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Todo apoio à luta dos servidores públicos paranaenses

Nos dias 10,11 e 12 de fevereiro os servidores estaduais do Paraná deram um exemplo de luta a toda a classe trabalhadora e mostraram aos governantes que quando o povo se une, vence. E a vitória foi extraordinária. Depois de milhares funcionários públicos de diversas categorias ocuparem a Assembleia Legislativa paranaense por três dias seguidos e enfrentarem aquela que ficou conhecida como “a batalha da Alep”, o governador Beto Richa (PSDB) foi obrigado a recuar da votação de seu pacote de maldades

O governador deve reapresentar as proposituras, e por isso as categorias do funcionalismo estadual paranaense seguem mobilizadas. Os educadores e profissionais da educação seguem em greve, desde o dia 9 e prometem continuar de braços cruzados até o governo se comprometer com a resolução dos itens da pauta. Apesar do ano letivo não ter iniciado, a população tem manifestado forte apoio à greve, compreendendo que o desmonte da educação proposto pelo governo tucano compromete o futuro das crianças e jovens.

O STU apoia essa luta e denuncia que, assim como no Estado de São Paulo, o descompromisso dos governos do PSDB com a educação e os serviços públicos são a verdadeira causa da crise enfrentada pelos servidores e a população.

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Diap: PL da terceirização desarquivado e pronto para votação na Câmara

O PL 4.330/04, que expande a terceirização, foi desarquivado nesta terça-feira (10). De autoria do ex-deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), o projeto está pronto para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

A votação do projeto em plenário depende do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que precisa incluir a matéria na ordem do dia. Essa decisão é tomada no âmbito do Colégio de Líderes.

O requerimento para desarquivamento pedia o retorno à tramitação do PL 1.621/07, do deputado Vicentinho (PT-SP), anexado ao PL 4.330. Dessa forma, todas as proposições que versam sobre terceirização são resgatadas para iniciar a tramitação de onde pararam no encerramento da legislatura no dia 31 de janeiro de 2015.

Nesta fase do debate sobre o tema, o movimento sindical precisa ficar atento, pois há forte tendência de o projeto ir à frente, tendo em vista a composição da Câmara empossada no dia 1º de fevereiro de 2015.

Trata-se de uma composição mais conservadora, com uma bancada empresarial que manteve sua força e poder, com 220 representantes na Câmara. Enquanto a bancada sindical, que na legislatura passada tinha 83 representantes na Casa, agora tem 51.

Com esta correlação de forças tão desigual, o movimento sindical terá de atuar muito mais no Congresso e com mais vigor, a fim de ocupar os espaços de negociação para não ser surpreendido com decisões que lhe afetam, sem ser ouvido.

 

Senado

É importante lembrar ainda que pode voltar à tramitação no Senado projeto idêntico ao PL 4.330. Trata-se do PLS 87/10. Assim, a atenção deve estar voltada também para o Senado Federal.

O PLS 87 foi arquivado no final da legislatura, mas poderá ser desarquivado mediante requerimento de qualquer senador, com apoio de 27 colegas. De autoria do ex-senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) aguardava parecer para discussão e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso retorne ao debate na CCJ ainda será apreciado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

 

Fonte: http://www.diap.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=24884

porFernanda de Freitas

Centrais cogitam recorrer à Justiça para derrubar medidas do governo

Durante reunião com os ministros, realizada na segunda-feira (19), o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, destacou que as medidas lançadas pelo governo, além de prejudicar os trabalhadores, violam a Constituição Federal.

 Na reunião, as centrais reivindicaram a revogação das medidas que alteraram a concessão de benefícios previdenciários e trabalhistas, como seguro-desemprego, auxílio-doença e pensão por morte, entre outros.
carteira de trabalho“Acredito que política se faz com gestos. Se o governo, de fato, tem interesse de negociar e considerando que alguns estudos já apontam que as medidas que foram tomadas são em parte inconstitucionais, seria o caso do governo retirar da pauta o que é objeto de questionamento”, afirmou Araújo na reunião com os ministros Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), Nelson Barbosa (Planejamento), Manoel Dias (Trabalho) e Carlos Gabas (Previdência).
O governo tentou justificar as alterações como medidas para corrigir distorções. Apesar do impasse, as centrais sindicais manifestaram o compromisso com o diálogo e uma equipe técnica das centrais vai se reunir com técnicos do governo para debater as medidas e buscar soluções.

“Não vamos ficar parados”
Em entrevista ao Portal Vermelho, Adílson Araújo reafirmou que as centrais poderão recorrer à Justiça. “Se é inconstitucional, pressupõe uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). Se tem pressupostos para isso e o governo não revogar as medidas, não vamos ficar parados”, advertiu o dirigente sindical, lembrando que tal questionamento também poderá ser feito por qualquer setor da sociedade antes mesmo das centrais.
Segundo análise do diretor de Documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Antonio Augusto Queiroz (Toninho), a ação de inconstitucionalidade tem fundamento legal e a chance de vitória das centrais é certa.
“A chance de vitória no Judiciário é infinitamente superior à chance no legislativo. Isso porque no legislativo o máximo que se pode conseguir é aperfeiçoar um pouco o texto. Enquanto que judicialmente, três medidas seriam declaradamente inconstitucionais”, pontuou Toninho.
Toninho afirma que no caso das medidas que tratam do auxílio-doença e pensão o governo utilizou uma Medida Provisória (MP) para tratar das matérias. “Não pode, pois a Constituição é clara: matéria que foi objeto de Emenda à Constituição, entre 1998 e 2001, não pode ser regulamentada por MP”, disse.

