porFernanda de Freitas

Crise Humanitária dos Povos Yanomami

O projeto antipobre do governo Bolsonaro promoveu ataques aos nossos direitos, desmonte dos serviços públicos essenciais, piora na crise econômica, aumento das desigualdades sociais e tentativas de destruição da nossa democracia, que afetaram drasticamente as populações mais vulneráveis, como a negra, indígena, mulheres, crianças, pessoas com deficiência, idosos e LGBTQIA+.

Imagem: Urihi – Associação Yanomami

A situação criminosa e lamentável que acomete a Terra Yanomami, maior reserva indígena do Brasil, pode ser considerada uma tragédia anunciada fruto da herança maldita do governo genocida de Bolsonaro.

A explosão do garimpo ilegal sob a conivência dos órgãos fiscalizadores trouxe violência, destruição ambiental e doenças às terras indígenas. Especialistas atestam que a Terra Yanomami sofreu a maior devastação da história desde a demarcação e homologação do território há quase 30 anos.

As emergências de saúde pública, socioambiental e sanitária enfrentadas pelos povos Yanomami denunciam a necessidade urgente de investirmos em políticas públicas de proteção à vida dessa população. Especialmente políticas de combate à insegurança alimentar, tendo em vista que devido ao avanço do garimpo ilegal os Yanomami tiveram a sua alimentação comprometida por conta da contaminação do solo e dos rios.

Fome e insegurança alimentar avançam no país

O 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil revelou que 33,1 milhões de pessoas passam fome no país. Os dados apontam que até as pessoas que plantam, não tem o que comer e muitos que recebem um salário mínimo, também não conseguem comer.

O levantamento foi feito pela Rede PENSSAN (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional).

Em 2014 o nosso país havia saído do Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas) por conta de políticas públicas direcionadas ao combate a fome, aplicadas desde meados da década de 1990. Mas voltamos ao Mapa da Fome, principalmente por conta da pandemia de Covid-19 e a omissão do governo à época.

Entende-se como insegurança alimentar a condição de não ter acesso pleno e permanente a alimentos, e a fome representa sua forma mais grave de privação.

A defesa da inclusão social

Ao longo dos seus 31 anos de fundação, o STU muito se orgulha de lutar incansavelmente pela inclusão social. Tanto que tivemos como vitória mais expressiva dessa luta a conquista das cotas étnico-raciais que abriu as portas da Unicamp para a população negra e indígena do país.

Diante dessa crise humanitária que acomete os povos indígenas vamos somar esforços nos juntando às forças progressistas pela reconstrução do nosso país. Reconstrução essa que passa pela defesa do Estado Democrático de Direto; as proteções ambiental, social e cultural das terras indígenas até a luta antirracista.

A distância nos impede de atuar presencialmente na causa da população Yanomami, mas para quem quiser integrar essa rede de solidariedade e puder fazer uma doação de qualquer valor tem a CUFA (Central Única das Favelas), através do site www.paraquemdoar.com.br/cufa-apoie-os-yanomamis, e a Ação da Cidadania, pelo site www.acaodacidadania.org.br, que estão atuando diretamente nesta causa.

Em ambas as entidades são possíveis fazer doação através de PIX, boleto e cartão de crédito.

A diretoria do sindicato já está discutindo a retomada do projeto solidário implantado na pandemia de doação de cestas básicas para a população vulnerável de Campinas. A ação se faz necessária tendo em vista as fortes chuvas nas últimas semanas que ampliou consideravelmente o número de desabrigados na cidade.

porFernanda de Freitas

Governo Lula recebe reitores e reafirma democracia e autonomia universitária

A Direção Nacional (DN) da FASUBRA vem, desde o início do governo Lula, acompanhando todas as movimentações em busca de espaços para estabelecer agendas sobre nossas pautas e, ao mesmo tempo, ampliar as articulações com o movimento social para garantir a defesa da democracia no país. Nesta quinta-feira (19/1), o presidente Lula e o ministro da Educação, Camilo Santana, se reuniram, no Palácio do Planalto, com cerca de 70 reitoras e reitores das universidades e dos institutos federais.

Lula recebe reitores das universidades e dos institutos federais

Durante o encontro, tanto o presidente Lula quanto o ministro da Educação destacaram que o novo governo garantirá a autonomia universitária. “Não pensem que o Lula vai escolher o reitor que ele gosta, quem tem que gostar do reitor são os professores da universidade, são os funcionários da universidade, é a comunidade universitária que tem que saber quem é que pode administrar bem por ela. Isso eu posso garantir para vocês”, declarou o presidente.

