Arquivo de tag isonomia

porFernanda de Freitas

Assembleia aprova continuidade da negociação da isonomia e pauta específica

Em assembleia geral realizada na manhã desta segunda-feira (25) os trabalhadores da Unicamp decidiram aceitar a contraproposta de negociação, discutida em reunião na sexta-feira (22) passada entre o STU e a Reitoria, que prevê que quando a arrecadação chegar a R$ 92,2 bilhões seja garantida uma referência para todos os servidores, exceto os já isonômicos (118 funcionários enquadrados no nível 01-F).

A categoria entende que essa proposta possibilita um avanço no debate sobre a isonomia, mas não inviabiliza a continuidade da negociação no que diz respeito ao gatilho financeiro.

A assembleia avaliou que a proposta de reajuste apresentada pelo Cruesp ao Fórum das Seis (F6) de  4% em maio e 3,09% em outubro, aplicados ao 13º salário é insuficiente.  Por isso, devemos manter o índice de 8,4% (Dieese) em maio mais 3% para repor as perdas salariais em setembro (com impactos nos holerites de junho e outubro). Além disso, foi indicado que o F6 mantenha o indicativo de Greve Unificada caso não haja avanço na discussão do reajuste.

Também foi aprovado o calendário indicado pela Fasubra de Greve das Federais, no dia 28 de maio, em defesa da Educação. E das centrais sindicais de Paralisação Nacional rumo à Greve Geral em 29 de maio, contra a política de reajuste fiscal.

Pauta Específica 2015

A assembleia também aprovou a Pauta Específica 2015 que será protocolada pelo Sindicato na reitoria.

Confira abaixo todas as reivindicações contidas na pauta:

Pauta Específica 2015

 

1)      Implementação da isonomia já

2)      Implementação das 30 horas para todos os trabalhadores da saúde com dimensionamento democrático dos quadros

3)      ***Mais vagas nas creches, atendendo demanda efetiva incluindo as empresas terceirizadas

– Ampliação do quadro permanente de funcionários técnico-administrativos e de docentes, via concurso público, atendendo às demandas definidas pelas unidades de ensino e demais órgãos institucionais, garantindo-se a reposição imediata nos casos de exoneração ou falecimento; garantia de vagas em creches para os filhos dos funcionários técnico-administrativos, docentes e estudantes, de modo a atender a demanda efetiva em todos os campi e as terceirizadas.

4)      Implantação do vale refeição

5)      Garantia e calendário da mudança de regime, visando regime jurídico único (Esunicamp)

6)      Carreira dos funcionários (regulamentação do horário para estudante; reconhecimento da escolaridade formal e valorização da experiência; desvinculação da reserva de recurso; pisos salariais; mobilidade funcional) Incorporação de todos os valores pagos a titulo de “benefícios” aos proventos dos aposentados e extensão de todo reajuste linear na carreira e na isonomia

7)      Isonomia com a Unicamp para todos os trabalhadores da Funcamp; fim das demissões sumárias na Funcamp; contra as contratações e contrato de gestão

8)      Redução do valor do fretado com vistas à gratuidade e melhoria dos serviços e da mobilidade no transporte público e no serviço de circular interno

9)      Cotas raciais e inclusão

10)  Fim da Portaria GR-02 (*contingenciamento das contratações)

11)  Condições de Trabalho – Assédio moral (*exigir cumprimento do acordo)

12)  Democratização do uso da internet para todos os setores

13)  Reajuste do auxilio alimentação e demais benefícios: auxílio criança e auxílio especial

14)  Reajuste dos salários dos estagiários que estão congelados desde 2008

15)  Fim da terceirização e incorporação dos trabalhadores terceirizados

16)  Que a licença nojo concedida aos trabalhadores contratados pelo regime CLE seja estendida nos mesmos moldes aos funcionários contratados pelo regime CLT

17)  Publicizar os salários dos trabalhadores da Unicamp, nos mesmos moldes que foram publicados os dos trabalhadores da USP (Lei da Transparência).

