Arquivo mensal 13 de julho de 2022

porFernanda de Freitas

PEC do piso da enfermagem é aprovada em 1º turno na Câmara dos Deputados

Nesta terça-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno o texto-base da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do piso salarial da enfermagem.

Com 425 votos favoráveis, sete votos contra e uma abstenção, a PEC 11/2022 precisa ser votada em segundo turno, previsto para acontecer ainda hoje.

A PEC estabelece uma segurança jurídica para o Projeto de Lei 2564/2020, que já está aprovado no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

Vale destacar que o projeto de lei institui a remuneração mínima de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras.

Segundo a Constituição Federal, projetos de lei que aumentam a remuneração de servidores públicos só podem ser propostos pelo presidente. Como há um grande contingente de profissionais da saúde trabalhando em hospitais públicos, a aprovação da PEC 11/22 traz legitimidade e segurança jurídica e também evita questionamentos judiciais a respeito do piso.

Imagem de Yerson Retamal por Pixabay 
porStéphane Powaczuk

STU convida para roda de conversa sobre Mulheres e LGBTQIA+

As Coordenações de Mulheres e LGBTQIA+ do STU vão realizar uma roda de conversa com café no dia 14/07, às 9h, sobre mulheres e LGBTQIA+ e espera você para participar.

Ameaça para as Mulheres

– Recentemente falamos sobre a menina de 11 anos que teve o direito de aborto violado depois de ser estuprada;

– Há duas semanas a atriz Klara Castanho de 21 anos teve o sigilo violado depois de ser estuprada e encaminhar a criança a adoção;

– Essa semana uma mulher é estuprada enquanto realizava uma cesárea.

A mulher brasileira e o grupo LGBTQIA+ não tem um momento de sossego, e o pior, justamente por sermos quem somos.

Feminicídio no Brasil

Infelizmente os dados não são bons, em 2021 nosso país registrou um estupro a cada 11 minutos, e um Feminicídio a cada 7 horas, segundo um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Convivemos com elevadas estatísticas de violência praticadas contra as mulheres, o que torna o Brasil o 5 º país com maior taxa de homicídios contra as mulheres, segundo dados do Mapa da Violência 2015 (Cebela/Flacso).

Confira o cronometro da violência contra as mulheres no Brasil:

Existe uma lei do Feminicídio, que é a Lei 13.104/15, mas ela se aplica apenas a casos como: violência doméstica ou familiar, ou menosprezo ou discriminação contra a condição da mulher.

Medidas para enganar as mulheres

O atual governo lançou um programa chamado Emprega + Mulheres e Jovens, furada na certa! A Medida Provisória 1116/2022, na prática vai servir para jogar nas costas dos/as trabalhadores/as as obrigações que deveriam ser do governo e dos empresários. O objetivo dela é promover mais flexibilidade nos direitos trabalhistas.

Estamos abertas para conversar sobre estes e outros assuntos, e por isso a sua presença é muito importante nesse encontro.

Entendemos que muitas vezes são temas delicados, mas estamos aqui para debater e encontrar formas de nos fortalecer para juntas lutarmos contra qualquer tipo de violência que possa acontecer para as mulheres e o grupo LGBTQIA+.

Te esperamos dia 14/07, às 9h, com um café quentinho na sede do STU.

Confira a seguir o vídeo da Técnica em Enfermagem e diretoria do STU, Elisiene Lobo sobre a reunião:

porFernanda de Freitas

Intolerância, ódio e violência política aumentam durante a pré-campanha eleitoral

Incentivados pelo discurso de ódio do presidente, apoiadores, milicianos, bolsonaristas e até terroristas, todos “cidadãos de bem”, propagam a intolerância, agem com violência e seguem impunes no país.

Na última semana foram quatro episódios graves de violência política: tiro na redação do jornal Folha de S. Paulo; ataque com fezes, ovos e terra ao carro do juiz que determinou a prisão do ex-ministro do MEC, Milton Ribeiro; bomba caseira lançada contra o ato público de Lula, na Cinelândia/RJ e a invasão de uma festa de aniversário por um policial penal federal bolsonarista que assassinou o aniversariante, um dirigente petista, em Foz do Iguaçu (PR).