Camilo Santana também enfatizou o fortalecimento e o respeito à autonomia das universidades e dos institutos federais. O ministro da Educação ainda disse que o governo será de diálogo e citou alguns desafios à frente da Pasta. “O Ministério da Educação estará de portas abertas para o diálogo, para a união e para a reconstrução porque houve um desmonte. Estou impressionado com o desmonte que fizeram com a educação pública nesse país, com o desrespeito, com a quebra do pacto federativo entre estados, municípios e União”, criticou.

Para a DN, a atividade retoma a abertura para discutir o papel das instituições públicas de ensino, porém é importante que haja uma reunião com todas as entidades da educação federal para que o governo possa ouvir as propostas, as reivindicações que fizerem e não foram atendidos pelo governo anterior.

A DN FASUBRA, em conjunto com as entidades Andes, Sinasefe e UNE, entre outras, encaminharam um ofício ao presidente Lula solicitando uma reunião nos moldes das que aconteceram com as centrais e com os reitores.

Fonte: Fasubra Sindical / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

porFernanda de Freitas

Data-base 2023: Fórum e Cruesp farão reuniões técnicas em 27/1 e 28/2

A pedido do Fórum das Seis, o Conselho de Reitores (Cruesp), atualmente sob a presidência do reitor da Unicamp Antonio José de Almeida Martins (Tom Zé), agendou duas reuniões técnicas entre as partes: nos dias 27/1 e 28/2.

Os técnicos das universidades comprometeram-se a enviar um conjunto de dados solicitados pelo Fórum, antes de cada reunião. Eles se referem às contratações e às aposentadorias (realizadas em 2022 e previstas para 2023), reservas financeiras de cada universidade mês a mês, insuficiência financeira, benefícios etc.

O Fórum considera premente iniciar a discussão sobre o conjunto das perdas salariais – para retornar ao poder aquisitivo de maio/2012, por exemplo, faltam cerca de 21% – a valorização dos níveis iniciais das carreiras, as reivindicações da permanência estudantil e outras.


Comprometimento baixo com salários deu a tônica em 2022

O comprometimento médio acumulado com a folha de pagamento de janeiro a dezembro 2022 ficou em 70,29% nas três universidades: 67,23% na Unesp, 74,31% na Unicamp e 69,95% na USP. Os percentuais estão entre os menores desde a autonomia universitária conquistada em 1989.

O fechamento da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, referente à quota-parte do Estado (75%), sobre a qual incidem os repasses às estaduais paulistas (9,57%), apontou um total de R$ 149,816 bilhões em 2022.

O montante teve um crescimento nominal de 8,28%, comparado com o ano de 2021, e é cerca de R$ 7 bilhões superior à estimativa prevista inicialmente pelo governo do estado e que foi a base dos orçamentos das universidades para 2022 (R$ 142,873 bilhões).

Nos últimos meses do ano passado, a arrecadação foi afetada pela redução das alíquotas do ICMS dos combustíveis (leis complementares federais 192 e 194, de 2022, e emenda constitucional 123/2022).

O Fórum das Seis questionou o governo estadual sobre o ressarcimento às universidades, uma vez que o estado de São Paulo recebeu compensações do governo federal. Não houve resposta. O assunto seguirá na pauta entre Fórum e Cruesp.

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar | Marcelo Leonardo Souza de Oliveira

Atualizado em 18/01 – às 14h56

Recebemos ontem (17) a notícia do falecimento do companheiro Marcelo Leonardo Souza de Oliveira, funcionário do IQ (Instituto de Química).

O velório acontece nesta quinta-feira (19/01), das 7 às 8h, no Cemitério dos Amarais.

Marcelo se destacou nas greves de 2014, 2016 e 2018 por sempre estar presente e ativo em atos, comandos de greve e assembléias.

Inspirou outros funcionários, não só do IQ, mas de outras unidades para se auto organizarem em movimento suprapartidário, incentivando a autonomia e, ao mesmo tempo, tendo no sindicato uma ferramenta de apoio ao trabalhador.

Vai-se um dos grandes. Mas não se enganem, sementes foram plantadas e elas florescerão!

MARCELO SOUZA, PRESENTE!

