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STU participa do dia nacional de lutas em Campinas

Cerca de 400 pessoas participaram do ato que encerrou o Dia Nacional de Lutas e Mobilizações na última quinta-feira (11) no centro de Campinas. Estiveram presentes sindicatos, centros acadêmicos, centrais sindicais, partidos políticos e coletivos estudantis. O STU participou da atividade e marchou, junto com o movimento estudantil e outras entidades que fazem oposição ao Governo Dilma, em direção à Prefeitura de Campinas, onde ocorreu, por volta das 20 horas, a dispersão do ato. Confira as fotos da manifestação (Créditos: Fernanda de Freitas).

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porFernanda de Freitas

9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil

Feminismo em marcha para mudar o mundo!

Entre os dias 25 e 31 de agosto de 2013, o Brasil sediará pela primeira vez um Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, reunindo representantes vindas dos cinco continentes do mundo, ativamente envolvidas na luta pela erradicação da pobreza e da violência contra as mulheres. São esperadas 1.600 mulheres para participar durante todos os dias do Encontro e muitas delegações para realizar uma grande mobilização do dia 31 de agosto. O Encontro será no Memorial da América Latina em São Paulo.

 

Em marcha até que todas sejamos livres!

Este Encontro será um momento especial para expressar a contribuição brasileira ao feminismo da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), demonstrá-lo na prática e avançar em sua construção teórica. Ao mesmo tempo, é um momento para aprofundar nossa visão comum sobre os desafios que enfrentamos nesta conjuntura repleta de ofensivas conservadoras do capitalismo patriarcal, racista e lesbofóbico contra nossos corpos, nossas vidas e nossos territórios.

Juntas, vamos fortalecer nossa auto-organização e as estratégias de construção de um feminismo enraizado em processos locais que se conectam internacionalmente, em aliança com movimentos sociais anticapitalistas e com uma forte solidariedade internacional que se expressa no nosso lema “seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!”

O 9º Encontro Internacional será combinado com uma grande programação de intercâmbio e formação político e cultural, onde além dos debates teóricos também recorreremos a outros instrumentos como uma exposição sobre o histórico da Marcha e do feminismo. O evento está pensado como um espaço dirigido à participação de um grande número de militantes da Marcha do Brasil e da América Latina e mulheres dos movimentos parceiros.

 

Programação

O Encontro se inicia com uma abertura entre as delegadas internacionais (dia 25), segue com dois dias comuns de formação política e debate entre teóricas e pesquisadoras feministas e ativistas da MMM, relacionando teoria e prática feminista como partes de um mesmo processo (dias 26 e 27). Nos dias 28 a 30, enquanto as delegadas internacionais se concentram em debates sobre a vida democrática da MMM, as demais participam de atividades simultâneas como debates de formação e oficinas.

No dia 31, todas se reúnem em uma Assembléia para compartilhar análises e decisões,  o Encontro se encerra com uma grande mobilização.

Durante todo o período iremos realizar uma Mostra de Economia Solidária e Feminista que permite o intercâmbio de idéias e produtos e a visibilidade das mulheres como atoras econômicas.

As interessadas em participar devem procurar os comitês estaduais da MMM, no caso de estados onde não temos comitê organizado, fale com a SOF ([email protected]) secretaria da Marcha no Brasil.

Mais detalhes, consulte o site www.sof.org.br e ou http://marchamulheres.wordpress.com

 Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Fonte:  Blog da Marcha Mundial das Mulheres (http://marchamulheres.wordpress.com)

 

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USP anuncia que irá rediscutir o processo de eleição para reitor

Texto: Rodrigo Cruz

Foto: DCE-Livre da USP

A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) propôs na última quarta-feira (10) a realização de uma reforma estatutária para alterar o modelo de eleições para o cargo de reitor. Em carta dirigida à comunidade universitária, o reitor João Grandino Rodas considerou “indispensável agregar mais e mais pessoas no aprimoramento e na condução dos destinos da universidade” e afirmou que “chegou a hora de dar o passo decisivo para ampliar a democracia na universidade, se esse for o interesse da comunidade”.

Ainda de acordo com a carta publicada no boletim “USP Destaques”, as manifestações e sugestões das congregações das unidades e órgãos da USP devem ser enviadas à Secretaria Geral da Universidade até o dia 20 de setembro. Para subsidiar a discussão sobre o tema, foi criada uma página com documentos que tratam do tema da democracia na USP. As sugestões serão analisadas na sessão do Conselho Universitário, instância máxima de decisões na universidade, que ocorre no dia 1º de outubro.

Gestão é criticada pelo autoritarismo

Atualmente, as eleições para reitor da USP ocorrem por um processo indireto, compostas por dois turnos. No primeiro, representantes de estudantes, funcionários e professores elegem oito candidatos. No segundo, membros do Conselho Universitários e dos Conselhos Centrais escolhem três dos oito candidatos apresentados no primeiro turno e compõem a chamada “lista tríplice”, que é encaminhada ao Governador do Estado, responsável pela escolha do reitor.

O processo, tão antidemocrático quanto o que ocorre na Unicamp, é questionado há anos pelos movimentos estudantis e sindicais da Universidade, que reivindicam eleições diretas com paridade entre as três categorias e sem intervenção do governo estadual. O próprio Rodas é citado como exemplo da falta de democracia deste processo. Ele ficou em segundo lugar na lista tríplice resultante do processo de consulta à comunidade universitária realizado em novembro de 2009 e, ainda assim, foi nomeado reitor pelo então governador José Serra (PSDB).

Não bastasse o começo problemático, a gestão de Rodas também tem sido marcada por medidas autoritárias como a entrada da Polícia Militar no campus do Butantã em 2011, seguida de uma greve estudantil duramente reprimida, além da recente instalação de uma Comissão da Verdade sem a participação dos estudantes.

