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STF decreta que desaposentação é inconstitucional

Na última quarta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 7 votos a 4 considerar ilegal a desaposentação – possibilidade de o aposentado solicitar a revisão do benefício por ter retornado ao trabalho e voltado a contribuir para a Previdência Social. O julgamento tem repercussão geral, portanto o entendimento será aplicado em mais de 180 mil processos que estavam parados em todo o país aguardando a decisão do Supremo. O INSS também deverá adotar o mesmo entendimento na análise de novos pedidos de revisão do benefício. O STU repudia mais esse ataque aos aposentados brasileiros, que serão prejudicados. A decisão também mostra um alinhamento da Suprema Corte com o projeto do governo vigente, deixando no desalento aqueles que viam no Judiciário a possibilidade de defesa dos direitos frente aos ataques governamentais. Se já não bastasse as medidas do PLP 257/2016 – que afetam diretamente a categoria -, a reforma da previdência, a elevação das alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores e a instituição de regimes de previdência complementar (privados), agora os aposentados também não poderão reaver seus próprios direitos. A Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos) e a Fapesp (Federação das Associações e Departamentos de Aposentados, Pensionistas e Idosos do Estado de São Paulo) permanecem mobilizadas com o intuito de barrar os avanços de medidas que possam prejudicar ainda mais os aposentados e os trabalhadores em geral. O Sindicato apoia e reforça essa luta, pois acredita na valorização dos aposentados e preza por uma qualidade de vida melhor para todas e todos.

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STF aprova corte no ponto de servidores públicos em caso de greve

Apenas um dia após a aprovação da PEC 241/2016 na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (27), o Supremo Tribunal Federal aprovou por 6 votos a 4 a determinação do corte de ponto de servidores públicos que decidirem entrar em greve. A decisão afirma que os órgãos públicos devem realizar tais cortes antes mesmo de uma decisão da Justiça que considere a greve ilegal. Os ministros definiram que os cortes não podem ocorrer somente se a paralisação for motivada por alguma ilegalidade do Poder Público, como falta de pagamento de salário. Também foi decretado que há possibilidade de reposição do pagamento se houver acordo para compensação das horas paradas. De toda maneira, tal decisão afeta brutalmente a luta dos trabalhadores do funcionalismo público, que atualmente já enfrentam grandes dificuldades durante negociações de campanhas salariais onde, por vezes, os administradores públicos não se disponibilizam nem mesmo para diálogo com as categorias para entender suas demandas. Neste cenário, a greve se torna o principal instrumento de reivindicação do servidor perante o estado e simplesmente permitir a punição pelo exercício do que lhes é de direito, através do corte de ponto, é o mesmo que vetar a luta desses trabalhadores. Servidores públicos que lutam pela valorização e melhora de seus serviços, para que a população possa ser verdadeiramente bem atendida, não deveriam em hipótese alguma serem desencorajados a participar de mobilizações. Dessa forma, o STU reforça a ideia de que a greve é um direito garantido pelos artigos 9° e 37, incisos VI e VII, da Constituição Federal e pela Lei Federal 7.783/1989 e que, por mais que tentem, não vão parar a luta dos trabalhadores.

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Aprovada PEC 241 em segundo turno na Câmara dos Deputados. Assembleia dia 8 organiza luta contra a PEC 241 e o ajuste

Aprovada PEC 241 em segundo turno na Câmara dos Deputados

Na noite da última terça-feira (25), a Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, mais conhecida como PEC Fim do Mundo, pois estabelece o congelamento dos gastos públicos em 20 anos, afetando gravemente a Educação e a Saúde.
Foram 359 votos a favor, 116 contrários e duas abstenções. Um grande retrocesso para a sociedade, que neste momento luta firmemente contra o avanço de tal projeto.
A diretoria do STU acredita que a hora é de fortalecer a luta unitária de estudantes e trabalhadores para barrar a aprovação da PEC no Senado, reafirmando o posicionamento contrário aos golpistas que querem massacrar o povo brasileiro. É necessário barrar essa proposta, porque o que está em jogo é o futuro de todo o país e suas próximas gerações.

Escolas e universidades ocupadas em todo o país
Desde os anúncios da PEC 241, que congela o repasse de verbas para educação e saúde por 20 anos, e da Medida Provisória 746/2016, que promove a reforma do ensino médio, estudantes de todo o Brasil têm se mobilizado com o objetivo de barrar o avanço dessas propostas devastadoras para o povo.
Até o momento as ocupações das instituições de ensino vêm progredindo a cada dia. Na cidade de Campinas já são duas escolas ocupadas: E. E. Ruy Rodrigues, desde 24/10, e E. E. Professor Carlos Alberto Galhiego, desde 25/10.
Segundo dados da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), até o momento já estão ocupados 1.022 escolas estaduais e institutos federais, 82 universidades, 3 Núcleos Regionais de Educação e 1 legislativo (a Câmara Municipal de Guarulhos).
Os trabalhadores técnico-administrativos de universidades federais também estão na luta contra a política de ajuste e em 26 campi já foi deflagrada greve desde a segunda-feira (24). Nas demais estão sendo realizadas assembleias para definir a forma de participação na luta.
Os estudantes, assim como os trabalhadores, querem um país de melhores oportunidades e que seja capaz de fornecer uma educação de qualidade e gratuita para todos.
A direção do sindicato acredita que é necessário fornecer o máximo de ajuda possível aos estudantes e fortalecer a mobilização, a começar pelo próximo dia 11 de novembro, construindo um grande dia nacional de greves e paralisações.

