Categoria Destaque

porStéphane Powaczuk

Servidores barram PEC 32, mobilização não pode parar

Graças às manifestações dos servidores e servidoras públicas federais e da Fasubra, a Reforma Administrativa está parada desde setembro na Câmara dos Deputados.

O texto precisa ainda ser votado no plenário das duas Casas do Congresso Nacional, em dois turnos. E o que tudo indica, se for ocorrer, agora só em 2022.

A campanha “Se votar não volta” tem ecoado pelos estados e municípios do Brasil com a intenção de chamar a atenção para Deputados e Deputadas que ainda estão em cima do muro com relação as maldades que essa PEC pode ocasionar à toda população.

Segundo a Coordenadora de Organização Sindical da Fasubra, Adriana Stella, “o governo Bolsonaro tem vivido também um forte momento de crise política, tanto pela brutal situação econômica que o país enfrenta, como sua política genocida na pandemia. Esses dois cenários contribuíram para que a PEC-32 não fosse votada neste ano de 2021 mas nada impede que seja votada em 2022”.

Em 2022 haverá uma reunião das Centrais Sindicais na primeira quinzena de janeiro para avaliar como vai ser a conjuntura em ano eleitoral, conforme informa o Coordenador Jurídico e de relações de trabalho da Fasubra, João: “Também já temos a data da primeira grande manifestação que nós vamos fazer contra a PEC 32, vai ser dia 26 de janeiro na abertura da marcha do Fórum Social Mundial”.

A luta continua, tivemos uma pequena vitória que foi a votação retirada da pauta por conta do governo não ter os 308 votos. Por isso é preciso a continuar a pressão popular para que os deputados e deputadas não votem contra a população.

Segundo o Coordenador Geral da Fasubra, Antonio Alves Neto, o Toninho, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anuncia que vai continuar tentando aprovar a PEC 32 em 2022.

“É importante colocar que nós conseguimos impedir o processo de votação, mas o processo de mobilização continua. Para 2022 vamos buscar construir um calendário de mobilizações de todas as categorias do serviço público, a partir do Fórum Social Mundial em Porto Alegre, e posteriormente um calendário de mobilização em conjunto com as centrais sindicais, que aponte um processo de luta em Brasília”, completa Toninho.

Foto: Fasubra

porStéphane Powaczuk

Advogados do STU vão a Brasília debater processo da mudança de regime com ministro do Supremo Tribunal Federal

O representante do STU, Dr. Ricardo Sobral, juntamente com os advogados contratados, Drs. Tárcio Vidotti e Paulo Schimidt, foram hoje (15) para Brasília em regime de urgência, para se encontrarem amanhã (16) pela manhã com o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Kássio Nunes Marques.

Segundo a assessora jurídica do sindicato, Dra. Lígia de Paula, foi deferido esse pedido de despacho em Brasília, e por isso eles foram presencialmente para debaterem sobre o recurso Extraordinário nº 933.207/SP referente ao processo da mudança de regime que se encontra no Supremo Tribunal Federal.

“Esse pedido foi novamente realizado após a ciência dos documentos do TCE-SP em que não se homologou as aposentadorias do ano de 2015 e ainda solicitaram providências de todas as posteriores”, disse o Dr. Ricardo Sobral.

porFernanda de Freitas

STU publica edital de convocação para eleição da diretoria

Em edital publicado em 29/11 no jornal Folha de S. Paulo (Caderno Saúde – B3) o STU, convoca todos os seus associados para a eleição da nova diretoria da entidade que vai ocorrer nos dias 15,16 e 17 de março de 2022.

Na Área de Saúde, a eleição será realizada nos dias 15/03, das 15h às 21h; dia 16/03, das 7h às 20h e dia 17/03, das 7h às 20h. Nas demais unidades dos campi de Campinas, Paulínia, Limeira e Piracicaba a eleição será nos dias 16 e 17/03, das 8h30 às 17h.

Como desdobramento dessa agenda haverá assembleia no dia 21/12, onde será definida a Comissão Eleitoral e o Regimento que norteará a eleição do sindicato.

Vale destacar que esse edital já foi publicado no último Boletim do STU, em 07/12, clique aqui para conferir.

Confira abaixo a publicação do edital no Jornal Folha de S. Paulo.

porFernanda de Freitas

Assembleia escolhe delegados e delegadas para Plenária da FASUBRA, debate importância da campanha salarial e recebe denúncia contra CIPA da Unicamp

Assembleia Geral reuniu dezenas de trabalhadores para debater a eleição para delegados à Fasubra e outros assuntos.

