Arquivo de tag Fórum das Seis

porFernanda de Freitas

Venha discutir a elaboração da pauta da nossa data-base 2022

A nova gestão do STU, que tomou posse na semana passada, já tem como prioridade organizar a data-base 2022, que será deflagrada em maio.

A nossa primeira assembleia, sob nova direção, será na próxima quinta-feira (07), às 10h, de forma virtual para debater e definir a proposta de Pauta Unificada de Reivindicações 2022 do Fórum das Seis.

O documento prioriza as discussões sobre reajuste e as perdas salariais anteriores, que se agravam com a inflação, a valorização dos níveis iniciais das carreiras, as condições de trabalho, a permanência estudantil, os hospitais universitários e o retorno presencial seguro. A intenção é entregar a pauta ao Cruesp até meados de abril.

Em breve o link da assembleia será compartilhado em nossos canais de comunicação.

Participe e opine na definição das reivindicações deste ano!

porStéphane Powaczuk

Cruesp acata reivindicação de reajuste emergencial, mas limita retroatividade. Índice é de 20,67% em março/2022

Vitória da mobilização e da indignação das categorias. Agora queremos avançar!

Vamos buscar a reposição das perdas de maio/2012 a abril/2019 e a valorização dos níveis iniciais das carreiras

Fórum das Seis indica rodada de assembleias até 11/3

            Cercada de expectativa pelos servidores docentes e técnico-administrativos das universidades estaduais paulistas, num cenário de inflação corrosiva, a negociação entre Conselho de Reitores (Cruesp) e Fórum das Seis, na tarde de 7/3, trouxe avanços. O pedido de reunião entre as partes havia sido feito 40 dias antes, logo após a posse do novo reitor da USP e presidente do Cruesp, professor Carlos Alberto Carlotti Júnior.

            A seguir, veja a proposta apresentada pelos reitores – sintetizada pelo Comunicado Cruesp 1/2022, divulgado no início da noite de 7/3 – e a avaliação do Fórum das Seis:

1) O Cruesp apresenta um índice de 20,67%, referente à inflação de maio/19 a fevereiro/22, medida pelo IPC/FIPE, a partir de março/22, a ser pago em abril/22.

O Fórum das Seis avalia que o percentual acata a reivindicação apresentada, de 20% de reajuste imediato, o que é inegável fruto da pressão e da indignação das categorias organizadas em seus sindicatos, mas não contempla a retroatividade a janeiro/22. O índice é positivo, mas falta a retroatividade a janeiro/2022.

2) O Cruesp dá por encerrada a data-base 2022: O comunicado diz que os reitores se comprometem “a incluir os meses de março/2022 e abril/2022 na discussão do reajuste salarial na data-base de 2023”.

O Fórum das Seis lembra que a Pauta de Reivindicações de 2022 sequer foi discutida pelas categorias. Quando isso ocorrer, ela será formatada e apresentada ao Cruesp. A expectativa das entidades que compõem o Fórum das Seis é que o clima de cordialidade e de abertura ao diálogo, visível na negociação de 7/3, não tenha sido apenas episódico, e que a mesa de negociação esteja aberta ao debate da Pauta 2022.

Em 2020, a data-base foi suspensa por iniciativa do Fórum, devido ao início da pandemia; em 2021, embora existissem recursos, não houve avanço por iniciativa dos reitores, que se basearam na interpretação de que a LC173/2020 impediria as negociações, com o que as assessorias jurídicas das entidades sindicais não concordavam. Após dois anos de ausência de negociações efetivas, o mínimo que se espera é que elas ocorram plenamente em 2022.  

3) O Cruesp não aborda duas questões centrais reivindicadas pelo Fórum das Seis: a discussão de um plano para a recuperação do restante das perdas e um plano para a valorização dos níveis iniciais das carreiras.

Pelas contas do Fórum das Seis, em janeiro/2022 seria necessário um reajuste de 40,61% para devolver aos salários o poder de compra que tinham em maio/2012 (nossa referência). Com a aplicação do índice de 20,67% agora, o Fórum entende que é preciso estabelecer um processo de discussão do restante das perdas.

Da mesma forma, é preciso criar mecanismos para discutir e apresentar propostas para a valorização dos níveis iniciais das carreiras de docentes e de técnico-administrativas/os. Essa reivindicação, que vinha sendo discutida há alguns anos pelas entidades do Fórum das Seis, foi incorporada formalmente à Pauta de Reivindicações em maio/2021. Desde então, vimos solicitando a discussão, elaboração e implementação de uma proposta que valorize os níveis iniciais de ambas as carreiras. O Fórum das Seis já apresentou propostas concretas para as duas carreiras. No caso das/os técnico-administrativas/os, a adição de um mesmo valor (parcela fixa) ao salário base de todos os níveis; e, para os docentes, duas propostas alternativas, uma que fixa a diferença entre os salários em um mesmo percentual (7%) e outra que acrescenta valores diferenciados aos salários base, sendo um valor maior para o nível MS3.1 e o menor para o nível MS5.3.

As duas reivindicações – negociação do restante das perdas históricas e da valorização dos níveis iniciais das carreiras – foram repetidas várias vezes pelos representantes do Fórum na negociação de 7/3 e houve a sinalização, por parte dos reitores, de que o grupo de trabalho criado em 2021, e que não avançou, seria retomado de forma efetiva, com a presença de representantes do Cruesp com poder de negociação. No entanto, estes pontos não aparecem no Comunicado do Cruesp.

O Fórum das Seis reivindica a imediata retomada deste GT, com o compromisso da apresentação de todos os dados relativos às folhas das universidades e com calendário claro para o funcionamento e término dos trabalhos.

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Fórum indica rodada de assembleias até 11/3

            As categorias devem realizar assembleias até sexta-feira, 11/3, para avaliar a proposta do Cruesp, de acordo com os informes acima. Fique atento/a à convocação da sua entidade.

            No dia 14/3, o Fórum reúne-se para compilar o retorno das assembleias. Ficou acordada com o Cruesp a realização de uma nova reunião em breve, para apresentação do retorno das assembleias de base. O Fórum já enviou ofício solicitando que esta reunião ocorra em 16/3.

            O indicativo do Fórum é de paralisação no dia da nova reunião.

