dos 20,67%, em março recente.
Vamos aos fatos!

A inflação de maio/2012 a março/2022 foi de 83,53%, segundo os indicadores do Dieese +INPC-IBGE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Neste período, tivemos reajuste salarial de 53,27%.

Para fechar esse ciclo e retornar ao poder de compra que tínhamos em maio/2012, falta um reajuste de 21%, considerando a inflação de abril/2022.

De acordo com o Fórum das Seis os números da arrecadação e do comprometimento com a folha de pagamento provam que dá para avançar na data-base 2022.

Precisamos de unidade e mobilização para incomodar os reitores e impedir que eles joguem a negociação salarial para o ano que vem, como desejam.

Os ótimos resultados do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) em março mostram que o reajuste recente alterou pouco o comprometimento com a folha nas três universidades. Compare no quadro.

Universidades escondem o ouro

A estimativa de arrecadação de ICMS feita pelo Fórum das Seis é de R$ 152,3 bilhões em 2022 e os repasses para as três universidades seriam de R$ 14,575 bilhões/ano. Já o custo das folhas de pagamentos das três universidades com o reajuste de 21%, a partir de maio, ficaria em R$ 11,826 bilhões.

Esse valor representaria um comprometimento de 81,14% com a folha, provando que o Cruesp tem recursos para atender a pauta do Fórum e as universidades não vão quebrar como eles afirmam!

Em abril, as reservas financeiras da USP, Unicamp e Unesp atingiram juntas cerca de R$ 7 bilhões.

É melhor você se preocupar em ficar sem reajuste, mais uma vez, como aconteceu ano passado. Lembra que, em plena pandemia, recebemos 0% de reajuste, mesmo trabalhando muito em home office e nos hospitais?

Os 20,67% de reajuste, em março, contribuíram para repor parte da inflação, mas o nosso poder de compra continua muito baixo diante da alta dos preços.

Cruesp segue adiando discussão salarial

Há mais de um mês o Fórum aguarda a reunião de negociação para discutir os pontos da Pauta Unificada 2022. Sem contar os mais de 50 dias esperando a reunião do Grupo de Trabalho (GT) Salarial, criado em 2021.

No ano passado o GT não avançou em nada! Por isso, o Fórum cobra a discussão e construção de propostas para os planos de reposição das perdas históricas e de valorização dos níveis iniciais das carreiras.

A mobilização será fundamental para avançarmos na luta salarial! Então não perca a assembleia de amanhã (19/05), às 12h, na sede do STU (ao lado da ADunicamp).

porFernanda de Freitas

STU cobra melhorias para fretado precário

Em reunião com a Prefeitura Universitária, segunda-feira (9), a diretoria do STU cobrou melhora nas condições dos fretados e as mudanças propostas na reunião realizada em março passado.

As propostas apresentadas ao STU contemplam a redução dos valores cobrados, ampliação da distância de cobertura para até 70 km e a reavaliação da cobrança do fretado para as crianças filhas de funcionárias/os Funcamp.

Quanto aos valores e ampliação da distância, o STU vem cobrando a reitoria de todas as formas. Todos os questionamentos são respondidos com a justificativa de que falta análise jurídica da Procuradoria Geral.

Além da demora por essa resolução, trabalhadores vêm encontrando dificuldades diárias com os ônibus, como as condições precárias de manutenção, a quebra frequente da frota, o desrespeito dos motoristas, entre outros problemas.

A Prefeitura Universitária orientou que as tratativas referentes aos contratos são de responsabilidade da DGA (Diretoria Geral de Administração), desta forma,o STU fará o registro das ocorrências e cobranças à diretoria.

Se você está tendo problemas com a sua linha, entre em contato conosco pelo e-mail [email protected] e escreva no assunto “fretado”.

porFernanda de Freitas

Aprovação do piso da enfermagem é fruto de luta histórica

Nesta semana do Dia Internacional da Enfermagem, 12 de Maio, a categoria tem muito o que comemorar com a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.564/2020, que institui o piso salarial para a enfermagem, tanto no setor privado quanto no público.