Nossa Assembleia Geral, de quinta-feira (09), debateu e reforçou a importância da Campanha Salarial 2021, que já tem reunião de negociação marcada entre o Fórum das Seis e o CRUESP para 22/12.

Foi feita uma retrospectiva sobre as negociações da data-base, que tem uma grande expectativa devido a Unicamp ter dinheiro em caixa e o menor gasto com folha de pagamento dos últimos tempos. Por isso, o reajuste de 20% solicitado pelo Fórum das Seis para janeiro/2022, quando os efeitos da LC 173 estarão encerrados, é referente à defasagem salarial da data-base de 2021.

Categoria elege delegados à Plenária da Fasubra

Também foi deliberado sobre os delegados e delegadas que vão representar o sindicato na Plenária Nacional da Fasubra, que acontece nos dias 16 e 17 desse mês.

A assembleia elegeu os delegados titulares: Adriana Stella, João Paulo Ribeiro, João Daniel de Moura e Marli Rodrigues Armelin, como representantes da categoria para participarem virtualmente da Plenária da Fasubra . Os suplentes foram: Eduardo Favarão Gemis e Rafael Oliveira Jorge. Representando a direção do STU temos: Elisiene Nascimento Lobo (titular) e Cleusa Leite de Campos Schetini (suplente).

Por meio de informes de coordenadores da Fasubra, a assembleia atualizou sobre as mobilizações em Brasília contra a PEC 32 da Reforma Administrativa e a PEC 23, dos Precatórios, mais conhecida como a PEC do Calote.

Além disso, a coordenadora de Organização Sindical da Fasubra , Adriana Stella, o coordenador Geral da Fasubra , Antônio Alves Neto (Toninho), o coordenador Jurídico e Relações do Trabalho da Fasubra , João Paulo Ribeiro, e o Conselheiro Fiscal da Fasubra , João Daniel de Moura, reforçaram para a categoria que chegamos na 13ª semana de luta contra a PEC 32 em Brasília. A expectativa de derrotar a votação dessa reforma, neste ano é muito grande. No próximo sábado está sendo articulado um ato em frente à casa do Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em Maceió, com suporte das entidades de base do Nordeste.

Denúncias sobre a CIPA

A assembleia acolheu a denúncia a respeito da CIPA da Unicamp não estar cumprindo a norma NR5, regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre algumas tarefas da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

Essa revelação foi surpreendente, principalmente por que, segundo relato, existe unidades na Unicamp sem alvará dos bombeiros para funcionar, e não tem ocorrido treinamento de combate ao incêndio em todos os lugares.

A assembleia decidiu encaminhar um ofício à CIPA para cobrar respostas e também pretende solicitar à reitoria uma reunião presencial para discutir a situação.

Eleições Sindicais

É importante que a categoria fique atenta à eleição do STU, convocada em Edital para ocorrer no dia 15 de março na Área da Saúde e nos dias 16 e 17 nos campi de Campinas, Paulínia, Limeira e Piracicaba.

Em breve será convocada assembleia para definir o Regimento Eleitoral e eleger a Comissão Eleitoral.

Todas as informações serão publicadas em nosso site e redes sociais, fique de olho nos comunicados.

Por fim, foi informado que o STU vai distribuir exemplares do livro “A história de luta dos trabalhadores da Unicamp”, que registra uma história rica em detalhes com depoimentos importantes, documentos e imagens que constroem a trajetória da Assuc (Associação dos Servidores da Unicamp), entidade pioneira na organização dos funcionários públicos.

O livro com 400 páginas foi publicado pela Editora da Unicamp que decidiu repassar cerca de 600 exemplares à entidade que vão chegar às mãos dos filiados e filiadas que poderão se aprofundar sobre a luta da categoria que construiu uma das universidades de maior destaque no Brasil e no mundo.

porFernanda de Freitas

LIVE | Docentes negros nas Universidades Brasileiras hoje e os impactos das cotas étnico-raciais

Na sexta-feira (19/11), às 19h, a ADunicamp, em parceria com o STU, promove a live “Docentes negros nas Universidades Brasileiras hoje e os impactos das cotas étnico-raciais para mudanças no atual cenário”.

Participam do evento as docentes:

  • Luiza Oliveira, professora da Universidade Federal Fluminense;
  • Maria Valéria Barbosa, professora da Unesp de Marília e presidente da Comissão de Averiguação da Política de Reservas de Vagas para Pessoas Pretas e Pardas da Unesp;
  • Monica Abrantes Galindo, professora da Unesp de São José do Rio Preto.

A mediação será da professora Debora Cristina Jeffrey, professora da Faculdade de Educação da Unicamp.

