Categoria UNICAMP

porFernanda de Freitas

Abaixo-assinado: Área da Saúde cobra reajuste do auxílio alimentação

Os funcionários da Área da Saúde estão organizando um abaixo-assinado cobrando discussão do reajuste do auxílio alimentação em razão do acordo firmando pela gestão do reitor José Tadeu Jorge com os trabalhadores desta Universidade, de que haverá discussão sobre o benefício ao final da data-base, iniciativa que não ocorre desde 2014.

Confira o abaixo-assinado completo, faça download, compartilhe com seus colegas e ajude a coletar assinaturas.

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porFernanda de Freitas

Trabalhadores apostam no fortalecimento da greve para garantir o pagamento dos descontos

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A maioria da assembleia aprovou a continuidade da greve

Os trabalhadores da Unicamp reunidos em Assembleia Geral, na tarde desta quinta-feira (4), aprovaram a continuidade da greve, que começou no dia 23 de maio.

Os servidores decidiram intensificar a mobilização para garantir a revogação dos descontos salariais realizados este mês pela reitoria da Unicamp, além de realizar um Ato Conjunto com os estudantes na próxima segunda-feira (8), pela manhã, em frente à reitoria, com objetivo de lutar contra as punições e sindicâncias abertas contra as duas categorias.

A categoria aposta no fortalecimento do movimento grevista e na ampliação da campanha #ForaTadeu para pressionar o reitor José Tadeu Jorge que reconhece que 3% de reajuste salarial são muito pouco, mas não apresentou nenhuma proposta viável até o momento. Os trabalhadores cobram 12,34% de reposição salarial.

A assembleia também autorizou que o STU pague os descontos salariais promovidos pela Unicamp em decorrência dos dias parados dos funcionários em greve. O pagamento será feito nos próximos dias com os recursos do Fundo de Greve e, caso necessário, serão utilizadas as reservas para a construção da nova sede da entidade, aprovadas no plano de lutas do XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp.

Para utilização dessas reservas aprovadas em congresso o STU convocará Assembleia Orçamentária para aprovação dos novos custos.

Em artigo publicado no site “Juízes para Democracia” o jurista e professor livre docente de direito do trabalho brasileiro na USP, Jorge Luiz Souto Maior, afirma que “o direito do recebimento de salário é um efeito obrigacional inegável na medida em que, por lei, o não recebimento de salário somente decorre de falta injustificada ao serviço, ao que, por óbvio, não se equipara a ausência de trabalho em virtude do exercício do direito de greve. É evidente que o exercício de um direito fundamental, o da greve, não pode significar o sacrifício de outro direito fundamental, o do recebimento de salário”.

Desta forma, o STU defende que o exercício do direito de greve está mais que justificado, pois, afinal, a greve é um direito do trabalhador e o pagamento do salário um dever do gestor. O entendimento da entidade é que a reitoria está punindo o trabalhador por exercer um direito que é dele.

A diretoria do STU apresentou à assembleia uma metodologia para devolução dos descontos pela entidade. O procedimento, que foi aprovado pela categoria, se dará da seguinte forma:

  1. Apresentar, pessoalmente na sede do STU, cópia do holerite com o desconto dos dias parados;
  2. Assinar Termo de Compromisso junto ao STU para devolução total dos valores assim que a reitoria pagar os descontos salariais (revogar efetivamente o corte de pontos);
  3. Sindicalizar-se no momento do credenciamento, caso ainda não seja sindicalizado;
  4. Se tiver débito com o sindicato, de greve(s) anterior(es), o funcionário deverá negociar com a entidade.

A próxima Assembleia Geral está marcada para quinta-feira (11). E na segunda-feira (8) acontece mais uma reunião do Comando de Greve com objetivo de organizar o calendário de lutas e discutir a judicialização da greve e os efeitos de uma possível ação de dissídio.

porFernanda de Freitas

Intransigência: reitor se recusa a retirar descontos

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Reunião com a reitoria e os membros do Comando de Greve e da base

Hoje (3) à tarde aconteceu mais uma rodada de negociação entre a reitoria, a diretoria do STU e os representantes do Comando de Greve.