Fonte: Nota publicada nas redes sociais pelos amigos e companheiros do Marcelo

Obs.: A diretoria do STU lamenta profundamente o ocorrido e presta a sua solidariedade aos familiares e amigos/as do Marcelo pelo falecimento de uma pessoa tão amada.

porFernanda de Freitas

Terça-feira (17), 12h, tem Plenária Híbrida para discutir a defesa da democracia

Após os últimos acontecimentos em Brasília e em defesa do Estado Democrático de Direito, o STU realiza nesta terça-feira (17), às 12h, na sede, a Plenária Híbrida “Em defesa da Democracia e Contra o Golpismo”.

O link para acessar a sala virtual é: https://meet.google.com/ugk-ewpc-kgt.

Estamos encampando essa luta junto à Fasubra e discutindo com as organizações da cidade, movimentos sociais, partidos políticos e entidades sindicais a nossa organização frente aos ataques à democracia e contra o golpismo.

O STU se soma ao campo progressista na defesa e ampliação dos nossos direitos.
Sabemos que em Campinas e região os conservadores estão se organizando, inclusive com a possibilidade de ataques às instituições públicas, não podemos deixar que esse movimento cresça.

É fundamental permanecermos na defesa do Estado Democrático de Direito e das Universidades Públicas.
As centrais sindicais já estão atentas e estão organizando um calendário de lutas nacional. Continue acompanhando as nossas redes sociais que vamos divulgar os próximos passos por lá também.

Já derrotamos o bolsonarismo nas urnas, chegou a hora de derrotarmos nas ruas.

Venha debater com o STU a defesa do nosso Estado Democrático de Direito na Plenária Híbrida, desta terça-feira, às 12h, na Sede do STU!

Link na sala virtual: https://meet.google.com/ugk-ewpc-kgt

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar | Romilda Pereira da Luz

É com profundo pesar que informamos o falecimento da Sra. Romilda Pereira da Luz (Aposentada/FEF), ontem (10/11). O enterro aconteceu ontem mesmo no Cemitério das Acácias.

Dona Romilda, como era conhecida, era militante ativa do Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU, comparecendo em reuniões e todo tipo de atividade convocada pelo sindicato.

A diretoria do STU lamenta profundamente o ocorrido e presta solidariedade aos familiares, amigos/as da companheira, bem como, aos/às companheiros/as do Departamento de Aposentados, pelo falecimento de uma pessoa tão amada.

Romilda Pereira da Luz, Presente!

porFernanda de Freitas

Pagamento de vales alimentação e refeição

O GGBS liberou nesta semana o cronograma de pagamento do VA (Vale Alimentação) para 2023.

Nossa Pauta Específica 2022 reivindica que o pagamento seja feito até o dia 20 de cada mês. E, em ofícios enviados à reitoria, em dezembro passado, cobramos que o crédito do VA seja feito junto com o de vale refeição, ainda em janeiro deste ano. Bem como o pagamento do abono aos aposentados no valor equivalente aos vales dos funcionários que estão na ativa.

A fixação da data de pagamento do VA também foi reforçada na reunião com o chefe de gabinete da reitoria, Paulo Cesar Montagner, realizada no final de dezembro passado.

Mesmo depois dessas reivindicações, é lamentável que a reitoria insista no pagamento do VA em datas posterior ao dia 20 de cada mês.

No calendário do GGBS o prazo entre um crédito e outro, em determinados meses, fica muito longo prejudicando o orçamento familiar do funcionário. O ideal seria receber no máximo até dia 20, sem passar!

Reitoria se reuniu com STU para tratar do assunto

Na reunião com o chefe de gabinete, a diretoria do STU cobrou ainda que o pagamento do VR seja feito de forma retroativa, tendo em vista que a aprovação do vale aconteceu em dezembro do ano passado. E reforçou a solicitação de pagamento de abono para os aposentados.

Montagner sinalizou que a PG (Procuradoria Geral) está analisando os trâmites legais para a implantação do VR, com especial atenção para a especificidade da jornada de trabalho da Área da Saúde, já que o vale é pago por dia trabalhado. Sobre os aposentados ele ficou de analisar a situação.

Ficou decidido que uma nova reunião seria agendada entre janeiro e fevereiro deste ano, com objetivo de retomar a discussão já com o parecer da PG.

Pagamento retroativo

O GGBS anunciou também que na próxima segunda-feira (9) será creditado R$ 80,00 referente ao valor do reajuste do VA pago em dezembro passado. E no dia 20/01 será pago o valor integral do VA. Vale lembrar que o VA passou de R$ 1.270,00 para R$ 1.350,00.