O evento será transmitido no Facebook e, também, no canal da ADunicamp no YouTube: youtube.com/adunicamp. O STU irá retransmitir em seu Facebook esse evento.

Participe!

porFernanda de Freitas

CONVOCATÓRIA | Assembleia Geral Virtual – 23/11, às 10h.

A Diretoria do STU realizará no dia 23/11 (terça-feira), às 10h, uma Assembleia Geral Virtual para discutir os indicativos do Fórum das Seis referentes à proposta de atualização da Pauta Unificada/2021, sendo:

  • Reposição de 20% em janeiro/2022, quando os efeitos da LC 173 estarão encerrados. Esse índice corresponde à inflação me­dida entre maio/2019 e dezembro/2021;
  • Negociação ime­diata tanto da valoriza­ção dos níveis iniciais das carreiras, com base nas propostas do Fórum das Seis;
  • Plano de reposi­ção das perdas restantes, a partir de maio/2012, com a perspectiva de zerá-las na data-base de 2022, incluindo a atualização da infla­ção até abril/2022.
  • Formas de mobilização da categoria e de pressionar os reitores.

Em algumas categorias, já há propostas de atos públicos em janeiro.

O link para a assembleia

https://meet.google.com/jxt-jvmk-gwx

Somente a luta unificada é capaz de garantir avanço na pauta. Venha para a assembleia e traga os seus colegas de trabalho.

Confira mais informações sobre a data-base 2021 no Boletim do Fórum das Seis – 12/11/2021

porFernanda de Freitas

Reajuste de 20% em janeiro, plano de recomposição de perdas e valorização dos níveis iniciais das carreiras, já!

Índice corresponde à perda inflacionária de maio/19 a dezembro/21. Com inflação a galope e silêncio do Cruesp, Fórum das Seis atualiza reivindicações.

Rodada de assembleias de base até 24/11 deve discutir a atualização da Pauta Unificada deste ano e indicativos de mobilização.

Quando o Fórum das Seis apresentou ao Conselho de Reitores (Cruesp) a Pauta Unificada da data-base 2021, no dia 6 de abril, o reajuste necessário para recompor os salários nas universidades estaduais paulistas ao nível de maio/2012 era de 29,81%. A reivindicação, naquele momento, era de 8% em maio/2021 e um plano, de médio prazo, para reposição das perdas restantes.

Nas duas únicas reuniões entre as partes – nos dias 10/6 e 15/7/2021 – os reitores ancoraram-se em suas interpretações da Lei Complementar (LC) 173 para dizer que, mesmo reconhecendo as perdas e estando cientes da boa situação financeira das instituições, apesar da pandemia, estavam impedidos de mexer nos salários até dezembro/2021. Concordaram apenas em criar um grupo de trabalho (GT) para estudar propostas de recomposição de perdas e, também, de valorização dos níveis iniciais das carreiras. Embora tenha se comprometido a agendar reuniões do GT ainda no mês de julho, o presidente do Cruesp e reitor da USP, Vahan Agopyan, não honrou a palavra empenhada publicamente.

O mínimo que os/as servidores/as docentes e técnico-administrativos/as esperavam era uma real negociação das perdas, ainda que os acertos tivessem início em janeiro/22.

Chegamos a meados de novembro e o fim da vigência da famigerada LC 173 se aproxima. No entanto, o Cruesp segue em silêncio frente às seguidas cobranças do Fórum das Seis. A inflação, entretanto, soa mais estrondosa que nunca.

Inflação galopante e assustadora

Reunidas em 10/11, as entidades que compõem o Fórum das Seis avaliaram os números da inflação que assola o país nos últimos meses. Até abril/21, como dito acima, o índice necessário para recompor o poder de compra dos salários aos níveis de maio/2012 era de 29,81%. A inflação (INPC-IBGE) de maio a outubro de 2021 é de 5,96% e uma estimativa conservadora aponta uma inflação de maio a dezembro de 2021 de 8,52%. Considerando estes valores, a reposição necessária para recuperarmos o poder de compra de maio/2012 sobe para 40,87%.

Em outras palavras: em dezembro de 2021 nosso salário estará valendo 40,87% menos do que valia em maio/2012.