Na mesma semana, em sua live, o presidente afirmou “Não preciso dizer o que estou pensando, ou o que está em jogo. Você sabe como você deve se preparar, não para um novo Capitólio, ninguém quer invadir nada. Mas sabemos o que temos que fazer antes das eleições”.

Para bom entendedor esse recado está bem explícito, o objetivo é inviabilizar a eleição.

Cortina de fumaça

Quanto mais cobramos democracia, empregos, direitos, o fim da destruição do Estado e da fome, mais aumenta a escalada de violência contra sindicalistas, militantes e parlamentares opositores do governo.

Não é coincidência, isso tem um nome, chama-se cortina de fumaça!

Para abafar a insatisfação da classe trabalhadora que denuncia o mau governo e essas medidas eleitoreiras que não resolvem o problema da população carente, setores conservadores promovem diversos atentados para desviar a cobertura da imprensa e minar o poder de mobilização dos cidadãos.

Esses bolsonaristas que querem encobrir o escândalo no MEC, minimizar a retirada dos nossos direitos e nos intimidar intensificando os ataques aos grupos progressistas, não vão nos calar.

Essa polarização ideológica iniciada pelo presidente prejudica o futuro do país e não tem nada a ver com a luta do bem contra o mal como ele prega.

Esses e outros episódios de intolerância política e violência são crimes e as autoridades devem investigar todos os casos, identificar esses agressores, punir com rigor os culpados e, principalmente, coibir qualquer tentativa de intimidação.

A diretoria do STU repudia veementemente a escalada de ataques e quaisquer outros atos violentos que ameaçam a democracia e as instituições do país ou colocam em risco a vida e o direito de livre manifestação das pessoas.

porFernanda de Freitas

Pauta Específica traz cobranças urgentes como carreira e correção de benefícios

Quinta-feira passada (6), a diretoria do STU protocolou a Pauta Específica de Reivindicações 2022 e um ofício solicitando o agendamento de uma reunião com a reitoria para iniciar as discussões sobre a pauta.

Na pauta estão elencadas 29 demandas que cobram a garantia de abertura de concursos públicos; correção anual dos benefícios (alimentação / refeição / criança / especial), inclusive do período em que os benefícios foram congelados; cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta que coíbe o assédio moral, teto único para todos (docentes e funcionários), entre outras reivindicações.

Demandas salariais

Sabemos que, mesmo na pandemia, o caixa da Unicamp cresceu à medida que o arrocho salarial e as condições de trabalho só pioraram. Além disso, o reajuste salarial de 20,67%, feito em março passado, não foi capaz de repor a defasagem salarial.

Para minimizar essas perdas e fazer valer o compromisso histórico de isonomia salarial com a USP cobramos o pagamento de auxílio-alimentação no valor de R$ 1.596,94 e vale refeição de R$ 990,00.

A pauta prevê ainda a redução do custo da alimentação no bandejão, pagamento de periculosidade para os estatutários da vigilância e demais setores da segurança e o reajuste anual do auxílio-transporte para os funcionários que residem fora de Campinas.

Tem também a incorporação da contagem do tempo de trabalho, que foi suspensa pela Lei Complementar 173/20 na pandemia e pagamento de 30% da GR no período de nov/2017 a jun/2020.

Lutas históricas

Devido à insatisfação gerada no processo de progressão da carreira cobramos novamente a sua reformulação com discussão feita em comissão paritária (STU e reitoria).

Por conta da especificidade do trabalho nossa pauta incorpora as reivindicações das professoras da DEdIC, dos profissionais da Saúde e dos engenheiros.

Sempre buscando a melhoria das condições de trabalho exigimos o fim das terceirizações e a abertura de discussão sobre o teletrabalho.

Dada a urgência de algumas demandas, esperamos que o reitor não fuja da negociação, como tem feito em relação à Pauta Unificada do Fórum das Seis.

