Arquivo de tag Fórum das Seis

porStéphane Powaczuk

CRUESP marca reunião com Fórum das Seis

Em resposta ao Ofício Fórum das Seis n.15/2022, o CRUESP encaminhou uma proposta de agendamento de audiência para o dia 18.10.2022 às 16h00, na sala do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Campinas.
Confira abaixo o ofício:

porFernanda de Freitas

Assembleia aprova ato com paralisação e indica ampliação da mobilização

Intensificar a mobilização para pressionar o reitor Tom Zé: essa foi a decisão da Assembleia Geral realizada quarta-feira passada (10).

O ponto central da pauta foi a Campanha Salarial, especialmente a recusa do reitor Tom Zé, presidente do Cruesp, em agendar a negociação com o Fórum das Seis.

Desde o protocolo da nossa Pauta de Reivindicações Unificada, em 13/04, ou seja, há mais de quatro meses Tom Zé foge da categoria!

A conclusão é que não dá mais para aguentar essa situação, por isso, as/os trabalhadoras/es aprovaram a paralisação das atividades para participar do ato unificado indicado pelo Fórum das Seis para 30/08, aqui na Unicamp.

Deliberações

A assembleia decidiu que a diretoria do STU precisa ampliar as reuniões de unidade para que mais trabalhadores/as se juntem à luta da data-base. Além de realizar nova assembleia organizativa mais próxima da data do ato unificado, previsto para 30/08.

A categoria indicou que o STU deve se somar aos movimentos nacionais em defesa do Estado Democrático de Direito e contra qualquer ataque aos Serviços Públicos.

Para finalizar, foi deliberado que as decisões que envolvam a utilização do Fundo de Greve passem por apreciação e deliberação de assembleia.

Reposição da Inflação

No começo deste mês, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou um levantamento que mostra que o percentual de famílias brasileiras com dívidas atingiu 77,3% em junho passado.

O cartão de crédito, carnês e os financiamentos do carro e da casa são as principais dívidas das famílias brasileiras.

De acordo com o Fórum das Seis, para voltarmos ao poder aquisitivo de maio/2012, precisaríamos de um reajuste de 21,93%, em julho/2022. Isso significa que o reajuste de março passado não foi suficiente para retomarmos nosso poder de compra.

É muito comum encontrar funcionário/a inadimplente que precisa abrir mão de parte do consumo básico para pagar dívidas. Tudo por conta dos salários baixos e da alta dos preços!

Se a sua unidade ainda não se reuniu, ligue no STU e agende o mais breve possível a data. Precisamos construir uma forte mobilização para pressionar o Cruesp a negociar.

porFernanda de Freitas

Comer ou pagar conta: nosso salário não dá para mais nada!

Uma pesquisa da ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador) divulgada pela imprensa aponta que o trabalhador campineiro gasta em média R$ 41,35 para almoçar fora de casa. Esse preço é maior que a média nacional, avaliada em R$ 40,64.

Em poucas palavras: não está dando nem para se alimentar fora de casa!

Um estudo realizado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que cerca de 37% dos reajustes salariais das categorias com data-base em junho, inseridos no Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho e Previdência, até 11/07, conquistaram ganhos reais.

O percentual de data-base que fechou com valor igual à inflação também ficou próximo a 37%. Já os reajustes abaixo da inflação representaram 26% dos casos.

Esse resultado mostra que a classe trabalhadora, finalmente, conquistou o maior percentual de reajustes acima da inflação por data-base, desde setembro de 2020.

Mas o que isso tem a ver com você, que trabalha na Unicamp?

Tudo!

A melhora dos resultados das negociações salariais nesta data-base, no Brasil todo, aponta que, apesar do período de pandemia da Covid-19, o momento tem favorecido reajustes salariais acima da inflação.

Repor a inflação do período não significa que os patrões ficaram bonzinhos. Ao contrário, isso prova que a maioria dos empregadores reduziu custos, demitiu funcionários e, consequentemente, aumentou os seus caixas com essa economia que fizeram.

Na Unicamp essa situação não é diferente!

Universidades escondem o ouro

Desde 2020 a arrecadação de ICMS segue em alta, sendo que, de janeiro a junho/2022 o aumento ficou cerca de 7,7% maior do que deveria estar, no mesmo período, apontando para um resultado superior ao previsto pelos reitores em 2022.

O comprometimento médio da USP, Unicamp e Unesp com a folha de pagamento manteve-se quase inalterado após o reajuste de março/2022.

As universidades estão fazendo caixa à custa do nosso trabalho árduo, descaradamente!

De acordo com o Fórum das Seis, a inflação que deixou de ser paga, desde maio/2012, corresponde a 16,5 salários não recebidos por cada servidor técnico-administrativo e cada docente, ou seja, 1 ano e 8 meses trabalhados de graça.

