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STU discute pauta de reivindicações da Funcamp com a reitoria da Universidade

O STU participou, na última segunda-feira (22), de uma reunião de negociação com a reitoria da Universidade para discutir as condições de trabalho dos funcionários contratados pela Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp). Participaram da reunião o Chefe de Gabinete da Reitoria, o Prof. Paulo Cesar Montagner, e o Vice-Reitor e Presidente do Conselho Curador da Funcamp Prof. Alvaro Penteado Crósta e os diretores do STU Iuriatan Muniz e Danielle Consolino.

A reunião ocorreu a pedido da direção do sindicato, que desde o início da atual gestão tenta agendar com a reitoria da Unicamp uma reunião de negociação sobre temas relativos à realidade dos trabalhadores da Funcamp. O STU apresentou à reitoria os principais itens da pauta de negociação da categoria, definidos em assembleia realizada no dia 17/07: a isonomia dos pisos salariais, a habituidade e o aumento do vale-alimentação, a estabilidade no emprego, a participação nas instâncias decisórias da Universidade e a consolidação do calendário Unicamp como calendário oficial da Fundação.

Em relação ao estabelecimento de pisos salariais isonômicos com a Unicamp, os representantes da reitoria informaram que o tratamento econômico dispensado à categoria seguirá sendo desigual. César e Crósta afirmaram que a razão de ser da Funcamp é “fazer coisas que a Unicamp não consegue fazer” e que, nesse sentido, a diversidade nos valores das remunerações seria importante para Universidade. Eles argumentaram ainda que os convênios firmados pela Fundação são muito diversos e que qualquer aumento poderia inviabilizar os orçamentos das unidades.

Tendo em vista as recentes denúncias sobre demissões arbitrárias de funcionários da Funcamp no Hospital de Clínicas, o STU também cobrou da reitoria o compromisso com estabilidade no emprego, um dos elementos que hoje diferenciam o trabalhador da Fundação de um servidor contratado diretamente pela Universidade. A reitoria argumentou que as demissões arbitrárias na Funcamp são casos pontuais e se dispuseram a encaminhar as relações de trabalho estritamente dentro dos parâmetros da CLT, o que significa, na prática, continuar a tratar os funcionários da Unicamp contratados pela Funcamp como trabalhadores da iniciativa privada.

A reitoria também não mostrou disposição em alterar as regras estatutárias que excluem os trabalhadores Funcamp das instâncias decisórias da Universidade, entre elas o Conselho Universitário (CONSU). O STU argumentou que, embora não sejam reconhecidos enquanto servidores públicos, os funcionários da Fundação participam diariamente da construção da Unicamp. Hoje, um dos efeitos da ausência de representação dos funcionários da Funcamp no conselho universitário é a inviabilização completa de qualquer debate sobre as demandas desse setor nos espaços de decisão da Unicamp.

Sobre o vale-alimentação, a reitoria informou que já existem negociações dentro da diretoria executiva da Funcamp para promover em breve o aumento dos valores do benefício . A questão da habituidade (pagamento do vale nos dias de trabalho interrompidos) será considerada, mas um posicionamento final da Fundação ainda está em discussão.

Também ficou pendente para uma próxima reunião um retorno a respeito da possibilidade de reconhecimento do calendário da Unicamp como oficial da Funcamp, medida que poderia evitar, por exemplo, que os trabalhadores da Fundação sejam chamados para trabalhar nos períodos de recesso e feriado previstos no calendário da Universidade.

Uma nova reunião entre reitoria e sindicato para dar continuidade aos debates sobre a Funcamp deverá ser marcada em breve.

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Em quarto dia de greve, trabalhadores da Limpadora Centro ocupam escritório da empresa na Unicamp

Texto: Rodrigo Cruz

Foto: Fernanda de Freitas

Em greve há quatro dias, os trabalhadores da Limpadora Centro, empresa terceirizada responsável pela limpeza na Unicamp, ocupam desde a manhã de hoje o escritório da empresa localizado dentro do campus de Barão Geraldo, em Campinas. A ocupação é pacífica e conta com o apoio de estudantes e trabalhadores da Universidade.

Por volta das 15 horas, a Polícia Militar esteve no local para averiguar uma denúncia de que o escritório havia sido depredado, mas após averiguar o espaço, constatou que a ocupação segue pacífica. Na ocasião, representantes da Limpadora Centro informaram que a empresa registrou um boletim de ocorrência sobre a ocupação.

Apesar da rapidez em acionar a força policial, a patronal segue sem abrir diálogo com a categoria sobre a negociação da pauta de reivindicações. Com isso, os trabalhadores permanecem no local.