Vitória é líquida e certa
Ele recordou que no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi feita a mesma tentativa, tratando do auxílio-doença, e o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional exatamente com esse fundamento jurídico. “Por isso, a vitória das centrais é líquida e certa, obrigando o governo a encaminhar projeto de lei para efetivar as medidas”.
O outro ponto que também dá margem a ação jurídica é o que trata do abono. Toninho explica: “Esse tem relação com o mérito, pois a Constituição é absolutamente clara no sentido de que qualquer trabalhador que no ano anterior tenha carteira assinada e receba até dois salários mínimos, tem o direito ao abono de um salário mínimo. Na proposta do governo esse benefício seria proporcional ao vínculo empregatício, ou seja, pagaria uma fração do salário mínimo. É uma aberração jurídica que qualquer juiz ou estudante de direito reconhece. A lei é clara. Não tem carência, nem proporcionalidade”.
Toninho afirma que as duas ações invalidariam a vigência imediata da matéria, obrigando o governo a encaminhar um projeto de lei para o Congresso.

Fonte: Portal Vermelho (http://www.vermelho.org.br)

 

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE AS MEDIDAS PROVISÓRIAS:

Clique nos links abaixo e confira o texto completo dos documentos:

 

Nota unificada das Centrais Sindicais: “Em defesa dos direitos e do emprego”

As entidades (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB) se manifestam contrárias às duas Medidas Provisórias (MP) do Governo Federal aprovadas no final de 2014. Clique aqui e confira a nota das centrais com posição contrária às MP 664 e MP 665 editadas na virada do ano, sem qualquer consulta ou discussão prévia com a representação sindical dos trabalhadores e trabalhadoras que, em nome de “corrigir distorções e fraudes”, atacam e reduzem direitos referentes ao seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), seguro-defeso, auxílio-reclusão, pensões, auxílio-doença e, ainda, estabelece a terceirização da perícia médica para o âmbito das empresas privadas.

 

Veja algumas mudanças propostas pelas Medidas Provisórias 664 e 665:

Pensão por Morte

Lei Anterior

MP 664

Carência: hoje o trabalhador precisa fazer uma única contribuição

Carência: precisará ter dois anos de contribuição.

Exceção: se a morte ocorreu por acidente de trabalho não haverá tempo mínimo.

Tempo mínimo de casamento ou união estável: não há tempo mínimo

Tempo mínimo de casamento ou união estável: será preciso pelo menos dois anos.

Exceção: se a morte ocorreu por acidente de trabalho, ou no caso de invalidez do companheiro, não haverá tempo mínimo.

Valor da Pensão: a pensão tem o mesmo valor do benefício do aposentado que morreu. Se ele não estava aposentado, a pensão é igual à média salarial.

Valor da Pensão: a pensão não será mais integral. O beneficio será de 50% da aposentadoria, mais 10% por dependente, até chegar aos 100%.

Quando o filho deixar de ser dependente aos 21 anos, a pensão será reduzida em 10%.

 

Duração da Pensão: vitalícia

Duração da Pensão: não será vitalícia para viúvas com menos de 44 anos de idade.

Expectativa de sobrevida à idade x do cônjuge, companheiro ou companheira, em anos

Duração da Pensão

55 ou mais

3

50 a 55

6

45 a 50

9

40 a 45

12

35 a 40

15

35 ou menos

vitalícia

Obs.: no ano de 2014, 13% das pensões foram concedidas às viúvas com menos de 44 anos de dade.

 

Auxílio Doença

Lei Anterior

MP 665

Afastamento: a empresa paga os primeiros 15 dias de afastamento. Depois o auxílio é pago pelo INSS.

Afastamento: a empresa pagará um mês de afastamento.

Valor do Benefício: calcula-se a média salarial dos 80% maiores salários desde julho de 1994. O valor do auxílio é de 91% da média.

Valor do Benefício: calcula-se da forma anterior e também a média dos 12 meses anteriores ao afastamento. Será pago o que for menor.

 

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Fim das festas, câmeras, escolta e até botão de pânico: universidades paulistas investem contra a violência

Fonte: Portal R7

 

As denúncias de violência sexual e de desrespeito aos direitos humanos neste ano motivaram as universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) a correrem contra o tempo para melhorar suas políticas de segurança. As ações determinam o controle sobre as festas estudantis, punição de agressores e até mesmo a criação de dispositivos de alerta como, por exemplo, um botão do pânico.