18)  Que os benefícios concedidos sejam imediatamente reajustados quando houver reajustes nos salários

19)  Discutir a pauta específica da DEdIC, já protocolada em 2014.

porFernanda de Freitas

Reitoria: custos para efetivação da isonomia

Confira a resposta da reitoria ao ofício 040/2015 do STU sobre os custos para a implantação da isonomia.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/05/ISONOMIA-RESPOSTA-DADOS-REITORIA.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

porFernanda de Freitas

Assembleia aprova pauta unificada de reivindicações 2015

Hoje à tarde (19) os trabalhadores da Unicamp realizaram mais uma rodada de assembleia para discutir a Campanha Salarial 2015.

Foi aprovada, por unanimidade, a Pauta Unificada com destaque para a proposta que reivindica reposição salarial na data-base para docentes e servidores técnico-administrativos das três universidades e do Centro Paula Souza, de acordo com o ICV do Dieese, correspondente à inflação do período maio/2014 a abril/2015, mais 3% a título de recuperação parcial de perdas históricas, com nova negociação salarial em setembro/outubro 2015. Isso significa reposição da inflação mais as perdas salariais.

A categoria apresentou algumas considerações à pauta indicada pelo Fórum das Seis, entre elas, a inclusão do item “fim dos super salários, cumprindo a Lei do teto salarial do funcionalismo”.

A assembleia também aprovou:

  • Mobilização da categoria para participação no ato nacional do dia 26 de março em defesa da classe trabalhadora, com a realização de um debate na Unicamp sobre conjuntura;
  • Moção cobrando a retirada das punições da diretora Adriana Stella e a anulação da sindicância;
  • Moção de apoio aos professores da rede estadual paulista que estão em greve;
  • Intensificar o calendário de mobilização com vistas no fortalecimento da luta pela isonomia.

Além disso, a assembleia também aprovou um calendário de luta que incorpora as mobilizações apontadas pela Fasubra e pelo Fórum das Seis.

Calendário de Luta:

  • 23/03, 10 às 15h – Reunião do Fórum das Seis, na sede da Adunesp (Praça da Sé)
  • 24/03, 16h – Reunião com o reitor, na sala do CONSU (com transmissão online).
  • 31/03 – Assembleia Orçamentária do STU
  • 7, 8 e 9 de Abril – Jornada Nacional com Paralisação dos Servidores Públicos Federais (com ampla participação dos trabalhadores das Universidades Públicas) – Fasubra
  • 16/04 – Assembleia Geral (isonomia)
porFernanda de Freitas

Após várias cobranças reitor agenda reunião de negociação

Depois de pressionar a reitoria para agendar uma reunião de negociação, ontem (9), o STU recebeu retorno.

A reunião será dia 24 de março, às 16h, na Sala do Consu. E tem como finalidade discutir o calendário de implementação da isonomia e as demais informações sobre esse processo.

É bom lembrar que o prazo estabelecido pelo reitor em 2013 para efetivar a isonomia termina dia 19 de abril.

Na assembleia geral da semana passada os trabalhadores discutiram os rumos da Campanha Salarial 2015 e decidiram marcar nova assembleia em 16 de abril para discutir o indicativo de greve, caso o processo de isonomia não se concretize.

No dia da reunião de negociação haverá transmissão online para que a categoria possa acompanhar a discussão.

Confira abaixo a resposta da reitoria:

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2015/03/132-2015-resposta0001.pdf” language=”pt_BR”]

 

porFernanda de Freitas

Assembleia discute pauta de reivindicação e aprova calendário da isonomia

assembleia_04_03_15_ferdefr

Assembleia aprova calendário de lutas pela isonomia

Os trabalhadores da Unicamp reunidos em Assembleia Geral, hoje (4) à tarde, deram o pontapé inicial para a construção da Campanha Salarial 2015.

