Categoria Saúde

poradmin

Mobilização avança na Área da Saúde: É hora de conquistar o apoio da população para nossa luta!

A greve na Área da Saúde segue avançando. O atendimento vem sendo reduzido gradativamente em respeito à população, mas também em diálogo com os usuários sobre o fato de que não existe saúde de qualidade com servidores desvalorizados.
Os trabalhadores vêm mostrando à sociedade que além do reajuste e da jornadda de 30 horas semanais, a greve também é em defesa do SUS.
Uma carta aberta produzida pelo STU está sendo distribuída. E é tarefa de todo servidor fazer chegar à sociedade campineira as razões da greve.

A saúde foi às ruas nesta quarta-feira

Trabalhadores da Unicamp em greve estiveram presentes no protesto contra o desmonte da saúde pública municipal. Organizado pelos movimentos populares de saúde da região e pelo Fórum Popular de Saúde, o ato contou com a participação de cerca de 400 pessoas, que saíram da frente da Prefeitura, caminharam pelo Centro da cidade e retornaram ao Paço municipal.
Devido aos problemas no sistema municipal de saúde de Campinas e das cidades da região, os hospitais da Unicamp recebem grande parcela da demanda que deveria ser de responsabilidade das prefeituras, sobrecarregando o HC e o Caism e precarizando o trabalho dos servidores da Universidade.

 

porFernanda de Freitas

STU quer somar forças com a CIPA no combate ao ambiente insalubre

Texto: Fernanda de Freitas

Fotos: Fernanda de Freitas e Valdemir Martinhago (Capeta)

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), empossada em dezembro do ano passado, realizou ontem sua primeira reunião de gestão.

Os cipeiros discutiram as principais demandas de trabalho da nova gestão que estão pautadas, principalmente, na elaboração de um diagnóstico mais completo da saúde física e mental dos funcionários e das condições de trabalho oferecidas pela universidade.

danilo_cipa_30_01_14

Diretor do STU, Danilo Negreti, em reunião da CIPA

Na ocasião, o diretor do STU, Danilo Negreti, saudou os novos cipeiros e aproveitou para colocar o sindicato à disposição da CIPA. “Por compreendemos a importância do trabalho dos cipeiros na preservação da integridade física e o bem-estar dos funcionários é fundamental trabalharmos em conjunto na elaboração de ações em defesa da qualidade de trabalho e de vida”, sinaliza o diretor.

O sindicalista também divulgou o calendário eleitoral do STU e convidou os cipeiros a integrarem o processo eleitoral que tem início na assembleia geral, da próxima quarta-feira (5), que elegerá a Comissão Eleitoral e discutirá o Regimento das eleições para a nova diretoria do sindicato.

porFernanda de Freitas

STU cobra isonomia também de jornada entre os trabalhadores da Unicamp

Em virtude dos feriados, suspensões de expediente e do recesso universitário, no mês de dezembro a maioria dos servidores da Unicamp trabalhará cerca de 31,8% a menos (7 dias em 22) do que num mês típico. Os trabalhadores da área da saúde, no entanto, realizarão jornada equivalente aos outros meses.

No último dia 22, o STU encaminhou ofício à reitoria solicitando providências para extensão da redução aos trabalhadores da área de saúde.

Foram colhidas também assinaturas dos funcionários da área de saúde em um abaixo-assinado que reivindica a redução do número de plantões noturnos para o máximo de 10 (dez) no mês e a garantia de duas folgas extras para os plantonistas diurnos.

porFernanda de Freitas

Doenças ocupacionais, o que fazer?

As doenças relacionadas ao trabalho se ampliam a cada dia em razão das alterações do modelo de produção e do trabalho, com o aumento do ritmo da atividade, o Assédio Moral, fatores relacionados ao contato com produtos que possam causar algum tipo de alteração de saúde, quer seja física ou psicológica.

Doença ocupacional é a designação de várias doenças que causam alterações na saúde do trabalhador, provocadas por fatores relacionados com o ambiente de trabalho. Elas se dividem em doenças profissionais ou tecnopatias, que são causadas por fatores inerentes à atividade laboral, e doenças do trabalho ou mesopatias, que são causadas pelas circunstâncias do trabalho. As primeiras possuem nexo causal presumido, já nas segundas a relação com o trabalho deve ser comprovada.