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Cruesp não concordou com transmissão online. Sala do Fórum reuniu mais de 700

            O Fórum das Seis havia solicitado ao Cruesp que fizesse a transmissão online da negociação em 7/3, de modo a permitir que todos/as os/as interessados/as pudessem acompanhá-la ao vivo.

Como não houve retorno ao pedido, no início da negociação o coordenador do Fórum e diretor da Adunicamp, Paulo Cesar Centoducatte, cobrou essa resposta. O presidente do Cruesp, professor Carlotti, disse que os reitores não tinham concordância com a transmissão e que o Fórum não havia sido avisado disso por uma falha de comunicação.

Mesmo sem a transmissão online, a sala Zoom criada pelo Fórum e aberta às categorias reuniu cerca de 700 pessoas, das três universidades, que acompanharam os informes que eram passados por representantes das entidades sindicais.

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Fórum quer debater com Cruesp condições seguras para o retorno

Na negociação de 7/3, os representantes do Fórum das Seis cobraram o agendamento de uma reunião específica para discutir com o Cruesp o retorno às atividades presenciais, previsto nas três universidades para março.

O Comunicado Cruesp nº 01/2022

São Paulo, 07 de março de 2022

O Cruesp, em reunião realizada nesta data com o Fórum das Seis, propôs reajustar os salários dos servidores docentes e técnico-administrativos das Universidades Estaduais Paulistas em 20,67%. Esse reajuste, a ser aplicado a partir de 1º de março de 2022, corresponde ao índice de inflação medido pelo IPC-FIPE no período de maio de 2019 a fevereiro de 2022.

Tal proposta, ao mesmo tempo em que recupera o poder de compra dos salários, respeita o orçamento discutido e aprovado em Conselhos Universitários das três Universidades Estaduais Paulistas para 2022. Importante ressaltar que USP e Unicamp apresentarão o índice de reajuste proposto pelo Cruesp a seus respectivos Conselhos Universitários, para homologação, ainda neste mês de março.

Com o índice concedido e a excepcionalidade da antecipação da data-base de maio para março de 2022, o Cruesp, mais uma vez, reafirma o propósito de preservar o poder aquisitivo dos salários e, ao mesmo tempo, manter o indispensável equilíbrio orçamentário e financeiro das Universidades. O Conselho se compromete a incluir os meses de março/2022 e abril/2022 na discussão do reajuste salarial na data-base de maio de 2023.

Carlos Gilberto Carlotti Junior
Reitor da USP e presidente do Cruesp

porFernanda de Freitas

Negociação da Data-base 2021 | Participe da Sala Virtual do Fórum – 07/03 – 12h

Nesta segunda-feira (7), às 14h, o Fórum das Seis e o CRUESP discutem a nossa data-base 2021.

O Fórum solicitou ao CRUESP (Conselho de Reitores) a transmissão ao vivo da negociação que será virtual, mas os reitores, até a publicação deste post, não informaram se a solicitação das entidades será atendida.

O Fórum abrirá uma sala online, a partir das 12h, mesmo que a negociação não seja transmitida. O objetivo é garantir um espaço para que trabalhadores/as e docentes da Unicamp, USP e Unesp possam discutir os informes com os/as representantes das entidades sindicais.

O link do encontro virtual ampliado é: https://bit.ly/F6eCruesp

Segunda-feira é dia de paralisação na Unicamp

Nossa última assembleia aprovou paralisarmos nossas atividades na data da negociação.

A partir das 14h vamos nos concentrar na sede do STU e participar da sala aberta pelo Fórum das Seis.

Vamos juntos/as acompanhar e debater os rumos da nossa Campanha Salarial.

porFernanda de Freitas

Greve é eminente na Unicamp

Diante da omissão do reitor na discussão sobre retorno ao trabalho remoto e os problemas na Área da Saúde, categoria decreta Estado de Greve

Dia 10 é dia de Paralisação com Ato em frente à Reitoria.

Basta! Não dá mais para ficar esperando a reitoria fazer caixa às nossas custas e ainda prejudicar a nossa saúde.

Num momento em que há mais recursos financeiros na história da Unicamp, nossa defasagem salarial acumulada desde 2012 corresponde à quase 40%, sendo 20% acumulada apenas nos dois últimos anos; os hospitais estão operando acima da sua capacidade máxima e os trabalhadores da Área da Saúde estão exaustos e doentes, o reitor Tom Zé, se recusa a dialogar com a categoria trazendo para a Unicamp a política de arrocho e descaso do João Dória no Estado de São Paulo.

Recentemente o portal de notícias “A Cidade On” divulgou um dado alarmante, são mais de 560 profissionais de saúde afastados. Uma VERGONHA!

A Área da Saúde clama por melhoria nas condições de trabalho, por reposição de vagas, garantia de EPI’s e proteção aos trabalhadores. Sem contar a luta pela insalubridade grau máximo para todos da Saúde, que há dois anos vem enfrentam, o Covid-19 e agora o surto de gripe Influenza H3N3, muitas vezes sem as devidas condições.

Volta ao trabalho remoto é urgente

Assim como fez a Unesp, vamos cobrar do reitor o retorno ao trabalho remoto por conta do avanço da Covid-19  com a nova variante que é altamente contaminante.

A reitoria fez reunião com a bancada de funcionários e docentes para discutir o retorno presencial e após solicitação das entidades marcou reunião com STU e ADunicamp para a próxima quinta-feira (3).

Na próxima semana o Sindicato fará assembleia para avaliar o resultado dessas reuniões e decidir as ações dos trabalhadores.

Tom Zé precisa retomar o trabalho remoto porque o CECOM não dá mais conta de atender os funcionários doentes.

Queremos 20% de reajuste já!

O Fórum das Seis já decidiu que sem negociação efetiva do reajuste salarial, não vamos iniciar o semestre letivo em março e ainda discutir a greve. Mas a nossa assembleia, realizada dia 27/01, defendeu a antecipação da greve ainda fevereiro para atrasar o calendário de aulas e forçar os reitores a negociarem o reajuste de 20%, a partir de janeiro/22.

Essa medida também dificulta qualquer tentativa dos reitores de quebrar a isonomia e dividir os trabalhadores.

