Categoria Comunicados

porFernanda de Freitas

Grevistas da Unicamp discutem situação da USP frente aos ataques do reitor Zago

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Decisão do Conselho Universitário da USP preocupa funcionários da Unicamp

Por ocasião de um imprevisto com o debatedor representante do comando de greve e da Comissão de Carreira da USP, Marcelo Cardaggi, não foi possível realizar o debate “Isonomia e Carreira” previsto para ocorrer hoje de manhã (27).

No entanto, o momento foi propício para que os trabalhadores em greve discutissem os desdobramentos da decisão do Conselho Universitário (CO) da USP, que aprovou ontem (26) a transferência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), do campus de Bauru, para a Secretaria de Saúde de Estado.

É bom lembrar que a desvinculação do Hospital Universitário (HU) foi retirada de pauta e a proposta do plano de demissão voluntária de cerca de dois mil funcionários não chegou a ser discutida.

Sendo assim, os trabalhadores da Unicamp debateram as propostas apresentadas pelo reitor da USP, Marco Antonio Zago. Essas ações, na verdade, representam o desmonte do serviço público patrocinado pelo governo Alckmin e, principalmente, configuram-se como ataques aos funcionários que estão pagando a conta pela má gestão do orçamento da universidade.

Os grevistas da Unicamp estão preocupados que esse modelo de gestão, que responsabiliza os servidores pelos problemas decorrentes da administração, possa chegar às demais universidades – Unicamp e Unesp. Os depoimentos dos trabalhadores foram marcados pela solidariedade de classe, já que a desculpa de “crise financeira”, supostamente instalada pelo “alto custo” da folha de pagamento das universidades, afeta não só a comunidade universitária, como também a população usuária dos serviços públicos.

 

Amanhã tem Comando de Greve e Assembleia

Seguindo o calendário da greve, amanhã (28), às 10h30, no Ciclo Básico (CB-01), o debate sobre os próximos passos da greve e a situação da USP serão aprofundados no Comando de Greve. Logo em seguida, às 14h, acontece a Assembleia Geral, também no CB.

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Debate expôs mazelas da terceirização

Ontem, no debate ‘A política de terceirização na Unicamp’, com a presença de Vitor Filgueiras (pós-doutorando do CESIT e auditor fiscal especialista no tema), foi destacada a acentuada diferença de condições de trabalho entre funcionários contratados de forma direta e terceirizados. Também foram abordados os riscos que essa forma de contratação traz (inclusive de morte por falta de treinamento adequado em função da alta rotatividade de mão de obra) e o alto índice de trabalhadores em situação análoga à escravidão.

Só em 2013, Vitor trouxe o dado de 2.660 mortes no país entre profissionais terceirizados, com destaque para o ramo da construção civil. Os números apresentados pelo especialista têm como fonte as comunicações de acidente de trabalho (CATs), o que sugere ainda que são subnotificados já que muitas empresas se recusam a cumprir a lei e abrir a CAT.

Na Unicamp, as situações enfrentadas por trabalhadores e trabalhadoras de setores como limpeza, restaurantes e nos diversos canteiros de obras, corroboram os problemas levantados por Marcelo. Especialmente no que diz respeito aos direitos trabalhistas. Além das contratações realizadas pela Funcamp, que trata de forma diferente trabalhadores nos mesmos postos de trabalho.

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Hoje tem debate na Unicamp e ato na Alesp!

Ônibus que levará a delegação que acompanhará a discussão na Assembleia Legislativa sai da Unicamp logo após o debate sobre carreira e isonomia, que acontece às 9h30 no CB-01.

Hoje uma comissão de trabalhadores volta à Assembleia Legislativa de São Paulo para dialogar com os deputados estaduais sobre a urgência de uma solução para a intransigência dos reitores e a necessidade de discussão sobre o orçamento da educação superior no Estado.

