Categoria UNICAMP

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Debate expôs mazelas da terceirização

Ontem, no debate ‘A política de terceirização na Unicamp’, com a presença de Vitor Filgueiras (pós-doutorando do CESIT e auditor fiscal especialista no tema), foi destacada a acentuada diferença de condições de trabalho entre funcionários contratados de forma direta e terceirizados. Também foram abordados os riscos que essa forma de contratação traz (inclusive de morte por falta de treinamento adequado em função da alta rotatividade de mão de obra) e o alto índice de trabalhadores em situação análoga à escravidão.

Só em 2013, Vitor trouxe o dado de 2.660 mortes no país entre profissionais terceirizados, com destaque para o ramo da construção civil. Os números apresentados pelo especialista têm como fonte as comunicações de acidente de trabalho (CATs), o que sugere ainda que são subnotificados já que muitas empresas se recusam a cumprir a lei e abrir a CAT.

Na Unicamp, as situações enfrentadas por trabalhadores e trabalhadoras de setores como limpeza, restaurantes e nos diversos canteiros de obras, corroboram os problemas levantados por Marcelo. Especialmente no que diz respeito aos direitos trabalhistas. Além das contratações realizadas pela Funcamp, que trata de forma diferente trabalhadores nos mesmos postos de trabalho.

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DGRH adia reunião para discutir pauta da DEdIC

A coordenadora da DGRH, Maria Aparecida Quina de Souza, informou ontem ao STU decisão unilateral de adiar a reunião para discutir a pauta específica de reivindicações das trabalhadoras da DEdIC.

O STU e a comissão de trabalhadoras da Educação Infantil seguirão cobrando a discussão urgente sobre o estabelecimento de escala que permita a destinação de um terço da jornada ao planejamento e organização do trabalho pedagógico. Além das outras demandas: melhores condições de trabalho e melhorias no atendimento; reafirmar a DEdIC como espaço de educação (portanto um direito); jornada de 30 horas; plano de carreira; e vinculação da creche da Unicamp aos órgãos de ensino.

Nota das professoras da DEdIC

No dia 19 de agosto, durante reunião entre professoras do Sistema Educativo, representantes do STU, da DGRH e do gabinete do reitor, devido à complexidade dos assuntos discutidos e à necessidade da continuação das negociações, duas reuniões posteriores foram indicadas. A primeira delas ocorreria até o fim desta semana (22 de agosto), e a outra deveria ocorrer em 15 dias.

No entanto, a reunião desta semana não foi marcada, conforme havia sido combinado. As trabalhadoras da DEdIC e o comando de greve reiteram a exigência de que a reunião seja agendada com prioridade.

porFernanda de Freitas

Comissão da Verdade e Memória da Unicamp recebe novos depoimentos

admin-ajaxNesta quinta-feira (21), às 9h30, no Instituto de Economia (sala 3), acontece mais uma rodada de depoimentos da Comissão da Verdade e Memória “Octavio Ianni” da Unicamp.

Na ocasião serão ouvidos os testemunhos do professor Rubens Murillo Marques e do Batata (Ronaldo Simões Gomes), militantes importantíssimos na construção da história da Universidade Estadual de Campinas e no combate à Ditadura Militar no Brasil.

Para a presidente da comissão, professora Maria Lygia Quartim de Moraes, “os trabalhos de uma comissão da verdade não são importantes somente para as vítimas da ditadura, que ganham voz através dela, mas para a sociedade de modo geral, que passa a ter novos elementos para avaliar de forma crítica aquele período e os episódios a ele relacionados”.

As declarações serão transmitidas ao vivo pelo coletivo Socializando Saberes no site http://socializandosaberes.net.br/.

Confira abaixo o perfil de cada depoente:

 

Professor Rubens Murillo Marques

Rubens Murillo Marques formou-se bacharel em Física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em 1960. No ano seguinte, ingressou no ensino universitário no Departamento de Estatística da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da mesma instituição. Em 1965 tornou-se livre docente, ainda pela USP.

A partir de 1966, passa a integrar o corpo de docentes e pesquisadores da recém-formada Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a convite de Zeferino Vaz. Fez parte, portanto, do grupo dos primeiros docentes contratados pela universidade, no processo de sua formação e instalação. Ligado à área de matemática, Rubens Murillo teve papel de destaque na criação do Instituto de Matemática, sendo seu primeiro diretor. Nessa função, atuou intensamente na criação de cursos pioneiros no cenário acadêmico brasileiro, como o curso de Estatística e o de Ciência da Computação. Integrou também outras instâncias de decisão importantes, ao presidir a Câmara Curricular (1969-1971) e ser Coordenador de Curso Superior (1972-1975).