Assembleia dia 8 organiza luta contra a PEC 241 e o ajuste

A diretoria do STU convoca toda a categoria a reservar agenda para participar da assembleia geral que acontece na próxima terça-feira (8 de novembro) a partir do meio-dia, no CB. Além disso, orienta todas as unidades realizarem reuniões antes da assembleia para discutir o enfrentamento à proposta de emenda constitucional do fim do mundo (PEC 241/2016) e à proposta de Reforma da Previdência em formulação pelo governo golpista.
Com a aprovação da PEC em segundo turno nesta terça-feira, ficou evidente que o golpismo pretende fazer retroceder aceleradamente todas as conquistas sociais e é necessário construir um grande processo de mobilização antes da votação no Senado. Só a volta de milhares às ruas em todo o país pode impedir o congelamento dos gastos sociais, incluindo concursos públicos, salários e aposentadorias, pelos próximos 20 anos. A Fasubra e as centrais sindicais discutem um dia de paralisação nacional em 11 de novembro.
O momento é de intensificar a mobilização também na Unicamp, que na última assembleia já aprovou o estado de greve. E a assembleia discutirá a organização dessa paralisação entre os trabalhadores da Universidade.

porFernanda de Freitas

Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas realizará debate

Nesta quinta-feira (27), às 9h30, no Centro Universitário Fundação Santo André acontece o debate “O caráter público do ensino superior e tecnológico: Modelos, financiamento e permanência estudantil”.

O encontro é organizado pela Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas no Estado de São Paulo e pela Associação dos Docentes da Fundação Santo André com objetivo discutir os rumos do ensino superior público.

O debate acontece no Auditório da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Fundação Santo André localizada na Av. Príncipe de Gales, 821 – Vl. Príncipe de Gales, Santo André/SP.

 

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PEC 241: 10 razões para você entender porque é um desastre

Professora de economia destaca motivos pelos quais todo brasileiro deve lutar contra a proposta defendida por Temer

Professora do Departamento de Economia da FEA-USP e doutora pela New School for Social Research (NYC) Laura Carvalho critica a PEC 241 (Proposta de Emenda à Constituição) desde quando surgiu como proposta do ex-ministro Nelson Barbosa.

À época, a proposta era menos nociva, não tinha validade de 20 anos, não alterava a Constituição e tinha como referência para o ajuste o crescimento do PIB. Na gestão do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), o que era ruim, ficou pior.

Laura lista 10 questões que a PEC não resolve, justamente aquelas que a proposta promete solucionar, e ressalta que a degradação dos sistemas de saúde e educação será inevitável caso seja aprovada.

1. A PEC serve para estabilizar a dívida pública?

Não. A crise fiscal brasileira é sobretudo uma crise de arrecadação. As despesas primárias, que estão sujeitas ao teto, cresceram menos no governo Dilma do que nos dois governos Lula e no segundo mandato de FHC. O problema é que as receitas também cresceram muito menos — 2,2% no primeiro mandato de Dilma, 6,5% no segundo mandato de FHC, já descontada a inflação. No ano passado, as despesas caíram mais de 2% em termos reais, mas a arrecadação caiu 6%. Esse ano, a previsão é que as despesas subam 2% e a arrecadação caia mais 4,8%.

A falta de receitas é explicada pela própria crise econômica e as desonerações fiscais sem contrapartida concedidas pelo governo e ampliadas pelo Congresso. Um teto que congele as despesas por 20 anos nega essa origem pois não garante receitas, e serve para afastar alternativas que estavam na mesa no ano passado, como o fim da isenção de 1995 sobre tributação de dividendos, o fim das desonerações e o combate à sonegação. A PEC garante apenas que a discussão seja somente sobre as despesas.

A PEC também desvia o foco do debate sobre a origem da nossa alta taxa de juros — que explica uma parte muito maior do crescimento da dívida, já que refere-se apenas às despesas primárias federais. Uma elevação da taxa de juros pelo Banco Central tem efeito direto sobre o pagamento de juros sobre os títulos indexados à própria taxa SELIC, por exemplo — uma jabuticaba brasileira.

A PEC é frouxa no curto prazo, pois reajusta o valor das despesas pela inflaçã o do ano anterior. Com a inflação em queda, pode haver crescimento real das despesas por alguns anos (não é o governo Temer que terá de fazer o ajuste). No longo prazo, quando a arrecadação e o PIB voltarem a crescer, a PEC passa a ser rígida demais e desnecessária para controlar a dívida.

2. A PEC é necessária no combate à inflação?

Também não. De acordo com o Banco Central, mais de 40% da inflação do ano passado foi causada pelo reajuste brusco dos preços administrados que estavam represados (combustíveis, energia elétrica…). Hoje, a inflação já está em queda e converge para a meta. Ainda mais com o desemprego aumentando e a indústria com cada vez mais capacidade ociosa, como apontam as atas do BC.