Clique aqui para baixar a íntegra da Pauta Específica de Reivindicações dos Trabalhadores da Unicamp – 2022.

porStéphane Powaczuk

VITÓRIA: PEC que proíbe cortes na Educação passa na CJC

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (6/7), por ampla maioria (40 votos favoráveis e 12 contrários), o parecer do relator à PEC 96/2019 pela admissibilidade da proposta. A PEC 96/2019, de autoria da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), visa proibir os contingenciamentos orçamentários na educação pública, o que representa uma grande vitória. A proposta inclui no artigo 166 da Constituição a obrigatoriedade de execução integral da programação orçamentária relativa à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

Foto: Fasubra

A pressão de entidades da Educação foi fundamental para a aprovação da PEC na CCJC. Nesta terça-feira (5/7), as entidades do setor, entre elas a FASUBRA Sindical, divulgaram uma carta aberta por sua aprovação. O documento também foi entregue pessoalmente a diversos parlamentares integrantes da Comissão. Após a aprovação da constitucionalidade, a proposta segue agora para uma Comissão Especial que vai analisar o mérito e, em seguida, para o Plenário.

Na carta, as entidades destacam que a Constituição Cidadã de 1988 positivou a educação como direito de todos e como dever da família e do Estado. “Entretanto, em praticamente todos os anos e, certamente em todos os governos, aconteceram cortes, bloqueios e contingenciamentos dessas verbas destinadas à manutenção e desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão pelas leis orçamentárias”, contestam.

O documento ainda reforça os constantes cortes no orçamento do MEC ocorridos recentemente. “O último deles no dia 23 de junho, pela Portaria SETO/ME nº 5.649/2022 no qual se efetivou mais um corte de 1,2 bilhão de reais. Desse valor, mais de R$ 600 milhões foram retirados das verbas discricionárias de Cefets, universidades e institutos federais. Várias dessas instituições já manifestaram dificuldade em cumprir com seus compromissos e até mesmo manter o seu funcionamento até o final do ano”, denunciam.

Segundo o Coord. Geral da Fasubra, e Diretor do STU, Toninho Alves fruto da pressão da Fasubra e demais movimentos estudantis, foi conseguido que essa PEC 96/19 fosse admitida pela CCJ em Brasília e dessa forma sendo encaminhada na próxima semana para votação em plenário. “Foi uma vitória estrondosa porque essa PEC garante o orçamento impositivo das instituições de educação”.

Para a FASUBRA Sindical, que defende a Educação pública, gratuita e de qualidade, é necessário manter a pressão durante a tramitação da PEC no Congresso Nacional para que a vitória seja efetivada. Em defesa da Educação! Não aos cortes!

Íntegra da carta: https://bit.ly/3NNiZcY.

Fotos: FASUBRA
Texto: colaboração FASUBRA.

porStéphane Powaczuk

Aborto no Brasil: que tipo de luta as mulheres precisam fazer pela sua liberdade?

As mulheres precisam constantemente se defender das inúmeras violências cometidas contra elas. E muitas vezes essas violências são promovidas até mesmo pelos próprios governantes do nosso país.

Recentemente o caso da menina de 11 anos, impedida de realizar o aborto legal em SC, chocou o país. O caso da atriz Klara Castanho de 21 anos, que engravidou após estupro e entregou a criança para adoção, também mostrou o quanto precisamos debater sobre esse assunto. Então agora eu te convido a mergulhar nos próximos tópicos que trouxemos para refletir a forma com a qual isso é tratado no Brasil.

Como funciona o aborto no Brasil?

No Brasil, a prática do aborto é considerada ilegal, mas tem algumas exceções definidas pelo Código Penal. Só é permitido em casos de estupro (até 22 semanas), se há risco de morte para a mãe e o bebê e fetos com anencefalia (má formação que acontece durante a gestação caracterizada pela ausência do encéfalo e calota craniana).

A Argentina fez um movimento muito forte com “panos verdes” pela legalização do aborto que foi vitorioso somente em 2020. Foto: Brasil de Fato.

Diferença em legalizar e descriminalizar

Existe uma diferença entre a legalização e a descriminalização do aborto. A legalização faz com que as possíveis sanções para o ato sejam eliminadas e exista uma regulamentação do mesmo.

A descriminalização deixa de ser ilícita apenas do ponto de vista penal. Mas ainda podem existir punições administrativas. Quando se criminaliza, abortar é considerado um crime.

