Categoria Na Mídia

porFernanda de Freitas

Neste domingo tem Festival Feminista Virtual

Os movimentos de mulheres organizados de Campinas realizam o Festival Feminista, neste domingo (21/02), das 16 às 18h.

Esse esquenta para o 8 de março, Dia Internacional de Luta da Mulher, será transmitido pela página do Facebook do Comitê de Mulheres pela Democracia e nas páginas dos movimentos de mulheres, com transmissão cruzada.

Para a atividade estão confirmadas até agora as cantoras e grupos de música da cidade, entre elas: Andréa Preta, Ilcéi Mirian, Bruna Volpi, Mana Dinga e Samba de Yaya e As Mulheres Marielle/MST.

Este ano nos impõe grandes desafios, nossas vidas estão ameaçadas e nossos direitos sendo retirados um a um. Por isso, o 8 de março terá como centro o #ForaBolsonaro e Mourão, o Auxílio Emergencial Já, Defesa da Vacina para todas as pessoas e a defesa do SUS e a denúncia sobre a violência contra as mulheres que aumentou muito durante a pandemia.

Mais informações com: Lourdes Simões (19) 98197-2990; Laura Leal (19) 99764-7659 ou Beatriz Tristão 98741-0353.

Fonte: Comitê de Mulheres pela Democracia

porFernanda de Freitas

STU garante liminar que obriga a Unicamp a divulgar lista de vacinados contra a Covid-19

O STU garantiu liminar na Justiça que prevê que a Unicamp forneça regularmente a listagem de profissionais imunizados na instituição, as doses recebidas e os critérios de prioridade estabelecidos para o recebimento da vacina. A liminar foi concedida sexta-feira passada (29/01) pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Wagner Roby Gidaro.

Motivado pela denúncia de que houve violação na fila de prioridades de imunização pela vacina contra a Covid-19, o  descumpre gravemente a determinação do Plano Nacional de Imunização, o STU  ajuizou uma ação civil pública para garantir transparência nas ações da Unicamp.

Essa conquista é muito importante e necessária já que a Unicamp não deu mostras de liberar a listagem de forma conciliadora, apesar de o STU solicitá-la por ofício.

A alegação de que os nomes dos servidores deveriam ser mantidos em sigilo, como foi ventilado pelo campus, não tem o menor cabimento, já que há um esforço nacional para a vacinação em massa com divulgação, inclusive, dos primeiros imunizados em cada parte do país. Além disso, os servidores na linha de frente são os principais interessados de que seja respeitada a ordem de prioridade estabelecida pelo governo Federal.

De acordo com a liminar garantida “O sigilo é exceção e deve ocorrer somente quando a publicidade tem valor negativo para o interesse público”.

O magistrado compartilha do entendimento do Sindicato de que a lista de vacinação é de interesse público e que a transparência e o cumprimento fiel da lista de imunizados contribuem na fiscalização do procedimento e não coloca em risco a vida do servidor imunizado.

A Unicamp tem prazo de 30 dias úteis, a partir da notificação, para apresentação da defesa.

Vacinação na Unicamp

No dia 18 de janeiro começou a aplicação das primeiras doses da vacina CoronaVac nos profissionais da Unicamp.

A Universidade recebeu da Secretaria Estadual da Saúde 4 mil doses da vacina, que possibilita a imunização de 2 mil funcionários que atuam diretamente na atenção a pacientes confirmados ou com suspeitas da Covid-19.

Confira abaixo a liminar conquistada pelo STU.

Imagem Capa/Banner: Wikimedia Commons

porFernanda de Freitas

Beneficiário da Unimed Campinas tem desconto em farmácias

A Unimed Campinas está oferecendo descontos nas farmácias Droga Raia e Drogasil para todos os beneficiários.

O desconto é válido até 31/10/2020, sendo:

  • Até 45% de desconto nos medicamentos genéricos tarjados;
  • Até 30% de desconto nos medicamentos genéricos tarjados;
  • Até 20% de desconto nos medicamentos de marca;
  • Até 5% de desconto em produtos de perfumaria, higiene pessoal e beleza.

Para aproveitar esses descontos basta apresentar a carteirinha do plano de saúde no momento da compra.

Divulgue para seus colegas de trabalho!

Obs.: Esses descontos possuem tempo limitado, não são cumulativos com outros descontos e podem ser alterados sem aviso prévio.

porFernanda de Freitas

Sem ações do governo e apoio à agricultura familiar, preços de alimentos disparam

Trabalhadores cortam pela metade a compra de produtos básicos como arroz e feijão, enquanto Bolsonaro faz marketing pedindo patriotismo a empresários. Dieese diz o que governo pode fazer para baixar os preços

Só nos primeiros oito meses deste ano, o arroz subiu, em média, 30%, e feijão acumula alta de 28,92%, segundo o IPCA do IBGE, e ficaram caros demais para a maioria da população, em especial os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres, que foram obrigados a cortar esses itens básicos, preferência nacional em todas as mesas do país.

É o caso da manicure Lucineide Moura, 52 anos, de São Paulo, casada, dois filhos, que reduziu a quantidade que dos produtos que comprava todos os meses para alimentar a família.

“Antes, a gente comprava três pacotes de 5kg de arroz. Cada um custava R$ 16,00. Hoje, pulou para R$ 24,00. Então, agora, compramos só dois pacotes. Cortei o feijão, o café, o açúcar e procuro sempre o que é mais barato”, diz a trabalhadora, que não faz ideia do porque desses aumentos absurdos nem o que pode ser feito para conter a disparada dos preços.

O vilão da alta dos preços é o modelo de produção do agronegócio, a monocultura, que prioriza produtos para a exportação como soja, café, açúcar, trigo e carne, mesmo não sendo os mais consumidos pela população, explica o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Junior.

“Pelo conjunto dos alimentos que consumimos a nossa diversidade de produção deveria ser muito maior, mas o agronegócio é voltado somente para poucas culturas”, diz.

E nesse pequeno universo de produtos, com dólar alto, hoje na casa dos R$ 5,30, o agronegócio vê mais vantagem, leia-se mais lucro, em vender a produção para outros mercados, desabastecendo o mercado nacional.