3. A PEC garante a retomada da confiança e do crescimento?

O que estamos vendo é que o corte de despesas de 2015 não gerou uma retomada. As empresas estão endividadas, têm capacidade ociosa crescente e não conseguem vender nem o que são capazes de produzir. Os indicadores de confiança da indústria, que aumentaram após o impeachment, não se converteram em melhora real. Os últimos dados de produção industrial apontam queda em mais de 20 setores. A massa de desempregados não contribui em nada para uma retomada do consumo. Que empresa irá investir nesse cenário?

Uma PEC que levará a uma estagnação ou queda dos investimentos públicos em infraestrutura física e social durante 20 anos em nada contribui para reverter esse quadro, podendo até agravá-lo.

4. A PEC garante maior eficiência na gestão do dinheiro público?

Para melhorar a eficiência é necessário vontade e capacidade. Não se define isso por uma lei que limite os gastos. A PEC apenas perpetua os conflitos atuais sobre um total de despesas já reduzido. Tais conflitos costumam ser vencidos pelos que têm maior poder econômico e político. Alguns setores podem conquistar reajustes acima da inflação, e outros pagarão o preço.

5. A PEC preserva gastos com saúde e educação?

Não, estas áreas tinham um mínimo de despesas dado como um percentual da arrecadação de impostos. Quando a arrecadação crescia, o mínimo crescia. Esse mínimo passa a ser reajustado apenas pela inflação do ano anterior. Claro que como o teto é para o total de despesas de cada Poder, o governo poderia potencialmente gastar acima do mínimo. No entanto, os benefícios previdenciários, por exemplo, continuarão crescendo acima da inflação por muitos anos, mesmo se aprovarem outra reforma da Previdência (mudanças demoram a ter impacto). Isso significa que o conjunto das outras despesas ficará cada vez mais comprimido.

O governo não terá espaço para gastar mais que o mínimo em saúde e educação (como faz hoje, aliás). Gastos congelados significam queda vertiginosa das despesas federais com educação por aluno e saúde por idoso, por exemplo, pois a população cresce.

Outras despesas importantes para o desenvolvimento, que sequer têm mínimo definido, podem cair em termos reais: cultura, ciência e tecnologia, assistência social, investimentos em infraestrutura, etc. Mesmo se o país crescer…

6. Essa regra obteve sucesso em outros países?

Nenhum país aplica uma regra assim, não por 20 anos. Alguns países têm regra para crescimento de despesas. Em geral, são estipuladas para alguns anos e a partir do crescimento do PIB, e combinadas a outros indicadores. Além disso, nenhum país tem uma regra para gastos em sua Constituição.

7. Essa regra aumenta a transparência?

Um Staff Note do FMI de 2012 mostra que países com regras fiscais muito rígidas tendem a sofrer com manobras fiscais de seus governantes. Gastos realizados por fora da regra pelo uso de contabilidade criativa podem acabar ocorrendo com mais frequência.

O país já tem instrumentos de fiscalização, controle e planejamento do orçamento, além de metas fiscais anuais. Não basta baixar uma lei sobre teto de despesas, é preciso que haja o desejo por parte dos governos de fortalecer esses mecanismos e o realismo/transparência da política fiscal.

8. A regra protege os mais pobres?

Não mesmo! Não só comprime despesas essenciais e diminui a provisão de serviços públicos, como inclui sanções em caso de descumprimento que seriam pagas por todos os assalariados. Se o governo gastar mais que o teto, fica impedido de elevar suas despesas obrigatórias além da inflação. Como boa parte das despesas obrigatórias é indexada ao salário mínimo, a regra atropelaria a lei de reajuste do salário mínimo impedindo sua valorização real — mesmo se a economia estiver crescendo.

O sistema político tende a privilegiar os que mais têm poder. Reajusta salários de magistrados no meio da recessão, mas corta programas sociais e investimentos. Se nem quando a economia crescer, há algum alívio nessa disputa (pois o bolo continua igual), é difícil imaginar que os mais vulneráveis fiquem com a fatia maior.

9. A PEC retira o orçamento da mão de políticos corruptos?

Não. Apesar de limitar o tamanho, são eles que vão definir as prioridades no orçamento. O Congresso pode continuar realizando emendas parlamentares clientelistas. No entanto, o Ministério da Fazenda e do Planejamento perdem a capacidade de determinar quando é possível ampliar investimentos e gastos como forma de combate à crise, por exemplo. Imagina se a PEC 241 valesse durante a crise de 2008 e 2009?

10. É a única alternativa?

Não. Há muitas outras, que passam pela elevação de impostos sobre os que hoje quase não pagam (os mais ricos têm mais de 60% de seus rendimentos isentos de tributação segundo dados da Receita Federal), o fim das desonerações fiscais que até hoje vigoram e a garantia de espaço para investimentos públicos em infraestrutura para dinamizar uma retomada do crescimento. Com o crescimento maior, a arrecadação volta a subir.

Escrito por: CUT Nacional • Publicado em: 13/10/2016 – Foto Marcelo Camargo

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29/9 – Nenhum direito a menos. Fora Temer!