De acordo com o mapa podemos ver que o Brasil é um dos países que criminaliza o aborto com exceções.

De quem é esse direito de escolha sobre o aborto?

Logo na chegada desse atual governo observamos o quanto os direitos reprodutivos e a saúde das mulheres estiveram em cheque pelo conservadorismo. A própria ex-ministra da mulher, família e direitos humanos, Damares Alves se posicionou contra o aborto em qualquer circunstância.

Para o médico ginecologista, obstetra e professor da USP, Jefferson Ferreira, “o aborto não deve ser feito pela minha convicção, mas pela convicção de cada mulher, ela que deve decidir se isso é possível ou não. Os motivos não deveriam ser do Estado, mas da mulher”. Infelizmente o parlamento conservador, e de extrema direita no Congresso Nacional encoraja propostas retrógradas com viés ideológico para nortear o nosso país.

A mídia acima do código de ética

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) anunciaram que vão apurar a denúncia da atriz Klara Castanho contra uma enfermeira que teria ameaçado divulgar para a imprensa informações sobre a entrega do bebê (fruto de um estupro) para adoção. Segundo o código de ética dos profissionais de enfermagem é preciso respeitar e manter sigilo sobre fatos que tenham acontecido em razão da atividade profissional.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), também se posicionou após o jornalista Leo Dias expor na mídia a situação pessoal da atriz. “São fortes as evidências de que o colunista feriu o Código de Ética do Jornalista Brasileiro”, disse a FENAJ.

São inúmeros os casos e acontecimentos que colocam em risco a saúde da mulher, seja por violência psicológica ou física.

O STU possui uma coordenação de mulheres, que vai realizar uma roda de conversa com café no dia 14/07, às 9h, sobre Mulheres e LGBTQIA+ e espera você para participar. Estamos abertas para conversar sobre estes e outros assuntos.

Sabemos que muitas vezes são temas delicados, mas estamos aqui para debater e encontrar formas de nos fortalecer para lutarmos contra qualquer tipo de violência que possa acontecer.

porFernanda de Freitas

Fórum Nacional das Centrais Sindicas em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

O Fórum Nacional das Centrais Sindicas em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – composto pelas Centrais Sindicais CTB, CUT, CSB, CSP Conlutas, Intersindical, Nova Central, Força Sindical e UGT – realizará no dia 13/08, às 18h, o evento preparatório para a Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde 2022, com transmissão via Zoom.

O tema do encontro será Saúde do trabalhador e da trabalhadora como direito humano fundamental: Trabalhar sim, sofrer não, morrer jamais!

O objetivo do encontro é potencializar o debate sobre a importância do SUS e da ação sindical em defesa do SUS e de suas políticas de saúde do trabalhador e da trabalhadora.  E contribuir também com as propostas da classe trabalhadora na Conferência Nacional que acontecerá em 05/08, Dia Nacional de Saúde.

O Fórum Nacional é direcionado aos secretários/as de saúde das centrais sindicais, dirigentes de sindicatos, federações e confederações 

  • Programação:
  • 18h – 18h20 – Abertura: Representações das Centrais
  • 18h20 – 18h40 – A Proteção e promoção da Saúde dos/as trabalhadores/as: um olhar a partir da Atenção Primária para o trabalho e seus impactos no território!
  • 19h – Conferência Livre Democrática e Popular de Saúde: Objetivos e Eixos
  • 19h30 – Debate
  • 20h – Apresentação do documento das centrais para a etapa nacional
  • 20h30 – Encerramento


Para mais informações clique aqui e acesse o site “Frente Pela Vida”.

Fonte: Frente Pela Vida

porStéphane Powaczuk

IX Encontro Nacional de Aposentados(as), Aposentandos(as) e Pensionistas

A FASUBRA Sindical, por meio da Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria, realiza nos dias 18, 19 e 20 de agosto, em Brasília/DF, o IX Encontro Nacional de Aposentados(as), Aposentandos(as) e Pensionistas. O encontro foi uma deliberação da última Plenária e terá como eixo principal “Respeito, Direitos e Saúde Mental em tempos de Governo de Exceção e de Pandemia”.