Um levantamento divulgado nesta terça (9) mostrou que a proporção de atos de violência sexual na USP foi maior do que na cidade de São Paulo nos últimos três anos. Os ataques sexuais representaram 3,4% dos crimes violentos registrados pela universidade, este número é de 1,54% na capital.

Na USP, as congregações — instâncias máximas de decisão nas unidades — da Escola Politécnica e das FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) decidiram proibir a organização de festas estudantis e o consumo de bebidas alcoólicas nas unidades.

As restrições ocorreram após casos de abuso sexual contra alunas em festas serem denunciados em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) em novembro. Um dia depois da repercussão das denúncias, a FMUSP anunciou que criará um Centro de Defesa dos Direitos Humanos para assistir jurídica e psicologicamente alunos da instituição que forem vítimas de violência.

O diretor da unidade, José Otávio Auler Junior, chegou a afirmar que alunos que perseguirem vítimas e denunciantes de abusos poderão ser suspensos ou expulsos.

Para Marco Arkeman, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e um dos autores do livro “Bulindo com a universidade — Um estudo sobre o trote na medicina”, a quebra de silêncio dos alunos da FMUSP sobre os casos de violência em meio a contextos de festas foi essencial para a tomada de providências na instituição.

— Como isso é um problema interno, os dirigentes diziam ‘vamos resolver isso internamente’. E como quem dirige a escola passou soube dessas questões quando era estudante, acaba que as coisas foram naturalizadas […] A quebra de silêncio quebra a lógica da corporação.

Após a repercussão dos casos na mídia, o Conselho Gestor do campus da Cidade Universitária aprovou, no início de dezembro, documento que proíbe a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas em festas da USP. O texto também proíbe a realização de grandes festas no campus Butantã.

Segundo Paula Figueiredo, promotora de Justiça de Direitos Humanos e Inclusão Social do Ministério Público Estadual que recebeu e acompanha as denúncias sobre violências praticadas na FMUSP, a proibição de festas não resolve o problema.

A diretoria colocou para o Ministério Público que isso seria uma solução temporária até que fossem desenvolvidos mecanismo efetivos de alteração dessa realidade […] Mas as festas não são a origem do problema, elas só permitem que essa realidade [de cultura de discriminação às minorias na universidade] se concretize ali e se torne mais evidente.

A promotora revelou ao R7 que solicitou à diretoria da FMUSP documentos que expliquem o funcionamento da segurança na instituição. A intenção é de que, no início de 2015, o MP encaminhe à instituição um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com orientações para a melhoria da segurança nos espaços.

— A ampliação da segurança me parece necessária na unidade, porque, por exemplo, no espaço da atlética, que onde se faz festas, não tem nenhuma câmera. Então, realmente, é uma segurança aparentemente falha. Não fechamos uma proposta final ainda, mas estão surgindo ideias como a de criar um grupo de apoio à mulher na USP toda e de criação de uma ouvidoria autonomia para fazer um contato direto das vítimas com a diretoria da USP e com a procuradoria de maneira mais isenta.

Efetivamente seguro 

Além da proibição de festas, a instituição tem realizado seminários abertos à comunidade para discutir a segurança em seus espaços. No mês de novembro, a SAS (Superintendência de Assistência Social) da universidade divulgou que recebe quatro denúncias de violência cometida contra alunas moradoras do Crusp (Conjunto Residencial da USP), na Cidade Universitária, por ano. Em 12 anos, 49 estudantes mulheres já registraram queixas de agressão.

Em entrevista concedida recentemente ao Jornal da USP, Ana Lúcia Schritzmeyer, superintendente de Prevenção e Proteção Universitária e docente do departamento de antropologia da instituição, afirmou que a universidade está “fazendo o possível para que a curto prazo o campus [Butantã] se torne um lugar efetivamente mais seguro”.

Segundo o Jornal da USP, no novo plano de segurança que vai apresentar para os próximos três anos de gestão de Marco Antonio Zago à frente da reitoria, Ana Lúcia prevê a renovação do corpo de agentes da guarda universitária, atualmente composto por 160 guardas em todos os campi da universidade, sendo apenas quatro deles mulheres.

“Para a professora, o contingente feminino deveria ser aumentado, especialmente levando em conta o primeiro atendimento a eventuais casos de violência sexual contra mulheres”, diz a reportagem.

O futuro novo plano também prevê a instalação de 300 câmeras de vigilância nos campi, cursos de formação para os guardas universitários e a melhoria do diálogo entre a guarda universitária e as polícias civil, militar quanto às ocorrências na Cidade Universitária.

Segundo Ana Lúcia, as soluções para a melhoria da segurança também devem contar com o diálogo entre todos os setores. A professora pontua que uma das questões centrais a serem enfrentadas é a falta de espaços de convivência estudantil para além dos locais de estudos.

— O campus é muito pobre em locais para as pessoas se encontrarem.

Unicamp 

Na Unicamp, um novo plano de segurança foi divulgado em novembro com base, justamente, no diálogo e na cultura de convivência.Intitulado Programa Campus Tranquilo, o plano tem como base a promoção da segurança na universidade por meio, inclusive, de atividades e eventos culturais.