As principais centrais sindicais do Brasil – CUT, CTB, UGT, Força, NCST, CSP-Conlutas e Intersindical –, e as entidades que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizam amanhã (29) o Dia Nacional de Paralisação, rumo à greve geral – Nenhum direito a menos.
As paralisações, atrasos na entrada, assembleias nas portas dos locais de trabalho, passeatas e manifestações ocorrerão durante todo o dia em todo o País.
A mobilização também é parte da Jornada Nacional de Lutas aprovada pela Fasubra em sua última plenária.
Além das dezenas de projetos que preveem a ampliação da terceirização apoiada por Temer, vários ministros do governo já falaram em outras propostas que tiram direitos da classe trabalhadora, entre elas, a reforma da Previdência, com idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e redução de benefício; mudanças na Lei trabalhista para permitir acordos de redução de salários, fatiamento do 13º e das férias; e a PEC 241 que reduz os investimentos sociais, em especial nas áreas de saúde e educação.
No último dia 13 foi anunciado o pacote de concessões e privatizações do governo, com 32 projetos concentrados na área de energia e infraestrutura. Inclui novas regras para concessões de aeroportos, rodovias, ferrovias, campos de petróleo, saneamento e água. Como era de se esperar, em geral as mudanças visam ampliar as facilidades, garantias, altos lucros e privilégios para os grandes capitalistas, em especial o capital estrangeiro, enquanto reduz o papel do Estado a um mero coadjuvante e sustentáculo financeiro dos empreendimentos privados.
O STU se soma a essa luta em defesa dos direitos da população trabalhadora, dos serviços públicos, da soberania e da democracia, contra o golpismo e pelo direito do povo decidir os rumos da nação.
Com informações da CUT e CTB.

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Apoio à greve bancária

Desde o dia 6 de setembro, mais de 13 mil agências em todo o país já foram fechadas pela greve dos bancários. A categoria enfrenta uma queda de braço com a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), que se recusa a assegurar a reposição das perdas inflacionárias.
A categoria denuncia que os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016 e ainda assim cortaram mais de sete mil postos de trabalho. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos, o que piora a qualidade do atendimento prestado aos usuários. Segundo o comando nacional da greve bancária, só nos meses de julho e agosto o Banco Central recebeu 5.927 reclamações de clientes bancários por mau atendimento.
A diretoria do STU apoia a greve dos bancários, que na região de Campinas atinge mais de 290 locais paralisados.

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Jornada de lutas contra o ajuste fiscal e pelo “Fora Temer”

As centrais sindicais e entidades do funcionalismo público realizam nesta quinta-feira (22) um Dia Nacional de Luta pelo “Fora Temer”, contra o PLP 257/16, a PEC 241/16, os cortes orçamentários nas universidades, a reforma da previdência e a desregulamentação e precarização dos direitos trabalhistas, em repúdio ao projeto Escola Sem Partido, e por mais investimentos no financiamento da educação.
A mobilização também é parte da Jornada Nacional de Lutas aprovada pela Fasubra em sua última plenária e terá continuidade no próximo dia 29/9 com a realização de um Dia Nacional de Paralisação, rumo à construção de uma greve geral.

Manifestação pelo “Fora Temer” em Campinas será no dia 24/9
No próximo sábado será realizado em Campinas uma manifestação pelo “Fora Temer, Diretas Já e Nenhum direito a menos”. O ato terá início às 9h30, na praça Rui Barbosa, atrás da Catedral Nossa Senhora Aparecida, Centro de Campinas.

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10 mil em Brasília contra o ajuste fiscal e pelo “Fora Temer”

A Caravana a Brasília dos Servidores Públicos Federais e Estaduais reuniu ontem 10 mil pessoas na capital do país. No início da tarde foi realizado um ato em frente ao Ministério da Fazenda, contra o pacote de medidas do governo golpista que atacam direitos dos trabalhadores, como o PLP 257/2016 (que congela concursos públicos e reajustes por pelo menos dois anos) e a PEC 241/2016 (que limita os investimentos públicos nas áreas sociais por 20 anos para priorizar o pagamento de juros e serviços da dívida pública). A marcha também repudiou o anúncio feito pelo ministro do Trabalho de que a reforma trabalhista arquitetada pelo governo Temer tem entre seus pontos a regulamentação de jornadas de até 12 horas diárias (tema sobre o qual o golpismo tem tergiversado após o impacto negativo do anúncio). A ameaça de aumento da idade mínima para aposentadoria foi outro ponto de pauta da manifestação, que também assumiu a luta pelo “Fora Temer”.

Fasubra aprova plano de lutas
A Plenária da Fasubra realizada também em Brasília nos dias 9 a 11 deste mês aprovou a deflagração do estado de greve na base da Federação, com assembleias periódicas para construção do calendário de lutas em conjunto com setores da educação federal e construção de uma greve geral.
Também foram aprovadas resoluções pela intensificação da luta pelo “Fora Temer”, contra o PLP 257/16, a PEC 241/16, os cortes orçamentários nas universidades, a reforma da previdência e a desregulamentação e precarização dos direitos trabalhistas, em repúdio ao projeto Escola Sem Partido, e por mais investimentos no financiamento da educação.
Os trabalhadores também reafirmaram a participação na jornada de lutas que se encerra hoje, além do dia de luta chamado pelas centrais sindicais para 22/9 e da paralisação nacional em 29/9 convocada pelos sindicatos de metalúrgicos, rumo à construção de uma greve geral. A Federação seguira debatendo no Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) a necessidade do setor da educação impulsionar – em ações conjuntas com o Andes (sindicato dos docentes), Sinasefe e entidades estudantis – a greve do funcionalismo público federal.