Movimento reivindica melhores salários e condições de trabalho

O objetivo da ocupação é pressionar a empresa a negociar a pauta de reivindicações da categoria. Eles exigem aumento salarial (o piso atual é de R$ 755,00) e da cesta básica (hoje em R$ 75,00), melhores condições de segurança no trabalho, a ampliação do quadro funcional, o fim do assédio moral e da discriminação, além da transparência dos contratos e do número de trabalhadores em atividade na Unicamp. As condições de trabalho são tão precárias que os funcionários sequer dispõem de um local adequado para realizar as refeições.

O movimento foi deflagrado na última sexta-feira (19) e iniciado na segunda (22) após o fim do prazo estabelecido pela empresa para a apresentação de uma contraproposta à pauta de reivindicações da categoria, entregue por uma comissão de funcionários no mês passado, quando tiveram início as primeiras assembleias para discutir a situação de precariedade imposta pela empregadora.

A greve não conta com o apoio do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Ambiental de Campinas e Região (Siemaco), que representa legalmente a categoria. Na semana passada, antes da greve ser deflagrada, o Siemaco emitiu um comunicado no qual diz ter enviado todas as denúncias contidas na pauta ao Ministério Público e garantiu que Unicamp também foi notificada, tendo em vista que a resolução de muitos problemas apontados pelos trabalhadores depende de uma resposta da Universidade.

O STU apoia a luta dos trabalhadores da Limpadora Centro por compreender que a Unicamp, considerada uma das melhores Universidades do Brasil, não deve manter vínculos de trabalho tão precários, que desrespeitam as leis trabalhistas e as convenções internacionais. Infelizmente, a cada ano, a Universidade amplia a terceirização dos serviços, o que tem diminuído o número de contratações por meio de concursos públicos e afetado diretamente a qualidade dos serviços prestados à população. A gestão “Vamos à Luta!” é contrária a esse processo de terceirizações.

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Estudantes da Unesp relatam violência policial em reintegração de posse da reitoria

Nova edição do boletim do Diretório Central dos Estudantes da Unesp-Fatec relata repressão policial durante a desocupação da reitoria no último dia 17 de julho. Leia na íntegra:

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Trabalhadores da limpadora Centro entram em greve na próxima segunda-feira (22)

Texto: Rodrigo Cruz

Foto: Fernanda de Freitas

Os trabalhadores da Limpadora Centro, empresa terceirizada responsável pela limpeza na Unicamp, aprovaram, em assembleia realizada nesta sexta-feira na Praça da Paz, que entrarão em greve a partir desta segunda-feira (22/07). Entre as principais reivindicações estão o aumento salarial (o piso atual é de R$ 755,00) e da cesta básica (hoje em R$ 75,00), melhores condições de segurança no trabalho, a ampliação do quadro funcional, o fim do assédio moral e da discriminação, além da readmissão das funcionárias demitidas recentemente por perseguição política.

O movimento foi deflagrado após o fim do prazo estabelecido pela empresa para a apresentação de uma contraproposta à pauta de reivindicações da categoria, entregue por uma comissão de funcionários no mês passado, quando tiveram início as primeiras assembleias para discutir a situação de precariedade imposta pela empregadora. O prazo para a apresentação da contraproposta era hoje (19).

Recentemente, o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Ambiental de Campinas e Região (Siemaco), que representa legalmente a categoria, enviou todas as denúncias contidas na pauta ao Ministério Público e notificou também a Unicamp, tendo em vista que a resolução de muitos problemas apontados dependem de uma  resposta da Universidade, que é a contratante do serviço. Entretanto, nem a Centro e nem a Unicamp apresentaram, até agora, uma resposta aos trabalhadores.

Em comunicado enviado hoje à categoria, o Siemaco informou que aguarda audiência no Ministério Público para dar continuidade às negociações com a Limpadora Centro e com a Unicamp. A Universidade e a empresa já foram notificadas sobre o início do movimento de greve (ver o documento abaixo).

STU apoia esta luta

Para o STU, a situação dos trabalhadores da Limpadora Centro é mais uma demonstração do quão perverso é o processo de terceirização de serviços que tomou conta da Unicamp nas últimas décadas. Enquanto o setor público promove o enxugamento do quadro funcional, prejudicando qualitativamente o atendimento prestado à sociedade, as empresas privadas lucram milhões todos os anos à custa do serviço precarizado prestado por um grande contingente de trabalhadores.

Por compreender que os problemas enfrentados pelos funcionários da Centro também são de responsabilidade da Unicamp, o STU esteve presente desde o início das mobilizações da categoria e seguirá acompanhando o caso para exigir que a Universidade e a Limpadora atendam às reivindicações do movimento grevista.

Essa é a forma que o STU encontra de intervir concretamente na luta contra a terceirização desenfreada no serviço público, que tem se expressado nacionalmente na luta contra a aprovação do PL 4.330, que amplia a terceirização do trabalho nos setores público e privado. O sindicato acredita que as trabalhadoras hoje contratadas pela Limpadora Centro deveriam ser admitidas pela Universidade por meio de concurso público, como acontecia até pouco tempo atrás. Essa medida garantiria, entre outras coisas, melhores salários, a possibilidade de progressão na carreira e direitos políticos.

