Arquivo de tag indígenas

porStéphane Powaczuk

07/02: Dia Nacional de luta dos Povos Indígenas

O dia 07 de fevereiro é mais um dia para lembrar que os povos indígenas são a origem do nosso país. É difícil não lembrar nesta data tudo que tem acontecido com o povo Yanomami, mas relembrar é também, uma forma de dar visibilidade as pautas importantes dos povos indígenas.

A criação do Ministério dos Povos Indígenas e a reativação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ambos conduzidos por uma mulher, são um grande passo para tentar diminuir as desigualdades e as barbaridades que os povos originários estão passando e que piorou muito nos últimos quatro anos do governo Bolsonaro.

De acordo com a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara existe uma crise humanitária instalada no Brasil, e o desmatamento, o garimpo ilegal, as invasões de territórios, a falta de saneamento e de assistência adequada em saúde são causas suficientes para exemplificar essa crise.

Os povos indígenas tiveram muitas lutas para garantir os seus direitos no Brasil, entre elas, a reivindicação do seu espaço também nas universidades, como forma de se capacitar para ocupar cargos de autogestão nos seus territórios.

O STU sempre esteve junto nas batalhas dos indígenas na Unicamp, e hoje vem divulgar esta data como forma de valorizar a causa dos povos originários e enfatizar que vamos continuar a fortalecer a sua luta no cenário político brasileiro.

Origem do Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas

O dia 7 de fevereiro, Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas é celebrado desde 2008. É uma homenagem ao guarani Sepé Tiarajú, um guerreiro morto em 07/02/1756 durante a histórica Batalha de Caiboaté, em São Gabriel (RS).

porFernanda de Freitas

Crise Humanitária dos Povos Yanomami

O projeto antipobre do governo Bolsonaro promoveu ataques aos nossos direitos, desmonte dos serviços públicos essenciais, piora na crise econômica, aumento das desigualdades sociais e tentativas de destruição da nossa democracia, que afetaram drasticamente as populações mais vulneráveis, como a negra, indígena, mulheres, crianças, pessoas com deficiência, idosos e LGBTQIA+.

Imagem: Urihi – Associação Yanomami

A situação criminosa e lamentável que acomete a Terra Yanomami, maior reserva indígena do Brasil, pode ser considerada uma tragédia anunciada fruto da herança maldita do governo genocida de Bolsonaro.

A explosão do garimpo ilegal sob a conivência dos órgãos fiscalizadores trouxe violência, destruição ambiental e doenças às terras indígenas. Especialistas atestam que a Terra Yanomami sofreu a maior devastação da história desde a demarcação e homologação do território há quase 30 anos.

As emergências de saúde pública, socioambiental e sanitária enfrentadas pelos povos Yanomami denunciam a necessidade urgente de investirmos em políticas públicas de proteção à vida dessa população. Especialmente políticas de combate à insegurança alimentar, tendo em vista que devido ao avanço do garimpo ilegal os Yanomami tiveram a sua alimentação comprometida por conta da contaminação do solo e dos rios.

Fome e insegurança alimentar avançam no país

O 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil revelou que 33,1 milhões de pessoas passam fome no país. Os dados apontam que até as pessoas que plantam, não tem o que comer e muitos que recebem um salário mínimo, também não conseguem comer.

O levantamento foi feito pela Rede PENSSAN (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional).

Em 2014 o nosso país havia saído do Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas) por conta de políticas públicas direcionadas ao combate a fome, aplicadas desde meados da década de 1990. Mas voltamos ao Mapa da Fome, principalmente por conta da pandemia de Covid-19 e a omissão do governo à época.

Entende-se como insegurança alimentar a condição de não ter acesso pleno e permanente a alimentos, e a fome representa sua forma mais grave de privação.

A defesa da inclusão social

Ao longo dos seus 31 anos de fundação, o STU muito se orgulha de lutar incansavelmente pela inclusão social. Tanto que tivemos como vitória mais expressiva dessa luta a conquista das cotas étnico-raciais que abriu as portas da Unicamp para a população negra e indígena do país.

Diante dessa crise humanitária que acomete os povos indígenas vamos somar esforços nos juntando às forças progressistas pela reconstrução do nosso país. Reconstrução essa que passa pela defesa do Estado Democrático de Direto; as proteções ambiental, social e cultural das terras indígenas até a luta antirracista.

A distância nos impede de atuar presencialmente na causa da população Yanomami, mas para quem quiser integrar essa rede de solidariedade e puder fazer uma doação de qualquer valor tem a CUFA (Central Única das Favelas), através do site www.paraquemdoar.com.br/cufa-apoie-os-yanomamis, e a Ação da Cidadania, pelo site www.acaodacidadania.org.br, que estão atuando diretamente nesta causa.