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Manifestações pelo “Fora Temer” tomam o país

Nas últimas semanas as mobilizações do povo brasileiro contra o golpe parlamentar-midiático que tiraram a presidenta Dilma Rousseff do poder se alastraram não só pelo Brasil, mas também em outros países, como foi possível ver neste 7 de setembro.

Campinas também grita “Fora Temer”!
Em Campinas não poderia ser diferente. Duas grandes manifestações ocuparam as ruas da cidade com milhares de pessoas, especialmente jovens. Em 1º e 6 de setembro os gritos de “Fora Temer” ecoou contra o golpe. Já no dia 7, o 22º Grito dos Excluí-dos ocupou o espaço que lhe é de direito para reivindicar mudanças nas estruturas que sejam capazes de enfrentar a irracionalidade do sistema capitalista, assim como também deixou claro que a luta pela manutenção dos direitos da classe trabalhadora vai continuar firme.
O STU acredita na importância de persistir firmemente contra o golpe, buscando sempre defender os interesses da categoria e, por isso, também defende o “Fora Temer”! Enquanto houver golpe, haverá resistência!

Cunha cassado!
Isolado e sem o apoio dos outrora comparsas, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi cassado na noite dessa segunda-feira (12) por 450 votos contra 10 e mais nove abstenções.
O placar demonstra o desgaste gerado pelas manifestações dos movimentos sociais, particularmente da juventude, pela cassação de Cunha.
Com informações da Rede Brasil Atual

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Pressão de servidores adia votação do PLP 257/2016, mas não barra tramitação da PEC 241/2016

Nesta semana trabalhadores de diversas categorias realizaram mobilização na Câmara dos Deputados contra as votações do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16 e da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/2016. O PLP congela salários e a realização de concursos por dois anos, aumenta a contribuição previdenciária do funcionalismo e permite a privatização de estatais. Já a PEC limita por 20 anos todos os investimentos sociais, especialmente saúde e educação, para assegurar o pagamento de juros e serviços da dívida pública. Apesar de terem sido impedidos de assistir à votação do PLP no plenário, os servidores forçaram até mesmo deputados da base do governo golpista a se manifestarem contra a aprovação do texto, por saberem que seriam denunciados em suas cidades num ano em que muitos são candidatos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), adiou a votação para semana que vem. Já a maioria dos deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decidiu pela continuidade da tramitação da PEC. A Fasubra acompanhou toda a mobilização e chama a categoria a seguir em todo o país pressionando os deputados por e-mail, telefone e participando das caravanas ao Congresso Nacional. É fundamental barrar esses dois projetos para evitar o completo desmonte dos serviços públicos.

Confira os ataques aos servidores públicos:
•Fim de concursos públicos;
•Congelamento de salários;
•Desmonte do serviço público e a alteração em 38 itens da Lei de Responsabilidade Fiscal, em prejuízo dos entes federativos;
•Reforma da Previdência Social com a retirada de direitos;
•Demissão voluntária de servidores;
•Fim da regra de valorização do salário mínimo;
•Proibição de novas contratações (exceto substituição, geralmente feita de forma precarizada, via terceirização);
•Proibição de reajuste salarial durante 24 meses;
•Possibilidade de PDV (Programa de Demissão Voluntária) como forma de redução do quadro de servidores;
•Redução em 10% da despesa mensal dos cargos de livre provimento e nomeação;
•Inviabilização da execução do Plano Nacional de Educação.
Terceirização
•Precarização do trabalho e das relações de trabalho;
•Não serão respeitados direitos como 13º salário, 1/3 de férias, insalubridade, periculosidade, adicional noturno, além de salários inferiores aos dos servidores efetivos.

Com informações da Fasubra e da Câmara dos Deputados.

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Lições na aprovação das cotas raciais na pós-graduação da Unicamp

Não podemos nos isolar. Nossas conquistas sempre serão fruto da organização coletiva. A vitoriosa luta de negros e negras no Brasil só confirma isso

Doutorandas no programa de pós-graduação em Educação da Unicamp, Carolina Pinho e Katia Norões são também membros da Frente Pró-Cotas da universidade. Nesta semana, abro o espaço para que elas escrevam sobre a aprovação do programa de cotas étnico-racial e para pessoas com deficiências da Unicamp e a importância dessa medida como um modo de diminuir os abismos sociais. Segue o texto delas sobre esse fundamental avanço: 

Por Carolina Pinho e Katia Norões

No dia 26 de junho de 2016, a Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou o Programa de Cotas Étnico-raciais e para Pessoas com Deficiências, que será implementado já na seleção para 2017 para os cursos de mestrado e doutorado.

Na Unicamp, os primeiros a aprovarem cotasforam os do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, em 2014, sendo que a proposta foi elaborada por estudantes organizados em dois coletivos: Frente Pró-Cotas e Núcleo de Consciência Negra da Unicamp.

Consideramos esta uma vitória tanto para as políticas sociais quanto para as lutas de grupos sub-representados no Ensino Superior, para os quais tal política se faz fundamental para pleitearem acesso, formação e contribuírem para produção científica no país.