As doenças mais comuns são as do sistema respiratório e da pele. Além das Lesões por Esforços Repetitivos (LER), também denominadas de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Essas doenças são decorrentes de atividades realizadas com movimentos repetitivos, trabalho muscular parado, sobrecarga mental, ritmo intenso de trabalho, pressão por produção, relações conflituosas e estímulo à competitividade.

Os cuidados são essencialmente preventivos, pois a maioria das doenças ocupacionais é de difícil tratamento. Exemplos: silicose (doença profissional mais antiga que se conhece, que se desenvolve naqueles que inalam pó de sílica durante muitos anos), asbestose, (é uma doença causada pela inalação do pó de amianto, também chamado de asbesto) dermatite de contato, câncer de pele ocupacional etc.

Uma doença ocupacional normalmente é adquirida quando um trabalhador é exposto, acima do limite permitido por lei, a agentes químicos, físicos, biológicos ou radioativos, sem proteção compatível com o risco envolvido. Essa proteção pode ser na forma de Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) ou Equipamento de Proteção Individual (EPI). Existem também medidas administrativas e/ou organizacionais capazes de reduzir os riscos. As principais vias de absorção de agentes nocivos são a pele e os pulmões.

No Brasil, a doença ocupacional é equiparada ao acidente de trabalho, gerando os mesmos direitos e benefícios. Então, se o trabalhador estiver com uma doença ocupacional grave, é necessário pedir afastamento através do auxílio-doença. Para isso, ele deve comprovar que a doença está relacionada ao seu emprego atual.

É bom registrar que, a Unicamp já tem histórico de desrespeito à Saúde do Trabalhador. Tanto que em 2002, a Coordenação de Saúde e Meio Ambiente do STU apresentou denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre as más condições de trabalho na universidade, que foi prontamente acatada através de um Acordo mútuo. Mas o fato é que a Unicamp é um espaço de diferentes tipos de trabalhadores e em permanente transformação e para haver melhorias para a saúde do trabalhador é preciso um esforço conjunto entre Segurança do Trabalho, Medicina do Trabalho, Saúde do Trabalhador, Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA), Conselho de Representantes (CR) e STU.

Por isso, o Departamento Jurídico do STU está a postos para receber denúncias em razão das péssimas condições de trabalho e ajudar nos casos relacionados às doenças ocupacionais. Caso deseje obter mais informações sobre esse assunto ou agendar atendimento jurídico ligue para o ramal 17412 e fale com Zé Prettu ou Thaís.

Hospital Doente

Vídeo produzido pelo Sindsaúde/Florianópolis sobre adoecimento dos trabalhadores da Saúde

porFernanda de Freitas

STU cobra agenda de discussão com GT das 30 horas

gt_30h_danilo_toninho_17_10_13

Diretores do STU, Toninho e Danilo, cobram agenda de discussão com a coordenação do GT das 30 horas

Texto e Foto: Fernanda de Freitas

Na tarde de ontem (17/10) os diretores do STU, Antônio Alves Neto e Danilo Mello Negreti cobraram do coordenador do Grupo de Trabalho (GT) das 30 horas, Adilton Dorival Leite, a data da reunião, entre o STU e GT, para discutir o andamento do estudo sobre a implantação da jornada de 30 horas para a Área da Saúde.

De acordo com o coordenador do GT o relatório que analisa e propõe as providências a serem tomadas está em fase de desenvolvimento e que em breve será acertada uma agenda para discutir os apontamentos do documento com o STU.

O STU continuará cobrando a reunião com o GT, conforme entendimentos na mesa de negociação com o reitor. Lembramos também que o grupo já foi oficializado com um pedido de reunião, tendo em vista o interesse do Sindicato em discutir a jornada de 30 horas para a Área da Saúde antes da sua apreciação pelo CONSU e implantação pela reitoria. A discussão sobre a redução da jornada é de suma importância para a categoria, principalmente, porque a entidade tem propostas e considerações a acrescentar a esse debate.

 

Grupo de Trabalho foi instituído em maio/13

O GT foi criado pelo reitor Tadeu Jorge através da Portaria GR-046/2013, de 22/05/2013, com objetivo de viabilizar a “implantação da jornada de 30 horas para os profissionais envolvidos nas atividades de assistência”, conforme anunciado em seu programa de gestão.

