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porStéphane Powaczuk

FASUBRA se manifesta na posse de Lula e entrega pauta no dia seguinte

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (LULA) foi empossado neste 1º de janeiro de 2023, em uma celebração histórica do povo brasileiro, em especial da classe trabalhadora, e destacou em seu discurso o desmonte do Estado em áreas essenciais à população, como saúde e educação, o crescimento da desigualdade e a urgência da reconstrução de uma democracia sólida, com a garantia de direitos a toda população com base na Constituição.

“Desmontaram a Educação, a Cultura, a Ciência e Tecnologia. Destruíram a proteção ao Meio Ambiente. Não deixaram recursos para a merenda escolar, a vacinação, a segurança pública, a proteção às florestas, a assistência social”, afirmou em seu discurso.

Para um público de cerca de 300 mil pessoas de todo o Brasil, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) não divulgou o número oficial, sendo que mais de 500 eram técnica-administrativas e técnico-administrativos em educação da base da FASUBRA Sindical e da Direção Nacional (DN), o presidente LULA falou sobre os desafios em políticas públicas, inclusão, distribuição de renda, combate à fome, ao ódio, à impunidade e à violência.

“Vamos recompor os orçamentos da Saúde para garantir a assistência básica, a Farmácia Popular, promover o acesso à medicina especializada. Vamos recompor os orçamentos da Educação, investir em mais universidades, no ensino técnico, na universalização do acesso à internet, na ampliação das creches e no ensino público em tempo integral”.

“Os olhos do mundo estiveram voltados para o Brasil nestas eleições. O mundo espera que o Brasil volte a ser um líder no enfrentamento à crise climática e um exemplo de país social e ambientalmente responsável, capaz de promover o crescimento econômico com distribuição de renda, combater a fome e a pobreza, dentro do processo democrático”, disse em outro trecho.

Segurança na posse

Diante de ataques a militantes, alguns inclusive vítimas do discurso de ódio, e recentes episódios de terrorismo na capital federal, um forte esquema de segurança foi montado na Esplanada dos Ministérios. A princípio, todos os presentes passariam por uma revista individual e precisa, mas o procedimento acabou restrito às proximidades da praça dos Três Poderes por conta da multidão, o que o tornou inviável. O plano foi alterado a partir das 10h e os acessos ao norte do Eixo Monumental foram liberados.

“Estamos revogando os criminosos decretos de ampliação do acesso a armas e munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras. O Brasil não quer mais armas; quer paz e segurança para seu povo”, informou LULA em seu discurso.

“Defendemos a plena liberdade de expressão, cientes de que é urgente criarmos instâncias democráticas de acesso à informação confiável e de responsabilização dos meios pelos quais o veneno do ódio e da mentira são inoculados. Este é um desafio civilizatório, da mesma forma que a superação das guerras, da crise climática, da fome e da desigualdade no planeta”.

Acessibilidade

Apesar da grandiosa solenidade, em clima de paz e sem grandes ocorrências, a organização da festa do povo que elegeu LULA pecou no quesito acessibilidade. As pessoas PcD (Pessoa Com Deficiência), que fizeram questão de participar da posse de LULA, em especial as com problemas de locomoção, sofreram com o sol escaldante de 28º, falta de informações, sensibilidade e espaço, assim como idosos e crianças, entre outros.

A assessoria de Comunicação da FASUBRA e dirigentes falaram logo pela manhã com a PMDF, a equipe do DF Legal, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e nenhum servidor/servidora soube apresentar uma solução ou auxílio.

Foi o caso do coordenador de Formação e Comunicação Sindical Luan Diego Badia da Federação.
“Qualquer evento precisa possibilitar participação para todas as pessoas, senão é excludente. O que sofremos ontem mostra que temos muito pelo que lutar ainda e que só mudar de governo não basta. Valeu o esforço para participar da maior manifestação popular desde 2013”, criticou.