Vitória porque não podemos nos esquecer de que São Paulo, apesar de concentrar riquezas, expressa profundas desigualdades sociais, em que as violências têm cor, raça, classe, idade, gênero e origem social.

O estado é governado há mais de 20 anos por um partido, o PSDB, que foi contra aimplementação de ações afirmativas a nível nacional. Um reflexo disso é a inexistência de cotas etnico-raciais na graduação nas universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp).

Os considerados “centros de excelência” vão na direção oposta ao que ocorre nas universidades federais, que apresentam ótimos resultados a partir dos programas de ações afirmativas. Entre eles, a criação de grupos e núcleo de pesquisas sobre temáticas inexistentes ou pouco exploradas na produção científica brasileira, muitas vezes exploradas apenas por universidades estrangeiras.

As ações afirmativas no Ensino Superior vêm sendo implementadas desde a década de 1940 em vários países. Nos EUA, por exemplo, onde menos de 15% da população é composta por negros e negras, o que balizou a implementação das ações afirmativas foi o argumento de garantia dos fundamentos da democracia: como o mérito individual e a igualdade de oportunidades.

O pressuposto é se há grupos que têm oportunidades desiguais, eles devem ter tratamento desigual nas políticas públicas. Entretanto, no Brasil o debate sobre ações afirmativas ganhou outras interpretações.

O mito da democracia racial reforça a ideia de que somos todos iguais e que a implementação das ações afirmativas seriam desnecessárias. Além disso, a estrutura escravocrata ainda é base das relações sociais no nosso país: a subalternidade é quase como uma instituição a ser zelada por quem detêm privilégios. Isso não seria diferente nas universidades.

A discussão sobre a implementação das ações afirmativas nas universidades públicas revela os abismos sociais entre grupos, o racismo e o machismo que se traduzem em estratégias de conservadorismos nessas estruturas sociais.

Como isso ocorre?

Muitos professores simplesmente desconhecem a história, filosofia, tecnologias, saúde, alimentação e as reais necessidades dos povos que compõem essa sociedade.

Estes mesmos recusam as ações afirmativas em nome da defesa irrestrita da “qualidade acadêmica”, supostamente ameaçada por pessoas supostamente “incapazes”.

Ou seja, a implementação das ações afirmativas traz algo muito além da conquista de espaços e conhecimentos que sempre nos foram negados: traz também o dedo na ferida.

As tensões na universidade, que pareciam superadas, se revelam ainda mais fortes quando se propõem ações que podem modificar verdadeiramente a estrutura de um dos pilares do privilégio da elite brasileira: a universidade pública.

Mas, resistimos. As políticas afirmativas no Ensino Superior vêm sendo defendidas pelos movimentos sociais negros, com outras nomenclaturas e conceitos, desde o final do século XIX.

Na década de 1940, intelectuais negros como Guerreiro Ramos e Abdias do Nascimento estruturavam propostas como essas que temos a oportunidade de vivenciar em todo o país. O resultado, ainda que tardio, é vitorioso e contradiz todos os argumentos contrários, invalidados após 10 anos de implementação das políticas de ações afirmativas.

A lição que fica de mais uma vitória dos movimentos é: não podemos nos isolar. Nossas conquistas sempre serão fruto de nossa organização coletiva. A vitoriosa luta de negros e negras no Brasil só confirma isso.

A aprovação de cotas raciais em diversos programas de pós-graduação no Brasil devem ser pontos de apoio  para mudanças que transformem concretamente a realidade de negros, negras, povos indígenas, junto a demais grupos sub-representados e finalmente tenhamos acesso ao patrimônio material e imaterial que ajudamos a produzir neste país.

* Carolina Pinho é doutoranda no Programa de Pós Graduação em Educação da Unicamp. Katia Norões é doutoranda no mesmo programa e membro da Frente Pró-Cotas da Unicamp

 

Publicado em Carta Capital (http://www.cartacapital.com.br/sociedade/licoes-na-aprovacao-das-cotas-raciais-na-pos-graduacao)

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Jornal ‘O Globo’ ataca o direito ao ensino público

O jornal ‘O Globo’ publicou editorial neste domingo (24) que causou escândalo. O texto defendia abertamente “aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito”, taxado pelo jornal de “mecanismo de injustiça social”. Na verdade, as organizações Globo, que construíram seu império de comunicação sustentadas pelo Estado durante a ditadura militar, que financiou a expansão da empresa, ataca a universidade pública neste momento exatamente porque ela vem, lentamente e em níveis mais baixos do que o STU defende se tornando mais inclusiva.
De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE em dezembro do ano passado, em 2004 a proporção de estudantes com rendimento familiar mais alto que frequentavam o ensino superior público era de 54,5%. Em 2014 a participação desse segmento na universidade pública cai para 36,4%. Por outro lado, nas três faixas de rendimentos mais baixas, o percentual de estudantes do ensino superior público saltou de 18,6% para 38,3% mesmo período.
A Unicamp ocupou as páginas dos principais jornais do país quando verificou-se que 88,2% dos aprovados para o curso de Medicina no último vestibular são oriundos de escolas públicas.
Esta é a verdadeira causa da irritação das Organizações Globo. Mais estudantes pobres no ensino superior pressionam ainda mais o Estado brasileiro a cumprir o que determina o inciso V do artigo 208 da Constituição Federal, que estabelece que é dever do Estado assegurar “acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”. A mídia que sustentou o golpe agora quer avançar sobre mais um direito da população. Não passarão! O STU estará na luta junto com todos os defensores da universidade pública contra mais esse ataque.