A categoria cobrou do reitor José Tadeu Jorge a retirada imediata dos cortes de pontos. No entanto, o gestor alegou que está seguindo a orientação jurídica da PG (Procuradoria Geral) que encaminhou a medida como forma de cumprir a Lei de Greve e dar retorno ao questionamento do MP (Ministério Público). Ele também afirmou que  cada unidade tem autonomia para descontar ou não os salários e “assim que o movimento acabar iremos proceder com a recomposição dos salários, o mais rápido possível, para garantir o cumprimento de um acordo de fim de greve”.

Por várias vezes o reitor tentou barganhar condicionando a retirada dos descontos ao fim da greve. Informou ainda que é possível imprimir uma folha suplementar com as alterações necessárias e que a devolução dos salários poderá ser feita em até cinco dias úteis. A categoria alegou que não é possível condicionar a retirada dos descontos ao fim da greve porque tal prática fere o direito de greve. E sobre o MP a indicação é que a reitoria informe ao órgão que estamos em processo de negociação da pauta de reivindicações.

Os trabalhadores cobraram um debate efetivo sobre a verba extraorçamentária, com abertura detalhada das contas da Universidade e o número do processo aberto no MP, para termos ciência dos argumentos utilizados para a ação. E o STU se comprometeu a encaminhar sugestão de agenda para discutir os itens prioritários da Pauta de Reivindicações Específicas.

Itens econômicos da pauta

Questionado sobre as perdas salariais o gestor disse que, assim que houver recuperação orçamentária, o Cruesp se compromete a realizar novas reuniões com o Fórum das Seis para discutir o tema que tem prioridade para o órgão. Tadeu reconheceu, mais uma vez, que 3% de reajuste são insuficientes, quando as perdas salariais representam quase 10%.

Em relação ao debate sobre os itens econômicos, o reitor voltou atrás em sua afirmação ao dizer que não se recusa a negociá-los. Disse que está disponível para discutir todos eles, mas alega que o problema é que não há a menor possibilidade de efetivação dos itens que causem impacto financeiro porque, neste momento de crise, não há espaço no orçamento para a realização de gastos na Universidade. “Não estamos proibidos de discutir os assuntos econômicos, podemos até discutir, mas não temos como ampliar os custos orçamentários”, explicou o reitor.

Tadeu justifica sua falta de diálogo, principalmente sobre os itens econômicos, como medida prática para agilizar a discussão do restante da pauta dos trabalhadores. De acordo com ele, discutir temas que não serão implementados pode atrasar a negociação de outras reivindicações.

O fato é que, se a Unicamp está passando por uma grave crise, só um segmento está arcando com os custos dos problemas da instituição. “Nós, trabalhadores, não podemos pagar a conta da Universidade sozinhos”, afirmou um trabalhador durante a reunião.

Para discutir essas e outras questões pertinentes à greve, o STU convoca toda a categoria para comparecer à Assembleia Geral, amanhã (4), às 10h, no CB (Ciclo Básico).

porFernanda de Freitas

Plenária dos Trabalhadores discutirá a greve

Devido à falta de vontade política do reitor Tadeu em negociar a nossa pauta e pela decisão autoritária de cortar os pontos dos funcionários técnico-administrativos que estão na greve, o Comando de Greve decidiu realizar uma Plenária dos Trabalhadores. Será amanhã (29), às 10h, no PB.

O objetivo é debater os rumos da greve, iniciada no dia 23 de maio, traçar estratégias que fortaleçam o nosso movimento e propor encaminhamentos que serão discutidos na assembleia, agendada para a próxima quinta-feira (4).

porFernanda de Freitas

Sem proposta concreta da reitoria, greve continua

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Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp aprova a continuidade da greve

Assembleia Geral reafirmou a continuidade da greve dos trabalhadores da Unicamp, que já completou dois meses.

Apesar de reconhecer que “o índice proposto não repõe as perdas salariais”, o reitor Tadeu, até agora, não apontou soluções para a crise na Universidade e continua jogando toda a conta sobre as costas dos trabalhadores.

]O tom da assembleia foi de indignação com a postura do reitor que não abre mão dos supersalários e da dupla matrícula pagos à alta cúpula da Universidade.

AS intervenções feitas pelos funcionários denunciam a falta de vontade política do reitor Tadeu em implementar as cotas raciais ou assumir compromisso de não punição ao movimento grevista.