O diretor técnico do Dieese também responde a outro questionamento que os trabalhadores fazem quando a compra do básico para a família compromete seus orçamentos e torna a sobrevivência ainda mais complicada: tem como baixar? E a resposta é simples: bastaria o país ter um presidente que adotasse políticas públicas, como manter estoques reguladores para abastecer o mercado interno. “Além de inter-relações com parceiros como a Argentina para a produção de grãos de clima temperado, caso do arroz e do trigo”, pontua Fausto.

“Mas tudo isso são ações estruturais que Bolsonaro não acredita e inclusive implode”, afirma.

Outro caminho é o fortalecimento da Agricultura Familiar no Brasil, responsável por cerca de 70% do que vai à mesa dos brasileiros. O que o agronegócio não produz é a agricultura familiar quem dá conta.

Um exemplo é o feijão, alimento que faz parte da cultura brasileira e que vem perdendo espaço na produção nacional. Pequenos produtores cultivam o grão, mas se o setor encolhe, não tem investimentos para produção, como desde o golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, o mercado interno também fica escasso para o produto, assim como de vários outros.

“O setor é pouco valorizado no Brasil. Precisa de mais apoio e um olhar com muitos cuidados”, diz o diretor técnico do Dieese.

Com certeza, a solução para resolver o problema não é o que Jair Bolsonaro (ex-PSL) vem fazendo, indo às redes sociais ou aparecendo na imprensa pedindo para os empresários manterem preços baixos, o que para ele significa um ato de patriotismo.

Queda no poder de compra    

Fausto explica ainda que o consumo interno foi prejudicado pela redução do poder de compra dos brasileiros desde o início da pandemia. Segundo ele, este é outro fator que eleva os preços, ou seja, com menos gente comprando, os preços também ficam mais altos.

A explosão dos preços coincide com o período mais crítico da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), quando milhares de trabalhadores e trabalhadoras, em especial os mais pobres, foram demitidos ou tiveram a renda reduzida por causa das medidas para conter a expansão do vírus como o isolamento social. No caso dos informais que dependem das ruas para vender seus produtos, a renda foi zerada.

A manicure Lucineide e seu marido, que é pintor de paredes, tiveram uma redução enorme na renda familiar. Ela ficou sem trabalhar durante 4 meses sem renda alguma. Ele foi para casa com metade do salário. Ambos voltaram a trabalhar, mas tanto o salário quanto a oficina mecânica continuam vazios, e com o aumento dos preços os cortes na compra de alimentos continuaram, sem prazo para terminar.

Lucineide conseguiu receber o auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional de R$ 600, o que ajudou um pouco, mas agora, depois que  Bolsonaro decidiu ampliar o pagamento do auxilio até dezembro, mas reduziu o valor para R$ 300,00, ela vai comprar cada vez menos porque enquanto a renda continua em queda, os preços aumentam sem parar, diz.

“Depois da pandemia, tive 80% de redução no que eu ganhava. Agora a água aumentou, a luz aumentou, o preço do gás é um absurdo e a gente vai no mercado e vê esses preços altos. Quem aguenta?”, questiona. 

Eu avisei

Marcos Rochinski, Coordenador-Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Contraf-Brasil), lembra que desde o início da pandemia, as entidades que representam os trabalhadores na agricultura familiar já alertavam para a alta nos preços nos alimentos.

“Já dizíamos ao governo que era necessário investir na produção e alimentos, que se não tivéssemos credito emergencial e comercialização para os agricultores familiares teríamos alta de preços, porque a partir do momento que não se estimula a produção, essas pessoas se desestimulam ou produzem apenas o necessário para o seu consumo e o que tem certeza de que vai  comercializar”.

Fonte: CUT ( Escrito por: Marize Muniz e André Accarini)

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar: profissional da saúde cometeu suicídio após mãe falecer de Covid-19

No dia 28/07, o enfermeiro no Hospital das Clínicas, em Pernambuco, Marcone César Tabosa, de 32 anos, cometeu suicídio decorrente da dor de perder a mãe para a Covid-19. As informações são dos próprios colegas de profissão de Marcone.

Segundo o que foi divulgado, ele se jogou do 10º andar do prédio em que morava, após sua mãe falecer por complicações do novo Coronavírus, o que o deixou completamente abalado.

Além dos riscos à saúde, a pressão exercida pelas chefias e as péssimas condições de trabalho, esses trabalhadores precisam lidar com a insegurança que ronda a sua vida e de seus familiares.

Infelizmente essa triste realidade assola a vida dos profissionais da saúde que estão na linha de frente do enfrentamento à pandemia, principalmente pela incerteza das políticas sanitárias deficitárias impostas pelos governos.

Diante de perda tão precoce, a diretoria do STU envia condolências aos familiares e amigos de Marcone César Tabosa e reforça o sentimento de pesar e votos para que encontrem o conforto merecido.

E nesse misto de sentimento de pesar, mas também de gratidão, rendemos nossas homenagens e respeito ao colega pela inestimável dedicação ao serviço público e à saúde pública.

Campinas, 31 de Agosto de 2020

porFernanda de Freitas

Contrate a CDA Assistência Odontológica via online

Devido à gravidade da situação gerada pela pandemia da Covid-19, os cuidados com a saúde precisam ser redobrados.

Pensando nisso e seguindo uma tendência mundial, a CDA Assistência Odontológica está disponibilizando a contratação do plano direto pela internet. É possível contratar de forma rápida e simples, sem sair de casa. Basta acessar o site odontocda.com.br.

porFernanda de Freitas

Marcha Virtual pela Vida

Frente pela Vida, movimento que reúne entidades da sociedade civil, convida a todos para o Dia “V”, em defesa da vida, da saúde e do SUS, da solidariedade, do meio ambiente, da democracia, da ciência e da educação.

Vamos nos juntar a essa importante mobilização comprometida com o direito à vida, a saúde e do SUS, a ciência, a solidariedade, o meio ambiente e a democracia. nesta terça-feira (9).

Confira a programação e veja como fazer parte!