DCE Livre da USP: “Nenhuma confiança em Rodas”

Em nota, a atual gestão do DCE-Livre Alexandre Vannucchi Leme declarou que não possui confiança em João Grandino Rodas e destacou o fato de que, em sua carta, o reitor ter sugerido o fim da autonomia de estudantes e funcionários na eleição de representantes para os órgãos centrais da USP, “o que é um absurdo, dado que tal autonomia foi conquistada historicamente e é um direito”. Apesar disso, a entidade reconhece que o anúncio é resultado da própria luta e pressão de todos que lutam ou lutaram por democracia na universidade.

Adusp afirma que proposta concreta de eleição direta já existe

Para a Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), o método adotado por Rodas para coletar opiniões da comunidade acadêmica ignora o acúmulo do movimento de estudantes, professores e funcionários que há anos lutam pela democracia na Universidade. “Ele fala difusamente em saber qual é a vontade da comunidade, e cria uma página para que qualquer pessoa coloque lá qualquer tipo de proposta, quando tem uma proposta concreta protocolada no conselho com o número mínimo de assinaturas para ser apreciada”, declarou ontem o Professor Ciro Teixeira Correia, presidente da entidade, ao Portal G1.

Sintusp deve se pronunciar na próxima semana

Por telefone, a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) informou que a entidade deve debater a carta lançada por João Grandino Rodas somente na próxima semana. A assessoria frisou que, historicamente, o Sintusp defende as eleições diretas para reitor com paridade entre as três categorias.

Unicamp deve rediscutir consulta para reitor no segundo semestre

Em atividade organizada pela Adusp em parceria com a Associação de Pós-Graduandos Helenira ‘Preta’ Rezende (APG-USP), o DCE-Livre Alexandre Vannucchi Leme e o Sintusp no último dia 11/06 no Intituto de Física (IF) da USP, o vice-reitor da Unicamp Álvaro Crosta afirmou que a reitoria do Professor José Tadeu Jorge se orgulha do método utilizado atualmente pela Universidade para a escolha do reitor. “Nós consideramos esse processo um estágio absolutamente essencial para a democracia interna na escolha dos dirigentes. Nós temos bastante orgulho dele”.

Apesar disso, Crósta afirmou que o modelo será rediscutido durante uma reforma estatutária, que será promovida ainda nesta gestão.  “O nosso estatuto, como o de muitas universidades públicas brasileiras, é originário da década de 1960 e, portanto, contém resquícios do tempo da Ditadura Militar que nós queremos remover de uma vez por todas”. Segundo Crósta, a discussão da reforma estatutária da Unicamp acontecerá no segundo semestre deste ano. Uma reportagem completa sobre este evento pode ser conferida aqui.

porFernanda de Freitas

STU prestigia posse da nova diretoria da Adusp

Texto e Foto: Fernanda de Freitas

Na última sexta-feira (28/06), a diretoria da Associação de Docentes da USP (Adusp) tomou posse para o biênio 2013-2015. A cerimônia aconteceu no Auditório Abraão de Moraes (IF), na USP.

O novo presidente da associação, professor Ciro Correia, reafirmou os compromissos históricos da entidade com a defesa da universidade pública e gratuita e, principalmente, a independência da entidade em relação a partidos políticos, governos e administração da universidade.

Na ocasião, o coordenador geral do STU, Antônio Alves Neto (Toninho), cumprimentou a antiga gestão, que não mediu esforços para alcançar seus objetivos de melhorias, não só para os docentes, mas para toda a comunidade universitária. O diretor desejou também, que a nova gestão da associação continue sempre presente nas lutas das três universidades paulistas pelas democratizações do acesso ao ensino público e de qualidade e do processo de eleição para reitor; pela isonomia entre as instituições; pela garantia de melhores condições de trabalho e de vida para docentes, trabalhadores e estudantes; contra a privatização e terceirização do setor público, entre outras bandeiras importantes.

“O STU faz votos de que a Adusp continue crescendo, consolidando-se e construindo sua história com muitas vitórias e que possamos seguir cada vez mais unidos para o fortalecimento das comunidade universitárias das três universidades paulistas e, principalmente, do Fórum das Seis”, afirmou Toninho.

A nova diretoria é composta por Ciro Correia, do IGc (Presidente); César Minto, da FE (1º Vice-Presidente); Osvaldo Coggiola, da FFLCH (2º Vice-Presidente); Francisco Miraglia, do IME (1º Secretário); Antonio Carlos Cassola, do ICB (2º Secretário); Lighia Mathsushigue,  do IF (1ª Tesoureira); Adriana Tufaile da EACH (2ª Tesoureira); César de Freitas, da FOB, Diretor Regional de Bauru;  Demóstenes Filho da ESALQ (Diretor Regional de Piracicaba); Andrés Vercik, da FZEA (Diretor Regional de Pirassununga); Caio Gracco Dias, da FDRP (Diretor Regional de Ribeirão Preto).

Com informações do site da Adusp (http://adusp.org.br)

 

porFernanda de Freitas

Intersindical convoca sindicatos para mobilização nacional do dia 11 de julho

Em meio à onda de manifestações que tomam conta do país, as principais centrais sindicais brasileiras marcaram para o dia 11 de julho atos e paralisações em todo o Brasil com o objetivo de pressionar a presidenta Dilma Rousseff a dar mais atenção à pauta trabalhista entregue ao governo em março deste ano. O “Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações”, como foi batizada a data, pretende paralisar áreas importantes do setor público e privado, com mobilizações no campo e na cidade, interrompendo por um dia a produção e a circulação de mercadorias, além de serviços essenciais.

A Intersindical, movimento que o STU constrói por deliberação congressual, orienta seus sindicatos, dirigentes e militantes a se engajarem firmemente na construção do dia 11 de julho. Além do apoio à luta da juventude pela redução das tarifas e melhoria no transporte coletivo dos grandes centros urbanos, maiores investimentos em educação, saúde e moradia, a paralisação dos trabalhadores deverá trazer pautas específicas do movimento sindical como o fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias, redução da jornada de trabalho sem redução de salários e contra o PL 4330/2004 (que visa quebrar a espinha dorsal dos direitos trabalhistas no Brasil, legalizando a terceirização do trabalho em todos os setores).

