porFernanda de Freitas

Assembleia geral debate pauta específica hoje (20/06), às 12h, na sala CB-06

Foto: Rodrigo Cruz

Os trabalhadores da Unicamp se reúnem hoje, às 12h, na sala CB-06 para formalizar a pauta de reivindicações específicas da Campanha Salarial 2013. Participe e traga demandas do seu local de trabalho.
Durante a assembleia, a diretoria do sindicato também informará o resultado da reunião de negociação com a reitoria sobre a revogação das punições da greve de 2011, ocorrida ontem à tarde.

Indicativos do Fórum das Seis serão votados pela categoria
Também será deliberada na assembleia a posição da categoria sobre o indicativo de mobilização que as entidades que compõem o Fórum das Seis apontaram para o próximo dia 27. O principal deles é a realização de um ato unificado por democracia e isonomia nas universidades estaduais paulistas e no Centro Paula Souza em São Paulo, às 9h, em frente à reitoria da Unesp. No mesmo dia, às 14h, a proposta é seguir para a Assembleia Legislativa para realizar um segundo ato, desta vez por mais recursos para a educação, universidades estaduais paulistas e Centro Paula Souza na LDO 2014 (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

porFernanda de Freitas

Boletim 037/2013

Baixe aqui o Boletim 037/2013, de 20 de junho de 2013.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/BoletimSTU20-de-junho2013.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

 

porFernanda de Freitas

Ato denunciou caos na saúde em Campinas

Diretor do STU e funcionário da FCM, Felipe Monte Cardoso

Diretor do STU e funcionário da FCM, Felipe Monte Cardoso

Trabalhadores da saúde municipal e militantes dos movimentos sociais em defesa dos direitos humanos em Campinas realizaram ontem (8/5) um ato nas escadarias da Prefeitura para pedir providências em relação ao caos instalado da saúde municipal.

Os manifestantes protestaram contra as internações compulsórias de dependentes químicos, contra a saída dos Profissionais da Saúde Mental da Atenção Básica e pediram maiores investimentos na consolidação da Rede de Saúde do SUS de Campinas.

O diretor do STU e servidor da FCM Felipe Monte Cardoso lembra que “a discussão sobre o futuro da rede de saúde mental do município tem tudo a ver com o debate sobre as privatizações. Em São Paulo, o governo criou os centros de tratamento e entregou quase imediatamente à SPDM, que é uma organização social. Em Campinas, não deve ser muito diferente. O modelo de privatização é igual, seja para tratar o usuário de drogas ou para privatizar o HC da Unicamp”.

porFernanda de Freitas

DGRH acaba com os holerites impressos

A Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH) anunciou por meio de instrução normativa publicada no mês passado que não mais imprimirá os holerites dos servidores. De acordo com o documento, os holerites e os comprovantes de rendimento devem ser acessados e impressos obrigatoriamente pelo sistema “Vida Funcional OnLine”.

Embora siga uma determinação do Governo do Estado, a medida afeta setores importantes da Universidade. Os trabalhadores das obras, dos bandejões e da área hospitalar têm maior dificuldade para acesso ao sistema “Vida Funcional Online”, seja pela especificidade do serviço, pelo ritmo de trabalho ou mesmo pela falta de computadores nesses setores. Muitos também não têm meios de imprimir os comprovantes em casa. E os holerites são o comprovante de renda do trabalhador.

Diante disso, o STU encaminhou dois ofícios à DGRH, no mês passado, questionando se os trabalhadores terão como optar entre os meios impresso ou virtual. O órgão se limitou a dizer que o RH de cada unidade estará á disposição para resolver o problema.

O sindicato cobra que a administração da Universidade assegure aos trabalhadores o direito de optar formalmente se querem continuar recebendo os holerites impressos ou se estão de acordo em imprimir o documento via web.

porFernanda de Freitas

ATENÇÃO: Devolução do imposto sindical

Os servidores não filiados ao STU poderão realizar, entre os dias 20 e 24 deste mês, o pedido de devolução de 60% do imposto sindical, contribuição compulsória descontada do salário de todos os trabalhadores com carteira assinada do país por determinação da CLT. O STU realizará a partir do dia 20, das 9 às 17 horas, plantões para recebimento do pedido de devolução do valor que é repassado para o sindicato. Os interessados deverão apresentar cópia do holerite ou de comprovante extraído do portal “Vida Funcional Online”.