Diante da situação, os trabalhadores concordaram que o momento exige a intensificação das mobilizações na Área da Saúde, como forma de pressionar para que haja negociação efetiva. E apontaram como “lema” da greve o “Fora Tadeu”, já que o gestor foi eleito pelos funcionários técnico-administrativos, mas não tem dado conta de garantir os compromissos firmados com a categoria, entre eles: isonomia, carreira, 30h na Saúde, cotas raciais e outras demandas.

A assembleia também aprovou a intensificação do movimento grevista na Área de Saúde como forma de pressionar para que haja negociação efetiva.

Amanhã (27), às 13h, no PB-13, ocorre nova reunião do Comando de Greve para discutir o calendário de luta do movimento e a próxima assembleia está prevista para 04/08 (quinta-feira).

poradmin

Tadeu engessa “negociação”

Reitoria responde reivindicações da categoria com respostas burocráticas e não  aceita negociação dos ìtens da pauta econômica. Todos à assembleia de hoje às 10h, no CB!

Após muita insistência da categoria e intensificação da greve na Área de Saúde o reitor José Tadeu Jorge decidiu receber representantes do comando de greve e do sindicato. O primeiro problema avaliado pelo comando é que a reunião foi marcada ontem para ontem mesmo, sem possibilidade de divulgação mais ampla à categoria. E o acompanhamento pelos trabalhadores também ficou prejudicado pois só no começo da reunião foi comunicado que não haveria transmissão online, sob a “justificativa de problemas técnicos”. Essa foi mais uma quebra de compromisso com o STU.
A reitoria apresentou um documento “respondendo” às demandas da categoria de forma burocrática e sem nenhuma abertura para negociação efetiva dos itens da pauta.
Em relação às questões econômicas a intransigência foi total, mantendo o poscionamento de que seriam pontos impossíveis de serem sequer debatidos no momento “em razão do impacto orçamentário”. Mesmo reconhecendo que os 3% de reajuste são absolutamente insuficientes e enquanto segue atuando para que a Assembleia Legislativa aprove o aumento do teto salarial estadual para legalizar seus próprios vencimentos, o reitor não aponta soluções para a crise da Universidade e joga toda a conta sobre as costas dos trabalhadores.
A diretoria do STU manifestou descontentamento com a forma com que o reitor trata as questões da categoria, dificultando o avanço da negociação e mantendo o impasse frente ao movimento grevista.

STU pede nova reunião para discutir isonomia e carreira
Diante do resultado da reunião, ontem mesmo a direção do sindicato protocolou novo ofício junto à reitoria cobrando uma reunião específica para negociação da isonomia e da carreira, até o próximo dia 2 de agosto (terça-feira).
O momento é de intensificar a mobilização e garantir uma grande assembleia às 10 horas de hoje, no CB, para discutir os próximos passos da luta e o fortalecimento da greve.

Baixe a tabela com a Pauta de Revindicações e as “respostas” da reitoria, clicando aqui.

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poradmin

A greve continua! Tadeu, a culpa é sua!

Em assembleia realizada ontem (19), a categoria decidiu manter a continuidade da greve e exigir do reitor José Tadeu Jorge nova reunião de negociação ainda nesta semana. A próxima assembleia foi agendada para terça-feira (26) e até lá os trabalhadores querem um posicionamento concreto sobre os pontos da pauta específica considerados prioritários na assembleia.
A indignação da categoria com a negativa de discussão do percentual de reajuste que representa um quinto do aumento do plano de saúde e menos de um terço da inflação é enorme. Ainda mais pelo fato de o reitor seguir alegando problemas financeiros enquanto age para legalizar seus vencimentos que hoje são mais que o dobro do teto salarial no Estado, além de se negar a fazer qualquer gesto em relação às duplas matrículas que só no alto escalão, neste ano, representam um gasto a mais de R$ 1,6 milhão. A austeridade fiscal da Reitoria está toda nas costas dos trabalhadores, que não aceitam essa situação.
Os itens da pauta específica destacados pela assembleia para a primeira reunião são:
– Acordo Coletivo da área da saúde;
– Redução de jornada para 30 horas para toda a categoria;
– Eleições diretas e Paridade; e
– Cotas Raciais.

porFernanda de Freitas

A Cipa Unicamp mudou de endereço

Diante da necessidade de mais espaço para melhor atender a comunidade acadêmica, a Cipa Unicamp mudou de lugar.