As ações foram elaboradas a partir de 25 encontros realizados entre docentes, alunos e funcionários e preveem a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros no campus e a disposição de botões de pânico para que a comunidade acione a vigilância universitária em caso de situação de risco.

Também estão previstos o treinamento e capacitação dos vigilantes, aumento da frota de viaturas de segurança e expansão e melhoria da iluminação de praças e vias. Só no projeto de melhoria da iluminação a universidade irá investir R$ 2,5 milhões. A ideia é usar novas tecnologias de fibras ópticas e lâmpadas de LED. Além disso, o serviço de escolta no período noturno, oferecido a pessoas que precisam se deslocar à pé noite pelo campus, vai atender a mais membros da comunidade.

Algumas medidas já foram implantadas, como a mudança do trajeto do ônibus circular da instituição para deixar os alunos em frente às moradias estudantis; outras, aguardam que parcerias sejam firmadas para entrar em vigor.

Em nota encaminhada ao R7 por meio de assessoria de imprensa, a universidade informa que “a base da proposta é transformar os campi da universidade em espaços tranquilos que permitam que a dinâmica da vida universitária se realize”.

Unesp 

A Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) vem reestruturando as ações para a garantia de segurança em seus campi desde 2010, quando a instituição investiu R$ 92 mil no treinamento de seus agentes de vigilância.

No mesmo período, foi inserido no regimento geral da universidade texto para garantir a tolerância e respeito entre os estudantes. O regimento estabelece que o desacato a um membro da comunidade universitária é passível de penas disciplinares como suspensão e desligamento. Uma resolução de 2005 também estabelece a proibição do uso de bebidas alcóolicas nos campi da instituição.

Segundo Roxael Antonio Castro, presidente do grupo de vigilância eletrônica da universidade, atualmente, cada unidade desenvolve o seu próprio projeto de vigilância e segurança.

O grupo do qual Castro é presidente foi criado em 2011 com a missão de administrar equipamentos (softwares e câmeras) utilizados até hoje como apoio à segurança em toda a universidade.

— Em 2014, o grupo enviou um projeto para a reitoria, para inclusão de um programa no Plano de Desenvolvimento Institucional da universidade, visando a destinação de recursos financeiros permanentes para a segurança pessoal [dos membros da comunidade] e também patrimonial.

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Alesp aprova fim do uso de bala de borracha pela PM paulista

Arte reproduzida do Jornal do Campus/USP, edição 417 (out/2013).

Arte reproduzida do Jornal do Campus/USP, edição 417 (out/2013).

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou no último dia 3 projeto de lei proibindo a PM paulista de usar balas de borracha contra manifestações. O judiciário já havia proibido o uso da munição desde outubro deste ano.

Durante manifestações no Estado centenas de pessoas já foram atingidas por tais materiais e tiveram ferimentos graves, entre eles os fotógrafos Alex Silveira (que perdeu quase totalmente a capacidade de visão do olho esquerdo ao ser alvejado quando cobria um ato de professores da rede estadual no ano 2000) e Sérgio Andrade da Silva (atingido durante um dos protestos de junho de 2013, e que perdeu o olho esquerdo).

A diretoria do STU apóia o projeto, reivindica que o governo do Estado de São Paulo sancione a lei e que essa seja efetivamente respeitada pela PM paulista, uma das que mais matam no mundo.

A propositura é de autoria do deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT).

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Sábado tem ato pela água em São Paulo

A crise de abastecimento de água no Estado de São Paulo começa a explodir e já acontecem protestos em diversas regiões. Neste sábado e nos próximos dias a capital paulista terá vários atos e intervenções com o objetivo reivindicar uma solução para a crise da água, causada pela má gestão do governador Geraldo Alckmin e da Sabesp, companhia responsável pelo abastecimento de água no estado. Em diversas cidades está ocorrendo racionamento de água fazendo com que a população mais pobre sofra com a falta de um recurso essencial para a sobrevivência. O de sábado (1º de novembro) está marcado para 15 horas, no Largo da Batata, zona oeste paulistana.

Na manhã do próprio sábado, às 11 horas, uma manifestação animada terá “dança da chuva pelo impeachment do governador Geraldo Alckmin”, pelo estelionato eleitoral cometido com as sucessivas afirmações em diversos veículos de mídia de que não haveria falta de água no Estado. A intervenção acontece em frente ao Teatro Municipal, no Centro da capital.

No dia 5 (quarta-feira), outro ato está marcado para as 18 horas, com concentração no vão livre do MASP.

Em Campinas, moradores da região do Jardim Santo Antônio realizaram manifestação no último dia 13, em frente à sede da Sanasa. Em Itu a população tem promovido diversos protestos.

A crise já levou a Unicamp a adotar um programa interno de racionamento.

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Todo apoio à luta dos metroviários!