Para que as terceirizações não continuem a avançar na Unicamp e para que todos aqueles que ajudam a construir a Universidade sigam tendo os seus direitos respeitados, o STU orienta todos os servidores técnico-administrativos a apoiar a luta das trabalhadoras e trabalhadores da Limpadora da Centro. Vamos à luta!

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Trabalhadores da Funcamp definem a pauta de reivindicações específicas da Campanha Salarial 2013

Texto: Rodrigo Cruz

Foto: Fernanda de Freitas

Os trabalhadores da Funcamp presentes na assembleia geral realizada hoje no auditório da AFPU aprovaram uma proposta de pauta específica para a data-base da categoria que ocorre no próximo dia 1º de agosto. A pauta será apresentada pelo STU à reitoria da Unicamp na próxima segunda-feira (22) durante uma reunião de negociação que irá debater as demandas dos funcionários da Fundação.

Entre as principais reivindicações estão a isonomia de pisos salariais e auxílio-alimentação com os trabalhadores contratados diretamente pela Unicamp; a habituidade do vale-refeição (que seja pago também nos dias de trabalho interrompidos); que nenhum trabalhador da Funcamp seja contratado com salário menor que o piso da Unicamp e que a Fundação pague os mesmos salários para funcionários que exercem a mesma função ou possuem a mesma carga horária de trabalho, independente do tipo de convenio que é estabelecido com a Universidade.

A pauta aprovada também inclui a reivindicação por direitos políticos, visto que muitos trabalhadores da Funcamp são frequentemente assediados ou demitidos por se mobilizarem para exigir melhores condições de trabalho. Dessa forma, a categoria quer a garantia de não-retaliação aos funcionários que se dispõem a ser representantes sindicais ou que atuem nas comissões de trabalhadores da Funcamp. Eles também reivindicam participação nas eleições da superintendência do HC/CAISM e criação de uma representação junto ao CONSU.

Embora não seja o representante legal dos funcionários da Funcamp, o STU segue mobilizando esses trabalhadores para que eles reivindiquem, junto à reitoria da Unicamp e à direção da Fundação, o fim das diferenças salariais que os separam dos demais servidores da Universidade. A gestão “Vamos à Luta” considera a terceirização um golpe no serviço público e defende um tratamento isonômico a todos os trabalhadores que contribuem diariamente para a construção da Universidade.

Confira a pauta de reivindicações na íntegra ou baixe o arquivo neste link: FUNCAMP pauta 2013

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STU irá publicar artigos da categoria sobre o levante popular do mês de junho

Conforme decidido na última assembleia geral da categoria, realizada no último dia 11 de junho, o STU irá publicar, em breve, um material especial com textos da categoria e da direção do sindicato sobre as mobilizações populares ocorridas no último mês de junho. O objetivo é estimular o debate político na Universidade sobre a conjuntura política nacional e contribuir para o acúmulo do sindicato e da categoria. Qualquer trabalhador técnico-administrativo poderá enviar a sua contribuição. Os textos deverão ter no máximo 2.700 caracteres e serão recebidos por meio do endereço eletrônico [email protected] até o próximo dia 30 de julho. Para facilitar a identificação, pedimos que os e-mails sejam enviados com o seguinte título: “Artigo sobre as mobilizações populares”.

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STU participa do dia nacional de lutas em Campinas

Cerca de 400 pessoas participaram do ato que encerrou o Dia Nacional de Lutas e Mobilizações na última quinta-feira (11) no centro de Campinas. Estiveram presentes sindicatos, centros acadêmicos, centrais sindicais, partidos políticos e coletivos estudantis. O STU participou da atividade e marchou, junto com o movimento estudantil e outras entidades que fazem oposição ao Governo Dilma, em direção à Prefeitura de Campinas, onde ocorreu, por volta das 20 horas, a dispersão do ato. Confira as fotos da manifestação (Créditos: Fernanda de Freitas).

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USP anuncia que irá rediscutir o processo de eleição para reitor

Texto: Rodrigo Cruz

Foto: DCE-Livre da USP

A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) propôs na última quarta-feira (10) a realização de uma reforma estatutária para alterar o modelo de eleições para o cargo de reitor. Em carta dirigida à comunidade universitária, o reitor João Grandino Rodas considerou “indispensável agregar mais e mais pessoas no aprimoramento e na condução dos destinos da universidade” e afirmou que “chegou a hora de dar o passo decisivo para ampliar a democracia na universidade, se esse for o interesse da comunidade”.

Ainda de acordo com a carta publicada no boletim “USP Destaques”, as manifestações e sugestões das congregações das unidades e órgãos da USP devem ser enviadas à Secretaria Geral da Universidade até o dia 20 de setembro. Para subsidiar a discussão sobre o tema, foi criada uma página com documentos que tratam do tema da democracia na USP. As sugestões serão analisadas na sessão do Conselho Universitário, instância máxima de decisões na universidade, que ocorre no dia 1º de outubro.