É importante ressaltar que a cobrança do imposto sindical é uma determinação do governo, mas que a devolução do valor descontado não é uma obrigação das entidades sindicais e sim uma definição política da gestão “Vamos à luta”. A diretoria do sindicato entende que a entidade deve ser mantida com a contribuição voluntária da categoria e que todos os funcionários da Universidade devem contribuir para a construção desse instrumento de luta, filiando-se e participando regularmente dos fóruns de discussão.

Os servidores filiados que ainda não atualizaram seus dados bancários devem fazê-lo o mais rápido possível ligando para o STU (19) 3521.7412 / 3521.7147 / 3289.4242 /3289.3502.

Em relação ao imposto sindical dos trabalhadores contratados pela Funcamp, informamos que este é repassado a outra entidade sindical (o SEAAC), não cabendo ao STU realizar a devolução.

porFernanda de Freitas

Boletim 026/2013

Baixe aqui o BoletimSTU 026/2013, de 9 de maio de 2013

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/05/BoletimSTU09-de-maioFINAL.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

 

porFernanda de Freitas

Nota de Falecimento

edmundo20906É com grande pesar que o STU comunica o falecimento do Prof. Dr. Edmundo Fernandes Dias, ocorrido nesta manhã de sexta-feira.
Ele era docente aposentado do IFCH e foi um dos fundadores da Adunicamp.
O velório será neste sábado, dia 4/5, das 8h30 às 13h, no cemitério São Pedro, na cidade de São Paulo. O endereço é Avenida Francisco Falconi, 837, Vila Alpina.
O STU lamenta profundamente o falecimento e presta a sua solidariedade aos familiares e amigos do professor.
Foto: Neldo Cantanti/Unicamp

porFernanda de Freitas

Boletim 024/2013

Baixe aqui o Boletim STU 024/2013, de 30 de abril de 2013.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/BoletimSTU_30-de-abril-2013.pdf” language=”pt_BR”]

 

porFernanda de Freitas

Reitor Tadeu e STU se reúnem nesta sexta-feira à tarde

Após faltar à reunião agendada para o último dia 23, o reitor eleito, José Tadeu Jorge, confirmou no final da tarde desta quinta-feira (25) que receberia o STU para dar início à negociação da Campanha Salarial 2013. O encontro será hoje, 26/04, às 15h, na reitoria.

Confira abaixo o documento:

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/oficio-reitoria-26-04-13.pdf” language=”pt_BR”]

 

porFernanda de Freitas

Mais um caso de irregularidade na Unicamp: contratação de procuradores sem concurso público

Luciana Araújo

A um dia do fim de seu mandato, o reitor Fernando Costa ainda não respondeu uma série de questionamentos sobre sua administração. Entre os temas sobre os quais a atual reitoria se nega a discutir com a comunidade universitária está a forma de contratação dos procuradores da Universidade.

No relatório da auditoria sobre a prestação de contas da Unicamp relativa ao ano de 2011, o Tribunal de Contas do Estado questionou o fato desses profissionais serem contratados em caráter temporário, o que vai contra a Constituição Federal tendo em vista que essa é uma atividade de caráter permanente, cujos cargos devem ser ocupados mediante concurso público.

Os auditores destacam ainda a contratação de três procuradoras que além de terem entrado na Universidade sem concurso, tiveram os contratos prorrogados por diversas vezes e, em 2011, foram enquadradas pela atual reitoria na função de Procurador Assistente. São elas: Fernanda Lavras Costallat Silvado, Luciana Alboccino Barbosa Catalano e Rosa Maria da Silva Bittar. Rosa foi contratada em 2002, as outras duas, em 2003.