Para piorar tem a situação dos aposentados que além de não ter vale alimentação, são os principais atingidos com a inflação somada às dificuldades de manter as boas condições de saúde.

Não são suposições das entidades sindicais, são números!

Resumindo: a inflação não dá trégua; a alta dos preços da refeição, água, energia elétrica, gás etc., é muito maior em Campinas; a arrecadação das Universidades também está crescendo e a única coisa que diminui são os nossos salários.

Para retomarmos nosso poder aquisitivo precisaríamos de um reajuste de 22,23%, em junho/2022.

Mas, ao invés de discutir a valorização dos funcionários, que faz com que a Unicamp se destaque no cenário mundial, o reitor Tom Zé, presidente do Cruesp, segue fugindo da negociação, desde 13/04, data em que protocolamos a Pauta de Reivindicações, da data-base de 2022.

Dia 10/08, às 12h, na Praça da Paz, tem Assembleia Geral para discutirmos os rumos da nossa data-base e o indicativo de atraso do semestre letivo, se a negociação não acontecer.

Refeição em Campinas/SP (Fonte: ABBT)

  • Preço Médio: R$ 41,35
  • Prato Feito: R$ 25,54
  • Prato Executivo: R$ 55,85
  • Autosserviço/quilo R$ 34,42
  • Refeição à la carte: R$ 90,97

Obs.: O cálculo leva em conta o prato em si, uma bebida (refrigerante, água ou suco), uma sobremesa e um café.

porStéphane Powaczuk

ICMS CRESCE 19,45% EM MAIO

A arrecadação do ICMS teve um crescimento de 19,45% em maio desse ano comparada com maio de 2021.

De janeiro a maio de 2022 a arrecadação foi de R$61,512 bilhões, o que corresponde a um valor 17,05% maior que o acumulado no mesmo período de 2021 – (R$52,55 bi).

A média de comprometimento acumulada com a folha de pagamento nas 3 universidades em maio ficou em torno de 68,50% – UNESP 66,1%, USP 67,66% e UNICAMP 72,22% – bem baixo, mesmo após a aplicação do reajuste de 20,67% em março.

A nossa pauta de reivindicações foi protocolada há mais de 2 meses e até agora não tivemos agendamento de reunião de negociação.

O reajuste é necessário para recompor as nossas perdas salariais desde maio de 2012.

Queremos 21% já!

porFernanda de Freitas

Seminário discute política de Ciência e Tecnologia e mercantilização da educação

Desde a sua sanção, o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Informação (MLCTI), Lei 13.243/2016, tem suscitado discussões na comunidade científica do país. Para muitos, a nova legislação colocou em risco o caráter público da ciência brasileira, pavimentando o caminho da mercantilização das universidades e dos institutos públicos de pesquisa.

O Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN) protagonizou debates e publicações sobre o tema, tendo como base a percepção de que o MLCTI subverte o papel da ciência pública ao deslocar a centralidade da produção e da disseminação do conhecimento científico para o desenvolvimento de produtos, processos e métodos inovativos.

Além disso, o Andes alerta para a transferência do fundo público para a iniciativa privada, por flexibilizar o regime de dedicação exclusiva e por privatizar o registro de patentes da ciência produzida dentro das instituições públicas nacionais.

Considerando a importância de aprofundar esse debate, o Fórum das Seis e a Regional SP do Andes convidam para o seminário “Política de Ciência e Tecnologia e mercantilização das universidades e dos institutos públicos de pesquisa”, será presencial e com transmissão ao vivo pelo Youtube do Andes-SN– e Adusp.

O objetivo do evento é enriquecer a discussão dessa temática e confluir para conclusões e encaminhamentos.

PROGRAMAÇÃO

Seminário: Política de Ciência e Tecnologia e mercantilização das universidades e dos institutos públicos de pesquisa

  • 14 às 15h30
    Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (MLCTI) e Fundos Patrimoniais (endowements)
    Érico de Paula (UFSCar) e Viviane Queiroz (UERJ e UFF)
  • 15h30 às 16h
    Intervalo
  • 16 às 17h30
    Possíveis decorrências da implantação do MLCTI e dos fundos patrimoniais no país
    Marcos de Oliveira (USP) e Otaviano Helene (USP)
  • 17h30 às 18h
    Conclusões e encaminhamentos
  • 18 às 18h30
    Lançamento das cartilhas sobre Previdência e sobre financiamento das universidades estaduais

porStéphane Powaczuk

CRUESP, cadê a reunião de negociação?