Na ocasião foram discutidas as perspectivas de mobilização tendo em vista o recente anúncio do governador Alckmin de ajustes financeiros à custa do arrocho salarial dos servidores públicos. Os trabalhadores não aceitaram que a crise político-econômica, pela qual o país está passando, seja justificativa de impeditivo para a implementação da isonomia e dos avançarmos na discussão sobre reposição das perdas salariais.

Após duas horas de avaliação da conjuntura nacional e dos indicativos do Fórum das Seis, a assembleia deliberou:

  • Indicar ao Fórum das Seis que seja fixado um índice salarial que reivindique a recuperação das perdas salariais somada à inflação acumulada de 2014/2015;
  • Que o STU cobre, novamente, resposta oficial do reitor a respeito da efetivação da isonomia, bem como seus respectivos dados;
  • Que as unidades realizem suas reuniões para debater a Campanha Salarial, o calendário da isonomia e também eleger o membro para o Conselho de Representantes (CR);
  • Aprovar um calendário de lutas que tem como norte a construção da greve caso não se efetive a isonomia com a USP, sem prejuízo de participação no calendário indicado pelo Fórum das Seis para debater as questões da data-base 2015.

Os trabalhadores agendaram para 16 de abril a realização de nova assembleia para discutir o indicativo de paralisação ou de deflagração da greve, com vistas na resposta do reitor Tadeu sobre a efetivação da isonomia, cujo prazo vence em 19 de abril.

Encaminhamentos gerais 

assembleia3_04_03_15_ferdef

Trabalhadores indicam nota de repúdio ao calendário do mês da mulher proposto pelo GGBS e apoio ao povo indígena Kariri Xocó

A assembleia aprovou uma nota de repúdio ao calendário do Dia Internacional da Mulher proposto pela Unicamp que tem como tema “Afinal, o que querem as mulheres?”.

A iniciativa encampada pelo GGBS propõe ações totalmente desconectadas às lutas das mulheres porque indicam atividades com temática como “A Mulher e o Amor”, Minicurso de Auto Maquiagem, Minicurso de Moda no Ambiente de Trabalho e Feira da Beleza.
Essas atividades reforçam preconceitos e estereótipos extremamente machistas que vão de encontro à pauta feminista por melhores condições de trabalho, equiparação salarial com os homens, mais vagas na creche, combate a toda forma de violência etc. A assembleia defende que a discussão proposta pelo GGBS está ultrapassada porque as mulheres querem mais do que se embelezar. Sua luta é por um mundo justo, igualitário e sem exploração e opressão.

A assembleia também aprovou, por unanimidade, a Moção de Apoio ao Povo Kariri Xocó que vive no município de Porto Real do Colégio, em Alagoas (AL) e que está mobilizado pela “reintegração de posse” de suas terras já regulamentada há anos. Os indígenas reivindicam que os posseiros e fazendeiros, que perderam em última instância o direito de posse na Justiça, desocupem imediatamente as terras.

Plenária Fasubra

A assembleia geral aprovou a indicação de quatro trabalhadores para participarem da Plenária da Fasubra, que ocorrerá neste fim de semana.

A comissão será composta por um representante de cada coletivo que compõe a diretoria do STU, bem como seu respectivo suplente. Os coletivos são “Alerta Unicamp – Compromisso com o Trabalhador”, “Vamos à Luta”, “Apesar de Você” e “Lutar Pra Valer”.

Calendário de Lutas

  • 06/03 – Ato Nacional contra a EBSERH e em Defesa dos Hospitais Universitários da Fasubra (Rio de Janeiro/RJ)
  • 07/03 – Ato do Dia Internacional de Luta das Mulheres (Campinas/SP)
  • 07 e 08/03 – Plenária da Fasubra
  • 10/03 – Reunião da Comissão de Aposentados das Três Universidades Paulistas (Piracicaba/SP)
  • 19/03 – Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp
  • 31/03 – Ato dos Aposentados contra as Medidas do Governo Federal – MP’s (Piracicaba/SP)
poradmin