O programa de gestão do reitor também recomenda que “para que isso ocorra é preciso providenciar a alteração dos contratos de 40 horas, hoje existentes, passando-os para 30 horas semanais, sem redução salarial, adequando o quadro existente para que não ocorram deficiências no atendimento”.

O GT é formado pelos trabalhadores:

  • Enfº Adilton Dorival Leite (CAISM) – coordenador
  • Enfª Flora Marta Giglio Bueno (HC)
  • Enfª Simone Pollini Gonçalves (CAISM)
  • Laurione Cândido de Oliveira (HC)
  • Enfª Edina Tavares de Lima Montagnoli (CAISM)
  • Enfª Diva Helena Zanchetta Baldin (HC)
  • Enfª Margarida Barbosa (CAISM)
  • Luciana Alboccino Barbosa Catalano (PG)
  • Alexsandra Ortiz Marcatto (DGRH)
  • Lila Lea Cruvinel (CECOM)
porFernanda de Freitas

Associados do STU agora contam com convênio odontológico gratuito

O STU em parceria com a Bucal Help firmou convênio de assistência odontológica para todos os associados e seus dependentes.

A iniciativa da Coordenação de Cultura visa proporcionar aos seus associados condições de usufruírem de um serviço de qualidade com economia no que se refere a custos com tratamentos de saúde.

Todos os funcionários da Unicamp – celetistas, estatutários, patrulheiro, docentes, terceirizados e Funcamp – podem se filiar ao STU e passar a usufruir deste benefício.

 

Como funciona o Plano Odontológico:

Os associados, titulares do plano, terão o convênio a custo zero, ou seja, totalmente pago pelo Sindicado e os seus dependentes pagarão somente R$ 11,00 por adesão.

Todos os titulares já estão aptos a utilizarem o plano odontológico mediante a apresentação da carteira, que será entregue nas unidades sem custo adicional.

A Bucal Help oferece atendimento que abrange todos os procedimentos exigidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), oferecendo uma ampla cobertura em várias especialidades:

  • Aparelho Ortodôntico (exceto mensalidades)
  • Avaliação Ortodôntica
  • Avaliação Periodontal
  • Alveoloplastia / Alveolotomia
  • Avaliação de ATM
  • Aplicação Tópica de Flúor
  • Apicectomia
  • Apicectomia com Obturação Retrógrada
  • Aplicação de Selante
  • Biópsia
  • Curativo em caso de Hemorragia Bucal
  • Curativo em caso de Odontalgia Aguda
  • Cirurgia de Aumento de Coroa Clínica
  • Cirurgia em Torus Mandibular ou Palatino
  • Cirurgias Periodontais
  • Manutenção das Cirurgias Periodontais
  • Correção de Bridas Musculares
  • Colagem de Fragmentos
  • Capeamento Pulpar (Direto e Indireto)
  • Curetagem de Bolsa Periodontal sem deslocamento de retalho
  • Drenagem de Abscesso (Intra e Extra Oral)
  • Exame Clínico Emergencial
  • Exame Clínico Inicial
  • Emergência em Consultório
  • Emergência Plantão 24 Horas
  • Evidenciação de Placa, Profilaxia, Polimento Coronário
  • Excisão de Mucocele
  • Excisão de Rânula
  • Extrações Simples
  • Extrações Múltiplas
  • Extrações de Raiz Residual
  • Extrações de Dentes Retidos (Inclusos e Impactados)
  • Fraturas Alvéolo Dentárias (Redução Cruenta ou Incruenta)
  • Frenectomia (Labial, Lingual)
  • Imobilização Dentária Provisória
  • Perícia Inicial
  • Perícia Final
  • Pulpotomia / Pulpectomia
  • Recimentação de Peça Protética
  • Reimplante de Dente Avulsionado
  • Reconstrução de Sulco Gegivo Labial
  • Remoção de Cistos
  • Remoção de Suturas
  • Restauração a Pino
  • Restauração de Amálgama
  • Restauração de Ionômero de Vidro
  • Restauração de Resina Fotopolimerizável
  • Remoção de Obturação Radicular
  • Remoção de Pino / Núcleo Metálico
  • Remoção de Prótese Fixa
  • Raspagem Supra e Sub Gengival
  • Radiografias Periapicais
  • Radiografias Interproximais
  • Tratamento de Alveolite
  • Técnicas de Higienização
  • Tratamento Endodôntico em Dentes Decíduos
  • Tratamento Endodôntico em Dentes Permanentes
  • Ulectomia
  • Ulotomia