Estamos há quase dois meses esperando que o CRUESP responda aos ofícios encaminhados pelo Fórum das Seis. Fizemos um ato unificado com a USP, e a UNESP, no dia 31 de maio em frente a reitoria da Unicamp, mas as portas foram lacradas para que os trabalhadores não fossem ouvidos, e o Tom Zé, que é o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas teve a coragem de dizer “agenda com a secretária”.

O trabalhador não pode esperar, nossos salários estão defasados, sem reposição da inflação. O comprometimento com a folha de pagamento da Unicamp é o mais baixo dos últimos anos, sabemos que existe verba. Após dois anos de contingenciamento das despesas com a LC 173, os caixas das Universidades engordaram e seguem cheios, enquanto o bolso do trabalhador permanece vazio.

A reitoria não está priorizando nossa pauta, por isso precisamos da sua ajuda para lutarmos juntos pela reposição da inflação!

Essa semana o Fórum das Seis vai se reunir para definir os rumos da nossa campanha salarial data-base 2022. E também já nos convocou para participar do Ato Nacional em defesa da educação e da ciência que vai acontecer dia 09 de junho. Vamos nos mobilizar para denunciar os cortes do governo Bolsonaro à ciência e à educação, que recentemente teve um bloqueio de R$3,3 bilhões da educação, atingindo as universidades e rede de institutos federais. Em breve informaremos sobre o local e horário do ato em Campinas, continue acompanhando as redes sociais do STU.

porStéphane Powaczuk

Fórum das Seis lança nota de repúdio contra golpismo

O Fórum das Seis lançou hoje, 2/06, uma nota de repúdio para que fiquemos atentos contra o golpismo.

Confira a seguir a nota na íntegra:

porFernanda de Freitas

Terça-feira (31) é dia de luta: todos ao ato unificado para cobrar 20,99% de reajuste!

Os reitores ignoram, mas a Pauta Unificada foi protocolada em 13/04, e até hoje estamos aguardando um retorno. Basta de espera!

Terça-feira que vem (31), a partir das 11h, a luta será em frente à reitoria da Unicamp, porque o reitor Tom Zé é o presidente do Cruesp.

O Fórum das Seis avaliou que a presença de estudantes e funcionários da USP e da Unesp, além da comunidade da Unicamp, será importante para pressionar o Tom Zé a agendar a reunião de negociação sobre o índice salarial e iniciar o debate sobre os itens não econômicos da Pauta Unificada.

Está provado que o governo Bolsonaro não tem resposta para a crise econômica que assola o país. Para todo lado que olhamos vemos o aumento: combustível, cesta básica, água, luz, telefone etc.

Como se não bastasse a inflação acelerada, as condições de trabalho na Unicamp só pioram, principalmente na Área de Saúde.

Apesar da crise, durante a pandemia as universidades cortaram custos com o trabalho remoto, engordando ainda mais as reservas financeiras que atingiram R$ 7 bilhões em abri/2022.

O reajuste de março não foi suficiente para repor as nossas perdas financeiras, que já vêem desde maio/2012. Precisamos de 20,99% para retomar o nosso poder de compra.

Como não há abertura para o diálogo, muito menos negociação, a categoria seguirá unida e mobilizada.

Fique de olho nos comunicados do STU, converse com seus colegas de trabalho e se organize para construirmos um ato forte.

Basta de enrolação, 20,99% já!

porFernanda de Freitas

Pauta Unificada de Reivindicações 2022

Após uma rodada de assembleias de base, nas três universidades, as entidades que compõem o Fórum das Seis reuniram-se em 13/4 e fecharam a Pauta Unificada de Reivindicações da data-base 2022.

Na mesma data o documento foi encaminhado ao Cruesp (Conselho de Reitores) acompanhado de um ofício solicitando reunião para discussão das reivindicações deste ano.

O ofício cobra também uma data para a primeira reunião do GT (Grupo de Trabalho), cuja reativação foi acordada entre as partes na negociação realizada em 17/3. O Cruesp comprometeu-se a agendá-la em breve.

O objetivo do GT é listar os estudos e levantamentos que precisam ser feitos pelas universidades para subsidiar a construção de propostas para um plano de reposição das perdas históricas e para um plano de valorização dos níveis iniciais das carreiras.

Reposição Salarial

De acordo com a nossa pauta de reivindicações, para fecharmos o ciclo de maio/2012 a abril/2022, sem considerar ainda as inflações de abril/2022, falta um reajuste de 19,74%.

Reforçamos que na negociação com o Fórum das Seis, em 7/3/2022, o Cruesp concedeu um reajuste de 20,67%, correspondente a uma parte da inflação medida entre maio/2012 a fevereiro/2022. Essa reposição corresponde à Campanha Salarial 2021.

Confira abaixo íntegra da Pauta Unificada de Reivindicações 2022.