A diretoria do STU questiona ainda o fato de uma delas, Luciana Alboccino, ter tido o contrato prorrogado para suprir a vacância de um outro procurador que foi cedido à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Supersalários e terceirização
Também não foi explicado o que o TCE classificou como “terceirização desmedida à Funcamp”, os supersalários apontados pela auditoria e que medidas a Unicamp tomou em relação à determinação do conselheiro Dimas Ramalho para devolução de valores salariais recebidos acima do limite constitucional em 2009. Nesse caso, o próprio reitor era chamado a ressarcir aos cofres públicos R$ 102.598,65.

Fernando Costa deve explicações também sobre a nomeação do ex-pró-reitor Paulo Eduardo “Paulão” para o cargo de Assessor da Administração Superior após inúmeros questionamentos a sua atuação como gestor público. Paulão foi enquadrado na lei da ficha limpa e por isso impedido de concorrer à vice-prefeitura da cidade, é citado em diversos processos do TCE onde são apontadas irregularidades em licitações conduzidas por ele, além de ser um dos supersalários questionados pelo Tribunal.

 

tabela_do_BoletimSTU18-de-abril-2013 cópia

porFernanda de Freitas

Plenária na Área da Saúde hoje às 12h30 para organizar a Campanha Salarial 2013

Trabalhadores da Unicamp e da Funcamp estão convocados a participar

O STU realiza hoje (18/04), a partir das 12h30, no anfiteatro do HC (3º piso), uma plenária para discutir com todos os trabalhadores da Área da Saúde a organização da Campanha Salarial 2013 no complexo hospitalar. Além de debater a luta pela isonomia dos pisos salariais com a USP, na plenária será definida a proposta de implantação da jornada de 30 horas semanais para todos os trabalhadores da área da saúde, que será apresentada na reunião de negociação com o novo reitor, que acontece no próximo dia 23.

É fundamental também a presença dos trabalhadores contratados pela Funcamp, para organizar a luta pela isonomia entre todos trabalhadores da Universidade, com foco na conquista da habituidade e aumento do vale alimentação. O STU entende que os trabalhadores contratados pela Funcamp também são servidores públicos e devem receber tratamento isonômico de salários e benefícios com os contratados diretamente pela Unicamp.

Além desses eixos centrais da campanha salarial desse ano, a plenária servirá também para discutir e organizar a luta para solucionar os diversos problemas cotidianos na área de saúde (como o assédio moral nas relações de trabalho; realocação em diferentes setores e horários sem o consentimento do trabalhador; garantia de uniformes e equipamentos de segurança; eleições diretas para o DENF; subsede do STU na área hospitalar etc). É fundamental aproveitar o momento da campanha salarial para exigir que a reitoria se comprometa a resolvê-los.

É hora de organizar a luta na área da saúde da Unicamp e exigir dignidade no trabalho para garantir um atendimento de qualidade!

porFernanda de Freitas

Boletim 021/2013

Baixe aqui o Boletim STU 021/2013, de 18 de abril de 2013.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/BoletimSTU18-de-abril-2013.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

 

porFernanda de Freitas

Fórum das Seis entrega Pauta Unificada e cobra reunião com o Cruesp

Fernanda de Freitas

Após várias rodadas de assembleias que apreciaram e aprovaram a pauta de reivindicações unificada, o Fórum das Seis entregou ontem (16/04) ao Conselho de Reitores (Cruesp) a Pauta Unificada 2013.

A entrega das reivindicações para a data-base de 2013 dá inicio, antecipadamente, à Campanha Salarial Unificada das três universidades paulistas e do Centro Paula Souza.

Na ocasião, o Fórum das Seis também cobrou que o diálogo entre as partes seja efetivo e se inicie antes da data-base (1o de maio). Para isso sugere a realização de uma reunião com o Cruesp na próxima semana – de 22 a 26 de abril –, tendo como objetivo uma primeira rodada de negociações e a definição de um cronograma de reuniões.

Confira abaixo a Pauta Unificada aprovada pelos funcionários técnico-administrativos, docentes e estudantes.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/Pauta-Unificada-2013-Forum-das-Seis.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

porFernanda de Freitas

Roda de Conversa sobre Trabalhadoras Domésticas

Fernanda de Freitas

As Promotoras Legais Populares estão promovendo uma Roda de Conversa sobre o tema “Trabalhadoras Domésticas – Novas Conquistas e Desafios”.