Respeitando a isonomia, mas sem perder a unidade com os companheiros da USP e Unesp, nossa assembleia já aprovou Estado de Greve e indicou assembleia, entre 16 e 17/02, para discutir os indicativos do Fórum das Seis sobre a viabilidade da greve.

A pauta da assembleia será a organização da greve para pressionar à reitoria a retomar o trabalho remoto e dar resposta às demandas da Área da Saúde.

A categoria decidiu também pela unificação com o calendário da Fasubra, que aponta uma jornada de luta com mobilizações nacionais e greve sanitária, em 09/03, pelo reajuste salarial e mais segurança para os técnicos-administrativos federais. As ações serão disparadas aqui na Unicamp com a realização do Ato com Paralisação, previsto para 10/02.

Vem pra paralisação

É fundamental que os diretores, membros do Conselho de Representantes do STU (CR) e demais representantes do conselho façam reuniões nas suas unidades para preparar as mobilizações.

A Paralisação com Ato, dia 10/02 (quinta-feira), será híbrida para que todos possam participar. A concentração acontece a partir das 9h, em frente à reitoria.

Recomendamos que somente os vacinados com a segunda dose e que não estejam com gripe ou Covid-19, sejam sintomas ou comprovação de quadro, participem da mobilização presencial.

Se não for possível estar na frente da reitoria, acompanhe a transmissão online e ao vivo e participe através da sala virtual.

Precisamos dar um basta e lutar por nossos direitos!

Dia 10, todos à frente da reitoria para exigir respeito aos trabalhadores da Saúde e nossa reposição salarial!

porFernanda de Freitas

Equipe Técnica do Cruesp e Fórum das Seis concordam que 20% de reajuste é viável

Ontem à tarde (12), os Fórum das Seis se reuniu com a equipe técnica do Cruesp para discutir a viabilidade de reajuste de 20% a partir de janeiro deste ano.

Os técnicos do Cruesp concordaram que a proposta cabe nos orçamentos das universidades e se comprometeram a simular os 20% de reajuste a partir de janeiro/22 e encaminhar aos reitores.

Ficou combinado também o envio das folhas salariais atualizadas da Unicamp, USP e Unesp para o Fórum das Seis analisar.

Ao final da reunião os representantes do Fórum solicitaram que o Cruesp agende uma reunião de negociação ainda este mês.

Se continuar assim, não vai dar nem pra comer

O percentual apresentado pelo Fórum das Seis busca diminuir os efeitos da disparada inflacionária. São quase três anos passando por uma drástica queda de poder aquisitivo por falta de correção nos nossos salários.

Com o ICMS previsto nos orçamentos das três Universidades Paulistas Estaduais, o comprometimento com a folha de pagamento das instituições ficaria abaixo de 80%.

O Fórum das Seis também simulou os 20% com uma arrecadação superior, tendo como base o fechamento de 2021, que ficou superior à base usada para elaboração dos orçamentos.

Vale lembrar que, em 22/12, já no apagar das luzes de 2021, o Fórum das Seis se reuniu com o Cruesp que jogou um balde de água fria nas expectativas das categorias das três universidades. Embora tivessem em mãos a pauta atualizada – que reivindica 20% de reajuste em janeiro/22 –, os reitores não apresentaram nenhuma proposta objetiva.

Se nada for feito agora, chegaremos a maio/22 precisando perto de 50% de reajuste para recuperar o valor que os salários tinham em maio/12.

Sem luta não tem reajuste. É hora de mobilizar para garantir o sustento das nossas famílias.

porFernanda de Freitas

Assembleia escolhe delegados e delegadas para Plenária da FASUBRA, debate importância da campanha salarial e recebe denúncia contra CIPA da Unicamp

Assembleia Geral reuniu dezenas de trabalhadores para debater a eleição para delegados à Fasubra e outros assuntos.

Nossa Assembleia Geral, de quinta-feira (09), debateu e reforçou a importância da Campanha Salarial 2021, que já tem reunião de negociação marcada entre o Fórum das Seis e o CRUESP para 22/12.

Foi feita uma retrospectiva sobre as negociações da data-base, que tem uma grande expectativa devido a Unicamp ter dinheiro em caixa e o menor gasto com folha de pagamento dos últimos tempos. Por isso, o reajuste de 20% solicitado pelo Fórum das Seis para janeiro/2022, quando os efeitos da LC 173 estarão encerrados, é referente à defasagem salarial da data-base de 2021.

Categoria elege delegados à Plenária da Fasubra

Também foi deliberado sobre os delegados e delegadas que vão representar o sindicato na Plenária Nacional da Fasubra, que acontece nos dias 16 e 17 desse mês.

A assembleia elegeu os delegados titulares: Adriana Stella, João Paulo Ribeiro, João Daniel de Moura e Marli Rodrigues Armelin, como representantes da categoria para participarem virtualmente da Plenária da Fasubra . Os suplentes foram: Eduardo Favarão Gemis e Rafael Oliveira Jorge. Representando a direção do STU temos: Elisiene Nascimento Lobo (titular) e Cleusa Leite de Campos Schetini (suplente).

Por meio de informes de coordenadores da Fasubra, a assembleia atualizou sobre as mobilizações em Brasília contra a PEC 32 da Reforma Administrativa e a PEC 23, dos Precatórios, mais conhecida como a PEC do Calote.

Além disso, a coordenadora de Organização Sindical da Fasubra , Adriana Stella, o coordenador Geral da Fasubra , Antônio Alves Neto (Toninho), o coordenador Jurídico e Relações do Trabalho da Fasubra , João Paulo Ribeiro, e o Conselheiro Fiscal da Fasubra , João Daniel de Moura, reforçaram para a categoria que chegamos na 13ª semana de luta contra a PEC 32 em Brasília. A expectativa de derrotar a votação dessa reforma, neste ano é muito grande. No próximo sábado está sendo articulado um ato em frente à casa do Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em Maceió, com suporte das entidades de base do Nordeste.

Denúncias sobre a CIPA

A assembleia acolheu a denúncia a respeito da CIPA da Unicamp não estar cumprindo a norma NR5, regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre algumas tarefas da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

Essa revelação foi surpreendente, principalmente por que, segundo relato, existe unidades na Unicamp sem alvará dos bombeiros para funcionar, e não tem ocorrido treinamento de combate ao incêndio em todos os lugares.