Gestão é criticada pelo autoritarismo

Atualmente, as eleições para reitor da USP ocorrem por um processo indireto, compostas por dois turnos. No primeiro, representantes de estudantes, funcionários e professores elegem oito candidatos. No segundo, membros do Conselho Universitários e dos Conselhos Centrais escolhem três dos oito candidatos apresentados no primeiro turno e compõem a chamada “lista tríplice”, que é encaminhada ao Governador do Estado, responsável pela escolha do reitor.

O processo, tão antidemocrático quanto o que ocorre na Unicamp, é questionado há anos pelos movimentos estudantis e sindicais da Universidade, que reivindicam eleições diretas com paridade entre as três categorias e sem intervenção do governo estadual. O próprio Rodas é citado como exemplo da falta de democracia deste processo. Ele ficou em segundo lugar na lista tríplice resultante do processo de consulta à comunidade universitária realizado em novembro de 2009 e, ainda assim, foi nomeado reitor pelo então governador José Serra (PSDB).

Não bastasse o começo problemático, a gestão de Rodas também tem sido marcada por medidas autoritárias como a entrada da Polícia Militar no campus do Butantã em 2011, seguida de uma greve estudantil duramente reprimida, além da recente instalação de uma Comissão da Verdade sem a participação dos estudantes.

DCE Livre da USP: “Nenhuma confiança em Rodas”

Em nota, a atual gestão do DCE-Livre Alexandre Vannucchi Leme declarou que não possui confiança em João Grandino Rodas e destacou o fato de que, em sua carta, o reitor ter sugerido o fim da autonomia de estudantes e funcionários na eleição de representantes para os órgãos centrais da USP, “o que é um absurdo, dado que tal autonomia foi conquistada historicamente e é um direito”. Apesar disso, a entidade reconhece que o anúncio é resultado da própria luta e pressão de todos que lutam ou lutaram por democracia na universidade.

Adusp afirma que proposta concreta de eleição direta já existe

Para a Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), o método adotado por Rodas para coletar opiniões da comunidade acadêmica ignora o acúmulo do movimento de estudantes, professores e funcionários que há anos lutam pela democracia na Universidade. “Ele fala difusamente em saber qual é a vontade da comunidade, e cria uma página para que qualquer pessoa coloque lá qualquer tipo de proposta, quando tem uma proposta concreta protocolada no conselho com o número mínimo de assinaturas para ser apreciada”, declarou ontem o Professor Ciro Teixeira Correia, presidente da entidade, ao Portal G1.

Sintusp deve se pronunciar na próxima semana

Por telefone, a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) informou que a entidade deve debater a carta lançada por João Grandino Rodas somente na próxima semana. A assessoria frisou que, historicamente, o Sintusp defende as eleições diretas para reitor com paridade entre as três categorias.

Unicamp deve rediscutir consulta para reitor no segundo semestre

Em atividade organizada pela Adusp em parceria com a Associação de Pós-Graduandos Helenira ‘Preta’ Rezende (APG-USP), o DCE-Livre Alexandre Vannucchi Leme e o Sintusp no último dia 11/06 no Intituto de Física (IF) da USP, o vice-reitor da Unicamp Álvaro Crosta afirmou que a reitoria do Professor José Tadeu Jorge se orgulha do método utilizado atualmente pela Universidade para a escolha do reitor. “Nós consideramos esse processo um estágio absolutamente essencial para a democracia interna na escolha dos dirigentes. Nós temos bastante orgulho dele”.

Apesar disso, Crósta afirmou que o modelo será rediscutido durante uma reforma estatutária, que será promovida ainda nesta gestão.  “O nosso estatuto, como o de muitas universidades públicas brasileiras, é originário da década de 1960 e, portanto, contém resquícios do tempo da Ditadura Militar que nós queremos remover de uma vez por todas”. Segundo Crósta, a discussão da reforma estatutária da Unicamp acontecerá no segundo semestre deste ano. Uma reportagem completa sobre este evento pode ser conferida aqui.