A atividade será no dia 20/04 (sábado), às 15h, no CIS-Guanabara. E tem como foco a discussão sobre a recente aprovação pelo Senado Federal da PEC 478/2010, que amplia direitos das domésticas.

A atividade contará com a presença da diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (CONTRACS), diretora do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas e Promotora Legal Popular, Regina Teodoro e da diretora da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e diretora do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Franca, Rosa Maria Mora de Jesus.

O CIS-Guanabara fica na Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, em Campinas (atrás da Unimed da Barão de Itapura).

 

 

Convite Roda de Conversa

porFernanda de Freitas

Informativo STU 11/04/13

Baixe aqui o INFORMATIVO STU – 11/04/13, de 11 de Abril de 2013.

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/INFORMATIVO-11-04-13.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

porFernanda de Freitas

Solicitamos doação de cama hospitalar

O companheiro Claudemir Ferreira Machado (IA/Galeria) solicita à comunidade universitária a doação de uma cama hospitalar para sua tia adoentada.

Dada a necessidade e urgência do pedido, quem puder doar ou tiver informações sobre onde ele pode conseguir o equipamento, por favor, entre em contato com o colega no ramal 17453 ou pelo telefone 3223-0491.

porFernanda de Freitas

STU comparece ao protesto do Fora Feliciano organizado pelo DCE Unicamp

Texto e Fotos: Fernanda de Freitas

dce_fora_feliciano2_04_04_13

Cartazes afixados na parede do Bandejão demonstram indignação dos estudantes

Na quinta-feira passada (04/04) os estudantes organizaram um protesto no Bandejão da Unicamp contra a presença do Dep. Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.

Por ser reconhecido como um deputado racista, machista e homofóbico, sua indicação foi contestada pelos movimentos sociais e ativistas dos Direitos Humanos no Brasil inteiro e para o DCE da Unicamp, segundo notícia publicada em seu site, “não se trata de um fato isolado, mas de um grave problema da política brasileira de troca de favores, cargos e votos para a constituição de maiorias pró governo”.

dce_fora_feliciano3_04_04_13O STU tem encampado diversas manifestações de repúdio ao deputado ocorridas na cidade por entender que o deputado Marco Feliciano utiliza-se de pensamentos e atitudes conservadoras e retrógradas que impedem a ampliação dos nossos direitos, a democratização das discussões com as “minorias”, e pior, atacam frontalmente nossa luta por uma sociedade justa e igualitária.

Para a diretora do STU, Rosana Aranha “estamos em vigília e luta constante pela defesa dos nossos direitos que constantemente estão sendo atacados ora por patrões ora pelo governo”.

O Sindicato não irá se calar diante deste golpe, fruto da troca de favores políticos, e junto com as demais entidades representativas da comunidade universitária tem levantado a bandeira do “Fora Feliciano” Campinas afora não só porque ele não nos representa e não nos respeita, mas sim porque suas atitudes e defesas ferem a dignidade humana.

porFernanda de Freitas

150 líderes evangélicos rejeitam publicamente Marco Feliciano

Matéria publicada pelo blog Pragmatismo Político demonstra que 150 lideranças evangélicas rechaçam a indicação de Marco Feliciano (PSC) para ocupar a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Confira abaixo:

 

Mais de 150 lideranças evangélicas assinam documento pedindo a saída de Marco Feliciano da presidência da CDHM. Pastor da Igreja Batista desabafa: “ele não representa os direitos humanos e a minoria”

blog_pragmatismo_politico_feliciano
A nomeação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados continua rendendo críticas pelo Brasil. Na última terça-feira, mais de 150 lideranças evangélicas pediram a substituição do pastor por um parlamentar mais “familiarizado” com o tema. A petição que pede a saída do pastor da CDH já conta com quase 500 mil assinaturas (se ainda não assinou, assine aqui).