 

Os procedimentos não cobertos pelo plano são de cunho estético e poderão ser realizados pelo profissional credenciado em caráter particular, sendo que os valores serão baseados em tabelas especialmente negociadas com o Cirurgião Dentista pela Bucal Help, com custos bem do que os praticados no mercado. Sendo eles:

  • Implantes
  • Próteses
  • Mensalidade de Aparelho Ortodôntico
  • Documentação Ortodôntica
  • Radiografias (exceto Periapicais e Interproximais)

 

Nossa parceria prevê:

  • Sem perícia;
  • Atendimento em mais de 26 cidades;
  • Plano odontológico sem carência e sem coparticipação;
  • Mais de 150 dentistas credenciados na região de atuação;
  • Cobertura para mais de 60 procedimentos odontológicos.

Mais informações sobre a Bucal Help em www.bucalhelp.com.br.

 

 

porFernanda de Freitas

Assembleia Legislativa aprova redução da jornada de trabalho da saúde estadual para 30 horas

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou no mês passado o projeto de lei que regulamenta a jornada de 30 horas semanais para os funcionários administrativos da saúde estadual. Os demais já tinham direito a essa jornada.

O projeto, que ainda precisa ser sancionado pelo governador, foi aprovado com Emenda de Plenário que aperfeiçoou a medida, incluindo reivindicações dos servidores, como a não redução de salários, que estava prevista no projeto original.

O deputado Barros Munhoz, líder do governo na Casa, afirmou em pronunciamento que tentará nas próximas semanas incluir as autarquias entre os órgãos públicos beneficiados pelo projeto. Caso isso aconteça, a Unicamp pode ser obrigada por lei a adotar a jornada de 30 horas para todos os funcionários da área da saúde, e não apenas para os que exercem atividades de assistência, como anunciou o reitor durante a campanha salarial.

poradmin

Sindicato negocia adesão de servidor aposentado pelo regime CLE ao plano de saúde oferecido pelo GGBS

Em reunião realizada no último dia 20/08 com o Departamento do de Aposentados do STU, o coorde­nador do Grupo Gestor de Bene­fícios Sociais (GGBS), Edson Lins, informou que o departamento Ju­rídico do órgão emitiu parecer fa­vorável à inclusão dos aposentados cujos vencimentos são pagos pela Unicamp (CLE) no convênio Uni­med. O aposentado que se enqua­dra nesse perfil teria, dessa forma, o direito a aderir ao Plano Inativo/ Vinculado, dentro das regras esta­belecidas pela resolução normativa 279 da Agência Nacional de Saúde (ANS).

No entanto, em reunião realiza­da posteriormente, os representan­tes jurídicos da Unimed questio­naram essa resolução. A situação se mantém indefinida e o sindicato continuará negociando a adesão ao plano para os aposentados estatutá­rios.

O aposentado pelo regime CLT deixa de ter vínculo com a Uni­camp, passando a receber os pro­ventos pelo INSS e, por isso, não se enquadra no parecer jurídico do GGBS. O órgão informou que pre­tende agendar uma reunião com a Unimed em breve para buscar uma alternativa também para os servi­dores celetistas aposentados.

Visita aos aposentados com problemas de saúde

Durante a reunião do dia 20, também foi discutida a visita aos aposentados com problemas de saú­de por parte do GGBS. O Serviço Assistência Social informou que os aposentados estatutários (CLE) re­cebem atendimento e acompanha­mento do GGBS assim que o órgão é informado sobre o adoecimento do servidor.

Quanto aos aposentados pela CLT, existe dificuldade para a Uni­versidade prestar o mesmo serviço em função da fiscalização do Tribu­nal de Contas do Estado quanto à utilização de recursos financeiros.