Pauta atualizada: 20% em janeiro e negociação imediata do restante das reivindicações do Fórum das Seis

ÍndiceMaio/19 a dez/21
IPC-FIPE20,35%
IPCA18,38%
INPC19,63%

Considerando a suspensão da data-base de 2020 – pelo Fórum das Seis, devido ao início da pandemia – e a ausência de negociações até este momento na data-base de 2021, e diante da queda brutal do poder aquisitivo das categorias, o Fórum das Seis atualiza a Pauta Unificada 2021 e apresenta ao Cruesp as seguintes reivindicações:

  1. Reposição de 20% em janeiro/2022, quando os efeitos da LC 173 estarão encerrados. Esse índice corresponde à inflação medida entre maio/2019 e dezembro/2021, como mostra o quadro.
  • Negociação imediata tanto da valorização dos níveis iniciais das carreiras, com base nas propostas do Fórum das Seis, quanto de um plano de reposição das perdas restantes, a partir de 2012, com a perspectiva de zerá-las na data-base de 2022, incluindo a atualização da inflação até abril/2022. 

Perdas estimadas de maio/19 a dezembro/21 

BASTA DE ENROLAÇÃO E DE FALTA DE RESPEITO ÀS CATEGORIAS E A COMPROMISSOS ASSUMIDOS!

Universidades têm caixa

A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do qual saem os recursos para as universidades (9,57% da quota-parte do estado/QPE), continua superando todas as expectativas. As previsões iniciais da Secretaria da Fazenda do Estado para 2021 – de R$ 118 bilhões – foram superadas com folga e devem chegar ao final do ano em valores superiores a R$ 135 bilhões.

Por conta desse aumento na arrecadação, as universidades receberão, até o final do ano, um valor de mais de R$ 1,6 bilhões além do previsto em seus orçamentos de 2021, aprovados em dezembro de 2020. Ao contrário do alardeado pelo governador João Doria, em entrevista coletiva no dia 20/10, após reunião com os três reitores, as universidades estaduais paulistas não estão recebendo esse montante “a mais” e sim recebendo o que é seu de direito, devido aos 9,57% do ICMS-QPE. Ou seja, não se trata de nenhum “apreço” especial pela ciência ou pelas universidades, mas sim o repasse decorrente do aumento da arrecadação do ICMS.

Comprometimento com salários é o menor da história

Em rota inversa do aumento de recursos para as universidades, os salários dos servidores estão em queda livre. O comprometimento com pessoal (segundo dados da planilha do Cruesp) é o mais baixo da série histórica desde o advento da autonomia universitária (1989): a média das três universidades indica um comprometimento médio acumulado, de janeiro a outubro/2021, de 69,99% (68,16% na Unesp, 68,98% na USP e 71,96% na Unicamp).

Planilha Cruesp de janeiro a outubro/2021: Queda acentuada nos gastos com salários

Situação na Unesp é ainda mais grave

Em maio/2016, a Unesp não honrou o reajuste de 3% concedido pelo Cruesp, implodindo uma política de isonomia de reajustes vigente desde o início das negociações com o Fórum das Seis.

Após sucessivas cobranças, ignoradas pelas gestões anteriores, a atual reitoria da Unesp informa que aplicará os 3% a partir de janeiro de 2022, mas sem pagar os valores retrativos a maio de 2016. No entanto, não é possível esquecer o significativo prejuízo causada pelo calote de maio/2016 até hoje, que corresponde a uma perda em torno de 2,7 salários para cada servidor, de acordo com cálculos da Adunesp e do Sintunesp.

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FÓRUM DAS SEIS INDICA RODADA DE ASSEMBLEIAS DE BASE ATÉ 24/11

Fique atento/a ao chamado da sua entidade. As categorias devem discutir:

  1. A proposta de atualização da Pauta Unificada/2021 e a reivindicação a ser apresentada ao Cruesp: 20% em janeiro/22, negociação da valorização dos níveis iniciais das carreiras e de um plano de reposição do restante das perdas em maio/2022, com a perspectiva de zerá-las na data-base do ano que vem, incluindo a atualização da inflação até abril/2022)
  2. Formas de mobilização e pressão. Em algumas categorias, já há propostas de atos públicos em janeiro.        

No dia 25/11, o Fórum das Seis volta a se reunir para avaliar o resultado das assembleias de base, atualizar a Pauta Unificada e definir os próximos passos.

porFernanda de Freitas

As desigualdades socioeconômicas que atingem a população negra

Novembro dedicado ao dia/mês da consciência negra é um momento nacional de reflexão sobre a necessidade da contínua discussão da formação social brasileira e as relações de poder que colocou à margem parte da população brasileira, em situação vulnerabilidade e insegurança, e também nos  provoca a pensar ações de forma mais intensa que instituem políticas de reconhecimento, reparação e valorização  da população  negra no Brasil. 

56,10%, esse é o percentual de pessoas que se declaram negras no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE portanto, a maioria da população. Mas as desigualdades socioeconômicas atingem essa grande maioria da população.

Covid

O Mapa da Desigualdade apontou, em setembro deste ano, que entre a população negra, 47,6% das mortes ocorreram por causa da Covid-19; já entre a população branca foram 28,1%.