O órgão saiu da DGRH e está num espaço no prédio da DGA, que dispõe de uma infraestrutura mais apropriada e que garante também mais condições de trabalho para os cipeiros atuarem dentro da Universidade.

porFernanda de Freitas

Movimento grevista realiza panfletagem no Caism e no COLE

TRANCASSO PANFLETAGEM HC CAISM (editado)

Greve unificada no Caism

Na manhã desta terça-feira (12) o movimento grevista realizou um trabalho de conscientização da população atendida no Caism em relação à paralisação dos profissionais da saúde e sobre o caos que se instaurou na educação e na saúde públicas de São Paulo.

Os trabalhadores e estudantes se concentraram em frente ao Caism para entregar panfletos mostrando o cenário caótico que se encontra a Unicamp, em especial o complexo hospitalar da Unicamp.

O panfleto entregue à população denominado “Carta da Área de Saúde à População” relata a motivação da greve dos trabalhadores da Unicamp e pede a compreensão e o apoio da sociedade campineira no que diz respeito às reivindicações de melhorias da saúde, da educação e das condições de trabalho, além da cobrança de um reajuste salarial que reponha a inflação acumulada.

Os trabalhadores explicaram que por falta de manutenção ou aquisição de equipamentos médicos, milhares de pessoas são atendidas de forma precária no complexo hospital da Unicamp e outras tantas esperam na fila por um atendimento médico, além disso, muitos funcionários atendem em locais sem a mínima condição de funcionamento. Por isso, nossa luta é contra os cortes de verbas e as iniciativas de privatização do SUS que, consequentemente, afetam a qualidade do serviço prestado.

Durante a mobilização o movimento grevista dialogou também com os funcionários que ainda não aderiram à paralisação, para ouvir suas demandas e solicitar apoio à luta que é de todos.

Manifestação no Congresso de Leitura do Brasil 

COLE (editado)

Intervenção do movimento grevista no COLE

Ainda pela manhã o movimento grevista fez um ato em frente ao Centro de Convenções enquanto ocorria o COLE (Congresso de Leitura do Brasil).

Numa demonstração de apoio e unidade na luta, os trabalhadores e estudantes grevistas foram recebidos com palmas pela recepção e a plateia do evento. A mesa coordenadora cedeu espaço para o movimento se posicionar e explicar aos congressistas as demandas reivindicadas pela categoria.

Após a intervenção, ao som de muita música com palavras de ordens da greve e carregando faixas com dizeres que cobram o fim dos cortes de verbas e do arrocho salarial, os manifestantes percorreram em passeata as ruas do campus em direção ao CB (Ciclo Básico).

As duas atividades foram realizadas de forma pacífica e contaram com a compreensão da população. Isso demonstra que nossa greve é justa e que, daqui pra frente, nosso movimento só tende a crescer.

porFernanda de Freitas

Greve vai pra rua dialogar com a população

Hoje a nossa greve foi pra rua discutir com a população a crise na universidade pública, o caos na saúde pública, o aumento do desemprego e o mito do ajuste fiscal.

Através de uma aula pública, organizada por estudantes e docentes da Economia e das Artes, nosso movimento aproveitou para dialogar com a população sobre o passado, o presente e o futuro do nosso país no que diz respeito ao trabalho, educação, saúde, economia e trabalho.

Na aula foi apresentado à população o motivo de estarmos em greve há mais de 45 dias. Além de explicar que quando se corta verbas públicas o gestor está contribuindo para o desemprego e a precarização do serviço público.

 

Mercantilização da saúde e da educação

Está claro que no Brasil a saúde e a educação se tornaram um negócio lucrativo por conta do desmonte do serviço público.

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Largo da Catedral recebeu aula pública da greve

Hoje a nossa greve foi pra rua discutir com a população a crise na universidade pública, o caos na saúde pública, o aumento do desemprego e o mito do ajuste fiscal.