A assessoria da FASUBRA ainda entrevistou o caso do André, que enfrentou o mesmo problema.
André Luiz Salomão de Olinda/PE, 48 anos, artesão, sofreu um atropelamento há dez anos e ficou com problemas na fala e na locomoção. Ele mudou-se para Brasília desde então para tratamento no Hospital Sarah Kubitschek. André encarou a posse em um andador. “Não vi nenhum tipo de informação sobre acessibilidade”.
“Depois que ele deu a entrevista, quando estávamos em direção ao palco, encontramos uma barraca. Forneceram uma cadeira de rodas para ele. No entanto, depois devolvemos a cadeira no mesmo local, ele teve que andar até a Rodoviária. Foi difícil pra ele, porque imagina uma pessoa com essa dificuldade de locomoção percorrer um caminho tão longo a pé”, reforça a irmã de André, Roberta Lira, na segunda-feira (2/1).

Texto e Fotos: FASUBRA
 
porFernanda de Freitas

Nota de Docentes sobre o Ato Democrático apoia a realização da Aula Magna do Lula

Recebemos com alegria e muito orgulho a “Nota de Docentes sobre o Ato Democrático de 5/5/2022”, assinada por mais de 200 professores da Unicamp, exaltando a “forma democrática como as entidades do campus – ADunicamp, STU, APG e DCE – souberam encaminhar a solicitação de espaço feita pelos organizadores da Aula Magna do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida no Teatro de Arena da Unicamp na tarde de 05 de maio de 2022.”.

Teatro de Arena lotado para ouvir Lula (Foto: Diego Almeida)

Vale relembrar que, na época do evento, tomamos ciência de uma manifestação contrária e totalmente isolada contrária à realização da aula magna. O referido documento sequer foi aprovado pelo coletivo de médicos da Universidade ao qual foi apresentado.

Por conta da manifestação contrária, a diretoria do STU publicou uma Nota Pública reforçando o seu posicionamento em defesa democracia. Além de expressar respeito ao posicionamento do professor, autor do documento, por entender que se tratava do livre exercício de liberdade de expressão.

A “Nota de Docentes sobre o Ato Democrático”, sem dúvida, fortalece o movimento em defesa das liberdades democráticas e demonstra que estamos no caminho certo ao lutar pela garantia da vida digna e do Estado Democrático de Direito.

Veja a seguir a nota na íntegra.

Confira a matéria sobre a cobertura completa do evento, clique aqui.

porStéphane Powaczuk

STU divulga nota reiterando compromisso com a democracia

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), foi procurado pela revista Carta Capital e a Coordenação de divulgação e imprensa do STU vem a público divulgar uma nota que reitera o compromisso com sua categoria e comunidade universitária a favor da democracia.

Confira a nota na íntegra a seguir:

porFernanda de Freitas

Trabalhadores, estudantes e movimentos populares do país inteiro juntos na festa da democracia

Milhares de estudantes, professores, trabalhadores de dentro e fora da Unicamp, e representantes de movimentos sociais e sindicais do país lotaram o Teatro de Arena da Unicamp, para ouvir o discurso ex-presidente Lula, quinta-feira (5) passada.

Lula foi prestigiado por importantes lideranças e parlamentares de partidos, movimentos sindicais e populares, além da comunidade artística e cultural de Campinas e região. Entre elas, o ex-ministro Aloizio Mercadante, o coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos (PSOL) e o ex-senador Eduardo Suplicy (PT).

O STU, entidade apoiadora da Aula Magna, marcou presença com a sua diretoria, além de produzir uma cobertura especial com os bastidores do evento. Clique aqui para assistir tudo que rolou por lá.

Do lado de fora, centenas de pessoas vindas de todo canto, acompanhavam a fala do ex-presidente em dois telões gigantes. É importante ressaltar a representatividade de Lula não só como sindicalista, que travou lutas históricas em defesa da classe trabalhadora, mas como o presidente que garantiu aos jovens carentes o acesso às universidades públicas e privadas brasileiras.