Em sua história como professor da Unicamp, chegou a ser preso durante 15 dias e sofreu processo junto à Justiça Militar, no contexto da perseguição e repressão perpetrados pela ditadura instaurada no Brasil em 1964. No desenrolar do inquérito policial, foi inocentado da acusação. O caso, no entanto, acarretou seu afastamento do cargo de diretor do Instituto de Matemática.

No ano de 1986, o professor se transferiu do IMECC para o Instituto de Economia da Unicamp, e veio a se aposentar pela universidade três anos depois.

 

Batata (Ronaldo Simões Gomes)

Nasceu em Ribeirão Preto, mas a partir do ano de 1971 passou a residir em Campinas, onde ingressou, no mesmo ano, no Curso de Engenharia Elétrica, deixado o curso em espera a partir de 1974, na expectativa da abertura do Curso de Música. Teve uma formação universitária bastante diversificada, matriculou-se em disciplinas eletivas da área de Humanas e da área pedagógica, também estudou música com o Maestro Benito Juarez e com sua equipe no Coral USP. Em 1978 passou a cursar Ciências Sociais e se formou em meados de 1980. Já em 1982, foi aprovado para o mestrado em História na Unicamp, cumprindo com os créditos entre 82 e 83.

Foi ativo desde o ingresso na universidade, atuou de maneira afluente na área cultural, participou da criação do Coral da Unicamp em 1971, atuou de início como cantor, depois como monitor de ensaios e de técnica vocal, foi coordenador do Coral e regente assistente em 1976 (sem nenhum vínculo empregatício ou de bolsista com a Unicamp).

Na militância estudantil, participou da equipe do Jornal do CACE (Centro Acadêmico de Ciências Exatas) entre 1971 e 1973, da administração do Centro de Convivência do campus (1972 – 1974), e da gestão coletiva do Laboratório Fotográfico do Centro Acadêmico Bernardo Sayão (1973 – 1980) que implementou cursos de iniciação fotográfica a todos os anos,entre 1975 e 1980.

Participou da organização de Feiras de Arte na Unicamp em 1972.

Envolveu-se ativamente das manifestações estudantis do período 1977-1979, e da estruturação do DCE Unicamp, sendo da Gestão Fênix, direção da entidade no período 1982 e 1983, quando assumiu uma das cadeiras da representação estudantil no Conselho Diretor da Universidade.

Nas lutas políticas extramuros, pôde acompanhar o processo de criação da Secretaria Municipal de Cultura, interferindo no debate sobre a destinação dos espaços públicos instituídos no Governo Lauro Péricles (1973 – 1977). Além da atuação em outros movimentos relacionados a questão cultural e artística.

Fez parte da Sucursal do Jornal Movimento, atuando como fotógrafo, e na redação do Jornal Repórter da Região, participou da assessoria de comunicações da Assembleia do Povo, no período agudo do confronto com a municipalidade, na busca pela Lei da Terra.

No campo político partidário, atuou na ala autêntica do MDB local, no enfrentamento com o grupo do Senador Orestes Quércia, entre 1978 e 1979, e em 1980 contribuiu na fundação do Partido dos Trabalhadores de Campinas, onde milita até os dias atuais.

porFernanda de Freitas

Três referências é pouco!

Confira abaixo depoimento publicado no Facebook, em 15 de agosto, pelo professor livre-docente do Departamento de Ciência Política e diretor acadêmico do Arquivo Edgard Leuenroth, Álvaro Bianchi, sobre a luta dos funcionários técnico-administrativos da Unicamp pela isonomia:

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Professor Álvaro Bianchi

“A moção encaminhada por um grupo de professores da Universidade Estadual de Campinas à reunião do Conselho Universitário do dia 5 de agosto, manifestando-se contrariamente à isonomia salarial dos trabalhadores técnico-administrativos é uma expressão do amesquinhamento da vida acadêmica e de ignorância a respeito do funcionamento da universidade. Apresentada depois dos trabalhadores docentes obterem um abono salarial que coletivamente consideramos uma conquista da greve, ainda que parcial e provisória, a proposta enviada ao Consu atesta uma concepção elitista e oportunista.