Boletim 107/2014

Baixe aqui o Boletim 107/2014, de 07 de novembro de 2014.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/11/BoletimSTU_107_07-11-2014.pdf” language=”pt_BR”]

poradmin

Boletim 106/2014

Baixe aqui o Boletim 106/2014, de 06 de novembro de 2014.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/11/Boletim_106_2014-1.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Reuniões de Unidades discutem mobilização pela isonomia

Nossa última assembleia aprovou a realização de reuniões de unidades para discutir os rumos da nossa luta, tendo como foco a discussão do calendário de mobilização da luta pela isonomia e a paralisação na próxima sexta-feira (7). Confira nossa agenda:

 

Reuniões de Unidades

05/11 14h30 BC
05/11 14h30 Ceci Maternal e Pré-escola
05/11 14h30 IFGW – Auditório
05/11 18h CAS
06/11 9h IA
06/11 9h CEMIB – hall de entrada área externa
06/11 9h FEF – sala 12 prédio II
06/11 9h30 Básico
06/11 14h RU
06/11 14h30 FEC – Sala 21 Bloco das salas de aula
06/11 15h IMECC
06/11 15h FEEC- saguão Bloco A
07/11 8h30 Café da Manhã no IB
07/11 8h30 Café da Manhã na DGA
07/11 8h30 Café da Manhã no IEL
07/11 8h30 Café da Manhã no IFCH
poradmin

Assembleia aprova paralisação no dia 7 pela isonomia

A reitoria desrespeitou o compromisso com os trabalhadores de efetivar a isonomia.

A resposta da categoria é mobilização e luta.

Na assembleia realizada ontem, os trabalhadores da Unicamp demonstraram sua indignação diante do descaso da reitoria, que vem descumprindo o compromisso firmado no ano passado de efetivar a isonomia salarial com a USP. Diante da sinalização do reitor José Tadeu Jorge de que a isonomia está condicionada a uma melhoria da arrecadação do ICMS, numa discussão que durou pouco mais de três horas, os servidores decidiram construir um processo de mobilização até o dia do próximo Conselho Universitário, que se reúne em 25 de novembro.

No próximo dia 7 será realizada uma paralisação de advertência ao longo do dia, seguida de nova assembleia às 14 horas. Nesta oportunidade será discutido também o cronograma da eleição do Conselho de Representantes do STU, debate que não foi possível realizar ontem.

No dia 18, nova assembléia está prevista para avaliar a existência ou não de avanços no diálogo por parte da reitoria e, caso não exista mudança no cenário, preparar uma nova paralisação para o dia 21 de novembro (que além da questão da isonomia, homenageie o Dia da Consciência Negra, celebrado no 20, em memória do assassinato do líder quilombola Zumbi dos Palmares).

É de extrema importância que as unidades organizem reuniões para fortalecer a mobilização dos próximos dias. Só com luta e unidade é possível avançar!

Calendário de mobilização

  • Realização de reuniões nas unidades (para discutir a luta pela isonomia e também o calendário)
  • 07/11 – Paralisação e assembléia às 14 horas
  • 18/11 – indicativo de nova assembléia
  • 21/11 – indicativo de nova paralisação
  • 25/11 – Paralisação e ato em frente à reunião do CONSU
  • 27/11 – Reunião de negociação com a reitoria
poradmin

Boletim 105/2014

Baixe aqui o Boletim 105/2014, de 31 de outubro de 2014.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/10/BoletimSTU_104_29-10-2014final.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Três referências é pouco!

Confira abaixo depoimento publicado no Facebook, em 15 de agosto, pelo professor livre-docente do Departamento de Ciência Política e diretor acadêmico do Arquivo Edgard Leuenroth, Álvaro Bianchi, sobre a luta dos funcionários técnico-administrativos da Unicamp pela isonomia:

professor_alvaro_bianchi

 

 

 

 

 

 

 

 

Professor Álvaro Bianchi

“A moção encaminhada por um grupo de professores da Universidade Estadual de Campinas à reunião do Conselho Universitário do dia 5 de agosto, manifestando-se contrariamente à isonomia salarial dos trabalhadores técnico-administrativos é uma expressão do amesquinhamento da vida acadêmica e de ignorância a respeito do funcionamento da universidade. Apresentada depois dos trabalhadores docentes obterem um abono salarial que coletivamente consideramos uma conquista da greve, ainda que parcial e provisória, a proposta enviada ao Consu atesta uma concepção elitista e oportunista.