Mortalidade materna entre mulheres negras

Mulheres negras e pardas são a maior parcela entre as vítimas da morte materna. Dos 1.204 óbitos maternos registrados entre 2020 e 2021, em decorrência da Covid-19, 56,2% foram de mulheres pardas e pretas. Nessa população, o risco de morte foi quase duas vezes maior do que entre as mulheres brancas

Violência

De acordo com Atlas da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os altos números de violência letal contra a população negra são uma das principais expressões da desigualdade racial no Brasil. Em 2018, a população negra representou 75,7% das vítimas de homicídios no Brasil. Também compõem mais de 60% da população carcerária do país. 

Além disso, as mulheres negras são vítimas mais recorrentes de homicídios e  feminicídios (61%) .

Distribuição de renda e  Mercado de trabalho

No Brasil, os negros ganham menos do que os brancos, mesmo sendo a maior força  de trabalho, 54,9%.  Por outro lado  representam dois terços das pessoas que não têm emprego, trabalham menos horas do que gostariam  ou que estão na informalidade segundo estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, do IBGE.

Representatividade no poder

Pardos e pretos são minoria no Poder Legislativo,  apenas 24,4% dos deputados federais e 28,9% dos deputados estaduais eleitos em 2018. A  representação é um importante instrumento para a construção de debates e projetos que diminuem a desigualdade no Brasil

Dificuldade em continuar estudando

Embora a escolaridade no Brasil tenha avançado, ainda hoje existem 10,1 milhões de jovens que não completaram alguma das etapas da educação básica. Do total, 71,7% são pretos ou pardos. A principal justificativa para o abandono escolar é a necessidade de trabalhar. 

Os dados e números  se agravaram imensamente  durante  o governo Bolsonaro, que sempre teve atitudes e falas racistas, inclusive enfraquecendo a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR). 

No dia 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, entidades sindicais e movimentos populares estarão mais uma vez nas ruas contra a política genocida de Bolsonaro, em defesa da igualdade racial, da vida, da democracia e do emprego. Em Campinas teremos a 20ª Marcha Zumbi dos Palmares, com concentração a partir das 9h30, na Estação Cultura, no centro da cidade. O STU juntamente com a ADunicamp está propondo uma programação. Fique de olho nos nossos canais de divulgação para saber mais informações sobre as celebrações.

porFernanda de Freitas

ATO CONTRA O FIM DO SERVIÇO PÚBLICO

Hoje (28/10) às 16h na Praça da República, em SP

Vamos realizar grande ato para defender os direitos das trabalhadores de trabalhadoras do serviço público,  lutar contra o ataque ao serviço público e a população.  Precisamos impedir a votação da PEC32  que decreta o fim da carreira dos servidores públicos.

O STU estará fazendo  uma caravana para o ato em São Paulo, o ponto de encontro na sede do STU  às 13h.

Participe de  forma presencial e virtual

DIGA NÃO À REFORMA ADMINISTRATIVA

A PEC 32 (Reforma Administrativa) se apoia em informações falsas, dados inconsistentes, estudos a que ninguém pode ter acesso, velhos preconceitos e uma forte carga ideológica para aprovar uma agenda que dá carta branca para políticos dominarem completamente a máquina estatal.

Vamos pressionar os parlamentares para votarem contra à PEC

Acesse o link:

https://napressao.org.br/campanha/diga-nao-a-reforma-administrativa

porFernanda de Freitas

STU SE REÚNE COM CECOM PARA DISCUTIR A PAUTA DE VACINAÇÃO

No dia 15/10,  o STU participou de uma reunião com a direção do CECOM para discutir a pauta das vacinas, a partir das demandas levantadas por diretoras do sindicato da área de saúde. O diretor Kiko esteve na reunião representando  o STU , e  pelo CECOM  (Centro de Saúde da Comunidade) estiveram presentes a coordenadora Rose e o coordenador adjunto Rogério.

Na reunião foram pontuadas as seguintes questões:

Responsabilidade  sobre a vacinação

Cabe às Secretarias de Saúde Municipal e Estadual. No caso da 3º dose, assim como ocorreu no início da vacinação em que os hospitais ficaram responsáveis por vacinar suas equipes, esse procedimento foi mantido para a dose de reforço.  A Secretaria de Saúde repassou 4 mil doses da vacina para Unicamp. A Unicamp optou por usar o sistema de agendamento da Secretaria Municipal de Saúde  para permitir organizar melhor o processo de vacinação e dar liberdade de escolha dos dias e horários mais convenientes para o funcionário. Por isso a inscrição e o agendamento é o mesmo da Secretaria Municipal de Saúde.