A Comissão de Educação da Alesp havia convidado o reitor da USP para falar sobre a situação do campus USP Leste, as providências adotadas e a situação orçamentária e o corte no orçamento daquela Universidade. No entanto, ontem Marco Antônio Zago informou ao presidente da Comissão, deputado Carlos Neder, que não vai ao debate com os parlamentares. A reunião foi mantida, para debater os temas propostos, e o STU reforçará a importância de que o Legislativo paulista se debruce sobre o impasse nas três universidades.

Logo após a reunião, o Fórum das Seis se reunirá para discutir a conjuntura da greve diante dos novos fatos.

Ainda ontem o Fórum foi informado pelo gabinete do deputado Mauro Bragato, presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP) da Alesp, que a comissão aprovou por unanimidade convocar os três reitores para falar sobre a crise nas universidades. A data do debate ainda será definida.

Luta na USP

Também está confirmada para as 14 horas de hoje a audiência no Tribunal Regional do Trabalho que discutirá a situação da greve na USP, onde a Universidade deve apresentar o orçamento e demais documentos que possam auxiliar na busca de uma solução negociada para o atual impasse, como sugerido pela Vice-Presidência Judicial do Tribunal no último dia 20.

O reitor da USP apresentou ao Conselho Universitário (CO) que aconteceu ontem a discussão da desvinculação do HU, mas, sob pressão da mobilização, adiou a votação para daqui a 30 dias.

O CO/USP, no entanto, aprovou a entrega do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Bauru) à Secretaria de Saúde. Segundo informação transmitida pelo Sintusp, cerca de 700 cargos de servidores lotados nesse hospital entram em regime de extinção por um período de quatro anos.

A discussão sobre as demissões incentivadas e outros ataques aos técnico-administrativos não aconteceu porque a reunião foi suspensa logo após a votação sobre o HRAC. O assunto volta à pauta no dia 2 de setembro em nova sessão do CO.

Isonomia e carreira em debate hoje no CB-01

Como parte da agenda da greve, hoje às 9h30, na sala CB-01, o integrante da Comissão de Carreira da USP e representante do comando de greve daquela Universidade, Marcelo Cardaggi, participa do debate que discutirá o processo de isonomia salarial entre a USP, Unicamp e Unesp.

Marcelo falará sobre a experiência da estruturação da carreira na instituição onde trabalha. A participação de todos é muito importante para o processo de luta pela carreira na Unicamp.

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Boletim 084/2014

Baixe aqui o Boletim 084/2014, de 27 de Agosto de 2014.

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Docentes aprovam apoio à greve em Conselho Nacional do Andes

O 59o CONAD – Conselho do ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), realizado nos dias 21 a 24 de agosto, em Aracaju (SE), aprovou duas moções relativas à greve unificada nas universidades estaduais paulistas. Uma delas repudia a postura intransigente e privatista do reitor da USP, Marco Antônio Zago. A outra manifesta apoio à luta nas três instituições de ensino superior do Estado.

Leia abaixo a íntegra da moção de apoio à comunidade acadêmica das universidades estaduais de São Paulo.

“Considerando:

– a importância da contribuição da USP, UNICAMP e UNESP para a formação dos profissionais de nível superior, em especial dos docentes que atuam na educação em todas as regiões do país;

– a grande expansão realizada por estas instituições nas últimas décadas, tanto em número de matrículas na graduação e na pós-graduação, quanto na produção científica, cultural e atividades de extensão;

Os delegados ao 59º CONAD do ANDES-SE realizado em Aracaju-SE, no período de 21 a 24 de agosto de 2014, vêm instar o governo paulista a:

– destinar a necessária complementação de recursos para garantir a manutenção da qualidade das atividades de ensino-pesquisa e extensão realizadas pela UNESP, UNICAMP e USP;

– envidar todos os esforços para que o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP) abra negociação efetiva com as categorias em greve.

Aracaju-SE, 24 de agosto de 2014″

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STU denuncia ao MPT assédio moral coletivo no COTIL

Em razão de recorrentes denúncias de assédio contra professores, funcionários e estudantes no Colégio Técnico de Limeira (COTIL), pertencente a Unicamp, o STU formalizou junto ao Ministério Público do Trabalho denúncia de assédio moral coletivo. A petição foi protocolada na tarde da última quarta feira (12/08).