Trata-se de um sintoma do grau de deterioração das relações no interior da comunidade acadêmica. As razões dessa deterioração estão para serem investigadas, mas inquirir a respeito de clusters privados no interior da universidade pode ser uma boa pista. Evidentemente os interesses que se manifestaram na moção não dizem respeito à produção de conhecimento e ao ensino; enfim, são claramente extra-acadêmicos.

Como diretor acadêmico do Arquivo Edgard Leuenroth tenho a firme convicção de que a isonomia salarial dos trabalhadores técnico-administrativos é, não apenas um direito; é uma obrigação imperiosa para a manutenção dos padrões de excelência da Unicamp. Do mesmo modo, considero que a reivindicação de três referências para todos os pisos da carreira dos trabalhadores técnico-administrativos não é apenas justa, ela é uma necessidade.

As administrações precedentes, destilaram nos laboratórios do autoritarismo e da intransigência uma carreira para os trabalhadores técnico-administrativos que dificulta e limita progressão, ao mesmo tempo em que fornece fortes desincentivos à qualificação. Ainda assim, a iniciativa individual dos funcionários da Unicamp tem produzido uma constante elevação de sua formação.

No Arquivo Edgard Leuenroth, 2/3 do corpo de trabalhadores técnico-administrativos tem título superior, metade tem cursos de especialização, mestrado ou doutorado e 1/4 encontra-se atualmente investindo tempo e recursos próprios em sua formação. É grande o número de trabalhadores contratados para a carreira de nível médio que possuem um título superior ou estão em vias de obtê-lo. Ainda assim, os salários são inferiores aos praticados no mercado e em outras instituições de ensino. São esses trabalhadores sub-remunerados que garantem a excelência do Arquivo, seu reconhecimento internacional e a constante produção e preservação de conhecimento.

Esse patrimônio da Universidade encontra-se ameaçado. A ausência de isonomia com a USP e a corrosão salarial tem provocado uma evasão constante de técnicos extremamente qualificados. Trabalhadores, algumas vezes com mais de dez anos de Universidade e no auge de sua capacidade técnica e produtiva, têm trocado a Unicamp por universidades federais do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Optam de maneira absolutamente racional por instituições menores e sem nossa tradição, mas com políticas salariais menos injustas. A irracionalidade fica por conta das administrações da nossa Universidade. Os conhecimentos perdidos demoram anos para serem repostos. Gasta-se tempo e recursos com a capacitação de novos técnicos, sem criar condições para que eles permaneçam na Unicamp recebendo um salário adequado às suas funções e qualificações.

A moção encaminhada por aquele conjunto de professores ignora o processo real de produção de conhecimento em nossa Universidade. Sem um corpo técnico-administrativo qualificado e remunerado de acordo com suas capacidades, sem um plano de carreira adequado que permita a progressão e incentive a formação, a Unicamp está condenada à falência acadêmica. A manutenção da atual política salarial dos trabalhadores técnico-administrativos continuará funcionando como um incentivo à evasão de saberes. Todos os dias laboratórios, bibliotecas, centros de pesquisa e outras unidades de excelência enfrentam essa ameaça. A situação é emergencial. Convenhamos, três referências é um preço muito baixo para evitar essa falência”.

porFernanda de Freitas

Reitoria nega tratamento isonômico a plantonistas da área de saúde neste fim de ano

A reitoria José Tadeu Jorge negou o pedido de tratamento isonômico aos trabalhadores da área da saúde no que diz respeito ao calendário de recesso e feriados natalinos.