A Rede Fale pede aos deputados evangélicos da comissão – que, segundo o coletivo, são 12 dos 18 membros – que indiquem um novo nome. “Entendemos que este momento representa uma oportunidade concreta para a promoção e a defesa dos direitos dos mais vulneráveis e das minorias”, informou em nota.

No domingo, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), que integra as igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida, também divulgou nota de repúdio à eleição de Feliciano.

Entre os signatários do novo documento, estão pastores de igrejas como a Presbiteriana, a Batista e a Assembleia de Deus, da qual o deputado paulista faz parte. Assinam a nota, entre outros, o pastor Antonio Carlos Costa, do Rio de Paz; o bispo primaz da Igreja Anglicana Mauricio Andrade; e o pastor batista Ariovaldo Ramos, presidente da Visão Mundial.

A Rede Fale é composta por 12 organizações evangélicas e 33 grupos locais, de 17 estados brasileiros. Segundo os coordenadores do movimento, trata-se de uma rede de orientação cristã que busca, há mais de dez anos, unir indivíduos e organizações para orar e agir contra as injustiças sociais.

Em entrevista à revista Fórum, o pastor da Igreja Batista Marcos Dornel teceu críticas ao parlamentar e pediu como representante “alguém que tenha histórico de luta com direitos humanos, que conheça o que foi a tortura no Brasil, saiba o que é trabalho escarvo, entenda que existe tráfico de pessoas, enfim, que tenha lutado por pautas da área de direitos humanos.”

Como o senhor viu a eleição de Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados?

Marcos Dornel – Foi uma forçada de barra, tinha que colocar alguém do PSC e acharam o pior nome. Fizeram uma reunião entre os evangélicos do partido, e o nome mais forte era o dele. Não vejo com bons olhos essa nomeação, as polêmicas causadas por ele nos prejudicaram. Estamos colocando em xeque, por causa de um cara que não tem histórico de luta pelos direitos humanos, toda uma nação, que é a nação evangélica.

A minha vocação para ser pastor me mostra que tenho que olhar para as minorias, e Feliciano é midiático e alegórico, muito vaidoso, faz até chapinha no cabelo. Deveria cuidar do rebanho e menos da política.

Segundo Feliciano, uma “maldição recai sobre a África”. Em sua interpretação da Bíblia, como o senhor vê essa afirmação?

Marcos Dornel – Nós, teólogos, estamos nos revirando, porque em nenhum momento na Bíblia Deus joga uma maldição sobre uma raça ou um povo. Essa frase foi uma infelicidade do Feliciano. A própria palavra diz que todo aquele que crê em Deus é abençoado. A Bíblia diz que tudo que Deus criou é bom, então, se tudo é bom, todas as raças são boas. Você dizer que uma raça é amaldiçoada é uma besteira. Ele foi infeliz.

Mais de 150 lideranças assinaram uma carta de repúdio ao Feliciano, o senhor concorda?

Marcos Dornel – Eu me incluo nessa faixa de rejeição ao nome dele como presidente, nós estamos repudiando esse cara. A comissão deve ser presidida por alguém com histórico de luta pelos direitos humanos, que conheça o que foi a tortura no Brasil, saiba o que é trabalho escravo, entenda que existe tráfico de pessoas, enfim, que tenha lutado por pautas da área de direitos humanos. Não sou contra porque ele é um líder religioso, mas sim porque ele não tem qualquer experiência no assunto. Marco Feliciano não representa as minorias. Aliás, se existe uma diferença entre elite e pobres na igreja, o Feliciano representa essa elite.

Há, no discurso do Marco Feliciano, uma deturpação dos valores da Bíblia?

Marcos Dornel – Olho para o Felicano e vejo um pastor que só prega sobre prosperidade. Jesus ensinou para nós que mais importante é ser, o Marco prega que devemos ter. Pregamos uma igreja que reparte, a igreja do comum, é a igreja que Jesus diz: “Se você tem dois quilos de arroz, dê um a quem não tem”, é uma igreja que está ao lado das minorias. Os direitos humanos não tem que defender o pobre por ele se pobre, mas sim por ele ter dignidade humana, é isso que a Bíblia prega. Um cara que prega que só é próspero quem tem casa na praia, tem o carro do ano, isso não é direitos humanos, isso é direito de quem tem.