Para o STU, que vem participando ativamente das recentes mobilizações em Campinas, é mais do que necessário construir este dia importante para o movimento sindical brasileiro. Participe da assembleia do próximo dia 10/07 e venha discutir a participação dos trabalhadores da Unicamp neste processo. Vamos à luta!

porFernanda de Freitas

STU e reitoria realizam nova rodada de negociação sobre a implementação da isonomia

O STU convoca a categoria para a assembleia geral da próxima quarta-feira (10/07) no Ciclo Básico. Estarão em pauta os resultados da reunião de negociação com a reitoria ocorrida ontem, além da participação da categoria no “Dia de Luta e Paralisações” convocado pelas principais centrais sindicais do país para o próximo dia 11 de julho com o objetivo de pressionar o governo Dilma Rousseff a dar mais atenção à pauta trabalhista.

 

Isonomia no centro da negociação

Ontem, durante a reunião de negociação da Campanha Salarial, o sindicato entregou ao reitor José Tadeu Jorge a contraproposta aprovada em assembleia que reivindica mudanças no processo de implementação da isonomia apresentado pela Universidade no mês passado. O STU também informou à reitoria que a assembleia da categoria considerou a proposta insuficiente, visto que o custo do processo de reajuste dos pisos (R$ 11 milhões) está muito aquém do que foi informado inicialmente pela reitoria na reunião do dia 11 de junho. A proposta da reitoria não chega sequer a 1% das reservas financeiras da Universidade.

Na negociação, o STU apresentou os números do impacto da antecipação da referência prevista para novembro e da equiparação imediata do piso do nível fundamental com a USP. Em 15 dias a reitoria ficou de responder formalmente sobre esses dois pontos.

O sindicato insistiu ainda que a situação dos trabalhadores que voltarão para a classificação da referência inicial da carreira fosse tratada a partir de um critério claro e único. A reitoria manteve a proposta de deixar a decisão sobre eventuais “compensações” a cargo das CSAs, no processo avaliatório.

Mais informações serão transmitidas na assembleia e pelo site do STU.

 

STU cobra reunião para discutir situação dos Funcamp

A grande novidade da reunião de negociação realizada ontem foi o compromisso da reitoria de agendar para um prazo de quinze dias uma reunião específica para discutir a situação dos trabalhadores da Funcamp. A reunião será marcada pelo Coordenador Geral da Universidade, o professor Álvaro Crosta, e deverá contar com a participação da diretoria da Funcamp.

porFernanda de Freitas

STU discute manifestações populares

O STU, em parceria com a Adunicamp e o DCE da Unicamp, promove hoje a partir das 12 horas, no Pavilhão Básico (PB), o debate “As manifestações populares no Brasil” para discutir o atual cenário nacional. A intenção é refletir sobre as manifestações populares, organizadas com auxílio das redes sociais, que ganharam as ruas do país exigindo, prioritariamente, melhorias no transporte público, e que se converteram em reivindicações por melhores condições em todos os setores públicos.

 

Campinas tem 5º ato por melhorias no transporte público nesta quarta-feira (3)

Em Campinas, os movimentos sociais seguem na luta pela melhoria do transporte público. O quinto grande ato contra o aumento da passagem está marcado para esta quarta-feira (3) no Largo do Rosário, a partir das 17 horas. Tendo em vista que o pedido de abertura de uma CPI dos Transportes, de autoria do vereador Paulo Búfalo (PSOL), não conseguiu o número suficiente de assinaturas para que a comissão fosse instaurada, os movimentos sociais que constroem a Frente Contra o Aumento da Passagem prometem continuar nas ruas mesmo durante o recesso parlamentar iniciado na última sexta-feira. Entre as reivindicações do movimento: a revogação dos dois últimos aumentos (estabelecendo a tarifa em R$ 2,85) e passe livre para todos os estudantes e desempregados.

porFernanda de Freitas

Terceirizados da Limpadora Centro definem indicativo de greve para o dia 22

Os trabalhadores da Limpadora Centro, empresa terceirizada responsável pela limpeza da Unicamp, reuniram-se ontem na Praça da Paz para discutir os resultados das recentes reuniões de negociação com a patronal.

Durante a reunião, as trabalhadoras que compõem a comissão de negociação informaram que a empresa se comprometeu em anunciar uma contraproposta às reivindicações no próximo dia 19/07.

Diante disso, a categoria avaliou que aguardará até esta data e, a depender dos resultados da contraproposta, poderá entrar em greve a partir da segunda-feira (22).

Os trabalhadores reivindicam aumento salarial (o piso atual é de R$ 755,00) e da cesta básica (hoje em R$ 75,00), a revisão da regra que suspende a cesta básica dos trabalhadores em licença ou ausência por motivo de doença, a ampliação imediata do quadro funcional e o fim do assédio moral.

 

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Carta aberta aos deputados paulistas sobre o financiamento para a educação pública estadual

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2014 deverá ser votada em plenário nesta terça-feira, dia 2/07, na Assembleia Legislativa. Para cobrar a ampliação do repasse de ICMS para o financiamento da educação pública no Estado de São Paulo, o Fórum das Seis distribuiu aos parlamentares, nos atos públicos de 27/6, a seguinte carta, contendo reivindicações históricas de estudantes, professores e funcionários das universidades paulistas:

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Ato unificado do Fórum das Seis em São Paulo leva reitoria da Unesp a negociar com as categorias em greve

Cerca de mil pessoas entre estudantes, servidores técnico-administrativos e docentes das universidades estaduais paulistas e do e Centro Paula Souza participaram do ato público por isonomia e democracia realizado pelo Fórum das Seis em frente à reitoria da Unesp, em São Paulo, na última quinta-feira (27). A Unicamp esteve presente com uma delegação formada por dez trabalhadores. À tarde, os manifestantes participaram de um segundo ato público, desta vez na Assembleia Legislativa, para pleitear mais recursos para a educação pública na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2014). Na ocasião, foi realizada uma audiência pública sobre o tema do financiamento, na qual os participantes enfatizaram a necessidade de intensificar as mobilizações nas universidades estaduais paulistas diante da conjuntura de grandes lutas em nível nacional. Em seguida, estudantes da Unesp visitaram os gabinetes dos deputados pedindo a expansão dos 9,57% de ICMS para a educação.