Manifeste-se virtualmente em 4 passos:

1º Acesse Manif.app ou utilize a janela abaixo;

2º Clique no botão “Manifestar-se”. Seu avatar, de cor vermelha, aparecerá no mapa;

3º Arraste seu boneco no mapa até nossa manifestação, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (DF);

4º Escreva sua mensagem no campo Slogan no app (destacado na ilustração na caixa em vermelho).

Para mais informações acesse https://marchavirtualpelavida.org.br/

Fonte: Portal Marcha Virtual pela Vida

porFernanda de Freitas

Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia lança cartilha em defesa do SUS

O SUS pertence a todos nós, tomar posse e defendê-lo é lutar pela vida.

Historicamente o STU sempre esteve na luta em defesa de um SUS Universal, Público e Gratuito porque acredita que lutar pelo SUS é lutar pelo Brasil.

Confira a cartilha produzida pela ABMMD (Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia).

porFernanda de Freitas

Nota Pública contra a flexibilização gradual do isolamento social em Campinas

O prefeito de Campinas, Jonas Donizete (PSB), completamente na contramão das projeções científicas que atestam um acirramento da crise do COVID-19 para as próximas semanas, anuncia nesta segunda-feira 27/04 a flexibilização gradual do isolamento social com a abertura de parte do comércio e dos serviços, não essenciais, a partir de 4 de maio de 2020.

Esta decisão do prefeito de Campinas necessita de aprovação da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.  O Governador Dória estipulou, com condições, a reabertura gradual das atividades sociais e comerciais de SP a partir de 11 de maio.

Claramente pressionado pelo comércio local que aposta no Dia das Mães para recuperar as vendas abaladas pela pandemia do Coronavírus, Jonas Donizete prefere arriscar vidas a contrariar os interesses econômicos da cidade.

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) manifesta-se contra esta decisão do prefeito de Campinas, pois expõe a população e os trabalhadores do comércio e serviços a riscos evitáveis de contaminação e disseminação do COVID-19 na cidade e região.

Vidas importam!

Confira o Plano de Monitoramento da Pandemia de Covid-19 em Campinas e Flexibilização do Distanciamento Social organizado pelo prefeito.

porFernanda de Freitas

Partidos da oposição cobram contribuição dos bancos na pandemia do COVID-19

Partidos da oposição divulgaram, nesta quinta-feira (2/4), uma nota conjunta intitulada “Em defesa da saúde, dos empregos e dos salários; cobrar dos banqueiros sua cota nesta crise”.

A nota critica a condução da crise pelo governo federal, defende a urgente mobilização por recursos financeiros e logísticos durante a pandemia do novo coronavírus – COVID-19, pede a rejeição da MP 936 e a construção de uma proposta que realmente garanta a estabilidade no emprego e o pagamento dos salários.

Segundo o documento, é urgente mobilizar todos os recursos financeiros e logísticos para adquirir, dentro e fora do país, equipamentos hospitalares e de proteção ao público e aos profissionais de saúde; oferecer leitos de UTIs e aplicar testes à população nos parâmetros médico-científicos.

“Para dar uma amostra do atraso e insuficiência das ações no Brasil: apesar do remanejamento de R$ 5 bilhões nas emendas orçamentárias, apenas R$ 424 milhões foram transferidos aos estados e somente esta semana chegaram ao país os 500 mil testes adquiridos na China, igual ao volume que a Alemanha aplica em apenas uma semana. É preciso recuperar o precioso tempo perdido com os erros e a imprevidência do governo federal nesta crise”.

Fonte: Fasubra Sindical (foto divulgação)

porFernanda de Freitas

Nota do STU em Solidariedade aos Lutadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Nota de Solidariedade às famílias de trabalhadores sem terra do Acampamento “Marielle Vive!”, em Valinhos/SP, especialmente, à família do companheiro Luiz Ferreira da Costa assassinado nesta quinta-feira (18).

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porFernanda de Freitas

2º Dia Nacional em Defesa da Educação

As entidades estudantis – UNE, UBES e ANPG – com os movimentos sindical ligados à educação – Fasubra, Andes, Contee e CNTE, entre outros – e os movimentos populares estão convocando o “2º Dia Nacional em Defesa da Educação”, em 30 de maio.
A pauta central das reivindicações será, mais uma vez, o repúdio ao corte de 30% da Educação Pública pelo governo.
As declarações desrespeitosas de Bolsonaro sobre os protestos de 15 de Maio serviram de combustível para a construção dessa nova mobilização. Até porque não somos idiotas! Somos cidadãos e cidadãs indignados com um governo que ignora o papel essencial da Educação Pública para o desenvolvimento do país.

Vamos organizar nossa participação nessa mobilização rumo à construção da Greve Geral, em 14 de junho.

 

 