Trata-se de um sintoma do grau de deterioração das relações no interior da comunidade acadêmica. As razões dessa deterioração estão para serem investigadas, mas inquirir a respeito de clusters privados no interior da universidade pode ser uma boa pista. Evidentemente os interesses que se manifestaram na moção não dizem respeito à produção de conhecimento e ao ensino; enfim, são claramente extra-acadêmicos.

Como diretor acadêmico do Arquivo Edgard Leuenroth tenho a firme convicção de que a isonomia salarial dos trabalhadores técnico-administrativos é, não apenas um direito; é uma obrigação imperiosa para a manutenção dos padrões de excelência da Unicamp. Do mesmo modo, considero que a reivindicação de três referências para todos os pisos da carreira dos trabalhadores técnico-administrativos não é apenas justa, ela é uma necessidade.

As administrações precedentes, destilaram nos laboratórios do autoritarismo e da intransigência uma carreira para os trabalhadores técnico-administrativos que dificulta e limita progressão, ao mesmo tempo em que fornece fortes desincentivos à qualificação. Ainda assim, a iniciativa individual dos funcionários da Unicamp tem produzido uma constante elevação de sua formação.

No Arquivo Edgard Leuenroth, 2/3 do corpo de trabalhadores técnico-administrativos tem título superior, metade tem cursos de especialização, mestrado ou doutorado e 1/4 encontra-se atualmente investindo tempo e recursos próprios em sua formação. É grande o número de trabalhadores contratados para a carreira de nível médio que possuem um título superior ou estão em vias de obtê-lo. Ainda assim, os salários são inferiores aos praticados no mercado e em outras instituições de ensino. São esses trabalhadores sub-remunerados que garantem a excelência do Arquivo, seu reconhecimento internacional e a constante produção e preservação de conhecimento.

Esse patrimônio da Universidade encontra-se ameaçado. A ausência de isonomia com a USP e a corrosão salarial tem provocado uma evasão constante de técnicos extremamente qualificados. Trabalhadores, algumas vezes com mais de dez anos de Universidade e no auge de sua capacidade técnica e produtiva, têm trocado a Unicamp por universidades federais do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Optam de maneira absolutamente racional por instituições menores e sem nossa tradição, mas com políticas salariais menos injustas. A irracionalidade fica por conta das administrações da nossa Universidade. Os conhecimentos perdidos demoram anos para serem repostos. Gasta-se tempo e recursos com a capacitação de novos técnicos, sem criar condições para que eles permaneçam na Unicamp recebendo um salário adequado às suas funções e qualificações.

A moção encaminhada por aquele conjunto de professores ignora o processo real de produção de conhecimento em nossa Universidade. Sem um corpo técnico-administrativo qualificado e remunerado de acordo com suas capacidades, sem um plano de carreira adequado que permita a progressão e incentive a formação, a Unicamp está condenada à falência acadêmica. A manutenção da atual política salarial dos trabalhadores técnico-administrativos continuará funcionando como um incentivo à evasão de saberes. Todos os dias laboratórios, bibliotecas, centros de pesquisa e outras unidades de excelência enfrentam essa ameaça. A situação é emergencial. Convenhamos, três referências é um preço muito baixo para evitar essa falência”.

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Campanha e debate querem revogar honoris causa a Jarbas Passarinho

A manutenção do título de doutor Honoris Causa ao ex-ministro da Educação no governo do general Médici, Jarbas Passarinho, decidida por um voto no Conselho Universitário do último dia 5, vem causando indignação em todo o país. O médico e professor aposentado Bernardo Boris Vargaftig renunciou ao mesmo título que recebera em 1991 em repúdio à decisão do Consu.

 

Passarinho foi titulado em 1973, no que sempre foi considerado uma premiação pelos serviços prestados à ditadura – entre eles a assinatura do AI-5 (o mais draconiano ato daquele regime) e a perseguição a estudantes enquanto ministro.

 

Contra a decisão, o CACH realiza nesta quarta-feira (20), às 18 horas, no auditório do IFCH o debate “Jarbas Passarinho e as heranças da ditadura na Universidade”. À mesa, os professores Vargaftig e Caio Navarro Toledo e o servidor aposentado Mário Martins.