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Parte da delegação do STU no ato unificado do Fórum das Seis

 

Ocupação da reitoria conquista compromissos da reitoria da Unesp

Durante a manifestação ocorrida na parte da manhã, os estudantes organizados no Conselho das Entidades Estudantis da UNESP/FATEC (CEEUF) ocuparam a reitoria com o objetivo de forçar a negociação da pauta unificada dos três segmentos. Os representantes da Adunesp, Sintunesp, CEEUF e coordenação do Fórum das Seis foram recebidos no final da tarde pela vice-reitora em exercício, professora Marilza Vieira Cunha Rudge. A negociação estendeu-se até às 2 horas da madrugada e resultou num acordo assinado por todos os setores em greve. Com isso, os estudantes decidiram desocupar a reitoria.

O acordo prevê o aumento no número de bolsas de estudos para estudantes de baixa renda (447 ainda este ano), expansão do auxílio-aluguel, pagamento retroativo das bolsas para alunos que desenvolvem projetos de extensão ou monitoria, desenvolvimento de um plano de obras específico para a permanência estudantil com prioridade para a construção de moradias e restaurantes universitários para os campi da Unesp que não dispõem dessa infraestrutura, além da reforma e ampliação nos já existentes.

A reitoria também se comprometeu em receber dos alunos uma proposta alternativa ao Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), bem como rever as regras que impedem os estudantes de ter representatividade nos órgãos colegiados centrais da Universidade. Em relação aos técnico-administrativos e docentes, foram definidas as datas das negociações com as entidades sindicais para primeira semana de julho: dia 3, com o Sintunesp e dia 4 com a Adunesp. As reuniões irão tratar de temas como isonomia, carreira e outros itens da pauta específica.

Confira o Boletim Conjunto da Adunesp e Sintunesp sobre o dia de mobilizações:

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Conquistas dão maior fôlego à onda de manifestações pelo Brasil

Depois de conquistar a redução da tarifa do transporte coletivo em mais de 60 cidades, incluindo Campinas, as manifestações que tomaram as ruas do país nas últimas semanas obtiveram novas vitórias esta semana. Entre os resultados da pressão popular está o adiamento para o ano que vem do reajuste dos pedágios no Estado de São Paulo (os mais caros do Brasil), medida que deve ser seguida pelo governo federal nas rodovias federais em todo o país. A Câmara dos Deputados também derrubou a proposta de emenda constitucional que limitava os poderes de investigação do Ministério Pùblico (PEC-37) e retomou a tramitação do projeto que acaba com o voto secreto para a cassação de parlamentares envolvidos em denúncias de corrupção. Além disso, os parlamentares aprovaram o projeto de lei que destina os recursos dos royalties do petróleo à educação pública e à saúde. O texto ainda precisa ser votado pelo Senado e os recursos só chegarão de fato às duas áreas beneficiadas daqui a alguns anos, mas já é um avanço “carimbar” essa verba que virá da exploração das bacias do pré-sal.

A pressão das ruas fez a presidenta Dilma Rousseff recolocar na pauta a proposta de realização de um plebiscito sobre  a reforma política. A consulta, que ainda não tem data e formato definidos, pode abrir espaço para que a população decida sobre temas importantes como o financiamento público de campanha, apontado como um dos principais mecanismos de combate à corrupção pelos movimentos sociais. Como existe a possibilidade da proposta se tornar um referendo, o que implicaria na aprovação de uma reforma feita pelo Congresso Nacional antes que o povo seja consultado, é bem provável que a pauta do plebiscito ganhe força nas ruas nos próximos dias.

Os movimentos sociais não alinhados ao Planalto, no entanto, seguem com a agenda de mobilizações para garantir que promessas saiam do papel e que o governo efetivamente avance em políticas que priorizem os direitos dos povo ao invés dos lucros empresariais. Entre as demandas que seguem na pauta estão a tarifa zero, combate à especulação imobiliária, a implantação de uma política federal de desapropriação de terrenos ociosos e destinação de terrenos da União para habitação popular, acabar com os despejos forçados que vêm sendo promovidos em benefício de empreiteiras que estão construindo equipamentos para a Copa do Mundo, qualificar e desburocratizar o Programa Minha Casa Minha Vida e construção de política federal de aluguel social.

Para STU, mobilizações indicam que povo quer direitos sociais em vez de “direito ao consumo”

Os atos contra o aumento das passagens de ônibus e metrô iniciados em São Paulo ganharam corpo e expressão nacional, dando origem a uma onda de protestos que levaram milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações que inclui o questionamento aos gastos excessivos de dinheiro público com as obras da Copa do Mundo e a exigência de que o deputado Marcos Feliciano deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Diante do novo momento histórico, a diretoria do STU discutiu na reunião realizada nesta segunda-feira (24) o caráter das recentes mobilizações. O debate apontou que o levante popular que está ocorrendo no país é positivo na medida em que leva às ruas a juventude e a classe trabalhadora, sendo fundamental que o STU esteja presente nos atos levantando as bandeiras da categoria e apoiando as pautas de reivindicação de interesse dos trabalhadores.

A gestão “Vamos à Luta!” também acredita que a participação popular massiva evidencia a rejeição dos brasileiros à política de limitar a cidadania ao consumo, imposta pelo Governo Dilma em detrimento da garantia de direitos sociais como saúde, educação e transporte público. A insatisfação da juventude e dos trabalhadores demonstra que além de aumentar o endividamento das famílias, esse projeto não traz melhoras efetivas para as condições de vida da população. As vitórias já obtidas também animam a população a permanecer nas ruas, abrindo espaço para novas conquistas.