porFernanda de Freitas

100 dias de governo Bolsonaro:Trabalhadores não têm nada a comemorar

É obvio que nunca se espera muita coisa após cem dias de um governo. Esse prazo serve para ver o rumo do governo, sua capacidade de articulação e quais são seus reais compromissos prioritários.
No caso do governo Bolsonaro é difícil pautá-lo pelos compromissos programáticos que assumiu, já que no curso da eleição o candidato não apresentou propostas, não participou de debates, se ausentou da campanha, focando a discussão com seus apoiadores nas redes sociais. Além disso, teve ainda a tentativa de assassinato que o deixou hospitalizado.
A retórica do candidato foi pautada na desconstrução dos adversários, principalmente os progressistas, num discurso muitas vezes falseado pelos “fake news”, pelo moralismo e a defesa de valores conservadores, dá segurança reforçando a militarização e as armas e uma ideia vaga de que a economia seria liberal, conduzida pelo homem de sua confiança, Paulo Guedes, que tem fortes laços com o sistema financeiro.
Nesses cem dias de governo vimos:
– Ataques às organizações populares, sindicatos, imprensa e falta de apreço pela democracia;
– Uma incapacidade de apresentar uma saída econômica para o país numa situação de crise em que o desemprego já atingiu 13,5 milhões de trabalhadores, segundo o IBGE;
– Um governo que segue as bases econômicas que gerou o governo Temer, em que a Reforma da Previdência, assim como a Reforma Trabalhista, tem como único objetivo jogar nas costas dos trabalhadores a crise. As mudanças nas regras da Previdência, torná-a quase inatingível para a maioria dos trabalhadores e quebra a Seguridade Social que garante a sobrevivência da população mais pobre. Tem ainda a intenção de entregar aos bancos a Previdência num modelo de capitalização em que só os trabalhadores contribuem.
– Sinaliza com o desmonte do serviço público e do Estado. Propôs a autonomia do Banco Central e quer a privatização das nossas principais empresas estatais. As cinco principais estatais, Banco do Brasil, CEF, BNDES, Eletrobras e Petrobrás renderam só em 2018 um lucro acumulado de R$ 51,9 bilhões e o governo Bolsonaro fala em arrecadar R$ 222 bilhões com a entrega dessas empresas. Um crime lesa pátria!
– Fugindo às tradições do Brasil, o governo faz uma política internacional ideológica, se junta às ameaças a outros povos e não contribui com a busca da paz, que pautou historicamente a atuação do país no cenário internacional.
– Um grande retrocesso na educação através do descaso e desrespeito com as Universidades e Escolas Públicas. O Ministério da Educação prioriza o ataque aos professores, estimula a guerra ideológica e não promove nenhuma ação que aponte para melhora da educação.
Por tudo isso, não há nada para comemorarmos nesses 100 dias de governo Bolsonaro. Há sim, uma necessidade dos trabalhadores fortalecerem a luta para derrotar esse governo e as políticas que destroem os direitos e o país.

 

 

Movimentos sociais e sindicais mobilizados na Unicamp colheram assinaturas do abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência

                                                        Movimentos sociais e sindicais mobilizados na Unicamp colheram assinaturas do abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência

porFernanda de Freitas

Cartilha da Reforma da Previdência

As Centrais  Sindicais, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo lançou a cartilha “Com a Reforma da Previdência do Bolsonaro #vocênãovaiseaposentador” que explica que essa proposta impõe uma série de medidas cruéis que pioram as regras sobre os benefícios previdenciários acabando com nossos direitos duramente conquistados.

Para tentar confundir a população o governo tem investido pesado na divulgação dessa proposta com a justificativa de que é necessário, diante do déficit da Previdência Social, mudar as regras da aposentadoria, deixando em segundo plano os graves prejuízos que serão impostos. E pior, usa a falsa alegação de que pretende combater as desigualdades e privilégios, quando na verdade pretende atacar os pobres.

Acesse aqui a cartilha sobre a Reforma da Previdência

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2019/04/web-cartilha-contra-a-reforma-da-previdencia.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

 

porFernanda de Freitas

Centrais sindicais divulgam nota de repúdio a Bolsonaro

O repúdio a candidatura Bolsonaro fez com que as Centrais Sindicais se pronunciassem. Em nota, intitulada “Sindicalistas contra o projeto fascista de Bolsonaro”, seis centrais classificam Bolsonaro como “anti-trabalhadores” e repudia o candidato do PSL “por sua postura antidemocrática, intolerante com minorias, que faz apologia da violência, e pela sua conivência com práticas repugnantes, como a defesa de torturadores”. A nota é assinada pela CSP-Conlutas, Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), CSB, Nova Central e Intersindical.

Leia a íntegra da nota das centrais sindicais:

 

“Sindicalistas contra o projeto fascista de Bolsonaro

Nós, sindicalistas brasileiros, das mais variadas tendências, que apoiamos candidatos de diversos partidos na próxima eleição presidencial, repudiamos o candidato Jair Bolsonaro.

Repudiamos por sua já conhecida postura contra a organização sindical, portanto, anti-trabalhadores, por sua postura antidemocrática, intolerante com minorias, que faz apologia da violência, e pela sua conivência com práticas repugnantes, como a defesa de torturadores.

O horizonte que ele nos apresenta é de um país marcado pela exploração do trabalhador, pela violência, pelo racismo, pela discriminação, pela repressão, pela dilapidação do patrimônio nacional, pelo desrespeito aos direitos humanos e pelo desrespeito aos direitos democráticos, garantidos na constituição, e ameaça de retorno a ditadura militar.

E nossa luta, como sindicalistas, é justamente o oposto disso: queremos um país com geração de empregos, trabalhadores valorizados e com poder aquisitivo, com licença-maternidade, férias, décimo-terceiro salário, com a PEC das domésticas, com aposentadoria e respeito aos aposentados, valorização dos servidores públicos, um país marcado pela convivência pacífica e produtiva entre pessoas das mais diversas raças, origens, gêneros e culturas, queremos um Estado laico e, sobretudo, respeito aos direitos sociais e democráticos garantidos pela Constituição e à soberania nacional.

Por eleições democráticas e por dias melhores para o Brasil, conclamamos a que todos digam não a Bolsonaro!

São Paulo, 22 de setembro de 2018

 

Miguel Torres, Presidente interino da Força Sindical

João Carlos Gonçalves, Juruna, Secretário Geral da Força Sindical

Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

Wagner Gomes, Secretário Geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

José Avelino Pereira, Chinelo, Presidente interino da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

Álvaro Egea, Secretário Geral da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

Moacyr Auersvald, Secretário Geral da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical

Nilza Pereira, da Direção Nacional da Intersindical

Atnagoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-CONLUTAS

Joaninha de Oliveira, secretaria Executiva Nacional da CSP-CONLUTAS”

porRafael Jorge

Adunicamp emite nota de solidariedade à greve dos Trabalhadores da Unicamp

http://www.adunicamp.org.br/nota-de-solidariedade/

NOTA DE SOLIDARIEDADE

A Diretoria da ADunicamp – Associação de Docentes da Unicamp – vem a público manifestar sua solidariedade com os servidores técnico-administrativos que desde a tarde de ontem (dia 3 de julho) mantém-se na Reitoria de nossa Universidade à espera do Reitor para a realização de uma reunião de negociação sobre a pauta específica da data base 2018.