Edith Almeida, diretora do STU e conselheira do Coren-SP, na caravana que foi a Brasilia lutar pelo piso. (Créditos: Coren/SP)

O PL foi aprovado quarta-feira (4/5) com 449 votos favoráveis e 12 contrários. O salário mínimo inicial é de R$ 4.750 para enfermeiros; 70% desse valor para técnicos (R$ 3.325) e 50% para assistentes de enfermagem e parteiras (R$ 2.375). 

A enfermagem é a maior força de trabalho da saúde do país e na pandemia esteve na linha de frente trabalhando em regime de exaustão e com poucos recursos de insumos, recebendo apenas palminhas.

Há anos a categoria tem seus direitos negados sofrendo com jornadas duplas ou até triplas de trabalho para garantir o sustento da família. Aqui na Unicamp, durante a pandemia, cobramos incansavelmente melhores condições de trabalho, especialmente o pagamento de insalubridade grau máximo para todos da Saúde.

Essa vitória expressa a capacidade de mobilização e de enfrentamento da categoria que há mais de 30 anos trava uma luta histórica por reconhecimento e dignidade na profissão.

Fonte de investimento

O próximo passo é aguardar o envio do PL ao presidente Bolsonaro que terá 15 dias para sancionar ou vetar total ou parcialmente o projeto após seu recebimento.

A maior preocupação em relação ao SUS são as dotações orçamentárias para implementar o piso. Por isso, as entidades representativas já estão se mobilizando junto ao Ministério da Saúde para discutir as possibilidades de fontes de financiamento.

Mas a luta não para por aí!

A enfermagem segue firme cobrando melhores condições de trabalho. E quem se opor a essa luta justa, como os deputados que foram contrários ao piso, devem receber uma resposta à altura nas eleições de outubro.

Conselheiros do Coren-SP em frente à Câmara dos Deputados comemoram a aprovação do piso
porFernanda de Freitas

Nota de solidariedade às vítimas dos ataques racistas em Barão Geraldo

Na última sexta-feira (06), um grupo fascista iniciou ataques contra negros que estavam no Bar do Ademir, em frente à moradia de estudantes da Unicamp. 

Um carro preto parou no local, onde homens com roupas pretas e jaquetas de couro atacaram clientes do bar e o gerente, que tentou conter a confusão.

Os frequentadores do bar relataram terem visto símbolos nazistas na roupa de pelo menos um deles e que foram ameaçados com armas de fogo. Mais tarde, um grupo com as mesmas características foi preso em Paulínia após terem ferido duas pessoas com tiros nas mãos, pés e abdome. 

Os relatos dos ataques são semelhantes e testemunhas relacionam o carro utilizado com o que esteve no atentado contra o Acampamento Marielle Vive, em Valinhos/SP, fato que está sob investigação policial.

O fato desta última semana não ocorreu de forma isolada. No final de abril, alunos do CACH (Centro Acadêmico) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Unicamp denunciaram pichações nazistas feitas em paredes do instituto, com suásticas e dizeres em apoio ao golpe ocorrido em 1964. As pichações foram apagadas pelos próprios alunos, em mutirão. 

Sobre os ataques ao bar do Ademir, a reitoria respondeu à matéria do G1 “não terem ocorrido dentro do campus”. Mas sabemos que embora o local do ataque não pertença à Universidade, é historicamente um ponto de encontro e socialização dos estudantes até por se localizar em frente à moradia estudantil. 

O STU expressa a sua solidariedade às vítimas desses ataques covardes. E reafirma o nosso compromisso com a luta contra todo e qualquer tipo de preconceito, racismo, homofobia e ao ódio e violência incentivados pelos discursos bolsonaristas.