O processo segue em caráter sigiloso para proteger os denunciantes de novas investidas e intimidações por parte da direção do COTIL, citada como ré na denúncia.

Novas denúncias podem ser anexadas ao processo, que já conta com cerca de 400 páginas de relatos e provas. Para que novos fatos sejam adendados, é necessário que o sindicato receba provas das ações praticadas reiteradamente contra vítimas e, se possível, nomes de testemunhas. O STU garante o sigilo de todos que procurarem entidade.

A luta por condições dignas de trabalho e respeito é um dos alicerces do STU, que não medirá esforços para que os casos sejam devidamente apurados e os assediadores, bem como a Unicamp, responsabilizados formalmente.

O assédio moral é a prática repetida e prolongada de situações vexatórias, humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, que causam sofrimento e adoecimento psíquico e físico à vítima. Saiba mais acessando a página do sindicato na internet (www.stu.org.br).

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Debate hoje sobre a terceirização na Universidade e o impacto para os trabalhadores

Atividade terá início às 10 horas, no CB-01

A Unicamp vem implementando uma política de terceirização que serviu de modelo para a precarização do trabalho em outros setores do serviço público.

No Brasil, a terceirização foi intensificada nos anos 1990, como parte da globalização neoliberal que começou com Collor e teve sequência no governo FHC. De lá pra cá essa política foi expandida e hoje tem diferentes formas que vêm sendo regulamentadas ao longo dos anos, tanto na iniciativa privada como no setor público. Inclusive, há um projeto tramitando na Câmara dos Deputados (o PL 4330/2004), que legaliza a terceirização em todos os níveis da economia. Hoje, a prática ainda é proibida nas atividades fins do setor público, o que no caso das universidades significa a preservação do ensino. Se este PL for aprovado, abrirá as portas para que todas as atividades no ensino superior e outros ramos possam ser repassadas a empresas terceirizadas, precarizando relações de trabalho e desmontando ainda mais os serviços públicos.

Nossa greve discute esse tema hoje com a presença de Vitor Silgueiras (pós-doutorando do CESIT e auditor fiscal especialista no tema).

 

Com a presença do Sintunesp, plenária debateu perspectivas da luta nas universidades

A plenária ‘Situação das universidades e perspectivas da luta nas universidades estaduais paulistas’, organizada pelo STU, ocorreu ontem com a presença de cinco diretores do Sintunesp.

O trabalhadores da Unesp abordaram a importância da unidade e da luta por democracia nas universidades. Citaram que a crise das instituições deriva da falta de transparência e que é preciso realizar uma assembleia universitária para, de fato, discutir a crise das estaduais paulistas e prioridades de gastos.

Lutar por democracia e barrar o desmanche das universidades

O debate estabeleceu a compreensão de que o caminho para efetivar a democracia nas universidades é a reforma dos estatutos. Aqui na Unicamp é importante destacar que esse processo não deve ser limitado a pequenas adequações: precisa discutir as eleições diretas e a paridade, além de mecanismos que permitam democratizar o acesso à Universidade, inclusive as cotas raciais.

Também foi discutida a importância de manter área de saúde vinculada à Universidade – contra a proposta de autarquização, que precariza salários e condições de trabalho.

É necessário também um grande movimento para barrar as medidas propostas pelo reitor da USP – que visam demissões e a entrega do Hospital Universitário à Secretaria de Saúde. Tais medidas atacam os servidores, que aparecem como razão da crise que é de responsabilidade é do governo Alckmin e dos reitores que patrocinaram expansão sem garantia de recursos.

Universidade de qualidade exige recursos e valorização profissional.

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Boletim 083/2014

Baixe aqui o Boletim 083/2014, de 26 de Agosto de 2014.