Quem pode e deve tomar a 3ª dose

Trabalhadores da saúde que  receberam a última dose (2ª dose)  da vacinação inicial  há  mais de seis meses.  Nesta primeira fase destina-se aos trabalhadores que tomaram a segunda dose nos meses de janeiro/fevereiro/março. O calendário dos que tomaram a 2º dose em abril será aberto em breve. Apesar do CECOM estar realizando a vacinação da 3ª dose, o trabalhador da saúde também pode tomá-la na unidade de saúde de sua cidade, mediante a devida comprovação.

Sobre o horário da vacinação – das 8h30 às 14h30

Com o objetivo de permitir uma melhor distribuição e organização do processo de operacionalização da vacina, a campanha está ocorrendo no espaço da Legolândia / FCM.

A partir das 8h30

 De acordo com o CECOM a sistematização na logística de preparação, transporte e segurança, dificulta a antecipação desse horário.

 Até às 14h30

O limite é decorrente  da abertura do lote de vacinas  e a necessidade de tempo –  se houver sobras de doses –  em repassá-las  aos postos de saúde para serem utilizadas no mesmo dia. Uma vez aberto o lote, ele não pode ser armazenado de um dia para o outro. Com base nessa estrutura, o CECOM não conseguiu adequar um horário mais abrangente para atender os trabalhadores do período noturno.

Sobre as 1ª e 2ª doses

O  processo de vacinação fora esse da 3ª dose é conduzido pela Secretaria de Saúde, utilizando os critérios públicos de inscrições. Nesse caso, todos com mais de 18 anos, que ainda não tomaram devem agendar no sistema da Secretaria de Saúde.

Compromissos que o CECOM assumiu para o STU

– Elaborar uma planilha com os dados comparativos entre o percentual de vacinados e  como o horário influiu no processo do esquema vacinal de reforço. E a partir dos dados levantados,   discutir alternativas com o sindicato  que facilite a vacinação da 3º dose dos trabalhadores do período noturno.

– Organizar uma nota informativa às unidades de saúde dando mais esclarecimentos sobre o processo de vacinação.

porFernanda de Freitas

Retorno ao trabalho presencial com segurança

 Na última quarta-feira (20/10) aconteceu uma reunião entre o STU e representantes com a Reitoria para dar continuidade no debate da  pauta sobre  a política sanitária do retorno. A reunião é a  continuidade do encontro realizado em 13 de setembro. O STU   destaca a importância da continuidade das medidas necessárias para proteção dos funcionários.

Diversos pontos que tratam  de garantias à saúde e na segurança dos/as trabalhadores/as

Os fretados

A reitoria se comprometeu a fazer uma discussão específica  com o STU e a prefeitura do campus para discutir as questões específicas do fretado no que diz respeito a ventilação e distanciamento. 

Ambientes interno

 Foi anunciado  um conjunto de providências para garantir a filtragem do ar nos aparelhos de ar condicionados, mas  estas dependem de contratações.

Avaliação sanitária das Unidades

Alegou que delegou aos comitês locais  um balanço das dificuldades sanitárias nas unidades e que fará uma cobrança com agenda para que se tenha um balanço da situação. As unidades devem recorrer se necessário as análises técnicas arquitetônicas e da segurança do trabalho.

Máscaras

A Unicamp reafirma política centralizada de distribuição das máscaras e mantém como prioridade a distribuição de máscaras tipo cirúrgica e as Pff2 só para situações específicas. 

Os representantes reafirmaram a preocupação com política do retorno, sem que as condições sanitárias sejam asseguradas e que a reitoria deveria ampliar o debate com as entidades, uma vez que  existe a tendência no agravamento dos problemas  na medida da ampliação do retorno e aumento da população que frequenta o ambiente universitário.

porFernanda de Freitas

Sob denúncia de troca de votos por emendas, Alesp aprova PLC 26 em noite de ataques aos serviços públicos e ao funcionalismo

Após duas semanas de mobilização do funcionalismo estadual paulista, que conseguiu brecar a aprovação do projeto de lei complementar (PLC) 26/2021 na Assembleia Legislativa, a base governista deu o bote final na noite de 19/10. Sob denúncias de distribuição de emendas em troca de votos, a Alesp aprovou, por 50 a 29, a minirreforma administrativa desejada pelo governador João Doria. 

As entidades que compõem o Fórum das Seis participaram ativamente das mobilizações presenciais e virtuais contra o projeto desde que foi protocolado, em 5/8, em regime de urgência. Elas atuaram organizadas na Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, que reúne cerca de 80 sindicatos e movimentos representativos do funcionalismo.