Aproveitamos também para cobrar que os órgãos cabíveis fiscalizem e punam os envolvidos no episódio.

porFernanda de Freitas

Trabalhadores, estudantes e movimentos populares do país inteiro juntos na festa da democracia

Milhares de estudantes, professores, trabalhadores de dentro e fora da Unicamp, e representantes de movimentos sociais e sindicais do país lotaram o Teatro de Arena da Unicamp, para ouvir o discurso ex-presidente Lula, quinta-feira (5) passada.

Lula foi prestigiado por importantes lideranças e parlamentares de partidos, movimentos sindicais e populares, além da comunidade artística e cultural de Campinas e região. Entre elas, o ex-ministro Aloizio Mercadante, o coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos (PSOL) e o ex-senador Eduardo Suplicy (PT).

O STU, entidade apoiadora da Aula Magna, marcou presença com a sua diretoria, além de produzir uma cobertura especial com os bastidores do evento. Clique aqui para assistir tudo que rolou por lá.

Do lado de fora, centenas de pessoas vindas de todo canto, acompanhavam a fala do ex-presidente em dois telões gigantes. É importante ressaltar a representatividade de Lula não só como sindicalista, que travou lutas históricas em defesa da classe trabalhadora, mas como o presidente que garantiu aos jovens carentes o acesso às universidades públicas e privadas brasileiras.

Lula apresentou uma breve análise da situação brasileira e apontou os desafios e perspectivas na defesa dos direitos e da democracia. (Créditos: Diego Almeida)

Para a coordenadora geral do STU, Marli Armelin, o encontro com o ex-presidente foi um momento de dar visibilidade às nossas pautas para apresentar a necessidade de defender a Universidade Pública e de qualidade. “Essa é uma oportunidade de colocar as questões da defesa da Universidade Pública e da autonomia para que a gente volte a ter liberdade e a democracia que a gente tanto preza”.

Marli falou sobre a necessidade de denunciar a campanha do Bolsonaro contra as cotas e de lutar para que os estudantes cotistas tenham o direito de permanecer na Universidade. “A Unicamp é uma referência nacional de Universidade Pública de qualidade. E o Lula é uma referência de sindicalista e de político. Ele estando aqui para falar principalmente com os jovens é de extrema importância para revertermos esse quadro bolsonarista que nós temos aí”, finalizou a coordenadora.

Diversidade e permanência estudantil

Lula estava acompanhado do professor da USP e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, e mencionou que estava na Unicamp não só para palestrar sobre a universidade pública e o futuro da democracia no Brasil, mas para ouvir os estudantes.

Lula e Hadad debateram a democracia em risco

Antes de discursar ouviu os estudantes da pós-graduação, do coletivo de negros/as e da comunidade LGBTQIA+ da Unicamp sobre a necessidade de ampliação do acesso à universidade pública, de políticas que inibam a discriminação e o racismo e garantam a permanência estudantil.

Um dos discursos mais comoventes da noite foi feito por dois representantes do movimento estudantil indígena que reforçou a importância da política de cotas étnico-raciais e a necessidade de ampliação dessa medida.

Eles entregaram um documento ao ex-presidente cobrando a ampliação da bolsa para permanência estudantil, a participação indígena no Conselho Nacional de Educação, além da recomposição orçamentária das universidades, entre outras demandas. Por fim, registraram seu protesto aos ataques à comunidade Yanomami e à ampliação da exploração de terras indígenas, especialmente pelos garimpos ilegais.

No discurso de Lula ficou nítido que para ele é essencial um olhar especial para as questões de diversidade tendo como horizonte a ampliação da cidadania dessas comunidades. Por isso, mencionou que ao invés de acabar com ministérios, como fez Bolsonaro, é preciso criar outros, como os ministérios da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e dos Povos Indígenas.