Também em relação a este tema a coordenação do GGBS se dispôs a agendar para breve uma reunião com a DGRH e representantes do Departamento de Aposentados do STU com o objetivo de buscar al­ternativas que possam beneficiar os inativos pelo regime CLT.

porFernanda de Freitas

Justiça obriga Unicamp a ressarcir servidora do HC que fazia 40h semanais de forma irregular

Em meio à luta pela retomada da jornada de 30 horas na área da saúde, a Justiça do Trabalho julgou procedente a ação movida por uma servidora do Hospital de Clínicas contra a Unicamp devido ao não cumprimento da jornada de 30 horas. A reclamante, que exerce a função de ascensorista no HC desde 1987, trabalhou durante todo esse tempo sob o regime de 40 horas semanais. No entanto, a Lei nº 3.270 de 30/09/1957, que regulamenta a profissão do operador de elevador, determina que a carga horária para esta função não deve exceder as 30 horas semanais.

De acordo com a sentença da juíza Solange Denise Belchior Santaella, da 8ª Vara do Trabalho de Campinas, a Universidade terá que pagar à servidora 10 horas extras semanais pelos últimos cinco anos de trabalho, honorários advocatícios, correção monetária e juros de mora. O processo foi movido pelo departamento Jurídico do STU. Cabe recurso à decisão judicial, mas a vitória é importante para estabelecer o debate necessário acerca das irregularidades dentro da Universidade.

porFernanda de Freitas

Manifestações em defesa do SUS derrubam Secretário de Saúde de SP

As recentes manifestações organizadas pelo Fórum Popular de Saúde de São Paulo em conjunto com movimentos populares resultaram, na semana passada, no pedido de demissão do Secretário Estadual de Saúde (SES), Giovanni Guido Cerri.

O então secretário, como denunciado no mês de maio pela revista da Associação dos Docen­tes da Universidade de São Paulo (Adusp), era, ao mesmo tempo, gestor estadual da saúde e conselheiro em instituições privadas, entre elas o Hospital Sírio Libanês.

O movimento social questionava a permanência de Cerri no cargo, que configurava conflito de interesses. Na semana passada, o ato que denunciou convênios entre a SES e instituições privadas geridas por Cerri foi alvo de forte repressão policial.

No próximo dia 21 a reitoria deve apresentar ao sindicato uma proposta de calendário de negociação da pauta específica. A ideia é otimizar a negociação das 46 reivindicações realizando reuniões temáticas com diretores dos órgãos e pró-reitorias responsáveis por cada ponto.

Paralelamente, seguirão as reuniões de negociação mensal com a reitoria. A próxima está marcada para 17/09 às 10 horas.

porFernanda de Freitas

Para diretor do STU, mudança no sistema de saúde depende de intervenção governamental no setor privado

A presidenta Dilma Rousseff apresentou na semana passada um pacote de medidas para a saúde pública no país. Entre as iniciativas está a ampliação do curso de medicina de seis para oito anos. Nos dois anos adicionais, os estudantes terão de atuar obrigatoriamente no SUS.

O anúncio causou polêmica entre profissionais da área e entidades representativas da categoria médica.

Para o médico e diretor do STU Felipe Monte Cardoso, o estágio proposto pelo governo federal é razoável, mas é necessário avaliar as condições em que este será oferecido.

“O problema da falta de médicos e da má distribuição desses profissionais no país está relacionado principalmente ao crescimento do setor privado, que oferece melhores salários e absorve uma maior quantidade de mão de obra. É muito difícil resolver esse problema sem mexer no modo como o setor privado se organiza no país”, afirma.

Sobre a vinda de médicos estrangeiros para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), Felipe destaca que contratações desse tipo são comuns em diversos países, entre eles o Reino Unido, onde um terço dos profissionais que atuam na rede pública não são naturais da Grã-Bretanha.

“No Brasil, o que preocupa é a possibilidade de haver um registro provisório de três anos para profissionais estrangeiros sem revalidação de diploma, o que pode gerar contratos precarizados e prejudicar o atendimento à população”.

Felipe avalia ainda que os vetos da presidenta ao projeto de lei conhecido como “ato médico”, sancionado na semana passada, evitaram que a atuação de outros profissionais de saúde como psicólogos, enfermeiros, fonoaudiólogos e fisioterapeutas passassem a ser chefiadas exclusivamente pela categoria médica.

Felipe acompanha, pelo STU, o Fórum Popular de Saúde de Campinas – movimento em defesa da saúde pública que tem reunião hoje, às 18 horas, na sede do Conselho Regional de Serviço Social (Avenida Francisco Glicério, 1329).

porFernanda de Freitas

Médicos da Unicamp realizam paralisação nesta quarta-feira (03)

Médicos contratados, residentes, docentes, graduandos e pós-graduandos da Unicamp realizam uma assembleia
hoje às 12 horas, no anfiteatro do HC (3º piso), para organizar e debater as pautas da paralisação nacional
da categoria prevista para amanhã (3/07).