Entre as palestras estão temas como:

– Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), direitos não cumpridos, principalmente no atual governo;

– Decreto 10.620/2021 e suas implicações na vida de aposentados/as, aposentandos(as) e pensionistas;

– Acolhimento e atenção ao idoso e idosa em suas angústias antes e durante a Pandemia;

– Benefícios da atividade física na terceira idade;

– Idosos e idosas são imprescindíveis na escolha dos futuros dirigentes do país;

– Como dar leveza e sentido à sua vida fazendo o que você gosta;

– Problemas e desrespeito aos aposentados/as e pensionistas das estaduais.

O encontro contará com atividades como almoço dançante e apresentação do Coral Vozes do Cerrado do SINT-IFESgo, da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A Direção Nacional da FASUBRA solicita que os sindicatos enviem os nomes dos participantes para o e-mail [email protected].

Em breve divulgaremos mais detalhes.

Imagem e Texto: FASUBRA.

porStéphane Powaczuk

PEC que proíbe contingenciamentos orçamentários na Educação está na pauta da CCJC

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 96/2019, de autoria da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que visa proibir os contingenciamentos orçamentários na educação pública, está na pauta desta quarta-feira (6/7) da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. A aprovação da PEC é de extrema importância em meio ao desmonte do Estado e dos constantes cortes do orçamento da Educação. Pressionem os deputados e deputadas que compõem a CCJ no link: https://bit.ly/3AodazG.

A proposta foi apresentada em meio às mobilizações do Tsunami da Educação de 2019 contra os cortes de até 30% no orçamento da educação pelo governo Bolsonaro e inclui no artigo 166 da Constituição a obrigatoriedade de execução integral da programação orçamentária relativas à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

Para a autora da PEC, a proposta representa um avanço contra o esvaziamento dos orçamentos da educação e a sua aprovação na CCJC, na comissão especial que avaliará seu mérito e no Plenário da Câmara depende de mobilização permanente das categorias profissionais da educação e dos movimentos estudantis.

O relator da PEC, deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP), apresentou este ano o voto pela admissibilidade da proposta. “Não há, por conseguinte, qualquer vício de inconstitucionalidade formal ou material na proposta, bem como foram atendidos os pressupostos constitucionais e regimentais para sua apresentação e apreciação”. Veja o voto do relator: https://bit.ly/3nCzYnL.

Veja nota sobre a PEC 96/2019 da deputada Fernanda Melchionna: https://bit.ly/3OHfSVq.

Texto e foto: FASUBRA.

porFernanda de Freitas

Denúncias de suposta corrupção no MEC escancaram a crise na educação

Não dá mais para Bolsonaro repetir que não há corrupção no seu governo!

Denúncias apontam que o ex-ministro do MEC (Ministério da Educação), Milton Ribeiro, tinha um gabinete paralelo, composto por pastores evangélicos aliados de Bolsonaro, que controlava a distribuição da verba às prefeituras e a agenda do ministério.

Terceirizar a gestão de verbas a pastores de confiança por “debaixo dos panos” fere gravemente o artigo 37 da Constituição Federal que diz a administração pública “obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

Novos fatos, como o vazamento do telefonema de Milton Ribeiro a aliados e sua filha, citando o nome do presidente, demonstraram que tudo isto foi articulado com o Planalto. Agora só depende do presidente do senado para abrir a CPI do MEC.

Financiamento público serve para ampliar o acesso aos bens e serviços, não é moeda de troca.

Triste realidade

Na pandemia da Covid-19, a má gestão do presidente aprofundou a fome, miséria, desemprego e exclusão escolar; sem contar os milhares de mortos.

Não bastasse isso, o governo abriu as portas para a militarização de escolas, quer autorizar a educação domiciliar, desvaloriza os servidores e desrespeita o processo de escolha dos reitores das Universidades.

A política de corte de verbas tem feito com que entidades da educação travem uma dura batalha para impedir o desmonte dos serviços públicos. Segundo dados da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), cerca de 88% das faculdades federais tiveram prejuízos após o corte orçamentário de 7,2% do Governo Federal.