Também manifestamos nossa contrariedade ao corte do ponto de uma parcela dos técnico-administrativos, prevista para ser efetuada já na folha referente ao mês de junho. O corte de ponto é uma ação que intimida o movimento sindical e atua contra o direito constitucional de greve.

Solicitamos que – em um gesto ao diálogo – a Reitoria da Unicamp se apresente à mesa de negociações, aberta a construir uma proposta de consenso junto ao STU e à nossa comunidade, tanto no que diz respeito às garantias de ressarcimento ao corte do ponto, como sobre uma atualização do valor do auxílio alimentação que possa minorar as perdas dos últimos anos.

A Diretoria

porRafael Jorge

CSP-Conlutas e entidades sindicais assinam moção de repudio à truculência da Reitoria da Unicamp

Moção de  repúdio  à  truculência  da  Reitoria  da  Unicamp

Após  mais  de  40  dias  em  greve,  a  Reitoria  da  Unicamp  não  apresenta  uma  proposta  que  dialogue  com a  pauta  do  movimento.  Já  faz  dias  que o  STU  está  aguardando  na  sala  de  espera  do  prédio  da  Reitoria por  uma  reunião  proposta  pelo  Reitor  e  que  ainda  não  aconteceu.

Além  do  avanço  nas  negociações  a categoria  quer  a  retirada  do  corte  de  ponto  que  ataca  diretamente  o  sustento  das  famílias  de  400 funcionários.   Usando  de  retórica,  a  reitoria  diz  que  mantém  o  diálogo  aberto.  No  entanto,  não  apresenta  nenhuma proposta  concreta  diante  das  diversas  tentativas  dos  trabalhadores  técnico-administrativos.

Frente  a  este  cenário,  os  trabalhadores  decidiram  manter  um  grupo  na  Reitoria  para  aguardar  a negociação. Como  resposta  à  tentativa  de  acordo  por  parte  dos  trabalhadores,  a  Reitoria  ordenou  que  seus vigilantes  impedissem  o  acesso  dos  manifestantes  ao  prédio.

Com  isso,  um  dos  seguranças  de maneira  brutal  e  covarde,  agarrou  uma  idosa  de  62  anos  pelo  braço,  causando-lhe  ferimentos  e  a arremessou  com  força,  deixando-a  caída  no  chão.

Frente  a  este  fato, a  CSP-Conlutas  repudia  veementemente  tamanha  violência  e  exige  que  a  Reitoria da  Unicamp  abra  diálogo  com  os  trabalhadores  no  campo  do  respeito  e  compromisso  com  aqueles  que entregam  suas  vidas  à  Universidade.

 

Assinam:

  1. CSP-CONLUTAS – CENTRAL SINDICAL E POPULAR*
  2. SINDICATO DOS METALURGICOS  DE SÃO  JOSÉ DOS  CAMPOS  E  REGIÃO/SP
  3. SINDICATO DOS TRABALHADORES  MUNICIPAIS  DE  BAYEUX/PB
  4. SINDICATO DOS TRABALHADORES  EM  TRANSPORTE  RODOVIÁRIO  DO  CEARÁ
  5. SINDICATO DOS SERVIDORES  PÚBLICOS  MUNICIPAIS  DE  JUAZEIRO  DO NORTE/CE
  6. SINDICATO DOS TRABALHADORES  NA INDÚSTRIA  DE  CONFECÇÃO FEMININA  DE FORTALEZA/CE
  7. SINDICATO DOS ODONTOLOGISTAS DO ESTADO  DO  CEARÁ
  8. SINDICATO DOS SERVIDORES  DO PODER  JUDICIÁRIO FEDERAL  DO ESTADO  DE MATO  GROSSO
  9. SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS  DE NOVA  IGUAÇU/RJ
  10. SINDICATO DOS TRAB. NO SERVIÇO  PÚBLICO  MUNICIPAL DE LIMOEIRO  DO  NORTE-CE
  11. SINDICATO DOS  SERVIDORES  PÚBLICOS  MUNICIPAIS  DE  JAGUARUANA-CE
  12. SINDICATO DOS SERVIDORES  DO PODER  JUDICIÁRIO FEDERAL  EM  ALAGOAS
  13. SINDICATO DOS TRAB NAS  EMPRESAS  DE  TRANSP. RODOV DE  PASSAG. INTERMUN.  EST. CE
  14. SINDICATO DOS TRABALHADORES  DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO  ESTADO  DE SÃO PAULO
  15. SINDICATO DOS TRAB. NA EMPRESA DE CORREIOS  E TELÉGRAFOS  DO  VALE  DO PARAIBA/SP
  16. SINDICATO DOS TRABALHADORES  DO JUDICIÁRIO FEDERAL E  MPU  NO MARANHAO
  17. SINDICATO DOS TRAB. NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO  E  DO MOBILIARIO  DE  BELEM-PA
  18. SINDICATO DOS AGENTES  MUNICIPAIS  DE  TRÂNSITO  DA  REGIÃO  DO  CARIRI/CE
  19. SINDICATO MUNICIPAL DOS PROFISSIONAIS  DE ENSINO  DA REDE OFICIAL DO  RECIFE/PE
  20. SINDICATO DOS TRAB. DA UNIVERSIDADE  FEDERAL  RURAL/RJ
  21. SINDICATO DOS TRAB. DA  EMPRESA DE CORREIOS  E TELEGRAFOS  E  SIMIL.  DE PERNAMBUCO
  22. SINDICATO DOS TRAB. DA  EMPRESA DE CORREIOS  E TELEGRAFOS  E  SIMIL.  DA PARAÍBA 23.  SINDICATO DOS  MUNICIPÁRIOS  DE STA  BARBARA  DO SUL/RS
  23. SINDICATO DOS TRAB. DO  REFLORESTAMENTO,  CARVOAMENTO  E  BENEFIC. DE  MADEIRA/BA
  24. SINDICATO DOS  EMPREG. EM ESTABELECIMENTOS  BANCÁRIOS  DE BAURU  E  REGIÃO
  25. SINDICATO DOS TRAB. EM PROCESSAMENTO DE  DADOS  NO ESTADO  DO  RIO  GRANDE DO SUL
  26. SINDICATO DOS EMPREGADOS  NO COMERCIO  DE PASSO FUNDO/RS
  27. SINDICATO DOS TRABALHADORES  NAS  INDUSTIAS  METALÚRGICAS DE  NOVA  FRIBURGO/RJ
  28. SINDICATO DOS TRAB. NAS  IND. DE  CIMENTO,  CAL,  GESSO E CERÂMICA DO MUNIC.  DE ARACAJÚ/SE
  29. SINDICATO DOS TRABALHADORES  NAS  INDÚSTRIAS  URBANAS DO  ESTADO  DE  GOIÁS
  30. SINDICATO DOS TRAB. NOS  TRANSPORTES  COLETIVOS  DE GOIÂNIA  E  REGIÃO  METROPOLITANA/GO
  31. SINDICATO DOS EMPREGADOS  DA PREFEITURA  MUNICIPAL  DE PASSOS  DE MINAS/MG
  32. SINDICATO DOS SERVIDORES  PUBLICOS  MUNICIPAIS  DE  FORTALEZA DE MINAS/MG
  33. SINDICATO DOS SERVIDORES  DO QUADRO ESPECIAL DA  SARH  –  SINDCAIXA/RS
  34. SINDICATO DOS TRABALHADORES  NO  TRANSPORTE  ALTERNATIVO  –  GO
  35. SINDICATO DOS TRABALHADORES  EM  SERVIÇOS  DE SAÚDE DE FORMIGA/MG
  36. ASSOCIAÇÃO  DOS  DOCENTES  DA UNESP/SP
  37. SINDICATO DOS SERVIDORES  PÚBLICOS  MUNICIPAIS  DE  ESPLANADA/BA
  38. SINDICATO DOS SERVIDORES  PÚBLICOS  MUNICIPAIS  DE  ENTRE  RIOS/BA
  39. SINDICATO DOS PETROLEIROS  DE SERGIPE  E ALAGOAS
  40. FEDERAÇÃO SINDICAL E DEMOC.  DOS  TRAB. NAS  IND.  METALÚRGICAS  DE MINAS  GERAIS
  41. SINDICATO DOS CERAMISTAS  DE MONTE  CARMELO/MG
  42. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE PIRAPORA/MG
  43. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE ITAJUBÁ  E  REGIÃO/MG
  44. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE OURO PRETO/MG
  45. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE ITAÚNA/MG
  46. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE DIVINÓPOLIS/MG
  47. SINDICATO DOS  METALÚRGICOS  DE TRÊS  MARIAS/MG
  48. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE  GOVERNADOR  VALADARES/MG
  49. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE VÁRZEA DA PALMA/MG
  50. SIND. PROF  ENFERM  E  EMPREG  EM HOSP,  C. DE  SAÚDE,  DUCH. E  MASSAG. DE  DIVINÓPOLIS/MG
  51. SINDICATO DOS EMPREGADOS  EM ESTABELECIMENTOS  DE SAÚDE DE BH  E  REGIÃO/MG
  52. SINDICATO DOS  EMPREGADOS  EM ESTABELECIMENTOS  DE SAÚDE DE ITAJUBÁ  E  REGIÃO/MG
  53. SINDICATO METABASE DOS INCONFIDENTES/MG
  54. SINDICATO DOS TRABALHADORES  EM  EDUCAÇÃO  DE DIVINÓPOLIS/MG
  55. SINDICATO DOS SERVIDORES  PÚBLICOS  DE MONTE CARMELO/MG
  56. SINDICATO DOS  SERVIDORES  PÚBLICOS  DE  BETIM/MG
  57. SINDICATO DOS TRAB EMPRESAS  DE ASSESSOR, PESQ, PERÍCIAS  E INFORM.  –  SINTAPPI-MG
  58. SINDICATO DOS TRAB;  EM EDUCAÇÃO  DA  REDE PÚBLICA  MUNICIPAL  DE  BELO  HORIZONTE/MG
  59. ANEL – ASSEMBLEIA  NACIONAL  DE ESTUDANTES  –  LIVRE
  60. ADMAP – ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA DOS  APOSENTADOS  E  PENS.  DO  VALE DO PARAÍBA/SP
porRafael Jorge

Central sindical CSP-Conlutas expressa solidariedade à luta dos trabalhadores da Unicamp

Nota de  solidariedade à luta dos trabalhadores da Unicamp

http://cspconlutas.org.br/2018/07/ha-mais-de-40-dias-em-greve-trabalhadores-da-unicamp-nao-sao-ouvidos-e-sofrem-repressao/

 

Após mais de 40 dias em greve, os trabalhadores e trabalhadoras da Unicamp seguem mobilizados mas ainda sem avançar nas negociações. A categoria que está há 4 anos sem receber o reajuste da inflação, avalia que há uma defasagem de, pelo menos, 12,6% de acordo com a inflação do último período.

Para as negociações, foi eleita uma comissão que se dirigiu à Reitoria no último dia 3/7. A Reitoria enviou um representante, que alegou que não tinha poderes para negociar, solicitando à comissão que aguardasse o Reitor. Desde esta data, a comissão se mantém aguardando o Reitor na sala da Reitoria. Na quarta (4), a Reitoria tentou enganar os trabalhadores, chamando-os para uma reunião em um local e dirigiu-se para outro.

Violência – Nesta quinta-feira (5), os trabalhadores da comissão tentaram ir para suas casas para higienizar, alimentar e ver seus familiares. Neste momento, um grupo faria a substituição na comissão, mas foram brutalmente agredidos pelos seguranças da universidade.

Uma senhora de 62 anos que estava no local relatou que “seguraram [seguranças] meu braço de maneira violenta, fiquei imobilizada e o braço ficou roxo! Depois ele me arremessou longe, eu caí no chão”, conta Ester Lopes Dias, que precisou, inclusive, fazer exame de corpo delito junto ao IML.

Frente a tamanha truculência, a assembleia geral dos trabalhadores realizada hoje (5), deliberou pela continuidade da greve e na defesa da companheira agredida, aprovando moção de repúdio à Reitoria e sua violência.