 

Uma campanha na internet, que pode ser acessada aqui, também pede a revogação do título ao coronel reformado.

 

O coletivo Socializando Saberes transmitirá o debate ao vivo pelo link http://socializandosaberes.net.br/

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Docente contra a isonomia também é responsável por impasse na Unicamp

O Boletim do STU já publicou o repúdio da categoria à moção apresentada por docentes ao Consu de 5 de agosto, responsabilizando a isonomia dos pisos salariais dos funcionários com os valores pagos na USP pelo comprometimento orçamentário da Unicamp.

Os signatários parecem ter “esquecido” os supersalários pagos na Universidade – inclusive a alguns dos que subscrevem o documento – e também que a isonomia é um princípio pactuado com o Cruesp em 1991, que vem sendo assegurado aos docentes.

Por decisão do comando, publicamos a lista: Adriana Z. Mercadante (FEA); Alim Pedro de Castro Gonçalves (FEEC); Amauri Hassul (FEM); Anderson de Souza Sant’Ana (FEA); André Leon Sampaio Gradvohl (FT); André Ricardo Fioravanti (FEM); Arai Augusta Bernárdez Pécora (FEM); Arnaldo César da Silva Walter (FEM); Arnaldo Yoshiteru Kuaye (FEA); Carla Kazue Cavaliero (FEM); Carlos Henrique Daros (FEM); Celso de Almeida (FEEC); Claudia Maria Bauzer Medeiros (IC); Cláudio A. de Carvalho Silva (FT); Edmundo S. Braga (FEEC); Eduardo Alves do Valle Júnior (FEEC); Eduardo C. Xavier (IC); Eduardo Tavares da Costa (FEEC); Eleri Cardozo (FEEC); Elizabete Jordão (FEQ); Ely Carneiro de Paiva (FEM); Erick de Moraes Franklin (FEM); Euclides de Mesquita Neto (FEM); Fabiano Fruett (FEEC); Felix G.R Reyes (FEA); Fernando José Von Zuben (FEEC); Flávio Luís Schmidt (FEA); Gabriela Alves Macedo (FEA) ; Gastão Wagner (FCM); Gilmar Barreto (FEEC); Grace S.Deaecto (FEM); Hélia Harumi Sato (FEA); Hélio Fiori de Castro (FEM); Ivan Luiz Marques Ricarte (FEEC); Janito Vaqueiro Ferreira (FEM); João Batista Fogagnolo (FEM); Joaquim Seabra (FEM); José Cândido S. Santos Filho (FEEC); José Cláudio Geromel (FEEC); José Maria Campos dos Santos (FEM); José Mário De Martino (FEEC); Juan Francisco Camino (FEM); Juliana Alves Macedo (FEA); Júlio Roberto Bartoli (FEQ); Leandro Tiago Manera (FEQ); Léo Pini Magalhães (FEEC); Letícia Rittner (FEEC); Lucas H. Gabrielli (FEEC); Luís Geraldo Meloni (FEEC); Luiz Antônio Betin Cicolin (FT); Luiz Henrique A. Rodrigues (FEAGRI); Luiz Otávio Saraiva Ferreira (FEM); Madson Cortes de Almeida (FEEC); Marcelo Knobel (IFGW); Marco Aurélio Amaral Henriques (FEEC); Marcos Akira D’Ávila (FEM); Maria Helena Robert (FEM); Mário Roberto Maróstica Júnior (FEA); Marisa Beppu (FEQ); Melissa Gurgel Adeodato Vieira (FEQ); Meuris Gurgel Carlos da Silva (FEQ); Michel Zamboni Rached (FEEC); Míriam Dupas Hubinger (FEA); Neura Bragagnolo (FEA); Niederauer Mastelari (FEM); Noé Cheung (FEM); Paulo Roberto Zampieri (FEM); Peter Jürgen Tatsch (FEEC); Peterson Bueno de Moraes (FT); Ricardo C.L.F. Oliveira (FEEC); Ricardo Pannain (IC); Roberto A. Lotufo (FEEC); Roberto Lacerda de Orio (FEEC); Roberto Bertazzoli (FEM); Rodolfo Azevedo (FEM); Rogério Gonçalves dos Santos (FEM); Ronalton Evandro Machado (FT); Rosângela B.Z.Lopes Moreno (FEM); Rubens Caram Jr. (FEM); Rui Fragassi Souza (FEEC); Sérgio Bertelli P. Júnior (FEA); Sergio Pérsio Ravagnani (FEQ); e William Roberto Wolf (FEM).

porFernanda de Freitas

Acordo Coletivo sobre Assédio Moral

acordo_assedio_moralEm 2007 o STU garantiu no Ministério Público do Trabalho o Acordo Coletivo sobre Assédio Moral no serviço público.