Continua a campanha pela reintegração dos metroviários demitidos em retaliação à última greve daquela categoria. O Metrô recorreu e obteve a derrubada de uma das liminares que readmitiram 33 trabalhadores. Agora, dos 42 demitidos, 7 continuam desempregados, 2 foram recontratados pela própria empresa, 23 mantêm os empregos por força de liminar e 10 foram novamente demitidos.
O ataque promovido pela empresa e pelo governo Geraldo Alckmin, logo após as eleições, fez crescer a campanha pela readmissão definitiva de todos os funcionários. O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, informa que a luta segue com a campanha e no Judiciário.
O STU apóia os metroviários e repudia os ataques àqueles que lutam.

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Cancelamento da micareta do Berra Vaca precisa ser questionado

Na última semana foi cancelada pela Secretaria de Cultura de Campinas a micareta do Berra Vaca, tradicional festa da cidade, que este ano ocorreria no dia 13 de setembro. O motivo foi a recomendação do Ministério Público, para evitar que houvesse “confrontos” semelhantes aos do carnaval no início do ano.

Naquela ocasião, a polícia militar interveio em uma festa de rua em Barão Geraldo, no dia 4 de março, de forma violenta e sem explicação convincente. Desta forma, não é aceitável o cancelamento de um evento cultural por motivo de segurança, quando não se questiona se a própria polícia militar não foi a responsável pela a violência que o MP se preocupa em evitar. A polícia, inclusive, confessou na época que usou balas de borracha e bombas de efeito moral durante a festa, segundo informações do site G1.

O STU questiona a criminalização das manifestações populares, sejam elas reivindicatórias ou culturais.

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Ensino e assistência serão prejudicados

Desde 1989, ano em que USP conquistou a autonomia universitária, o Hospital Universitário da USP (HU) recebe 8% da verba destinada à Universidade de São Paulo, proveniente do governo do Estado, valor relativo que não foi modificado ao longo desses 25 anos. Mudanças expressivas ocorreram, como o aumento do interesse no hospital como cenário para o ensino, assistência e pesquisa no âmbito de um hospital secundário, acompanhando o crescimento da universidade.

O Hospital das Clínicas, que outrora fora o único hospital-escola da Faculdade de Medicina da USP, progressivamente foi cedendo lugar e dividindo com o HU a carga didática, ficando com a especialização médica, e o Hospital Universitário, com o ensino das áreas básicas da medicina. Atualmente, o HU é utilizado como plataforma de ensino para sete unidades da universidade ministrarem seus cursos de graduação, pós-graduação e aperfeiçoamento, além de receber alunos estrangeiros por meio dos programas de cooperação internacional.

Um diferencial do hospital é possibilitar o ensino baseado numa abordagem multidisciplinar integrando todas as áreas da saúde num mesmo ambiente, proporcionando a integralidade da assistência e do ensino da mesma nesses moldes.

O Hospital Universitário recebe anualmente 2.430 alunos entre graduandos e pós-graduandos que têm sua formação conduzida por profissionais de alta qualidade, dos quais mais de 50% possuem titulação acadêmica, que atuam como professores, além de praticar assistência e pesquisa, possibilitando aproximação entre a teoria e a prática. O HU é considerado um hospital de ensino de excelência, tendo recebido do Centro de Desenvolvimento de Ensino Médico 95% de ótimo e bom nas últimas cinco avaliações.

Cumprindo seu papel assistencial e social, o HU atende a população do subdistrito do Butantã, que tem 500 mil habitantes, e a comunidade USP, sendo o hospital de referência da região oeste da cidade de São Paulo, tendo realizado no ano passado 282 mil atendimentos de emergência, 12 mil consultas ambulatoriais por mês, 13 mil internações, 400 cirurgias por mês, 3.543 partos, 140 mil exames de imagem e 965 mil exames laboratoriais.

No momento atual, onde o orçamento de todas as unidades da USP está sendo reavaliado por orientação da reitoria, salientamos que já vinham sendo tomadas medidas internas no HU para redução de gastos, obtendo-se um decréscimo de 20% nos custos materiais ao longo dos últimos quatro anos.

É preciso lembrar que a política salarial dos funcionários do HU, assim como de todos os funcionários da USP, sempre foi determinada pela reitoria, não nos diferenciando em nada também nos planos de carreira adotados sob essa orientação. Somos unidade diferenciada no que se refere à jornada de trabalho, já que mantemos o funcionamento do hospital na assistência e no ensino.

A desvinculação do Hospital Universitário irá afetar o patrimônio da USP, o hospital perderá autonomia na diretriz de ensino e há o risco de esse não ser mais o seu foco, já que poderá ficar à mercê da política de saúde da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, que, atualmente, se depara com a falência do sistema público.

Será impossível manter excelência em ensino após troca de equipes a preços de funcionários SUS. Dessa forma, para que possamos abrir espaço para discutir profundamente o papel científico-acadêmico do HU, somos contrários à desvinculação e favoráveis à discussão que permita uma tomada de decisão sob o ponto de vista administrativo que mantenha o vínculo entre o HU e a USP.