Fonte: com informações do GGBS/Unicamp

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar | Lidiana Lucindo Moraes (SINTPq)

É com imensa consternação e tristeza que o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) informa o falecimento da diretora do SINTPq (Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia), Lidiana Lucindo Moraes, que trabalhava no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais).

A diretoria do STU oferta as suas homenagens ao legado por ela construído, que muito contribuiu para um país socialmente justo. E expressa também os seus sentimentos de solidariedade e condolências à família, colegas de trabalho e amigos da companheira Lidiana, bem como a toda diretoria e equipe do SINTPq.

As informações sobre o velório serão compartilhadas assim que possível pelo SINTPq.

Lidiana Lucindo Moraes, presente!

Nota de Pesar do SINTPq

É com profundo pesar que a diretoria do SINTPq comunica o falecimento de sua diretora Lidiana Lucindo Moraes. Trabalhadora do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), Lidiana era diretora do sindicato desde 2021, tendo construído ao longo do último período estreitos laços de amizade e companheirismo com os membros da direção do sindicato, com os profissionais da categoria e com representantes de diversas instituições com as quais desenvolvia importantes projetos, como o Conselho Municipal de Saúde, o Cerest (Centro de Referência Regional em Saúde Trabalhador) e o IDET (Instituto Popular de Desenvolvimento em Educação, Trabalho e Tecnologia).

Sempre cheia de energia e entusiasmo, Lidiana colocava o coração em tudo que fazia. Nas negociações coletivas, defendeu incansavelmente a valorização dos profissionais da ciência e tecnologia. Com um olhar atento aos desafios contemporâneos, conseguiu implementar ações relacionadas à saúde mental e à consolidação de canais diretos de diálogo com os trabalhadores, buscando sempre garantir que todos e todas pudessem opinar e denunciar qualquer injustiça.

No campo social, Lidiana participou ativamente de campanhas solidárias e ações educativas voltadas para crianças e jovens da periferia. Com uma postura sempre corajosa, Lidiana combateu intensamente as injustiças sociais e as desigualdades de raça, gênero e orientação sexual. Presença constante nos movimentos sociais, ela semeou a admiração e a amizade de incontáveis pessoas, que hoje lamentam sua partida com muita dor no coração.

Mais do que uma dirigente sindical, Lidiana foi uma guerreira. Mulher preta e periférica, como ela costumava se apresentar, Lidiana construiu uma trajetória de superação das barreiras sociais, tendo conseguido ocupar seu espaço na maior estrutura científica do país, tradicionalmente dominada por homens brancos. Ciente de que tais barreiras não seriam derrubadas por méritos individuais, Lidiana trabalhou durante toda a vida por mudanças estruturais em nossa sociedade racista e desigual. Em entrevista dada ao SINTPq para as celebrações do Dia da Consciência Negra de 2021, ela declarou:

“Entendo que ser uma mulher, CIS, LGBTQIA+, periférica, atuante socialmente, mãe solo de dois e estar na maior estrutura científica do país é o legado da geração a qual pertenço para as próximas. Nós estamos quebrando a hegemonia desses locais a duras penas. Expondo violências, nos posicionando por termos tido um ‘despertar social’, isso faz com que violências ‘sutis’, porém ainda atuantes, tanto social quanto institucionalmente, sejam nomeadas e expostas. Chegamos para ocupar, porém sem pertencer. Esse é o meu sonho para as próximas gerações. Penso que remover o questionamento ‘será que estou no lugar certo?’ da nossa cabeça nos trará uma energia que pode ser direcionada de modo revolucionário na busca por equidade.”

Por fim, o SINTPq manifesta suas condolências para os familiares, amigos e colegas de trabalho de Lidiana Lucindo Moraes. Informações sobre o velório serão compartilhadas assim que possível.

porFernanda de Freitas

Resistência, tolerância e compromisso com a luta classista marcaram a cerimônia de plantio do Baobá

Cerimônia de Plantio do Baobá registra o fortalecimento da luta antirracista travada pelo STU

Dia 1º de dezembro foi um marco histórico na luta travada pelo STU contra o racismo e todas as formas de discriminação e opressão, dentro e fora da Unicamp

Realizamos o plantio da árvore ancestral, Baobá, com uma cerimônia religiosa de matriz africana conduzida pelo Babalorixá Moacyr de Xangô e sua família de axé.