Através de uma aula pública, organizada por estudantes e docentes da Economia e das Artes, nosso movimento aproveitou para dialogar com a população sobre o passado, o presente e o futuro doPara a médica Ellen Machado Rodrigues, a perda gradativa de recursos do SUS significa, por exemplo, a volta de epidemias já erradicadas, a redução de serviços e de procedimentos médicos essenciais, a redução no número da equipe médica e no atendimento da demanda, entre outros ataques. “É preciso defender o SUS porque temos visto que o lucro está acima da vida do cidadão, sem contar que o subfinanciamento da saúde interessa a alguns grupos econômicos no país”, apontou Ellen.

O fato da saúde ser um direito social previsto na Constituição Brasileira e reconhecido como “direito de todos e dever do Estado” é suficiente para empregarmos todas as nossas forças na defesa do SUS.

“A saúde e a educação estão passando de um direito social para ser um lucro para as operadoras de planos de saúde e os conglomerados educacionais privados”, denunciou um docente da Unicamp.

Democratização da Mídia

A necessidade de democratizar a mídia, como parte do processo de construção de um país mais igualitário e justo, também foi pauta da aula pública.

Os docentes explicaram que a mídia trabalha com a “desinformação” da sociedade para defender os interesses dos setores financeiro e empresarial que, cada vez mais, avança com sua política conservadora de retirada direitos e burocratização no acesso da camada carente às políticas sociais.

Combater a precariedade do serviço público

No debate ficou evidente que os problemas da educação e da saúde públicas passam por soluções que visem à construção de políticas públicas sociais efetivas, com mais recursos e transparência na gestão.

O entendimento dos debatedores é que se faz urgente a unidade da classe trabalhadora em busca da construção de um projeto político nacional que priorize o desenvolvimento do país.

“A aula pública cumpriu seu objetivo de dialogar com a população campineira, levando às ruas as preocupações e debates acadêmicos. Sem contar que a discussão sobre saúde e educação públicas não podem ficar restritas à Unicamp porque são temas que dizem respeito à sociedade”, defendeu uma estudante que acompanhou as apresentações.

Vale destacar que as aulas foram marcadas por intervenções de cidadãos campineiros que pararam para ouvir a discussão. A grande maioria dos depoimentos foi de testemunho sobre a precariedade no atendimento no serviço público. Muitos estavam indignados com o caos que se instaurou na saúde e com o descaso em relação às escolas públicas de Campinas.

porFernanda de Freitas

Festa Julina do Instituto de Artes

Na terça-feira que vem (12) tem ‘arrasta pé’ no IA (Instituto de Artes). A Festa Julina acontece a partir das 12h, no Vão do IA e terá muita música, comida e bebidas típicas.

Os convites podem ser comprados até sexta-feira (8) por R$ 13 (professor e funcionário) e R$ 7 (estudante).

Vai ser um arraiá danado de bom! Não esqueça o traje típico!

 

Crédito Foto: Dan Queiroz (https://www.flickr.com/photos/nyllows/3633429935)

 

porFernanda de Freitas

STU cobra reunião com reitor Tadeu

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Diretores Toninho e Kiko protocolam pedido de reunião com reitor Tadeu

Hoje pela manhã (6) os diretores do STU cobraram da reitoria uma agenda com o reitor Tadeu para tratar da Pauta de Reivindicações dos trabalhadores da Unicamp, protocolada pelo sindicato em abril passado.

Os dirigentes formalizaram o pedido através de um ofício que solicita urgência para a negociação, já que a próxima assembleia da categoria será terça-feira (12). Eles foram recebidos pelo chefe de gabinete, Paulo Cesar Montagner e o chefe de gabinete Adjunto, Osvaldir Pereira Taranto.

A iniciativa de cobrar a reunião foi aprovada ontem (5) em assembleia, tendo em vista que estamos há mais de 40 dias em greve e a reitoria, até o momento, não se dispôs a discutir com o movimento.

Segue abaixo o documento entregue à reitoria.

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poradmin

A greve continua! E cobra do reitor negociação até segunda-feira!

Com grande participação, a assembleia geral dos trabalhadores da Unicamp realizada ontem (05) deliberou pela continuidade da greve e intensificação das atividades conjuntas com os estudantes – repudiando a ação da reitoria, que rompeu a negociação com os estudantes quando eles pautaram a não punição e a garantia de que o calendário escolar não seria utilizado para retaliar os grevistas.