Em ambas as entidades são possíveis fazer doação através de PIX, boleto e cartão de crédito.

A diretoria do sindicato já está discutindo a retomada do projeto solidário implantado na pandemia de doação de cestas básicas para a população vulnerável de Campinas. A ação se faz necessária tendo em vista as fortes chuvas nas últimas semanas que ampliou consideravelmente o número de desabrigados na cidade.

porFernanda de Freitas

Grupo Indígena Sabuká Kariri Xocó volta a Campinas

Entre os dias 16 e 28 de abril, o Grupo Indígena Sabuká Kariri Xocó estará realizando várias atividades culturais e apresentando seus trabalhos em alguns espaços na cidade de Campinas.

O grupo, que há três anos vem realizando trabalhos educacionais, culturais, vivenciais e de divulgação e fortalecimento de sua cultura na região, abre mais uma temporada de atividades para dar continuidade na construção de laços de parceria e troca de conhecimentos estabelecidos entre escolas, grupos e centros culturais, universidades, entre outros.

O trabalho do grupo, formado por sete moradores da aldeia, consiste na realização de rodas de conversa como forma de partilhar sua história, cultura e modos de viver e ver o mundo. Também são realizadas oficinas de pintura corporal, de dança e de cantos – denominados Toré – exposição e venda de objetos patrimoniais (artesanatos).

Nestes encontros as crianças, jovens e adultos podem tirar suas dúvidas, vivenciar e aprofundar seus conhecimentos sobre a cultura Kariri Xocó e sobre a história e a situação política dos povos indígenas nordestinos.

Para mais informações em acesse https://www.facebook.com/apoiokaririxoco/?fref=ts

Programação

16 de Abril de 2016 – 20h

Cabaré Povos Parrir e Pacantar – Apresentação em Homenagem ao Povo Kariri Xocó

Local: Centro Cultural Casarão – Rua Maria Sampaio Reginato, S/N – Bairro: Terras do Barão – Estrada da Rhodia Km 15, Barão Geraldo.

17 de Abril de 2016 – 19h

Roda de Conversa e Apresentação de Danças e Cantos com o Grupo Sabuká Kariri Xocó
Local: Faculdade de Educação (Unicamp) – Rua Bertrand Russel, 801 – Cidade Universitária Zeferino Vaz (Em Frente ao Prédio ANEXO I)

18 de Abril de 2016 – 17h30

Roda de Conversa “Na Luta Pela Retomada das Terras”

Local: IFCH (Unicamp) – Ciclo Básico I – Cidade Universitária Zeferino Vaz

19 de Abril de 2016 – 15h

Roda de Conversa e Apresentação de Danças e Cantos com o Grupo Sabuká Kariri Xocó

Local: Centro Cultural Casarão – Rua Maria Sampaio Reginato, S/N – Bairro: Terras do Barão – Estrada da Rhodia Km 15, Barão Geraldo.

20 de Abril de 2016 – 12h

Roda de Conversa e Apresentação de Danças e Cantos com o Grupo Sabuká Kariri Xocó

Local: Colégio Técnico Cotuca – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 735 – Bairro: Chácara Primavera

24 de Abril de 2016 – 16h

Oficina de Rojão – Cantos de Trabalho Kariri Xocó

Local: Espaço Núcleo Cupinzeiro – Rua Luis Vicentim Sobrinho, 135 – Bairro: Vila Santa Izabel

*Exceção: Essa atividade possui um valor de inscrição de R$ 30.

25 de Abril de 2016 – 19h

Roda de Conversa “Direitos Indígenas no Brasil” – Exibição do filme: “Indígenas Kariri Xocó Lutam Pela Terra – Direito Sagrado”

Local: Estação Cultura de Campinas – Praça Marechal Floriano Peixoto, S/N – Bairro: Centro

28 de Abril de 2016 – 14h

Roda de Conversa e Apresentação de Danças e Cantos com o Grupo Sabuká Kariri Xocó

Local: Teatro de Arena (Unicamp) – Ciclo Básico II – Cidade Universitária Zeferino Vaz

Sobre o Grupo Indígena Sabuká – Kariri Xocó

O povo indígena da aldeia Kariri Xocó, localizada no município Porto Real do Colégio, estado de Alagoas, está realizando diversas mobilizações e ações para cobrar representação efetiva  e defesa da Funai, do Ministério Público e da Justiça, medidas cabíveis para a regulamentação definitiva e retomada da parte que falta de suas terras da Área Indígena Kariri Xocó, invadidas por fazendeiros e posseiros há centenas de anos.
A área indígena Kariri Xocó foi demarcada em 1993. No ano 2000 foram divulgados os resultados dos novos estudos de identificação e delimitação promovidos pela Funai, indicando que a área deveria ser aumentada para 4.419 hectares. Esta decisão desagradou diversos fazendeiros da região que se viram ameaçados de desapropriação das terras que ocupavam. A comunidade indígena “abriu mão” num “acordo” de parte das suas terras, acreditando que isso agilizaria os processos de indenização, porém isso não aconteceu.