Vamos à luta!

porFernanda de Freitas

Representantes do movimento social de Campinas protocolam plataforma de reivindicações na Câmara dos Vereadores

Depois de dois grandes protestos realizados na semana passada sem que o poder público abrisse um canal de diálogo com a população, representantes dos movimentos sociais foram recebidos na última segunda-feira (24) por um grupo de vereadores na Câmara Municipal. Na ocasião, os manifestantes protocolaram uma pauta com nove reivindicações, em sua maioria relacionadas à questão do transporte público, e estabeleceram um prazo de 96 horas para apresentação das respostas. A reunião aconteceu durante o último ato.

Entre os pedidos estão a retirada dos dois últimos aumentos (reduzindo a tarifa para R$2,85), a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos de transporte público, passe livre para todos os estudantes e desempregados, municipalização do transporte e o fim do subsídio às empresas de ônibus. Os manifestantes também cobram a realização de uma auditoria nas contas das empresas de transporte coletivo que atuam na cidade.

O presidente da Casa, Campos Filho (DEM), recebeu o documento e se comprometeu a apresentar uma resposta no prazo solicitado. O movimento, formado por entidades como o DCE Unicamp, DCE PUCCamp, STU, diversos grêmios estudantis, centros acadêmicos da Unicamp e outras entidades, deve aguardar um retorno sobre a pauta até a sexta (28).

As manifestações terão continuidade no município – como parte da onda de protestos que têm marcado a conjuntura no país.

 

Agenda de atos na cidade

Hoje, o Fórum Popular de Saúde está convocando um ato em frente à Prefeitura da cidade, em defesa da saúde pública, a partir das 14 horas.

Na quinta (27) acontece o ato “Fora Feliciano” – que pede a saída o pastor Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados em razão de suas declarações preconceituosas. O protesto, que será seguido de uma passeata contra a aprovação da “cura gay”, terá início às 17h30 no Largo do Rosário.

Na sexta-feira (28), quando se encerra o prazo solicitado pelos vereadores para responder às demandas dos movimentos sociais, a partir das 17 horas, também no Largo do Rosário, terá início novo ato em defesa do transporte público.

No mesmo dia, a partir das 8 horas, acontece uma aula pública, com o professor convidado Fernando Frota Dillenburg, sobre os rumos das manifestações populares no Brasil. O evento será realizado no PB da Unicamp.

E no domingo (30), às 13 horas, terá início a Parada do Orgulho e pela Diversidade Sexual de Campinas, no Largo dos Expedicionários.

 

Foto: Fernanda de Freitas

 

porFernanda de Freitas

Trabalhadores da Limpadora Centro cobram providências diante das péssimas condições de trabalho

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Texto e fotos: Fernanda de Freitas

Na quarta-feira passada (19) os trabalhadores contratados pela Limpadora Centro realizaram uma Plenária para discutir as condições de trabalho enfrentadas em várias unidades dentro da Unicamp.

A demanda foi recebida pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Limpeza Urbana e Ambiental) de Campinas  e Região (SIEMACO Campinas), o gerente de Contrato Operacional da Limpadora Centro, Gilberto Borba e os diretores do STU, Rosana Aranha, Reginaldo Alves Nascimento, Daniel Monte Cardoso e Antonio R. do Prado.

Os trabalhadores querem reajuste de salário e da cesta básica; Equipamentos de Proteção Individual (EPI) mais adequados; ônibus fretado mais confortável; contratação de mais funcionários; coibição do assédio moral; pagamento de insalubridade para trabalhadores em atividade em unidades de risco; regulamentação para aceite de Atestado Médico e para a notificação de Acidente de Trabalho, entre outros pontos.

A sobrecarga de trabalho, devido ao déficit de funcionários; salários baixos e valor da cesta básica defasado são alguns dos questionamentos urgentes, tendo em vista que a empresa paga R$ 75,00 por cesta quando a média praticada em São Paulo é de R$ 336,00.

A Limpadora Centro, em sua maioria, é formada por funcionárias mulheres, muitas delas são chefes de família e um dos questionamentos é sobre o não aceite de atestado médico – muitas vezes em caso de acompanhamento dos filhos menores de idade – quando o documento está carimbado somente pelo médico e não pelo Centro de Saúde. Ou pior, quando este vem descrito apenas o período compreendido pela consulta, sendo que o tempo de deslocamento entre casa/unidade de saúde/Unicamp ficam descobertos e as trabalhadoras têm suas horas descontadas no salário.

Elas também reclamaram do alto índice de assédio moral provocado, principalmente, por funcionários da Unicamp, sendo alguns casos de humilhações públicas e ameaças de punição. Além do grande número de acidente de trabalho devido aos EPI inadequados e as condições insalubres dos locais de trabalho.

Outra demanda é o retrabalho que as funcionárias acabam tendo, em caso de limpeza de sanitários, já que o contrato da empresa prevê limpeza por metro quadrado e, em alguns casos, apenas uma vez ao dia. Mas devido às reclamações constantes dos funcionários da Unicamp as trabalhadoras precisam executar o trabalho várias vezes ao dia gerando sobrecarga e atraso na execução das tarefas.

Diante da gravidade das denúncias o SIEMACO Campinas realizou nova reunião, no dia seguinte à plenária, com uma comissão de trabalhadoras e a direção da empresa Limpadora Centro que recebeu as demandas e solicitou prazo até dia 19/07 para responder os questionamentos levantados pelas funcionárias.

Segundo informações do SIEMACO Campinas, o sindicato irá aguardar o prazo e em caso de resposta desfavorável ou impossibilidade de negociação será discutida a deflagração da greve.

A questão da terceirização desmedida dentro da Unicamp, principalmente das áreas meios, tornou-se uma pedra no sapato da instituição pela falta de transparência e critério na contratação das empresas e a alta rentabilidade para o setor privado, que sempre lucra à custa da precarização dos trabalhadores.

plenaria_limpadora_centro_19_06_13_rosana“O fim da terceirização dentro da universidade é uma luta histórica do STU, por isso, nossa diretoria acompanhará o caso junto ao sindicato da categoria e, de antemão, já se coloca à disposição para ajudar a encaminhar as demandas apresentadas”, explicou a diretora do STU, Rosana Aranha.