JOSÉ PINHATA OTOCH, 57, é diretor do Departamento Médico do Hospital Universitário da USP

Fonte: Portal Folha de S. Paulo

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10 dos 42 metroviários demitidos são reintegrados

Após a importante vitória que significou a determinação do TRT de que a USP tem que pagar os dias parados, ontem foi dia de outra importante vitória para todos os que lutam. Dez funcionários demitidos de forma ilegal durante a greve dos metroviários foram reintegrados por decisão liminar da Justiça do Trabalho. Cabe recurso à decisão e o Metrô provavelmente vai tentar reverter a reintegração dos trabalhadores, mas a avaliação do juiz que concedeu a liminar evidenciou a ilegalidade praticada pela empresa.

O STU declara seu apoio à categoria dos metroviários. Essa vitória, embora parcial, é resultado de muita mobilização e da unidade de diversas categorias que se solidarizaram com os funcionários do Metrô de São Paulo. Agora, a luta continua pela readmissão dos outros 32 trabalhadores.

 

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Repúdio à violência de Alckmin e da PM na USP

Em virtude da intransigência do reitor Marco Antônio Zago, que cortou os salários dos trabalhadores e propôs demissões incentivadas e entrega dos hospitais universitários à Secretaria da Saúde, os trabalhadores da USP realizaram ontem um ‘trancaço’ dos portões daquela Universidade.

A resposta da reitoria e do governador do Estado foi o envio da Tropa de Choque da Polícia Militar para reprimir a manifestação dos trabalhadores, estudantes e professores.

Os trabalhadores da Unicamp repudiam a violência que ocorreu ontem na USP. Não podemos permitir que o direito de greve e de manifestação seja reprimido desta forma, deixando inclusive trabalhadores feridos.

A luta que se trava hoje na USP não é só por salários, mas em defesa da educação pública de qualidade, contra a precarização do ensino e para que mais pessoas tenham acesso à universidade. A repressão na USP violenta todos aqueles que lutam por condições dignas de trabalho e pelo direito de se manifestar.

Em audiência ontem à tarde no Tribunal Regional do Trabalho, o judiciário considerou que o Sintusp e os trabalhadores estão cumprindo a lei de greve e recomendou o aprofundamento do diálogo com vistas a uma solução acordada entre trabalhadores e a administração da USP, que havia pedido o julgamento da ilegalidade da greve. Nova reunião de conciliação está marcada no TRT para o dia 27 de agosto.

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Deu no G1: Após 2 meses, Unicamp aprova em assembleia a continuidade da greve

Grevistas aguardam próxima reunião com o Cruesp para discutir reajuste zero. Adesão ao movimento era de 70% até esta quinta-feira (24), afirma sindicato.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou em assembleia com aproximadamente 300 trabalhadores, na tarde desta quinta-feira (24), a manutenção da greve de funcionários. Eles estão parados há dois meses contra o reajuste zero proposto para a categoria.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) Diego Machado de Assis, a assembleia foi realizada para debater alguns indicativos propostos pelo Fórum das Seis na terça-feira (22). Alguns representantes da Universidade de São Paulo (USP) também participaram da reunião. “Ficou decidido que só depois do reajuste zero é que as universidades deveriam discutir as pautas específicas de cada uma. Vamos pedir que reavaliem e reabram essa discussão”, explica.

Ainda segundo Assis, na próxima segunda-feira (28) haverá um novo encontro do comando de greve para decidir os rumos do movimento. No entanto, de acordo com o diretor, a nova data para a reunião entre representantes dos grevistas e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp),que deveria ter sido definida na última semana, ainda não foi agendada. “Eles não retornaram. Estamos esperando”, afirma.

Segundo o STU, a adesão à greve está em 70% até nesta quinta-feira. O percentual, no entanto, é contestado pela universidade que afirma que as atividades funcionam normalmente em 85% das 22 unidades de ensino e pesquisa. Nos outros 15%, segundo a instituição, houve adesão predominantemente de servidores técnico-administrativos.

Ano letivo

Por meio de nota, a Unicamp disse que as aulas não dadas neste semestre serão repostas e em breve, a universidade fornecerá informações detalhadas sobre os encaminhamentos previstos.

A universidade informou também que a maioria dos alunos de graduação e pós-graduação está com suas notas em dia junto à Diretoria Acadêmica. “Conforme registrado no sistema, 70,4% dos alunos da graduação já tiveram suas notas e frequências carregadas e disponíveis para o histórico escolar. Da mesma forma, as notas de 69,3% dos estudantes de pós-graduação foram lançadas “, explica o órgão no documento.

Acesse no site de origem

porFernanda de Freitas

Correio Popular divulga que Unicamp tem problemas com lançamento de notas

O jornal Correio Popular publicou hoje (23) notícia sobre o reflexo da greve da Unicamp no lançamento de notas e no andamento do segundo semestre letivo.

Confira abaixo:

 

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porFernanda de Freitas

Greve das estaduais paulistas é pauta da revista Caros Amigos

revista_caros_amigos_greveSexta-feira (18) passada a revista Caros Amigos publicou matéria sobre a greve nas universidades paulistas.