O PLC 26 confisca uma série de direitos e dificulta bastante o usufruto de outros. Disciplina e amplia as contratações temporárias, retira a correção anual do adicional de insalubridade pelo IPC e o extingue durante o gozo de licença-prêmio, restringe e dificulta o acesso ao abono de permanência, entre outros, como mostra intertítulo abaixo.

Parlamentares de joelhos

                O deputado Campos Machado (Avante), opositor ao projeto, acusou os/as parlamentares que somaram fileiras com os ataques de Doria. “Arrastaram-se de joelhos sob os pés do governador para pedir emendas voltadas a seus redutos eleitorais em troca de apoio ao PLC 26”, disse na tribuna.

                “O funcionalismo deve denunciar os deputados traidores do povo, que votaram sim ao perverso projeto de Doria, que prejudica e ataca os direitos dos servidores públicos do estado”, conclamou o deputado Carlos Giannazi (PSOL).

                Márcia Lia e Emídio de Souza, do PT, ressaltaram o grande prejuízo à população com a ampliação das contratações temporárias e apontaram a hipocrisia de deputados/as que fazem homenagens públicas a médicos/as, enfermeiros/as, professores/as enquanto os atacam na Alesp.  

                Já o deputado Caio França (PSB) criticou a criação do programa de Bonificação por Resultados para os setores onde ainda não existe (Nota da redação: esta medida não se aplica às universidades). “Apresentam a medida como se fosse positiva, mas na verdade é um retrocesso, pois o bônus não resolve a defasagem salarial e, além disso, será dado a critério dos secretários de estado, o que poderá ferir princípios basilares da administração pública, como o da impessoalidade.”. 

Os principais prejuízos aprovados

Com a aprovação do PLC 26/2021, alguns direitos do funcionalismo são confiscados e outros passam a vigorar sob critérios rígidos. Estas são as principais mudanças:

– O PLC 26 estende a Bonificação de Resultados, baseada em produtividade, a vários setores do serviço público paulista (as universidades estaduais ficam de fora, devido à autonomia administrativa e de gestão);

– Disciplina a contratação de temporários;

– Extingue as faltas abonadas;

– Acaba com a correção anual pelo IPC do adicional de insalubridade;

– Acaba com o pagamento de insalubridade nas licenças-prêmio;

– Revoga o pagamento das licenças-prêmio na aposentadoria e falecimento;

– Estabelece novos critérios (mais rígidos) e menores valores para a concessão do abono permanência, que valerá pelo período de 12 meses, podendo ser revisto.

Veja quem são os 50 fantoches de Doria

via Fórum das Seis

porFernanda de Freitas

Reunião Preparatória sobre retorno ao trabalho presencial

No dia 20 acontecerá uma reunião junto à reitoria que dará prosseguimento na discussão sobre o retorno presencial dos trabalhadores e trabalhadoras da UNICAMP.

Na última reunião (13/09) diversas questões sobre a adoção de medidas sanitárias seguras aos trabalhadores ficaram pendentes de discussão.

O STU organizou uma plenária para tratar das questões legais e técnicas do retorno. Durante o encontro, ficou evidente a existência de muitas dúvidas dos trabalhadores sobre as condições sanitárias adequadas prometidas pela universidade.

Foram realizados os seguintes apontamentos: falta um plano que dê visibilidade às questões imediatas e futuras, para se criar um ambiente de retorno com ventilação e iluminação natural nos prédios, funcionamento dos restaurantes, fretados etc.

O retorno aumenta a circulação de pessoas e quando ocorrer o retorno dos estudantes a movimentação será ainda maior.

Por isso haverá reunião virtual (link: https://meet.google.com/xoq-pxpe-jhv) na segunda-feira (18), às 10h, para tratarmos sobre essa pauta a fim de levarmos para reunião com a reitoria.

porFernanda de Freitas

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porFernanda de Freitas

Por unanimidade Consu revoga título Honoris Causa do Cel. Jarbas Passarinho

Em reunião histórica, o CONSU revogou o título Doutor Honoris Causa concedido ao coronel Jarbas Passarinho. O título foi concedido em 1973, sob a mão repressora da ditadura militar e teve sua revogação pautada pela ADunicamp, após longo trabalho do Grupo de Trabalho “Unicamp pela Democracia”

Na 173ª reunião ordinária do Conselho Universitário da Unicamp (CONSU), realizada dia 28/9, por unanimidade, foi revogado o título de Doutor Honoris Causa concedido em 30 de novembro de 1973 ao Coronel Jarbas Gonçalves Passarinho. Trata-se de uma decisão histórica, que anulou o título honorífico outorgado no auge da ditadura a um conspirador e signatário do Ato Inconstitucional Nº5 (AI5).