A situação dos trabalhadores da Limpadora Centro não é isolada porque reflete o momento de enxugamento no quadro de funcionários pelo qual a Unicamp tem passado. E isso só será resolvido com a abertura de concursos públicos e lisura no processo de contratação pela Funcamp.

porFernanda de Freitas

STU apresenta à DEdIC demandas e discute reformulação do Projeto Político Pedagógico

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Texto e fotos: Fernanda de Freitas

Nesta terça-feira (18) as diretoras do STU, Rosana Aranha e Tatiane Moraes Farias, se reuniram com a diretora da Divisão de Educação Infantil e Complementar (DEdIC), Christianne Caldas Tourinho, para apresentar algumas reivindicações da pauta, no que diz respeito ao sistema educacional da Unicamp.
As reivindicações visam garantir a ampliação e melhorias na infraestrutura da DEdIC, aumento no número de vagas para toda a comunidade universitária (funcionários Unicamp e Funcamp, estudantes e professores); Concurso Público para contratação de mais professoras; expansão do programa educativo pra todos os campi; redução da jornada para 30h semanais, sem redução do salário; elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP)  de forma a aplicar a gestão democrática, com participação de todos envolvidos; fortalecimento do Conselho Escolar da DEdIC, segundo orientação legal do Ministério da Educação, bem como seu credenciamento junto ao órgão de ensino municipal; implantação da Carreira atendendo as especificidades do Magistério, oficialização da parceria com a Faculdade de Educação (FE), entre outros pontos.
A gestora Christiane anunciou que o Regimento Interno e PPP da DEdIC serão reformulados de forma que os espaços possam oferecer além da prática educacional o estímulo às atividades artísticas, culturais e tecnológicas, tudo de forma integrativa para o atendimento das crianças de 6 meses a 15 anos. Também ressaltou que a reformulação será feita na estrutura física dos espaços – inclusive garantindo a acessibilidade – e até no quadro de coordenação das unidades.
“A adequação dos espaços terá como prioridade o atendimento de todas as necessidades das crianças visando projetar o sistema educacional da Unicamp como modelo de Educação Infantil que seja referência para a região. Isso porque temos profissionais muito bem qualificadas e vontade política para isso”, explicou a diretora da DEdiC.
Sobre as demandas apresentadas pelo STU, ela informou que elas estão contempladas no novo PPP que será elaborado em parceria com as professoras e usuários do sistema. Também disse que vê com bons olhos a participação ativa do Sindicato no encaminhamento das lutas e construção deste novo projeto.
Para a diretora Rosana o encontro foi produtivo porque teve a oportunidade de apresentar suas reivindicações e também ouvir os planos da nova diretora da DEdiC. “Esperamos que a reformulação do PPP atenda as necessidades das crianças e traga as melhorias que os usuários do sistema e as professoras tanto precisam e esperam”.
É bom ressaltar que o STU irá acompanhar de perto a construção do PPP, inclusive porque ambas as diretoras são funcionárias do CECI.

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Assembleia aprova pauta específica e indicativos do Fórum das Seis

A assembleia geral dos trabalhadores da Unicamp aprovou nesta quinta-feira (20) uma pauta específica de reivindicações que será levada às próximas mesas de negociação com a reitoria da Universidade. O conteúdo da pauta pode ser conferido na íntegra no arquivo abaixo, que também está disponível para download.

Revogação das punições

Durante a assembleia a diretoria do sindicato informou que a reitoria recebeu, na tarde da última quarta-feira (19), a proposta de compensação dos dias não trabalhados referentes à greve de 2011. A proposta foi elaborada com base na negociação realizada entre o sindicato e a reitoria em 2010, quando os trabalhadores tiveram o F3 retirado do histórico funcional e o pagamento dos dias parados mediante o trabalho no projeto “Universidade de Portas Abertas”. Desta vez, o STU também propõe que os dias não trabalhados sejam repostos com cursos de formação sindical.

O sindicato agora aguarda um retorno da reitoria para fechar um acordo sobre o assunto.

Indicativos do Fórum das Seis aprovados

Em relação aos indicativos do Fórum das Seis, foi aprovada a participação dos trabalhadores da Unicamp no ato unificado por democracia e isonomia nas universidades estaduais paulistas e no Centro Paula Souza no dia 27/06, às 9h, em frente à reitoria da Unesp, em São Paulo. No mesmo dia, às 14h, a proposta é seguir para a Assembleia Legislativa para realizar um segundo ato, desta vez por mais recursos para a educação, universidades estaduais paulistas e Centro Paula Souza na LDO 2014 (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

O STU irá organizar um ônibus para levar a São Paulo os servidores interessados em participar do ato do dia 27. O sindicato também irá negociar a liberação desses servidores com as chefias. Fique ligado para a abertura de inscrições que será anunciada nos próximos dias.

Baixe aqui a PAUTA ESPECÍFICA aprovada em assembleia*

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/PAUTA-ESPECÍFICA.pdf ” language=”pt_BR”]

*Em vermelho estão as pautas que serão inclusas na pauta específica da área da saúde ou ainda aguardam redação final, em azul as pautas que já estão em negociação.

 

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Aviso: STU funcionará em regime de plantão na tarde desta quinta-feira (20)

Devido ao protesto contra o aumento da passagem de ônibus que será realizado no centro de Campinas a partir das 17h, os funcionários do STU serão dispensados às 15h e o sindicato funcionará em regime de plantão.

 

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Luta contra o aumento da passagem leva milhares às ruas de todo o Brasil

Foto: DCE Livre da USP

Luciana Araújo e Rodrigo Cruz

Os protestos pela redução das tarifas de transporte coletivo têm levado milhares de pessoas às ruas das capitais brasileiras desde o início deste mês. As manifestações ganharam repercussão internacional depois que a PM de São Paulo reprimiu violentamente os atos realizados na terça (11) e quinta-feira (13), além de agredir e prender transeuntes e pro­fissionais de imprensa.