O compromisso foi fruto de uma conquista histórica construída com embasamento político, jurídico e de saúde, além do conhecimento acumulado em encontros, seminários e debates sobre os problemas decorrentes do Assédio Moral na Unicamp.

Todos esses anos o STU tem acolhido as denúncias dos trabalhadores sempre com total sigilo do denunciante. Também oferece assistência jurídica e atua para que a denúncia seja encaminhada e acompanhada até seu desfecho final. Saiba que o STU não vai tolerar esse tipo de comportamento abusivo da parte da chefia!

Se você é vítima de assédio moral ou conhece algum colega que sofre com essa violência, entre em contato conosco. Fale com um dos diretores do STU ou agende horário com a nossa assessoria jurídica (ramais 17694 / 17147 / 17412).

O assédio moral configura-se como exposição do trabalhador a situações vexatórias, humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas no ambiente de trabalho, que causam sofrimento psíquico e físico.

Confira abaixo o Acordo Coletivo sobre Assédio Moral conquistado pelo STU.

 

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Greve continua: Assembleia aprova apresentação de contraproposta

Na sexta-feira, assembleia com mais de 1.100 trabalhadores avaliou que a proposta apresentada pelo reitor José Tadeu Jorge no último dia 6 não atende às demandas da categoria. Por isso, foi aprovada a continuidade da greve e apresentação de uma contraproposta.

 

Os trabalhadores querem, além do abono, uma referência para todos os servidores – fora do processo de isonomia -, a efetivação imediata da segunda etapa do processo de isonomia (que significa três referências para todos os pisos) e a concessão do vale-refeição.

 

Além disso, deve ser estabelecido um calendário para discutir os outros itens da pauta específica.

 

O STU já encaminhou ofício ao gabinete do reitor informando a decisão da assembleia e solicitando agendamento emergencial de reunião.

 

A assembleia também reiterou a cobrança ao reitor José Tadeu Jorge para que busque antecipar o agendamento da próxima reunião com o Cruesp, e a abertura de efetivo processo de negociação do reajuste salarial.

 

Nova assembleia foi marcada para sexta-feira (15).

 

O que querem os trabalhadores:

 

Abono (21% sobre os salários, já descontado o imposto de renda)

1 referência para todos os servidores, fora do processo de isonomia

Efetivação da segunda etapa do processo de isonomia (três referências para todos os pisos, conforme compromisso assumido pelo reitor em julho/2013)

Vale-refeição

Definição do calendário de discussão do restante da pauta específica.

 

 

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Repúdio à moção de docentes ao Consu contra a isonomia salarial e as 30 horas

Durante a assembleia foi também aprovada uma moção de repúdio contra o documento apresentado no Conselho Universitário (Consu) do último dia 5, que responsabiliza a isonomia dos pisos salariais dos funcionários com os valores pagos na USP pelo comprometimento orçamentário da Unicamp.

O STU lembra aos signatários do documento que a isonomia é um princípio pactuado com o Cruesp desde 1991 e que vem sendo assegurada os docentes. Não pode ser considerado justo, que os servidores sejam tratados como uma categoria de menor importância para o desenvolvimento universitário. Em especial numa Universidade que tem sido questionada sistematicamente pelo Tribunal de Contas do Estado por pagar os chamados ‘supersalários’ a dirigentes da instituição e alguns de seus docentes – o que não é a realidade de 99% dos trabalhadores técnico-administrativos da Unicamp.

Da mesma forma, o questionamento à retomada da jornada de 30 horas na área da saúde é não só injusto como evidencia desconhecimento das atividades desenvolvidas no atendimento hospitalar.

 

 

 

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Consu aprova 30 horas na saúde

Reunião do comando de greve às 14 horas vai discutir a resolução do Consu sobre as 30 horas e a proposta que o reitor Tadeu ficou de apresentar hoje à categoria (caso a mesma seja encaminhada ao STU até o horário da reunião).