O STU estará presente na atividade para levar apoio ao movimento.

poradmin

Plenária hoje às 12h30 discute mobilização na Área da Saúde

O STU realiza hoje a partir das 12h30, no an­ teatro do HC, a plenária da área da saúde para os trabalhadores do período diurno. Tendo em vista as demandas especí­ficas dos funcionários do Complexo Hospitalar, o sindicato pretende construir uma pauta de reivindicações da área da saúde a ser discutida com a reitoria. Na ocasião, também será de­finido um calendário para estabelecer uma dinâmica de negociações regular sobre essa pauta. Por ­ m, o sindicato registrará os interessados em acompanhar e discutir o processo de implementação da jornada de 30 horas. Participe! Sua presença é fundamental para que a categoria conquiste melhores condições de trabalho.

O STU realiza hoje a partir das 12h30, no an­ teatro do HC, a plenária da área da saúde para os trabalhadores do período diurno. Tendo em vista as demandas especí­ficas dos funcionários do Complexo Hospitalar, o sindicato pretende construir uma pauta de reivindicações da área da saúde a ser discutida com a reitoria. Na ocasião, também será de­ nido um calendário para estabelecer uma dinâmica de negociações regular sobre essa pauta. Por ­ m, o sindicato registrará os interessados em acompanhar e discutir o processo de implementação da jornada de 30 horas. Participe! Sua presença é fundamental para que a categoria conquiste melhores condições de trabalho.

– Implantação imediata da jornada de 30h;

– Adicional noturno habitual de 30% calculado sobre o total de vencimentos;

– Acompanhamento do STU (publicização) sobre as decisões de dimensionamento de quadro;

– Subsede do STU na área hospitalar;

– Obrigatoriedade do consenso (por escrito) do funcionário para mudança de horário/local de trabalho;

– Participação dos contratados pela FUNCAMP na consulta a superintendente;

– Eleições diretas para equipe da Diretoria de Enfermagem – DENF (HC e CAISM);

– Constituição de uma comissão de acompanhamento das denúncias e casos de assédio moral;

– Liberação do acesso às redes sociais nas dependências do HC;

– Garantia do fornecimento e higienização dos uniformes e EPI’s;

– Liberação do acesso à internet aos funcionários do noturno do CAISM;

– Implantação de mecanismo eletrônico para composição das escalas de trabalho;

– Abertura da farmácia do P.S por 24h.

poradmin

Doação de Sangue

A paciente Silvana Nunes Prudêncio está precisando de doadores de sangue O+ urgente. Ela se encontra internada na Enfermagem Cardio do HC quarto 545 A.

Contato: Enfermeira Rosângela pelo ramal 17274. Quem quiser também pode ir direto ao Hemocentro da Unicamp.

poradmin

Internações compulsórias são retrocesso na saúde mental

Recentemente a Prefeitura de Campinas anunciou a intenção de adotar a política de internação compulsória de usuários de drogas do governo estadual. O Conselho Municipal de Saúde (CMS) e os departamentos de Saúde Coletiva e de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) repudiaram a iniciativa.

A moção do Deptº de Saúde Coletiva ressalta que para enfrentar os males causados pelo uso do crack, que afetam cerca de 0,7% da população adulta, é necessário “políticas públicas amplas e articuladas onde a saúde tem papel destacado”. O documento destaca ainda que as políticas públicas da saúde campineira são “insuficientes” e vêm “sofrendo retrocessos que ameaçam não só o acesso aos serviços pela população, como aponta para caminhos que nada mais são que atos coercitivos que associam o tratamento única e exclusivamente à internação, modelo apontado por técnicos e especialistas do mundo todo como dispendioso para o Estado e ineficaz para o usuário”.

A diretoria do STU concorda com essa avaliação e parabeniza a iniciativa dos departamentos. O diretor do sindicato Felipe Monte Cardoso ressalta que “o CMS aprovou moção de repúdio à política do Alckmin e do Jonas de instituir a internação compulsória. A decisão fortalece a luta dos movimentos de saúde mental da cidade, que já foi referência no assunto e hoje está ameaçada de grandes retrocessos”.