A assembleia decidiu encaminhar um ofício à CIPA para cobrar respostas e também pretende solicitar à reitoria uma reunião presencial para discutir a situação.

Eleições Sindicais

É importante que a categoria fique atenta à eleição do STU, convocada em Edital para ocorrer no dia 15 de março na Área da Saúde e nos dias 16 e 17 nos campi de Campinas, Paulínia, Limeira e Piracicaba.

Em breve será convocada assembleia para definir o Regimento Eleitoral e eleger a Comissão Eleitoral.

Todas as informações serão publicadas em nosso site e redes sociais, fique de olho nos comunicados.

Por fim, foi informado que o STU vai distribuir exemplares do livro “A história de luta dos trabalhadores da Unicamp”, que registra uma história rica em detalhes com depoimentos importantes, documentos e imagens que constroem a trajetória da Assuc (Associação dos Servidores da Unicamp), entidade pioneira na organização dos funcionários públicos.

O livro com 400 páginas foi publicado pela Editora da Unicamp que decidiu repassar cerca de 600 exemplares à entidade que vão chegar às mãos dos filiados e filiadas que poderão se aprofundar sobre a luta da categoria que construiu uma das universidades de maior destaque no Brasil e no mundo.

porFernanda de Freitas

Após aprovação do PLC 26, a minirreforma de Doria, veja o que mudou nos seus direitos. Luta prossegue contra a reforma de Bolsonaro

As entidades que compõem o Fórum das Seis participaram ativamente das mobilizações presenciais e virtuais contra o projeto de lei complementar (PLC) 26, a minirreforma administrativa encaminhada à Assembleia Legislativa (Alesp) pelo governador João Doria. Elas atuaram organizadas na Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, que reúne cerca de 80 sindicatos e movimentos representativos do funcionalismo. Mas a intensa mobilização não deu conta de competir com a distribuição de emendas em troca de votos, de acordo com denúncias que circularam na casa, e o projeto acabou aprovado em 19/10, por 50 votos a 29.

O PLC 26 – agora transformado na lei complementar (LC) 1.361/21, publicada no Diário Oficial do Estado em 22/10/2021 – confisca uma série de direitos dos servidores públicos estatutários e dificulta bastante o usufruto de outros.

Estas são as principais mudanças:

– A nova lei aprovada estende a Bonificação de Resultados, baseada em produtividade, a vários setores do serviço público paulista (as universidades estaduais ficam de fora, devido à autonomia administrativa e de gestão; o Centro Paula Souza já contempla o bônus e, agora, adapta-se às novas regras);

– Disciplina e amplia a contratação de temporários;

– Extingue as faltas abonadas;

– Acaba com a correção anual pelo IPC do adicional de insalubridade;

– Acaba com o pagamento de insalubridade nas licenças-prêmio;

– Revoga o pagamento das licenças-prêmio na aposentadoria e falecimento;

– Estabelece novos critérios (mais rígidos) e menores valores para a concessão do abono permanência, que valerá pelo período de 12 meses, podendo ser revisto.

Além disso, cria a Controladoria Geral do Estado, que pretende congregar as funções de auditoria, ouvidoria, corregedoria e controladoria, tal como se dá no âmbito federal, com a Controladoria Geral da União – CGU. Sobre a assistência técnica em ações judiciais, prevê a autorização legal para que o Procurador Geral do Estado possa indicar servidor público para atuação como assistente técnico nas ações judiciais de competência da Procuradoria Geral do Estado – PGE, sem prejuízo de suas funções. Na prática, servidores já contratados poderão ser designados para atuação como assistentes técnicos da PGE nas ações judiciais, em verdadeiro desvio de função, de tal forma a caracterizar uma fraude a concurso público, e delegando funções que seriam da própria PGE, com o intuito declarado de economizar na contratação de pessoal.

   As poucas medidas consideradas positivas para o funcionalismo são:

– A previsão de licença de 180 dias em caso de adoção, com vencimentos integrais, passa do atual limite de “até sete anos” para “adoção de criança ou adolescente”.

– A concessão do adicional de insalubridade, após a homologação do laudo, produzirá efeitos pecuniários a partir da data de início de exercício da atividade ou local considerado insalubre. Antes, os efeitos pecuniários tinham início a partir da homologação.

A seguir, confira as principais mudanças e quando passam a vigorar. Se desejar, clique para conferir um comparativo entre as antigas e novas regras, elaborado pela advogada Lara Lorena, que assessora a Adunesp e a Adusp.

LC 1.361/21 – Destaques Iniciais

Trata-se apenas de alguns pontos, que são os mais impactantes. É possível que haja alterações, pois o texto da lei contém erros, de acordo com juristas.

I – VIGÊNCIA

Esta lei complementar e suas Disposições Transitórias entram em vigor na data de sua publicação (22/10/21), produzindo seus efeitos a partir de 01/11/2021. Em resumo, como regra geral, a lei só “valerá” a partir de 1º de novembro de 2021. Mas há exceções!

II – Deixarão de existir, a partir de 1º de novembro de 2021: 

  1. Processo por Abandono de cargo (será substituído por Processo Inassiduidade)
  2. Faltas abonadas
  3. Salário-esposa
  4. Dispensa de inspeção médica
  5. Reajuste automático, anual, do Adicional de Insalubridade
  6. Incidência do Adicional de Insalubridade sobre a licença-prêmio
  7. Incidência do Adicional de Insalubridade sobre faltas abonadas

III – Já valem, a partir da data de publicação da lei (22/10/2021)

  1. A criação da Controladoria Geral do Estado – CGE
  2. O impedimento de participar dos processos seletivos no PEI dos servidores que tiverem sofrido penalidades, por qualquer tipo de ilícito, nos últimos 5 (cinco) anos.
  3. A prorrogação, até 31/12/2022, dos docentes e AOEs contratados temporariamente. PORÉM, “somente serão prorrogadas as contratações de Agentes de Organização Escolar que se mostrarem necessárias para a manutenção de atividades consideradas essenciais de acompanhamento dos protocolos de higiene e distanciamento social controlado no âmbito das unidades escolares estaduais, no âmbito do retorno das atividades presenciais”. (Nota da redação: aplica-se à rede estadual de ensino).