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25 a 31 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha tem agenda em Campinas

Em Campinas, a Frente de Mulheres Negras de Campinas e Região saudará o Dia Internacional da Mulher Afro Latino-Americana e Caribenha promovendo de 25 a 31 de julho atividades para compartilhar percepções afrolatinas, negras e feministas sobre cultura, direitos e políticas públicas, militância e sexualidade. Confira a agenda ao lado.
A Frente de Mulheres Negras de Campinas e Região é composta por 20 coletivos de militância feminista, cultural, periférica e negra, que se mobilizam para promover ações permanentes sobre a temática da Mulher Negra.
O 25 de julho – A partir de 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, com a realização do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, foi criada a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas e a definição do 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha.
No Brasil, através da Lei nº 12.987/2014, foi instituído o 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no século 18 e tornou-se a rainha do Quilombo do Quariterê. Sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho.

25 de julho (segunda-feira)
19h – Lançamento da Revista da “Frente de Mulheres Negras” e do Documentário “Sempre em Frente”.
Local: MIS Campinas (Rua Regente Feijó, 859 – Centro)
28 de Julho (quinta-feira)
19h – Roda de Conversa “Mulheres Negras e Direitos: a Justiça quando vira injustiça”.
Local: Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Rua Barão de Jaguara, 636 – Centro)
29 de Julho (sexta-feira)
19h – Roda de Conversa “Mulheres Negras e Sexualidade: diálogos entre gerações”.
Local: Estação Cultura (Praça Marechal Floriano Peixoto)
30 de Julho (sábado)
Das 10h às 20h – Mutirão de Grafiti feminino “Rolê das Aliadas”.
Local: Casa de Cultura Tainã (Rua Inhambu, 645 – Vila Padre Manoel da Nóbrega)
31 de Julho (domingo)
Das 14h às 20h – Sarau das Aliadas, com a entrega do Prêmio “Mulheres Negras 2016”.
Local: Casa de Cultura Tainã (Rua Inhambu, 645 – Vila Padre Manoel da Nóbrega)

Com informações da Fentre de Mulheres Negras de Campinas e da Fundação Cultural Palmares.

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Livro Por que gritamos GOLPE? será lançado em Campinas na próxima quarta (27)

Desde o último dia 7 de julho está à venda o livro Por que gritamos golpe? Para entender o impeachment e a crise política no Brasil, da editora Boitempo. A publicação reúne artigos de 30 autores de diferentes áreas da militância política, intelectuais e ativistas que buscam explicar ao país as razões que levaram ao processo que tenta depor uma presidenta democraticamente eleita sem que tenha sido comprovado crime de responsabilidade (única previsão constitucional para que seja deflagrado um processo legal de impeachment).
Na obra são analisados os interesses internacionais e de setores do capital baseados no Brasil – mas também fortemente associados aos ditames estrangeiros que têm como principal interesse avançar sobre direitos sociais e trabalhistas da classe trabalhadora brasileira em meio à crise aberta em 2008.
O livro foi lançado oficialmente num evento no dia 15, na quadra do Sindicato dos Bancários, na capital paulista, e pode ser adquirido por R$ 15,00 na versão impressa ou R$ 7,50 na versão eletrônica (e-book).
Em Campinas, o livro será lançado na próxima quarta-feira (27), às 19h, no Empório do Nono (Av. Albino J. B. Oliveira, 1.128 – Barão Geraldo).

poradmin

Frente Povo Sem Medo será lançada em Campinas na próxima quarta (27)

A Frente Povo Sem Medo, movimento que congrega entidades sindicais, movimentos sociais e culturais, será lançada em Campinas na próxima quarta-feira (27), às 19h no CIS Guanabara. O evento será marcado por um debate com participação de Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, e terá como principal objetivo a apresentação do manifesto da frente, a análise da conjuntura nacional e os preparativos para a Jornada Nacional pelo Fora Temer.

ENTIDADES E MOVIMENTOS QUE COMPÕE A FRENTE POVO SEM MEDO: Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG), Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técino (Fenet), Uneafro, Círculo Palmarino, Unegro, Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM), União da Juventude Socialista (UJS), Rua – Juventude Anticapitalista, Coletivo Juntos, União da Juventude Rebelião (UJR), Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL), Coletivo Construção, Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Mídia Ninja, Coletivo Cordel, União Brasileira de Mulheres (UBM), Bloco de Resistência Socialista, Rede Emancipa de Educação Popular.
A íntegra do manifesto da Frente Povo Sem Medo está disponível abaixo.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2016/07/Manifesto-POVO-SEM-MEDO.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Ato em Defesa da Educação, da Saúde e da Pesquisa Científica

Os professores, estudantes, pesquisadores, integrantes de movimentos sociais e de associações e trabalhadores em educação e na saúde, preocupados com o futuro do país, convidam todos a participarem do Ato em Defesa da Educação, da Saúde e da Pesquisa Científica, que enfrentam um momento de grande dificuldade em razão da falta de recursos e de mudanças institucionais que vem ocorrendo de forma rápida e sem qualquer consulta ampla e democrática.