Para o coordenador geral do STU, José Luis Pio Romera, a “vinda do Lula na Unicamp representa uma vitória da luta dos trabalhadores na defesa da democracia no país e também da Educação, da Ciência e Tecnologia e da inclusão dos negros e indígenas nas Universidades Públicas brasileiras”.

Na nossa Live de Esquenta sobre os bastidores do evento tem quatro entrevistas exclusivas com representantes da comunidade indígena universitária sobre a luta dos povos originários por respeito e dignidade, assista abaixo.

Estado de Direitos

Lula afirmou que os recursos em Saúde e Educação devem ser tratados como investimento e não como custos. E em relação ao desmonte dos serviços públicos e à desvalorização do servidor, o sindicalista foi enfático ao afirmar a urgência de protegermos o patrimônio público, como os Correios, a Eletrobras, o Banco do Brasil e a Petrobras que estão na mira da privatização.

Para a coordenadora geral do STU, Elisiene Lobo, “É visível o projeto entreguista do governo Bolsonaro que tenta a todo custo impor a mercantilização da Educação e da Saúde. Se não houver unidade na luta, tudo será entregue nas mãos do empresariado colocando a população em condições mais precárias ainda. Há tempos denunciamos que a Saúde pede socorro.”.

Para a coordenadora, a luta por emprego e renda está cada vez mais acirrada. Por isso, a defesa dos salários e dos direitos dos servidores é ponto inegociável para o Sindicato.

No Estado Democrático de Direito, as leis são criadas pelo povo e para o povo, respeitando-se a dignidade da pessoa humana. E a dignidade passa por garantias como alimentação, emprego, moradia, renda e acessos à educação e à saúde, entre outros direitos.

Trabalhadoras da Unicamp fortalecendo a luta em defesa do serviço público e dos servidores

Por isso, o coordenador Zé Luis aponta que as principais pautas a serem enfrentadas pela classe trabalhadora são: a revogação da Reforma Trabalhista e Previdenciária, a distribuição de renda e o combate à fome.

E um dos grupos mais acometidos pela miséria e o descaso, dentro e fora da Unicamp, são os aposentados. Tanto que o STU montou uma tenda para divulgar a campanha de solidariedade aos aposentados da Unicamp com objetivo de ajudar a categoria que está passando necessidade, não só por conta da pandemia, mas pelo confisco das aposentadorias imposto pelo governo Estadual.

Em breve a Campanha de Solidariedade estará no ar. Mas você já pode contribuir com produtos de cesta básica, de higiene e limpeza, basta enviar mensagem para o nosso WhatsApp (19) 99744-4890.

Confira a entrevista que a coordenadora do Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU, Sandra Ramos, deu na Live de Esquenta do STU, clique aqui.

Carta pela Ciência e Educação

Antes do ato político cultural, o ex-presidente foi recebido pelo reitor Tom Zé e membros do Consu que reafirmaram o compromisso democrático da instituição e seu papel estratégico na formulação de ações importantes que visem à construção da soberania nacional.

O reitor aproveitou para entregar um documento intitulado “Carta pela Ciência e Educação” na qual a instituição reivindica autonomia financeira; incentivo à ciência nas educações fundamentais e médias; construção de uma política de saúde pública condizente com a realidade dos hospitais universitários, entre outras medidas.

O documento que possui 10 propostas de políticas públicas e investimentos em ciência e educação finaliza afirmando que “… uma cidadania verdadeira depende da redução drástica da desigualdade social, o que, por sua vez, exige vontade política alicerçada no espírito fraterno. A comunidade universitária cumpre papel fundamental para a realização desse propósito e se coloca à disposição para cooperar na construção da nação brasileira”.

Segundo a assessoria da Universidade, a carta também será encaminhada aos outros presidenciáveis.

Mais tarde, em seu discurso no Teatro de Arena, como pré-candidato à presidência da República, Lula prometeu se empenhar para melhorar a educação e disse querer manter um diálogo frequente com os reitores das universidades de todo o país.

Para conferir a carta acesse aqui.