O rito seguiu o propósito de preservar essa forte tradição de cultivo da árvore símbolo de cura, fartura e sabedoria para o povo africano. E foi feito com cantos, rezos e intenções de bênçãos para o espaço, as pessoas presentes e, principalmente, para a entidade e sua categoria.

Coordenadora Geral Marli Armelin

Pai Moacyr é presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas e, como militante defensor das Religiões de Matriz Africana, aproveitou a celebração para pedir paz e sabedoria para a nossa nação.

Em sua bênção, diante do Baobá, desejou que 2023 seja um ano em que o respeito e a tolerância permeiem as nossas relações e que a justiça social se faça presente.

Para a coordenadora geral do STU, Marli Armelin, essa cerimônia vai além do significado de resgate da ancestralidade. “É construir dentro da Universidade branca um espaço da negritude e incentivar a cultura de paz”.

A coordenadora explicou que já vivemos tanto preconceito e discriminação dentro da universidade, de estudantes e docentes brancos contra estudantes e docentes negros, respectivamente, que o único caminho “é incentivar as políticas públicas de inclusão e trazer cada vez mais a negritude para dentro da universidade”.

Coordenadora Geral Elisiene Lobo

O Baobá foi plantado próximo da “esquina de chegada” à sede do STU exatamente para que as pessoas possam ver a árvore símbolo da resistência negra.

“A partir de agora, a sede do sindicato, que foi construída com esforço e contribuição valorosa de cada associado/a, tem em sua entrada uma árvore milenar que marca a resistência histórica e a luta do povo negro por liberdade, respeito e direitos, valores pactuados e defendidos desde à fundação do STU”, disse a coordenadora geral, Elisiene Lobo.

Elisiene disse que o plantio significa também o nosso compromisso classista de seguir firme, como o Baobá, na defesa de uma Unicamp mais inclusiva e solidária e pela valorização do/a servidor/a.

Resistência negra dentro e fora da Universidade

É visível que a maioria dos/as trabalhadores negros/as estão em cargos mais precarizados e de menor rendimento. Aqui na Unicamp mesmo, há uma baixa representação de pretos e pardos em cargos de chefia.

Essa discrepância é apontada pelo Sistema Integrado de Dados Institucionais, o S-Integra, que revela que dos 1133 servidores/as que ocupam cargos de gestão na Unicamp cerca de 16,68% se declaram negros/pardos – representando apenas 189 funcionários/as.

Essa é só mais uma prova da necessidade de fortalecer as bandeiras das políticas de cotas para acesso aos serviços públicos e de garantia de mecanismos justos e democráticos de incentivo à progressão na carreira.

Diretor Robson de Almeida

Por isso, para o diretor Robson Almeida o ensinamento que o plantio nos remete é entender que devemos continuar sendo resistência. “Essa é a ideia da presença do Baobá dentro da Universidade, ainda que sejamos poucos dentro da Universidade. O STU quer que todos os trabalhadores negros se sintam representados.”.

Almeida vai mais além e declara que o Baobá é um símbolo de resistência negra e, assim como a árvore, o sindicato também é um espaço de resistência. “O Baobá é um marco que representa a resistência negra no mundo, não só na África ou no Brasil, e entendemos que o STU, por ser uma entidade engajada nas questões raciais e por direitos, que são negados há séculos aos negros, é muito simbólico ter esse marco aqui na sede.”.

A cerimônia contou com a valiosa participação da presidenta da ADunicamp, professora Maria Silvia Viccari Gatti, que saudou a diretoria pela importante iniciativa de resgate da história e da cultura negra e aproveitou para se colocar como um elo nesta corrente contra o racismo institucional.

Presidenta da ADunicamp, Silvia Gatti

Na quinta-feira, os sonhos de inúmeros militantes negros/as, que contribuíram e ainda contribuem com a luta antirracista em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária, foram depositados aos pés da árvore milenar que guarda a sede do STU.

porFernanda de Freitas

Nota Pública de Solidariedade à comunidade escolar do município de Aracruz-ES

A diretoria do STU vem a público manifestar a sua solidariedade aos estudantes, amigos e familiares das vítimas do atentado na Escola Estadual Primo Bitti e na escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, ocorrido sexta-feira passada (25).