IV – Entram em vigor em 1º de janeiro de 2022

  1. As novas regras do adicional de insalubridade
  2. A nova carreira e as novas tabelas dos Agentes de Organização Escolar (Nota da redação: aplica-se à rede estadual de ensino).
  3. A nova Bonificação por Resultados – BR (Nota da redação: não se aplica às universidades estaduais; o Centro Paula Souza já contempla o bônus, que agora adapta-se às novas regras).

V- Abono de Permanência

  1. Ao servidor que, até a data de entrada em vigor da Lei Complementar nº 1.354 (que instituiu a reforma da Previdência paulista), portanto, dia 6 março de 2020, havia completado os requisitos para aposentadoria voluntária, fica assegurado o direito ao abono de permanência…até completar as exigências para a aposentadoria compulsória.
  2. Até que seja editado novo ato, o abono de permanência será concedido em seu valor máximo aos respectivos servidores titulares de cargos de provimento efetivo que tenham completado as exigências para a aposentadoria voluntária até 6/3/2020. Após essa data, e até que seja editada a regulamentação no âmbito de cada Poder, como previsto nas Disposições Transitórias da LC 1.361/21, o abono de permanência continuará sendo devido no grau máximo. Após a regulamentação, seguirá a respectiva normativa editada.
  3. A partir da entrada em vigor dessa lei complementar, o abono de permanência poderá ser concedido ou não, ao titular de cargo efetivo, em percentuais ou integral, de acordo com novas normas, com destaque para a “necessidade de retenção de servidores”. Ainda, a definição sobre a necessidade ou não de retenção de servidores será feita anualmente.

VI – Licença-Prêmio

  1. A licença-prêmio está mantida, por estar prevista na Constituição Federal.
  2. O limite de faltas justificadas, de licença para tratamento de saúde ou por motivo de doença em pessoa da família, durante o período de 5 anos, cai de 30 para 25 dias.
  3. Poderá ser convertida em pecúnia, mediante requerimento, uma parcela de 30 dias de licença-prêmio aos profissionais que se encontrem em efetivo exercício.

VII – Dispensa/demissão por Inassiduidade

  1. Será um procedimento mais simples e mais rápido.
  2. Para tanto, basta que o servidor se ausente do serviço, sem causa justificável, por mais de 15 dias consecutivos, ou por mais de 20 dias úteis intercalados, durante um ano.

VIII – Outros destaques

  1. Foi criado um “banco de horas”; um sistema de compensação de horas trabalhadas a mais, para evitar pagamento de horas-extras, principalmente em casos de convocações. Esse sistema será disciplinado em regulamento.
  2. São estipuladas novas regras (condições e prazos) para a contratação por tempo determinado de servidores. Destaque para a possibilidade de contratação em razão de “greve que perdure por prazo não razoável” e por “greve considerada ilegal pelo Poder Judiciário”.

Segue a luta contra a PEC 32, a reforma administrativa federal

O presidente da Câmara dos Deputados e apoiador do governo Bolsonaro, Arthur Lira (PP/AL), ainda não conseguiu consolidar os votos necessários para colocar em votação a proposta de reforma administrativa federal (PEC 32), que contém mais ataques aos serviços públicos e ao funcionalismo (fim da estabilidade, contratações sem concurso, terceirizações e privatizações, entre outros).

Temos que aumentar a pressão nas ruas, nas redes e no Congresso. A um ano das eleições de 2022, o recado aos parlamentares é um só: quem votar contra os direitos do povo brasileiro, não volta.

Acesse

https://napressao.org.br/campanha/nao-a-reforma-administrativa

e pressione as/os deputadas/os.

via Fórum das Seis

porFernanda de Freitas

CARTA ABERTA DO FÓRUM DAS SEIS AO CRUESP E ÀS REITORIAS

A comunidade pede respeito e respostas

20/10/2021

O ano de 2021, segundo na pandemia de Covid-19 e seus nefastos efeitos para a sociedade, já entrou em seu trimestre final. O avanço na vacinação, embora ainda aquém do necessário, joga luz nas esperanças de superação desta enorme tragédia social que, a bordo do negacionismo e de políticas genocidas, ceifou a vida de mais de 600 mil pessoas em nosso país e lançou dificuldades e angústias sobre o conjunto da classe trabalhadora, entre elas o crescimento do desemprego, da inflação e da deterioração do poder de compra dos salários.

Aproveitando-se da pandemia, os governos federal e estadual lançaram mão de seguidos ataques contra o funcionalismo público, entre eles a aprovação da Lei Complementar (LC) 173/2020, pelo governo Bolsonaro, e da Lei nº 17.293/2020 (proposta pelo Projeto de Lei 529/2020), pelo governo Doria. Ambos os governos, não contentes, querem ir além em suas propostas de reforma administrativa: o primeiro, com a PEC 32, e o segundo, com o PLC 26.

Neste cenário, o poder aquisitivo do funcionalismo, já corrompido por anos de pouca ou nenhuma reposição inflacionária, minguou rapidamente em 2020 e 2021. Utilizando como justificativas interpretações bastante discutíveis da LC 173, os reitores das universidades estaduais paulistas optaram por abrir mão da autonomia universitária e impor aos/às servidores/as docentes e técnico-administrativos/as um confisco salarial draconiano. O arrocho salarial soma-se à falta de contratações – escassas desde 2014 e congeladas a partir da LC 173/2020 – para agravar as condições de vida e de trabalho dos/as servidores/as.

 Já o caixa das instituições, turbinado por uma surpreendente arrecadação do ICMS, imposto que é base para o repasse dos 9,57% às universidades estaduais paulistas, vai muito bem. A média do comprometimento com folha de pagamento das universidades, em setembro/2021, ficou em 69,99% (68,59% na Unesp, 69,47% na USP e 72,66% na Unicamp), a menor desde o advento da autonomia, em 1989.

Em 2020, sob impacto das incertezas que chegavam com o início da pandemia, o Fórum das Seis suspendeu a data-base. Em 2021, em meio à conjuntura descrita acima, as entidades representativas que compõem o Fórum elaboraram uma pauta de reivindicações e a protocolaram junto aos reitores em 9 de abril. Nas duas únicas reuniões de negociação da data-base deste ano, eles concordaram apenas em criar um grupo de trabalho (GT) para formular alternativas para um plano de recuperação de perdas salariais e um plano de valorização dos níveis iniciais das carreiras. O GT teve somente uma reunião e, apesar do compromisso assumido pelo presidente do Cruesp, durante a negociação de 15/7, de que seria retomado em julho, isso ainda não aconteceu.

