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porStéphane Powaczuk

24 de janeiro é dia dos aposentados e aposentadas. O que temos para comemorar?

Já são cinco anos sem reajuste salarial para trabalhadores(as) do serviço público. Entre eles estão aposentados(as) que, em sua grande maioria, são arrimo das famílias. Situação que foi agravada com a pandemia de Covid-19 e deixou um rastro de destruição com perdas de entes queridos, desemprego de filhos e netos. Com isso foram agravadas também as violências contra as pessoas idosas, sendo a econômica a mais grave, seguida das seguintes: física, psicológica, social, patrimonial, racial, homofóbica, religiosa, de gênero, além do abandono. Idosos(as) ainda servem de chacota para piadistas, que ganham a vida menosprezando sentimentos dessa camada da população. É o idadismo, mal presente na sociedade, que pensa ser a juventude eterna, e as pessoas 60+ descartáveis.

Com o isolamento social, a falta de intimidade com as mídias sociais por grande parte das pessoas idosas ficou evidente, dificultando a interação com familiares, amigos, grupos sindicais, religiosos, sociais, de viagem, enfim, limitou o compartilhamento de apoios e interação tão necessários para o bem viver.

As últimas reformas da previdência tiraram direitos e aumentaram o tempo de contribuição para homens e mulheres. Para os servidores(as) públicos(as) não foi diferente. A aposentadoria passou a ser vista como castigo para quem tem direito de se aposentar. Todo dia o governo inventa um jeito de prejudicar quem contribuiu com a construção do país. Todo dia o Ministério da Economia tenta manobras para levar as aposentadorias ao nível da miséria, querendo copiar o modelo implantado por Paulo Guedes no Chile, onde a maioria dos aposentados não podem sequer comprar seus remédios. É o sonho da privatização da Previdência.

Diante de todo esse malabarismo do mal, o presidente da República assinou em 5 de fevereiro de 2021, o Decreto 10.620, que transfere aposentados(as) e pensionistas das autarquias e fundações para a vala comum do INSS, onde já tem mais de 30 milhões de beneficiários do RGPS e mais 660 mil do RPPS. Um órgão que já tem mais de 1.875.000 demandas represadas, com pessoas esperando auxílio-saúde há mais de um ano, correção de benefício há mais cinco anos, aposentadoria há mais de quatro anos, sem falar em outros benefícios, como um simples auxílio natalidade. E lá vamos nós, resolver nossas demandas no INSS, onde não sabemos nem por onde começar. Nunca tivemos essa experiência porque todos os nossos problemas foram resolvidos nas universidades, conversando com nossos companheiros(as).

Para dar cumprimento ao decreto a Presidência do INSS publicou em 13 de outubro/2021 a Portaria 1.365 com o cronograma que as universidades deverão seguir para a transferência de aposentados(as) e pensionistas para aquele órgão, com um prazo de até julho/2022. Dessa forma, se nada for feito, lá estaremos ainda esse ano.

A FASUBRA Sindical ingressou como Amicus Curae na ADIN 6767, impetrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), para que seja suspenso o Decreto 10.620. Essa ADIN está com a ministra Rosa Weber aguardando julgamento. Outra forma de derrubar o famigerado decreto é ter aprovado no Parlamento um decreto parlamentar nesse sentido. O deputado Jorge Solla PT/BA e mais 30 parlamentares do partido já entraram com esse decreto parlamentar que está aguardando ser colocado em pauta.

Não podemos ficar esperando decisões judiciais e parlamentar que podem demorar anos para sair. É preciso um trabalho efetivo dos nossos SINDICATOS junto às reitorias e conselhos universitários. É preciso fazer a política sindical nas universidades, chamar aposentados(as), pensionistas, aposentandos e futuros aposentados para a luta. É preciso dar ciência dos problemas que teremos se formos para o INSS. É preciso união! É preciso LUTA!

A FASUBRA, por meio de sua Assessoria Jurídica orientou os sindicatos a entrarem na justiça em seus estados, com uma Ação Civil Pública – ACP com o objetivo de conseguir liminar para barrar a transferência. Cabe aos sindicatos analisarem essa possibilidade.

Dia 24 é dia de Luta Nacional contra o Decreto 10.620. Participe!

Texto e foto: FASUBRA Sindical

porFernanda de Freitas

AGENDA CAMPINAS | Dia de Nacional de Luta da Classe Trabalhadora

É hoje, 24/03…. vamos todos, todas e todes juntos nesse #DIA24pelaVIDA:

📌 Em defesa da VIDA! Pelo fechamento total das atividades (lockdown) por 15 dias em todo o Brasil para frear a pandemia, as mortes e o colapso do sistema de saúde.