A população também foi às ruas no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Maceió, Goiânia e Natal, chamando a atenção das autoridades para a situação insustentável do modelo de transporte coletivo baseado em concessões à iniciativa privada e privilégio ao modal rodoviário.

Poucos ganham e a população sofre

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 35% da população brasileira que vive nas áreas urbanas são excluídos do direito de ir e vir por não poder incluir a despesa do transporte no orçamento familiar. O IBGE relata ainda que nos últimos anos o transporte se tornou o terceiro maior gasto da família brasileira. Isso signi­fica que a cada aumento mais famílias são privadas de direitos fundamentais como o acesso ao emprego, saúde, educação e cultura. Os dois órgãos são vinculados à União.

Por isso, os movimentos sociais que lutam pelo direito à vida digna nas cidades reivindicam o fim das concessões que entregam o serviço de transporte nas mãos da iniciativa privada. Esse modelo vem crescendo sob as suspeitas de que muitas vezes empresas que ­ financiam campanhas eleitorais são as principais bene­ficiárias das concessões. Os manifestantes também defendem a criação de um imposto progressivo sobre os pagamentos de royalties e transações ­financeiras internacionais que permitam zerar as tarifas.

Campinas também vai às ruas nesta quinta-feira (20)!

Em Campinas, cidade que tem a tarifa mais cara do país (R$ 3,30), uma manifestação foi convocada para esta quinta-feira (20) no Largo do Rosário, a partir das 17h.

Em dezembro passado, quando o ex-prefeito Pedro Sera­fim (PDT) fixou o último reajuste, a Frente de Entidades e Movimentos Sociais Contra o Aumento da Passagem de Campinas elaborou um abaixo-assinado contra o aumento. Mais de 10 mil moradores da cidade subscreveram o documento, entregue ao presidente da Câmara Municipal, Campos Filho (DEM), no dia 20 de fevereiro deste ano. Até hoje, nenhuma resposta foi dada à população.

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Assembleia mantém mobilização pela efetivação da conquista da isonomia e outras reivindicações

assembleia12-06-13

Crédito da imagem: Rodrigo Cruz

A assembleia geral desta quarta-feira (12) foi sem dúvida a mais lotada da campanha salarial. Os trabalhadores ressaltaram a importância da mobilização construída desde a greve de 2011 para arrancar da Unicamp um compromisso formal em relação à retomada da isonomia salarial com a USP. No entanto, a categoria considerou que a proposta feita na reunião de ontem pelo reitor José Tadeu Jorge é insuficiente. Isso porque o custo anual da primeira fase de implementação da isonomia (R$ 50 milhões) está muito abaixo do montante que a Universidade dispõe em suas reservas orçamentárias, fato que indica a possibilidade concreta de formalização imediata da isonomia.

Com o objetivo de sanar as dúvidas levantadas pela proposta apresentada pela reitoria e avançar na retomada da isonomia, a assembleia deliberou ainda reivindicar:

  • que a reitoria apresente por escrito a sua proposta de forma completa e detalhada, tal qual foi apresentada na reunião de negociação;
  • que a reitoria apresente os cálculos detalhados dos custos da proposta apresentada (em cada etapa);
  • que a reitoria apresente como cada servidor será atingido pela proposta ao longo do tempo;
  • a extensão de duas referências a todos os trabalhadores a partir de julho (adiantando a proposta de referência no processo avaliatório do segundo semestre);
  • desvincular a isonomia do processo de avaliação de desempenho;
  • que a reitoria apresente os critérios que serão usados para o “desencavalamento” decorrente da elevação dos pisos; e
  • que o piso do nível fundamental seja imediatamente igualado com o da USP.

Pela extinção das punições à organização sindical na Unicamp

Em relação à proposta mantida pela reitoria que condiciona a retirada dos “F3” do prontuário dos servidores à compensação das horas não trabalhadas durante a greve de 2011, os trabalhadores reafirmaram que não aceitam compensar os dias porque o trabalho já foi reposto.

A assembleia elegeu uma comissão formada pela direção do sindicato e trabalhadores punidos que deverá apresentar à reitoria uma proposta nos moldes da reposição de 2010 (participação em eventos que ocorrerem na Unicamp).

O sindicato protocolou ofício junto à reitoria solicitando uma reunião já na semana que vem para tratar do assunto.

Acelerar as negociações e garantir a pauta específica

A assembleia também deliberou solicitar à reitoria a antecipação da reunião prevista para o dia 3 de julho. O objetivo dos trabalhadores é apresentar à Universidade as contrapropostas aprovadas em assembleia sobre o tema da isonomia antes da implementação da primeira fase do plano, prevista para 1º de Julho. Como os trabalhadores discordam da metodologia da reitoria, que tem marcado uma reunião por mês, foi definido que serão formadas subcomissões de negociação que irão encaminhar pautas mais urgentes (como no caso das punições), a fim de dar maior celeridade ao andamento da campanha salarial.

Pauta Específica

Além disso, a categoria quer debater outras reivindicações específicas. Temas como a retomada do pagamento do adicional noturno na saúde, ampliação e melhorias na CECOM, fim das terceirizações e do processo de autarquização do Complexo Hospitalar, entre outros que estão sendo levantados nos locais de trabalho carecem de posicionamento da reitoria José Tadeu Jorge.

Para potencializar a mobilização pelo atendimento da pauta específica, terão continuidade as reuniões unidades. Na semana que vem será realizada nova assembleia para formalizar a pauta específica.

Manter a mobilização e a unidade com o Fórum das Seis

A assembleia também discutiu a importância de manter a mobilização pela reabertura das negociações em relação ao índice de reajuste imposto pelo Conselho de Reitores, que foi o menor dos últimos cinco anos (5,39%). Os trabalhadores mantêm a defesa de 11% de reajuste para recompor ao menos em parte as perdas históricas dos trabalhadores das três universidades estaduais paulistas. Além disso, a categoria quer que os pontos não econômicos da pauta unificada do Fórum das Seis também sejam discutidos, o que foi recusado pelo presidente do Cruesp e reitor da Unicamp já na primeira reunião de negociação entre os reitores e as entidades.