A luta dos trabalhadores – A categoria aponta as péssimas condições de trabalho e saúde em que se encontra devido aos cortes no funcionamento da Universidade e, especialmente, da área hospitalar do HC (Hospital de Clínicas) e CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) (CAISM).

É gritante o número de doenças físicas e psíquicas que ocorrem nesses espaços. “As enfermeiras sequer têm espaço apropriado para descansarem. Tem um setor, que é o único espaço para sentarem, após uma intensa jornada de trabalho, que é em cima do lixo”, explica Adriana Stella, da Coordenação Estadual da CSP-Conlutas, funcionária da Unicamp e diretora da Fasubra.

Mesmo com toda essa situação, a Reitoria da Unicamp se nega a atender a pauta de reivindicações alegando crise econômica. Para a trabalhadora, entretanto, o discurso da crise é contraditório. “A universidade alega que não tem dinheiro para nossos salários e oferece apenas 1,5%. Isto representa menos de R$ 50 para cerca de 3000 trabalhadores. No entanto, têm salários para cúpula universitária que ultrapassam R$ 50 mil e são os chamados ‘super salários’”, alega Adriana.

Outra situação de desconforto na comunidade acadêmica foi com relação às prioridades da Unicamp. “A Reitoria se moveu, indo à Assembleia Legislativa e ao Governo de Alckmin, na época, para negociar uma mudança na constituição estadual para aumentar os maiores salários, chamado o ‘teto do funcionalismo’, beneficiando cerca de 1300. Mas não fez a mesma movimentação para garantir o aumento do piso salarial dos mais 7000 funcionários e cerca de 2000 docentes. Nós temos cerca de 80% dos técnico-administrativo no piso”, completa Adriana.

A sindicalista avalia ainda que essa movimentação é desigual e que “com isso, um número pequeno terá possibilidade de receber cerca de R$ 8000 a mais por mês, podendo ter salários de R$ 30 mil, enquanto para a grande maioria, que recebe os menores salários, receberão menos de R$ 50”, explica.

O impasse foi ampliado quando a reitoria anunciou o corte de ponto. De acordo com informações da Reitoria, cerca de 400 trabalhadores sofreram cortes salariais em decorrência do movimento de greve. Frente à falta de diálogo, contra o corte de ponto e buscando negociação, os trabalhadores decidiram em assembleia pedir nova reunião de negociação.

A CSP-Conlutas expressa solidariedade aos trabalhadores da Unicamp que seguem em luta reivindicando direitos e enfrentando a falta de diálogo e violência por parte da Reitoria. Total apoio!

 

porFernanda de Freitas

Nota de repúdio à ordem de prisão do ex-presidente Lula

Antes de mais nada, democracia. E a democracia não existe sem justiça. Independentemente de posição e convicções ideológicas, se faz necessário em uma sociedade civilizada, a preservação dos direitos fundamentais do cidadão que são regidos por nossa jovem Constituição.

Não há civilidade em um processo democrático, quando as leis podem ser aplicadas seletivamente, escolhendo caso para punir um enquanto beneficia outros. Um dos símbolos da justiça é uma deusa de olhos vendados com uma balança em uma mão e uma espada em outra, simbolizando a imparcialidade da justiça através das vendas, o equilíbrio e a ponderação por meio da balança e a força e coragem pela espada.

Nesse momento, a Justiça abriu os olhos para selecionar um caso, pendeu a balança para o lado da arbitrariedade e só sobrou a barbárie de usar a força, mas sem a coragem de punir casos verdadeiramente graves, delatados e gravados. Nosso país enfrenta um momento sombrio e histórico, em que juízes das altas instâncias votam a favor de um ato inconstitucional. Casos como esse só ocorreram quando decretado o estado de exceção (suspensão do Estado de Direito através do próprio direito), como ocorreu no período de Ditadura Militar.

Aqueles que deveriam ser os guardiões do Estado de Direito abrem uma exceção à constituição desrespeitando um artigo que vem sendo aplicado há 30 anos. Em que pese nossa sede de justiça contra a impunidade que assola nossa nação há centenas de anos, não podemos legitimar que o conjunto de leis que deve tratar todos de maneira isonômica, seja ferido para atender questões de cunho político, maculando a imparcialidade da justiça. Apoiar um caso como esse é legitimar que a lei pode ser usada convenientemente, caso a caso, de acordo com interesses pessoais de quem julga, destituindo a legitimidade de qualquer condenação.

Reiteramos que se faz necessário a manutenção perene do Estado de Direito e repudiamos a condenação em segunda instância do ex-presidente Lula que fere a presunção de inocência, direito que garante à todos os cidadãos a possibilidade de ir e vir, sendo inocente até que se prove o contrário. Então, que se prove o contrário antes de qualquer condenação, conforme as regras estabelecidas. Pois essa exceção que hoje é aplicada convenientemente poderá ser usada contra qualquer cidadão.

Campinas, 6 de abril de 2018.

SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNICAMP

porFernanda de Freitas

Assassinato da vereadora Marielle Franco provoca indignação e tristeza

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, texto e close-up“Extremamente chocada (…) Tristeza demais”, afirmou a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ao tomar conhecimento do assassinato da vereadora Marielle Franco. A deputada definiu a vereadora como “uma menina empoderada, com brilho próprio, repleta de sonhos e vereadora com um ano de trabalho. É difícil de acreditar”. Solidária, Jandira desejou força aos familiares e amigos de Marielle, assim como seus companheiros de jornada do PSOL.

A deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) também se manifestou através das redes sociais. A parlamentar comunista se disse “chocada e triste” e enviou um abraço à família e aos companheiros e companheiras do PSOL. Manuela enfatizou que “ninguém vai calar as mulheres que lutam” e exigiu apuração já! ‬

O PSOL publicou a nota “Marielle Franco, presente!”: “O Partido Socialismo e Liberdade vem a público manifestar seu pesar diante do assassinato da vereadora Marielle Franco. Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta. Exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!” Já o deputado estadual Wanderson Nogueira, (PSOL) afirmou que está “muito abalado, assustado, surpreso”. Segundo o parlamentar “Marielle sempre foi muito combativa, trabalhou nos direitos humanos com o Freixo e sempre deu voz às pessoas atacadas pelas forças”.