De acordo com resposta encaminhada ao STU pelo chefe de gabinete da reitoria, Paulo César Montagner, as direções do HC e do CAISM teriam se manifestado contra a redução do número de plantões noturnos para o máximo de 10 (dez) no mês e a garantia de duas folgas extras para os plantonistas diurnos.

No mês de dezembro a maioria dos servidores da Unicamp trabalhará cerca de 31,8% a menos (7 dias em 22) do que num mês típico devido aos feriados, suspensões de expediente e recesso natalino.

O STU encaminhou ofício à reitoria solicitando extensão da redução à área de saúde para quem trabalha em regime de plantão.

Para atender à demanda dos trabalhadores da saúde, bastaria levantar o custo dos plantões extras que restassem descobertos após o ajuste das escalas.

A reitoria preferiu negar um direto, sem investigar o custo ou levantar as demandas dos hospitais para garantir este tratamento igual. Faltou vontade política.

 

porFernanda de Freitas

Boletim 065/2013

Baixe aqui o Boletim 065/2013, de 5 de Dezembro de 2013.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/12/BoletimSTU_5_de_dezembro_2013.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

porFernanda de Freitas

Cadê o reitor?!?

Sindicato cobra respostas sobre demandas da categoria e transparência administrativa.

Desde a reunião ocorrida no dia 17 de setembro, a reitoria José Tadeu Jorge negligencia o diálogo com a direção do STU. A administração da Universidade recusa-se a apresentar posicionamento formal e por escrito em relação à efetivação da isonomia salarial com a USP e a correção das disparidades criadas pela forma como está sendo implementada a equiparação da tabela salarial aos valores praticados na Universidade de São Paulo. O mesmo silêncio impera sobre as reivindicações dos trabalhadores da área de saúde (especialmente no que  diz respeito à retomada da jornada semanal de 30 horas de trabalho, extinta na primeira gestão de Tadeu).

Os gestores da Unicamp também não repassaram ao STU as cópias dos contratos do serviço de transporte fretado, como prometido em setembro.

 

Isonomia

Para piorar a situação, depois de jogar para 2015 a equiparação dos salários do nível médio à USP, a reitoria deixou os aposentados de fora da segunda etapa do plano de isonomia, e não se manifestou ainda sobre a extensão do auxílio alimentação para este segmento da categoria. Sobre a exclusão dos inativos na segunda etapa da isonomia, na sessão do Conselho Universitário desta terça-feira (26), Tadeu afirmou que “é simplesmente uma questão operacional, de relações de cálculos, com DGRH e AEPLAN. Isto já está resolvido e, certamente, como foi afirmado no processo, piso é piso e todos estarão no piso definido para a Universidade”. O sindicato agora quer saber quando se dará o pagamento da parcela aos trabalhadores que não estão mais na ativa.

No último dia 11, a coordenadora da DGRH, Maria Aparecida Quina de Souza, comprometeu-se a buscar nova reunião entre o STU e Tadeu. Até o fechamento desta edição, no entanto, não havia resposta sobre o assunto.

O STU questiona onde está o reitor que se elegeu prometendo romper com a postura antidemocrática e autoritária da gestão Fernando Costa. A categoria e a comunidade universitária querem respostas e cabe ao dirigente máximo da Universidade prestar contas a quem constrói a Unicamp no dia-a-dia.

porFernanda de Freitas

STU cobra isonomia também de jornada entre os trabalhadores da Unicamp

Em virtude dos feriados, suspensões de expediente e do recesso universitário, no mês de dezembro a maioria dos servidores da Unicamp trabalhará cerca de 31,8% a menos (7 dias em 22) do que num mês típico. Os trabalhadores da área da saúde, no entanto, realizarão jornada equivalente aos outros meses.

No último dia 22, o STU encaminhou ofício à reitoria solicitando providências para extensão da redução aos trabalhadores da área de saúde.