Além do agendamento das reuniões do GT Salarial, o Fórum das Seis reivindicou, também, uma reunião para debater um dos pontos da Pauta de Reivindicações 2021, intitulado “Plano  Sanitário e Educacional”, no qual as entidades listam os itens a serem discutidos na construção de um retorno presencial seguro em meio à pandemia. Também não houve retorno a este pleito. Diante do exposto, o Fórum das Seis faz as seguintes perguntas ao Cruesp:

 1) A interpretação política adotada pelas reitorias em relação à LC 173/2020, de que não é possível a concessão de reajuste salarial até dezembro/2021, também as impede de discutir reajustes projetados para 2022 com o Fórum das Seis?

2) USP e Unicamp promoveram progressões e promoções nas carreiras docentes, a serem incorporadas nos salários em 2022. Os reitores não veem contradição nessa postura? Além disso, por que só promover progressões e promoções para algumas poucas pessoas – o que, aparentemente, segundo postura do próprio Cruesp, não seria possível devido à aplicabilidade da LC 173/2021, na medida em que altera a remuneração – e também não reajustar salários para todos/as os/as servidores/as das universidades estaduais paulistas?

3) O Cruesp considera a possibilidade de reedição da LC 173 ou mesmo da criação de nova norma similar pelo governo do estado de São Paulo, que impeça reajustes salariais para os/as servidores/ as públicos/as em 2022? Se sim, quais medidas preventivas estão sendo elaboradas para evitar mais um ataque aos salários dos/as servidores/as?

4) Considerando os bons resultados da arrecadação do ICMS em 2020 e 2021 e as “economias” feitas com o arrocho salarial e a falta de contratações, os reitores não consideram a possibilidade de uma ação do governo do estado para confiscar ou contingenciar as reservas das universidades, a exemplo do que tentou fazer com o PL 529/2020? Caso a resposta seja positiva, quais medidas preventivas estariam sendo consideradas para a proteção do patrimônio das universidades?

5) Qual é a posição do Cruesp sobre o PLC 26/2021 (votada na Alesp) e a PEC 32/2020 (no Congresso Nacional)? Houve alguma ação no sentido de proteger os direitos dos/os servidoras/es docentes e técnico-administrativas/os?

6) Por que as reuniões compromissadas entre Cruesp e Fórum das Seis, entre elas a do GT Salarial, ainda não foram agendadas?

 O Fórum das Seis espera respostas do Cruesp a estas questões, de modo a dissipar a sensação de desrespeito e descaso que transparecem do panorama exposto nesta carta aberta.

São Paulo, 20 de outubro de 2021.


via Fórum das Seis

porFernanda de Freitas

04/10 todos na USP: paralisação contra o arrocho salarial

Ato Conjunto cobra do Cruesp respeito à negociação com as entidades

O Fórum das Seis está organizando um Ato Conjunto, na próxima segunda-feira (4), às 10h, na USP, para cobrar que o Cruesp retome a negociação da nossa Campanha Salarial agendando a reunião do GT Salarial, responsável por discutir as perdas salariais e a valorização dos níveis iniciais da carreira.

A nossa última assembleia (29) aprovou uma paralisação para participar desse ato.

O STU se juntou à Adunicamp e está organizando uma caravana para a USP.

Se você quer participar, envie para nós o seu nome completo e RG para que seja garantida a vaga no ônibus e os materiais para assegurar as condições sanitárias. Anote o nosso contatos: e-mail: [email protected] / WhatsApp: (19) 99744-4890.

A caravana deve sair por volta das 8h da manhã, em local a ser confirmado.

Reitores dão desculpa para prolongar o arrocho salarial

Os reitores se utilizam da Lei Complementar 173 para não conceder reajuste e correção dos demais benefícios, além de outros direitos.

O Fórum das Seis cobrou dos reitores uma negociação que garantisse a correção imediatamente, após a Lei 173 sair de cena provavelmente em janeiro 2022.

O reitor não tem negociado, mesmo que o comprometimento com a folha de pagamento tenha caído para cerca de 70% do orçamento, um dos mais baixos da história.

Fortaleça a nossa luta contra o arrocho salarial, se inscreva na nossa caravana pra USP.

porFernanda de Freitas

Cruesp diz NÃO ao reajuste na data-base

Foi a primeira vez que uma reunião do Cruesp com o Fórum das Seis foi transmitida on-line e mais de 1000 trabalhadores da USP, Unicamp e Unesp puderam acompanhar a reunião.

Print da Sala Virtual da Reunião de Negociação entre Cruesp e Fórum das Seis (Créditos: Adusp).

Mas qual foi a resposta dos reitores à pauta do reajuste, ao plano de reposição das perdas e a elevação do piso na carreira?

Não!

Utilizaram uma boa parte da reunião para justificar, através dos procuradores das três universidades, que o entendimento das Procuradorias Geral era de que a Lei Complementar 173 impede reajustar salários ou quaisquer benefícios, também nas Universidades Públicas Paulistas. A lei vigora até 30 de dezembro de 2021.

O Fórum já tinha colocado argumentos contrários, reforçando que as universidades têm autonomia e, além disso, apresentou uma série de pareceres e manifestações de Tribunais de Contas dos Estados que têm outro entendimento.

Mas diante dessa reposta, então, qual seria o próximo passo do Cruesp para discutir as perdas salarias que vem corroendo, desde maio/2012, nossos salários já acumulam 29,81%, numa situação em que os preços estão pela hora da morte?

NENHUMA, discussão sobre plano de reposição, nem para pagar em 2022, quando a Lei 173 perde seu efeito.

Sem argumentos os reitores da USP e Unesp entraram numa linha de provocar as entidades, desrespeitando a pauta da reunião e o Fórum das Seis.

O reitor da Unicamp, Tom Zé, se limitou a dizer que vai promover processos de progressão e promoção na carreira de técnicos e docentes nesse ano, mas que o gasto com as promoções vai acontecer só em 2022.

Reitores não querem se comprometer com nada

A reunião terminou sem sequer o Cruesp discutir o plano de retorno das atividades nas universidades com segurança sanitária.