Para o coordenador geral da Fasubra, Toninho Alves, precisamos recompor essas verbas para as Universidades Públicas porque a falta de insumos nessas instituições é uma realidade constante.

“Ações como essa do MEC de desviar verba podem comprometer não só o ENEM, mas o futuro das Universidades Públicas. Uma vez que as Universidades já não têm verbas para poder sobreviver a partir do mês de outubro, correndo o risco de não ter atendimento já no segundo semestre”, explica.

Defesa da educação

Diante desse absurdo a Fasubra, e entidades da educação têm atuado, para instalar urgentemente a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do MEC, no Senado Federal.

“Nós estamos acompanhando e entendendo que essa CPI vai desnudar a política que o MEC tem feito, que não é uma política de atender a educação como um projeto prioritário para o país. Mas de utilizar as verbas do MEC para outras destinações que não são o serviço público, a educação e a universidade públicas”, ressalta o dirigente.

A FASUBRA tem feito diversas ações para a recomposição do orçamento, no final junho participou de reunião com parlamentares da Comissão de Educação da câmara, esteve presente na atividade convocada pela frente em defesa das universidades federais em parceria com a ANDIFES e em conjunto com as entidades da educação ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), SINASEFE (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) realizaram uma reunião com o MEC (secretária executiva e Sesu) para cobrar um posição do MEC referente aos cortes.

Se reuniu também com o senador Marcelo Castro (MDB/PI), presidente da Comissão de Educação, quinta-feira passada (30/06), para discutir uma atuação conjunta na defesa da CPI do MEC.

Para a federação é preciso ampliar a mobilização e intensificar a pressão nos parlamentares. Nesta semana será realizada a “Jornada de Lutas”, para enfrentar os ataques à educação e denunciar as privatizações das estatais.

Para superar esses desafios, o STU acredita que precisamos derrubar esse governo, retomar a pauta de implementação de políticas públicas inclusivas e aumentar o investimento em educação.

PROGRAMAÇÃO – JORNADA DE LUTAS

5 de julho (terça-feira)

  • 7h – Recepção dos(as) deputados (as) no aeroporto em Brasília
  • 14h – Mobilização em frente ao Anexo II da Câmara

6 de julho (quarta-feira)

  • Manhã – Reunião com os parlamentares sobre os orçamentos
  • 14h – Vigília em frente ao Anexo II da Câmara e visita aos gabinetes dos parlamentares

7 de julho (quinta-feira)

  • 10h – Manifestação em frente ao Senado pela imediata abertura da CPI da Educação.
porStéphane Powaczuk

Conferência Livre – preparatória para a CONAPE

A FASUBRA Sindical realiza na próxima terça-feira (5/7), às 17h, Conferência Livre – preparatória para a CONAPE 2022 – Conferência Nacional Popular de Educação, que será realizada entre os dias 15 e 17 de julho, no Centro de Convenções de Natal-RN.

A Conferência Livre preparatória será online. A Conape foi realizada pela primeira vez em 2018, por iniciativa do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e esta será sua segunda edição.

Acompanhe e participe pelo Youtube da FASUBRA e pela fanpage do Facebook nos links:
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Texto e imagem: FASUBRA

porStéphane Powaczuk

Em defesa do SUS, FASUBRA é eleita para Comissões do Conselho Nacional de Saúde

A FASUBRA Sindical participou do processo eleitoral para a composição das Comissões Intersetoriais que assessoram o Conselho Nacional de Saúde – CNS.

Por meio do Fórum de Entidades Nacionais dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde – FENTAS, a FASUBRA participa da formulação das políticas públicas nacionais de saúde, sempre em atenção ao interesse dos trabalhadores e trabalhadoras e do serviço público, e em defesa do SUS.

A FASUBRA foi eleita como integrante das seguintes comissões para o mandato 2022-2025:

1. Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento;

2. Comissão Intersetorial de Educação Permanente para o Controle Social do SUS;

3. Comissão Intersetorial de Vigilância em Saúde;

4. Comissão Intersetorial de Políticas para a Promoção da Equidade;

5. Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de Trabalho;

6. Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

Texto e foto: FASUBRA