📌 Em defesa do AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$ 600 e PROTEÇÃO AOS EMPREGOS enquanto durar a pandemia, para que o povo possa sobreviver e enfrentar a fome e a carestia.

📌 Pela VACINA JÁ! Para todas as pessoas, em defesa do SUS.

📌 Pelo #Fora Bolsonaro – Pelo fim de um governo genocida que está matando o povo brasileiro pela doença e pela fome.

📌 CONTRA A PEC 32/2020 DA REFORMA ADMINISTRATIVA que precariza as relações de trabalho do funcionalismo, incentiva a preservação dos privilégios e aprofunda o desmonte dos Serviços Públicos.

A partir das 12h começa a Live solidária com a presença dos/as vereadores/as da bancada de esquerda de Campinas e representantes dos movimentos sociais e sindical que participam da organização desse evento.

E mais tarde, às 18h, tem a #Live do STU com o Toninho, coordenador geral da Fasubra Sindical, João Paulo Ribeiro (JP), da Coordenação Jurídica e Relações do Trabalho da Fasubra Sindical, e José Luis Pio Romera, coordenador geral do STU. Será no Facebook do Sindicato [https://www.facebook.com/stu.unicamp].

Use nas postagens em redes sociais, mobilização e agitação para as ações do dia 24/03 a hashtag  #DIA24pelaVIDA para que possamos dar visibilidade às ações programadas.

Paralise suas atividades amanhã, quarta-feira, em defesa do SUS, dos Profissionais da Saúde, do Serviço Público e da Vida!

Campanha de Solidariedade

Nesse período de pandemia em que muitos perderam o emprego e nem todos receberam ajuda do governo, a Campanha de Solidariedade, promovida pelo STU, ADunicamp e Movimentos Sociais, continua a todo vapor e tem ajudado muitas famílias a garantir sua sobrevivência.

No #Dia24PelaVida estaremos com a nossa perua de som na região de Barão Geraldo arrecadando alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e higiene para a Campanha de Solidariedade.

Disponibilizamos uma conta bancária para quem preferir fazer sua doação por depósito/transferência bancária [Banco: Caixa Econômica Federal / Agência: 2966 / Operação: 003 / Conta Corrente: 515-3 / CNPJ STU: 66.072.414/0001-34].

Além da Campanha de Solidariedade do STU haverá uma campanha organizada por diversos movimentos sociais que estarão arrecadando doações ao logo das atividades desta quarta (confira no card abaixo).

Mesmo que você esteja em casa, é fundamental PARAR pela vida, pela vacina, pelos empregos, pelo Auxílio Emergencial de R$ 600 e pelo Serviço Público.

Só a luta de todos nós, juntos e organizados, pode salvar vidas!

Contamos com sua mobilização: #ParePelaVida!

porFernanda de Freitas

#DIA24pelaVIDA protesta pela vacina, auxílio emergencial e defesa dos serviços públicos

Nesta quarta-feira (24/03), é o Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida, da Vacina, do Fortalecimento do SUS, dos Serviços Públicos, do Emprego, do Auxílio Emergencial de R$ 600.

Todos os brasileiros insatisfeitos com os rumos do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) na área econômica, social e na falta de ações efetivas de combate à pandemia do novo coronavírus precisam protestar!

O dia está sendo convocado pelas centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

O chamado é pela paralisação de todas as atividades possíveis neste dia, um “lockdown da classe trabalhadora”.

No estado de São Paulo, serão promovidas ações, atividades e atos simbólicos na capital e em várias cidades.

O Fórum das Seis apoia e participa da organização das atividades de 24 de março, por meio da Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, e conclama a comunidade acadêmica da Unesp, Unicamp, USP e Centro Paula Souza a se engajar.

Motivos para aderir não faltam:

  • A maioria vulnerável da população está há mais de três meses sem o auxílio emergencial (agora aprovado em valores miseráveis, entre R$ 150,00 e R$ 375,00, e deixando de fora milhões de pessoas);
  • A saúde pública está próxima do colapso;
  • As taxas de desemprego continuam subindo.

Como pano de fundo deste cenário de caos, está o agravamento da pandemia por conta da política genocida do governo federal, sintetizada na falta de vacinas e de testagem em massa, de políticas de distanciamento social, de um auxílio emergencial digno, de apoio ao pequeno e microempresário.

A situação é grave

O Dia de Luta ocorrerá no momento de maior gravidade da pandemia da Covid-19 no Brasil, com o esgotamento dos leitos de UTI em todo o país e com o número de mortes aumentando a cada dia. O país caminha em ritmo acelerado para a trágica marca de 300 mil mortes, sendo atualmente o “campeão” em óbitos diários no mundo. No estado de São Paulo, a situação também é dramática, com mais de 65 mil mortos.