Com forte pressão da categoria, que realizou importante ato na manhã desta terça-feira, o Conselho Universitário aprovou ontem a implementação da jornada de 30 horas para servidores que atuam em 51 atividades na área de saúde da Universidade (cuja lista está disponível abaixo). A nova jornada passa a valer em dezembro deste ano, sem redução de salários, para os servidores que optarem pelo novo contrato.

Durante a manifestação o servidores cobraram, além da jornada de 30 horas para todos os servidores da área de saúde, reabertura de negociação em relação ao reajuste e a pauta específica. No Consu não houve acordo em estender jornada reduzida aos trabalhadores administrativos da saúde. A proposta aprovada também não contempla a manutenção do prêmio de assiduidade (que garantiria uma folga extra no mês subsequente aos servidores com maior frequência apurada).

O debate sobre a votação da proposta apresentada pelo GT nomeado pela reitoria durou mais de três horas. A professora do IC Claudia Maria Bauzer Medeiros chegou a propor a retirada do assunto da pauta, no que foi derrotada.

Foi adiado para a próxima terça-feira (em continuidade à sessão do Consu) o debate sobre o fechamento do curso noturno de Arquitetura na Unicamp. A bancada dos funcionários no Conselho apoia a luta dos alunos do curso contra o encerramento das atividades letivas. O STU entende que a Unicamp precisa se abrir a uma política de inclusão, e fechar um curso noturno é um retrocesso, reduzindo a possibilidade de trabalhadores ingressarem na universidade pública.

Lista de atividades na área de saúde inclusas na resolução do Consu:

1) Enfermeiro

2) Auxiliar de Enfermagem

3) Atendente de Enfermagem

4) Auxiliar Técnico Hospitalar

5) Citologista

6) Citotécnico

7) Técnico em Citologia

8) Químico

9) Técnico em Necropsia

10) Técnico em Anatomia

11) Técnico em Laboratório Médico

12) Motorista

Hospitalar/Ambulância

13) Operador de Equipamentos

Hospitalares

14) Auxiliar de Radiologia

15) Assitente Técnico de Anatomia

16) Assistente Técnico de

Radiologia

17) Auxiliar de Radiologia/Revelação Fotográfica

18) Técnicos em Métodos Gráficos

19) Farmacêutico

20) Farmacêutico-Bioquímico

21) Biólogo

22) Biomédico

23) Bioquímico

24) Biologista

25) Biologicista

26) Biotecnologista

27) Psicólogo

28) Físico-Médico

29) Nutricionista

30) Fonoaudiólogo

31) Ortoptista

32) Técnico em Enfermagem

33) Técnico de Laboratório

34) Auxiliar de Laboratório

35) Técnico em Análises

Clínicas/Patologia Clínica

36) Técnico em Saúde Oral/Bucal

37) Auxiliar em Saúde Oral/Bucal

38) Técnico de Farmácia

39) Auxiliar de Farmácia

40) Técnico em Nutrição e Dietética

41) Auxiliar em Nutrição e Dietética

42) Técnico em Fisioterapia/Reabilitação

43) Auxiliar em Fisioterapia/Reabilitação

44) Técnico em Hematologia/Hemoterapia

45) Auxiliar em Hematologia/Hemoterapia

46) Técnico em Histologia

47) Auxiliar em Histologia

48) Técnico em Prótese e Órtese

49) Técnico em Imobilização

Ortopédica

50) Técnico em Eletroencefalografia

51) Assistente Técnico de Laboratório

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Nota de pesar

Informamos que na noite de ontem (quinta-feira, 31/7) faleceu o pai do coordenador do STU João Souza Kiko. O sepultamento do senhor Paschoal de Souza acontecerá às 16 horas de hoje no cemitério Parque das Acácias (Av. Engenheiro Antônio Francisco de Paula Souza, 4370, no bairro Jardim Von Zuben, Campinas – na saída para Valinhos). A diretoria do STU manifesta seu pesar ao companheiro Kiko e toda a sua família.

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Os trabalhadores não aceitam chantagem! Os problemas da “proposta” da reitoria ponto a ponto

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No Boletim de ontem, o STU deixou expressa a indignação da categoria em relação ao comunicado apresentado pela reitoria da Unicamp, que informa decisões sem que haja uma negociação com a categoria. Além disso, o documento é uma chantagem contra a greve. Mas os trabalhadores não interromperão a paralisação e nem discutirão as pautas específicas antes da pauta unificada com o Fórum das Seis.