Logo abaixo, você confere o discurso completo do ex-presidente Lula na Aula Magna.

porFernanda de Freitas

Palestra: A Arrecadação do ICMS e a Planilha Cruesp

“A Arrecadação do ICMS e a Planilha Cruesp” é o tema da palestra promovida pela ADunicamp na quarta-feira (25), às 17h, em seu auditório com transmissão via plataforma Zoom.

O encontro vai discutir qual a forma de acompanhar a arrecadação do ICMS, como realizar as previsões orçamentárias para o Estado de São Paulo e como compreender as informações presentes na planilha do Cruesp.

A palestra será ministrada pelo vice-presidente da ADunicamp e atual coordenador do Fórum das Seis, professor Paulo Cesar Centoducatte (IC/Unicamp).

O evento será híbrido, ou seja, de modo online e, também, presencial. Por limitações de espaço e segurança sanitária, as primeiras 70 inscrições para o modo presencial terão suas vagas garantidas. 

Para mais informações e inscrições, acesse: https://forms.gle/UYRzvwev9ktsPirB6

Os inscritos receberão o link no dia do evento, pelos respectivos e-mails.

porFernanda de Freitas

Lula vem à Unicamp ministrar aula magna sobre Democracia

O ex-presidente Lula, um dos maiores sindicalistas da história deste país, vai apresentar uma Aula Magna na próxima quinta-feira (05/05), às 16h, no Teatro de Arena da Unicamp.

Lula foi uma das principais lideranças do movimento político e popular “Diretas Já”, no período da redemocratização, lutando pela retomada das eleições diretas ao cargo de presidente da República no Brasil durante a ditadura militar brasileira.

Em tempos de desmonte dos serviços públicos, especialmente com cortes de verbas na Saúde e Educação, e de ataques aos servidores públicos e à classe trabalhadora no geral, se faz urgente o debate sobre o papel da universidade pública no futuro da democracia no país.

Esta aula magna está sendo organizada pela ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp), STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), APG (Associação de Pós-Graduandos) da Unicamp e DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Unicamp.

Convida todo mundo e vem com a gente participar deste ato político cultural pela Democracia que vai entrar para a história da nossa comunidade universitária.

Obs.: É preciso respeitar as orientações sanitárias, portanto, não esqueça de levar o álcool em gel e a máscara.

porFernanda de Freitas

1º de Maio | Pelo Emprego, Direitos, Democracia e pela Vida

Domingo, 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, vamos tomar as ruas do país para cobrar “Defesa do Emprego, Direitos, Democracia e pela Vida”.

Em Campinas haverá um ato curto, a partir das 10h, no Largo da Catedral, após o encerramento da Missa do Trabalhador na Catedral Metropolitana de Campinas.

Diferente dos anos anteriores, o foco deste 1º de Maio será a mobilização em São Paulo. Por isso, após o ato no Centro de Campinas, vários ônibus sairão do Largo do Pará rumo ao ato Unificado em São Paulo, no Pacaembu.

Caravana a São Paulo

O Ato Unificado do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, em São Paulo, vai intensificar a luta por mais direitos e por um país mais justo, com uma política econômica que priorize o desenvolvimento com geração de emprego e renda para o país, ou seja, o oposto do que a dupla Bolsonaro/Paulo Guedes, ministro da Economia, vem fazendo desde 2019.

Para mostrar a nossa capacidade de mobilização, as entidades sindicais e populares que constroem o 1º de Maio, aqui em Campinas, estão organizando várias caravanas de ônibus e vans para o ato em São Paulo.

Assim que terminar a manifestação em Campinas, por volta das 11h, os ônibus partirão para São Paulo, na Praça Charles Miller (Pacaembu).

Interessados em participar da caravana podem enviar a suas informações (nome, RG e o número do celular) para o e-mail: [email protected] solicitando a reserva da sua vaga.