Quem luta pela educação não merece punição
A assembleia aprovou também o lançamento da campanha unificada com os alunos “Quem luta pela educação não merece punição”, com o objetivo de evitar que a Unicamp use a força e a perseguição para tratar com aqueles que lutam pelo aumento de verbas para a Universidade e melhores condições de estudo e trabalho.
A assembleia decidiu ainda enviar ao Fórum das Seis a proposta de fortalecimento da greve unificada com a convocação de um ato estadual na Unicamp, tendo em vista que o reitor é o presidente do Cruesp.

Negociação da pauta
Os trabalhadores em greve aprovaram dar prazo até segunda (11) para que a reitoria marque reunião para discutir a pauta, e manifestaram profunda indignação com a postura desrespeitosa da reitoria com os trabalhadores que estão há mais de 40 dias em greve sem negociação. Além de cobrar o retorno das negociações com o Cruesp e a negociação da pauta específica, a assembleia indicou colocar a luta contra as punições como prioridade.
A aprovação da continuidade da greve foi unânime, numa demonstração de que os trabalhadores não aguentam mais o desrespeito.
Nova assembleia foi convocada para próxima terça-feira (12).

Paralisação na DGRH
Ontem, também houve paralisação na DGRH, onde os trabalhadores organizaram uma roda de discussões sobre as expectativas para o futuro da Universidade.

porFernanda de Freitas

Nossa greve vai às ruas em favor da melhoria da educação pública

“A greve vai pra rua. Reitor, a culpa é sua!”. Com palavras de ordem duras os estudantes e os trabalhadores fizeram um protesto no “tapetão” da Bambini contra os cortes de verbas na Unicamp e a reposição salarial.

Durante o ato, os manifestantes distribuíram uma Carta Aberta que apresentava as reivindicações do movimento. A intenção foi de conscientizar a sociedade em relação à greve unificada na Unicamp e, especialmente, sobre o cenário caótico que se encontra as Universidades Estaduais Paulistas.

Os trabalhadores estão muito insatisfeitos com a postura do reitor Tadeu, presidente do Cruesp, de não reabrir a negociação da data-base. Tanto que, para um dos manifestantes “a questão agora é de subsistência porque 3% de reajuste não garante o que comer”.

Neste período de mais de 30 dias de greve várias manifestações já foram realizadas. A cada dia que passa a indignação dos trabalhadores aumenta e o movimento grevista se fortalece diante da intransigência do reitor Tadeu.

“Já imaginou o banheiro de uma universidade sem papel higiênico, a sala de aula sem giz, o estudante na moradia sem cama para dormir, o negro que não pode entrar na faculdade e a área de saúde sem equipamentos médicos adequados? É exatamente o que está acontecendo na Unicamp. E para completar, o reitor corta as verbas e trata com descaso os trabalhadores”, desabafa um estudante.

A “greve na rua” é um instrumento importante de luta da categoria. Além disso, precisamos mobilizar a sociedade a nosso favor porque nossas reivindicações são justas e motivadas pela preocupação com a qualidade do serviço público oferecido à população e com as condições de trabalho.

porFernanda de Freitas

Trabalhadores e estudantes fazem ato na Funcamp

ato_funcamp2Quem passou hoje pela manhã (29) pela Rua Érico Verissimo acompanhou o protesto dos trabalhadores em frente à Funcamp. O objetivo de realizar um ato diante do prédio da fundação foi reforçar nossa insatisfação com a postura do reitor Tadeu que está “dando expediente” no local por conta da ocupação da reitoria.

O último Comando de Greve aprovou a intensificação das ações do movimento com atividades que denunciem a intransigência do reitor.
Desta forma a entrada da fundação serviu como espaço de resistência dos grevistas que se manifestaram com cartazes, adesivos e faixas com dizeres como “Estamos em Greve em Defesa da Educação Pública” e “Nem cortes, nem desmonte! Isonomia Já!”.

E apesar das sucessivas tentativas da reitoria de intimidar os estudantes e trabalhadores com liminares e ameaças de reintegração com força policial, vamos continuar pressionando até que o reitor Tadeu, presidente do Cruesp, mude de postura e que finalmente venha para a mesa de negociação com respeito às comunidades universitárias das três universidades paulistas e respostas às nossas principais reivindicações.