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Assembleia mantém mobilização em torno da isonomia e outros itens da pauta específica

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Texto: Rodrigo Cruz

Foto: Fernanda de Freitas
Os trabalhadores da Unicamp se reuniram em assembleia geral hoje no Ciclo Básico para discutir os encaminhamentos da Campanha Salarial 2013. A diretoria do sindicato fez um informe sobre a reunião de negociação com a reitoria realizada no último dia 03/07, na qual o reitor José Tadeu Jorge recebeu a contraproposta de implementação da isonomia feita pela categoria. De modo geral, os trabalhadores presentes se mostraram insatisfeitos com a decisão da reitoria de manter o processo avaliatório vinculado à implementação da isonomia e com a recusa da Universidade em adotar critérios claros para tratar o caso dos trabalhadores que voltarão para a classificação da referência inicial da carreira. Também foi discutida a necessidade de manter a categoria mobilizada para pressionar a reitoria nas próximas mesas de negociação e assim garantir a conquista dos itens de pauta da pauta específica. Dessa forma, a assembleia aprovou os seguintes encaminhamentos:

 

– Vigília em frente à reitoria durante a próxima reunião de negociação (7/08);

– Realização de uma atividade sobre o tema da isonomia e da carreira com a presença de representantes da USP e Unesp no dia 7/08 (realizar um preparativo antes desta data);

– Retomar as atividades do Comando de Mobilização e o Conselho de Representantes de Base;

– Negociações específicas para cada item da pauta.

Em relação às mobilizações do dia 11/07, após um debate sobre o caráter do Dia Nacional de Lutas e o papel das centrais sindicais no recente processo de mobilizações, foi aprovado que:

– Os trabalhadores da Unicamp participarão do ato às 17h no Largo do Rosário convocado pelas centrais sindicais;

– O STU irá produzir um material sobre o tema das mobilizações com espaço para a publicação de textos da categoria;

– O STU irá propor ao DCE e à Adunicamp um calendário de debates sobre o tema a partir de agosto;

– O STU irá continuar apoiando os movimentos sociais não governistas, acompanhando a construção das mobilizações na cidade de Campinas e região, sempre disputando a sua política e respeitando a horizontalidade do movimento.

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Sindicato assina acordo com a reitoria para retirada dos F3

O STU e uma comissão formada por trabalhadores punidos com corte de ponto na greve de 2011 assinaram nesta terça-feira (2) um termo de compromisso que prevê a retirada dos F3 e o pagamento dos dias parados da greve mediante inscrição no programa “Universidade de Portas Abertas”.

A proposta de compensação, apresentada à reitoria pelo STU no mês passado, foi definida em assembleia geral da categoria e referendada posteriormente por uma plenária dos trabalhadores punidos.

Com o acordo, todos os servidores que sofreram corte de ponto em função da greve de 2011 devem aderir ao Termo de Compromisso por meio do preenchimento da Declaração compensação greve 2011, que deve ser entregue o quanto antes na sede do STU. A declaração será encaminhada à Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH), que irá efetuar o pagamento dos dias parados.

Confira a íntegra do acordo assinado hoje:

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Debate sobre manifestações populares reúne estudantes, professores e técnico-administrativos no PB

O STU realizou nesta terça-feira (2), em parceria com a Adunicamp e o DCE Unicamp, um debate sobre as mobilizações populares que tomaram as ruas do Brasil nas últimas semanas. O Professor Paulo Cesar Centoducatte (Adunicamp) abriu a roda de conversa e destacou a utilização das redes sociais para a convocação dos protestos como uma das principais novidades das novas manifestações em relação a outros momentos históricos. Paulo também caracterizou como difuso o caráter do movimento. “Há uma diversidade de pautas que exprime um sentimento de insatisfação geral. Não há uma pauta única. Embora o levante tenha começado com o tema do transporte público, ele continuou mesmo depois que a tarifa foi revogada”.

Na opinião da estudante de Ciências Sociais Diana Nascimento (DCE Unicamp), as mobilizações tiveram início na luta contra o aumento das passagens de ônibus porque o transporte coletivo é o direito social que garante que a população tenha acesso a outros direitos como saúde, cultura e educação. Como o atual modelo de gestão do transporte público é baseado em concessões à iniciativa privada, precarização e tarifas abusivas, criou-se uma situação de exclusão que gerou a insatisfação popular. “É importante lembrar que isso não é exatamente uma novidade, visto que a juventude está nas ruas há muitos anos lutando pelo passe livre e contra os sucessivos aumentos da passagem”.

O diretor do STU Wilson Kawai (IEL) comentou o amplo sentimento anti-partidário manifestado pela população durante os protestos. Para ele, a exibição de símbolos nacionais como a bandeira e o hino, as roupas de cor verde e amarela e as músicas que fazem alusão às torcidas organizadas têm a ver com a única experiência de massas vivida pela maior parte das pessoas que está indo às ruas: o futebol. “Assim como na Copa do Mundo e na Copa das Confederações, nessas horas o que vale não são os diversos times (Palmeiras, São Paulo, Corinthians) e sim a seleção brasileira. De certa forma, é assim em relação aos partidos. Eles não importam agora. O que importa é o Brasil. É a união em prol de um Brasil melhor”.

Para Paulo Gouveia (CLE), diretor do STU, as mobilizações rompem um longo período de refluxo iniciado com a chegada do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo em 2002, quando setores importantes do movimento social ligados ao partido deixaram de disputar a consciência da classe trabalhadora e passaram a concentrar forças na disputa dos rumos do governo de Frente Popular.