Fórum Popular de Saúde de Campinas se mobiliza contra internações compulsórias

A luta contra a criminalização dos usuários de drogas vem sendo articulada na cidade pelo Fórum Popular de Saúde de Campinas. A iniciativa reúne profissionais e usuários da saúde pública. O STU participa do Fórum e convida os trabalhadores da saúde da Unicamp. A próxima reunião será no dia 11/6 (terça-feira), às 19h30, na sede do Conselho Regional de Serviço Social (Av. Francisco Glicério, 1329 – Centro).

poradmin

STU encaminha denúncias de assédio moral no HC ao Ministério Público do Trabalho

O assédio moral é uma prática criminosa que vem se intensificando no serviço público. Na área de Enfermagem do HC essa realidade tem gerado o aumento do adoecimento dos profissionais, em sua maioria mulheres que ainda enfrentam a dupla jornada de trabalho.

Em várias áreas do HC estão se multiplicando os processos administrativos e éticos, sindicâncias e a intervenção de psicólogos tratando de assuntos de trabalho. Os trabalhadores vivem amedrontados, pois volta e meia são convocados a prestar esclarecimentos e responder por reclamações dos usuários. E até mesmo as ausências para acompanhamento de filhos na creche ou em tratamentos de saúde são consideradas absenteísmo a ser reduzido.

Ao invés de enfrentar o problema da falta de profissionais e da instabilidade das equipes, as chefias intensificam o ritmo de trabalho e passam a assediar os trabalhadores para que ofereçam menor resistência à superexploração. Recentemente o STU denunciou a gestão da enfermaria de pediatria ao Ministério Público do Trabalho e à DPD/DGRH por assédio moral coletivo.

A gestão “Vamos à luta!” orienta todos os trabalhadores a denunciar todas as atitudes das chefias que considerem perseguições, assim como procedimentos desmedidos instaurados contra funcionários. O STU se encarregará de encaminhar as ocorrências ao MPT para investigação e composição do inquérito aberto com vistas a comprometer a Unicamp com um ajustamento de conduta para erradicação da prática de assédio moral hoje comum na Universidade.

Mesmo que você, trabalhador, considere que ainda não tem todas as provas, procure um diretor do sindicato ou Jurídico do STU para obter orientações sobre como proceder. E lembre-se: assédio moral é toda conduta abusiva e repetida contra o trabalhador (palavras, atos, gestos, comportamentos) que causa dano à sua personalidade, dignidade e integridade física ou psíquica.

poradmin

30 horas na saúde: Tarefa é garantir redução imediata da jornada

A maioria absoluta dos profissionais de saúde da rede estadual cumpre jornada de 30 horas por lei. Mas na Unicamp, há anos as reitorias se escondem atrás da falta de leis federais que regulamentem a jornada dos profissionais de Enfermagem e outras categorias para negar esse direito aos trabalhadores do Complexo Hospitalar.

Na primeira reunião de negociação da Campanha Salarial 2013, no dia 21/5, a diretoria do STU ressaltou a necessidade de considerar as preocupações dos trabalhadores na retomada das 30 horas. Questões como o dimensionamento do quadro de pessoal, escalas e estabilidade nos locais e horários de trabalho são elementos fundamentais. Mas o reitor, que em 2006 retirou as 30 horas, acha que as preocupações da categoria “atrasam” a discussão. Embora até agora Tadeu não tenha se comprometido com nenhum prazo para garantir a mudança da jornada.

Além disso, o GT da reitoria está limitado a “analisar e propor as providências a serem tomadas visando à implantação da jornada de 30 horas para os profissionais que atuam diretamente nas atividades de assistência”.

Para o STU, a retomada das 30 horas deve ser para todos os trabalhadores do Complexo Hospitalar. A pressão, riscos e o stress característicos do trabalho na saúde atingem também os administrativos.

Diferentemente de outras diretorias do STU, a gestão Vamos à luta! não é contra a redução da jornada para categorias específicas (luta dos colegas da Enfermagem, farmacêuticos, biomédicos e psicólogos). No entanto, à entidade cabe defender as 30 horas para todos. Assim como defender isonomia nas estaduais não se contrapõe à luta pela isonomia na Unicamp. “Avanços específicos ajudam a luta da geral, mas entendemos que todos os setores estão relacionados ao atendimento e vêm sofrendo com o stress no trabalho e a falta de pessoal”, ressalta o diretor Iuriatan Muniz (o Iuri).