“1. Concessão do Auxílio Refeição para os servidores da Unicamp, nos mesmos moldes e valores da USP, com validade a partir do primeiro dia útil após a total normalização das atividades.”

Ao utilizar a USP como modelo para discussão desse benefício, a reitoria da Unicamp segue excluindo os aposentados e trabalhadores afastados do benefício e tenta impor o desconto de 20% do valor total recebido de VR, no demonstrativo do próprio mês, como contrapartida do auxílio, e ainda o impedimento de uso do restaurante universitário.
Como item da pauta especifica dos trabalhadores da Unicamp, o Auxílio-Refeição deve ser discutido e negociado com a categoria, mas ele não substitui o reajuste salarial.

“2. Discussão da segunda fase do processo de isonomia salarial com a USP, com a primeira reunião no décimo dia útil após a total normalização das atividades.”
A divisão do processo de isonomia salarial com a USP em várias fases foi colocada pela própria reitoria no ano passado, a partir de um calendário que ela mesma propôs e que agora está descumprindo.
É uma vergonha que tenhamos completado três anos sem a efetivação da isonomia – que também não substitui o reajuste salarial.

“3. Definição de reuniões para o prosseguimento da negociação dos demais pontos das pautas específicas de professores, funcionários e estudantes.”
Tadeu desrespeita mais uma vez a categoria ao querer discutir a pauta específica sem mencionar o reajuste salarial e com a condicional de que a greve acabe. além disso, é uma tentativa de enfraquecer a greve unificada.

Para mais informações sobre o vale-refeição na USP, consulte o serviço de perguntas e respostas daquela Universidade.

Atualizado em 13/07/2014 às 18h00.

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22ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes da Unicamp

Dos dias 28 a 31 de julho ocorre a Semana Interna de Prevenção de Acidentes da Unicamp realizada pelas Cipas Unicamp, Limeira, Piracicaba, Funcamp/AMEs (Ambulatórios Médicos Especializados). O evento acontecerá no Centro de Convenções da Unicamp. O STU apoia a programação e ressalta que vários dos temas tratados fazem parte da pauta de lutas do sindicato, que tem encaminhado as demandas relativas às condições de trabalho inadequadas. Esta situação gera prejuízo à saúde de muitos trabalhadores e trabalhadoras da Unicamp e Funcamp. Além disso, outro tema importante que o STU tem tratado é o das práticas abusivas no local de trabalho, que geram o assédio moral. Isso já foi fruto inclusive de acordo entre Sindicato e Ministério Público do Trabalho.

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Assembleia da Adunicamp aprova continuidade da greve

Ocorreu nesta segunda-feira (16) a assembleia de docentes da Unicamp, no auditório da Adunicamp. Entre as deliberações os professores decidiram dar continuidade à greve e realizar assembleias permanentes, além de continuar cobrando o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, a um diálogo em relação a campanha salarial. Foi aprovada também a participação em Ato Público, a ser organizado pelo Fórum das Seis, na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), no dia 24/06, para pressionar a aprovação de mais verbas para a educação. Ficou indicada também a sugestão de um ato em frente à reitoria da USP no dia 26/06.
Os docentes também aprovaram a realização de aulas públicas e debates com o objetivo de dialogar com a população de Campinas.
Na USP, também foi realizada uma assembleia na segunda-feira, que deliberou pela continuidade da greve, pela construção do ato público na ALESP, no dia 24/06 e por um ato em frente à reitoria da USP, cobrando a negociação.

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Aula Pública “A universidade que o Brasil precisa”, hoje 19h

Hoje na Unicamp ocorrerá uma aula pública do Prof. Dr. Renato Dagnino, cujo tema é “Pensando juntos a Universidade que o Brasil precisa”. A aula será aberta e ocorrerá no gramado do do IGE – Instituto de Geociências da Unicamp.

O prof. Dagnino é referência nacional em pesquisas sobre desenvolvimento, tecnologia social, renda e trabalho, é docente do IGE e professor convidado em várias universidades latino-americanas. Publicou mais de 60 artigos em periódicos especializados e quase 40 capítulos e livros na sua área de atuação acadêmica.

Especialmente para essa aula o prof. Dagnino escreveu um texto INÉDITO que está disponível em bit.ly/dagnino2014.