Causou-nos profunda indignação saber que o atirador – usando uma roupa camuflada com uma suástica nazista no braço, chapéu e uma máscara de caveira no rosto – invadiu duas escolas localizadas no município de Aracruz-ES, abriu fogo contra estudantes e professores deixando quatro mortos e inúmeros feridos.

O motivo do ataque ainda é desconhecido, mas sabe-se que o autor do atentado, um adolescente de 16 anos, teria utilizado duas armas para cometer os crimes, sendo que pelo menos uma delas era de seu pai, um tenente da Polícia Militar do Estado.

Atentados desse tipo, motivado pela intolerância e o ódio, não tem justificativa e fere gravemente nossa Carta Magna.

A situação chocou toda a sociedade pela forma cruel com que se deu, principalmente, por ter ocorrido dentro de uma escola, onde são incentivados valores como tolerância, respeito e conhecimento.

Manifestamos profundo pesar às professoras e à aluna que perderam suas vidas e desejarmos plena recuperação às pessoas feridas. Que a comunidade local encontre acolhimento e força para superar essa tragédia.

Essa grave situação é mais uma prova de que facilitar a posse e liberar o porte de armas não favorece a diminuição da criminalidade, ao contrário, dá mais força para que grupos genocidas possam matar deliberadamente.

Esperamos que todos os envolvidos direta ou indiretamente no atentado sejam identificados e junto com o atirador sejam punidos com todo o rigor da lei pelo crime de ódio cometido contra as duas comunidades escolar.

Racistas e fascistas não passarão!

porFernanda de Freitas

Nota Pública | Livro do abolicionista Luiz da Gama impresso com suástica na capa gera constrangimento

A diretoria do STU ficou estarrecida em saber que o livro sobre o abolicionista Luiz Gama, publicado pela editora Mostarda, saiu com uma impressão de suástica no lado direito da capa e chegou a ser distribuído para estudantes do ensino fundamental II de Campinas (SP).

Segundo informações do portal G1, a editora admitiu o erro, se desculpou e confirmou que está trocando a capa do material didático e vai devolvê-lo à Secretaria sem custo para o município.

A impressão errônea da capa demonstra que houve um grave erro na cadeia de revisão da obra. Isso porque no processo de confecção de um livro a capa passa por várias instâncias de revisão, antes de seguir para impressão. Então, definitivamente, não procede a alegação da editora de que houve falha no processo de impressão do livro.

É lamentável saber que a obra acabou sendo lançada com esse erro grosseiro na Bienal do Rio, em dezembro passado, e que esteve exposta numa das maiores feiras literárias do País, a FLIP, em Paraty.

O livro integra a coleção Black Power que é formada por uma vasta coletânea de obras voltadas ao público infantojuvenil que exaltam a história de personagens negros e indígenas como Mandela, Sônia Guajajara, José do Patrocínio, Laudelina de Campos Melo, Ailton Krenak, Dandara e Zumbi.

Esperamos que essa situação lamentável sirva de alerta para que a Secretaria Municipal de Educação faça uma rigorosa checagem em todas as obras recebidas, antes que sejam enviadas às escolas públicas do município. E que a Administração Pública promova a verificação nos demais livros para evitar que símbolos semelhantes sejam difundidos deliberadamente.

Nesses tempos tão duros em que o nazifascismo ganha força na nossa sociedade à medida que crescem os ataques ao Estado Democrático de Direito e às minorias – negros, mulheres, indígenas, comunidade LGBTQIA+ etc. –, não podemos admitir a naturalização de símbolos nazistas que reforçam o ideal genocida de limpeza étnica.

Luiz Gama foi um dos maiores líderes abolicionistas do país, jornalista, advogado e poeta. É o patrono da cadeira nº 15 da Academia Paulista de Letras e atuou como advogado na libertação de escravos durante o século 19. Infelizmente, por mais de um século foi vítima do apagamento histórico que atinge os/as líderes negros/as envolvidos/as nos movimentos contra a escravidão. Mas em 2021 ele foi o primeiro brasileiro negro a ser homenageado pela USP com o título Doutor Honoris Causa póstumo.

Historicamente o STU sempre esteve comprometido com a educação antirracista encampando a luta por uma sociedade justa, igualitária e livre de preconceitos.

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar | Antenor Moscatini Schetini

Os irmãos Antenor (à esquerda) e Érgio

É com profundo pesar que informamos o falecimento do Sr. Antenor Moscatini Schetini, irmão do funcionário Érgio Antonio Moscatini Schetini (FEEC) e cunhado de Cleusa Leite de Campos Schetini (Aposentada/IFCH), ontem (30/11).