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Plenária hoje debate situação das universidades, às 10 horas. Atividade cultural será às 14 horas no CB

A plenária ‘Situação das universidades estaduais paulistas e perspectivas da luta’ terá início às 10 horas no CB * Sintusp e Sintunesp estão convidados.

 

As atividades de reflexão durante a greve seguem reforçando a importância do debate político sobre a realidade das universidades e o projeto do governo do Estado. Na manhã de hoje acontece a plenária que debaterá a situação das universidades e as perspectivas da luta.

 

À tarde, após a plenária, acontecerá uma atividade cultural.

 

Na sexta, com a presença do diretor da Fasubra Rogério Marzola, a categoria debateu os rumos da greve. Rogério ressaltou o apoio à luta dos servidores das estaduais paulistas aprovado na plenária da Fasubra que aconteceu entre os dias 15 e 17 deste mês. A plenária da Federação também aprovou uma campanha de solidariedade à greve em São Paulo.

 

Na quinta-feira (28) será realizada a próxima assembleia geral – adiada para depois da audiência de conciliação da USP no TRT, que acontece na quarta, a fim de discutir já com as informações sobre a negociação naquela Universidade.

 

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STU ajuíza ação contra ilegalidade na substituição de servidores no IQ

O departamento Jurídico do STU protocolou na última sexta-feira ação junto à 2ª Vara da Fazenda Pública contra a Unicamp. O processo denuncia o fato do Instituto de Química da Universidade estar substituindo servidores em greve por estudantes, estagiários e servidores não habilitados para fazer funcionar os laboratórios de ensino.

A denúncia foi apensada ao processo 1016345-85-2014-8-26-0114 – no qual a Universidade tentou imputar ao STU a acusação inverídica de que estariam sendo fechados espaços da instituição. A ação de obrigação de não fazer com pedido de tutela antecipada ressalta que o setor “não está no rol de serviços essenciais, e nem de longe representa qualquer ameaça que justifique tamanha irresponsabilidade por parte da Universidade, senão com claro intuito de inibir, constranger e ameaçar os servidores que aderiram a paralisação.” A postura da direção do IQ é classificada como medida coercitiva contra o direito de greve.

Os advogados pedem que seja determinada a cessação de qualquer medida de intimidação aos grevistas por parte da Unicamp. Além de que seja declarada a obrigação da instituição de não permitir que pessoas sem a devida habilitação e o devido treinamento atuem e circulem nos laboratórios de ensino do Instituto sem o devido acompanhamento, o que só será possível após o fim da greve.

O STU também teve acesso a uma mensagem eletrônica cujo endereço remetente é o da direção do Instituto convocando alunos a “auxiliar voluntariamente nas disciplinas experimentais”. Cópia da mensagem foi encaminhada à chefia de gabinete da reitoria solicitando manifestação quanto ao fato. Mas até a conclusão desta edição do Boletim do STU não recebemos resposta.

 

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Boletim 082/2014

Baixe aqui o Boletim 082/2014, de 25 de Agosto de 2014.

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Assembleia adiada para 5ª permitirá avaliar negociação na USP

Tendo em vista que o Tribunal Regional do Trabalho marcou reunião de conciliação sobre a greve da USP para o dia 27, comando de greve considerou melhor adiar assembleia na Unicamp para o dia 28/8 e debater à luz da decisão discutida no TRT entre servidores e administração da Universidade de São Paulo.

Reunido na tarde de ontem, o comando de greve considerou melhor adiar a próxima assembleia geral para a quinta-feira (28), às 14 horas no Ciclo Básico. A decisão do comando considerou três elementos centrais:

 A greve é legal

1) A USP acionou o judiciário para que fosse declarada a ilegalidade da greve. No entanto, o Ministério Público do Trabalho (MPT) opinou que “os serviços essenciais para o atendimento das necessidades inadiáveis da população vêm sendo cumpridos, na forma acordada pelas partes” e que “não há razão para o deferimento de medida liminar ou até mesmo de proposição de nova ação por esta instituição”. Em audiência no dia 20, a Vice-Presidência Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região aceitou a avaliação do MPT. Ou seja, a greve é judicialmente legal.