Foram colhidas também assinaturas dos funcionários da área de saúde em um abaixo-assinado que reivindica a redução do número de plantões noturnos para o máximo de 10 (dez) no mês e a garantia de duas folgas extras para os plantonistas diurnos.

porFernanda de Freitas

Boletim 064/2013

Baixe aqui o Boletim 064/2013, de 27 de Novembro de 2013.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/11/Boletim_STU_27_de_novembro_2013.pdf” language=”pt_BR”]

 

porFernanda de Freitas

Nova mudança unilateral na implementação da isonomia prejudica aposentados

Sindicato segue cobrando cumprimento da proposta apresentada em 3 de julho deste ano.

A diretoria do STU voltou a cobrar a efetivação da proposta de retomada da isonomia dos pisos salariais com a USP apresentada pelo reitor José Tadeu Jorge em 3 de julho deste ano. A cobrança foi reforçada na reunião ocorrida em 11/11 com a DGRH.

A quarta referência da etapa 2013 do processo de equiparação salarial, efetivada no contracheque de outubro, não atingiu os aposentados.

Quando apresentou a proposta de retomada da isonomia, Tadeu foi cobrado quanto à extensão aos trabalhadores em inatividade e respondeu que todos seriam beneficiados. Em outras quatro oportunidades a reitoria foi expressa e insistentemente questionada e sempre informou que esta etapa alcançaria todos os funcionários – além de garantir uma progressão para todos os trabalhadores, também seria aplicada ao piso, garantindo uma quarta progressão de 5%.

Agora, segundo a coordenadora da DGRH, Maria Aparecida Quina de Souza, o procedimento seguiria o Comunicado ao STU datado de 24 de julho. O texto menciona a concessão de “01 referência para cada funcionário”, “dentro do processo avaliatório”.

A diretoria do STU considera tal argumento absurdo e infundado. A isonomia salarial não tem nenhuma vinculação com a política de avaliação de pessoal. O próprio Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) reconheceu, no acordo assinado em 1991, que a isonomia salarial nas universidades estaduais paulistas é um instrumento indispensável para o equilíbrio do sistema público universitário.

A tentativa da reitoria de vincular as duas questões é vista como uma manobra para ludibriar os trabalhadores. Primeiro a gestão Tadeu mudou unilateralmente o critério da equiparação do piso do nível médio, prometida para a data-base de 2014 e jogada para 2015. Agora, prejudica os aposentados.

Para evitar essa insegurança, a diretoria do STU solicita desde a reunião de 3 de julho a formalização por escrito da retomada da isonomia, o que a reitoria se nega a fazer.

A coordenadora da DGRH se comprometeu a buscar uma nova reunião, com a presença de Tadeu, o mais breve possível.

 

Auxílio alimentação para os aposentados

A diretoria do STU também voltou a cobrar a extensão do auxílio alimentação para os aposentados. A medida já vigora na Assembleia Legislativa do Estado, por exemplo, conforme documento protocolado junto à DGRH pelo sindicato e também pela Adunicamp.

A coordenadora de Recursos Humanos respondeu, no entanto, que o parecer da Procuradoria Geral prometido pelo reitor José Tadeu Jorge em reunião no dia 17 de setembro, ainda não foi encaminhado ao órgão.

O sindicato considera a postura da reitoria um desrespeito com trabalhadores que dedicaram anos à construção da respeitabilidade da Unicamp.

 

Incentivo ao Trabalho Noturno

Outro ponto tratado na reunião foi a indexação do Incentivo ao Trabalho Noturno (ITN). Hoje o adicional é calculado com base nos valores salariais da antiga tabela (1-A) da carreira PAEPE. Como os valores salariais de início de carreira passaram a ser equivalentes ao nível 1-E da tabela, o sindicato pleiteou a adequação do ITN. A DGRH informou que ainda não tem resposta sobre esse questionamento e prometeu apresentar uma definição na próxima reunião com a reitoria, ainda sem data.