A greve unificada na Unicamp cobra reajuste salarial, melhores condições de trabalho, revogação da GR-10, mais recursos, cotas e permanência estudantil.

Vale ressaltar que durante a manifestação o acesso ao do prédio da Funcamp foi liberado para o vaivém dos transeuntes e funcionários da fundação.

Estamos mobilizados por mais verba para as universidades

Pela manhã saiu uma caravana da Unicamp para participar de um ato na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) convocado pelo Fórum das Seis onde será discutida a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Essa é mais uma atividade que marca nossa luta por mais recursos para ensino, pesquisa, extensão, salários e permanência estudantil.

Nossas reivindicações por mais verba é uma questão não só para os trabalhadores que sofrem com péssimas condições de trabalho nas Universidades, bem como para a população como um todo, que merece um atendimento de qualidade.

porFernanda de Freitas

Trabalhadores organizam vigília na Ocupação

Na eminência de uma reintegração de posse os trabalhadores em greve deram uma grande demonstração de solidariedade na luta ao organizarem uma vigília, durante o último fim de semana, para dar apoio à ocupação da reitoria pelos estudantes.

Diante da ameaça da desocupação indicada na nota oficial publicada pela reitoria na sexta-feira passada (24), que afirmava que “Os atos que caracterizam o descumprimento da medida judicial expedida pela Segunda Vara da Fazenda Pública de Campinas estão sendo registrados e enviados à Justiça para adoção das medidas adequadas”, os trabalhadores decidirem se revezar em turnos para garantir a segurança dos estudantes caso houvesse reintegração de posse com uso de força policial.

Sem dúvida, esse foi mais um passo importante de unidade na luta com os estudantes que estão travando uma batalha por uma educação pública mais democrática.

Se você quer contribuir com esse movimento participe do grupo “Vigília Ocupação” criado no WhatsApp. Fale com a Vivien (IB) pelo celular (19) 99253-0678, ela é uma das administradoras do grupo.

É essencial que todos aqueles que lutam contra o sucateamento do serviço público (Educação e Saúde) e defendem a implementação de cotas étnico-raciais e a ampliação de políticas de permanência estudantil participem dessa mobilização para que possamos garantir a continuidade do nosso movimento e mostrar a força da nossa greve unificada.

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Reitoria ameaça usar PM contra estudantes

O governador Alckmin trata os secundaristas utilizando força policial para acabar com greves e prendendo estudantes. Na Unicamp, Tadeu segue a mesma cartilha.
Ontem, durante a assembleia dos estudantes Tadeu ameaçou chamar a PM em uma hora, caso os estudantes não votassem pela desocupação da reitoria. O recado chegou via telefone, por um professor que faz parte da comissão de negociação. Esta prática está se tornando comum entre os reitores das três universidades paulistas. Na semana passada, o reitor da USP chamou a tropa de choque para reprimir estudantes que realizavam assembleia na moradia estudantil daquela Universidade.
Tadeu, que trocou o diálogo pela força, além de interferir com intimidação no livre direito de organização dos estudantes, não apresentou como contrapartida nenhuma proposta concreta ao segmento. A carta apresentada ontem pela reitoria também foi uma clara demonstração de que Tadeu utilizará dos métodos mais truculentos reprimir o movimento.

Os estudantes seguem na luta
A ameaça da presença da PM não intimidou os estudantes que decidiram manter a ocupação. A assembleia debateu a melhor forma de responder aos ataques da reitoria buscando formas de intensificar o movimento para ter sua pauta atendida. Os estudantes da Unicamp, assim como os secundaristas, não se intimidam e mostram que a única saída é a resistência e a luta. A greve do movimento estudantil na Unicamp defende uma universidade inclusiva, com acesso e permanência e a unidade entre trabalhadores e estudantes.