Sr. Antenor frequentava as atividades deste sindicato e participou das lutas lideradas pelo nosso Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria com muita dedicação.

O velório será realizado hoje, quinta-feira (01/12), a partir das 12h, no Cemitério da Saudade.

A diretoria do STU lamenta profundamente o ocorrido e presta a sua solidariedade aos familiares e amigos/as de Érgio e Cleusa pelo falecimento de uma pessoa tão amada.

porFernanda de Freitas

Assembleia de quinta-feira (01/12) vai discutir rumos da nossa data-base

Nesta quinta-feira (01/12), às 12h, na sede do STU, teremos mais uma Assembleia Geral. Vamos discutir o desfecho da reunião da Comissão Técnica, entre Cruesp e Fórum das Seis, que discutiu a nossa questão salarial.

Estamos entrando na reta final do ano, se quisermos arrancar nosso reajuste de 21% e outros itens da nossa pauta interna será preciso aumentar a pressão pra cima do reitor fujão, Tom Zero.

A diretoria do STU orienta que as reuniões de unidades sejam intensificadas para que na assembleia seja possível fazer uma avaliação do andamento do movimento e das pautas da Carreira e do Ponto Eletrônico.

Agende a sua reunião de unidade e comunique o STU via e-mail [email protected].

Na assembleia vamos escolher também nossos/as delegados/as para a Plenária Nacional da Fasubra, que ocorre entre 8 e 10/12, em Brasília/DF.

Sua participação é fundamental na construção dessa luta!

porFernanda de Freitas

Documentos sobre regras de progressão – Carreira PAEPE 2023

Clique aqui para baixar o documento elaborado pela Comissão de Carreira do STU com as propostas para o processo de progressão 2023: Alterações às CAD A 09/2018 e CAD A 12/2021

Clique aqui para baixar a nova proposta Deliberação CAD A-11-2021

Clique aqui para baixar a nova proposta Deliberação CAD A-12-2021

Clique aqui para baixar a apresentação Propostas de Melhorias – Progressão 2023

Clique aqui para baixar o Relatório do Comitê final

Clique aqui para baixar o Anexo XI – Progressão para os Dirigentes da Carreira PAEPE Designados pelo Reitor

Clique aqui para baixar o Projeto de deliberação CAD – Carreira PAEPE

porFernanda de Freitas

Nota Pública STU | O povo brasileiro votou pela democracia

Após 12 anos, Lula retorna à presidência do Brasil.

Em um dia histórico, a eleição pra presidente teve enredo de drama e suspense, com final feliz.

A corrida eleitoral se deu de forma desproporcional, uma vez que o atual presidente utilizou a máquina do Estado para garantir sua reeleição.

Bolsonaro com toda a estrutura governamental liberou verbas para o orçamento secreto, para os auxílios, estourando o teto de gastos, utilizou-se de fake news e por último os órgãos de controle para impedir que os eleitores de Lula no nordeste pudessem chegar às urnas para votar.

Nunca antes na história durante a eleição no país um governo se utilizou da PRF para fazer operações nas estradas. Foram ao todo 560 operações.

Mesmo com todas essas ações, Bolsonaro não conseguiu impedir a vitória da democracia. Lula obteve 50,9% dos votos, enquanto Bolsonaro obteve 49,1%, uma vitória apertada que mostra o bolsonarismo como um obstáculo a ser ultrapassado no próximo período.

O Brasil retoma o rumo da democracia com a vitória da frente ampla capitaneada pelo PT de Lula. Porém terá sérios desafios para o próximo período.

Crédito: Imagem do Twitter Lula

Equilibrar as contas, retomar o crescimento, a defesa do estado e manter as políticas sociais que garantam o atendimento das populações em situação de vulnerabilidade.

É bom lembrar que o STU faz parte dessa conquista pela defesa da democracia no país, pois foi uma das primeiras entidades a apoiar a candidatura do Lula e trouxe o presidente à Unicamp para debater a democracia.

Também é necessário observarmos qual será a política de Tarcísio no estado de SP, pois há a preocupação de que ele diga sim as políticas de Bolsonaro do desmonte do Estado e ataque às universidades.

O papel dos trabalhadores é estar nas ruas, defender a democracia e garantir os direitos.

Dia 1° de Janeiro será um novo dia!

Agora é Lula!