Entre as lideranças sindicais, políticas e religiosas e outras personalidades, grandes atrações como a cantora Daniela Mercury, que fará um show especial neste dia, estarão no palco das Centrais Sindicais em São Paulo.

Um dos maiores nomes do samba brasileiro e importante liderança política, a cantora Leci Brandão, marcará presença. Além de Dexter, Francisco El Hombre e DJ KL Jay.

O evento será transmitido ao vivo pelo Youtube e Facebook da CUT, das entidades filiadas e das centrais sindicais; e pelo Youtube da TVT (Youtube.com/redeTVT).

Pautas do Conclat 2022

No dia 7 de abril, as Centrais Sindicais realizaram o Conclat 2022 (Congresso da Classe Trabalhadora), que resultou no documento Pauta da Classe Trabalhadora, com propostas para o desenvolvimento do país.

Esse documento será exposto ao público no Dia 1° de Maio, para consolidar e fortalecer o diálogo sobre os rumos do nosso país. Entre os temas abordados temos:

  • Emprego e renda;
  • Contra os aumentos de preços de alimentos e combustíveis;
  • Valorização do salário mínimo;
  • Contra a fome e a miséria;
  • Mais direitos;
  • Valorização dos serviços e dos servidores públicos;
  • Defesa da democracia;
  • Mais investimentos em saúde, educação e transportes;
  • Contra a carestia.

Eleições Gerais

Neste ano de eleições a principal tarefa dos movimentos sindicais e populares, entre eles o STU, é dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre o futuro do país.

Precisamos mobilizar a população e conscientizar sobre o aumento da fome, da miséria, do desemprego, dos preços dos alimentos e dos combustíveis. Além dos cortes de verbas da Educação e Saúde e os ataques aos direitos dos servidores públicos.

Tudo isso tem prejudicado consideravelmente a classe trabalhadora, em especial os mais pobres. Então, não basta construir uma frente para derrubar o Bolsonaro e a sua corja. É preciso, urgente, somar forças para eleger políticos comprometidos com a vida, com a democracia, os direitos sociais e trabalhistas e que defenda as instituições e serviços públicos.

Vamos fazer um grande ato em Campinas e depois somar-se aos demais trabalhadores e trabalhadoras do estado, lá na capital, para realizar o maior 1° de Maio da história deste país em defesa da vida e pelo #ForaBolsonaro.

Fonte: com informações do Portal da CUT

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar – Sigefredo Zanoni

É com profunda dor que informamos que o ex-diretor da Assuc (Associação dos Servidores da Unicamp), Sigefredo Zanoni (Aposentado/CCSNano), faleceu ontem (24/04).

O velório e o funeral acontecem hoje (25), das 13 às 16h, no Cemitério Parque das Flores, localizado na Av. Dep. Luís Eduardo Magalhães, 1505 – Jardim São Judas Tadeu em Campinas/SP.

Sigefredo Zanoni integrou a gestão “Força Nova Combativa” da Assuc, no período de 1988 e 1990.

O companheiro deixa como legado uma linda e inspiradora trajetória marcada pelo respeito ao próximo e defesa do serviço público, além do seu importante serviço prestado à Unicamp.

O STU presta condolências aos familiares e amigos enlutados pela irreparável perda e deseja que encontrem o conforto necessário neste momento de dor.

Sigefredo Zanoni, Presente!

porFernanda de Freitas

Pauta Unificada de Reivindicações 2022

Após uma rodada de assembleias de base, nas três universidades, as entidades que compõem o Fórum das Seis reuniram-se em 13/4 e fecharam a Pauta Unificada de Reivindicações da data-base 2022.

Na mesma data o documento foi encaminhado ao Cruesp (Conselho de Reitores) acompanhado de um ofício solicitando reunião para discussão das reivindicações deste ano.

O ofício cobra também uma data para a primeira reunião do GT (Grupo de Trabalho), cuja reativação foi acordada entre as partes na negociação realizada em 17/3. O Cruesp comprometeu-se a agendá-la em breve.