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Reitoria “do diálogo” vira as costas a servidores e vai ao Judiciário contra a greve

Mais uma vez distorcendo informações a administração da Unicamp acionou o Judiciário contra o legítimo direito de greve. Além de encerrar unilateralmente a negociação da pauta unificada, descumprindo as normas legais que asseguram aos trabalhadores a reposição da inflação, e se negar a discutir a pauta específica protocolada desde abril, hoje o STU foi notificado que a Funcamp, de onde o reitor está despachando, entrou com pedido liminar de interdito proibitório contra qualquer atividade da greve na Fundação.
A 6ª Vara Cível de Campinas estipulou multa diária de mil reais caso os funcionários “invadam” o prédio da Funcamp.
Além de acusar servidores de “invadir” um espaço onde trabalham, a administração da Funcamp, sobre a qual a Unicamp tem responsabilidade jurídica, busca com a medida financeira estrangular o movimento que até o momento não inviabilizou nenhuma atividade na Fundação.
O STU tem 15 dias para se defender em juízo, e o fará em conjunto com a denúncia à população de que enquanto o reitor recebe vencimentos de mais de R$ 52 mil, burlando a lei do teto salarial no Estado, que é de R$ 26 mil, quer que os trabalhadores aceitem 3% de reajuste quando a inflação do período é de 10%. O sindicato buscará também as instâncias de proteção ao direito do trabalho e de greve – Ministério Público do Trabalho e Organização Internacional do Trabalho para denunciar as práticas antissindicais da reitoria José Tadeu Jorge.

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Tadeu tenta dividir a luta para derrotar a comunidade

Mesmo com 30 dias de greve o reitor da Unicamp e presidente do Cruesp ignora a pauta dos trabalhadores técnico-administrativos, argumentando não ter local para negociar. No entanto, aceitou convite para reunião na sede da Adunicamp.
Na Funcamp, ocorreram também cinco reuniões com os estudantes e uma comissão indicada pela reitoria, mas sem nenhum avanço na pauta estudantil.
Não podemos esquecer que o segmento que mais votos deu a esta reitoria foram os técnico-administrativos, acreditando em seu plano de gestão. Dos 5.943 técnico-adminstrativos que votaram, 4.038 optaram por Tadeu confiando nas promessas de isonomia, nova carreira, reposição das perdas salariais, democratização da Universidade, diálogo e transparência.
Além das promessas não cumpridas, Tadeu ignora totalmente o principal segmento que o elegeu e arrocha os salários dos trabalhadores com o indice de 3% diante de uma inflação que chegou em 10% (pelo IPCA, comumente usado pelas universidades paulistas). Não passará desapercebido o total descaso com a pauta de negociação da categoria, que se lembrará disso nas eleições de sucessão da reitoria.

Tadeu tenta disputa a opinião pública na imprensa
A exemplo de alguns movimentos que surgem na Unicamp tentando desqualificar a greve dos trabalhadores e estudantes, a reitoria se utiliza da imprensa para fazer disputa de opinião pública. Por meio da contra-informação para passar uma imagem que os trabalhadores da Universidade não têm compromisso com a defesa de um serviço público de qualidade. Matérias que circulam na mídia, articuladas com a assessoria de imprensa da Unicamp, atacam o movimento deturpando os reais motivos da greve e escondendo o valor do salário do reitor mais bem pago do Brasil, que ultrapassa R$ 52 mil.
O papel dessa greve é também desmascarar o reitor e denunciar os salários ilegais, as duplas matrículas, o sucateamento da área de saúde e o desmonte da educação. A resposta a esta política é a intensificação da greve, em defesa da Universidade.

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Moção de apoio aos estudantes

Os trabalhadores da Unicamp, reunidos em assembleia, manifestam seu apoio à luta dos estudantes da Unicamp por cotas, permanência estudantil e contra os cortes.

Frente à intransigência da reitoria, os estudantes lançam mão de métodos legítimos de luta, como a ocupação da reitoria, greves e piquetes. A reitoria contra-ataca com truculência, usando artifícios legais e administrativos para constranger e intimidar a luta dos estudantes. Além de imposição de multas contra do DCE, inicia-se agora um movimento de sindicâncias contra estudantes que estão na construção do movimento. Casos de ações vexatórias, constrangimentos, exposições e agressões também estão se tornando cada vez mais comum por parte de alguns docentes avessos à luta dos estudantes, com a conivência e as vezes articulado pelas direções das unidades e pela reitoria.

Repudiamos veementemente toda e qualquer ação que vise intimidar ou constranger a legítima e justa luta do movimento estudantil. Declaramos total solidariedade aos estudantes, suas pautas e seus métodos de luta.

OCUPA TUDO, até a vitória!