Embora o tema do transporte público seja reconhecido como estopim do movimento, Paulo lembrou que o tema da violência policial também está no cerne dos debates, uma vez que a brutalidade da Polícia Militar foi o fator responsável por mudar a correlação de forças até então estabelecida pela mídia e pelas autoridades em relação ao Movimento Passe Livre.

“Quando a violência policial passou a atingir pessoas comuns que não estavam nos protestos e até jornalistas, a sociedade deixou de ver os atos pela redução da tarifa como obra de um grupo de jovens baderneiros. Naquele dia, a polícia mostrou na Avenida Paulista o que faz cotidianamente nas periferias”.

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Carta aberta aos deputados paulistas sobre o financiamento para a educação pública estadual

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2014 deverá ser votada em plenário nesta terça-feira, dia 2/07, na Assembleia Legislativa. Para cobrar a ampliação do repasse de ICMS para o financiamento da educação pública no Estado de São Paulo, o Fórum das Seis distribuiu aos parlamentares, nos atos públicos de 27/6, a seguinte carta, contendo reivindicações históricas de estudantes, professores e funcionários das universidades paulistas:

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Ato unificado do Fórum das Seis em São Paulo leva reitoria da Unesp a negociar com as categorias em greve

Cerca de mil pessoas entre estudantes, servidores técnico-administrativos e docentes das universidades estaduais paulistas e do e Centro Paula Souza participaram do ato público por isonomia e democracia realizado pelo Fórum das Seis em frente à reitoria da Unesp, em São Paulo, na última quinta-feira (27). A Unicamp esteve presente com uma delegação formada por dez trabalhadores. À tarde, os manifestantes participaram de um segundo ato público, desta vez na Assembleia Legislativa, para pleitear mais recursos para a educação pública na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2014). Na ocasião, foi realizada uma audiência pública sobre o tema do financiamento, na qual os participantes enfatizaram a necessidade de intensificar as mobilizações nas universidades estaduais paulistas diante da conjuntura de grandes lutas em nível nacional. Em seguida, estudantes da Unesp visitaram os gabinetes dos deputados pedindo a expansão dos 9,57% de ICMS para a educação.

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Parte da delegação do STU no ato unificado do Fórum das Seis

 

Ocupação da reitoria conquista compromissos da reitoria da Unesp

Durante a manifestação ocorrida na parte da manhã, os estudantes organizados no Conselho das Entidades Estudantis da UNESP/FATEC (CEEUF) ocuparam a reitoria com o objetivo de forçar a negociação da pauta unificada dos três segmentos. Os representantes da Adunesp, Sintunesp, CEEUF e coordenação do Fórum das Seis foram recebidos no final da tarde pela vice-reitora em exercício, professora Marilza Vieira Cunha Rudge. A negociação estendeu-se até às 2 horas da madrugada e resultou num acordo assinado por todos os setores em greve. Com isso, os estudantes decidiram desocupar a reitoria.

O acordo prevê o aumento no número de bolsas de estudos para estudantes de baixa renda (447 ainda este ano), expansão do auxílio-aluguel, pagamento retroativo das bolsas para alunos que desenvolvem projetos de extensão ou monitoria, desenvolvimento de um plano de obras específico para a permanência estudantil com prioridade para a construção de moradias e restaurantes universitários para os campi da Unesp que não dispõem dessa infraestrutura, além da reforma e ampliação nos já existentes.

A reitoria também se comprometeu em receber dos alunos uma proposta alternativa ao Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), bem como rever as regras que impedem os estudantes de ter representatividade nos órgãos colegiados centrais da Universidade. Em relação aos técnico-administrativos e docentes, foram definidas as datas das negociações com as entidades sindicais para primeira semana de julho: dia 3, com o Sintunesp e dia 4 com a Adunesp. As reuniões irão tratar de temas como isonomia, carreira e outros itens da pauta específica.

Confira o Boletim Conjunto da Adunesp e Sintunesp sobre o dia de mobilizações:

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Conquistas dão maior fôlego à onda de manifestações pelo Brasil

Depois de conquistar a redução da tarifa do transporte coletivo em mais de 60 cidades, incluindo Campinas, as manifestações que tomaram as ruas do país nas últimas semanas obtiveram novas vitórias esta semana. Entre os resultados da pressão popular está o adiamento para o ano que vem do reajuste dos pedágios no Estado de São Paulo (os mais caros do Brasil), medida que deve ser seguida pelo governo federal nas rodovias federais em todo o país. A Câmara dos Deputados também derrubou a proposta de emenda constitucional que limitava os poderes de investigação do Ministério Pùblico (PEC-37) e retomou a tramitação do projeto que acaba com o voto secreto para a cassação de parlamentares envolvidos em denúncias de corrupção. Além disso, os parlamentares aprovaram o projeto de lei que destina os recursos dos royalties do petróleo à educação pública e à saúde. O texto ainda precisa ser votado pelo Senado e os recursos só chegarão de fato às duas áreas beneficiadas daqui a alguns anos, mas já é um avanço “carimbar” essa verba que virá da exploração das bacias do pré-sal.