Por isso, o STU seguirá organizando reuniões de unidade no HC e plenárias para sistematizar as reivindicações a serem cobradas ao reitor.

porFernanda de Freitas

Ato denunciou caos na saúde em Campinas

Diretor do STU e funcionário da FCM, Felipe Monte Cardoso

Diretor do STU e funcionário da FCM, Felipe Monte Cardoso

Trabalhadores da saúde municipal e militantes dos movimentos sociais em defesa dos direitos humanos em Campinas realizaram ontem (8/5) um ato nas escadarias da Prefeitura para pedir providências em relação ao caos instalado da saúde municipal.

Os manifestantes protestaram contra as internações compulsórias de dependentes químicos, contra a saída dos Profissionais da Saúde Mental da Atenção Básica e pediram maiores investimentos na consolidação da Rede de Saúde do SUS de Campinas.

O diretor do STU e servidor da FCM Felipe Monte Cardoso lembra que “a discussão sobre o futuro da rede de saúde mental do município tem tudo a ver com o debate sobre as privatizações. Em São Paulo, o governo criou os centros de tratamento e entregou quase imediatamente à SPDM, que é uma organização social. Em Campinas, não deve ser muito diferente. O modelo de privatização é igual, seja para tratar o usuário de drogas ou para privatizar o HC da Unicamp”.

porFernanda de Freitas

Plenária na Área da Saúde hoje às 12h30 para organizar a Campanha Salarial 2013

Trabalhadores da Unicamp e da Funcamp estão convocados a participar

O STU realiza hoje (18/04), a partir das 12h30, no anfiteatro do HC (3º piso), uma plenária para discutir com todos os trabalhadores da Área da Saúde a organização da Campanha Salarial 2013 no complexo hospitalar. Além de debater a luta pela isonomia dos pisos salariais com a USP, na plenária será definida a proposta de implantação da jornada de 30 horas semanais para todos os trabalhadores da área da saúde, que será apresentada na reunião de negociação com o novo reitor, que acontece no próximo dia 23.

É fundamental também a presença dos trabalhadores contratados pela Funcamp, para organizar a luta pela isonomia entre todos trabalhadores da Universidade, com foco na conquista da habituidade e aumento do vale alimentação. O STU entende que os trabalhadores contratados pela Funcamp também são servidores públicos e devem receber tratamento isonômico de salários e benefícios com os contratados diretamente pela Unicamp.

Além desses eixos centrais da campanha salarial desse ano, a plenária servirá também para discutir e organizar a luta para solucionar os diversos problemas cotidianos na área de saúde (como o assédio moral nas relações de trabalho; realocação em diferentes setores e horários sem o consentimento do trabalhador; garantia de uniformes e equipamentos de segurança; eleições diretas para o DENF; subsede do STU na área hospitalar etc). É fundamental aproveitar o momento da campanha salarial para exigir que a reitoria se comprometa a resolvê-los.

É hora de organizar a luta na área da saúde da Unicamp e exigir dignidade no trabalho para garantir um atendimento de qualidade!

porFernanda de Freitas

Candidatos se esquivam de compromisso com implementação imediata da isonomia e 30 horas

No debate promovido nesta segunda-feira (18) pelo STU, Adunicamp e DCE, os professores José Tadeu Jorge e Mário Saad voltaram a confrontar suas propostas para a gestão da Universidade nos próximos quatro anos.

Os candidatos à sucessão do reitor Fernando Costa, no geral, assim como na segunda rodada de sabatinas realizada pelo STU no dia 13, não avançaram nos compromissos com as demandas da comunidade universitária.

Na sabatina, cujos vídeos estão disponíveis no site do sindicato na internet <www.stu.org.br>, os candidatos foram mais uma vez inquiridos sobre o pleito dos trabalhadores de implementação imediata da isonomia dos pisos salariais com a USP e a retomada da jornada de 30 horas na área da saúde. Esta edição do Boletim do STU traz a transcrição dos principais trechos das conversas.

Antes de votar, não deixe de conferir os vídeos da sabatina, debates e as respostas dos reitoráveis à plataforma dos trabalhadores no site do STU.