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PM realiza reintegração truculenta na Mabe

Na tarde do último domingo (3) os trabalhadores acampados na Mabe, em Hortolândia, foram pegos de surpresa por uma operação da Polícia Militar para reintegração de posse da fábrica que vem sendo ocupada desde 15 de fevereiro.
A invasão dos policias foi feita pelos fundos do local e até mesmo helicóptero para rapel foi utilizado. A ação da PM foi truculenta e não permitiu que os trabalhadores sequer recolhessem seus pertencentes, tudo foi deixado para trás na fábrica, inclusive alimentos e leites recebidos de doações, que posteriormente seriam entregues para gestantes de Hortolândia.
A ação da Oficial de Justiça também foi autoritária e abusiva, pois houve impedimento do Sindicato dos Metalúrgicos e seus advogados de acompanhar o ato de reintegração. Ato este efetuado às 14 horas de um domingo, após o fim do expediente do judiciário, fato que inviabilizou qualquer possível tentativa por parte dos advogados do Sindicato de conseguirem mandado judicial que impedisse a reintegração de posse.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e região os trabalhadores continuarão acampados em frente à fábrica, impedindo a entrada e saída de caminhões, assim como também o funcionamento da fábrica.
Mais uma vez o STU se solidariza com a luta dos 1.900 trabalhadores da Mabe, como já fez ao visitar a ocupação levando doações e apoio, e mais uma vez se coloca à disposição para ajudar no que for necessário.

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Boletim do STU 07/2016

Baixe aqui Boletim do STU, de 6 de abril de 2016.

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Diretoria do STU leva apoio aos trabalhadores que ocupam a Mabe

Diretores do STU estiveram nesta última segunda-feira, 29/2, na ocupação da fábrica Mabe de Campinas para levar o apoio e solidariedade a luta dos 1.900 trabalhadores e entregar a doação do STU e da Adunicamp de 40 cestas básicas aos lutadores. Além disso, o STU se colocou à disposição para ajudar no que for necessário. Estiveram presentes na entrega os diretores do STU Marcílio Ventura, João Raimundo (Kiko), Genézio Mesquita, João Vitório Zago e Osvaldo Sales.
O sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região, junto com os trabalhadores da Mabe ocuparam a empresa preventivamente, no dia 15 de fevereiro de 2016, para cobrar o pagamento de salários dos últimos três meses, 13º e direitos trabalhistas e impedir que os empresários vendam as máquinas e o patrimônio da empresa. O sindicato questiona também a legalidade e legitimidade do processo de falência da empresa.

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Boletim do STU 03/2016

Baixe aqui Boletim 03/2016, de 2 março de 2016.

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Moção de apoio aos trabalhadores da Mabe

Depois de vender milhões de fogões da marco Dako e Continental nos últimos 10 anos no Brasil, a multinacional Mabe, dona de 49 fábricas no exterior, resolveu fechar as portas e demitir 1.900 trabalhadores, deixando de pagar salários dos últimos três meses, 13º e direitos trabalhistas.
Esta multinacional teve isenção de impostos, patrocinado pelo governo federal aos fabricantes de eletrodomésticos.
Depois de ter lucros exorbitantes, de enviar para o exterior parte importante destes lucros, ao primeiro sinal de crise, ataca sem piedade seus trabalhadores, fechando as portas das duas fábricas que tem na Região metropolitana de Campinas.
O sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região, junto com os trabalhadores da Mabe ocuparam a empresa preventivamente, no dia 15 de fevereiro de 2016, para impedir que os empresários vendessem as máquinas e o patrimônio da empresa.
Os trabalhadores da Mabe estão precisando de todo apoio da população brasileira, especialmente da classe trabalhadora. Não podemos permitir que o poder econômico descarregue todo o peso da crise nas costas dos operários, dos humildes.
Os eletrodomésticos da linha branca tiveram isenção de IPI durante anos, que engordaram os bolsos de patrões que nem sequer pagavam seus trabalhadores. Além disso, a Mabe recebeu vários empréstimos a juros baixos do BNDES para ampliação e modernização de suas instalações, que nunca pagou. Várias máquinas estão penhoradas pelo BNDES.
Por isso, a diretoria do STU se solidariza com a luta dos 1.900 trabalhadores da Mabe e visitará a ocupação nesta próxima quinta-feira, 25/2, para levar apoio do sindicato, fazer a doação de cestas básicas aos lutadores e se colocando à disposição para ajudar no que for necessário.
Todo apoio à ocupação da Mabe!
Responsabilizar os governos federal, estadual e municipal para que assumam a solução da crise para que não recaia nas costas dos trabalhadores!
Pagamento de todos os salários e outros benefícios atrasados!
Estabilidade no emprego e readmissão dos demitidos!