A USP tem que apresentar uma proposta no dia 27

2) O TRT estabeleceu ainda que “tendo em vista o longo lapso temporal da greve e a necessidade de solução do conflito coletivo, de forma que as aulas voltem a ocorrer e os trabalhadores sejam ouvidos em suas reivindicações, conclama as partes à negociação coletiva e sugere que o Reitor da Universidade apresente o orçamento e demais documentos que possam auxiliar na busca de uma solução negociada para o atual impasse”. A USP agora está obrigada a apresentar uma proposta de negociação efetiva em audiência no dia 27.

Cruesp terá que parar de enrolar

3) Se a negociação na Universidade São Paulo avançar, o resultado terá impacto direto sobre o posicionamento do Conselho de Reitores – que vem dizendo desde o início da greve que a discussão do reajuste depende da USP. Após quase 90 dias de greve, a USP terá que responder ao Judiciário e isso pode solucionar o impasse.

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Por que a assembleia mudou?

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Assembleia na quinta-feira

Por que a assembleia mudou?

Novidades da greve a partir da audiência da USP no TRT

 

1º A GREVE É LEGAL – liminar pela ilegalidade da greve solicitada pela reitoria da USP foi negada.

2º AUDIÊNCIA DE NEGOCIAÇÃO PARA O DIA 27/08 – Quarta-feira (audiência de negociação entre a reitoria da USP e o Sintusp no Núcleo de Conciliação de Coletivos – NCC)

3º APRESENTAÇÃO DAS CONTAS DA USP – Transparência nas contas da USP para que ambas as partes possam seguir na negociação, inclusive questionando o argumento da reitoria de que a crise na universidade é culpa dos salários dos trabalhadores.

4º A USP TERÁ QUE EFETIVAMENTE NEGOCIAR

O QUE ISSO SIGNIFICA PARA A UNICAMP?

SE A USP NEGOCIAR A UNICAMP E A UNESP TERÃO QUE FAZER O MESMO NO CRUESP, JÁ QUE O IMPASSE ERA A INDISPOSIÇÃO DA REITORIA DA USP NA NEGOCIAÇÃO!!!

 

Desta forma, o Comando de Greve deliberou por transferir a próxima assembleia para quinta-feira, às 14 horas, no Ciclo Básico. Discuta em sua unidade! Venha para a assembleia! Participe!

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A greve nas ruas

Ontem, trabalhadores em greve realizaram mais um ato pelas ruas de Barão Geraldo (foto acima).

A atividade teve por objetivo explicar à população os motivos que levaram a Unicamp à maior greve de sua história: o descaso do Governo do Estado com as universidades públicas; a falta de transparência na gestão das instituições de ensino – por diversas vezes questionadas pelo Tribunal de Contas; e o congelamento salarial dos funcionários, enquanto gestores recebem supersalários.

Os moradores da cidade receberam muito bem os servidores, com diversas manifestações de apoio à luta.

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DGRH adia reunião para discutir pauta da DEdIC

A coordenadora da DGRH, Maria Aparecida Quina de Souza, informou ontem ao STU decisão unilateral de adiar a reunião para discutir a pauta específica de reivindicações das trabalhadoras da DEdIC.

O STU e a comissão de trabalhadoras da Educação Infantil seguirão cobrando a discussão urgente sobre o estabelecimento de escala que permita a destinação de um terço da jornada ao planejamento e organização do trabalho pedagógico. Além das outras demandas: melhores condições de trabalho e melhorias no atendimento; reafirmar a DEdIC como espaço de educação (portanto um direito); jornada de 30 horas; plano de carreira; e vinculação da creche da Unicamp aos órgãos de ensino.