A manifestação será amanhã (30), das 19 às 22h, no Auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que fica na Av. Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera, São Paulo/SP.

O SUS, o sistema público de universidades federais e estaduais, as instituições de pesquisa e de fomento à pesquisa são essenciais à construção da democracia no Brasil e é preciso reafirmar essa importância constantemente, mais ainda em um momento de grave crise como a que o Brasil e São Paulo atravessam.

porFernanda de Freitas

Participe do ato contra a Reforma da Previdência

O Departamento de Aposentados do STU convoca todos para participar de um grande ato organizado pela FAPESP em defesa da Previdência Social. Será na próxima quinta-feira (30), às 10h, em frente à Superintendência do INSS em São Paulo, no Largo Santa Efigênia.

Precisamos mobilizar o maior número de aposentados, aposentandos e idosos para lutar com todas as forças contra a Reforma da Previdência e a extinção do Ministério da Previdência. Agora é momento de mostrarmos ao governo interino de Temer que temos propostas concretas e não vamos aceitar a redução dos nosso direitos.

O STU está organizando uma caravana, para participar procure o departamento ou os coordenadores Cido e Sandra.

poradmin

Resposta à mídia golpista e mentirosa

O jornal “Folha de S.Paulo” voltou a atacar as universidades estaduais paulistas em editorial publicado no último dia 25/5 acusando a luta dos trabalhadores técnico-administrativos e docentes de ser uma mobilização corporativa, irresponsável nas “torres de Marfim” da educação paulista. Na sequência, “O Estado de S.Paulo”, também em editorial publicado no dia 5/6 voltou a incitar a população contra a greve unificada ocultando suas reivindicações e destacando “grupos de alunos e servidores anti-ocupação”. Isso após ter divulgado em matéria sobre tais grupos uma foto de assembleia dos servidores em greve, distorcendo fatos e informações.
Em nenhum jornalão paulista discute-se a crise de financiamento enfrentada pelas principais universidades do país, que têm o repasse orçamentário congelado em 9,57% do ICMS há 21 anos, embora tenham computado uma expansão de mais de 80% dos quadros de estudantes de graduação e pós -graduação e expandiram enormemente o número de cursos oferecidos e campi.
Ainda que a greve fosse apenas por reajuste salarial, o Supremo Tribunal Federa já pacificou que a reposição das perdas inflacionárias anuais é um direito constitucional – que está sendo negado aos trabalhadores pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). O IPC-Fipe – índice comumente utilizado pelo Cruesp em contraposição ao IVC/DIEESE reivindicado pelas entidades sindicais – somou 10,03% entre maio/2015 e abril/2016. Ao passo que o ICV no mesmo período é de 9,34%. Os reitores, no entanto, unilateralmente encerraram nas negociações impondo a reposição de apenas 3% das perdas do último ano. No caso da Unesp, o reitor José Durigan ainda comunicou que tal índice só seria incorporado aos salários “quando possível”. Ou seja, as universidades estão francamente em conflito com o ordenamento jurídico e avançando na quebra de isonomia do sistema educacional superior paulista.
Mas a greve também se insurge contra a postura dos reitores que aceitam o fato do governo do Estado descontar da base de cálculo do ICMS destinado às universidades paulistas várias rubricas, maquiando uma apropriação indevida de recursos que deveriam ser constitucionalmente enviados às instituições para a manutenção dos principais centros de excelência do país. No caso da Unicamp, soma-se a isso o descumprimento desde 2005 de acordo firmado com o próprio governador Geraldo Alckmin para ampliar em 0,05% a quota-parte do imposto a ser repassada em contrapartida à criação do campus de Limeira. Ou seja, também o governo estadual vem agindo em descumprimento da legislação e de acordos assinados, mas sobre isso a mídia paulista nada tem a dizer.
Enquanto isso, os hospitais universitários caem aos pedaços, há alagamentos na cidade universitária de Barão Geraldo quando chove – e mesmo dos prédios não é possível escapar às goteiras -, estudantes não têm políticas de permanência nas instituições a fim de concluírem seus cursos, e o acesso às universidades segue sendo excludente da população que constrói a riqueza do Estado – especialmente a população negra e afrodescendente.
Repudiamos a postura mentirosa e anti-jornalística dos veículos de imprensa paulistas. A sociedade precisa ser informada sobre o que se passa na Unicamp, USP e Unesp porque essas são patrimônios da população paulista que vêm sendo dilapidados pelo projeto tucano de desmonte da educação.

porFernanda de Freitas

Subsede Campinas da CUT declara apoio à nossa greve

Recebemos com alegria e satisfação a Carta de Apoio e Solidariedade à nossa greve por parte da Coordenação Ampliada da Central Única dos Trabalhadores Subsede Campinas da Estadual/SP.

Os apoios a nossa luta nos dão mais ânimo, pois sabemos que podemos contar a solidariedade de classe para as nossas reivindicações salariais, bem como na defesa da Educação Pública e do Serviço Público.

Confira abaixo o documento na íntegra.

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