Leia e compartilhe!

 

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Unicamp pede nova reintegração judicial, agora no RA

Na última sexta-feira a Unicamp novamente utilizou o Judiciário contra a greve e pediu a reintegração de posse do R.A. O mesmo já havia acontecido nos outros restaurantes.
O processo aconteceu pacificamente, mas a diretoria do STU e o Comando de Greve registram que é uma lástima que o reitor prefira usar a força do Judiciário do que negociar com a categoria.

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A luta na Unicamp continua forte!

A greve unificada das universidades estaduais paulistas não para e segue a cada dia com mais força e dedicação. Hoje, na Unicamp, temos mais um dia importante de luta. Os trabalhadores organizarão panfletagens nas principais guaritas da universidade. Com essa ação, a categoria quer conversar com a população, trabalhadores e estudantes sobre a greve e sobre a importância desta mobilização.
A luta é pelo reajuste salarial e também pela defesa de uma universidade pública, democrática, transparente e de qualidade. Intransigências e falta de transparência como a da reitoria da USP expõe nossas universidades a debates e ameaças privatistas e excludentes.
O STU reafirma também a total disposição de debater as nossas pautas e negociar um reajuste com os reitores. A categoria já está respondendo ao reajuste zero com a greve, agora resta que CRUESP se pronuncie diante das reivindicações dos trabalhadores.

AGENDA DE LUTA!

Quarta-feira (11/6)
07h30 – Concentração no estacionamento da creche para panfletagem do boletim nas guaritas e conversa com trabalhadores, estudantes e população.
09h00 – Concentração para passeata, na guarita da FEA.
14h00 – Comando de Greve, na CB-1.
17h00 – Debate: “Problemas Estruturais no Brasil e os Movimentos Sociais”, com João Pedro Stédile, no IE.

ÁREA DA SAÚDE

06h00 – Concentração na F-1 do HC, para dialogar com a população

 

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Todos ao ato unificado na USP

A greve unificada das universidades estaduais paulistas segue crescendo. Enquanto não houver negociação, a categoria seguirá unida e mobilizada. Hoje a luta acontece centralmente em frente à reitoria da USP, que de última hora ontem à tarde desmarcou a reunião do Conselho Universitário agendada para hoje. Mas os trabalhadores e trabalhadoras mantêm o ato, agora em frente à reitoria comandada por Marco Antônio Zago para cobrar o agendamento imediato da reunião imediata dos reitores com o Fórum das Seis para reabertura das negociações para enterrar “reajuste zero” do Cruesp.

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Manifestação arrancou primeira reunião na greve com Tadeu

Enquanto acontecia o ato em frente à reitoria nesta segunda-feira (9) o reitor José Tadeu Jorge recebeu pela primeira vez desde o início da greve uma comissão formada por servidores integrantes do comando de greve e diretores do STU.
Os trabalhadores cobraram o reitor sobre o reajuste zero e a paralisia das negociações com o Cruesp, e reafirmaram a necessidade da reitoria da Unicamp fazer gestões para que o Conselho de dirigentes das universidades paulistas defina hora e local para reunião, ainda nesta semana.
Tadeu se comprometeu a cobrar a reunião e disse que apresentou no Cruesp proposta de reposição pelo índice Fipe (cerca de 5%).
O STU e o comando afirmaram que a posição do Cruesp tem fragilizado as universidades, que sofrem ataques na mídia.
Em relação à pauta específica, o reitor se disse disposto a iniciar a negociação, comprometendo-se a iniciar o debate pela discussão da jornada de 30 horas na saúde.

 

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Dinheiro tem!

Como o Boletim do STU vem noticiando desde o início da greve, o problema para o atendimento das reivindicações da categoria não é financeiro. A Unicamp tem uma reserva orçamentária de mais de R$ 1,3 bilhão. Em verdade, desde 2008 a Universidade fecha o balanço financeiro com superávits.
Sobra dinheiro para aquisições duvidosas como a Fazenda Argentina, para os supersalários e para obras faraônicas (algumas delas praticamente abandonadas pelas empreiteiras que ganharam as licitações). Só para o salário dos trabalhadores, a jornada de 30 horas e a efetivação da isonomia é que não tem?
O que estamos vendo faltar é vontade política para atender às demandas de quem constrói a excelência da Unicamp. Por isso, a greve só cresce!

Grafico Superavits Unicamp