O STU voltará a pautar na reunião do Fórum das Seis marcada para o próximo dia 13 o reagendamento de um ato unificado na Unicamp para pressionar pela reabertura das negociações.

Atualizada em 13/06/2013 às 12h25

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Estadão noticia protestos na USP e Unicamp

O site do jornal O Estado de São Paulo noticiou ontem à tarde o ato dos trabalhadores terceirizados da USP e a paralisação dos funcionários da Unicamp. Confira a matéria:

Em protesto, funcionários da USP e terceirizados bloqueiam acesso à reitoria

Manifestação ocorre por atrasos salariais dos trabalhadores terceirizados; funcionários querem negociar reajuste maior da categoria. Na Unicamp, sindicato quer salário igual ao da USP

11 de junho de 2013 | 17h 27

Um grupo de funcionários técnico-administrativos, trabalhadores terceirizados e alguns estudantes bloquearam o acesso à reitoria da USP na tarde desta terça-feira (11). Os técnicos são contrários ao reajuste salarial de 5,39% concedidos para a categoria – eles exigem 11%, retroativo à maio deste ano. Já os trabalhadores responsáveis pelos serviços de limpeza e manutenção protestaram por atrasos salariais repassados pela empresa terceirizada.

Segundo Magno de Carvalho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), foi uma “coincidência” a manifestação em conjunto. O técnicos já haviam marcado a paralisação das atividades nesta terça, com concentração a partir das 10h30. O Sintusp pretendia com o protesto – iniciado às 12h30 e finalizado às 14h30 -, marcar uma reunião com o reitor João Grandino Rodas.

“Não iríamos bloquear o acesso dos 900 funcionários da reitoria. Mas nesse dia estadual de paralisação conseguimos reunir 1 mil funcinários. Somos a favor de um reajuste maior porque sabemos que a USP tem mais de R$ 3,4 bilhões em caixa “, diz Carvalho.

Entre as pautas de reinvidicação do sindicato ainda constam propostas de melhoria nas políticas de permanência dos alunos de baixa renda. “Elas são insuficientes. Existem muitos estudantes pobres que ainda não têm bolsas de estudos e moradia adequadas”, comenta Carvalho.

Atraso

Alguns trabalhadores terceirizados fecharam o acesso à reitoria no início da manhã até por volta das 18h. Eles alegam não terem recebido parte do salário do mês, afirma o  Sintusp. Outros, dizem que os valores dos benefícios complementares não estão sendo repassados pela empresa Higilimp, que cuida da limpeza do prédio.

Para esta quarta-feira (12), às 6h, os terceirizados prometem bloquear a reitoria novamente.

Outro lado

Em nota, a USP informa que “está reajustando o valor de benefícios concedidos aos servidores técnico-administrativos da universidade, como o auxílio-creche e o auxílio-educação especial, bem como dos auxílios de moradia oferecidos aos alunos”.

Segundo a instituição, os auxílios-moradia tiveram reajuste de 14,5%, passando de R$ 350 para R$ 400 mensais. Já o auxílio-creche e o auxílio-educação especial passará de R$ 517,70 para R$ 545,60, a partir deste mês.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a direção da empresa Higilimp.

Unicamp

A paralisação também atingiu os funcionários da Unicamp. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores (STU), cerca de 400 trabalhadores aderiram à manifestação. Ao contrário do que ocorreu na USP, um grupo de funcionários conseguiu se reunir com o reitor José Tadeu Jorge.

“A paralisação começou às 8h30 e durou o dia inteiro. Conseguimos nos reunir com o reitor para debater a elevação e equiparação dos salários dos trabalhadores da Unicamp com os salários da USP”, fala Antônio Alves – o Toninho – coordenador do STU.

Segundo ele, atualmente enquanto o valor do piso pago aos trabalhadores da USP são: R$ 1.768,29 (funcionários do modulo fundamental), R$ 3.212,36 (médio), R$ 6.040,48 (superior); na Unicamp, as quantias são menores: R$ 1.393,14 (fundamental), R$ 2.058,32 (médio), R$ 3.881,35 (superior)

O sindicato ainda é contra o desconto nos salários de cerca de 300 funcionários da instituição que participaram da greve em 2011.

Negociação

Consultada, a Unicamp informa que iniciou um processo de negociação visando à isonomia dos pisos salariais da instituição  com os valores da carreira de funcionários da USP. “A reitoria busca reestabelecer a igualdade entre os pisos dentro de um horizonte temporal de 2 anos”, diz em nota.

A proposta colocada na mesa de negociação da Unicamp prevê um reajuste de R$ 1.699,73 para funcionários da categoria fundamental, R$ 2.511,20 para os do segmento médio e R$ 4.735,32 para os profissionais da categoria superior.

As propostas apresentadas pela instituição serão debatidas nesta quarta-feira (12), ao meio dia, pelo sindicato durante assembleia dos funcionários.

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STMC e governo Jonas encerram greve à revelia da categoria

O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (STMC) decidiu encerrar a greve da categoria na justiça por meio de um acordo com o governo Jonas Donizette (PSB), sem consultar os trabalhadores.

O anúncio do acordo foi feito na última quarta-feira (5) durante uma assembleia geral no Paço Municipal, na qual a direção do sindicato se limitou a ler a ata da audiência emitida pelo judiciário.

Além de aceitar o reajuste salarial de 6,68% proposto pelo prefeito (a categoria reivindicava 16,77%), a direção do sindicato também concordou com o aumento do valor do vale-alimentação dos atuais R$ 528,00 para R$ 590,00 – enquanto a pauta de reivindicações exigia um salário mínimo(R$ 678). Para os aposentados, ficou de­finida a extensão do vale-alimentação no valor de R$ 80,00 a partir de maio.

Indignados com a postura do sindicato, os grevistas protestaram contra a decisão. De volta aos locais de trabalho, os servidores que fazem frente à atual gestão já estudam mecanismos para tentar reverter a situação.