Lula apresentou uma breve análise da situação brasileira e apontou os desafios e perspectivas na defesa dos direitos e da democracia. (Créditos: Diego Almeida)

Para a coordenadora geral do STU, Marli Armelin, o encontro com o ex-presidente foi um momento de dar visibilidade às nossas pautas para apresentar a necessidade de defender a Universidade Pública e de qualidade. “Essa é uma oportunidade de colocar as questões da defesa da Universidade Pública e da autonomia para que a gente volte a ter liberdade e a democracia que a gente tanto preza”.

Marli falou sobre a necessidade de denunciar a campanha do Bolsonaro contra as cotas e de lutar para que os estudantes cotistas tenham o direito de permanecer na Universidade. “A Unicamp é uma referência nacional de Universidade Pública de qualidade. E o Lula é uma referência de sindicalista e de político. Ele estando aqui para falar principalmente com os jovens é de extrema importância para revertermos esse quadro bolsonarista que nós temos aí”, finalizou a coordenadora.

Diversidade e permanência estudantil

Lula estava acompanhado do professor da USP e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, e mencionou que estava na Unicamp não só para palestrar sobre a universidade pública e o futuro da democracia no Brasil, mas para ouvir os estudantes.

Lula e Hadad debateram a democracia em risco

Antes de discursar ouviu os estudantes da pós-graduação, do coletivo de negros/as e da comunidade LGBTQIA+ da Unicamp sobre a necessidade de ampliação do acesso à universidade pública, de políticas que inibam a discriminação e o racismo e garantam a permanência estudantil.

Um dos discursos mais comoventes da noite foi feito por dois representantes do movimento estudantil indígena que reforçou a importância da política de cotas étnico-raciais e a necessidade de ampliação dessa medida.

Eles entregaram um documento ao ex-presidente cobrando a ampliação da bolsa para permanência estudantil, a participação indígena no Conselho Nacional de Educação, além da recomposição orçamentária das universidades, entre outras demandas. Por fim, registraram seu protesto aos ataques à comunidade Yanomami e à ampliação da exploração de terras indígenas, especialmente pelos garimpos ilegais.

No discurso de Lula ficou nítido que para ele é essencial um olhar especial para as questões de diversidade tendo como horizonte a ampliação da cidadania dessas comunidades. Por isso, mencionou que ao invés de acabar com ministérios, como fez Bolsonaro, é preciso criar outros, como os ministérios da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e dos Povos Indígenas.

Para o coordenador geral do STU, José Luis Pio Romera, a “vinda do Lula na Unicamp representa uma vitória da luta dos trabalhadores na defesa da democracia no país e também da Educação, da Ciência e Tecnologia e da inclusão dos negros e indígenas nas Universidades Públicas brasileiras”.

Na nossa Live de Esquenta sobre os bastidores do evento tem quatro entrevistas exclusivas com representantes da comunidade indígena universitária sobre a luta dos povos originários por respeito e dignidade, assista abaixo.

Estado de Direitos

Lula afirmou que os recursos em Saúde e Educação devem ser tratados como investimento e não como custos. E em relação ao desmonte dos serviços públicos e à desvalorização do servidor, o sindicalista foi enfático ao afirmar a urgência de protegermos o patrimônio público, como os Correios, a Eletrobras, o Banco do Brasil e a Petrobras que estão na mira da privatização.

Para a coordenadora geral do STU, Elisiene Lobo, “É visível o projeto entreguista do governo Bolsonaro que tenta a todo custo impor a mercantilização da Educação e da Saúde. Se não houver unidade na luta, tudo será entregue nas mãos do empresariado colocando a população em condições mais precárias ainda. Há tempos denunciamos que a Saúde pede socorro.”.

Para a coordenadora, a luta por emprego e renda está cada vez mais acirrada. Por isso, a defesa dos salários e dos direitos dos servidores é ponto inegociável para o Sindicato.