Nota das professoras da DEdIC

No dia 19 de agosto, durante reunião entre professoras do Sistema Educativo, representantes do STU, da DGRH e do gabinete do reitor, devido à complexidade dos assuntos discutidos e à necessidade da continuação das negociações, duas reuniões posteriores foram indicadas. A primeira delas ocorreria até o fim desta semana (22 de agosto), e a outra deveria ocorrer em 15 dias.

No entanto, a reunião desta semana não foi marcada, conforme havia sido combinado. As trabalhadoras da DEdIC e o comando de greve reiteram a exigência de que a reunião seja agendada com prioridade.

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Boletim 081/2014

Baixe aqui o Boletim 081/2014, de 22 de Agosto de 2014.

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Servidores cobram negociação efetiva

No dia de ontem, trabalhadores em greve e integrantes do comando de greve realizaram mais uma atividade de agitação em frente à Diretoria Geral de Direitos Humanos (DGRH) para cobrar a abertura de negociação com a categoria, contra as punições e descontos salariais e em defesa da Universidade.

Durante a atividade também foi denunciado o fato de que em algumas unidades as chefias estão tentando arregimentar trabalhadores que não paralisaram ou até estudantes para desenvolver tarefas que deixaram de ser feitas em função da greve, o que é ilícito.

Os trabalhadores mostraram mais uma vez que greve é sinônimo de luta diária.

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Repúdio à violência de Alckmin e da PM na USP

Em virtude da intransigência do reitor Marco Antônio Zago, que cortou os salários dos trabalhadores e propôs demissões incentivadas e entrega dos hospitais universitários à Secretaria da Saúde, os trabalhadores da USP realizaram ontem um ‘trancaço’ dos portões daquela Universidade.

A resposta da reitoria e do governador do Estado foi o envio da Tropa de Choque da Polícia Militar para reprimir a manifestação dos trabalhadores, estudantes e professores.

Os trabalhadores da Unicamp repudiam a violência que ocorreu ontem na USP. Não podemos permitir que o direito de greve e de manifestação seja reprimido desta forma, deixando inclusive trabalhadores feridos.

A luta que se trava hoje na USP não é só por salários, mas em defesa da educação pública de qualidade, contra a precarização do ensino e para que mais pessoas tenham acesso à universidade. A repressão na USP violenta todos aqueles que lutam por condições dignas de trabalho e pelo direito de se manifestar.

Em audiência ontem à tarde no Tribunal Regional do Trabalho, o judiciário considerou que o Sintusp e os trabalhadores estão cumprindo a lei de greve e recomendou o aprofundamento do diálogo com vistas a uma solução acordada entre trabalhadores e a administração da USP, que havia pedido o julgamento da ilegalidade da greve. Nova reunião de conciliação está marcada no TRT para o dia 27 de agosto.

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Boletim 080/2014

Baixe aqui o Boletim 080/2014, de 21 de Agosto de 2014.

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porFernanda de Freitas

Comissão da Verdade e Memória da Unicamp recebe novos depoimentos

admin-ajaxNesta quinta-feira (21), às 9h30, no Instituto de Economia (sala 3), acontece mais uma rodada de depoimentos da Comissão da Verdade e Memória “Octavio Ianni” da Unicamp.

Na ocasião serão ouvidos os testemunhos do professor Rubens Murillo Marques e do Batata (Ronaldo Simões Gomes), militantes importantíssimos na construção da história da Universidade Estadual de Campinas e no combate à Ditadura Militar no Brasil.

Para a presidente da comissão, professora Maria Lygia Quartim de Moraes, “os trabalhos de uma comissão da verdade não são importantes somente para as vítimas da ditadura, que ganham voz através dela, mas para a sociedade de modo geral, que passa a ter novos elementos para avaliar de forma crítica aquele período e os episódios a ele relacionados”.

As declarações serão transmitidas ao vivo pelo coletivo Socializando Saberes no site http://socializandosaberes.net.br/.

Confira abaixo o perfil de cada depoente:

 

Professor Rubens Murillo Marques

Rubens Murillo Marques formou-se bacharel em Física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em 1960. No ano seguinte, ingressou no ensino universitário no Departamento de Estatística da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da mesma instituição. Em 1965 tornou-se livre docente, ainda pela USP.