Diante desse cenário nos resta construir os processos de mobilização e derrotar essa postura arrogante dos reitores, que se aproveitam de um momento de fragilidade em função da pandemia para impor mais arrocho, numa situação em que as três universidades estão fazendo caixa com dinheiro dos nossos salários. Essa postura enfraquece a autonomia das universidades e vai exigir resposta da comunidade.

porFernanda de Freitas

MOBILIZAÇÃO 15/07 | Passo a passo para acompanhar a negociação da data-base 2021

Vamos nos mobilizar e paralisar as nossas atividades contra o arrocho salarial e em defesa da vida!

Dia 15 de Julho teremos a reunião de negociação entre o Fórum das Seis e o Cruesp. Será a primeira vez que poderemos acompanhar a reunião ao vivo e conhecer o posicionamento dos reitores em relação à nossa campanha salarial.

AGENDA DE MOBILIZAÇÃO – TRANSMISSÃO AO VIVO (15/07)

10h – Acompanhe a transmissão ao vivo da negociação entre Fórum das Seis e Cruesp no link abaixo:

Logo após a reunião, haverá uma conversa com os dirigentes das entidades sindicais, que também poderá ser acompanhada pelas comunidades universitárias das três universidades.

A sala virtual do Zoom tem limite de capacidade, caso não consiga entrar, assista pelo YouTube da AduspSSind.

Como instalar o Zoom Meetings

Para assistir a reunião pelo Zoom Meetings é preciso baixar o aplicativo no celular, tablet, notebook ou computadores… Clique aqui para baixar o aplicativo Zoom.

Após baixar e instalar o aplicativo faça o seu registro, é simples, rápido e grátis. Você pode usar sua conta do Google ou do Facebook, por exemplo.

COMO SE MOBILIZAR?

Home Office: pare suas atividade e entre na sala virtual do Fórum das Seis para acompanhar a transmissão da negociação ou assista pelo YouTube da AduspSSind.

Trabalho Presencial: se mobilize usando a faixa preta do STU no braço em sinal de luta pela data-base e luto pelas vítimas da Covid-19.

Aproveite e faça uma foto sua em frente ao computador (home office) ou na unidade com a faixa preta no braço para mostrar que está mobilizado.

Envie a foto para o WhatsApp/STU (19) 99744-4890 com o seu nome e unidade para publicarmos.

Se você publicar a foto, marque o Facebook do STU [@stu.unicamp].

A participação de todos é essencial para mostrar a força da nossa categoria!

porFernanda de Freitas

Parecer Jurídico sobre LC 173/2020

Nesta segunda-feira (5), o Fórum das Seis encaminhou ao Cruesp um parecer jurídico elaborado pela LBS Advogados a pedido das Assessorias Jurídicas de Sindicatos das Universidades Públicas Paulistas, mostrando que as restrições a reajustes salariais impostos pela LC (Lei Complementar) 173/2020, bem como progressões e promoções, não devem ser aplicados às universidades.

porFernanda de Freitas

Cruesp usa LC 173 para justificar arrocho, mas avança com formação de GT para definir plano de recuperação de perdas e valorização nos níveis iniciais

Nova negociação acontece em 15/7. Fórum das Seis prepara indicativos de mobilização

A primeira negociação entre Fórum das Seis e Cruesp na data-base 2021, ocorrida na manhã de 10/6/2021, por plataforma virtual, teve dois pontos relevantes: 1) o uso de extensa e questionável argumentação legal e jurídica, por parte das reitorias, para justificar a manutenção do arrocho salarial, 2) a constituição de um grupo de trabalho para elaborar um plano de recuperação de perdas e valorização dos níveis iniciais da carreira.

Para entender melhor cada um deles, confira o relato da reunião a seguir.

Presidente do Cruesp – Vahan Agopyan

Números que falam por si

Ao falar na abertura da negociação, o coordenador do Fórum das Seis, Paulo César Centoducatte, criticou a demora no agendamento da primeira reunião, 40 dias após a data-base (1º de maio) e quase dois meses após o protocolo da Pauta Unificada (6/4). Ele lembrou que a pauta tem como focos centrais o combate ao arrocho, a valorização dos níveis iniciais das carreiras e a construção de um Plano Sanitário e Educacional em cada universidade, com a participação da comunidade universitária.

Em relação à forte corrosão do poder aquisitivo dos servidores docentes e técnico-administrativos nos últimos anos, frisou a contradição existente entre os bons resultados na arrecadação do ICMS (o acumulado jan/jun de 2021 é 24,88% superior a igual período do ano passado, e 7,43% superior à arrecadação prevista, mês a mês, pela Secretaria da Fazenda para 2021), o que tem garantido às universidades situação financeira confortável e bons níveis de reserva, e a crescente queda no comprometimento com folha de pagamento, que já se aproxima dos 70% na média das três universidades, menor nível da década.

Ele lembrou que, em 2020, diante das incertezas que cercavam a economia nos primeiros meses da pandemia, o Fórum das Seis havia suspendido a data-base. “Neste ano, é evidente que as reivindicações que demandam recursos financeiros são possíveis de serem efetivadas.”

Ao final de sua fala, o coordenador do Fórum solicitou ao reitor da USP e atual presidente do Cruesp, Vahan Agopyan, que se manifestasse sobre as reivindicações.

Leis e argumentações extensas

A pedido do presidente do Cruesp e falando em nome das procuradorias jurídicas das três universidades, o professor e procurador Ignácio Maria Poveda Velasco (USP) expôs interpretação de que a LC 173/2020 – lei proposta pelo governo federal, que exigiu sua aprovação pelo Congresso Nacional como condição para regulamentar a ajuda ao distrito federal, estados e municípios, por conta da pandemia, e que trouxe restrições à concessão de reajustes e benefícios até dezembro de 2021 – impediria qualquer concessão neste momento. Ele citou o julgamento do STF, que decidiu pela constitucionalidade das regras previstas na LC 173, e também um posicionamento do Tribunal de Contas (TC-SP) frente ao questionamento apresentado por vários municípios em novembro de 2020, quando foi reafirmada a impossibilidade de concessão de reajustes até dezembro de 2021. Por fim, falou da existência de uma ação no TJ-SP, movido pelo Ministério Público (MP-SP) contra as universidades, questionando a autonomia destas instituições para conceder o reajuste salarial de maio/2019, pois esta seria uma atribuição da Assembleia Legislativa de São Paulo.

