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porStéphane Powaczuk

Plenária dos servidores e servidoras federais reforça previsão de Greve Geral em março

As entidades do FONASEFE, do Fonacate, além das Centrais Sindicais, reforçaram nesta quinta-feira (27/01), durante a “Plenária Nacional dos Servidores e Servidoras Federais”, a previsão de Greve Geral a partir do dia 9 de março pelo reajuste emergencial. A campanha salarial conjunta dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público iniciou no último dia 18/01, ocasião em que foram realizados atos e protocolado, no Ministério da Economia, ofício com a reivindicação de recomposição salarial mínima de 19.99% (índice correspondente a inflação dos três anos do governo Bolsonaro).
O coordenador-geral da FASUBRA Sindical Toninho Alves destacou a vitória contra a PEC 32 (Reforma Administrativa). Segundo ele, mesmo que parcial, não se pode esquecer a importância e a força da campanha unificada das entidades realizada até o fim do ano de 2021. “Nós conseguimos encurralar o governo e estamos atentos, caso ele tente colocar na pauta novamente a PEC 32. A FASUBRA, em dezembro, realizou a sua plenária que já tinha deliberado a construção de uma campanha salarial em fevereiro. Entendendo a dinâmica de cada entidade, entendendo a conjuntura que estamos vivendo, é óbvio que temos que caminhar juntos para derrotar esse governo e, por isso, apontamos e construímos esse calendário importantíssimo para a deflagração da greve em março”, afirmou.
A plenária detalhou o calendário definido, sendo que a próxima ação será no dia 2/02 (quarta-feira). Como as entidades não obtiveram resposta à pauta de reivindicação salarial do dia 18/01, novos ofícios foram encaminhados com pedido de audiência aos três Poderes para abertura das negociações. Neste dia, além dos atos em Brasília, estão previstas atividades simbólicas, com faixaços por todo o país nos órgãos e prédios públicos, com o tema “Reposição emergencial para todos e todas: 19,99% já!”.
De 14 a 25 de fevereiro, as entidades promovem a Jornada de Lutas preparativa para a greve unificada, com o seguinte eixo: reajuste emergencial do período Bolsonaro de 19,99%, com as perdas salariais do período dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer que somam mais 30%. “Para nós da FASUBRA é fundamental que nós estejamos juntos nessa caminhada, nesse processo de construção e de deflagração de uma greve, se esparrame pelo Brasil todo para responder ao governo que estamos unificados na busca de sua recomposição salarial. Nossa mobilização pode ser o diferencial nesse primeiro momento para engajar outros trabalhadores e trabalhadoras para derrotar Bolsonaro”, enfatizou Toninho.

Plenária na íntegra pela manhã: https://youtu.be/rRmBwXAhLLw

Plenária na íntegra à tarde: https://youtu.be/dec1EXtJRKs

porFernanda de Freitas

Representantes do movimento social de Campinas protocolam plataforma de reivindicações na Câmara dos Vereadores

Depois de dois grandes protestos realizados na semana passada sem que o poder público abrisse um canal de diálogo com a população, representantes dos movimentos sociais foram recebidos na última segunda-feira (24) por um grupo de vereadores na Câmara Municipal. Na ocasião, os manifestantes protocolaram uma pauta com nove reivindicações, em sua maioria relacionadas à questão do transporte público, e estabeleceram um prazo de 96 horas para apresentação das respostas. A reunião aconteceu durante o último ato.

Entre os pedidos estão a retirada dos dois últimos aumentos (reduzindo a tarifa para R$2,85), a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos de transporte público, passe livre para todos os estudantes e desempregados, municipalização do transporte e o fim do subsídio às empresas de ônibus. Os manifestantes também cobram a realização de uma auditoria nas contas das empresas de transporte coletivo que atuam na cidade.

O presidente da Casa, Campos Filho (DEM), recebeu o documento e se comprometeu a apresentar uma resposta no prazo solicitado. O movimento, formado por entidades como o DCE Unicamp, DCE PUCCamp, STU, diversos grêmios estudantis, centros acadêmicos da Unicamp e outras entidades, deve aguardar um retorno sobre a pauta até a sexta (28).

As manifestações terão continuidade no município – como parte da onda de protestos que têm marcado a conjuntura no país.

 

Agenda de atos na cidade

Hoje, o Fórum Popular de Saúde está convocando um ato em frente à Prefeitura da cidade, em defesa da saúde pública, a partir das 14 horas.

Na quinta (27) acontece o ato “Fora Feliciano” – que pede a saída o pastor Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados em razão de suas declarações preconceituosas. O protesto, que será seguido de uma passeata contra a aprovação da “cura gay”, terá início às 17h30 no Largo do Rosário.

Na sexta-feira (28), quando se encerra o prazo solicitado pelos vereadores para responder às demandas dos movimentos sociais, a partir das 17 horas, também no Largo do Rosário, terá início novo ato em defesa do transporte público.

No mesmo dia, a partir das 8 horas, acontece uma aula pública, com o professor convidado Fernando Frota Dillenburg, sobre os rumos das manifestações populares no Brasil. O evento será realizado no PB da Unicamp.

E no domingo (30), às 13 horas, terá início a Parada do Orgulho e pela Diversidade Sexual de Campinas, no Largo dos Expedicionários.

 

Foto: Fernanda de Freitas