A pressão das ruas fez a presidenta Dilma Rousseff recolocar na pauta a proposta de realização de um plebiscito sobre  a reforma política. A consulta, que ainda não tem data e formato definidos, pode abrir espaço para que a população decida sobre temas importantes como o financiamento público de campanha, apontado como um dos principais mecanismos de combate à corrupção pelos movimentos sociais. Como existe a possibilidade da proposta se tornar um referendo, o que implicaria na aprovação de uma reforma feita pelo Congresso Nacional antes que o povo seja consultado, é bem provável que a pauta do plebiscito ganhe força nas ruas nos próximos dias.

Os movimentos sociais não alinhados ao Planalto, no entanto, seguem com a agenda de mobilizações para garantir que promessas saiam do papel e que o governo efetivamente avance em políticas que priorizem os direitos dos povo ao invés dos lucros empresariais. Entre as demandas que seguem na pauta estão a tarifa zero, combate à especulação imobiliária, a implantação de uma política federal de desapropriação de terrenos ociosos e destinação de terrenos da União para habitação popular, acabar com os despejos forçados que vêm sendo promovidos em benefício de empreiteiras que estão construindo equipamentos para a Copa do Mundo, qualificar e desburocratizar o Programa Minha Casa Minha Vida e construção de política federal de aluguel social.

Para STU, mobilizações indicam que povo quer direitos sociais em vez de “direito ao consumo”

Os atos contra o aumento das passagens de ônibus e metrô iniciados em São Paulo ganharam corpo e expressão nacional, dando origem a uma onda de protestos que levaram milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações que inclui o questionamento aos gastos excessivos de dinheiro público com as obras da Copa do Mundo e a exigência de que o deputado Marcos Feliciano deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Diante do novo momento histórico, a diretoria do STU discutiu na reunião realizada nesta segunda-feira (24) o caráter das recentes mobilizações. O debate apontou que o levante popular que está ocorrendo no país é positivo na medida em que leva às ruas a juventude e a classe trabalhadora, sendo fundamental que o STU esteja presente nos atos levantando as bandeiras da categoria e apoiando as pautas de reivindicação de interesse dos trabalhadores.

A gestão “Vamos à Luta!” também acredita que a participação popular massiva evidencia a rejeição dos brasileiros à política de limitar a cidadania ao consumo, imposta pelo Governo Dilma em detrimento da garantia de direitos sociais como saúde, educação e transporte público. A insatisfação da juventude e dos trabalhadores demonstra que além de aumentar o endividamento das famílias, esse projeto não traz melhoras efetivas para as condições de vida da população. As vitórias já obtidas também animam a população a permanecer nas ruas, abrindo espaço para novas conquistas.

Vamos à luta!

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STU organiza ônibus para os atos do Fórum das Seis em São Paulo nesta quinta-feira (27)

Para garantir a participação dos trabalhadores da Unicamp nos atos unificados do Fórum das Seis por democracia e isonomia e por mais recursos para a educação nas universidades estaduais paulistas, o STU organiza um ônibus que sairá da Universidade às 8h30 de quinta-feira.

Para participar, é necessário ir à sede do sindicato ou ligar para (19) 3521.7412 / 3521.7147 / 3289.4242 e se inscrever com a Valéria. O STU irá negociar a liberação dos trabalhadores inscritos com as respectivas chefias.

Confira a programação dos atos de quinta-feira em São Paulo:

– Às 9h, em frente à reitoria da Unesp, em São Paulo: Ato por democracia e isonomia nas universidades estaduais paulistas e no Centro Paula Souza.

– Às 14h, na Assembleia Legislativa de SP: Ato por mais recursos para a educação, universidades estaduais paulistas e Centro Paula Souza na LDO 2014 (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Para maiores informações, procure a secretaria do sindicato.

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Assembleia aprova pauta específica e indicativos do Fórum das Seis

A assembleia geral dos trabalhadores da Unicamp aprovou nesta quinta-feira (20) uma pauta específica de reivindicações que será levada às próximas mesas de negociação com a reitoria da Universidade. O conteúdo da pauta pode ser conferido na íntegra no arquivo abaixo, que também está disponível para download.

Revogação das punições

Durante a assembleia a diretoria do sindicato informou que a reitoria recebeu, na tarde da última quarta-feira (19), a proposta de compensação dos dias não trabalhados referentes à greve de 2011. A proposta foi elaborada com base na negociação realizada entre o sindicato e a reitoria em 2010, quando os trabalhadores tiveram o F3 retirado do histórico funcional e o pagamento dos dias parados mediante o trabalho no projeto “Universidade de Portas Abertas”. Desta vez, o STU também propõe que os dias não trabalhados sejam repostos com cursos de formação sindical.