O texto pauta a luta dos técnico-administrativos e docentes por salário, condições de trabalho e democratização da universidade.

Confira a reportagem: SP: Sem negociação, professores e alunos mantêm greve; confira um raio-x.

 

 

 

poradmin

Moção de apoio à greve dos professores, trabalhadores e estudantes das Universidades Estaduais de São Paulo

Desde o fim do mês de maio as três Universidades Estaduais Paulistas, USP, UNESP e UNICAMP, entraram em greve geral devido a proposta do CRUESP de reajuste salarial de 0% para professores e funcionários, dando como desculpa uma crise orçamentária da USP. O CRUESP tenta despejar sobre as costas de servidores, professores e estudantes os custos desta crise e apresentam uma saída que se expressa na precarização das condições de trabalho e estudo, com a ausência de reajuste e cortes no orçamento, e na privatização da universidade, já surgindo propostas de cobranças de mensalidades e captação de recursos oriundos de fundações privadas.

Estamos diante da necessidade não só de garantir imediatas condições de trabalho e ensino de qualidade, mas de luta em defesa da educação pública e gratuita que unifica professores, funcionários e estudantes de USP, UNESP e UNICAMP. A luta pela ampliação das verbas para as universidades estaduais paulistas é central para que continuemos a ter uma universidade pública e com qualidade, sendo responsabilidade do governador do estado, Geraldo Alckmin, arcar com os custos suficientes para que este problema se resolva e atenda as reivindicações legítimas apresentadas pelos professores, trabalhadores e estudantes, que com sua luta constroem a unidade necessária para a defesa do direito ao ensino superior público, gratuito e de qualidade.

Nós, professores da rede estadual de ensino organizados nas Subsedes da APEOESP – SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO abaixo discriminadas, que há décadas enfrentamos as políticas de privatização e ataques à educação pública promovidos pelos sucessivos governos do PSDB apoiamos de forma irrestrita os professores, funcionários e estudantes em greve e a sua luta por melhores condições de trabalho e em defesa da educação pública, pois o que o governo, com o aval do CRUESP, pretende é avançar no ensino superior com o mesmo projeto que levou à crise a educação básica nas escolas da rede estadual de ensino. Não aceitamos a posição dos reitores e do governador de atacar o caráter público destas instituições, jogando cada vez mais as universidades públicas para os braços das fundações privadas, que querem controlar as pesquisas nas universidades para aumentarem seus lucros. Também apoiamos as reivindicações dos movimentos de estudantes em defesa da democratização das instâncias decisórias das universidades, aprofundado as políticas de permanência estudantil e de acesso, como as reivindicações de cotas e políticas de permanência para negros e negras, que há tempos têm sido levantadas pelo Movimento Negro no Estado de São Paulo e que são negligenciadas pelo governo Alckmin, demonstrando que além, de um governo inimigo dos trabalhadores e dos servidores públicos, não tem o compromisso de reverter o verdadeiro abismo racial e social que exclui negros e negras das universidades públicas.

 

Assinam: APEOESP SÃO MIGUEL, ITAIM PAULISTA; APEOESP ITAQUERA, GUAIANAZES E SÃO MATHEUS; APEOESP TATUAPÉ; APEOESP SUL SANTO AMARO, APEOESP OESTE LAPA; APEOESP GUARULHOS, ARUJÁ E SANTA ISABEL; APEOESP SUZANO; APEOESP MOGI DAS CRUZES; APEOESP SÃO CARLOS; APEOESP JAÚ; APEOESP RIBEIRÃO PRETO

porFernanda de Freitas

Confira artigo intitulado “mídia esconde greve nas universidades”

blog_miro_artigoConfira o artigo “Mídia esconde greve nas universidades” do jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges. Miro, como é conhecido é autor de diversos livros, entre eles, “Sindicalismo, resistência e alternativas” e “A ditadura da mídia”.

O artigo, publicado no Blog do Miro, analisa a postura da mídia que encobre a greve nas universidades estaduais paulistas para não arranhar a imagem do governo tucano Alckmin, que concorre às eleições para o governador neste ano.

É de conhecimento do movimento grevista que a postura intransigente dos reitores está amparada na linha política de Alckmin de não aceitar negociar com entidades sindicais do serviço público, desrespeitar o direito de greve e punir manifestantes.

Acesso o artigo no link: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/07/midia-esconde-greve-nas-universidades.html

poradmin

Moção contra a criminalização de militantes no RS

A moção abaixo transcrita foi aprovada na assembleia geral dos trabalhadores técnico-administrativos da Unicamp realizada nesta segunda-feira (14 de julho).

Excelentíssimo Juiz de Direito da 9a Vara Criminal de Porto Alegre – RS.

Dr. Carlos Francisco Gross.

Ref.: processo n. 001/2.13.0045013-2

 

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp vem solidarizar- se com os ativistas políticos Matheus Gomes, Gilian Cidade, Rodrigo Barcellos Brizolla, Alfeu Costa Neto, Lucas Maróstica e José Vicente Mertz, integrantes do Bloco de Lutas de Porto Alegre que estão sendo injustamente acusados de formarem associação criminosa para a prática de dano ao patrimônio público, furto e explosão.