O Comitê Municipal do PCdoB do Rio de Janeiro também divulgou nota onde afirma que “a morte de Marielle Franco deixa a todos consternados. Uma jovem mulher, vereadora, lutadora dos direitos humanos, da juventude e na defesa das mulheres. Era presidenta da comissão de direitos das mulheres da Câmara de Vereadores do Rio”. O partido destaca que a jovem parlamentar vinha denunciando a violência policial nas comunidades do Rio de Janeiro. Para os comunistas cariocas, “Marielle deixa um exemplo de luta e que nos serve de inspiração, mostrando que suas ideias continuam”. A direção comunista cobra “apuração rigorosa, que apure e puna os executores. Que não seja mais um caso da violência cotidiana que assola a cidade”.

O presidente estadual do PT também manifestou “profundo pesar pela tragédia ocorrida essa noite com a vereadora Marielle, do PSOL, e com o companheiro que a acompanhava no carro”. Para o dirigente petista Washington Quaqua, Marielle “parte muito precocemente e deixa um legado, além de um futuro de lutas a favor do povo e de uma sociedade justa e igualitária”. Ele afirma ainda que “é preciso que as forças de segurança sejam rápidas e eficientes na apuração das circunstâncias deste crime que consterna a todos nós”.

O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que o crime é “chocante” e tem características de execução. Ele cobrou investigação do caso. “É chocante, trágico, um absurdo e não pode ser mais um daqueles 90% de homicídios que ficam sem qualquer apuração”, afirmou o deputado. Sobre sua correligionária, Alencar afirmou que “ela tinha atuação muito bonita, muito forte, na Maré, onde nasceu. Era uma pessoa muita ativa, mas inteiramente da paz. E tinha um mandato promissor”.

O deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha afirmou, em nota, que Marielle era uma “vereadora combativa, humana, partícipe de todas as lutas populares”. “Inaceitável tal crime brutal”, completou.

O deputado estadual Carlos Minc (sem partido) disse que, pouco antes de ser assassinada, Marielle denunciou um episódio de violação dos direitos humanos na favela de Acari. “Horror! Tristeza! Combativa vereadora Marielle Franco (PSOL) assassinada a tiros em carro no Estácio. Domingo ela denunciou brutalidade policial no Irajá. Sempre a encontrava cheia de alegria em atos políticos, paradas LGBT, no Circo, na Fundição! Arrasado.Viva Marielle”.

O senador petista Lindbergh Farias (PT) também escreveu sobre a morte de Marielle em sua página no Twitter. “Com o coração cheio de tristeza recebo a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL. Uma jovem feminista cheia de vida, combativa e promissora. Uma das novas lideranças mais expressivas da esquerda carioca. Minha solidariedade aos familiares, amigos e aos que lutam por um mundo justo. As circunstâncias deste crime devem ser investigadas com o maior rigor.”

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também manifestou “profundo pesar diante do assassinato de nossa companheira e vereadora do PSOL Marielle Franco, e do companheiro que a acompanhava”. A nota afirma ainda que “Marielle uma amiga do MST e militante destacada na defesa dos direitos humanos e da igualdade social, deixa um legado de lutas em favor da classe trabalhadora”. O MST também exige rápida apuração para que a impunidade não prevaleça.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-RJ também divulgou nota em que manifesta seu pesar e sua revolta com o assassinato da vereadora Marielle Franco. Para a central, a morte de Marielle é “uma perda de todos e todas aqueles/as que lutam pela construção de uma sociedade mais justa, livre de preconceitos, onde a pobreza não seja criminalizada e que os direitos das mulheres e da população negra sejam respeitados”. “A CTB Rio de Janeiro manifesta solidariedade aos amigos, parentes, equipe e companheiros/as de luta e exigimos, de todas as autoridades, a apuração firme e transparente, assim como a punição de todos os responsáveis.” Por fim a nota da central afirma que “a luta de Marielle nos serve de inspiração e seguiremos nas ruas e nas lutas em defesa de um mundo melhor e mais justo, mundo este que motivou a militância da companheira da qual tão cedo nos despedimos”.

Em nota assinada por sua presidente, a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa manifestou seu pesar pelo crime cometido contra a vereadora Marielle, do PSOL e o companheiro que a acompanhava no carro. Segundo a parlamentar, “Marielle era uma combativa vereadora e militante por direitos humanos e da igualdade social e racial, uma guerreira dos direitos das mulheres e nos deixa prematuramente de forma trágica, que infelizmente reforça uma de suas bandeiras, que era a segurança publica”. A deputada comunista encerra afirmando que “ficaremos atentas para que Marielle não seja apenas mais uma nas tristes estatísticas da criminalidade em nosso estado”.

Execução 

A vereadora Marielle Franco foi morta a tiros região central do Rio de Janeiro, junto com ela estavam o motorista Anderson Pedro Gomes, que também foi morto, e uma assessora, Fernanda Chaves, que sobreviveu e foi hospitalizada com ferimentos de estilhaços. Fontes da polícia dizem que todos os indícios, até o momento, indicam que o crime não se trata de um assalto.

Informações de fontes policiais informam que os assassinos emparelharam um carro ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Eles fugiram sem levar nada. No sábado (10), Marielle fez uma postagem no Twitter reclamando da ação dos PMs em Acari. “O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens”, escreveu ela.

Cria da Maré

Marielle se apresentava como “cria da Maré” e foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016, com 46.502 votos. Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), teve dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”.

Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo.

No domingo (11), Marielle denunciou uma ação de PMs do 41º BPM (Irajá) na Favela de Acari. Segundo ela, moradores reclamaram da truculência dos policiais durante a abordagem a moradores. Ela compartilhou uma publicação em que comenta que os rapazes foram jogados em um valão. De acordo com moradores, no último sábado (10), os PMs invadiram casas, fotografaram suas identidades e aterrorizaram populares no entorno.

Assista ao último evento em que a vereadora participou:

Fonte: Portal Vermelho