 

Adicional para vigilantes e aposentadoria

O STU também questionou por que os trabalhadores estão sendo obrigados a comprovar tempo de contribuição para se aposentar. Antigamente, a própria Unicamp acessava estes registros pelo sistema Posto Prisma. A DGRH atribuiu o problema à suspensão, por parte do INSS, dos convênios que viabilizavam o Prisma em todo Brasil.

O STU enviará ofício cobrando a formalização desta esta mudança por escrito.

porFernanda de Freitas

Boletim 063/2013

Baixe aqui o Boletim 063/2013, de 19 de Novembro de 2013.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/11/Boletim_STU_18_de_novembro_2013.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

porFernanda de Freitas

Sindicato tem nova reunião de negociação hoje com a reitoria

Acontece hoje (17), às 10 horas, mais uma reunião de negociação da Campanha Salarial 2013 entre o STU e a reitoria da Unicamp. Durante o encontro, o sindicato pretende apresentar a posição da categoria contra os atuais preços dos serviços de fretados e bandejões, dando continuidade à discussão dos pontos sobre transporte e alimentação iniciados na reunião do dia 7 de agosto. O STU também voltará a cobrar o acesso aos contratos com as empresas terceirizadas que prestam o serviço de transporte fretado. O pedido foi reiterado por meio de ofícios protocolados dia 30/08 na DGA e em 04/09 na reitoria.

Além disso, o sindicato cobrará ainda da reitoria a formalização da proposta de implementação da isonomia, visto que a categoria espera até hoje que a Unicamp coloque no papel as medidas que serão adotadas para equiparar os pisos salariais com a USP em 2014 e 2015.

É importante lembrar que na última reunião, Tadeu contrariou o que havia sido anunciado na reunião do dia 11/06 (data em que a reitoria divulgou o plano de implementação da isonomia) e disse que a equiparação do piso do nível médio ocorrerá em 2014, mas não durante o período da data-base. A ausência de um documento oficial sobre o assunto só facilita a mudança constante de informações sobre o processo.

O debate sobre os demais itens da pauta também deve voltar hoje à mesa de negociação.

Embora tenha prometido delegar responsáveis da administração da Universidade para negociar os itens da pauta específica e acelerar o processo de debates entre reitoria e sindicato, o reitor nada fez nesse sentido, engessando as negociações da Campanha Salarial.

Hoje, o STU voltará a cobrar celeridade nas negociações a fim de garantir que a pauta decidida em assembleia seja discutida em sua totalidade e a Unicamp apresente propostas concretas às reivindicações dos trabalhadores.

porFernanda de Freitas

Sindicato e reitoria têm nova reunião de negociação nesta quarta-feira (7)

Em continuidade ao calendário de negociações da Campanha Salarial 2013, acontece amanhã uma nova reunião entre o STU e a reitoria da Unicamp. Desta vez, estará em discussão a pauta específica da categoria, aprovada em assembleia geral realizada no último dia 20 de junho. Entre as principais reivindicações da pauta específica estão a recomposição do adicional noturno, gratuidade nos serviços de transporte fretado e restaurante, auxílio alimentação incorporado ao salário sem empresas mediadoras do benefício, ampliação do CECOM e a jornada de 30 horas para todos os trabalhadores da Unicamp sem redução de salários. Conforme deliberado na última assembleia da categoria, os trabalhadores irão realizar uma vigília em frente à reitoria a partir das 10 horas.

O STU deverá aproveitar a oportunidade para cobrar esclarecimentos da reitoria em relação ao ofício enviado ao sindicato na semana passada sobre o plano de implementação da isonomia salarial com a USP. Diferente do que havia sido anunciado na reunião de negociação do dia 11 de junho, o ofício informou que o piso do nível médio não será equiparado na data-base de 2014, e sim em 2015, junto com o piso do nível superior. A informação surpreendeu a diretoria do sindicato, que considerou esse recuo inaceitável.

Na ocasião, o STU também pretende pautar a questão dos fretados que fazem o transporte dos funcionários da Universidade. A categoria reclama da superlotação e má qualidade do serviço, muito aquém dos valores abusivos cobrados pela prestação do serviço.