 Após a fala do procurador, os três reitores disseram que, embora reconheçam a existência das perdas salariais apontadas pelo Fórum das Seis, bem como os demais prejuízos decorrentes da aplicação da LC 173, como é o caso da ausência de contratações, congelamento das carreiras e outros, viam-se tolhidos pelo temor de problemas futuros com a legalidade. Mas procuraram destacar que “isso não impede de abrir espaço para a recomposição destas perdas nos horizontes dos nossos mandatos”, como pontuou o recém-empossado reitor da Unicamp, Antonio José de Almeida Meirelles (Tom Zé). “Reafirmo minha preocupação com a valorização salarial e com as carreiras, mas não assumo compromissos com coisas que coloquem em risco a estabilidade financeira e jurídica das universidades”, completou o reitor da Unesp, Pasqual Barretti, no cargo desde o início deste ano.

Leis, interpretações e decisões políticas

Os representantes de todas as entidades do Fórum das Seis falaram na sequência do representante jurídico da USP e dos reitores. Enfatizaram que há muitos pareceres distintos e até decisões judiciais na contramão do que havia sido dito por eles.

Citaram alguns exemplos, como um parecer do próprio Ministério da Economia, que deixa claro que concessões asseveradas por legislações anteriores à publicação da LC 173 não poderiam ser prejudicadas, assim como as promoções e as progressões nas carreiras. Neste último caso, o próprio parecer citado por Poveda, relativo à consulta feita pelos municípios, ao mesmo tempo em que restringe reajustes salariais, diz que nada impede as promoções e progressões, mas este ponto não foi abordado pelos representantes jurídicos das universidades.

Frisaram, ainda, sentenças do próprio TJ-SP após ação movida pela Adusp, que afirmam que os ditames da LC 173 não se aplicam às universidades estaduais paulistas, pelo fato de que elas não são “entes federados” (distrito federal, estados e municípios) e sim autarquias de regime especial e com autonomia.

Neste sentido, o Fórum das Seis também lembrou às reitorias que a LC 173 trata de alterações à Lei de Responsabilidade Fiscal, que é aplicada a entes federados e não a autarquias (caso das universidades estaduais paulistas).

Frente à afirmação do reitor da Unesp, de que prevê pagar em 2022 os 3% de reajuste não honrados na data-base de 2016 – “mas sem compromisso com os atrasados” –, os membros do Fórum ressaltaram que não há nada na LC 173 que impeça a sua imediata aplicação, uma vez que é evidente tratar-se de concessão muito anterior à lei federal citada.

  Em relação à ação movida pelo MP-SP contra a autonomia das universidades em conceder reajustes salariais, a representação do Fórum questionou: “Se a ação levar anos para ser julgada, vamos ficar com os salários congelados?”

  Em todas as falas dos representantes das entidades, foram lembrados os nefastos efeitos do arrocho salarial, agravado pelo aumento da contribuição decorrente da reforma previdenciária; a situação de dificuldade por que passam muitos servidores das universidades, especialmente os aposentados; professores arcando com recursos próprios os custos das atividades remotas emergenciais e de suas pesquisas; o crescente número de pedidos de demissão de docentes e servidores técnico-administrativos, entre outros. Eles realçaram o fato de que as entidades não estão reivindicando reajuste ou aumento real, mas unicamente a recomposição do poder de compra, como garantido pela própria Constituição Federal. Pediram, por fim, que as reitorias adotem ações políticas efetivas em defesa da autonomia e da garantia dos direitos de seus servidores, e que as procuradorias das universidades atuem no sentido de sustentar essa postura e não ao contrário.

A preocupante evasão de estudantes, notadamente entre as parcelas mais vulneráveis socioeconomicamente, também foi enfatizada pelos representantes do Fórum, que conclamaram as reitorias a atentarem mais para a situação deste segmento: “Temos muitos estudantes em situação de insegurança alimentar, casos de suicídio de alunos em vulnerabilidade. Isso é urgente. É preciso acolher e dar apoio a estes estudantes, em sua maioria negros e pobres”, disseram.

Lembrando que a expectativa das entidades é que o espaço de discussões entre Fórum das Seis e Cruesp possa ser mais democrático e comprometido com as reivindicações do que vem ocorrendo nos últimos anos, os representantes do Fórum reforçaram a compreensão de que a discussão é política: trata-se de estancar a rápida deterioração a que está submetido o ensino superior público paulista há muito tempo, o que exige decisões políticas.

Os encaminhamentos da primeira negociação

Frente à cobrança da necessidade de transformar em ações concretas o reconhecimento do arrocho e da “justeza” das reivindicações apresentadas, os reitores comprometeram-se a:

– Promover uma reunião entre os representantes das Procuradorias da USP, da Unesp e da Unicamp com os jurídicos dos sindicatos, para esclarecimentos técnicos das interpretações da LC 173/2020.

– Criar um grupo de trabalho entre as partes para, imediatamente, estudar e propor um plano de recuperação das perdas salariais e de valorização dos níveis iniciais das carreiras. O grupo deverá apresentar suas sugestões até a próxima reunião do Cruesp com o Fórum das Seis.

– Realizar nova negociação no dia 15 de julho, para avaliar as propostas do grupo de trabalho e demais itens da Pauta Unificada 2021, inclusive os relativos à construção de um Plano Sanitário e Educacional no âmbito das universidades.

– Transmitir ao vivo as próximas negociações entre as partes, conforme solicitado pelo Fórum das Seis.

Fórum das Seis reúne-se em 14/6 para aprovar indicativos de mobilização

As entidades sindicais e estudantis do Fórum das Seis voltam a se reunir na segunda-feira, 14/6, para debater e aprovar indicativos de mobilização às categorias. Fique atento à divulgação!

Assembleia Geral Virtual do STU

🗓16/06/21 quarta-feira) – 10h

PAUTA:

  • Campanha Salarial 2021
  • Reunião com reitor Tom Zé
  • Eleição de Delegados(as) à Plenária Nacional da FASUBRA
  • Informes

🖥Link será disponibilizado em breve.