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porFernanda de Freitas

Enquanto Tom Zé permanece insensível, movimento unificado luta para barrar demissões

Hoje pela manhã, estudantes, trabalhadores/as e professores se juntaram num ato em frente à reitoria da Unicamp, onde ocorria a reunião do Consu (Conselho Universitário) para denunciar as demissões no Restaurante Universitário.

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em maio/2022, mais de 10,6 milhões de brasileiros estão desempregados no país.
Para contribuir com essa triste estatística e ampliar a miséria do país, a Unicamp decidiu jogar na rua 330 famílias que serão ainda mais prejudicadas com a alta dos preços de serviços como energia elétrica, água, telefonia, cesta básica e outros itens de consumo básico.

O movimento aproveitou também para denunciar a política recorrente da Universidade de terceirizar serviços demitindo funcionários/as para contratar outros/as mais baratos/as e com menos direitos.

Há anos o STU tem se posicionado contra essa política predatória que aprofunda os ataques aos direitos dos/as trabalhadores/as e prejudica a qualidade do serviço prestado nos restaurantes, vigilância e outros setores valiosos da instituição.

Ao ser indagado por alguns conselheiros sobre o ato unificado que cobrava resposta sobre as demissões e retirada de direitos através das terceirizações, o reitor Tom Zé alegou ser “fã do Estado Democrático de Direito” e que esse valor precisa ser preservado. E justificou que a legislação vigente “não terceiriza pessoas, terceiriza serviços”, dando a entender que é a única alternativa possível para a instituição.

Tentou com esse argumento reverter os papéis, sugerindo que as entidades busquem as causas e saídas para os problemas. O sindicato reforça que a solução é a admissão por concurso público, barrando a terceirização e garantindo a qualidade dos serviços.

A conselheira representante dos estudantes, Milena Cicone, conseguiu expressar a posição contrária às demissões, mas foi interrompida pelo reitor, ainda no seu tempo de fala, quando o ato que acontecia em frente à reitoria puxou gritos de ordem.

A situação é tão grave que a diretoria do STU pediu no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo a impugnação do contrato da empresa que ganhou o processo de licitação para o Bandejão.

A terceirização representa um desmonte do serviço público e a situação fica ainda mais inaceitável ao constatar que a empresa que será contratada está sofrendo penalidade sanitária por servir alimentos sem condições de higiene no Rio de Janeiro.

Vamos nos somar aos estudantes para intensificar as mobilizações para revogar as demissões e barrar a terceirização.

porFernanda de Freitas

Restaurante Universitário faz mais uma vítima de acidente de trabalho

Ontem pela manhã (29), mais um funcionário do Restaurante Universitário (RU) se feriu durante o trabalho. Um dos cozinheiros, contratado pela Funcamp e com mais de 10 anos dedicados à Unicamp, sofreu um acidente ao manusear uma das panelas na cozinha do restaurante.

Segundo informações prestadas pelos trabalhadores e pela chefia local, o funcionário foi tentar ajustar a peça, denominada torniquete, quando foi atingido pelo ar quente da panela. Ele foi socorrido e levado ao CECOM para atendimento e a Segurança do Trabalho da Funcamp foi acionada para notificar o caso.

Quando os diretores do STU visitaram o local a panela continuava em funcionamento. De acordo com a Segurança do Trabalho da Funcamp, a peça seria checada e as condições em que se deu o acidente seriam analisadas. Depois de concluída essa fase seriam feitas as recomendações, que podem ir desde a substituição do utensílio até a indicação de treinamento para os funcionários.

O fato é que a estrutura do restaurante está cada vez mais deficitária no que diz respeito às condições de trabalho. E apesar das inúmeras reformas a situação continua insalubre.

Já foram registrados problemas na sala da caldeira, nas tubulações internas e externas, nos carrinhos térmicos, nos elevadores, na máquina de lavar bandejas, na manutenção de peças que são repostas e continuam em condições precárias de uso, entre outras ocorrências.

Fazem-se urgentes melhorias nas instalações do espaço, a aquisição de utensílios domésticos e EPI adequados e um treinamento eficaz, bem como medidas rigorosas de segurança para evitar acidentes.

O STU vai continuar acompanhando o caso, para que o funcionário não seja culpado pelo acidente ocorrido. Além de intensificar sua cobrança para que a Unicamp implemente melhorias efetivas no restaurante e adquira equipamentos modernos e adequados para o local, além de investir na saúde e segurança do trabalhador.

Funcionário do RU sofre acidente de trabalho com panela

porFernanda de Freitas

Sindicato tem nova reunião de negociação hoje com a reitoria

Acontece hoje (17), às 10 horas, mais uma reunião de negociação da Campanha Salarial 2013 entre o STU e a reitoria da Unicamp. Durante o encontro, o sindicato pretende apresentar a posição da categoria contra os atuais preços dos serviços de fretados e bandejões, dando continuidade à discussão dos pontos sobre transporte e alimentação iniciados na reunião do dia 7 de agosto. O STU também voltará a cobrar o acesso aos contratos com as empresas terceirizadas que prestam o serviço de transporte fretado. O pedido foi reiterado por meio de ofícios protocolados dia 30/08 na DGA e em 04/09 na reitoria.

Além disso, o sindicato cobrará ainda da reitoria a formalização da proposta de implementação da isonomia, visto que a categoria espera até hoje que a Unicamp coloque no papel as medidas que serão adotadas para equiparar os pisos salariais com a USP em 2014 e 2015.

É importante lembrar que na última reunião, Tadeu contrariou o que havia sido anunciado na reunião do dia 11/06 (data em que a reitoria divulgou o plano de implementação da isonomia) e disse que a equiparação do piso do nível médio ocorrerá em 2014, mas não durante o período da data-base. A ausência de um documento oficial sobre o assunto só facilita a mudança constante de informações sobre o processo.

O debate sobre os demais itens da pauta também deve voltar hoje à mesa de negociação.

Embora tenha prometido delegar responsáveis da administração da Universidade para negociar os itens da pauta específica e acelerar o processo de debates entre reitoria e sindicato, o reitor nada fez nesse sentido, engessando as negociações da Campanha Salarial.

Hoje, o STU voltará a cobrar celeridade nas negociações a fim de garantir que a pauta decidida em assembleia seja discutida em sua totalidade e a Unicamp apresente propostas concretas às reivindicações dos trabalhadores.

porFernanda de Freitas

Boletim 012/2013

Baixe aqui o Boletim STU 012/2013, de 12 de março de 2013.

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