“Esse é o momento de a gente reparar essa história. Ao revogar este título estaremos fazendo a reparação histórica daquela decisão, deixando clara que ela foi tomada, então em 1973, em função do contexto (ditadura), não tendo nenhuma relação com os méritos necessários previstos em nosso estatuto. E ao fazer isso, essa reparação histórica, representa que estaremos abraçando a nossa história, de uma universidade comprometida até a raiz com a democracia”, disse o Reitor da Unicamp, Prof. Tom Zé, em sua fala que antecedeu a votação, que foi realizada de maneira nominal e pública (o vídeo poder ser conferido neste link).

O GT Unicamp pela Democracia

A presidente da ADunicamp, professora Silvia Gatti (IB/Unicamp), foi a primeira a fazer uso da palavra, uma vez que foi por meio da instituição que o debate voltou ao cenário universitário depois de 2014, quando, no CONSU, a proposta não obteve o número mínimo necessário de votos para a revogação do título. A professora Gatti relembrou os trabalhos dos últimos meses e destacou a importância da criação do Grupo de Trabalho (GT) “Unicamp pela Democracia”, motivada por uma carta dirigida à diretoria da ADunicamp e subscrita por mais de 400 docentes e pesquisadores/as da Unicamp.

De acordo com a professora, a Diretoria da entidade aceitou de imediato o desafio e considerou que, “diante da relevância proposição, essa deveria ser uma missão das entidades representativas das categorias da Unicamp”. A partir daí, o GT foi construído cuidadosamente por docentes, pesquisadores/as, estudantes e funcionários/as da Unicamp nas representações das entidades ADunicamp, APG, DCE e STU.

“O GT estudou estratégias e buscou documentos que pudessem ser analisados e que fizessem parte da história da nossa universidade na defesa da democracia, para mostrar aos nossos alunos e outros membros da comunidade, que não vivenciaram o período da ditadura brasileira. O GT buscou fatos e dados históricos que devem ser sempre lembrados para que não sejam repetidos”, disse a presidente da ADunicamp. O trabalho do GT deu origem a um extenso dossiê, encaminhado ao CONSU, e que pode ser acessado neste link.

A Motivação

O professor Caio Navarro de Toledo (IFCH/Unicamp), docente aposentado e membro da Comissão da Verdade e Memória “Octávio Ianni”, falou em nome do GT e destacou o significado e tradução da honraria: “por causa de honra”.

Caio lembrou do artigo 158 do Estatuto da Unicamp, que estabelece que o título de Doutor Honoris Causa será conferido a “pessoas que tenham contribuído, de maneira notável, para o progresso das ciências, das letras ou das artes”, ou ainda “aos que tenham beneficiado, de forma excepcional, a humanidade ou tenham prestado relevantes serviços à Universidade”. Com base na bibliografia histórico-política do repressor Jarbas Passarinho, ficou claro que a revogação do título é uma reparação histórica às pessoas e famílias que sofreram durante os anos de chumbo e crimes cometidos pela ditadura.

“São várias as razões que nos levaram a assumir este compromisso diante de toda a comunidade acadêmica da Unicamp e, também, diante de toda a sociedade brasileira. Bastaria lembrar que o Coronel Jarbas Passarinho foi um dos signatários do AI5, responsável por anos de perseguição em nosso país e que significou a permissão de governantes a desferir punições de maneira arbitrárias contra os e as que eram considerados inimigos do governo na ditadura”, disse a professora Gatti, que em seguida destacou as orientações da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão da Verdade e Memória “Octávio Ianni”.

“Há ainda, nos documentos históricos, as orientações da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão da Verdade e Memória “Octávio Ianni”, que explicitam que o título concedido ao Coronel Jarbas Passarinho, outorgado em plena ditadura – e só assim o seria – não atendia aos requisitos necessários definidos pela própria instituição (Unicamp)”, disse a professora Gatti.

“A comunidade acadêmica da Unicamp busca ser consequente com as conclusões e orientações das Comissões, em particular com a Comissão da Verdade e Memória “Octávio Ianni”. Por meio de uma recomendação da Comissão Nacional da Verdade, todos os órgãos públicos e privados do país devem se empenhar pela revogação de honrarias concedidas a servidores da ditadura militar”, contextualizou o professor Caio. 

Após praticamente três horas de falas emocionadas, com o gesto de revogação do título concedido no passado, a Unicamp se junta às vozes progressistas desse país em uníssono e diz: Ditadura Nunca Mais!

Fonte: ADunicamp