A partir de 1966, passa a integrar o corpo de docentes e pesquisadores da recém-formada Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a convite de Zeferino Vaz. Fez parte, portanto, do grupo dos primeiros docentes contratados pela universidade, no processo de sua formação e instalação. Ligado à área de matemática, Rubens Murillo teve papel de destaque na criação do Instituto de Matemática, sendo seu primeiro diretor. Nessa função, atuou intensamente na criação de cursos pioneiros no cenário acadêmico brasileiro, como o curso de Estatística e o de Ciência da Computação. Integrou também outras instâncias de decisão importantes, ao presidir a Câmara Curricular (1969-1971) e ser Coordenador de Curso Superior (1972-1975).

Em sua história como professor da Unicamp, chegou a ser preso durante 15 dias e sofreu processo junto à Justiça Militar, no contexto da perseguição e repressão perpetrados pela ditadura instaurada no Brasil em 1964. No desenrolar do inquérito policial, foi inocentado da acusação. O caso, no entanto, acarretou seu afastamento do cargo de diretor do Instituto de Matemática.

No ano de 1986, o professor se transferiu do IMECC para o Instituto de Economia da Unicamp, e veio a se aposentar pela universidade três anos depois.

 

Batata (Ronaldo Simões Gomes)

Nasceu em Ribeirão Preto, mas a partir do ano de 1971 passou a residir em Campinas, onde ingressou, no mesmo ano, no Curso de Engenharia Elétrica, deixado o curso em espera a partir de 1974, na expectativa da abertura do Curso de Música. Teve uma formação universitária bastante diversificada, matriculou-se em disciplinas eletivas da área de Humanas e da área pedagógica, também estudou música com o Maestro Benito Juarez e com sua equipe no Coral USP. Em 1978 passou a cursar Ciências Sociais e se formou em meados de 1980. Já em 1982, foi aprovado para o mestrado em História na Unicamp, cumprindo com os créditos entre 82 e 83.

Foi ativo desde o ingresso na universidade, atuou de maneira afluente na área cultural, participou da criação do Coral da Unicamp em 1971, atuou de início como cantor, depois como monitor de ensaios e de técnica vocal, foi coordenador do Coral e regente assistente em 1976 (sem nenhum vínculo empregatício ou de bolsista com a Unicamp).

Na militância estudantil, participou da equipe do Jornal do CACE (Centro Acadêmico de Ciências Exatas) entre 1971 e 1973, da administração do Centro de Convivência do campus (1972 – 1974), e da gestão coletiva do Laboratório Fotográfico do Centro Acadêmico Bernardo Sayão (1973 – 1980) que implementou cursos de iniciação fotográfica a todos os anos,entre 1975 e 1980.

Participou da organização de Feiras de Arte na Unicamp em 1972.

Envolveu-se ativamente das manifestações estudantis do período 1977-1979, e da estruturação do DCE Unicamp, sendo da Gestão Fênix, direção da entidade no período 1982 e 1983, quando assumiu uma das cadeiras da representação estudantil no Conselho Diretor da Universidade.

Nas lutas políticas extramuros, pôde acompanhar o processo de criação da Secretaria Municipal de Cultura, interferindo no debate sobre a destinação dos espaços públicos instituídos no Governo Lauro Péricles (1973 – 1977). Além da atuação em outros movimentos relacionados a questão cultural e artística.

Fez parte da Sucursal do Jornal Movimento, atuando como fotógrafo, e na redação do Jornal Repórter da Região, participou da assessoria de comunicações da Assembleia do Povo, no período agudo do confronto com a municipalidade, na busca pela Lei da Terra.

No campo político partidário, atuou na ala autêntica do MDB local, no enfrentamento com o grupo do Senador Orestes Quércia, entre 1978 e 1979, e em 1980 contribuiu na fundação do Partido dos Trabalhadores de Campinas, onde milita até os dias atuais.