No ano em que se completam 50 anos do golpe cívico-militar os governos e polícias voltam a atacar o movimento social que saiu às ruas para reivindicar melhores condições nos serviços públicos, tais como transporte, saúde, educação e moradia que cada vez são mais precarizados.

Supostamente um caso de polícia é na verdade uma nítida perseguição política. As investigações do Inquérito Policial 017/2013 no Rio Grande do Sul são uma tentativa de calar o descontentamento popular com a atual situação dos serviços públicos e uma restrição às liberdades democráticas de manifestação e organização.

Nesse sentido nos manifestamos contra a perseguição política e criminalização aos processados na Ação Penal nº 001/2.13.0045013-2.

Campinas, 14 de julho de 2014.

porFernanda de Freitas

Jornal Folha de S. Paulo: Unesp e Unicamp propõem dar benefícios para acabar com a greve

O Jornal Folha de S. Paulo publicou ontem (10) matéria intitulada “Unesp e Unicamp propõem dar benefícios para acabar com a greve”. Confira no site do jornal a íntegra da matéria.

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Greve na Unicamp é agravada

A greve na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) segue em seu 24º dia de protesto e com aumento significativo na adesão de funcionários. Há um impasse entre reitoria e o sindicato da Unicamp, o que causa a permanência da greve e a paralisação de alguns órgãos da universidade. Em boletim, o Sindicato de Trabalhadores da Unicamp (STU) afirma que o Conselho de Reitores das Universidades Públicas (CREUSP) já desmarcou a primeira reunião de negociação no dia 13 de junho por telefone e não se justificou. Haverá na quarta-feira, 18 de junho, em São Paulo na Praça da Sé, uma aula pública para discutir o financiamento das universidades (UNICAMP, UNESP e USP).

O início da movimentação veio com o reajuste de 0% no salário de funcionários por parte das reitorias das universidades estaduais do estado de São Paulo. No total, são mais de 65% dos funcionários que pararam com suas atividades para reivindicar seus direitos, incluindo o campus de Limeira, Piracicaba e o Colégio Técnico de Campinas (COTUCA). A greve segue sem previsão de término e com reunião agendada com a reitoria para Setembro desse ano.

No momento profissionais de diversas áreas participam, incluindo docentes e funcionários concursados. A reivindicação central do STU é a reabertura das negociações para o avanço no dissídio (falta de convergência entre trabalhadores e empregadores). Há itens de pauta encaminhados para a reitoria como efetivação de profissionais da área de saúde, isonomia entre as três universidades estaduais paulistas à permanência estudantil e melhores condições de trabalho e estudo.

A estudante de ciências sociais na Unicamp Rebeca Marques acredita na legitimação da greve como uma conscientização geral do que acontece dentro da universidade. “Déficit de profissionais, execução de obras que não eram necessárias, enquanto outras coisas mais urgentes foram deixadas de lado como a reforma na moradia estudantil e de alguns institutos. E também, para questionais a universidade pública, que todo mundo sabe que não é tão pública assim” explica Rebeca.

Marina Rebelo, 28 anos, Diretora do STU defende: “a greve, em termos abstratos, é o momento em que os trabalhadores demonstram a sua unidade, mas também mostram a sua força. Possibilitando que os trabalhadores, fora do expediente, discutam e se formem no âmbito político. A luta continua.”

poradmin

STU apoia os metroviários de São Paulo contra a criminalização das lutas

O comando de greve da Unicamp aprovou ontem moção de solidariedade e apoio à luta dos metroviários e repúdio ao governador Geraldo Alckmin em razão da truculência contra a greve. Nesta segunda-feira 60 trabalhadores foram demitidos. Além disso, Alckmin já havia usado a Tropa de Choque da PM por diversas vezes contra os grevistas.
Os servidores em greve na Unicamp também repudiaram a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que manifestou apoio do governo federal ao tucano.
Após a Justiça do Trabalho impor o reajuste de 8,7% em julgamento no domingo, a categoria estava disposta a encerrar a greve, mas a notícia das demissões levou à necessidade de manter a categoria unida para defender o direito constitucional de todos os trabalhadores de fazerem greve sem serem reprimidos.
Metrô de SP: corrupção, supersalários e arrocho

Em março deste ano, o Ministério Público Estadual denunciou 30 executivos de 12 empresas por formação de cartel no Metrô do Estado entre os anos de 1998 e 2008, com envolvimento dos tucanos. No dia 4 de junho, o jornal de distribuição gratuita ‘Estação’ divulgou reportagem informando que em 2013 os ganhos de diretores e conselheiros do Metrô foram dez vezes maiores que os valores pagos em 2012 (R$ 22,4 milhões). Enquanto isso, o governo do Estado e a empresa se negam a conceder o reajuste reivindicado pela categoria (12% aumento real + da reposição da inflação).