O governo federal, que deveria liderar o país contra a pandemia – com investimento na compra de vacinas e em campanhas de explicam a importância do isolamento social, uso de máscaras, da vacinação etc. – age na contramão e colabora decisivamente para que o país seja visto como ameaça global na disseminação do vírus e suas variantes. Em paralelo, prioriza, com sua base no Congresso Nacional, mais cortes no orçamento e menos proteção social à população.

Os servidores, que têm garantido os serviços de atendimento à população, apesar de tudo, foram eleitos como “inimigos públicos” e sofrem seguidos ataques.

Em meados de 2020, aproveitando-se da necessidade de regulamentar a ajuda da União aos estados e municípios, o governo federal aprovou no Congresso Nacional a Lei Complementar 173/2020, colocando como exigência uma série de ataques ao funcionalismo: congelamento de reajustes, contratações, contagens de tempo e outros até dezembro de 2021. Estas medidas estão sendo contestadas judicialmente por entidades sindicais de todo o país.

Mais recentemente, o Congresso aprovou a Proposta de Emenda Constitucional 186, a chamada “PEC Emergencial”, condição para que o governo federal conceda novo auxílio emergencial no âmbito da pandemia (minúsculo, por sinal).

O ministro Paulo Guedes aproveitou novamente a “oportunidade” e inseriu na PEC – já transformada em Emenda Constitucional 109, de 16/3/2021 – um conjunto de ataques aos servidores públicos.

Trata-se de alteração da Constituição Federal, que permite a instituição de mecanismos de ajuste fiscal sobre o gasto público sempre que as despesas obrigatórias da União superarem 95% da despesa total sujeita ao teto de gastos: proibição de reajustes e de benefícios (não previstos em lei anterior), contratações somente para repor vacâncias etc.

A única concessão feita foi quanto às progressões e promoções de carreira dos servidores, que estavam proibidas no texto original, mas foram retiradas na reta final. Embora não obrigados a seguir a regra, estados e municípios perderiam o direito a repasses e negociações com o governo federal se não o fizerem.

A PEC 32, da Reforma Administrativa, continua tramitando no Congresso, com outros pesados ataques ao funcionalismo público.

Vamos gritar por nossas bandeiras

– Em defesa da VIDA! Pelo fechamento total das atividades (lockdown) por 15 dias em todo o Brasil para frear a pandemia, as mortes e o colapso do sistema de saúde.

📌 Auxílio emergencial de R$ 600 e proteção aos empregos enquanto durar a pandemia, para que o povo possa sobreviver e enfrentar a fome e a carestia.

📌 ‘Vacina, já’ para todas as pessoas, em defesa do SUS.

📌 ‘Fora, Bolsonaro!’ Pelo fim de um governo genocida que está matando o povo brasileiro pela doença e pela fome.

📌 Contra a PEC 32/2020 da Reforma Administrativa que precariza as relações de trabalhado do funcionalismo, incentiva a preservação dos privilégios e aprofunda o desmonte dos Serviços Públicos.

Como participar do #DIA24pelaVIDA

As atividades de 24 de março são prioritariamente virtuais, mas também ocorrerão manifestações presenciais (com todas as medidas sanitárias preventivas) em praças, em frente às câmaras de vereadores, assembleia legislativa etc.

Fique atento às atividades em seu município, região e estado e participe.

Registre as ações da sua cidade e nas quais você se engajar! Fotografe, filme e poste as mobilizações nas redes usando a #hashtag #DIA24pelaVIDA para que possamos dar visibilidade às ações programadas.

Façamos do dia 24 um grande dia de mobilização e luta! Fora, Bolsonaro!

Atividades agendadas no dia 24/3

10h – Aula Pública “Serviços públicos, pandemia e defesa da vida”, com Plínio de Arruda Sampaio Júnior (professor de economia da Unicamp); Domingos Alves (professor de Medicina da USP, um dos autores do estudo “Condições para a reabertura da Rede Escolar no Município de Ribeirão Preto no contexto da pandemia de Covid-19”) e Flávia Bischain Rosa (professora da rede pública paulista). Inscreva-se: bit.ly/Aula24M

12 às 14h: Twittaço com as tags #ForaBolsonaro #VacinaJá #DerrubaPEC32 #DIA24pelaVIDA

17h: Plenária Popular Fora Bolsonaro-SP, convocada por entidades que integram a Frente Paulista em Defesa do Serviço Público. O link será divulgado na manhã do dia 24/3.

Fonte: Fórum das Seis