No Estado Democrático de Direito, as leis são criadas pelo povo e para o povo, respeitando-se a dignidade da pessoa humana. E a dignidade passa por garantias como alimentação, emprego, moradia, renda e acessos à educação e à saúde, entre outros direitos.

Trabalhadoras da Unicamp fortalecendo a luta em defesa do serviço público e dos servidores

Por isso, o coordenador Zé Luis aponta que as principais pautas a serem enfrentadas pela classe trabalhadora são: a revogação da Reforma Trabalhista e Previdenciária, a distribuição de renda e o combate à fome.

E um dos grupos mais acometidos pela miséria e o descaso, dentro e fora da Unicamp, são os aposentados. Tanto que o STU montou uma tenda para divulgar a campanha de solidariedade aos aposentados da Unicamp com objetivo de ajudar a categoria que está passando necessidade, não só por conta da pandemia, mas pelo confisco das aposentadorias imposto pelo governo Estadual.

Em breve a Campanha de Solidariedade estará no ar. Mas você já pode contribuir com produtos de cesta básica, de higiene e limpeza, basta enviar mensagem para o nosso WhatsApp (19) 99744-4890.

Confira a entrevista que a coordenadora do Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU, Sandra Ramos, deu na Live de Esquenta do STU, clique aqui.

Carta pela Ciência e Educação

Antes do ato político cultural, o ex-presidente foi recebido pelo reitor Tom Zé e membros do Consu que reafirmaram o compromisso democrático da instituição e seu papel estratégico na formulação de ações importantes que visem à construção da soberania nacional.

O reitor aproveitou para entregar um documento intitulado “Carta pela Ciência e Educação” na qual a instituição reivindica autonomia financeira; incentivo à ciência nas educações fundamentais e médias; construção de uma política de saúde pública condizente com a realidade dos hospitais universitários, entre outras medidas.

O documento que possui 10 propostas de políticas públicas e investimentos em ciência e educação finaliza afirmando que “… uma cidadania verdadeira depende da redução drástica da desigualdade social, o que, por sua vez, exige vontade política alicerçada no espírito fraterno. A comunidade universitária cumpre papel fundamental para a realização desse propósito e se coloca à disposição para cooperar na construção da nação brasileira”.

Segundo a assessoria da Universidade, a carta também será encaminhada aos outros presidenciáveis.

Mais tarde, em seu discurso no Teatro de Arena, como pré-candidato à presidência da República, Lula prometeu se empenhar para melhorar a educação e disse querer manter um diálogo frequente com os reitores das universidades de todo o país.

Para conferir a carta acesse aqui.

Logo abaixo, você confere o discurso completo do ex-presidente Lula na Aula Magna.

porFernanda de Freitas

Lula vem à Unicamp ministrar aula magna sobre Democracia

O ex-presidente Lula, um dos maiores sindicalistas da história deste país, vai apresentar uma Aula Magna na próxima quinta-feira (05/05), às 16h, no Teatro de Arena da Unicamp.

Lula foi uma das principais lideranças do movimento político e popular “Diretas Já”, no período da redemocratização, lutando pela retomada das eleições diretas ao cargo de presidente da República no Brasil durante a ditadura militar brasileira.

Em tempos de desmonte dos serviços públicos, especialmente com cortes de verbas na Saúde e Educação, e de ataques aos servidores públicos e à classe trabalhadora no geral, se faz urgente o debate sobre o papel da universidade pública no futuro da democracia no país.

Esta aula magna está sendo organizada pela ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp), STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), APG (Associação de Pós-Graduandos) da Unicamp e DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Unicamp.

Convida todo mundo e vem com a gente participar deste ato político cultural pela Democracia que vai entrar para a história da nossa comunidade universitária.

Obs.: É preciso respeitar as orientações sanitárias, portanto, não esqueça de levar o álcool em gel e a máscara.