O senhor acredita que esse fato possa estimular o preconceito contra os evangélicos?

Marcos Dornel – Nunca tivemos a oportunidade de debate nesse país, podemos, hoje, mostrar o que Cristo nos pregou. Agora, com esse cidadão na presidência, tudo pode se voltar para trás, porque todo o trabalho de igrejas evangélicas vai por água baixo. Estamos vendo uma mini-guerra religiosa no meio das igreja evangélicas, já estamos desgastados por conta desses pastores midiáticos. Ressalto, não é por ele ser evangélico, mas é que ele não representa os direitos humanos e as minorias.

Fonte: Blog Pragmatismo Político – www.pragmatismopolitico.com.br (reprodução da Revista Fórum – Igor Carvalho)

porFernanda de Freitas

Falta de profissionais gera suspensão de atendimento do CECOM

Texto e foto: Fernanda de Freitas

cadeira_de_rodas_saudeO STU apurou a queixa de que o Centro de Saúde da Comunidade Unicamp (CECOM), algumas vezes, tem suspendido o atendimento para os casos de agravo à saúde (Pronto Atendimento) encaminhando os pacientes para os serviços de Pronto Socorro de Campinas. A medida, sem justificativa aparente e em cima da hora, tem ocasionado transtornos à comunidade universitária que necessita de atendimento emergencial.

De acordo com informações apuradas pela reportagem do STU, o Pronto Atendimento (PA) do CECOM trabalha com uma equipe pequena, sendo uma enfermeira, que realiza inicialmente uma avaliação de risco do usuário, e um médico, que consultará o paciente na sequência não por ordem de chegada, mas sim por ordem de gravidade. Então “quando o médico do PA adoece subitamente, pode não haver tempo hábil para a sua substituição; nestes casos, o CECOM costuma fazer a divulgação por meio eletrônico para toda a comunidade, e a recepção orienta os que chegam para que procurem a Unidade de Emergência Referenciada (UER) do HC ou outros prontos atendimentos próximos ao local de sua residência”, explicou a Diretora Técnica Médica do CECOM, Dra. Patrícia A. Falabella Leme.

Segundo a médica, às vezes em que o CECOM não pode oferecer pronto atendimento aos seus usuários foi por esse motivo e não é possível prever quando e se voltará  a ocorrer a suspensão.

Sabemos que o déficit de funcionários é um problema de longa data que assola toda a universidade e tem se agravado devido à falta de contratações e a péssima distribuição de recursos e valorização de profissionais. Por isso, o STU defende a garantia de mais recursos e a transparência no seu uso no intuito de assegurar a melhoria e ampliação no serviço no CECOM, com extensão das especialidades, garantindo-se o atendimento dos dependentes, conforme consta no Estatuto da Unicamp. Além do atendimento dos trabalhadores da Funcamp e dos estudantes da universidade.

Defendemos também a criação do Conselho Gestor na Área de Saúde (abarcando todas as unidades deste setor na universidade) com a participação das entidades, de usuários, funcionários e representantes da Unicamp e de membros dos municípios. A intenção é que a universidade ouça as propostas, discuta alternativas de atendimento e recursos e defina conjuntamente as políticas públicas que atingem a comunidade da Unicamp e a população atendida pelos seus serviços.

porFernanda de Freitas

Reunião do Núcleo de Negros e Negras será 10 de abril

Fernanda de Freitas

O Núcleo de Negros e Negras da Unicamp convida todos os trabalhadores para sua próxima reunião na quarta-feira, 10/04, às 12h, na sede do STU. O objetivo é dar prosseguimento às discussões sobre o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Paulista (Pimesp), anunciado pelo governo Estadual e também sobre o Debate Aberto sobre o “Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial”, ocorrido dia 21 de março. Além de avançar nas reflexões e elaboração de ações voltadas às questões raciais que envolvem a comunidade universitária.

Compareça, essa luta é de tod@s nós!

Imagem: Portal Controle Social (www.controlesocialdesarandi.com.br)