O objetivo do GT é listar os estudos e levantamentos que precisam ser feitos pelas universidades para subsidiar a construção de propostas para um plano de reposição das perdas históricas e para um plano de valorização dos níveis iniciais das carreiras.

Reposição Salarial

De acordo com a nossa pauta de reivindicações, para fecharmos o ciclo de maio/2012 a abril/2022, sem considerar ainda as inflações de abril/2022, falta um reajuste de 19,74%.

Reforçamos que na negociação com o Fórum das Seis, em 7/3/2022, o Cruesp concedeu um reajuste de 20,67%, correspondente a uma parte da inflação medida entre maio/2012 a fevereiro/2022. Essa reposição corresponde à Campanha Salarial 2021.

Confira abaixo íntegra da Pauta Unificada de Reivindicações 2022.

porFernanda de Freitas

Pauta de reivindicações 2022 é aprovada em assembleia

Nesta terça-feira (12), a maioria das/os trabalhadoras/es presentes à Assembleia Geral Virtual aprovou a Pauta Unificada de Reivindicações 2022 proposta pelo Fórum das Seis Entidades.

Foi unanimidade o discurso de fortalecer a luta contra o arrocho salarial, pela valorização do servidor público e contra os desmontes do serviço público.

Nas falas, as trabalhadoras e trabalhadores defenderam a isonomia com a USP e Unesp e a união das categorias para o enfrentamento dos desafios da Campanha Salarial 2022, diante dessa conjuntura nacional difícil que prevê, em outubro, as eleições gerais.

A categoria aprovou encaminhar ao Fórum da Seis a proposta de auxílio nutrição para os aposentados e reforçar a necessidade de defesa do IAMSPE.

Outra deliberação foi o posicionamento da categoria de revogação do Decreto 65.021/2020, que estabelece o aumento dos descontos do SPPREV. A assembleia defendeu que essa contribuição previdenciária extraordinária imposta aos aposentados e pensionistas é abusiva.

A assembleia cobrou o fim do confisco salarial e dos prejuízos impostos pelo governador Doria que insiste em jogar nas costas dos aposentados e dos pensionistas a responsabilidade das contas da Previdência do Estado.

Foi aprovada também a proposta de imediata abertura de contratações por concurso de docentes e funcionários e a retomada segura ao trabalho presencial.

Itens da Pauta Unificada

Neste ano, mais uma vez, cobramos um plano para a recuperação das nossas perdas salariais. E ainda um índice de reajuste de 17,73% para fecharmos o ciclo maio/2012 a abril/2022, sem considerar ainda as inflações de março e abril de 2022. 

Além desse item econômico, reivindicamos o acesso e permanência estudantil/gratuidade ativa, condições de trabalho e estudo, melhores condições nos Hospitais Universitários (HU) e Centros de Saúde, reconhecimento e respeito efetivo do vínculo existente entre o Ceeteps e a Unesp, entre outras propostas.

Essas reivindicações aprovadas para a Campanha Salarial 2022 foram encaminhadas para o Fórum das Seis que planeja entregar a pauta ao Cruesp ainda este mês.

Essa é a primeira assembleia dirigida pela nova diretoria. A assembleia foi coordenada por Elisiene Lobo que, recentemente, assumiu a coordenação geral do STU ao lado de Marli Armelin e José Luís Pio Romera. O encontro virtual contou ainda com a participação do vice-presidente da ADunicamp, Paulo César Centoducatte.

Na oportunidade foi apontada a necessidade de começar a discutir as demandas que vão compor a nossa Pauta Específica 2022, especialmente no que diz respeito as questões dos aposentados, trabalhadores com deficiências invisíveis e o trabalho remoto.

Clicando aqui você confere a proposta de Pauta Unificada que foi discutida nesta Assembleia Virtual.