Em 2006, foi autorizada vistoria para indenização da demarcação e declarada como posse permanente do povo Kariri Xocó indígena de 4.419 hectares de terra (portaria ministerial nº 2.358, de dezembro de 2006). Em 2014, os fazendeiros pediram anulação da decisão, já no momento de vistoria para receberem a indenização, que lhes foi veementemente negada. Os fazendeiros, no entanto, recorreram e o processo tramita em segunda instância em Recife-PE.

Desde então, nenhuma ação jurídica efetiva, tem sido realizada para a reintegração das terras aos Kariri Xocó. As mobilizações dos Kariri Xocó iniciaram-se no dia 27 de fevereiro de 2015 com o fechamento da BR 101 como forma de chamar atenção da sociedade e órgãos competentes. No dia seguinte, a fazenda “Três Amores” foi ocupada por homens, mulheres, jovens e crianças da Aldeia com intuito de retomar as suas terras.

Neste momento, estão sendo realizadas poucas reuniões e negociações entre as representações indígenas e a promotoria pública da Funai e do Estado de Alagoas; no entanto, a situação é tensa e de grande risco para a integridade física dos indígenas, agora com ordem judicial de reintegração, com força policial, para um fazendeiro deferida pelo juiz regional de Arapiraca numa liminar.

Considerando a conflituosa demarcação do território indígena Kariri Xocó de Alagoas, do processo nº 0000294-85.2007.4.05.8001, mais de 3.500 indígenas estabelecidos em menos de 500 hectares, (porque 150 hectares é disponibilizado para preservação da mata do Ouricuri para rituais sagrados), estão em decepção profunda porque sobrevivem com dificuldade sem seu território tradicional.

Rede de Apoio ao Povo Kariri Xocó

A Rede Kariri Xocó é formada por pessoas que acompanham o trabalho do grupo em Campinas e apoiam na forma de elaboração de projetos de financiamento, alojamento, transporte, alimentação, agendamento com escolas e espaços culturais, registros audiovisuais e o fortalecimento político do grupo indígena. É também um modo de fortalecer e divulgar a riqueza de conhecimentos do povo Kariri Xocó, bem como de sua luta por direito à sobrevivência, à dignidade e às suas terras demarcadas.

A rede tem buscado unir forças para apoiar e colaborar com Povos Originários Tradicionais Indígenas do nosso Brasil na Defesa, Resgate e Retomada de suas Terras.

Essas atividades contam com o apoio da Rede de Apoio Xariri Xocó em Campinas, do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) e de outros coletivos.

kariri

porFernanda de Freitas

Moção de Apoio ao Povo Kariri Xocó

Indígenas estiveram presente na posse da diretoria em 2014

Indígenas estiveram na posse da diretoria do STU em 2014

A Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp, realizada nesta quarta-feira (4), aprovou, por unanimidade, a Moção de Apoio ao Povo Kariri Xocó, que vive no município de Porto Real do Colégio, em Alagoas (AL), que está mobilizado pela “reintegração de posse” das suas terras, já regulamentada há anos.

Os indígenas reivindicam que os posseiros e fazendeiros, que perderam em última instância o direito de posse na Justiça, desocupem imediatamente as terras.

Vale lembrar que, um dos grupos da aldeia comparece, anualmente, à Unicamp para apresentar sua cultura por meio de intercâmbio cultural. E, no ano passado, eles se apresentaram na posse da diretoria do STU eleita para a gestão 2014/2017.

Confira abaixo a Moção de Apoio ao Povo Kariri Xocó aprovada pela assembleia:

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/03/Mocao-de-Apoio-ao-Povo-Kariri-Xoco-de-Alagoas.pdf” language=”pt_BR”]

poradmin

Boletim 002/2013

Baixe o arquivo do Boletim do STU 002/2013, distribuído dia 16 de janeiro.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/02/BoletimSTU16-de-janeiroALTA.pdf” language=”pt_BR”]