O sindicato agora aguarda um retorno da reitoria para fechar um acordo sobre o assunto.

Indicativos do Fórum das Seis aprovados

Em relação aos indicativos do Fórum das Seis, foi aprovada a participação dos trabalhadores da Unicamp no ato unificado por democracia e isonomia nas universidades estaduais paulistas e no Centro Paula Souza no dia 27/06, às 9h, em frente à reitoria da Unesp, em São Paulo. No mesmo dia, às 14h, a proposta é seguir para a Assembleia Legislativa para realizar um segundo ato, desta vez por mais recursos para a educação, universidades estaduais paulistas e Centro Paula Souza na LDO 2014 (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

O STU irá organizar um ônibus para levar a São Paulo os servidores interessados em participar do ato do dia 27. O sindicato também irá negociar a liberação desses servidores com as chefias. Fique ligado para a abertura de inscrições que será anunciada nos próximos dias.

Baixe aqui a PAUTA ESPECÍFICA aprovada em assembleia*

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*Em vermelho estão as pautas que serão inclusas na pauta específica da área da saúde ou ainda aguardam redação final, em azul as pautas que já estão em negociação.

 

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Aviso: STU funcionará em regime de plantão na tarde desta quinta-feira (20)

Devido ao protesto contra o aumento da passagem de ônibus que será realizado no centro de Campinas a partir das 17h, os funcionários do STU serão dispensados às 15h e o sindicato funcionará em regime de plantão.

 

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STU e DCE disponibilizam ônibus para ato contra o aumento das passagens em Campinas neste dia 20

O STU e o DCE-Unicamp decidiram disponibilizar dois ônibus para participação da comunidade universitária no ato contra o aumento das passagens que acontece nesta quinta-feira (20) no Centro de Campinas. Um dos coletivos sairá apenas às 17 horas para garantir a participação dos funcionários em participar do protesto. A iniciativa visa garantir uma maior participação da comunidade universitária no primeiro ato em defesa da redução das tarifas que acontece na cidade após o início das massivas mobilizações que têm tomado as ruas de todo o país.
As inscrições foram centralizadas no DCE para garantir agilidade no processo de informação sobre a disponibilidade de vagas. Os interessados podem se inscrever aqui.

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Luta contra o aumento da passagem leva milhares às ruas de todo o Brasil

Foto: DCE Livre da USP

Luciana Araújo e Rodrigo Cruz

Os protestos pela redução das tarifas de transporte coletivo têm levado milhares de pessoas às ruas das capitais brasileiras desde o início deste mês. As manifestações ganharam repercussão internacional depois que a PM de São Paulo reprimiu violentamente os atos realizados na terça (11) e quinta-feira (13), além de agredir e prender transeuntes e pro­fissionais de imprensa.

A população também foi às ruas no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Maceió, Goiânia e Natal, chamando a atenção das autoridades para a situação insustentável do modelo de transporte coletivo baseado em concessões à iniciativa privada e privilégio ao modal rodoviário.

Poucos ganham e a população sofre

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 35% da população brasileira que vive nas áreas urbanas são excluídos do direito de ir e vir por não poder incluir a despesa do transporte no orçamento familiar. O IBGE relata ainda que nos últimos anos o transporte se tornou o terceiro maior gasto da família brasileira. Isso signi­fica que a cada aumento mais famílias são privadas de direitos fundamentais como o acesso ao emprego, saúde, educação e cultura. Os dois órgãos são vinculados à União.

Por isso, os movimentos sociais que lutam pelo direito à vida digna nas cidades reivindicam o fim das concessões que entregam o serviço de transporte nas mãos da iniciativa privada. Esse modelo vem crescendo sob as suspeitas de que muitas vezes empresas que ­ financiam campanhas eleitorais são as principais bene­ficiárias das concessões. Os manifestantes também defendem a criação de um imposto progressivo sobre os pagamentos de royalties e transações ­financeiras internacionais que permitam zerar as tarifas.

Campinas também vai às ruas nesta quinta-feira (20)!

Em Campinas, cidade que tem a tarifa mais cara do país (R$ 3,30), uma manifestação foi convocada para esta quinta-feira (20) no Largo do Rosário, a partir das 17h.

Em dezembro passado, quando o ex-prefeito Pedro Sera­fim (PDT) fixou o último reajuste, a Frente de Entidades e Movimentos Sociais Contra o Aumento da Passagem de Campinas elaborou um abaixo-assinado contra o aumento. Mais de 10 mil moradores da cidade subscreveram o documento, entregue ao presidente da Câmara Municipal, Campos Filho (DEM), no dia 20 de fevereiro deste ano. Até hoje, nenhuma resposta foi dada à população.

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Boletim 036/2013

Baixe aqui o Boletim 036/2013, de 18 de junho de 2013.

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